31 de jul de 2009

A volta poderia ter sido assim, não?

Parou sua Ferrari FXX á porta da fábrica, pegou uma bolsa que estava no banco do carona.
Passou pela portaria cumprimentando Guido, o porteiro como costumava fazer ao longo dos anos...
-Ma che! Viva a Juve!
E recebeu de volta o sorriso e a resposta bem humorada do porteiro torcedor do Torino.
-Farabuto! Campeone, ma farabuto!

À medida que ia entrando no prédio ia revivendo emoções.
Ao passar pelo ascensorista - o canadense Hastings - lembrou-se de quando tentou tirar Jacques Villeneuve da pista para garantir um campeonato a mais.
Lembrou de como foi sacaneado.
-Nem todo mundo é Damon Hill? – fazendo alusão ao campeonato de 1994.
Lembra de ter engolido a seco aquela provocação para depois devolver quando ganhou o quinto titulo.
-Tinha razão, só alguns são Damon, mas só eu sou Michael Schumacher.

Na porta da sala dos pilotos ainda estava o desenho que ele pendurou quando foi embora: Um piloto passando o volante para outro com a legenda: “Eu vou, mas meu coração fica”.
Dentro, nas paredes fotos de suas vitórias; fotos com Eddie Irvine, com Rubens Barrichello e uma grande no pitlane de Interlagos onde abraçava Felipe Massa, então vencendo pela primeira vez o grande premio do Brasil.
Lembrou que aquela foi sua ultima corrida.
Viu no alto uma imagem de Kimi Raikkonen recebendo a medalha de campeão do mundo e lembrou das sete vezes em que foi a festa da FIA receber as suas.

Jean Todt entra na sala e vê o alemão ali, absorto em suas lembranças.
-Fizemos um trabalho muito bom heim?
-Fizemos... Fizemos...
-Você lembra desta corrida no Brasil?
-Lembro! Um pneu furou e eu tive de vir me recuperando; o Massa ganhou; o Alonso tinha sido campeão e o Kimi fez a ultima corrida dele pela McLaren.
-É foi... Você ainda deu um come nele que duvido que ele tenha esquecido...
-Antes do S do Senna né?
-Espremido no muro, hahaha.
-Foi, foi... Pra ele não esquecer que mesmo não valendo nada a gente tá la pra isto né? Ainda fui o quarto colocado...
-Eu lembro... Acabou a prova com a volta mais rápida. Sua ultima volta mais rápida.
Ficam em silêncio, pensando nos bons tempos.

Stefano Domenicalli aparece à porta e pede para conversar com Jean Todt, cumprimenta o alemão com um aceno de cabeça.
Terão muito tempo para conversar ainda.

Schumacher então abre a bolsa que trouxe do carro e retira seu capacete de lá, vermelho com as estrelas no cocuruto.
Clássico.
Pega um controle remoto que estava na mesa e liga a tela de plasma, presa a parede junto do símbolo da scuderia.
O que se inicia na tela tem letra sintomática e devido à altura em que se encontrava a TV muitos chegam à porta da sala.

Ao fim do vídeo é muito difícil conter as lagrimas e os aplausos.

30 de jul de 2009

O que eu achei? Nada... Nada... (hehehehe)

-Fala Groo! Beleza?
-Ce viu as noticias? A BMW vai sair fora no fim da temporada...
-Dane-se... Não vai fazer falta... - (sussurrando) - O alemão voltou.
-Fico com dó do Kubica...
-Ele arruma outro carro logo, talento não falta – (sussurrando e sorrindo) - Ele voltou... hehehe
-E a Renault... Também ta ameaçando...
-Que vá logo, ninguém vai sentir falta do Alonso... E o Nelsinho vira e mexe tá demitido mesmo... - (sussurrando, sorrindo e socando a palma da mão) – He is back!
-Que isto Groo... Se as duas saírem vai esvaziar demais o grid...
- Já vão tarde, e aí é só oficializar duas daquelas equipes que não passaram no crivo do tio Max Fuzarca e colocar no lugar vago, afinal pra fazer o que estas duas montadoras estão fazendo qualquer equipe de fundo de quintal faz... - (sussurrando, sorrindo, socando a palma da mão e batendo o pé no chão) – Ele tá de volta!
-Tá louco...
-To nada... Estas porcarias só serviram para gastar verba de propaganda e dar razão ao Max Mosley: Montadora só fica na F1 enquanto é conveniente, deixou de dar resultado o marketing e eles caem fora! E que se dane o resto – (finalmente gritando) O Michael Schumacher, o maior vencedor da categoria, o melhor piloto vivo do mundo está de volta! HAHAHAHAHAHAHAHA! -Ah para, não vai dar em nada, ele não vai ganhar nenhuma corrida, Groo!
-E daí? Precisa?
-E não vai nem sequer fazer pole!
-E daí? Pra quê? Já tem um monte, acho que ninguém o pega nisto.
-Duvido que ele marque alguma volta mais rápida em qualquer GP.
-E daí? As que ele fez já serviram pra por ele na história desta categoria pra todo o sempre.
-E quer saber, não assusta mais ninguém...
-E daí? Ver o maior de todos os tempos guiando de novo não é para assustar e sim para encantar. E se não fizer nada disto que você disse, não vai desapontar ninguém. Este alemão é o único sujeito na F1 que não precisa provar mais porra nenhuma pra quem quer que seja.
-Você só sabe falar “e daí” e ficar com esta expressão de bobo no rosto?
-Eu estou com expressão de bobo?
-Está!
-Como é esta expressão?
-Um sorriso enorme, uns olhos arregalados... .
-Hum... Eu não estava assim não...
-Pior que estava! – diz isto e vira-se de costas.
Eu então fico de pé na cadeira que ocupava, dou um salto, socando o ar e gritando: “-Oh yeah, baby!”

