31 de ago de 2009

Ava(ca)liações Belgas - a base de dipirona

Antes de qualquer coisa tenho de reparar uma injustiça, o cidadão da foto acima foi responsável pela ultrapassagem mais bonita da corrida, e por conta de uns cochilos febris durante a prova eu não citei no texto da corrida: A César o que é de César. Foi lindo!


I'll tip my hat to the new constitution/tirarei meu chapéu para a nova constituição
Take a vow for the new revolution/farei reverencias à nova revolução.
Smile and grin at the change all around me/sorrirei a mudança por toda a parte
Pick up my guitar and play/pegarei minha guitarra e tocar
Just like yesterday/igualzinho a ontem
Then I'll get on my knees and pray/depois vou dobrar meus joelhos e rezar
We don't get fooled again/nós não seremos enganados novamente.

Kimi foi perfeito, ganhou com justiça e me fez marcar mais um ponto no bolão, eram favas contadas. Ele só estranhou este corte no troféu: "-Não dá pra por vodca aqui...".


O segundo lugar de Fisichella foi um prêmio a um serviço bem feito, com seriedade. Mereceu e penso que se não fosse o kers, ele poderia até ter ganho a corrida.


Vettel teve competência, mas teve muito mais sorte. As pancadas e a roda frouxa foram um golpe e tanto. Mas foi constante e mereceu este terceiro lugar.


Malya: -Sorria Fisico, o mundo todo está nos vendo...
Fisico: -Até a Ferrari?
Malya: -Não exagera...

Kimi: -Pra trás de novo? hahahaha.
Vettel: -Não ri não... Pode acontecer com qualquer um...
Kimi: -Mas só acontece com ele!
Vettel: -Pior que é! Melhor pra nós...



Vjay: -Alô, é da Honda! Chupaaaaaa.... Aprende ai como faz!
Gopal: -Poxa patrão... Chutando cachorro morto?
Vjay: -Hehehe, deixa eu me divertir pô, vai saber quando acontece de novo?


-Poxa... Eu aqui toda bonita e nada do Badoer aparecer... E a corrida já acabou a mais de vinte e quatro horas...


-Alô, BMW? Quer deixar eu tomar conta da bagaça ai? Garanto que faço melhor que vocês viu?

-Calma ai morena... Agora só faltam doze voltas pra eu completar as 44 da corrida..
ou
-Pô Groo! Por que minha foto é a ultima?

30 de ago de 2009

Spa - Beleza e equilibrio

E isto é a Bélgica, isto é Spa.
Isto é corrida!
A despeito do grid de largada maluco com as duas primeiras filas ocupadas por gente improvável, a corrida derrubou em parte a tese de que tudo voltaria ao normal após os pits. E assim como suas cervejas a prova belga colocou a vista o segredo de sua eterna qualidade, o equilíbrio nas misturas.

Uma largada – como sempre – complicada pela própria tomada da curva La Source e suas seqüências até desembocar na magnífica Eau Rouge e a grande reta.
Toques, bicos quebrados e surpresa... Fora da prova Jenson Button – e quem liga para o Button? – Lewis Hamilton, Jaime Alguersuari e Roman Grosjean que segue fazendo com que ninguém sinta saudades do Piquetzinho.1B finalmente conseguiu fazer sua homenagem ao Michael Jackson com um senhor moonwalker ao apagarem as luzes vermelhas.
Para sua sorte o incidente incluindo os pilotos do parágrafo à cima ainda o ajudou trazendo a pista a figura nem sempre simpática do safety car, abrindo a possibilidade de ir aos boxes e fazer com sucesso a troca da estratégia.

Com a corrida reiniciada o que se viu foi uma boa quantidade de ultrapassagens, e o melhor: em todos os setores da corrida.

Desde 1B ultrapassando os motoristas Badoer, Nakajima e Jarno Trulli...
Até Kimi Heinekken que ultrapassou um surpreendente Fisichella e sua Force Índia. O italiano, aliás, foi um dos responsáveis pela derrubada da tese que abriu o texto.
Perfeito durante toda a corrida não dando moleza ao finlandês em tempo algum.
Seu segundo lugar foi muito mais que merecido, resta esperar agora que mantenha o desempenho de alto nível no solo sagrado de Monza.

Dos outros candidatos ao título apenas Button e Webber saíram no prejuízo total sem marcar nenhum ponto e vendo seus rivais marcando ao menos dois, caso do brasileiro da Brawn.

