31 de out de 2008

Pequeno balanço do ano

Foram oito meses e 17 corridas até aqui.
Tivemos de tudo.
Barbeiragens; falhas de equipe; muita chuva em algumas provas; emoções, corridas tediosas, escândalos sexuais, punições – certas e erradas – a rodo.
Vimos pódios altamente diversificados.
Foram sete vencedores diferentes. E entre eles três que venceram pela primeira vez sendo que um, o mais novo deles, venceu nada mais, nada menos que no solo sagrado de Monza! E com chuva o que é mais difícil ainda, tanto vencer como chover lá em dia de corrida.
Dois circuitos novinhos em folha.
A primeira corrida noturna.
Tivemos na pista dois campeões mundiais em momentos muito distintos.
Enquanto Kimi Raikkonen descia ao purgatório após ganhar o titulo do ano passado, Alonso fazia seu trabalho de forma impecável e extraia da carroça da Renault mais do que ela poderia lhe dar. Tanto que teve duas vitórias altamente improváveis, não fosse ele o piloto que é.
Tivemos pistas mutiladas voltando ao calendário e pistas tradicionais dando adeus.
Uma única equipe ficou fora das festas no pódio: A estreante Force Índia de Vijay Mallya.
Este foi e está sendo um campeonato memorável, como há muito não se via.
Agora é a decisão.
E tudo esta nos braços de apenas dois pilotos e suas equipes.
Tudo está no asfalto abrasivo e agora não mais ondulado de Interlagos.
Torço por Felipe Massa, mas se o titulo pousar nos braços de Lewis, que seja! Também é merecido.
Os carros já foram à pista.
Massa parecia quere mostrar que seu carro está bom. Andou forte.
Lewis foi protocolar. Apenas passeou na pista para mostrar o carro aos que pagaram para estar lá hoje.
Agora é esperar.
Amanhã quando partirem para a tomada oficial de tempo, ai sim, terá começado de verdade o GP do Brasil de F1.
Na nossa pista, no nosso templo.
A nossa corrida.

30 de out de 2008

Para David Coulthard

Todo mundo sabe o quanto gosto de David Coulthard.
Todos sabem da enorme admiração que tenho por ele. Pelos seus anos de serviços prestados a causa da velocidade e da F1.
Todos sabem o quanto fico contente quando aquele capacete azul com um ‘x’ branco no cocuruto aparece no vídeo.
Sabem o quanto fico fulo da vida quando alguém por um motivo qualquer bate em D.C e põe a culpa no cara.
É notório e sabido que guardo com carinho todos os seus recordes e conto com o maior orgulho todas as suas realizações em pista.
De forma que resolvi pegar uns trechinhos de umas canções aqui e dedicar ao velho e bom escocês.
Com vocês: Canções para David Coulthard.
(será que fui muito irônico?)
Comecemos então com uma classica de Frank Sinatra: My Way.
E agora que o fim esta perto/E eu encaro esse momento/Meus amigos, eu vou confessar/Os meus pecados e sentimentos/Vivi a mil por hora/E por caminhos que eu nem lembro agora/E mais, bem mais eu sei/I did it my way!!!

Agora uma canção para os que sempre ouviram D.C. dizer que poderia ser campeão do mundo um dia: O Adventista, do Camisa de Vênus:

Eu acredito no milagre que não vem/Eu acredito nos homens de bem/Eu acredito, eu acredito/Eu acredito nas boas intenções/Mas este papo ja encheu os meus culhões/Eu não acredito, eu não acredito.
Os Titãs também apresentam sua contribuição com a canção: Caras como eu:

Caras como eu/Estão tirando o pé/Andando em marcha-re/Com medo de entrar na contramão.

O Barão Vermelho marca sua presença com uma ode a amizade. Quando D.C. viu que era hora de parar e procurar seus contemporâneos: Meus bons amigos.

Meus bons amigos, onde estão?/Notícias de todos quero saber/Cada um fez sua vida/De forma diferente/Às vezes me pergunto/Malditos ou inocentes?

E para terminar, Falcão e sua sapiencia cearense põe terra sobre o assunto com A multa. E dizem que compôs isto após ver esta cena.

Multa ,esse Feladapulta ,Multa/Esse Feladapulta ,Multa que é para moralizar/Multa ,esse Feladapulta,Multa/Esse Feladapulta,Multa que é para moralizar.


Quem tiver mais musiquinhas para a despedida do nobre D.C, por favor, não se faça de rogado. Pode deixar ai nos coments que eu dou um jeito de colocar.
E antes que eu me esqueça... Vai jogar bingo, velho!

