31 de mai de 2009

Chico Buarque: Sem motivo, apenas porque quero

Por trás daqueles olhos de cor indefinida – sua irmã diz que tem cor de ardósia – Chico Buarque de Holanda é um dos maiores poetas da língua portuguesa. Tudo bem, há quem torça o nariz e entre os mais jovens é até normal.
Afinal parece que os jovens de hoje nasceram com problemas crônicos de audição.
Ou ainda pior! Não sabem e não conseguem interpretar os textos.
Qualquer que seja forma é fácil mais dizer que não gosta de Chico. E menos honesto.

Suas obras são até matéria para vestibular, sim, algumas são complexas e porque não dizer difíceis, mas, pelo amor de Deus... Melhor cem letras difíceis dele do que uma fácil do NXZERO, por exemplo...

Os versos podem não ser tão perfeitos como os de Vinicius; Quintana ou Drummond, mas tem tanta qualidade quanto, já que chegaram ao ouvido e ao coração de mais gente. Afinal em vez de vir em livros, às vezes maçudos volumes numa terra onde a cultura da leitura ainda hoje é pequena, vinham na forma de marchas, sambas e afins em discos de no máximo quarenta minutos totais. Quando apareceu no cenário nacional, rivalizava com Caetano em um programa de TV chamado Esta noite se improvisa, onde cantava trechos de músicas que deveriam conter uma palavra definida pela produção.
Chico quando não lembrava ou mesmo não sabia inventava na hora a canção, com autor e tudo. E por muitas vezes enganou o público e até os jurados!

Ganhou um festival da canção na Record com “A banda”, porém, - diferente de Caetano que por muito tempo foi lembrado só por “Alegria, alegria” – não ficou estigmatizado pela canção.
“A banda” tem versos simples, nada do outro mundo, mas o que viria depois traria Chico a um patamar muito difícil de ser alcançado.

Do mesmo disco, “Olé olá” parece falar apenas de samba, mas o período era negro e numa sacada genial a palavra ‘samba’ toma emprestado o sentido de ‘liberdade’:

Não chore ainda não, que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
É um samba tão imenso que eu às vezes penso
Que o próprio tempo vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco, que é pra o meu samba poder chegar
Eu sei que o violão está fraco, está rouco
Mas a minha voz não cansou de chamar.


Mas não era só politica, também tinham as canções simples, nem por isto menos instigantes.
Brinca com a própria obra em “Essa moça tá diferente”:

Essa moça é a tal da janela
Que eu me cansei de cantar
E agora está só na dela
Botando só pra quebrar

Fazendo alusão a tal moça feia que se ‘debruçou na janela pensando que a banda tocava pra ela’ de “A Banda”.

Outros versos memoraveis estão na social e antológica “Pivete” que num certo sentido até homeageia um certo piloto campeão mundial de F1 (sempre da pra por F1 nos textos, hehe).
A canção conta de um moleque de rua – como tantos hoje ainda - e suas aventuras e desventuras, aqui um “inocente” furto de automóveis:

Arromba uma porta
Faz ligação direta
Engata uma primeira
E atéDobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Na contramão
Dança pára-lama
Já era pára-choque
Agora ele se chama
Emersão


Em versões mais recentes, em seus shows, Chico troca Emersão por Ayrtão...
Chico consegue como poucos escrever sob a ótica feminina. “O meu guri”; “Tatuagem”; “Bastidores” e a vingativa “Olhos nos olhos”:

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando

Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.


Diga se este último verso não doi mais aos ouvidos de um homem até que um chute no saco?

Também escreveu (boas) peças de teatro e romances (bem mais ou menos).
“Homenagem ao malandro", da peça A ópera do Malandro.
Ainda atual e muito pertinente já que a malandragem de hoje é outra, mas os malandros ainda se parecem...