Muito melhor para Sebastian Vettel que com uma atuação muito boa no ponto de vista da estratégia e contando com a sorte de Fernando Alonso mais uma vez ratificar o apelido de “roda frouxa” – sem culpa, é claro – chegou a um ótimo terceiro lugar e completou o pódio.

Menos mal no fim das contas para 1B que a três voltas do fim, enquanto atacava outro motorista – Kovalainen – viu seu motor começar a fazer fumaça com uma perda de óleo, que segundo a equipe não o comprometeria.
O fato é que ele deixou de disputar um sexto lugar e ainda ficou a mercê de perder a sétima e arrisco dizer que se quem estava imediatamente atrás dele não fosse um acomodado Rosberg ele teria perdido o sétimo lugar.

Por hoje é só, a febre e as dores no corpo me impedem de ser um pouco mais extenso, mas não vão me impedir de dizer que a festa dos indianos pela segunda colocação foi emocionante.
Namastê, Vjay!

29 de ago de 2009

F1 da estranheza e RoB ao vivo!

Tem dias em que as coisas parecem fora do lugar...
Acordei muito cedo, mais do que costumo fazer, e fui à rua caminhar um pouco e tudo estava estranho. Completamente....

Começando pelo canário que um dos vizinhos cria.
Passarinho sempre canoro estava mudo e o pior: do lado de fora da gaiola desesperado tentando entrar...

Este vizinho também tem um papagaio, mas o bicho é mudo.
Segundo ele, veio de um país da América Central e por isto mesmo só fala castelhano, eis aí a dificuldade com o idioma de Guimarães Rosa...
“-Nonada! Viver é perigoso!” – gritava o bicho verde como se houvesse lido Grandes Sertões, Veredas de cabo a rabo e decorado! Mais a frente uns gatos vadios pulavam de cima de um muro e pasmem! Caiam de costas no chão! Nunca tinha visto isto na vida! O cachorro mais bravo da vizinhança, um pitbull de nome Ruffos estava solto, abanando o cotoco que tem a guisa de rabo para todos como se fosse um filhotinho e ao tentar mijar em um poste qualquer, tomou deste uma senhora esguichada de um liquido amarelado e mau cheiroso.
Era o poste mijando no cachorro! Desisti da caminhada e voltei correndo para casa, desesperado. Acabei até me esquecendo da primeira parte do treino da F1 em Spa! Outra coisa praticamente impensável... Mas aconteceu.
Corro, ligo a TV e ainda restam alguns minutos - a rigor três – para o fim do Q3 e diante dos meus olhos forma-se a primeira fila mais insólita do mundo!
Fisichella e uma Force Índia, Trulli e uma Toyota, Heidfeld e uma BMW e 1B!

Parem o mundo! Ou me impeçam de tomar cerveja belga antes de dormir!
Que estes pesadelos acordados me dão medo... Muito medo!

E não percam neste sábado as 20Hs mais uma edição do programa RoB ao Vivo, comentando tudo deste treino estranhíssimo para a classificação e composição do grid belga.
E teremos um convidado muito mais que especial! BRUNO MANTOVANI -o criador dos Pilotoons - estará conosco respondendo perguntas de vocês e comentando sobre F1, não perca!
Aqui o link para ouvir a rádio ao vivo: http://robaovivo.listen2myradio.com/
Eu fazendo um post no Sábado... Tem algo errado mesmo...

28 de ago de 2009

Adoniran

João Rubinato nasceu em Valinhos, São Paulo em 1910, e como atesta seu principal biógrafo Celso de Campos Jr., nunca foi muito chegado aos estudos e nem ao trabalho pesado: queria mesmo era ser cantor de sambas na tradição de Noel Rosa.

Chegou a fazer testes em uma rádio paulistana onde ouviu do técnico de som que: ”Sua voz é boa… Pra acompanhar velório”.
Nem assim desistiu.

Adoniran Barbosa nasceu na capital Paulista em 1934.
Desempregado e sem ‘cartaz’ - como se dizia à época - perambulou por estações de rádio como a Educadora, Bandeirantes e Record e quando conseguiu ingressar de vez nas ondas radiofônicas não o fez como cantor ou compositor, mas como radio ator. Dava vida e voz aos personagens do genial Osvaldo Moles - que já merece uma revisitada em sua vida já faz tempo!