29 de out de 2008

Um troféu valioso de verdade


"-Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu País, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo - o Universo curvo de Einstein".
(OSCAR NIEMEYER)

Ele costuma ser o objeto de desejo dos pilotos ao fim de qualquer GP e neste não vai ser diferente. O troféu é muito maravilhoso.
Afinal ‘apenas’ Lewis e Massa correm por algo realmente maior que a simples vitória e o troféu de primeiro colocado em Interlagos este fim de semana.
Os outros todos correm é pelo troféu de primeiro colocado mesmo.
Pensando bem, Lewis nem corre pela vitória - ao menos oficialmente - na hora que as luzes vermelhas se apagarem é que vamos saber de verdade onde fica o cérebro deste garoto, que pilota demais, mas que pensa de menos quando precisa.
Se ficar na caixa craniana ele será campeão, se fica no coração ou nas sapatilhas de corrida. Bom ai...
Mas eu dizia do troféu, que será entregue aos que chegarem ao pódio.
Ele foi desenhado por ninguém menos que Oscar Niemeyer.
Niemayer dispensa apresentação.
Mas o troféu que ele desenhou não.
É novo, é revolucionário no que tange ao material de sua construção e acima de tudo, é muito, mas muito mais bonito que aqueles brindes do banco Santander que foram distribuídos aos vencedores de algumas etapas este ano.
O troféu de Niemeyer é feito com um polímero de origem vegetal que ganhou o apelido de ‘plástico verde’ e pesa quatro quilos.
Segundo o próprio, o desenho original foi feito em apenas quinze segundos e tem como inspirações uma coluna do Palácio da Alvorada e um volante de um F1 estilizado.
Independente de ser campeão ou não, que ganhar a corrida vai levar para casa algo único. Fazendo jus aquela frase que o Galvão adora repetir, mas que no momento me foge da memória o autor: "-Obra de arte piloto, não compra. Ganha na pista".





E já está no ar também a edição pré-Brasil da rádio Onboard.
Felipe Maciel, o grande e eu demos uma geral nas expectativas desta corrida que promete, e também uma geral nas prováveis mudanças nos regulamentos - esportivo e técnico - já para o ano que vem.
Desta vez está conosco o grande Fábio Campos, sócio do Grid GP. Confira

28 de out de 2008

Notinha do busão - Doni voltou, e Lara também!









Mais uma do ônibus...
Estava sentado a dois bancos de distancia do cobrador, aqui ainda não temos a catracas eletrônicas em todos os ônibus. Que no fundo acho bom. Afinal mantém alguns empregos e ouvi o seguinte dialogo entre um passageiro e o cobrador.
- O Doni voltou!
- Doni... Doni? Qual Doni?
- Poxa, já esqueceu? O Doni. Donizete... Da roda de samba!
- Donizete? E ainda do samba? Vixe, eu não vou lembrar mesmo. Eu sempre gostei de rock.
- É, eu sei que você era do rock, mas do Doni todo mundo lembra...
- De qual grupo ele era? Era amigo da gente?
- Era amigo sim, estudou com você se não me engano no ginásio. E você até apelidou o grupo dele com sua maldade característica: Estragasamba!
- Ah tá... O Estragasamba... Não tinha ninguém pior que eles... Mas, uma coisa, eu não me lembro do Doni no grupo. Tocava o que ele?
- De quem eu me lembro? Vamos ver... Tinha a Guaru no pandeiro.
- Isto.
- Tunga na violão.
- Grande Tunga! Baiano ele.
- Nego Boiça no cavaquinho.
- É o Boiça tocava demais, se fosse roqueiro seria o Steve Vai.
- Tinha mais o Chavinho na timba. Lembra? O único tocador de timba que usava partitura.
- É, e todo mundo cantava... Viu, não tinha o Doni.
- Pô tinha... E a função dele era importantíssima... Era ele que buscava a cerveja para animar a roda!
A conversa me lembrou de outro amigo que voltou. Este não faz samba, não toca surdo com partitura e muito menos é o responsável pelas cervejas: o jornalista Rodrigo Lara está de volta com seu novo blog: Pé na tábua.
Vale a pena conferir, o cara é das antigas, e o melhor... Dos bons!

27 de out de 2008

Canções para exorcizar a dor

O ano era 1974.
Seu casamento havia acabado.
Havia largado sem maiores explicações a banda que fundara nos meados dos anos 60 e que agora seguia por outros caminhos.
A perspectiva de uma carreira solo se esvaia como uma alucinação das montanhas de ácido lisérgico que consumia.
O futuro nunca lhe parecera tão incerto quando entrou na sala de Roberto Menescal, então diretor artístico da Philips.
Queria apresentar o projeto de um disco solo, mas encontrava dificuldades em falar com André Midani, o chefão da companhia.
Menescal se dispôs a ir com ele e ouvir o material composto. Notou então que as musicas, assim como o compositor tinham um tom triste. Muito longe do garotão irreverente que conhecia desde 1969.
Cantava como se cada música tivesse o poder de extravasar a dor e a confusão que sentia.
Ao voltar para o escritório, Menescal comunicou a André Midani que estava disposto a fazer um disco com aquele sujeito. Meio ressabiado e com o pé atrás Midadni deu o sinal verde.
Nascia ai o disco mais belo, sombrio e confessional de toda a história da musica popular brasileira. E porque não dizer do rock brasileiro: “Loki?” de Arnaldo Baptista.



