30 de nov de 2008

Re post - Stick Fingers

Tudo bem que Sticky Fingers (1971) não é o melhor e nem o mais importante disco dos Rolling Stones, mas é sem duvida alguma um divisor de águas.
Depois deste todo o som dos anos 70 dos Stones foram se moldando. A levada metálica. A voz afundada na mixagem, os naipes de metal e palhetas a percussão pesada. Os Stones se reinventando aos poucos após a morte de Brian Jones.
A começar pela capa do papa pop Andy Warhol em que uma fotografia chapada de uma pélvis masculina trajando jeans trás um zíper - de verdade - que pode ser aberto (mesmo).
“Brown sugar”, clássico que abre os trabalhos fala de uma heroína escura que vinha da Índia ou do México. A música é tão boa que até os Mutantes decalcaram-na em sua “Beijo exagerado” ouça as duas e compare. “Sway” tem tudo àquilo que está no segundo parágrafo e mais. Uma letra violenta sobre submissão sexual.
“ Wild horses” é a balada para acalmar.
A faixa “Can´t you hear me knocking” é um deleite. Muito bem tocada acaba num coda climático de sax e percussão. Mostrando onde está a diferença entre os Stones e os Beatles. “You gotta move” é uma homenagem ao blues man Fred Mcdowell.
O disco ainda tem outra canção que é obrigatória nos shows “Bitch” nos mostra de onde Peter Franpton tirou o riff de sua “Breaking all the rules” e é cantada pelo guitarrista Keith Richards. “Sister Morphine” nos remete ao estilo barra pesada da vida stoneana no verso: ‘Irmã morfina, transforme meus pesadelos em sonhos... ’. Não preciso falar sobre o que é e o que faz a tal irmã. Preciso?
Só pra terminar a preferida da casa “Dead flowers” é tudo que o Creedence Clewater Revival sempre quis fazer e ficou pelo caminho. Discão. Obrigatório, pena todos estarem como no titulo desta seção.
Deixo com vocês um video mostrando como os Stones tocavam "Dead Flowes" em 1972.

Classico é pouco!

28 de nov de 2008

As crônicas do Nardo - A estréia!

Hoje estréia aqui no BligGroo uma série, para fazer companhia as já (in)famosas "Notinhas do Busão".
As crônicas que me proponho a colocar nesta seção são fatos reais temperados com um tanto de ficção e outro de exagero, mas sem comprometer a veracidade da situação.
Em tempo: "Nardo" é o nome do escritório de documentação automobilistica (despachante) em que trabalho e onde se passa toda a ação destes textos.


Com vocês...:

AS CRÔNICAS DO NARDO

O Ford do padre

A coriza incomodava demais.
Nariz escorrendo, gotejando sobre documentos recém impressos e manchando tudo.
O humor, que já é uma maravilha em dias normais, neste dia estava abaixo de cão. Tanto que respondeu vários ‘bom dia’ com alguns singelos ‘por que?’.
Já no período da tarde adentra no escritório, devidamente paramentado com camisa de gola clerical, as famosas ‘clergyman’ um senhor distinto.
Na visão do povo que trabalha ao escritório, distinto até demais... Distintíssimo!
Todos fingem estar ocupados ou ignoram solenemente a figura sobrando para nosso ‘corizado’ atendê-lo.
-Pois não?
-Boa tarde.
Até pensou em dizer que não tinha nada de boa na tarde, ainda mais com tão distinta presença ali... Mas calou-se.
-Posso ajudar?
-Quero fazer o documento de um carro zero quilometro.
-Pois não, posso ver a nota fiscal?
-Pode. – E saca de uma bolsa também muito distinta a dita nota. Em via única, era uma nota fiscal direta da fábrica e descrevia como produto um Ford Fusion, preto como convém e faturado em nome do padre, mas pago pela Mitra Diocesana.
Fez contas e apresentou os resultados ao padre que concordou com a quantia cobrada pelo primeiro emplacamento do veiculo.
-Ok! Então por favor, o senhor me dê seus documentos, CIC, RG e uma conta de luz, água ou telefone como comprovante de residência.
-Você vai ‘xerocar’, não é?
-Os documentos pessoais sim, a nota fiscal tem de ficar a original mesmo.
-Não pode!
-O que não pode?
-Ficar com a nota fiscal original.
-É necessário, sem ela não posso fazer o primeiro emplacamento.
-Não pode... A nota original tem que ficar comigo, tenho de prestar contas a Mitra.
-Eu faço uma cópia para o senhor.
-Não serve!
-Faço uma cópia autenticada. Em cartório...
-Não. Tenho de ficar com a original.
-Se o senhor ficar com a original, eu não posso fazer o documento. É exigência do Detran.
-Eu não quero saber se é ou não exigência de quem quer que seja, tem de ficar com a nota original.
-Eu já disse, sem a nota não posso fazer o documento...
-O senhor não serve para atender pessoas no balcão. É grosso, não tem educação! – Diz o padre muy distinto elevando a voz e esganiçando-a. Distintamente.
-Pessoas eu sei atender muito bem. Os que eu não sirvo para atender são bestas; burros e mulas teimosas! Muares de plumagem empertigadas e metidas à dona da verdade! – Disse o ‘corizado’, também elevando a voz já um tanto fanhosa enquanto secava a coriza com os dedos e os limpava na nota fiscal do sacerdote.
-O senhor me respeite que eu sou padre! – Já gritando com as mãos na cintura.
-Eu não respeito nem Papa, vou lá respeitar padre? – Em igual volume de voz, fanhosa, claro!
-Oras! Vá para o inferno!
-Vai pro inferno o senhor, e leva esta porcaria de nota fiscal junto! – E joga a nota, já muito amarfanhada e um tanto molhada de secreção nasal.
O padre girou nos calcanhares e saiu pisando duro. Não tão duro assim, de vez em quando dava uma reboladinha e saiu dizendo que procuraria um lugar onde fosse mais bem atendido.
Quarenta minutos depois voltou, foi atendido por outro funcionário e concordou em deixar a nota original e levar com ele apenas uma fotocópia autenticada pelo cartório local.
Até onde se sabe, nenhum dos dois ainda foram para o inferno.