“Charutinho maloqueiro”; “Prof. Richard Morris” que lecionava inglês; “Barbosinha mal-educado” entre tantos outros que fizeram com que adquirisse fama como um dos principais contratados da rádio Record - conhecida então como ‘A maior’ - só que ainda faltava algo, entretanto…
Faltava firmar-se como cantor e compositor.

Como cantor ainda não era a hora, mas como compositor sim.
Entram em cena os “Demônios da Garoa” quinteto que melhor interpretou seus sambas. Ouça ‘Saudosa maloca’, Samba do Arnesto’ e ’Samba italiano’ para atestar, se é que é preciso.

Fotógrafo de rara habilidade, Adoniran captou a vida da Capital em polaroides precisas versando sobre tudo, desde atropelamentos (em ’Iracema’); demolições (’Saudosa maloca’); gratidão (’Vide verso meu endereço’) e um improvável boêmio bom filho (’Trem das Onze’) e soube descrever a cidade como pouquíssimos fizeram até hoje.

Nem um outro compositor, nem Caetano Veloso e sua ‘Sampa’; Tom Zé com ‘São São Paulo, meu amor’ ou mesmo o Premê com sua ’São Paulo, São Paulo’ foram tão fiéis e tão apaixonados - e apaixonantes - como Adoniran em sua obra.
A cidade que lhe deu fama e estabilidade, prestígio e moradia foi constantemente temas de suas letras.

João Rubinato veio a falecer em 1982, em decorrência de um câncer, mas Adoniran Barbosa não...
Este ainda está por aí, no Jaçanã, na Praça da Sé ou no Viaduto Santa Ifigênia, só para citar alguns que emprestaram nomes a sambas seus.
Nesses locais ainda podemos - olhando atentamente - ver traços de sua presença seja nos engraxates com suas caixas, nos botecos das esquinas ou no Bixiga onde há até uma estátua sua.

Nestes lugares ainda é possível ouvi-lo no vento, cantando... Estamos todos escutando… Canta!

26 de ago de 2009

F1 é esporte ou não? O ministro indiano acha que não...

-Sr. Bernie recebemos um comunicado do ministério dos esportes da Índia...
-Oba! Liberaram a verba para a construção do tilkódromo lá?
-Não... Pelo contrário.
-Como assim?
-Pelas palavras aqui eles deram a entender que a F1 nem esporte é...
-Me deixa ver isto...

Namastê, senhor Bernie.
Nós não queremos entrar em polêmicas, mas não nos parece certo liberar dinheiro publico para que se faça uma grande ação comercial em nosso país.
Sem contar que a grande maioria das equipes não vai se prestar a dar atenção aos nossos costumes e vão continuar servindo carne bovina em seus almoços.
Ainda se fosse uma categoria onde houvesse uma maior competição e mais ultrapassagens, emoção verdadeira até para quem não é iniciado na atividade seria outra coisa, mas... Agora para sentir emoção nas corridas tem que ser entendido em cronometragem, estratégia e coisas que não nos parecem ser lá muito esportivas...
Peço que nos desculpe e entenda nossa posição.
Namastê.

-Mas olha só... Eles dizem mesmo que a F1 não é esporte, que ousadia...
-Concordo senhor, os pilotos são atletas, tem que ter um condicionamento físico e mental invejável para suportar o tempo que passam dentro dos bólidos a trezentos quilômetros por hora...
-Nem é só isto... Tem...
-Tem também o fato de ser tudo pautado em pontos, esportivamente... Até para se ter retorno monetário as equipes tem que se esforçar e marcar pontos. Isto é competição e salvo algumas exceções, competição é sinônimo de esporte, ou não?
-Bem... Não sei... Sobre esporte meu caro, devo dizer que sei bem pouco. Eu manjo mais é de ganhar dinheiro, e isto também é feito por meio de competição né? Afinal competimos com outras coisas que às vezes, como nesta ultima corrida ai... São mais interessantes que os nossos produtos...
-Poxa Sr., Bernie, e vai admitir isto publicamente?
-Não... Claro que não... A gente dá um jeito neste negócio da verba, ou vamos com a corrida pra outro lugar, interessado não falta!