Produzido pela dupla Menescal/Mazzola e gravado nos Estúdios Eldorado, “Loki?” é o disco mais revolucionário e despojado da carreira de Arnaldo.
Para se ter uma idéia deste despojamento basta saber que é um disco de rock que não tem guitarras, apenas uma faixa tem violões, que são tocados pelo próprio Arnaldo.
Os músicos, também convidados pelo autor eram ninguém mais, ninguém menos que o baixista Liminha e o baterista Dinho; O maestro e arranjador Rogério Duprat, todos antigos parceiros nos Mutantes, a tal banda de que Arnaldo tinha saído.
Confuso? O sujeito deixa a banda - não muito amigavelmente - e depois a convida para tocar em seu disco solo? A confusão ainda vai aumentar quando você souber que Rita Lee, também ex-Mutantes, agora ex-esposa de Arnaldo e motivo principal da tal dor e confusão que norteava as musicas foi convidada para fazer os backing vocals em pelo menos duas faixas.
O disco é conduzido pelo piano de Arnaldo, instrumento que penso ser o que mais aproximadamente traduz os altos e baixos dos sentimentos humanos por produzir sons diferentes dependendo da força que se emprega para tocar suas teclas e abre com Será que eu vou virar bolor?
“Venho me apegando ao passado/E em ter você ao meu lado/Não gosto do Alice CooperOnde é que está meu rock'n'roll?/Eu acho, eu vou voltar pra Cantareira”
Cantareira faz referência a Serra da Cantareira onde Arnaldo e Rita moraram após o casamento.
A canção Uma pessoa só tinha sido composta para o disco “O A e o Z” dos Mutantes que a gravadora achou melhor, por questões comerciais, engavetar. Vale dizer aqui que a gravadora era a mesma Philips pela qual “Loki?” viria ao mundo.
De letra viajante e claramente influenciada pelo LSD a música trazia alguns trechos incompreensíveis. Ou compreensíveis apenas para o auto: “Estamos numa boa pescando pessoas no mar/Aqui/Numa pessoa só”
A faixa seguinte, Não estou nem ai trás os vocais de Rita Lee e carrega num lirismo desesperador onde se nota que poucas coisas importam agora na vida de Arnaldo. A mensagem era clara para quem quisesse ouvir: “Porque eu não estou nem aí pra morteNão estou nem aí pra sorte/Eu quero mais é decolar toda manhã/Quero decolar toda manhã”
Acho que é desnecessário dizer o sentido de ‘decolar’ empregado aqui, não?
Vou me afundar na lingerie é a que mais se aproxima do espírito reinante nos áureos anos de Mutantes e esta é a ultima vez em que a trupe esteve reunida no estúdio de gravação. Daqui para frente Rita apareceria no disco apenas como destinatário das mensagens das letras.
Depois da instrumental Honky Tonky em que mostra todo seu virtuosismo ao piano, num boogie sensacional chega a vez da letra que empresta o titulo ao disco.
Cê ta pensando que sou Loki?. Apesar de descontraída, manda flechas na direção da ex-mulher em forma de versos: “A gente andou/A gente queimou/Muita coisa por aí/Ficamos até mesmo todos juntos/Reunidos numa pessoa só” e arremata numa citação a dupla que Rita formou logo após ser convidada por ele a sair d´Os Mutantes e um pouco antes de formar o Tutti Fruti: as “Cilibrinas do Éden”: "Cilibrinas pra lá/Cilibrinas pra cá/eu sou velho mas gosto de viajar”
A pungente balada Desculpe é a mais explicita de todas e vale uma transcrição completa: "Desculpe se eu fiz você chorar/Te esqueça. Olhe, o sol chegou. Me abrace. Diga-me o meu nome. Diga que você me quer. Sinta o pulso de todos os tempos./Comigo/Até quando, eu não sei./Sinto o barato de todos os tempos./Comigo/Até quando, eu não sei./Mas desculpe, mas eu vou me fechar./Não sou perfeito, nem mesmo você é./Me abrace. Diga-me o meu nome. Diga que você me quer. Sinto o pulso de todos os tempos./Comigo/Até quando eu não sei./Sinta o barato de ser Ser humano. Comigo./Até quando deus quiser."
Logo depois de completar o verso “não sou perfeito/nem você mesmo é” Arnaldo pronuncia a primeira silaba do nome de Rita e a prolonga até se transformar num grito dilacerado e sofrido.
Navegar de novo é uma tentativa de compor algo que não fosse intimamente ligado a seus problemas. Quase uma critica social só que confusa demais ficou pelo caminho: "Está muito claro/Que está muito caro/O modelo do meu carro/Que eu comprei só a seis meses/E que já está fora de moda/E que está muito dura a vida/Nesta cidade de S. Paulo."
A preferida da casa é Te amo podes crer, onde o verso: “E você me deu adeusComo? Se nós somos de Deus” domina a paisagem e se impõe entre imagens quase cinza uma melodia triste que expõe a fundo a alma torturada do compositor. É impossível ouvir esta canção e não se comover.
O fim, com os tais únicos violões do disco vem com É fácil: "Eu me amo como eu amo você. É fácil."