29 de jul de 2009

Mais do mesmo

Narrador: -Senhoras e senhores jornalistas com vocês da direção da BMW Group.
(ninguém aplaude)
Diretor: -Bom dia a todos. Como anunciamos ontem, estamos aqui para fazer um comunicado...
Repórter1 (interrompendo): -O senhor vai anunciar que a BMW não vai correr no campeonato de F1 do ano que vem.

Diretor: -É... Mas a noticia vazou como?
Repórter 2: -Não não vazou... É que vocês homens de negócios e diretores de marketing são muito previsíveis.

Repórter 3: -E vão por a culpa na crise mundial e no baixo faturamento.
Diretor: -Sim mas...

Repórter 4:- E vai falar que não tem nada a ver com a má fase da equipe neste ano.
Diretor: -Claro que não o problema foi...

Repórter 1: -Foi que vocês abandonaram a briga pelo titulo do ano passado, apesar das poucas chances para se concentrar num projeto que se mostrou um barco furado...
Diretor: -Sim claro, o carro é ruim...
Repórter 1: -E esta queimando a marca junto ao publico e a grana do departamento de marketing que resolveu cortar a verba...

Diretor: -Mas nós não concorremos contra a Ferrari e...
Repórter 2: -E concorrem contra quem? A Red Bull? Que nem fabrica carro?

Diretor: -Entendam, eles são uma equipe de F1 e nós somos...
Repórter 2: -Um bando de cabeçudos metidos a espertos que acharam que era só expor a marca na televisão e as vendas aumentariam 200 por cento.
Diretor: -Não, não... Nós sabíamos que era preciso fazer um carro bom e...

Repórter 1: -Então porque não fizeram?
Diretor : -E você acha que é fácil assim? Pergunte aos donos da Honda...
Repórter 1: -Nós não sabemos, vocês é que fabricam carros, a gente só cobre o espetáculo.

Diretor: -Bem, já fizemos o comunicado. Algo mais?
Repórter 2: -Quando sair por favor, leve a Renault junto, para evitar que daqui um tempo a gente tenha outro espetáculo deprimente destes...

E enfim chegamos a edição de numero cinquenta da rádio mais bacana do Brasil.
Meia centena de programas repletos de informação, opinião, discussão, polemica, humor e pão de queijo.
Comemore ouvindo o que tem a dizer Felipe Maciel, o Homer; eu, o Bart e Fábio Campos, o Ned Flanders sobre o estranho GP da Hungria, que teve de tudo. Desde tristeza até a alegria de Lewis por ter voltado ao lugar mais alto do pódio.
E o mais bacana é que mesmo já tendo meia centena de programas ainda não estamos velhos e nem soltando pedaços pra cima dos outros podcastis. (Desculpem, mas não resisti...)

28 de jul de 2009

Chumbo trocado

Fernando e Lídia estavam casados há dez anos.
Bastante tempo dirão alguns, principalmente nestes tempos de relacionamentos e casamentos descartáveis.
A relação era baseada em muito carinho, confiança e cumplicidade.
Decidiam tudo juntos.
Desde a cor das paredes da casa – que compraram antes mesmo do casamento – até a vinda da mãe dela para morar com eles.

Dois meses após o aniversário de quatro anos de casamento o pai de Lídia morreu em decorrência de um estúpido câncer de próstata.
Agarrado a sua ignorância e preconceito nunca aceitou fazer o exame de toque: “-Aqui não entra nada. Só sai”. – dizia.
Ao que consta, quando morreu não entrava ou saia nada mesmo.

Triste, naturalmente, Dona Marina – mãe de Lídia – corria sério risco de cair em depressão e então depois de alguns ajustes no orçamento domestico e na configuração da casa resolveram pedir a ela que viesse morar junto deles.

No principio ela recusou. Dizia que eram um casal jovem e que deviam ter toda a privacidade possível e que a presença dela ali poderia até comprometer um antigo sonho dela: ser avó.

Fernando, que em casa era divertido e espontâneo, completamente ao contrário do que era na rua onde era visto por todos como um sujeito fechado e introspectivo.
Educado nunca deixou de ser gentil ou solicito a ninguém, mas sempre com a devida distancia que julgava necessária, disse que a presença da sogra em nada atrapalharia a vida na casa ou do casal e quanto ao projeto de ter filhos... Eles estavam tentando e que provavelmente durante as tentativas, ela – a sogra – estaria dormindo: “-A senhora vai estar roncando e babando como sempre!”. Dizia provocativo.

Ela aceitou e veio ocupar um dos três quartos da confortável casa.
Uma convivência com amizade e cordialidade nasceu entre os dois que volta e meia aprontavam alguma um com o outro deixando o ambiente leve e descontraído.

Ela o chamava de “pastel”; zombava do seu time de coração, a Portuguesa de Desportos e dizia que ele era o único ser humano no mundo que ainda acreditava que o Rubinho seria campeão do mundo de F1. Além do próprio, claro.

Ele por sua vez a chamava de “dona gorda”, apesar de estar em forma para sua idade e dizia não ligar para as opiniões dela, já que de carros ela só sabia abrir a porta e de futebol então... Era corinthiana.
Assim passavam os dias, os meses e os anos...

Certa tarde ela recebeu para um café algumas amigas do grupo da terceira idade. Ficaram na sala conversando enquanto ele trabalhava no computador em algumas planilhas que trouxe do emprego
Elas falavam baixo embora ele tivesse dito que não se importassem com sua presença.

O papo animado e os biscoitos ajudaram a acabar com o café da garrafa, Dona Marina então foi à cozinha para providenciar mais.
Fernando então e dispôs a parar o trabalho e fazer sala às visitas.