-E quanto à insinuação de que a F1 não é esporte? Vai ficar sem resposta?
-Não... Solta uma nota ai na imprensa e diz que a F1 é tão esporte quanto qualquer outro; que exige um nível de preparação esportiva como qualquer outro e que por fim, como em qualquer outro esporte permite que todos possam triunfar, até os mais fracos...
-Mas senhor isto não é totalmente verdade, para um mais fraco triunfar na categoria tem que haver uma conjunção muito grande de fatores...
-É... Verdade... Mas mantém isto na nota e para comprovar usa a corrida de Valência como exemplo!
-Hum... Boa idéia!
-E outra coisa!
-Sim?
-Termina o texto da nota com um enorme “are baba!”.

E está no ar a novvissíma ediçao da Radio Onboard, no programa de Valência, com alguns comentários sobre Spa.
E desta vez temos como convidado espessíalissimo Felipe Midea, o popular Felipão, do Blogsport Brasil.
Felipe Maciel e eu aguardamos o retorno de Fábio Campos para os próximos programas, já que ele vem enfrentando problemas com sua conexão de internet.

25 de ago de 2009

Cojones - ou - 1B no restaurante espanhol

1B saiu da pista de Valência e resolveu ir comemorar jantando em um dos melhores restaurantes da cidade.
Ao entrar o maitrê logo o reconheceu, seja pelo sorriso iluminado de quem acabou de ganhar um presente depois de tanto tempo ou apenas pelo fato de gostar de corridas.

O garçom, um legitimo torcedor do Alonso, vem servi-lo com um sorriso meramente profissional.
-Puedo ajuda-lo senor Rubens?
-Sim, claro! Ganhei a corrida e quero comer como um rei! O que me sugere?
-Ah si claro! Por supuesto! Cojones?
-Cojones? Que vem a ser cojones?
-Cojones son la melhor iguaria de Valência! Servido sempre aos vencedores de las touradas!
-Hum... Que bom! E eu sou um vencedor, hehehe, do que se trata o prato?
-Son las bolinas escrotais de el toro! Regadas em vinho branco e assadas!
-Maravilha! Trás isto para mim então!
-Si claro! Em instantes...

1B então começa a salivar esperando o prato digno dos vencedores. Imagina que por serem os touros animais enormes, as tais “bolinas escrotais” devem ser equivalentemente grandes.
-Oba! – e esfrega as mãos...

Minutos depois o garçom “alonsista” retorna e o serve com a delicadeza que se espera de um profissional de seu porte, porém o que se vê no prato são duas minúsculas bolinhas.

-Garçom! Me chama ai maitrê...
-Mas por que senor?
-Você me falou que os tais cojones são as bolinhas escrotais do touro, e ou você esta me enganando ou o touro que foi à tourada era apenas um bezerrinho!

Com efeito, o maitrê vem e se põe a esclarecer o ocorrido.

-Senor Rubens, touradas som como las carreras de F1...
-Sim, mas o que tem a ver isto com o tamanho das bolinhas?
-Usted devia saber quando venceu la carrera... Nem siempre vence el torero!

24 de ago de 2009

Ava(ca)liações Europeias - Going on



And I’ll see you when you get there / E eu vou te ver quando você chegar lá
But I’m going on/ Mas eu estou indo
And I’m prepared to go it alone/ E eu estou preparado para ir sozinho
I’m going on /Eu estou indo
My my love lift you up to the place you belong/Meu amor pode te elevar ao lugar a que você pertence
I’m going on /Eu estou indo
And I promise I’ll be waiting for you ooho/ E eu prometo que vou estar esperando por você ooho


1B- Tá, ganhou.. E daí? Alguém tinha de ganhar, e as vezes ganha o menor - Fez ótima corrida, mas continuo não gostando dele. Ao menos não nos envergonhou muito no pódio...


Lewis - "-Ai seus mecânico do cacete, se não fossem vocês o troféu seria maior!"

Kimi - "-Ainda bem que na Bélgica pelo menos tem cerveja... O lugar chato esta Espanha, até o vencedor é chato..."

E o Roman Grosjean é um cara legal! Não deixou ninguém sentir falta do Nelsinho...

Alguém tire o carro do Badoer e dé uma destas ná mão dele, é um favor ao esporte e a ele próprio. E depois peçam pra ele dar um trato da cabeleira do Grosjean...

1B - "-Eu queria agradecer aos Silva, aos Souza, aos Pereiras, aos Araujos e dizer que foi dificil, foi brigado, foi lutado. Que sou guerreiro etc, etc , etc (ad infinitun)

Kimi - "-Pqp a corrida já foi um tédio, não tem vodca e ainda tenho que guentar esta mala aqui..."