O disco foi gravado em poucas seções e nem os erros de andamento em algumas partes que Liminha e Dinho pediram para refazer foram consertadas. Arnaldo tinha pressa para se livrar daquelas canções o mais rápido possível.
Ainda gravaria um ultimo disco de inéditas, “Elo perdido” já com a Patrulha do Espaço, um disco mesclando canções inéditas e algumas antigas vertidas para inglês ("Singin´ Alone") e um ao vivo ("Faremos uma noitada excelente") mas, sem repetir o mesmo resultado de “Loki?”.
Arnaldo tentaria o suicídio no primeiro dia de 1982 se atirando de uma janela do Hospital do Servidor Publico na capital paulista.
Esqueça Raul e sua teoria sobre a paternidade do rock.
O verdadeiro progenitor do gênero no Brasil é Arnaldo Baptista.
Porque então não é reconhecido como tal?
Simples. Ainda está vivo como comprova a recente reunião dos Mutantes, e isto incomoda muito em um país onde se ganha respeito apenas após ter sido publicado o necrológio.

23 de out de 2008

Amuletos e superstições

Os dois – Felipe Massa e Lewis Hamilton - seriam os pupilos mais queridos de Carlito Rocha, presidente folclórico e histórico do Botafogo e Futebol e Regatas.
Para se ter uma pálida idéia do grau de superstição do homem, basta lembrar algumas poucas – e boas – histórias sobre ele.

Presidente do clube entre 1948 e 1951 ele foi o responsável pela fama de superstição e crendices que até hoje ronda General Severiano, que para quem não sabe é a sede do time carioca.
Se por acaso – e foi o caso – o time ganhasse um jogo importante ou um campeonato, ele refazia pelo resto da temporada tudo o que fez antes do jogo decisivo ou do titulo.
Foi assim que fez o time alvinegro carioca chupar mangas durante quase um ano.
Não só mangas, mas também gemadas, rapadura.
Pedia para o roupeiro Aluisio levar para a concentração vários latões de leite e ir enchendo as xícaras de cada jogador enquanto ele próprio distribuía biscoitos. Reza a lenda que colocava um na boca de cada jogador, como se fossem hóstias.
Mandava amarrar as cortinas do clube em véspera de jogo contra o Flamengo, para que as pernas dos adversários também ficassem amarradas.
Depois percebeu que um cachorrinho vira lata - branco e preto como convém - chamado Biriba apareceu pela sede do clube e como que por mágica o time passou a ganhar jogos quase perdidos.
Foi o que bastou para o cachorrinho virar mascote oficial e quando os jogos passaram a se tornar mais difíceis, Carlito viu que Biriba tinha o habito de urinar nas cortinas do clube. Então o bravo Biriba era levado à General Severiano antes dos grandes jogos para dar aquela mijadinha básica nas cortinas.
Tinha tanto medo que lhe roubassem o cachorro que ordenou que um funcionário do clube chamado Macaé dormisse com o cachorro. Depois passou a levar o cachorro aos jogos do time. E quando o adversário atacava com mais força, dava ordens para o mesmo Macaé soltar o cachorro em campo.
Na véspera de um jogo importante, Biriba fez pior, mijou nas pernas do jogador Braguinha. Foi o que bastou para que o presidente ordenasse que antes dos jogos levassem o mascote para regar as pernas do jogador.
Biriba era tão bem tratado que ganhava até bicho...







E o que tem isto com Massa e Lewis?
Oras... Um arruma um guru conhecido por ser entortador de talheres.
E o outro diz que vai colocar uma ‘cueca da sorte’ na sexta feira imediatamente antes do GP Brasil e só vai tirá-la depois da corrida.
É ou não é dose para Carlito?
E quem em sua opinião é mais confiável? A cueca ou o entortador de talheres?


Enquanto você pensa, que tal ir ouvindo a nova edição da Rádio On Board, em que meu amigo Felipe Maciel e eu discorremos sobre o que aconteceu de bom na corrida da China.Aliás... O que aconteceu de bom?

22 de out de 2008

Uns menos que os outros, mas igualmente errados

Errados sim, também acredito.
Os policiais que estão no centro da caça as bruxas que se instalou após o episódio do seqüestro seguido de morte em Santo André, cidade do chamado ABC paulista.
A policia especializada, que conta com arrombadores, negociadores e atiradores de elite me parece carecer de real ação. Graças à Deus!
Sinal de que isto, felizmente não ocorre com frequencia suficiente para dar experiência a alguém.
E longe de querer que haja mais casos intrincados e revoltantes como este, porém, é necessário frisar que o velho chavão ‘treino é treino, jogo é jogo’ vale para todos os setores da sociedade. Inclusive a policia.
Foi latente a falta de experiência do grupo que atuava no caso.
O fato de não imaginar que atrás da porta haveria uma barricada para impedir a entrada é um claro exemplo.
A falta de um equipamento adequado foi outro determinante.
A escada em que o policial sobe para atingir a janela do apartamento nem sequer chegava até a mesma.
Repito: Em simulações é tudo muito mais fácil e menos tenso. Sabe-se que ao fim do exercício ninguém sairá ferido e se acaso apurar-se que o treinamento foi mal feito ou insatisfatório é só repetir. Na vida real, como foi o caso, não há segunda chance.
Mas os menos errados dentre todos.
Afinal, algo precisava ser feito.