-Vocês parecem se dar muito bem! Que maravilha! Não consigo nem olhar para o meu genro... – diz uma das senhoras, Dona Carminha.
-É sim, nos damos muito bem...
-Claro, mas é um tanto fechada, parece que tem alguns segredos, não sei. – e todas concordam.
-É... Sim... Ela é boa pessoa, mas tem um problema: a cerveja. – diz ele com um brilho diabólico nos olhos.
-Ela bebe? – o espanto é geral. Junto delas Dona Marina sequer tomava quentão nas quermesses.
-Pois é... Quem vê cara não é? – termina ele voltando à atenção ao computador e segurando o riso o melhor que pode, enquanto as senhoras levavam as xícaras vazias à boca, desorientadas com a informação.

Dona Marina volta da cozinha e percebe que as amigas estão agitadas, olhando umas para as outras desconcertadas.
Vê também o genro com cara de quem aprontou alguma.

-Marina, você precisa ir lá em casa... Meu marido compra umas belgas maravilhosas!
-Umas o que Carminha?
-Umas belgas... Ce sabe... São as melhores do mundo...
Dona Marina não entendia.
-Ah, meu marido e meus filhos preferem as alemãs... – diz outra.
-É que vocês são chiques, lá em casa no máximo Bohemias mesmo...
Dona Marina fica confusa, mas entende que aquilo é resultado de alguma coisa que o “pastel” disse.
Como a conversa sobre as “loiras liquidas” não prosperou o assunto finalmente morreu.
Mas não o espanto em saber que Dona Marina era chegada na bebida.

Algum tempo depois quem sai da sala por um motivo qualquer é o genro.
Dona Carminha, que não consegue segurar a própria língua resolve fazer o caminho contrário e puxar com Dona Marina o mesmo assunto que havia iniciado com Fernando.

-Vocês parecem se dar muito bem... Que maravilha! Não consigo nem olhar para o meu genro.
-Ele é um tanto fechado como vocês puderam ver...
-É sim... Deve ter lá os seus segredos...
-Claro, mas é boa pessoa... O problema é a impotência... – diz com uma naturalidade embaraçosa.
Sorri mais diabolicamente ainda com o canto da boca.
Bebe seu café enquanto as amigas tossem ou engasgam devido ao excesso de informação.

27 de jul de 2009

Ava(ca)liações húngaras

Tanto falaram das húngaras em outro post que fui conferir, e é verdade: Gabriella Hámori

Lewis venceu, eu não esperava, mas venceu.

Outro que surpreendeu. Há bem pouco tempo nem perto do pódio ele passava.


Este decepcionou, mas ainda assim saiu no lucro. A verdadeira ameaça ao titulo de Jenson.


Se estas estivessem no carro do Alonso talvez o asturiano mala chegasse... Em quarto ou quinto.

Webber: - Eu queria estar ai no meio..
Lewis: - Eu queria estar aqui sempre.
Kimi: - Eu queria que um de vocês dois fosse a Gabriella Hámori e o outro uma vodka.

Webber: -Em 2006, aqui mesmo na Hungria, não fizeram a mesma coisa com você?
Alonso: -Não prenderam a roda direito, e aquele ano foi a roda traseira...
Webber: -O Ron Groo vai começar a te chamar de Alonso "roda frouxa" agora...

-Desculpa Fernando, nós pensamos que era o Nelson Ângelo.
-Assim vocês vão dar é razão ao moleque... Não entendem p0**a nenhuma mesmo.

Mario Thissen: -Cê vai mesmo demitir o filho do Piquet?
Briatore: -Depois do que a equipe fez hoje com o Alonso? De jeito nenhum, seria um prêmio pra ele e mais um motivo pro Nelsão falar que eu sou uma besta...

E nós também.

26 de jul de 2009

Hungria - Quando a vitória de um campeão surpreende

Nunca pensei que um dia me espantaria com a vitória de uma McLaren.Também pensei que após aquele Abril horrível de 1994 eu nunca mais ficaria apreensivo quanto a um acidente da F1.
Ainda mais um acidente tão imbecil e repleto de fatalidade como este de Felipe Massa.

A F1 é regida e decidida nos milésimos de segundo, e sendo assim um segundo passa a ser uma eternidade em termos de diferença.
Um segundo a mais ou a menos faz a diferença entre a vitória espetacular e a mais inapelável das derrotas.
E assim também é entre estar vivo ou não.
Por sorte nossa, e mais ainda de Felipe Massa este segundo estava a seu favor, e por isto estamos hoje com a esperança renovada, pensamento firme, forte e muita fé em sua recuperação.
O caso é grave e inspira cuidados, mas evolui com segurança e gradualmente para uma melhor situação. Cada vez mais.

Depois de uma classificação confusa por conta da pane no sistema de computadores da FIA.De repente foi como se tivéssemos voltado àqueles tempos da F1 antiga, romântica e por que não, um tanto confusa.
Até o velhinho da fuzarca Bernie Ecclestone apareceu ao fim do treino para acabar com a grande dúvida que pairava no ar: Quem teria sido o pole position?

Foi até engraçado ver Fernando Alonso perguntando aos outros corredores quais tinham sido seus tempos.
Fiquei imaginando um espírito de porco qualquer dizendo ao asturiano chiliquento: “-Eu fiz 1:19:02”. Só para ver a cara de decepção do piloto da Horrivelnaut.

Então, com certeza com auxilio de cronometragem manual estabeleceu-se que Alonso sairia na posição de honra; com Vettel e Webber (insisto, parece sapo coaxando: webber, webber) da Red Bull em seu encalço.

Mais tarde soubemos que a diferença gritante na quantidade de combustível entre o sobrancelha e o resto do grid, o colocaria na condição de provável "cavalo paraguaio", já que a diferença de tempo entre ele e o segundo colocado era mínimo. Mesmo tão mais leve.

Veio a largada e começaram as surpresas.Vettel largando do lado sujo da pista vai muito mal e acaba caindo para sétimo lugar.
Hamilton pula para segundo com o auxilio do kers e uma forcinha de Kimi Heineken, que saiu esbarrando em todo mundo na largada.
E como na corrida passada a direção de prova colocou um incidente sob investigação e depois não publicou sua decisão.
Quem souber o que foi feito da investigação sob a largada “segura peão” do finlandês bebedor, por favor, deixe ai nos comentários.