Lewis -"-Por isto é que eu bebo viu, vou por mais esta na conta dos mecânicos..."

23 de ago de 2009

Valência - Pista bonita, corrida sem graça

Quem assistiu Forrest Gump deve se lembrar da cena:
O personagem de Tom Hanks está correndo a pé e cruzando o país, sem propósito definido, apenas por correr.
Mas seu ato vai mobilizando as pessoas que assistem e muitos vão correndo com ele, de repente um publicitário emparelha e inicia uma conversa.
Um pouco à frente o publicitário salta assustado enquanto Forrest mantém o passo e o dialogo é o seguinte:
-Hei! Você não viu?
-Sim eu vi...
-Então porque pisou?
-Às vezes acontece!
Um pouco depois o publicitário aparece ganhando muito dinheiro com a venda de uma camiseta com os dizeres: “Merda! Às vezes acontece!”. Explicado isto vamos à corrida.
Como suspeitava e tinha dito abertamente no programa ao vivo da RoB, Valência é mesmo a corrida mais chata do ano.
Não houve uma ultrapassagem sequer que não tivesse sido facilitada por quebra ou erro do carro da frente.

Nem na largada tivemos emoção, ou se considerarmos o pulo de uma RBR para travar Button.
Algumas pequenas batidas, quebra de bicos, e os já esperados erros de Luca Badoer.
Isto foi tudo. O resto foi estratégia de parada e erro infantil em pit stop do time prateado, mostrando ao mundo que não só os rossos que erram ao trocar pneu e reabastecer.
Ponto para a humanidade da categoria.
Onde as maquinas não mandam os homens ainda podem:
A)-Se frustrar errando.
B)-Divertir aos outros com seus erros.
C)-E proporcionar momentos de felicidade à alguns.

E antes que me perguntem eu já abro.
Não sou nacionalista e nem ufanista, não torço por vitória de alguém só porque este é ou deixa de ser compatriota.
Como não torço por time nenhum fora o meu no futebol, também não vou ficar feliz se um piloto ou equipe pela qual não torço vencer.

É este o caso aqui, e é este o tom do texto.
A transparência de pensamento sempre foi minha marca e não é hoje que vou mudar

Grandes corridas - dentro do que se pode chamar “grande corrida” em uma prova de “estratégia” – fizeram Kimi Raikkonen; Nico Rosberg e porque não dizer, Robert Kubica, levando em consideração a verdadeira carroça que a BMW tem sido até aqui o sétimo lugar está de bom tamanho. Frustração pelas performances de Fernando Alonso correndo “em casa” e de Jenson Button, apático e burocrático pensando em marcar seus pontinhos pelo campeonato, anos luz de distância do piloto que assombrou o mundo no inicio do campeonato.

Pior ainda fizeram as Red Bull.
Os carros de boi vermelho deixaram na mão seus pilotos. Nem um ponto sequer e ainda dois motores quebrados no mesmo fim de semana. Coitado do Vettel!

Agora é aguardar um dos eventos do ano: O GP da Bélgica em Spa!
Torcer para que as coisas voltem ao “normal” e claro, para rever as melhores do mundo!

21 de ago de 2009

Não se pode agradar a todos...

-Como é que é? Que dizer então que agora não tem mais reabastecimento?
-Não... E não é ótimo?
-Não...
-Como não? Vai vendo... Sem os reabastecimentos não vai mais ter tanta estratégia envolvida nas corridas.
-Ainda assim não gosto.
-Cara... Larga a mão. Agora os carros têm de largar com combustível para fazer a corrida toda. O feeling do piloto é que vai ditar o ritmo que ele vai ter de imprimir. Claro o marcador de gasolina e a telemetria também... Mas já é um avanço.

-Eu não gostei.
-Mas não gostou por quê?
-Por que não... Eu gosto do lance de poder vencer uma corrida mesmo sem ter o carro mais rápido do fim de semana. Gosto do lance de ficar na dependência do numero de paradas... Duas; três ou nenhuma...
-Sei... Tem mais ai... Ce não quer contar, mas tem mais ai...
-Não, não tem...