Agora já não é normal, o que dá de malandroregular profissional
malandro com o aparato de malandro oficial
malandro candidato a malandro federal
malandro com retrato na coluna social
malandro com contrato, com gravata e capital
que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer
não espalha
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe chacoalha, no trem da central.

Convido a quem quiser, deixar aqui suas preferidas, e se não souber ou lembrar de nenhuma, ouça a canção que deixei no fim do texto, tente discordar do Chico, se for possivel.

Pode soar estranho já nossos ouvidos estão atolados com ‘babados’; ‘sangalos’; ‘emos’; funks e quetais.
Qualidade que é bom esta igual a malandragem da Lapa: Não existe mais!







29 de mai de 2009

Show de calouros da F1 com Ron Groo

Narrador: -Estamos de volta com a continuação do programa mais copiado da TV brasileira! Com a apresentação de Ron Groo! SHOW DE CALOUROS DA F1!Ron Groo: -Bom dia a todos os amigos que estão acompanhando este programa, sempre em um oferecimento de Indústria de Gás Favettam: “Metano ou butano é Favettam nos cano”.
E das Organizações Marrafa JR: “Rojões para suas comemorações, entregamos também no morro Dona Matha”.
Agora também com a nossa nova parceria: A Escola de Digitação DFS: “Por qeu buror vcoe noa é”.
Vamos dar prosseguimento aos trabalhos trazendo ao palco alguém que veio de longe para participar.
Ele que é alemão mas mora em Mônaco, que também é guitarrista, mas se vier tocar Fresno vai tomar com o gongo na orelha: Nick Heidfeld!
(Aplausos)

Nick Haidfeld: -Brigado... Brigado! Thanks!
RG: -Você foi muito bem recebido... Que beleza!
NH: -A gente se esforça né?
RG: -Mas que bom... Vamos ver aqui na ficha o que você vai fazer... Gostei da camiseta viu... Que banda é esta? My Chemical Romance?
NH: -Que isto...É o Dream Theater… Cê não conhece?
RG: -Já ouvi falar… São emos…
NH: -Emo é pqp!
RG: -Que isto... Olha o destempero! Emo também é gente....
NH: -Eu vi o que você fez com o último... Agora vem com esta?
RG: -Mas aquilo foi brincadeira...
NH: -É... Eu vi... O gongo tá até torto!
RG: -Bom eu não disse que foi brincadeira inocente... Disse só que foi brincadeira.
Mas aqui diz que você vai imitar pássaros, é isto?
NH: -É.. Eu vou imitar pássaros sim. Já teve gente cantando, gente dublando e eu quero fazer algo diferente. Então resolvi imitar pássaros.
RG: -Bem... A pauta é livre e não tem nada que impeça... Mas para poder avaliar se você esta imitando direito ou não a gente vai ter que contar com a ajuda de alguém que entenda de canto de pássaros. Produção... Vocês arranjaram alguém ai que entende de pássaros?
P: -Mais ou menos Ron... O cara tem uma criação de galinhas em casa...
RG: -Criação de galinhas? E galinha canta produção?
P: -Não canta... Mas foi o que arranjamos...
RG: -E quem é?
P: -O Nico Rosberg....
RG: -Eu não sabia que o Rosberg criava galinha...
P: -Bem, não sabemos se ele cria ou não, mas é voz corrente no padock que ele cuida de pintos... Se cuida de pintos é porque tem galinhas... Ou não?
RG: -Vai saber... Então vamos aplaudir o Nico Rosberg...
(Aplausos)

Nico Rosberg: -Obrigado... E Ron... Esta vai ter volta...
RG: -Bem... Vamos lá Nick, pode imitar o primeiro pássaro.
NH: - (assobiando)
RG: -Que pássaro é este Nico?
NR: -Um sabiá!
NH: -Não... É uma cambaxirra.
RG: -Eu também, não achei quer fosse uma cambaxirra não... Mas... Vai outro.
NH: (assobiando)
NR: -Este é um sabiá...
RG: -Nick?
NH: -Não... É um colibri...
RG: -Vai outro...
NH: -(assobiando)
NR: -um sabiá?
NH –Caraca...Não! É um canário da terra...
(Gong, gong, gong)
RG: -É não deu… Rosberg obrigado e Nick, ou você não sabe imitar porra nenhuma ou o Rosberg é que só conhece pinto mesmo... Cartas para a produção e respondam se é isto mesmo...
Vamos dar ao Haidfeld, que veio de longe um premio de consolação, vai levar dez quilos de alpiste. Chamem os comerciais ai...