26 de nov de 2008

Curtinhas da F1 (não são noticias sérias, são?)

Temos tido muito pouca ação no campo da F1 ultimamente.
Por isto tenho postado coisas diferentes como a história do truco e alguns contos.
Pensando bem... Sempre foi assim.
Sempre mesclei a F1 com assuntos diferentes... Mas hoje, sinceramente... Estou com saudades de falar de corrida de carros.
Então lá vão algumas curtinhas.


BRUNO SENNA LEVA VANTAGEM SOBRE DI GRASSI NO VESTIBULAR DA HONDA.Na primeira fase do vestibular da equipe nicômica - que nos dois últimos anos acabou por fazer carros tão ecologicamente corretos que nem andavam direito – Bruno Senna levou pequena vantagem sobre Lucas Di Grassi.
Penso que o primeiro sobrinho deva ficar com a Honda para o ano que vem.
Já Di Grassi merece coisa melhor...
OS PORTUGUESES VOLTARAM A F1. AO MENOS NOS BIGODES DOS CARROS.

A BMW mostrou o que seria o carro adaptado para o ano que vem já nas regras novas de configurações aerodinâmicas.
Ficou feio. Feio. Feio. Feio. Feio.
Bem, mas a BMW nunca foi lá estes modelos de beleza com aqueles montes de penduricalhos; asas; chifres e outras coisas menos cotadas.

JÁ A WILLIAMS...

É bonita de qualquer jeito. GO Williams GO!
Diria Marcos FW do Gp Séries.
MONTOYA DIZ NÃO A F1.Quem foi que convidou da primeira vez pra ele voltar?
E agora? Alguém convidou?
Disse o gordinho colombiano que não voltaria nem se fosse para a Ferrari.
Desculpem, mas estou rindo muito aqui....
O cara apareceu bem na Indy, fez uma boa estréia na F1 e depois foi deplorável.
Sem contar que o sujeito era feito de cristal e se machucava jogando tênis. De moto saltando em pistas de terra, mas jogando tênis, claro.

TORO ROSSO AGORA É TOTALMENTE DA RED BULL.
Gerhard Berger vendeu sua parte (50%) da equipe Toro Rosso para aquele cara que tem um nome estranho: Dietrich Mateschitz.
Aqui fui pego de surpresa.
Pensava que ele já havia vendido os cinquenta por cento quando liberou Sebastian Vettel para correr na equipe principal da vendedora de latinhas energéticas.

TODOS UM DIA SABERÃO A VERDADE.Enésima vez que Rubens Barrichello diz que um dia contará - possivelmente em um livro - o que viveu enquanto era piloto 1B da Ferrari.
Se ele for realmente sincero e escolher um bom ghost writer, então saberemos que:
Tinha de dormir na casinho do cachorro toda vez que iam para Madonna di Campiglio.
Que nesta estação de inverno, seus esquis nunca eram iguais ao do alemão.
Que nem podia comer no mesmo refeitório que M.S. quando visitava Maranello.
Que as pizzas que a equipe pagava no sábado a noite antes das corridas chegavam para ele depois de mais de quarenta minutos e sempre eram de aliche.
E finalmente
Que ele era apenas um brasileirinho contra este mundão todo.
Mas vamos ter de esperar um pouco ainda por este livro, afinal, por contrato o do alemão tem de sair primeiro... Se por acaso Rubens continuar nas pistas da F1 no ano que vem, assumirá o posto deixado vago por David Couthard, mas ao invés de pedir para que ele vá jogar bingo vou grafar sempre: Vá se catar, Rubens!