-Olha... Você é um piloto que gosta de correr, ninguém duvida disto, você tem a velocidade no sangue. Entende do que faz, não é possível que você prefira as estratégias que a velocidade pura! Olha só... Com o fim do reabastecimento cai por terra também aquela besteira de ter que andar com o tanque cheio no Q3, ou seja... Acabou o negócio do mais leve fazer a pole. Agora quem for mais rápido de fato larga na frente e se for o mais rápido até o fim tem maior chance de vencer.

-Eu sei de tudo isto... Mas ainda assim não gosto, ué é direito meu.
-Tá bom... Não precisa ficar bravo... Mas, desculpa insistir, por quê?

-Olha... Na real?
-Sim, pode falar...
-Com o fim das estratégias de reabastecimento, bem vê se entende... Acaba também o disfarce de entregar a posição nas paradas de boxes. Vai ser na pista mesmo, tipo: “-Deixa ele passar ai! Pelo campeonato”. E eu já to de saco cheio disto...

-Ah tá... Esqueci disto, desculpa aí...

Adivinhem quem é...

20 de ago de 2009

Show de calouros da F1 com Ron Groo - pt 4

Narrador: -Estamos de volta com o SHOW DE CALOUROS DA F1, o programa que mais apresenta talentos na TV brasileira. E vejam bem... Ta lento mesmo... Caixa d água, ora vejam... E com vocês: Ron Groo! É com você Ron... Ron Groo: -Pois é estamos de volta... Depois que agüentamos, quer dizer, assistimos à apresentação do Grupo “Samba na curva” que derrapou no ritimo e enfiou uma caixa d água na barata temos o prazer de chamar ao palco uma celebridade... Ele que é o piloto mais velho na próxima corrida e foi desenterrado do limbo para substituir o Massa... Conosco agora Luca Badoer!
(aplausos)

Luca Badoer: -Obrigado, obrigado capiche!
RG: -Você está precisando de um pouco e mídia, não é?
LB: -Sim... Muito tempo fora dos holofotes... Tem problema?
RG: -Não... Não... Tudo bem. Porque teria?
LB: -Nada non. Só jeito de falar... Capiche?
RG: -Entendi porque veio aqui então... Aqui na sua ficha diz que você vai ensinar a fazer um prato típico mineiro... É isto?
LB: -Si si, non pode? É que Minas e a Itália son muito parecidas...
RG: -Só se for por que tem muito mafioso...
LB: -Que foi que disse bambini?
RG: -Nada... Nada! Hehehehe, vai cozinhar né?
LB: -Si... Cozinhar e falar como mineiro... Gosto muito do teu país!
RG: - Tá, mas ce não confundiu os programas não?
LB: -Por quê? Questo non é o Show de calouros do Groo?
RG: -Exato, e não o “Cozinhando com Domenicalli”, ou “A cozinha maravilhosa do Briatore”...
LB: -É que és loiro...
RG: -E daí?
LB: -Parece a Anamaria Braga...
(risos)

RG: -Vá lá que seja então... O mafioso... Digo... Piloto reserva... Digo... Luca Badoer vai apresentar um prato da tradicional cozinha mineira como se mineiro fosse. Manda ver...
LB: -Poscomeçar o trem aqui?
RG: -Pode... Vai... Perfeita a imitação!
LB: - Brigadim... Então vomostrar pra oces como se faz Galinha com midipipoca.
RG: -O que?
LB: -Eh ê sô... Gnorante... Galinha com midipipoca...
RG: -Ah... Galinha com milho de pipoca.. Tá... Produção põe legenda ai nas falas dele...
LB: -Vão precisar de um kidicarne, masstumate, uma galinha, um pacote de midipipoca, azeite, pimenta e salagosto...

RG: -O que é este ultimo ai?
LB: -Sal à vontade... Salagosto!Depois oce pega a galinha e tempera com a masstumate, azeite e uma parte da pimenta. Pouco sal.
Daí pega o kidicarne e tempera com o azeite que sobro, pimenta e mistura nele o pacote de midipipoca. Depois abre o fiofó da galinha e a receita mandapô todo o kidicarne com o midipipoca dendela. Poe no forno a 350 graus.
RG: -E o mais interessante é que ele ta fazendo tudo ali no palco e nada deu errado ainda... Acho que vai ser o primeiro a não ser gongado...
LB: -Ih...
RG:-Ih oque? Ah não...
LB: O forno esquentô dimais da conta...(BUM) Ih o mistorô! Nossenhora! Parece um tiridiguerra! O Ron tá branco que nem um lidileite! A galinha explodiu!
RG: -A porta do forno voou e caiu na cabeça do Badoer... Chama ai os paramédicos... Ou o Schumacher!
Paramédicos: -Tudo bem senhor Groo, ele está bem...
RG: -Badoer? Badoer?
LB: - Fiquei sensabê doncovim, proncovô, oncotô. Óiprocevê quelocura! Grazadeus ninguém simaxucô! RG: -Ele tá melhor, e a explosão só ajudou a sair o verdadeiro mineiro que tava dentro dele... Bem... Melhor que o mafioso que tem dentro de todos os italianos na idade dele... Vamos para os comerciais enquanto ele vai sendo melhor avaliado pela junta medica do programa aqui... E alguém manda limpar esta sujeira toda aqui...