Narrador: -Voltamos a qualquer momento com novos calouros....


E está no ar a novissíma edição da Rádio Onboard, com tudo que aconteceu de bom em duas das mais importantes corridas do ano: Mônaco e Indianápolis 500.
Mais uma vez estivemos juntos, Felipe Maciel, o Ryu; eu, o Ken e o Fábio Campos, a Shun Ly debatemos o que aconteceu de melhor! Ouve ai...

28 de mai de 2009

E o Luca acha que foi traído... Melhor ele que o esporte.

FOTA = Formula One Team Association.

Agora que sabemos disto perguntas não querem calar:
Como é que uma associação de times de formula um suspende o ÚNICO time de verdade?
Como podem suspender o ÚNICO time de verdade por se inscrever para a ÚNICA coisa para qual o time foi montado?
Como podem estes senhores suspender de uma associação que teoricamente reúne esportistas, o ÚNICO esportista real de lá?

Sugiro que se troque o significado da sigla para:
FOTA: Formula One Trapalhões Association.

É uma besteira atrás da outra...
Agora fico imaginando...
O telefone toca em Grove e Frank Williams atende e ouve então o que do outro lado da linha começa a tocar:
Chico Buarque - Samba do Grande Amor



“-Você vai receber uma telemensagem enviada por Luca Di Montezemolo”:

Tinha cá pra mim /Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor, mentira
Me atirei assim, de trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão /A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor, mentira
Eu botava a mão /No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor, mentira.

Fui muito fiel /Comprei anel
Botei no papel
O grande amor, mentira
Reservei hotel /Sarapatel
E lua de mel em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José, que eu levava fé
No grande amor, mentira
Fiz promessa até pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor, mentira

“-Você acabou de ouvir uma telemensagem enviada por: Luca Di Montezemolo, que aproveitou para dizer que não esperava isto de você! Se quiser responder com outra telemensagem disque dois e nossos atendentes o ajudarão. Obrigado e tenha um bom dia...”

Assim Max e Bernie levam a briga facil. Sem fazer força nenhuma!
Go Frank Williams go!
Editando: Para não haver engano, eu, Ron Groo, estou de pleno acordo com a Williams F1. Sempre!

27 de mai de 2009

Grooniadas no Principado - Traseiras.

Button: Venceu Mônaco de forma inconteste, e com o campeonato que vem fazendo escapou de vez de ser lembrando como aquele cara que venceu lá mas era assim.. Um... Hâ... Esqueci o nome do francês que ganhou sem merecer...

1B, fez uma largada muito boa, e ninguém -nem eu - vai poder dizer que ele não é um piloto regular. Chegou regularmente em segundo.

Kimi Heineken: "-Claro que tinha de estar com esta expressão de felicidade! Eu fui ultrapassado pelo 1B! Isto deixa qualquer um com esta expressão que estou exibindo...

Vettel: Foi uma corrida para esquecer. E eu tinha apostado nele... Assim eu só me ferro mesmo.

Príncipe: "-Desculpa, mas até o inicio do ano eu não sabia quem era você..."
Button: "-Tudo bem, até agora não sei que é o senhor...."

OU Príncipe: "-Agora que ganhou aqui em Mônaco deixa eu te pedir um negócio...."
Button: "-Nem precisa falar... Eu vou pedir pro meu pai trocar a camisa no próximo GP."
Príncipe: "-Ainda bem..."