23 de nov de 2008

A origem do truco

Truco: vem do latim e significa "tá roubando, seis, ladrão".
Um jogo com cartas de baralho que veio originalmente dos vikings noruegueses e que foi aperfeiçoado pelos terríveis franceses do século 17.
Na era viking foram criadas as regras básicas do truco, mas devido à selvageria viking era muito difícil encontrar jogadores para uma disputa. Pois como se sabe os vikings da Noruega eram bárbaros e ignorantes já que ignoravam para que serviam aqueles desenhos que ficam embaixo dos números nas cartas dos baralhos, e que os temidos e odiados franceses do século 17 vieram a chamar de 'naipes', assim mesmo, com direito a biquinho.
Também, reza a lenda que na antiga língua viking as referencias usadas para distinguir os jogadores entre si soavam muito agressivas e com a falta de esportividade dos mesmos, quase sempre o jogo acabava em brigas e mortes, diferentemente de hoje em dia em que só acaba em brigas. Eles (os vikings) também foram responsáveis pela invenção dos sinais de comunicação, ainda que de maneira rústica e feitos com seus (deles) machados nas orelhas, narizes e cabeças de seus parceiros. Ato este que sempre interrompia o jogo para que se pudesse limpar o sangue que ficava sobre as mesas de jogo, mas isto também foi modificado pelos amedrontadores e violentos franceses do século 17.
O jogo em si tinha o propósito de divertir os guerreiros vikings quando não havia guerra, era jogado da seguinte forma: Pegava-se um baralho de cento e trinta cartas, o primeiro jogador do sentido horário embaralhava as cartas e distribuía quinze para cada jogador inclusive para ele mesmo, o segundo pegava o monte restante e jogava fora, o terceiro jogador, sempre no sentido horário, colocava uma carta sobre a mesa e assim se seguia com os demais até se completar uma rodada. Depois trocavam-se os sinais' e após limparem o sangue da troca de sinais alguém (sem ordem especifica) achava (não se sabe por que) que estava com a carta maior na mão gritava. Segue-se agora a transcrição de um trecho de uma partida da era viking que nos foi enviado por um descendente dos monstruosos franceses do século 17.
"-Trruca..."
"- Seis ladrron!"
". Ladrron non!!!!"
"- Ladrron zim, zafada”.
E ai o pau comia por mais ou menos umas duas horas no mínimo, nunca se soube ao certo se havia vencedores naquelas partidas, mas, de alguma forma estava plantada a semente do truco que hoje conhecemos. Um pouco mais de historia: No século 17, um francês que estava a caminho da Itália entrou por uma estrada errada e foi parar na Noruega. Algum tempo depois, já familiarizado com o cheiro do bacalhau e não tendo nada melhor para fazer foi aprender os costumes locais tomando contato assim com o truco.
Durante muito tempo foi assíduo freqüentador dos ambulatórios noruegueses até que aprendeu o jogo e logo quis então voltar à França para divulga-lo (e claro fugir das surras). Já um tanto machucado pelas sucessivas partidas jogadas em solo norueguês ele tratou logo de ensinar um compatriota, que aprendeu e deu uma aperfeiçoada nas regras transformando-as no jogo de truco que hoje jogamos.
Este francês é o célebre BEGERRO LABUNDA.Begerro reduziu o baralho de truco de cento e trinta cartas para apenas quarenta, eliminando do jogo as cartas 8, 9 e 10. Passou a distribuir apenas três cartas por jogador e também a sinalizar com gestos discretos a fim de que não fossem percebidos pelos adversários e não mais com pancadas.
No começo os implacáveis franceses do século 17 estranharam, mas depois se acostumaram e foram espalhando o novo jogo por toda a Europa, com exceção feita à Noruega que continuava com as velhas regras e a Portugal, que achou as regras muito complicadas.
Dos primórdios aos dias de hoje o jogo pouco mudou, e até são organizados campeonatos mundiais de quatro em quatro anos, aonde vários países vem a participar, ficando de fora apenas a Noruega por motivos que se seguirão e Portugal que do século 18 até nossos dias ainda não conseguiu aprender as regras.
O motivo da ausência da Noruega nos campeonatos mundiais explica-se pela expulsão deste pais da F.I.TRU. (Federação Internacional de Truco) logo após o jogo inaugural do primeiro mundial em 1902, quando se enfrentavam com os intratáveis e sanguinolentos franceses. Assim que o primeiro grito afrancesado ecoou no salão de jogo, o norueguês EUMATOSSEM BICHENSEN sacou um machado e cortou o pescoço do francês LEVI ADO DEFRANCE.
Na França este jogo também é conhecido como "o jogo das galinhas" devido à gritaria com voz fina que se segue a cada trucada.
"-Trrruco..."
"-Seis, ladrrron!"
"-Nove, pederrastrrra!!!"
"- Enton deixa moa verr, eu terr uma zap!"
"- Moa Ter uma trres de pau."
"- De pau? Uh lalááááá!!!!"
Ainda hoje pode-se dizer que o truco é um jogo para bárbaros selvagens.

19 de nov de 2008

Como será o amanhã?