Daí em diante era questão de esperar para que o carro de boi vermelho tomasse a ponta, o que não ocorreu em momento algum.
Vettel apontando problemas no carro e depois abandonando, Webber voltando ao seu normal.

Alonso para antecipadamente nos boxes e um trabalho digno da turma de Domenicali em seus piores dias acaba voltando com uma roda solta.
Metros à frente a roda se solta e decreta o fim da corrida do espanhol.
Uma dura vergastada no lombo de Flavio Briattore, que vem merecendo uma assim faz tempo.

A partir daí Lewis assumiu a ponta - andando muito com um carro que eu cheguei a pensar que havia nascido morto - para não mais larga-la até a bandeirada final.Em segundo Kimi Heineken após uma prova constante onde nem um costumeiro da Ferrari erro no ultimo pit stop atrapalhou. Mark Webber fechou o pódio e ainda por cima assumiu a vice-liderança do campeonato diminuindo a diferença na tabela de classificação para Jenson Button.

Há de se comemorar também a ótima corrida de Nico Rosberg e sua Williams que com seu quarto lugar me deu um grande presente de aniversário.Destaque também para o novato Jaime Alguersuari que fez o que dele se esperava.
Nada de espetacular e nem de desastroso, conseguindo chegar à frente do companheiro de equipe e mais... Até do Alonso.
Eu estava com saudades de dizer isto aqui: CHUUUUUUPPAAAA ALONSO!

Destaque negativo para a corrida dos carros da Brawn que numa corrida para lá de discreta fizeram apenas sétimo e décimo mostrando que a luz amarela que piscava em cima da equipe está quase se tornando vermelha.

Agora três semanas de férias e dá-lhe silly season com muita politicagem, muita especulação e muito AS e Marca colocando o chiliquento na Ferrari.
Se bem que pela corrida de hoje, só de farra, eu colocaria o Jaiminho.

25 de jul de 2009

Atravessando a rua Abbey, quarenta anos depois

Se há quarenta anos o homem dava os primeiros passos na lua – embora alguns duvidem - um gigante da musica dava seu último passo aqui na terra.

Em 1969 uma das maiores bandas de rock da história – sinto, mas não a considero a maior, na verdade eu prefiro os Rolling Stones – lançava aquele que seria seu ultimo disco: Abbey Road, dos Beatles. A Apple, empresa montada pelo grupo para cuidar da parte financeira e artística do grupo passava por dificuldades financeiras que segundo Paul, vinha do fato de Allen Klein, que gerenciava os negócios, ficar com quinze por cento de seu faturamento.
Após a separação do grupo Paul foi à justiça contra Klein, que ainda assim manteve seu contrato com os outros três beatles até 1977.
McCartney dizia que Allen havia roubado – usou este termo mesmo – em média 5 milhões de dólares do grupo.

Abbey foi o ultimo esforço em conjunto dos quatro.
O disco é muito mais que uma simples coleção de canções.
É também o documento preciso do momento final da banda, com suas dificuldades e contratempos e flashes do que viria a ser a carreira solo de cada um.

Há quem prefira o Sgt Peppers, mas em matéria de rock direto e sem frescuras Abbey bate de longe até no White Álbum.

George Harrison finalmente tem seu talento de compositor reconhecido com as maravilhosas “Something”, sobre sua esposa.
Uma balada tão linda que muitos pensavam se tratar de uma composição da dupla L&M, e “Here comes the sun“ é a apologia ao astro rei e a felicidade de ver um dia de sol na Inglaterra. Tão raro quanto a felicidade que se sente ao ouvir a canção.
the Beatles - Here comes the sun

Ringo comparece com uma canção tipicamente sua: “Octopus´s garden” é bobinha e alegre e traz Lennon soprando um canudo em um copo com água.

McCartney e Lennon então dividem o restante das composições e forjam um disco coeso fortemente calcado no rock and roll, como há muito tempo, provavelmente desde Revolver o grupo não fazia.

“Come togheter” com uma letra nonsense que segundo Lennon era para divertir quem procurava mensagens ocultas em suas canções.
“I want you (she so heavy)" – É a primeira experiência de John com a terapia do grito primal de Janov. Experiência esta que o levaria a escrever mais tarde, já em carreira solo as letras de “God” e “Mother”.
É uma musica longa e repetitiva feita a partir de duas musicas distintas.

“Because” segundo o próprio teve sua introdução tirada de “Sonata ao luar” de Beethoven tocada ao contrário. Para mim é o ponto baixo do álbum embora seja largamente elogiada.

McCartney é que está realmente inspirado e comete algumas de suas melhores canções.
“Oh Darling” é o resultado final de sua busca pela emulação vocal dos cantores negros de rhythm and blues que procurava desde “Got to get into my life" e "Why don´t we do it in the road”.

“Maxwell´s silver hammer”, embora não tenha sido um sucesso é interessante ao contar a historia sombria de um homicida que usava um martelo de prata para cometer seus assassinatos.

Mas é na junção de varias micro musicas e composições inacabadas na parte final do disco que está o toque de gênio e onde o grupo se mostra mais afiado em termos de instrumentação.
As poucas intervenções orquestrais nos deixam finalmente ouvir a técnica de George e John tocando guitarras juntos. Com vários takes de Paul ao instrumento também.
Um solo de bateria de Ringo, que se não era tecnicamente lá grande coisa, ao menos era seguro e econômico.

A viagem começa com “You never give me your money” de Paul e continua pelos versos poliglotas de “Sun King” entra em “Mean Mustard” e segue com “Polithene Pam”.
Ouve-se um "look out" e então começa “She came in through the bathroon window” com a história de uma fã que invadiu o hotel pela janela do banheiro.
Algumas versões dizem que no hotel em questão estavam hospedados os próprios Beatles, outras dão conta de que eram os Moody Blues.