Fala sério, o velho está com esta camisa desde a Austrália. O Príncipe está coberto de razão.


Não se engane, o nome da grid girl é Mario.

The backdoor man!

Esta imagem enlouquece o Buemi...

Se fosse brasileira a gente conseguia distinguir a bandeira com mais facilidade...

Mecânicos:"- Você ai que é piloto... Diz pra gente onde colocamos esta mangueira?
Piloto: "-Putz... Ainda bem que vocês não são parentes do Buemi se não eu tava lascado..."

26 de mai de 2009

Indy 500, esporte, civismo, civilidade e educação

Aos anti americanos e esquerdófilos de plantão...
Ninguém faz festa como os americanos. O sentimento cívico, o respeito pelas instituições; o hino cantado em uníssono por um autódromo inteiro e lotado; o silêncio respeitoso ao toque de silêncio da corneta.
A mãe do proprietário do Indianápolis Motor Speedway pedindo para que “ladies and gentlemans” ligassem seus motores.
Tudo aplaudido. Como também aplaudiram o piloto brasileiro Vitor Meira, que voltou a pista após ter seu carro incendiado no reabastecimento. E as palmas ainda mais sinceras quando outro brasileiro, Helio Castronneves, recebeu a bandeira quadriculada – pela terceira vez - por ter vencido a mais importante corrida de automóveis daquele país:
A Centésima edição das 500 milhas de Indianápolis teve um vencedor estrangeiro e nem por isto se ouviu vaias ou apupos.
Não se viu ninguém frustrado e nem xingando diante das câmeras.
Será que seria muito pedir aos torcedores tupiniquins que aprendessem um pouco daquilo que vimos antes, durante e depois da prova?
E aplicar aquilo a outro esporte que não o automobilismo? Será que dá?
Sinceramente, me deu uma inveja danada...
Parabéns ao Hélio. Dizem que vencer lá equivale a um campeonato.
Se ninguém é realmente grande no automobilismo sem ter vencido Mônaco, Indianápolis ou Le Mans, então ele é três vezes grande.
Que fiquem os problemas para trás, que ao passado pertencem.

24 de mai de 2009

Mônaco é sempre Mônaco

Incontestável.
Mônaco é Wembley da F1, charmoso, histórico e cheio de glamour.
E assim como os jogos da seleção inglesa em seu principal palco, as corridas lá não se conta pelas emoções e sim pela importância.
Incontestável.
Jenson Button venceu em Mônaco, e isto não é pouco, ainda mais da forma como venceu.
Largou na pole, liderou a corrida de forma consistente e convincente. Não foi ameaçado por um instante sequer.
Quer pelo segundo no grid de largada Kimi Heineken que pelo segundo na chegada o já tradicional naquela posição 1B.
Então antes do resumo da corrida um resumo da vitória de Jenson Button.
Apagam-se as luzes, largaram: Button contorna a Saint Devote em primeiro.Bandeira quadriculada: Jenson Button vence o GP de Mônaco de 2009.
Então quer dizer com isto que a corrida foi chata?
Não! De forma alguma, Mônaco é sempre Mônaco e se há muito as configurações de aerodinâmica não permitem ultrapassagens – fáceis - nas ruas do Principado nunca se traduziu em prova chata.
A plasticidade das imagens por si só já compensaria a mais de hora e quarenta de prova.
Mas ainda tivemos mais.

Tivemos o que muitos chamarão de erro de Felipe Massa ao tentar ultrapassar Sebastian Vettel na chicane do fim do Túnel.
Mas ora!
Não era para isto que estariam ali aqueles vinte carros? Para tentar ultrapassar uns aos outros?
Os grandes monstros da categoria já não provaram que com coragem e ousadia é sim possível fazer ultrapassagens ali?
Que custava ao Felipe tentar? Em minha opinião fez o que dele se esperava.
Se deu certo ou não é outra questão e eu não pretendo viabilizar este debate.
Aplaude-se a coragem e ousadia e pronto.