Entrou na tenda devidamente disfarçado e muito ressabiado.
O enorme bigode falso, preso abaixo do nariz com cola era até convincente.
Um boné do Vasco da Gama também ajudava, mas o que o credenciava era o forte sotaque lusitano que envergava.
Ah sim... A tenda em questão era a de Madame Soraya, astróloga e vidente: “Tudo sabe; tudo vê e tudo adivinha.”.
Ao menos era o que estava escrito na placa do lado de fora, que também mostrava o preço da consulta: Cinqüenta Reais, mas talvez fosse necessário acrescentar por conta própria um “às vezes inventa”. Maledicências de povo ‘incréu’ diria ela.
-Quem esta aí? – Perguntou Madame Soraya.
-Ué? Adivinha!
-Madame Soraya não gasta seus poderes com adivinhações banais... Sente-se.
Ele que já estava sentado começou a duvidar dos poderes da astróloga e vidente, porém como já estava lá...
-Eu vim até aqui para que a senhora me tirasse uma duvida que esta a me corroer por dentro...
-É mal de amor... O senhor... – E foi cortada no meio da frase.
-Ora, pois, que não é mal de amor nenhum... Nesta seara tudo corre às mil maravilhas.
-Então é questão profissional?
-A senhora esta a perguntar? Ou a afirmar?
Madame Soraya ficou desconcertada, mas afirmou que afirmava. Reduntantemente.
-Sim, é preocupação profissional, sabes? Estou a ficar velho, as novas gerações se apresentam... Estou com medo de no ano que vem não poder fazer aquilo que mais gosto...
-Deixe-me olhar as cartas do tarô... Hum... É! Aqui diz que o senhor vai sim ter para o ano que vem muitas dificuldades com a profissão...
-Besteira... Já estou tendo dificuldades desde que ingressei esta carreira...
-Bem... Então vou fazer seu mapa astral... É aqui diz que os astros não estão a seu favor...
-Outra parvoíce... O astro nunca, veja bem, nunca esteve a meu favor. Porém, com tudo, toda via, todos sempre estiveram a favor do astro por onde trabalhei.
-Caso difícil o seu. Vamos apelar... Búzios! - E joga as pedras na mesa. Vai lendo...
-Aqui diz que o senhor vai ter de se submeter a alguns vexames e humilhações se quiser continuar...
Mais uma vez ela tem sua sentença cortada abruptamente.
-Assim a senhora não esta a me dizer nada de novo! Veja bem, o que eu quero é saber se ano que vem continuarei em minha profissão!
-Senhor... Os astros, as cartas, os búzios... Eles não foram claros o bastante para suas duvidas. É melhor dar um tempo e esperar, sabe? O tempo é senhor de tudo. Tudo conserta ou acaba de ferrar de vez. Entende?
-Sim senhora, estou a perceber... De qualquer forma meu muito obrigado...
Levantou-se para ir embora e deixou num cofre o valor da consulta.
Quando ia deixando de vez a tenda ainda ouviu Madame Soraya dizer:
- Rubens... Desiste meu filho! Ou procura uma outra categoria qualquer...
Então ele voltou-se para ela ta tirando o boné e o bigode.
-Como soube que era eu?
-Oras Barrichello, com as dicas que você deu, nem era preciso ser adivinha para descobrir...

16 de nov de 2008

Carta a Mark Chappman

Franco da Rocha, 16 de Novembro de 2008.

Senhor Mark Chappman

O sol lá fora aquece de forma muito gostosa. Você ainda se lembra?
É claro que a estas horas da manhã, com tudo orvalhado a temperatura é amena e que com o passar das horas vai esquentar horrivelmente.
Mas a gente sempre pode ligar um ar condicionado, um ventilador ou mesmo procurar uma sombra.
E você ai não pode ver e nem sentir isto não é?
Sei que esta prisão em que se encontra não é nem sombra das masmorras de Abu Graib – é assim que se escreve? – mas ainda assim é uma prisão não é?
Eu estava ouvindo um disco do John Lennon agora a pouco. Um disco de grandes sucessos. Deve ter sido difícil de escolher as musicas deste álbum já que eram tantos sucessos...
E você achou que deveria dar um fim a vida do rapaz... Que idéia infeliz esta sua, hein?
E isto já faz vinte e oito anos! Como o tempo voa não?
Eu li que Yoko disse mão a seu pedido de perdão, para que fosse libertado. Eu teria feito a mesma coisa e acho que qualquer cidadão de bem também teria feito o mesmo.
Sabe, se fosse aqui no Brasil que você estivesse preso, já estaria na rua com ou sem consentimento dos familiares e herdeiros de Lennon.
Nossas leis têm o mal-habito de proteger os infratores. Têm-se regalias aqui sabe?
Se solta por bom comportamento.
Tem-se o beneficio de redução de pena se você trabalhar na prisão e o supra-sumo de nossos desmandos: A prisão semi-aberta.
Não esta entendendo não é? Também como pode? Não faz sentido algum...
O sujeito é condenado a uma pena por um delito qualquer... Desde roubar galinhas até assassinar alguém. E no meio de sua pena pode receber o beneficio da ‘prisão semi-aberta’ em que o sujeito só precisa ir dormir na cadeia. Durante o dia pode perambular livre pelas ruas. Na maioria das vezes fazendo outras porcarias do mesmo quilate das que o levou a prisão.
Mas você não esta preso aqui, não é.
Esta em Pais onde as leis protegem o cidadão e seus familiares e não bandidos... Bem, sorte dos habitantes deste lugar e azar o nosso, que acabamos mais presos que os presidiários com tanto muro grade em nossas casas...
Mas mudando de assunto...
Se você por acaso estivesse preso aqui no Brasil e tivesse o beneficio de sair por bom comportamento ou até da prisão semi-aberta, o que faria?
Outra pergunta é: Você se arrepende do que fez?
Se sua resposta for não, tenho outra pergunta: Você faria de novo?
Ta certo... Eu sei! Não se pode matar a mesma pessoa duas vezes, mas... Digamos que sua resposta agora fosse sim...
Você conhece Bernie Eclestone e Max Mosley?