De qualquer forma é surreal e engraçada.

A sequência “Golden Slumbers” e “Carry that weight” conta o imbróglio financeiro citado acima na visão de Paul McCartney.
O peso (weight) ao qual se refere na segunda canção é o dos processos que ele moveria contra Allen Klein e vale lembrar que a auto citação de “You never give me your money” é muito pertinente.

O disco termina com “The End” que diz que “no fim o amor que você recebe é igual ao que você faz”
Há ainda uma faixa escondida chamada “Her majesty”, mas é irrelevante ao produto final.
Com o disco também acaba a historia do grupo.

Que alguns perguntem: “-Mas e o Let it be?”.
Este foi gravado durante os trabalhos com Abbey Road e depois refeito com a produção de Phil Spector quase como um disco póstumo.O sonho - como disse Lennon – acabou, mas em 1969.

24 de jul de 2009

Giorgio Ascanelli fala sobre Alguersuari

-Senhor Ascanelli... Nós temos algumas perguntas sobre o piloto que o senhor vai lançar na Hungria... -O Jaime?
-É o Jaime.. O senhor não acha que ele é muito imaturo?
-Não, claro que não... Ele já tem uma carreira longa no automobilismo.

-O senhor não está dizendo isto só para não ser contraditório lança-lo agora?
-De maneira nenhuma... O cara é bom... Foi campeão de um monte de categorias ai... -Mas ele nunca pilotou um F1, isto não é temerário?
-De jeito nenhum... Pilotar um F1 já não é tão difícil quanto era há alguns anos atrás.

-O senhor então é da opinião do Lauda?
-Qual opinião do Lauda? Ele já emitiu tantas.
-Aquela que ele diz que até um macaco pode pilotar um F1.
-Sim, claro! -Mas se não me engano ele disse isto e no dia seguinte foi testar um Jaguar e rodou. E olha que o homem é multi campeão do negócio heim?
-Mas de quem era o carro?
-Era do Irvine, ou do De La Rosa... Talvez até do Pizzonia não me lembro.
-Então olha ai... Olha o naipe dos caras que você citou...

-E se ele fizer coisas ruins, tipo... Um acidente na largada.
-Eu não estou dizendo que não há riscos... Mas lembre-se o João da Williams está lá a um bom tempo e não fez nenhuma besteira destas ainda.
-Que João?
-O filho do Satoro...
-Mas o filho do Satoro não é João, é Kazuki!
-Joãopones... Ce não entendeu! Cês nunca me entendem!

-Ok... Não vamos ser pessimistas a ponto de achar que ele vai ser um desastre total. Mas também não vamos esperar que ele seja um gênio, não é?
-Senhores, achem o que quiser, apenas esperem o moleque andar... Nós confiamos nele. Dêem um voto de confiança a nós... Lembrem-se que nós apostamos no Vettel e hoje ele é uma realidade.

-Mas senhor Giorgio, e se ele arrebentar na primeira corrida? Dizem que a Toro vem com um carro muito bom. Pode acontecer não é?
-Pode claro!

-E se ele arrebentar? E começar a fazer exigências?
-Já estamos preparados.
-Já?
-Sim claro... Fizemos um estoque de delineador de olhos; sombra; toddynho; cd´s do Green Day, laquê de cabelo e outras coisas que a molecada nesta idade gosta.
-E se isto não bastar?
-Também temos um estoque grande de chupetas. Sobraram do Vettel...

23 de jul de 2009

O que é que a Hungria tem?

-Cara, eu adoro a Hungria... Que lugar mágico!
-Eu nem sabia que você gostava de F1, e se for por isto eu acho estranho. A corrida lá costuma ser meio monótona...
-Não... Eu não gosto de F1, to falando de outras coisas legais que vem da terra dos magiares...
-Puxa... Então devo ser um grande ignorante mesmo... Além do GP deles eu só consigo me lembrar das coisas que li sobre a seleção húngara de futebol. Sabe... Aquela de 1954 que tinha o Puskas...
-É eu li também sobre esta seleção. Dizem que eram mágicos mesmo... Mas não tem só isto.
- Que eu me lembre não tem nada mais que eu goste na própria Hungria. Pode listar algumas coisas?
-Basicamente, claro... Veja bem... Nas artes: A companhia de cinema Paramout foi fundada por Adolf Cukor.
-E daí?
-Era húngaro ele!
-Opa! Mas o Paramount não fica nos Estados Unidos?
-Fica... Mas o que tem isto?
-Nada, não... Continua...
-Olha só... Nos esportes, lembra da Mónica Seles?
-Lembro... Mas não era húngara, era?
-Era sim... Boa tenista.
-Eu prefiro a Sabatini, em todos os sentidos... Mas vai ai, que mais?
-Zsá Gabor, atriz.
-Aquela que esbofeteou um guarda americano?
-É... E mais! Joseph Pulitzer. O cara era tão bom que virou premio jornalístico.
-Nos EUA...
-Tá bom... Você tem lá alguma razão, mas vai vendo... Os húngaros inventaram o cubo mágico; descobriram a vitamina C; a esferográfica Bic e um húngaro é considerado o pai da bomba de hidrogênio... Que você pode dizer disto?
-Não consigo montar o tal cubo; sou alérgico a vitamina C; as Bic sempre falham comigo e da bomba nem preciso falar né?
-Poxa que resistência com a Hungria heim? Budapeste é linda, não tem nada que a desabone.
-E o nome?
-Que tem o nome?
-Poxa... É horrível!
-Ta bom... Vou falar uma coisa então que você vai gostar: foi lá que o Piquet jantou o Senna com garfo, faca e guardanapo em 1986... Agora gostou né?
-Não... Eu sou sennista.
-Pqp, assim não tem jeito... Não dá para agradar você quando o assunto é a Hungria né... Não tem nada de lá que você conheça e goste?
-Tem sim... O Paulo Miklos, aquele cantor... -Desisto...