Aplaude-se também – veja só – a manobra de coragem de 1B que num belo salto ganhou na largada a posição de Kimi Heineken.
"Ah, mas os pneus da Ferrari; mas a má largada do finlandês bebedor; mas o lado sujo da pista..."
Tem uma porção de “mas”. Porém o único que importa desta vez é: “Mas o boquirroto largou bem e mereceu o segundo lugar”.

Bola fora para a Red Bull de Vettel que o deixou na mão já na largada quando se esperava muito mais do alemãozinho por estar extremamente leve.
Esteve estranhamente lento segurando um pelotão enorme atrás de si e acabou abandonando após uma batida boba. Bola forissíma para os McLatas.
Enquanto Lewis sofria nas ultimas posições fazendo o que o circuito lhe permitia, Kovaleinen mostrou por que é tão criticado. Se as coisas forem sérias lá pelos lados de Wokking, para o ano que vem estará à disposição uma vaga em seus carros.
E bola pra lá de fora para Sebastien Buemi, que de tanto ouvir falar sobre um dos predicados da beleza brasileira e resolveu conferir se era mesmo verdade enchendo a traseira do Renault de Nelsinho Piquet.
Das duas uma: Ou Buemi não foi avisado que apenas as mulheres brasileiras são admiradas pelas suas retaguardas e não os homens, ou, ele joga no time do Ralf Schumacher... Do Nico Rosberg e tal...
Bem não cabe a ninguém julgar. Cada qual, cada qual.... Mais uma vez uma prova bem razoável de Mark Webber que acabou na quinta posição.
A corrida fortaleceu a posição de primeiro piloto de Jenson Button e deu a ele o que faltava em termos de respeito por sua carreira.
Vencer da maneira que venceu e com o campeonato que vem fazendo faz dele um nome para não ser esquecido na galeria de vencedores desta prova.
Jenson agora pode encerrar a carreira no fim do ano, ao que parece com o titulo no bolso, e não se sentir um Olivier Panis, por exemplo.
Salve Jenson, que apesar do tempo de carreira na F1, deixou de ser menino para ser homem. E pelas circunstâncias de sua vitória ser “o” homem!Incontestável.

22 de mai de 2009

A F1 da pouca grana, ou a F1 do pacotão

Galvão Bueno: -Bem amigos da F1, estamos agora em definitivo desde a Austrália, circuito de Albert Park para levar até você em todas as suas emoções a abertura de mais um Mundial de F1.
E este mundial que é diferente, com cores e caras diferentes. Que está mais “democrático” - vamos dizer assim - com as novas equipes que chegaram este ano para a disputa.
São as equipes do pacotão da contenção de gastos da FIA Reginaldo, bom dia!

Reginaldo Leme: - Bom dia Galvão, bom dia amigos... É isso! A nova cara da F1 está ai... Mais do que em qualquer outra edição este ano temos um monte de equipes estreantes. Nem todas com qualidades e condições para ganhar corridas. Na verdade nenhuma, mas é sempre bom ver gente nova nas pistas... Nem que seja estes ai, com muito boa vontade e só.

GB: - É sempre bom ver gente nova nas pistas e ao nosso lado como sempre Luciano Burti, depois de ter batido em todos os treinos da Stock Car e perdido todas pro Cacá – eu não poderia deixar em paz né Luciano – está aqui para comentar esta prova. Bom dia Luciano!

Luciano Burti: - Bom dia Galvão; bom dia Reginaldo; bom dia amigos... Vamos deixas a Stock de lado e vamos nos concentrar aqui na F1, fazia tempo que a gente não via um grid tão cheio...
GB, interrompendo: - É verdade, tão cheio...
LB, retomando a palavra: -... De equipes sem experiência, e sem dinheiro ou tradição como disse o presidente da Ferrari.