Ron Groo.

13 de nov de 2008

Re post - Sensação de dèja vu?

Este post foi escrito originalmente ano passado e foi postado no antigo blog do ig.
Resolvi recoloca-lo porque sempre o achei interessante, aos que já conhecem, comentem de novo já que perdi os comentários do antigo blog...
Aos que não conhecem, bem vindos à "Auto Ajuda do Groo"
Auto Ajude-se a mim mesmo.
Estava aqui sentado em frente ao computador pensando no que minha esposa comentou.
Sei que ela não sugeriu nada, e nem o faria dado o asco que ela sabe que tenho pelo assunto, mas...
“-Parece-me que o único jeito de ganhar dinheiro com letras neste país é escrevendo livros de auto-ajuda”. – comentou. – “-É ser um Lair Ribeiro da vida”.
Têm outros, mas só me lembro deste já que uma vez li uma sátira em o que o nome dele aparecida grafado ‘Medáumdinheiroair Ribeiro’. Esconjurei.
Mas... Por que não? Seria um dinheiro limpo. E eu acho que posso escrever aquilo. Afinal escrever absurdos eu sei...
Ai fiquei aqui batucando nas teclas e ouvindo blues.
Não aquele da tradição do delta, lento e arrastado. Mas o blues-rock do sul dos EUA: Allmans Brother Band, e resolvi tentar.
Se não ficou bom pelo menos serviu para fazer ver à minha mulher que é preciso muito talento e cara de pau para mostrar aos outros como se ajudar.
Ajudando a encher a própria conta corrente... E com vocês:
COMO INFLUENCIAR PESSOAS E SE DAR BEM.
Capitulo um: Do vestuário.

Para influenciar pessoas é necessário ter a vestimenta adequada a cada situação. Você é o que aparenta ser. E se assim não for, faça com que seja. A FORÇA.
Vista-se sobriamente.
Ternos bem cortados e de caimento perfeito são indispensáveis. Camisas claras, sapatos bem engraxados e gravatas discretas.
Esta indumentária fará com que você se pareça com um bem sucedido executivo. As portas se abrirão com mais facilidade. Mas lembre-se: cuidado!
Ao se vestir assim e parar diante de uma porta para que ela se abra podem confundi-lo com um porteiro e aí é você quem vai ter de abrir a porta

C
apitulo dois: Do linguajar.

Saber se expressar é fundamental.
Evite gírias, coloque tudo na concordância e evite sempre palavras que não conhece sob pena de que venha a se parecer com o Vanderlei Luxemburgo numa entrevista coletiva: “-Veja bem, preste atenção. Isto no futebol é inerente. São percalços que nos meandros tornam-se polímeros. O resto é pelo em ovo!”.
Se traduzirmos isto aí para o bom e velho português dará: O Palmeiras tomou um fumo...

Capitulo três: Das preferências musicais:

A diversão dá uma idéia do que o homem pode vir a ser.
Se você fica em casa com as calças pelo meio da bunda, mostrando a cueca e ouvindo um tipo de musica em que o cara fala ao invés de cantar. Desculpe mas seu destino é ser Office boy o resto da vida.
Há também uma chance de que você seja um executivo autônomo, mas o tipo de mercadoria que você negociará poderá levá-lo a prisão, ou ao cemitério.
Pode parecer preconceito, mas preste atenção... É inerente, diria Luxemburgo.

Se você tem o habito de ficar no quarto ouvindo rock pesado tipo heavy metal.
Acha que Ozzy Osbourne é o que há. Então só conseguirá ser metalúrgico.
Pensando bem pode não ser tão ruim.
Tem um na presidência da Republica.
Se bem que eu duvido que ele saiba quem é Ozzy.

Agora, se você é daqueles que se vestem com camisas coloridas, usa o cabelinho descolorido e uns óculos em cima da cabeça ao invés de nos olhos. Bem então você se dará muito bem em corporações.
Arrume mais uns quatro como você e ponha atrás de sua pessoa. Lembre-se você será o líder... Aí dê dois passinhos para direita e dois passinhos para a esquerda. Sorria... Os outros vão lhe imitar os gestos.
Se fará sucesso é difícil de prever, mas vai ganhar um coro de ‘viadinho, viadinho... ’

Ah! Sim, mas se prefere umas musicas com todas as melodias iguais. Umas vozes femininas à beira do esganiçamento, uma corriola de dançarinos e um tipo com cabelo descolorido no topete fingindo que toca guitarra.
Aí cara você vai ser camelô no Brás, na Sé, na Candelária...