Errados também estão os meios de comunicação em cobrir de forma exaustiva e sensacionalista o assassinato.
Como no 'caso "Nardoni', fomos e ainda seremos soterrados com uma avalanche de informações inúteis e por vezes até cruéis.
O que interessa saber onde entrou ou saiu o tiro no corpo da menina?
Sem contar a possibilidade de inspirar novos casos visto que, querendo ou não acabaram criando uma espécie de popstar ao dar publicidade ao assassino.
Saberá Deus, quantos mais não desejam estes efêmeros quinze minutos de fama?

Pior ainda, são os psicólogos, que apareceram as dúzias em todos os canais para discorrer sobre o caso e culpar a juventude dos envolvidos pela tragédia.
Errados.
Adolescentes andam em grupo, vestem-se de forma tão igual que acabam transformando algumas peças de roupa em verdadeiros uniformes, mas, muito longe do discurso simplista que grande parte da mídia adotou, não pensa como manada. Mesmo nesta fase da vida, todo indivíduo é único.
No caso o f.d.p - este é o termo correto para um imbecil desta categoria - já tinha tendência ao banditismo.
Sem isto, como explicar a frase que disse logo ao ser preso: "- Eu sou o príncipe do gueto.’?
Típico daquela turba que tem como ídolos tipos que glorificam a violência e endeusam a bandidagem em letras de pseudo musicas como as dos Racionais M.C´s e afins.
Isto sim, ajuda formar o caráter e a índole de um indivíduo, testosterona, não.

O canalha que iniciou tudo e puxou o gatilho.
Tão errado que deveria ser levado a execução pública.
Independente do fato de que não se pune barbárie com barbárie.
Mas este merecia. Assim como os Nardoni.

E os mais errados de todos, nós.
Por termos consciência de tudo isto e não tomarmos nenhuma providencia.
Nem que seja desligar a TV enquanto o assunto não sumir dela.

21 de out de 2008

Ava(ca)liações - China - 08

Lewis: Ganhou e se aproximou do título, foi irritantemente perfeito - 10


Massa: A esperança é a ultima que morre. Acredita Felipe! - 8



Kimi Raikkonen: Fez seu papel de segundo piloto com dignidade - 9



Alonso: Sem a sorte das outras corridas ficou em quarto, porém fez uma corrida muito boa - 8
Foto enviada pelo amigo e leitor Anderson, nos coments das ava(ca)liações do Japão. Valeu!

Haidfeld: Ele foi o quinto? Eu dormi? Putz nem lembrava....


E acabaram-se as esperanças de Kubica. Fica pro ano que vêm se a BMW tiver um bom carro.



A imagem aí em cima sintetiza a corrida: Que animo! Que empolgação!


Kimi: "-A corrida foi tão chata que achei que o Alonso tinha ganho..."
Lewis: "-Que isto... Eu tenho balls..."

Estas ai estão homenageando de uma vez só o Nico Rosberg, o Coulthard e o Rubinho, por que? Diga aí!

19 de out de 2008

Grooniadas na China - 19/10/2008 - Verdade chinesa

Monotonia.
A palavra chave deste GP não poderia ser outra mesmo.
A China, melancolicamente sediou um dos GP´s mais monótonos desta temporada.
Pau a pau com a Malásia, não por acaso, no horizonte onde os olhos dos homens que controlam a categoria enxergam o futuro da F1.
O fato é que devo ser pé frio. Foi só assumir a torcida por Massa e pela Ferrari – na falta de um bom carro e um bom piloto na Williams – e nada funcionou mais.
Nesta madrugada a equipe de Maranello não foi nem sombra ante a superioridade da McLaren de Lewis Hamilton. Kovalainen não conta.
Mesmo tendo vencido sua primeira corrida, é melhor esquecer muito bem esquecido esta temporada.
Durante todo o fim de semana – os treinos de sexta não importam – Lewis sobrou.
Tanto que fez pole, melhor volta e ganhou a corrida.
Massa e Kimi tiveram problemas de equilíbrio nos carros vermelhos. E mesmo quando, de tanque mais vazio o carro se equilibrava e rendia melhor, bastava Lewis ser avisado pelo rádio ou pelas placas e lá ia o inglês baixar novamente os tempos e manter a diferença dentro dos sete segundos.
Estabelecendo assim a verdade chinesa: Lewis Hamilton sobrou!