GB, se refazendo do susto: - Eu não iria dizer isto, eu iria dizer... Mas o que ele queria? Que da noite pro dia nascessem mais cinco ou seis equipes no porte da Ferrari?
LB: - Não precisava ser do porte da Ferrari, mas podia ao menos não ser tão ruins não é?

GB: - Vamos dar uma passadinha no grid e conhecer algumas destas novas equipes que agora formam a nova F1! A F1 da pouca grana é com você Leo Batista!Leo Batista: - F1 2010, a F1 da pouca grana! E vamos começar a conhecer as equipes e suas fichas técnicas:

Formtech
Proprietário: Paulão da Regulagem
Sede: Vila Mariana – S.Paulo.
Cores: Preto fosco e ferrugem.
Pilotos: Ian Rhoda Prezza (Ita) e Jean Buzz Ina (Ita) ambos descobertos no campeonato de autorama do Bixiga (S.P.)

Equipe Campos:
Proprietário Fabio Campos, do blog Grid GP
Sede: Belo Horizonte – Minas Gerais.
Cores: Queijo Prata e Cheddar. Pilotos: Bruno Aleixo (M.G.) e Bruno Santos (M.G.), um era sócio da empresa e o outro torce pelo Cruzeiro.

Episilon Euskadi:
Proprietário: Episilon Euskadi (cearense radicado na Hungria)
Sede: Budapeste, mas o senhor Episilon não sabe pronunciar...
Cores: As que estiverem mais baratas na hora da funilaria. Pilotos: A equipe só possui um: Episilon Euskadi, que corria a São Silvestre todo ano.

RML
Proprietários Ron, Maciel e Lamas.
Sede: Franco da Rocha, Campos RJ e Londres, um pouco em cada cidade.
Cores: Madeira. Pilotos: Ingryd Lamas e Felipe Maciel (Ron Groo não sabe dirigir)

ISport
Proprietário: Sport Club do Recife
Sede: Ilha do Retiro – Recife.
Cores: Preto e vermelho. Pilotos: Nelsinho Baptista e Paulo Bayer.
A equipe não conseguiu vaga para a Formula Super Liga.

GB: É isto, vamos então a largada, todas as luzes vermelhas vão se apagar... É dada a largada e...
O que aconteceu?

RL: - As equipes novas não largaram... Nenhuma, falou dinheiro para a gasolina...
LB: - É Galvão, parece que o Montezemolo tinha razão...

20 de mai de 2009

Tribunal rejeita pedido de anulação do regulamento

Na sede da Renault toca o telefone:
-Alô?
-Quem fala?
-É o presidente da Renault F1, como conseguiu este numero?
-Não importa... A única coisa que importa e o que vou dizer agora.
-O que?
-Perdeu playboy, perdeu! Hahahahahaha.


E na sede da Ferrari em Maranello.
-Alô!
-É da Ferrari?
-Si e aqui é Luca di Montezemolo, quem fala?
-Aqui é o Bento.
- Bento? Má que porca miséria é Bento?
-Aquele que te enfiou um regulamento! – Hahahahaha.

Também na sede da Red Bull/Toro Rosso.
-Red Bul te dá asas, bom dia!
-A Fia corta estas asas, Bom dia! Hahahaha.

É o começo do fim?
Seria o apocalipse da categoria?
Ou os homens de terno ainda chegam a um acordo?
Só o tempo dirá, mas é inegável que a FIA marcou um gol, ou melhor, dizendo, fez uma ultrapassagem nas equipes. Agora é aguardar o desenrolar deste novelo.
Mas ainda aposto que não dá em nada... Ninguém sai.