22 de jul de 2009

Terceira idade F1 ou Canastra suja

Giancarlo Fisichella finalmente resolve que é hora de parar.Não se sabe se por vontade própria ou por opção da Force Índia, mas resolveu.
Para comemorar resolve chamar para seu motorhome alguns pilotos contemporâneos de sua estréia.
Foram chegando os convidados.

O primeiro a chegar foi o mais novo vencedor de corridas da F1: Mark Webber.-Olá Mark, que bom que você veio.
-Pô Físico, e ce acha que eu ia perder a chance de vir aqui mostrar meu troféu de primeiro lugar pra vocês?
-Mas Mark, eu tenho troféus de vencedor também... Lembra?
-Ah é...

Logo depois aparece Rubens Barrichello, sintomaticamente.-Ruuuuuubéns Barrichello do Brasil!
-Hahaha, andou ouvindo o Galvão né, Fisichella?
-Pois é.... Hahaha, o cara é uma figura... Outro dia me disseram que ele falou que você ia ralhar com o Brawn por conta de umas estratégias lá...
-Eu ralhei.
-É... Errr... Cof, cof, Já te falei que o Webber tá ai já?
-Ce quer dizer que eu fui o segundo a chegar?
-Bem... É... Quer dizer...
-Olha, deixa pra lá. Quem mais você convidou?
-Eu convidei o David Coulthard e acho que ele já esta chegando.

Quando entra sem nem bater na porta o escocês queixo quadrado.-E ai Giancarlo! Olha quem tá aqui... Fala Webber! Grande Barricas!
-Opa! Tudo bem David? Me diz uma coisa... Tanto eu quanto o Rubens quando chegamos aqui no motorhome do Giancarlo batemos na porta... Ce entrou direto! Perdeu a educação?
-Que nada! É que eu já bati demais na minha vida. To evitando agora!
-Tá certo ele gente... Vamos lá se sintam em casa! Só falta o Vettel pra gente poder começar a minha comemoração ai...

-Ô Giancarlo... Eu estava com ele lá nos boxes da Red Bull e ele disse que não vem não...
-Não? Por quê?
-Ele disse que é muito cedo para participar de reuniões da terceira idade.

Os quatro decidem então por não fazer nada de muito cansativo, resolvem então jogar uma partidinha de canastra e definem o emparceiramento com um simpático “dedos iguais”.
Sentam-se em torno da mesa e cabe a Coulthard distribuir as cartas.
Algumas cervejas depois a conversa cai finalmente na idade do grupo.-O Vettel tá certo... A gente está ficando velho mesmo. – Diz Webber.
-Ando esquecendo as coisas. – Pondera Webber.
-Eu também... Ando esquecendo alguns rostos sabe? Não ligo mais a pessoa à fisionomia... – é a vez de Barrichello.
-Eu não! – Diz David – Esta esclerose que anda atacando vocês está muito longe de mim. Deus me livre! - e dá três batidinhas na madeira da mesa supersticiosamente para logo em seguida ficar olhando para os outros três com cara de intrigado.
-Que foi David? – Pergunta Fisichella.
-Cê não vai atender a porta não? Não ouviram alguém bater?

Mas a Radio Onboard se recusa a ficar velha... Pois é e por isto mesmo junto com esta nova edição Pré Hungria, também aproveita para apresentar novidades.

A primeira é o Twiter da Rádio OnBoard:http://twitter.com/radioonboard .
Entre lá e veja o que já postaram nosso amigos, depois me conta porque eu não vou mesmo.

E atentendo a pedidos o horario do programa pré race foi mudado.
Agora você ouve nosso programa ao vivo pela web radio nos sábados à partir das 8 da noite no tradicional endereço http://robaovivo.listen2myradio.com .

Ah sim, ia me esquecendo, no programa desta semana @felipe_maciel junto com @fabio_campos debatem assuntos legais, e claro alguns tristes... Ouve lá.
Se eu não estou no programa? Estou sim mas me recuso a entrar nesta de @...

20 de jul de 2009

Post triste

É triste.
A gente sabe que existem os riscos.
Eles sabem, mas e daí?

Quando um cara morre pilotando um carro de corrida dá a impressão que um pouco da gente também se vai.
Pode parecer exagero, mas pensem bem... Não é.

Quantos de nós pode ou poderia pilotar em alto nível como os caras que estão lá, seja em que categoria for?

Todos eles, por mais que a gente de bordoada, diga que são ruins.
Por mais que a gente xingue e tudo.
Quando um cara destes está lá acelerando é a realização - por via de outros - do nosso próprio sonho ou desejo.

Sinceramente não conhecia Henry Surtees ou sua carreira, se era promissora ou não.
E creia, isto é o que menos importa.


Essa noite não tem lua
Eu sei por que vi com meus olhos
Além dos luminosos que não brilham mais

Dorme às escuras a lua
Pra onde vai nosso amor,
Nossa sede?
Há tempos que pergunto isso
Nem mesmo Jesus Cristo
Pendurado na parede
Saberia a resposta

Vem comigo, vem
Já tenho quase tudo que me basta
A flor no pasto
A mesa posta
Minha música e teu calor
Agora só me falta aprender o silêncio.

18 de jul de 2009

AFF - Associação dos frustrados famosos

-Olá! Meu nome é Edwin Eugene Aldrin Jr., mas meus amigos me chamam de “Buzz”, e eu estava na primeira nave tripulada que pousou na lua.
Fui astronauta.