Era só isso que eu queria da vida/Uma cerveja uma ilusão atrevida/Que me dissesse uma verdade chinesa/Com uma intenção de um beijo doce na boca...


No Sábado, a meu ver sem muito esforço, Hamilton fez a pole e já começou a ganhar a corrida.
Kimi em segundo e Massa em terceiro ainda cheirava a estratégia. E até era, mas não para a vitória. A não ser que na largada Kimi desse o bote e tomasse a ponta.
Longe disso.
Hamilton manteve a ponta com autoridade, e só fez aumentar a diferença para Kimi.

E se Massa não foi importunado pelo finlandês prateado – que havia ultrapassado Alonso na largada – também não conseguia a acompanhar o finlandês vermelho. Fazendo todos temerem pela forma como a Ferrari procederia a inevitável troca de posições mais a frente. E se providenciaria.


A tarde cai/Noite levanta a magia/Quem sabe a gente vai se ver outro dia. Quem sabe o sonho vai ficar na conversa quem sabe até a vida pague essa promessa...

Na primeira parte da corrida apenas dois destaques: Webber com o tanque vazio fazia algumas boas ultrapassagens. E a briga entre Kova e Alonso.
O piloto da Mclata ultrapassou o ‘sobrancelha’ da Renault na largada. Mas o bi-campeão mais mala da história fez uma belíssima manobra ao fim da reta longa e retomou sua posição original. Daí em diante tédio e mais tédio...
Os pilotos brasileiros tiveram resultados discretos: A boa corrida de Nelson Ângelo Piquet conseguindo um ponto .

Muita coisa a gente faz seguindo o caminho que o mundo traçou, seguindo a cartilha que alguém ensinou. Seguindo a receita da vida normal...

E a corrida de Barrichello, que foi apenas Rubens mesmo durante todo o fim de semana. A aposentadoria parece estar chegando mesmo a contragosto. Com Alonso indo ou não para a Honda ano que vem.
Todos os outros pilotos, me perdoem, foram apenas coadjuvantes neste GP.
E até mesmo a ultrapassagem – manjada – de Massa sobre Kimi teve gosto de prato requentado.


Mas o que é vida afinal? Será que é fazer o que o mestre mandou? É comer o pão que o diabo amassou?Perdendo da vida o que tem de melhor...


No fim a vitória de Lewis acabou sendo mais que justa e o segundo lugar para Felipe o mantêm respirando por aparelhos na briga pelo titulo.
Briga esta que terá seu ultimo round aqui em São Paulo.
Aos que torcem por Felipe Ma'ssa – e eu me incluo nestes - resta torcer para que ele vença e Hamilton seja no máximo sexto.
Já quem torce por Hamilton tem a sua disposição um leque amplo de opções.
Porém, em qualquer das duas cabeças que pouse a coroa de louros de campeão, é bom dizer, o titulo estará em boas mãos.

Senta, se acomoda/À vontade, tá em casa toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar/Deixa, prá amanhã tem muito tempo o que vale é o sentimento e o amor que a gente tem no coração...
Legendas retiradas da canção "Verdade Chinesa" de Carlos Colla e Gilson, interpretada magistralmente por Emilio Santiago.

16 de out de 2008

E quando Bernie fica sabendo da saida da França...





Um diretor da FIA, de nome Jhonie entra correndo na sala de Bernie Ecclestone, onde já se encontrava Max Mosley. Ambos jogavam ‘Monopoly’.
- Sr. Bernie, rápido! Precisamos fazer alguma coisa!
- O que houve Johnson?
- É Jhonie, senhor. A crise econômica mundial acaba de atingir a F1! É o prenuncio de dias muito difíceis para a categoria...
- Como assim, Jonatan? As empresas que patrocinam as equipes estão tendo problemas com suas ações nas bolsas ao redor do mundo?
- Não senhor, ainda não. Mas é Jhonie.
- O que é Jhonie? Jamerson?
- Meu nome, senhor... É Jhonie. Digo que a crise se abateu sobre a F1, porque os diretores da FFSA, a federação francesa de automobilismo acaba de anunciar que renuncia ao encargo de promover um GP em suas terras.
- E eles alegaram um motivo? Júnior? – Diz com um brilho feliz nos olhos.
- Estão prevendo dificuldades econômicas para a realização do evento senhor. E é Jhonie. Jhonie!
- Só isto? Ora Jones! Não faça marola com tão pouca água... Ande, me arruma uma ligação com o Herman Tilke e ligue também para a federação de automobilismo de Hong Kong.
Diga a eles que acabamos de arrumar uma data para um GP lá...
- Mas senhor? E a tradição francesa? E a Renault? E Alain Prost? E principalmente, a crise econômica? Se isto aconteceu na França, pode vir a acontecer em outros países europeus!
- Jhohanson, meu filho... Há males que vem para o bem! Nem que seja para o meu próprio bem... Se assim for, consiga com o Tilke mais espaço em sua agenda e entre em contato com Brunei, Vietnã, com a Coréia e o Catar... OK!
Jhonie sai da sala resmungando em voz baixa:
- Eu deveria era mandar este cara ir tomar no...
E mesmo já a distancia e com a porta quase fechando, o diretor ainda escuta Bernie dizer:
- No Butão não, Gilles, meu filho... Que o País é pequeno demais para ter um autódromo desenhado pelo Tilke!