Por ultimo o pior... Evite de todas as formas aquelas musicas preguiçosas, pachorrentas. Que tem um guitarrista que toca uma nota só. Um ‘chenc, chenc, chenc’ medonho... Com um baixo estalado e um cantor com cabelo que mais parece uma raiz gritando “-Io, io, io. Legalize...”.
Pelamordedeus! Com esta coisa você vai conseguir ser no máximo aquele cara que fica nas praças vendendo artesanato em durepoxi e arame com um violão encardido e pose de descolado. Sujo e se achando... Vixe Maria.

Capitulo quatro, epílogo: Considerações finais.
Óbvio que tudo isto tira seu direito de decidir o que você quer, mas se você veio até aqui lendo esta bobagem e achando que eu ia ensinar como você pode se dar bem. Sinto muito...
Se eu soubesse você acha que eu diria?
Ta vendo... Tem que ter cara de pau de mais para publicar um negocio destes. E de menos para comprar.

11 de nov de 2008

Ainda sobre a decisão de Interlagos...

Quase duas semanas depois do fim da corrida que decidiu o campeonato deste ano e o assunto F1 continua rendendo.
Veja as imagens abaixo.




Em Jerusalem, um grupo de padres católicos torcedores da Mclaren, muito irritados com as provocações de monges ferraristas partiram para agressão.
Diziam os torcedores da "Casa de Maranello"que Lewis Hamilton deveria dividir o título com Timo Glock, e que a conquista do campeonato de pilotos foi o que lhe salvou de um manicômio ou coisa parecida.
O pau já quebrava de forma acirrada quando um terceiro grupo, estes cristãos ortodoxos e torcedores do Alonso resolveram entrar na briga acusando Lewis de desleal.
Generalizou-se a pancadaria...
O som ambiente é um tanto ruim e esta em hebraico e latim, mas ainda assim é possível entender perfeitamente quando um barbudinho ortodoxo torcedor do asturiano gritava “-Isto é pelos tempos do Alonso na Mclata!”, enquanto socava a cara de um torcedor do Hamilton.
E do alto do Monte Calvário um grupo de judeus e outro de muçulmanos assistiam a cena de pugilato entre os ‘religiosos’ cristãos e teciam comentários do tipo: “-Por Shalon! E eles ainda têm coragem de recriminar nossas brigas, Mustafá Ibrahin!”.
Ao que o outro respondia: “-E não é Abrahan Jakob! Que Alah se apiede deles...”.





Nós da Rádio Onboard repudiamos estas ações e apresentamos o programa especial sobre a grande corrida final em Interlagos.
Felipe Maciel, Fabio Campos e eu discutimos de forma um pouco mais civilizada e ordeira os fatos que ficarão marcados na história da F1 moderna como a maior decisão de um campeonato jamais vista.
Aproveite o link para o Blogf-1 e vote nos indicados ao “Oscar da F1”, que pelo segundo ano consecutivo vai premiar os melhores do ano na categoria, logo mais após o fim da votação e a devida apuração vai acontecer aqui a festa de entrega dos prêmios. Mais ou menos como esta que você vê AQUI.
Boa diversão e vote... Se não o monge barbudinho pode aparecer ai na sua casa também e ai não posso garantir nada...

10 de nov de 2008

Guarda-roupas (um pouco de ficção)

Esta pequena crônica foi escrita após presenciar uma pequena discussão entre um casal amigo sobre uma arrumação do guarda roupas. Ela achando necessário e ele fugindo.Fiquei imaginando como teria sido a arrumação do armário depois que me despedi...