-Junto comigo estava o Sr. Armstrong, que alguns gaiatos vivem dizendo que era o Louis.
Sinceramente eu preferiria ter sido parceiro do Louis Armstrong mesmo, em vez do Neil. Quem sabe assim sobrassem alguns louros da vitória para mim? Podia ter ajudado a compor “What a wonderful world” ou “High Society calypso”... Quem sabe?

-Eu devia ter ouvido minha mãe e ter ido tocar jazz, mas não... Eu quis ser piloto, e logo ingressei na NASA, vocês sabem, a agencia espacial americana.
Sempre pensei que faria algo grande na vida. Voar era uma delas, pode crer...
E eu voei.
Em minha época áurea ninguém voou mais alto que eu.
Eu fui à lua! É...

-Ninguém nunca tinha ido lá! Nem os russos... Vai vendo... Os vermelhos o melhor que puderam fazer foi mandar uma cachorrinha lá pro espaço. A Laika, aquela vira latas...-Mas para alguma coisa ela serviu...
Quando Frank Borman - outro astronauta - vinha me falar que tinham ido ao espaço e eu ainda não, respondia: “-Sr. Frank, ir ao espaço é moleza! Lembre-se que o russo Gagarin já esteve lá. E até a vira latas Laika também esteve! Eu vou andar na lua...”.
Ele ria, até me ver pela televisão dando aqueles saltinhos lá... -Tudo bem que ele nunca deu o braço a torcer e sempre dizia - não sem certa razão – que não era possível distinguir entre mim e o Sr. Armstrong.
Malditas roupas brancas... Eu queria mesmo era ter usado o capacete espacial com a pintura igual ao capacete de F1 do Chris Amon, sabe? Eu acho lindo aquele capacete.-Ai eu queria ver alguém dizer que não sabia quem era eu e quem era o Sr. Armstrong.

-Mas não é por isto que estou aqui não... Para reclamar que o Sr. Armstrong é mais reconhecido que eu ou das brincadeiras dos meus outros colegas astronautas.
Estou aqui para falar da magoa de nunca mais ter voltado lá.
Rever aquele imenso nada.
Rever a Terra de lá... -Azul muito azul mesmo.
Acho que azul como aquele eu não vi nem nos olhos de minha esposa, e eu a amava!
E nem nos olhos de Frank Sinatra... Pensem o que quiser...
Esta é minha maior magoa. Minha maior frustração.
É isto...
(aplausos)

-Meu nome é Nick Heidfeld, e se o senhor Aldrin é frustrado por não ter voltado à lua é porque ele não sabe de nada!
Ao menos tem do que se lembrar...
-Pior sou eu, que nunca. Eu disse nunca!
Nunca consegui ir ao lugar mais alto do pódio na F1, ver como é que ficam os outros pilotos quando a gente olha para eles lá de cima...
Porra! Até o Webber foi!

16 de jul de 2009

No apartamento do outro possivel demitido...

E naquela mesma noite em que Nelson Ângelo, Kimi Raikkonen e Heikki Kovalainen afogavam as magoa em um bar uma outra figura tentava reordenar sua vida.
Com uma tigela de leite com cereais, sentou-se de frente ao seu laptop de ultima geração e clicou no ícone do programa criado por ele a pedido de Bill Gates.Assim que o Explorer abriu a pagina ele olhou rapidamente sua pagina inicial. Não havia comentários em seu blog.
Também não havia e-mails em sua caixa de entrada. Nenhuma resposta, seja das equipes européias, seja das americanas.
Aquelas da outra categoria.

Abriu outra aba no navegador e levou o cursor do mouse até a barra de endereços. Digitou “google”, e depois fez pesquisa sobre agencia de empregos.
Distraidamente clicou em “paginas em português” e entre uma colherada e outra acabou por navegar no site: http://www.balcaodeempregos.com.br/.Para um cidadão que fala inclusive línguas mortas como latim, o português – mesmo com as regras novas – lhe pareceu algo facílimo, mesmo não sendo assim para os que a tem como língua nativa.
Resolve - porque não - fazer um cadastro.

Preenche todos os campos sem deixar nada em branco, só tem problemas realmente com o espaço disponível no campo "grau de instrução".
Ele considera – e tem razão – que o tamanho e o limite de caracteres são insuficientes.
A duvida sobre qual dos cursos superiores, doutorados ou mestrados terá de suprimir o faz abreviar alguns. Fica na torcida para que o analista de currículos entenda.

Sabe que a pedida de salário não pode ser muito alta, assustaria um possível contratante.
Assinala então: a combinar.

Faz uma breve carta de apresentação onde fica na duvida se é bom ou não citar seu ultimo emprego.
Além de não ver nada de relevante para ser descrito ainda pode ser entendido de que a culpa pela má fase era dele. Vai saber?
Se levassem em consideração que seu companheiro de trabalho do ano passado foi muito mais efetivo, muito mais pró-ativo e o deste ano, mesmo sendo novato, tem se destacado muito mais que ele poderia ter algum problema.
Por fim resolve citar apenas seus anos de glória na antiga empresa na qual foi o funcionário do ano por quatro vezes, e também um trabalho paralelo - feito este ano - no qual se saiu muito bem e foi largamente elogiado.

Revisou tudo mais de uma vez com todo o perfeccionismo que lhe é peculiar e só então clicou no botão send.
Acompanhou o breve período em que a pagina enviava os dados e depois se levantou para pegar um pouco mais de leite.

Quando voltou viu que já havia uma mensagem de resposta em sua caixa de entrada:

Abertura de vagas.
Foram encontradas três vagas compatíveis com o perfil que nos foi dado a monitorar.
Clique aqui para ser direcionado a pagina de apresentação.

Rapidamente é redirecionado á pagina pretendida onde está a descrição das vagas.

Motorista de caminhão/transporte de produtos químicos – 1 vaga.
Taxista com ponto no bairro dos Jardins/S.P. – 1 vaga
Motorista de ônibus linha na zona sul de S.Paulo – 1 vaga.
O grande problema, ao menos para Sebastien Bourdais, era que – assim como na Toro Rosso – aquelas eram vagas apenas temporárias, sujeitas ao cumprimento de metas para possível efetivação.
Coisa que definitivamente ele não vem sendo bom em fazer...