15 de out de 2008

Cartola

Post feito em parceria com Oliver, do BlogSportBrasil

Se estivesse vivo completaria um século, mas que bobagem, Cartola é uma estrela e estrelas não morrem nunca. Apenas vão brilhar um pouco mais longe da gente.
Notadamente sou roqueiro das antigas, mas que pode misturar jazz ao samba e curtir uma bossa nova sem traumas. Mas quando se trata de samba. SAMBA mesmo, eu gosto mesmo é das raízes. Da tradição... E não há mais raiz e nem mais tradição que Cartola. Talvez nem Donga e seu histórico ‘Pelo telefone’, primeiro samba gravado. Mas, este é assunto para outro artigo.
Agenor de Oliveira nasceu em 11 de outubro de 1908 no Rio de Janeiro, quarto filho do senhor Sebastião e de Dna. Aida, que ainda teriam mais três depois dele.
Precoce já participava de blocos carnavalescos aos oito anos de idade. Aos onze foi morar no Morro da Mangueira e começou a trabalhar para ajudar a família.
Fez de tudo um pouco: Continuo de repartição publica; Pintor de paredes; Lavador de carros; Vigia de prédio e pedreiro onde ganhou o apelido que o acompanharia pelo resto da vida: Cartola, tirado do fato de usar um chapéu coco para evitar que o cimento lhe sujasse os cabelos.
Após a morte da mãe, Cartola passou por diversos problemas de relacionamento com o pai, que culminaram com sua expulsão de casa.
Doente, para sobreviver vendia seus sambas aos cantores que subiam os morros para se inteirarem das novidades musicais. Pratica comum entre os compositores dos morros no inicio do século XX.
Um exemplo é o samba “Que infeliz sorte” que foi vendido a Francisco Alves pela bagatela de 300 contos de Réis.
Diz a história que sem dinheiro para comprar os instrumentos musicais então comuns ao samba na época: Bandolins, cavaquinhos, violões, flautas, trompetes e trombones, Cartola e alguns amigos resolveram reforçar a parte rítmica do samba trazendo para frente da melodia os instrumentos de percussão, adaptando alguns para que se pudesse tocar em pé e em movimento criando assim a configuração da bateria das escolas de samba.
De quebra fundou junto com mais sete amigos a Estação Primeira de Mangueira.
Cartola ficou desaparecido por vários anos até ser encontrado por Sérgio Porto também conhecido como Stanislaw Ponte Preta em um posto de gasolina em Ipanema, onde lavava carros.
Gravou seu primeiro disco aos 60 anos de idade.
Cartola é responsável por algumas das mais lindas canções já escritas: “As rosas não falam”; “Alvorada”; “Preciso me encontrar”; “Ciência e Arte” e a perola que escolhi para encerrar esta matéria: “O Sol nascerá”.
Cartola está brilhando lá em cima desde 1980, mas nunca deixou de estar presente, seja pelas gravações próprias ou pelas diversas homenagens que recebe de gente do gabarito de Ney Mato Grosso, Cazuza, Paulinho da Viola, Chico Buarque e tantos outros.
O maestro Villa-Lobos uma vez se derreteu ante a musicalidade de Cartola dizendo uma frase sensacional: “-Está tudo errado, mas está tão bonito!”
O que comprova a tese de que não é preciso ULM´s e IGT´s para termos bons musicos.
Cartola é gênial mesmo só estudando até a quarta série do primário.
E como diz o seu parceiro Nelson Sargento: “-Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve...”.
Com vocês: Cartola!



Discover Cartola!

14 de out de 2008

Ava(ca)liações - Japão - 08

Alonso: - Sorte e muita competência. Diferente da corrida passada, desta vez teve de mostrar serviço - 9


Kubica - O "Prost" polonês ficou na dele e acabou voltando à briga do titulo, dificil não impossível - 8


Kimi - Veja a expressão de tristeza do cara. Ver a champagne pingando do boné do asturiano e não poder dar uma lambida... Mas foi um ótimo terceiro lugar para alguém que não pontuava a varias corridas - 7



Nelson Ângelo Piquet - Fez uma corrida segura e mereceu o quarto lugar pelas circusntâncias - 9




Massa - Levou dois pontos, um na raça e outro dos fiscais de pista - 7 - pelo menos ainda esta na briga.

Desta vez mostrou o mesmo estabanado que foi no ano passado: Satoro Nakalewis.

Cena normal em se tratando de David Coulthard: Vai jogar bingo velho!





D.C. pensando: "-Alguém um dia ainda vai dar com um destes em minha bunda..."