- Eu disse que não queria te ajudar a arrumar este guarda-roupa, não disse?
- Besteira! Esta história de não querer lembrar do passado é conversa pra encobrir tua preguiça...
- Não é... Juro! Vê por exemplo este boné dos Utah Jazz...
- Que é que tem? É só um boné bobo de um time de basquete dos Estados Unidos. Nem sei por que você comprou... Nem gosta de basquete.
- Comprei porque o ‘j’ de jazz era um saxofone, achei bonito e todo mundo sabe que adoro jazz.
- Foi verdade! E por que você parou de usar?
- Por conta da gozação...
- Como? Que gozação?
- Foi uma aporrinhação só, no futebol, nos churrascos, no bar era todo mundo perguntando: “Como é que você consegue juntar duas coisas tão ruins na mesma peça de roupa?”.
-Você só pode estar falando daquele ‘botton’ do Corinthians...
- Ta vendo, até você!
- To brincando, não encana... Mas, o que é isto aqui?
- Isto o que?
- Não, nada não!
-Como ‘nada não’? Agora quero ver...
- Não!
- Ah vou sim, me dá aqui! Vixe! Uma fantasia de coelhinho? Aquela fantasia de coelhinho? Hahahahahahah.
- Não ria... Eu só comprei esta coisa para te fazer uma surpresa, queria que aquela noite fosse inesquecível.
-E foi! Acredite foi... Eu lá, tinha morrido com uma grana naquela suíte de motel, deitado na cama, com os braços algemados na cabeceira e você me aparece do banheiro pulando. Vestida de coelhinha e pulando... Hahahahaha (cof,cof), com focinho de coelhinho, orelhas e pompom no rabinho... Hahahaha (cof,gasp,cof)...
- Ah... Para! Eu acredito mesmo que foi inesquecível... Você até broxou!
- Errr... Vamos mudar de assunto.
- É vamos, assim a gente para de enrolar e arruma logo este armário...
- Ah não! Vamos para uma pizzaria...
- Não... Vamos arrumar isto agora.
-Tá. Já que insiste... E isto aqui é para jogar fora?
- Isto o que? É meu?
- É!
- Tá bom! Vai querer pizza de que? Vamos logo... Depois ponho tudo isto no lixo.

5 de nov de 2008

Martin, Barack e Lewis

“Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.”
Martin Luther King.

Em nosso pequeno mundo da formula um as coisas caminharam rápido.
Não muito, afinal demorou cinqüenta e poucos anos para que um negro fosse campeão mundial. Mas comparado a outras situações...
Lewis chegou ano passado, quase ganhou o campeonato mundial. Este ano foi com justiça o campeão.
Porém a cor de sua pele nada tem com isto.
Sua capacidade, seu talento ou sua sorte para quem queira, são coisas que independem de cor, raça, credo ou opção sexual. Irrelevante.
Não há vantagem em ser desta ou daquela etnia. Não sei por que o espanto: “O primeiro negro a vencer na F1”!
Por ser um esporte caro? Elitista? Não existem negros ricos ou na elite?
Por acaso ficaremos estupefatos da mesma forma quanto um japonês for campeão? E quando for uma mulher?

Já no grande mundo real as coisas são muito mais lentas.
Dois séculos até que um afro descendente chegasse à presidência dos EUA.
Muita injustiça e muita violência rolaram por baixo da ponte norte americana até que um filho negro da terra alcançasse o posto de maior importância na hierarquia daquele País.
Aqui sim a cor da pele faz e fez a diferença no desenrolar da história.
Aqui não bastava a capacidade de Obama.
Não era suficiente seu talento ou o conteúdo de seu caráter.
Era necessário vencer a resistência histórica de um povo a cor de sua pele.
Venceu. E pregando paz e entendimento entre os diferentes povos do mundo.
E se este século teve seu inicio com o fatídico 11 de Setembro, então, povos do mundo, aproveitai esta inédita e provavelmente única chance de, como nos nossos “Windows”, usar um ponto de restauração. Reiniciar nosso século a partir de algo bom...

Parece que o dia que M.L.K. sonhava finalmente chegou.

Cada negro que for, mais um negro virá.
Para lutar com sangue ou não.
Com uma canção também se luta, irmão.
Ouvir minha voz, lutar por nós!
Luta negra demais, é lutar pela paz.
Luta negra demais, Para sermos iguais

4 de nov de 2008

Ava(ca)liações - Brasil - 08

As a(va)caliações vão sem nota. Não faz sentido... Mas a corrida foi nota 10. Esperamos que ano que vem se repita o bom campeonato que tivemos este ano.

Um pódio agridoce.

Massa, tá certo. Você já esta no nosso peito também. Valeu! E ainda estava coberto de razão: "-Isto é esporte."

Alonso cresceu muito no fim do campeonato. Ano que vem promete! Segura o sobrancelha!

Outro que fez um fim de campeonato legal. Que também continue assim no ano que vem. Para bom entendedor...



Hamilton, o grande campeão de 2008.




Se eu fosse O massa, dava com a garrafa na cabeça desta besta do Domenicalli.


Tá gritando por quê? O Hamilton devia agradecer ao Dominicalli. O grande culpado!


David Coulthard: O grande mentecapto.


Vettel: A grande promessa.

Rubinho já encontrou ocupação para os proximos anos.


Já a Honda... Só queimando... Esta foto ai segundo Felipe Maciel, o grande, retrata o aquecimento global.

E estes ficaram olhando e nem se mexeram para apagar. Queima Honda, queima...