Mas agora é Mônaco, não importa a discussão sobre o teto orçamentário do ano que vem.
A única coisa importante é o piso.
O piso sagrado de Monte Carlo, onde desde 1950 a F1 corre.
Apenas duas pistas mais podem dividir com as ruas do principado o status de “solo sagrado” da F1: Spa e Monza.
Mas aqui tratamos de Mônaco. Ver aquelas maquinas ultra potentes ultrapassando os duzentos quilômetros por hora, onde a prudência e o bom senso recomendam cinquenta, sessenta apenas.
Domingo, quando os carros se espremerem para contornar a Saint Devote pela primeira vez para nós expectadores e amantes da velocidade pouco vai importar se ano que vem vai ou não ter teto orçamentário. Se vai haver dois regulamentos para a mesma corrida.
O que vai nos importar será a profusão de belas imagens, sim porque Mônaco pode não favorecer ultrapassagens e com isto podar a emoção, mas não se pode negar o quão belas são as imagens que nos chegam de lá.
E isto nem a narração oficial e nem os mandatário malucos da FIA podem estragar.
Só se tirarem Mônaco do calendário, mas ai a gente pega em armas e vai para um corpo a corpo.
E é com este espirito que colocamos no ar mais uma edição da Rádio On Board, com as expectativas do GP mais charmoso e tradicional da F1.
Como sempre Felipe Maciel, o Groucho; Fabio Campos, o Chico e eu, o Harpo debatemos com seriedade e muito humor. Ouve lá.
E se por acaso não souber quem são: Groucho, Chico e Harpo, clica aqui.

19 de mai de 2009

Nupcias

A igreja esta muito bem decorada. Simples, mas de muito bom gosto.Os padrinhos muito bem vestidos. Uns ficaram bonitos, outros elegantes e alguns não tinham jeito mesmo.

Misturam-se todos, não havendo a tradicional separação entre os convidados do noivo e da noiva. Afinal ali todos eram amigos dos dois. Que cresceram todos juntos.
No canto esquerdo do templo uma banda que vai tocar durante a cerimônia afinava os instrumentos. Presente de um dos padrinhos, disseram depois.

Às seis horas em ponto é dado inicio ao casamento.
Com o padre já a postos e os convidados todos de pé, começam a entrar os padrinhos pelas portas laterais, os homens pela esquerda e as mulheres pela direita. Juntando-se ao centro da nave e se encaminhando ao altar, para ocupar seus lugares protocolares à direita do sacerdote.
Enquanto se encaminhavam a banda executava - note-se verbo usado – “Rocket Man” de Elton John e, pouco antes da chegada do refrão escutou-se vindo de algum engraçadinho um sonoro: “-Toca Raul!”, que gerou na mesma hora uma sonora vaia.

De trás de seu kit negro o baterista fez menção de jogar no individuo uma de suas baquetas de ébano sendo contido pelo baixista que o lembrou a ultima vez em que fez isto e da tremenda caca que se seguiu.
Então se apagam as luzes.
Um holofote ilumina a porta central que ao se abrir trás o noivo de braço dado com a mãe.
A banda ataca – novamente atente-se ao verbo – “One” do U2.
Em passos lentos, aparentemente mancando, o noivo parece marchar militarmente em cima do tapete no vão central.
Todos os convidados percebem e com uma coreográfica espontânea batem continência à sua passagem. Fileira por fileira.
O que faz com que a mãe do noivo comente em voz baixa, mas perfeitamente audível:
“-Por acaso eles pensam que você é militar ou filho de militares?”.
Ao que ele responde entre dentes: “-O que eles estão pensando eu não sei, mas eu estou pensando algo bem pouco lisonjeiro sobre a mãe deles...”.

O padre que já estava bem pouco a vontade com uma banda tocando dentro de sua igreja ficou ainda mais desconfortável com as saudações. Dizem que ele tem tendências subversivas.

Ao chegar ao altar, vira-se de costas ao altar para aguardar, assim como todos, a entrada da noiva.
Alguns instantes de silencio e o holofote é novamente direcionado a porta principal que abruptamente se abre assustando a banda que então atropela – prestou atenção ao verbo novamente? – a introdução de “Still loving you” dos Scorpions.