E não demora!
E já está no ar a edição de Fuji da Rádio OnBoard, desta vez eu e meu amigo e parceiro Felipe Maciel tivemos a honra de receber direto da terra do vencedor do Gp do Japão nossa amiga Priscila Bar, do blog Guard Rail.
Divirta-se.

12 de out de 2008

Grooniadas no Japão - 12/10/2008 - Metros finais do campeonato


O Gp do Japão serviu para por em ordem alguns pensamentos.
Tinha tudo para ser uma corrida normal.
A pista, ainda que privilegiada pela beleza de sua localização, é um tanto monótona quando seca. Este Gp serviu então para acabar com a máxima de que corrida boa lá tem de ser molhada.
Outra suspeita que se foi, e creio eu definitivamente, é aquela da teoria da conspiração que dizia que a FIA teria dado ordens para que Lewis apertasse botões estranhos e fizesse manobras estapafúrdias ano passado como castigo pelo caso de espionagem que envolveu a McLaren.
O que teria lhe custado o campeonato, segundo alguns já ganho.
Nada!
A corrida desta madrugada serviu para mostrar que Hamilton tem é um botão – ou parafuso – a menos.
Não dá para confundir arrojo e gana de vitória com irresponsabilidade e afobação.
Se leu minimamente sobre os pilotos mestres de todos os tempo em sua vida, deve ter deparado em algum momento com a frase: “Corridas não podem ser ganhas na largada, mas podem ser perdidas.”













Podemos dizer que Kimi se mostrou um segundo piloto muito bom, nada excepcional. Mas desta vez fez sua parte. Apesar da largada.
Kubica é o novo Prost. Ou seja... Vai ali, na dele, se sobrar algo belisca.
Mesmo levando em conta a dificuldade, ainda está na briga pelo titulo deste ano.
E por fim Alonso que deixou de ser o piloto mais talentoso do grid para ser o de maior sorte.
Ok! Ele fez uma corrida perfeita para as circunstancias, mas alguém pode negar que novamente foi sorte que o colocou naquela posição?
E por ultimo:
Definitivamente resolvi assumir uma torcida por Felipe Massa.
Não por ele ser brasileiro ou por pilotar uma mítica viatura da casa de Maranello, mas por mostrar que ele sim, esta focado no titulo e nas necessidades para consegui-lo.
Massa foi quem mostrou mais evolução, garra e vontade desde o inicio da temporada. E ontem não foi diferente.
Mas vamos à corrida.
O grid tal como estava formado favorecia em tudo a Lewis Hamilton.
Fez a pole e se tinha como perigo logo atrás de si o finlandês da Ferrari, também contava com Kova que abria a segunda fila e prometia atacar Kimi.
Era tomar a ponta ou no mínimo ficar a frente de Massa para sair de Fuji com a vantagem ampliada.
Ai entra Jorge Bem: Mas que nada!
Kimi força na largada, passa por Hamilton, que também é ultrapassado por Kova e o que se segue é um festival de lambanças do inglês.

Se tivesse esperado, Kova teria aberto passagem. E com Massa atrás nem era preciso ganhar a corrida contra Raikkonen, o que poderia bem acontecer durante a prova. Mas não. Lewis numa manobra temerária espreme o companheiro de equipe no muro, troca de trajetória, espalha, põe Kimi e Massa na grama, acelera e por fim ele mesmo vai à grama e consegue voltar atrás do próprio Massa.














Força e consegue passar Felipe, que não se dando por vencido ainda tenta voltar e toca o carro do inglês que roda e fica vendo o mundo ao contrário. Quando passa o ultimo da fila ai sim ele endireita o carro e segue para os boxes. Vai mudar a estratégia.
Lá na frente Kubica e Alonso tomavam a ponta da corrida e brigariam pela vitória entre eles.
Uma punição – drive trough - ainda viria para Massa e Lewis. Jogando o inglês mais para trás ainda e Massa ficando fora da zona de pontuação.
Então fica evidente a diferença que me leva a engendrar a torcida por Massa.
Enquanto Felipe começava a remar para voltar aos pontos, Hamilton a meu ver se acomoda e se acovarda e não voltaria à zona de pontuação durante a corrida.

Daí em diante foi Kubica e Alonso indo em direção ao pódio e o mala asturiano levando vantagem sobre o neo-Prost da Polônia.
Atrás deles Kimi.
Massa numa briga medonha para retornar aos pontos ainda tem um toque e uma rodada com Sebastien Bourdais e um ultrapassagem sofrida em Mark Webber pela oitava posição. O que lhe garantiu um ponto e mais tarde, após a corrida ganharia outro com a punição do francês da Toro Rosso com vinte e cinco segundos.

Agora é esperar a corrida na China para termos mais um round desta briga emocionante e que esta fazendo deste o melhor campeonato em muito tempo.
Em tempo:
David Coulthard bateu na primeira curva e ficou fora do GP. Novidade!
Rubens Barrichello chegou em décimo terceiro e Nelson Ângelo Piquet em um ótimo quarto lugar.
Ah! Claro, ia me esquecendo. Alonso ganhou.