2 de nov de 2008

Grooniadas no Brasil - 02/10 - Ja estou com saudades

Apelidei o meu editor de textos de “maquina de criar doido”, mas maquina de criar doido mesmo é esta F1.
Desculpem, mas o texto vai à primeira pessoa.
Eu acreditava como comprovam meus textos, minhas falas na Rádio Onboard e na Rádio Bestlap no campeonato de Felipe Massa.
Sabia que seria difícil, que seria quase impossível tirar a vantagem de sete pontos de um piloto que quando quer é irritantemente perfeito.
Mas principalmente seria difícil tirar o titulo deste inglês porque ele pilotava um carro que não quebra.
Ali, no braço, os dois são “pau a pau”.
Tinha que ser na base do imponderável, como foram algumas corridas nesta maravilhosa temporada.
E ele, este personagem poderoso que é o imponderável apareceu nos últimos metros da ultima volta, mas ao contrário do que eu esperava apareceu para os dois...
Vamos à corrida ao som de Adoniran Barbosa que tão bem representa São Paulo e seu “Samba Italiano” nas legendas.
Choveu antes largada só para deixar tudo mais tenso. E foi chuva forte.
Largada atrasada em dez minutos e correria para trocar os pneus de pista seca para intermediários.
A chuva para.
Apagam-se as luzes vermelhas começa a corrida.

Piove, piove. Fa tempo que piove qua, Gigi.

E io, sempre io. Sotto la tua finestra. E vuoi senza me sentire

Fim de corrida e de carreira para David Coulthard.
Como andei dizendo pelos blogs de alguns amigos o Red Bull ‘albino’ que d.C. usaria nesta prova era muito lindo, mas não chegaria inteiro ao fim da corrida.
Só pra me contradizer ele não chegou nem a segunda curva. Vai jogar bingo, velho!

Ridere, ridere, ridere.Di questo infelice qui

Massa assume a ponto como era de se esperar. Hamilton é o quarto e isto lhe dá o titulo.
Safety car na pista. E quando sai...
Tudo segue morno até a nona volta quando a pista seca e começam as trocas de pneus.
Na volta começa a boa seqüência de voltas de Vettel mostrando porque ele é grande promessa.
Alonso também fez grande corrida. Até Raikkonen fez grande corrida. O único que não fez grande corrida, aliás, fez péssimo campeonato foi Kovalainen.
Releve, até o Galvão já acha que ele é ruim.
A corrida continua morna.
A espera pela chuva que não vem. A espera por um erro de Hamilton que não vem tudo isto angustia. Tudo isto incomoda.
Faz-se novo pit stops tudo continua igual, ou pior já que Hamilton é o quarto, atrás dele Vettel. Se por acaso fosse ultrapassado pelo alemão ainda teria a proteção do companheiro de equipe que não o ameaçaria sem sob a mira de um fuzil.
Eis que a seis voltas do fim aparece a chuva. Seria ela o imponderável?

Ti ricordi, gioconda. Di quella sera in guarujá

Até era. A pista fica molhada e escorregadia. Uma nova troca de pneus era inevitável. Era?
Todos trocam.
Todos?
Massa para, volta em primeiro. Os outros param, mas algo não está no seu lugar e este algo era a Toyota de Timo Glock, o único do pelotão de frente que resolveu arriscar sem trocar pneus. Eis o imponderável.
Com a manutenção de Timo na pista, Hamilton caiu para quinto, atrás dele Vettel.
Onde esta Kovalainen? Sei lá e quero que ele se dane. Tomara que esteja em Oslo a esta hora, procurando emprego depois de ter uma crise de consciência e caído na real. Ele não é piloto.
Faltam três voltas para o fim. Não me agüento, fico de pé, mas exijo que todos os outros na sala fiquem sentados. Milagrosamente me obedecem.
Faltam duas voltas. Vettel vem forte, Hamilton não se sustenta e perde a quinta posição.
Massa é campeão é o grito que seguro na garganta a duras penas.
Ultima volta, Massa segue para a vitória e cruza a linha na frente.
Juro que não queria ver. Minhas atenções estavam todas para a briga entre o alemão da Toro Rosso e o inglês da Mclaren. Eu nem pensava em Timo Glock.
Hamilton contorna Junção atrás de Vettel. Não vai conseguir ultrapassar. Massa é campeão! A chuva foi o imponderável então? Ainda não, ele – o imponderável - estava ali na curva do Café, completamente sem tração com seus pneus de pista seca naquela água toda.
O alemão da Toyota perde a posição para Vettel e também para Hamilton.
Hamilton é campeão... É o fio débil de voz que consigo emitir.

Quando il mare ti portava via. E me chiamaste

Agora todos estão de pé em minha sala sem entender nada.
Apenas eu estou sentado e um tanto desiludido.
Mas foi final que o campeonato merecia.
O melhor campeonato em muito tempo tinha de ser decidido na ultima curva da ultima volta e por um lance tecnicamente de sorte.
Mas quem disse que sorte não faz parte do jogo?

Aiuto, marcello! La tua gioconda a paura di quest'onda
Agora é esperar que o campeonato do ano que vem seja tão bom quando o deste ano e quem sabe com a Williams lutando por vitórias ou, Oxalá, o titulo. Difícil, quase impossível, mas para esta maquina de criar doido que é a F1, tudo pode acontecer.
Como andei dizendo também, o titulo estaria em boas mãos fosse qual dos dois que ficasse.
Esta foi a nossa corrida, no nosso templo, mas com festa de Lewis Hamilton.
Com sorte, justiça, chuva e Timo Glock.

Non sembra un quadro di Michelangelo?