Eis que surge uma das floristas que enfeitaram a igreja com um sorriso amarelo e um olhar que era o próprio pedido de desculpas. Ninguém soube ou saberá por que ela entrou por ali com a cerimônia em andamento..
O padre já bufava ao microfone.
Novamente se fecha a porta. Mais alguns instantes de silencio e finalmente se abrem trazendo a noiva de braços dados com o pai.

A banda leva a canção dos Scorpions enquanto uma pequena dama salpica o chão de pétalas de rosa.
A passagem da noiva até o altar é perfeita.
O noivo a recebe com um sorriso. Recebe também um efusivo comprimento e um fraternal abraço do sogro.
Vai dar um beijo na noiva quando o padre, sem sequer cobrir o microfone, o repreende:
“-Espere eu autorizar meu filho apressado!”
A audiência composta pelos convidados se manifesta: “Aêê!”.
O sacerdote pigarreia, pede que os convidados não se manifestem mais e começa o rito.

Tudo segue a mais perfeita harmonia.
Na hora em que os noivos vão trocar os votos, ele com voz embargada recita os seus de forma emocionada. Ela também, embora um pouco mais solta.
“-Na tristeza e na alegria?”. – pergunta o padre.
“-Sim!” – responde ele.
Automaticamente a “platéia” faz uma “hola” partindo do primeiro banco da primeira fileira à direita e indo terminar no último banco da última fileira à esquerda.
As mesmas perguntas são feitas à noiva e a mesma resposta é dada, com um contagiante sorriso de felicidade.
“-Agora pode beijar a noiva...”.

Os convidados agora fazem a “hola” ao contrário, partindo do último banco da ultima fileira à esquerda e terminando no primeiro banco da primeira fileira à direita. Explodindo em seu final com uma salva de palmas.

Os padrinhos se encaminham para dar os primeiros cumprimentos aos recém casados.
A banda então detona – literalmente – “Shambala” dos americanos do Three Dog Night.
Alguém, provavelmente o mesmo que pediu por Raul resolve se manifestar novamente:
“-Raul não tocam, mas Chitãozinho e Chororó tocam né?”.
Shambala - Three Dog Night





Outra sonora vaia e alguns risos e finalmente a baqueta de ébano voa, curiosamente sem afetar o andamento da canção.
Os noivos se despedem na igreja, como foi anunciado no convite.

18 de mai de 2009

F.O.B.A - Formula One Blogs Association: Foba-se você também!

Nosso amigo Felipe Maciel fez um post cabal sobre as ameaças da Ferrari a FIA e vice e versa.
Como você pode ver aqui neste link: Ameaça sobre ameaça.

Disse o grande Maciel que se a FIA conseguir a proeza de afastar todos os times mais tradicionais e dar espaço a nomes como Lola; USGPE; Prodrive; Penske ou JNRP (Junior Negão Racing Pró), ele ameaça deixar de cobrir a F1 e passar a escrever sobre o Tênis.
Ok! Tô dentro da ameaça e me junto a ele na FOBA – Formula One Blogs Association.

E nossos primeiros protestos estão a caminho. O BligGroo vai cobrir o Wrestling Pro.
Onde este fim de semana as lutas foram sensacionais. "Smokeman" sufocou Alain "The Noose".
O grande "Mountain" foi literalmente escalado por Ted "Alpinista Louco" Tenderness.
Jack Line, o mocinho quase foi apagado por John Rubber.
E na luta de fundo Luca Rosso bate de frente com Max Fuzarca.
Só a um grande problema neste esporte tão empolgante.
A entidade que detém os direitos da categoria, contrariando o bom senso e as academias que fazem o espetáculo, anunciou para o próximo ano um teto orçamentário e regulamentos diferentes para lutadores que usarem calção de fundo duplo.
Não perca tempo embarque nesta e associe-se e escolha um esporte para cobrir caso a FIA ganhe a briga.
Em outras palavras: Diga a FIA que FOBA-se.
Nós vamos mostrar nossa força.