(Texto inspirado na visão de Bourdais fornecida brilhantemente por Marcos Antonio, do GP Séries)

15 de jul de 2009

E no bar

-Opa, ce tá ai faz tempo?
-Não, não... Cheguei agora.
-Tá bebendo o que?
-Leite...
-Eca, como pode? – e virando para o garçom – Ô amigo! Trás uma vodca dupla ai pra mim...
-Já cedo?
-E tem hora? É que to de saco cheio, agora virei bola da vez...
-Virou é? E eu que sempre fui... Mas o que tão falando de você?
-Estão colocando o espanhol teu amigo no meu lugar. Pode? Se bem que eu não to nem ai...
-Agora é no seu lugar? Antes era só na sua equipe, sem apontar quem saia.
-Pois é! Agora colocaram o cara no meu lugar! Dizem que eu não to fazendo nada.
-É o que dizem de mim também, que eu não cumpro metas, que eu sou lento e estabanado.
-E não é?
-Não, eu não sou... Posso não ser tão rápido, mas por acaso alguma vez eu tirei alguém de uma corrida? Tipo você faz com o Adrian todo ano?
-Opa! Desta vez a culpa foi dele...
-Claro, como comigo. A culpa é mais do carro que minha. Mas ninguém vê.
-Olha... Vou te falar uma coisa... Eu acredito em você.
-Mas é! Pode acreditar o carro do seu futuro substituto sempre tá com mais coisas que o meu. Tá no contrato que seria assim, mas ai ficar comparando meu trabalho com o dele, sendo ele quem é e com o carro melhor arrumado é injustiça.
-Entendo... Ô amigo, trás mais uma destas pra mim, por favor!
-Olha ai quem chegou. Oba!
-Oba! Como vão? E aí conterrâneo... Tá na corda bamba heim... O asturiano sobrancelha vai sentar no teu colo se você não sair logo do carro, hahaha, todo dia alguém fala que ele já ta contratado.
-Você ri... Eu não to nem ai... Se marcar vou correr rali, produzir vodca, sei lá. Mas você, também tá com a corda no pescoço heim? E se você nem precisa sair do carro. O seu substituto adoraria sentar no seu colo, tenho quase certeza.
-Maldade... Eu já corri com ele, só tem jeitinho. O paquita é pegador.
-Não é bem isto que dizem... Mas eu não to nem ai... Só que lembrando do que teu pai falava sobre ter boióla na categoria, hehehe, eu achava melhor este teu amigo se cuidar.
-Não contradiz... Quantas ele já tomou?
-Não contei. Mas o boato a teu respeito é forte mesmo... Aliás, que fase pro teu país heim? De repente os dois pilotos de lá estão para ficar desempregados...
-Acontece... Mas to que nem ele ai... Não to ligando... Desde quando eu guiava as carroças que você e o chiliquento pilotam hoje que eu sou o eterno demitido...
-Então vamos fazer um brinde!
-E vamos brindar ao que?
-Aos que vão ser demitidos! Saúde!
-Posso brindar com leite?
-Pode...
-Vamos deixar como está que é pra ver como é que fica!
-Então saúde!
-Saúde!
Com demitidos ou não, está no ar a mais nova edição da Rádio Onboard, com um programa muito bom sobre a ótima corrida de Nurburgring.
Tivemos a volta do grande amigo Fábio Campos, o Huguinho, com a ancoragem de Felipe Maciel, o Zézinho e comigo, o Luizinho, até elogiamos o 1B.

14 de jul de 2009

Drops

Button em determinado momento da corrida andava em zig e zag atrás do 1B, e curiosamente diminuía a distancia. Se não houvesse parado para reabastecer e trocar pneus 1B teria sido jantado em pista.
Isto quer dizer alguma coisa?

Em determinado momento a transmissão oficial da F1 mostrou que o incidente envolvendo Adrian Sutil e Kimi Heineken estava sob investigação. No que deu?
Penso que foi toque normal de corrida, assim como foi o toque do Webber no inicio da prova.
Ainda que este fosse uma situação bem mais perigosa por se tratar de uma largada, e talvez por isto mesmo passível da punição a qual foi sujeita.
Mas insisto. No que deu a investigação? Será que foi conduzida pelos nossos nobres senadores e por isto não se chegou a conclusão alguma?
A transmissão oficial também mostrou uma senhora que foi creditada – pelo Galvão Bueno, diga-se - como sendo a senhora Webber.
Só para situar quem não viu, eu próprio pensei que fosse a mãe dele.
Estaria a Hebe Camargo correndo certo risco ao entrevistar o canguru de uma nota só naquele sofá dela então?
Querem comparar as performances de Nelson Ângelo e Fernando Alonso para justificar uma possível demissão do primeiro, mesmo com o carro do moleque não tendo as mesmas bugigangas que a Horrivelnaut coloca no carro do asturiano. Espelhinho de maquiagem incluso.
É obvio que não há comparação entre um e outro.
O asturiano é bi campeão mundial e o moleque é... É.... É... Enfim...
A gritaria – injustificada diga-se – do 1B logo após o termino do GP de que foi um “show de como perder uma corrida”.
Quer dizer então que Ross jogaria fora a chance de marcar mais pontos no campeonato só para poder prejudicar o 1B?
Os bois vermelhos crescendo, começando a ameaçar a liderança no campeonato de pilotos e a equipe pensa em sacanear um piloto seu?
Claro.

Nelson Rodrigues escreveu que o brasileiro, por conta do primeiro titulo mundial de futebol em 1958, havia deixado para trás o complexo de vira latas. Não só no futebol como na vida.
Porque Rubens não aceita se incluir nesta sentença?