Narrador: -É isso ai Ana Maria... Digo... Ron Groo! Voltamos a qualquer momento com um novo calouro...

E está no ar mais uma edição da Rádio Onboard, desta vez com as expectativas sobre o GP da Europa que é lá em Valencia, não disse que vai ser corrida, por que correr lá é meio como a corrida de Salvador. Uma contradição.

Desta feita Felipe Maciel e eu não tivemos a presença do Fabio Campos, que está de castigo, mas tivemos a honra de deixar o programa mais bonito com a presença da F1Girl Dea, grande fã do Kimi Heinekken. Ouça lá... Comente aqui.

E também tenho o prazer de anunciar que já está no ar o programa 60 minutos do TargetHD, do nosso amigo Eduardo Moreira. Fizemos um participação especial em seu programa e por isto mesmo aproveitamos para pedir desculpas pela bagunça que fizemos lá. Eis aqui o motivo o castigo do Fabio Campos... Obrigado e desculpa qualquer coisa ai,viu Eduardo. Vale a pena ouvir... O trabalho do Eduardo Moreira é sensacional.

19 de ago de 2009

Uma classe não muito unida

De: Roman Grosjean (sousuissoporra@hotmail.com)
Enviada: quarta feira 19 de agosto 2009 – 09:36
Para: Jaime Alguersuari. (simplaplanfan@redbull.com)

Opa, beleza!
To mandando este e-mail por que acho que a gente pode trocar umas experiências ai, afinal você estreou na categoria na corrida passada e eu só vou estrear agora, acho que como novatos a gente podia se unir...
Ce pode me dar algumas dicas?
Valeu! De: Jaime Alguersuari (simpleplanfan@redbull.com)
Enviada: quarta feira 19 de agosto 2009 – 09:45
Para: Roman Grosjean (sousuissoporra@hotmail.com)

E ai? Sussa?
Valeu pelo e-mail e brigado pela consideração, mas acho que não vou poder ajudar muito não... Minha experiência com F1 como você mesmo sabe se resume ao fim de semana do GP da Hungria, e mais nada. Também já faz quase três semanas e eu esqueci um monte de coisas... Mas por que você não pergunta pro seu companheiro de equipe? O cara é campeão do mundo duas vezes e acho que não vai se negar a te dar umas dicas. De: Roman Grosjean (sousuissoporra@hotmail.com)
Enviada: quarta feira 19 de agosto 2009 10:00
Para: Jaime Alguersuari (simpleplanfan@redbull.com)

Eu fui falar com o cara, mas ele ficava só falando: “Presta atenção em mim que ce aprende, e procura não passar na minha frente, que ai não posso ajudar.”.
Eu fiquei um pouco desconfiado, mas... O cara é campeão do mundo não vou ficar duvidando. Ah e eu mandei um e-mail pra ele contando nossa conversar e ele disse pra eu repassar pra você a dica. Então tá aí. Fica atrás da gente e presta atenção. De: Jaime Alguersuari (simpleplanfan@redbull.com)
Enviada: quarta feira 19 de agosto 10:28
Para: Roman Grosjean (soucuissoporra@hotmail.com)

Ih cara! Sei não... O Lewis não fez isto que ele esta pedindo e hoje é campeão do mundo, já o Nelsinho só fez andar atrás dele durante todo o tempo que esteve na equipe e olha ai: foi demitido.
Tem certeza que esta dica é boa?
Faz o seguinte, faz que nem eu... Vai andando, não muito depressa e nem muito devagar, se alguém der mole você passa, garante pelo menos chegar ao fim da corrida e tudo bem. Vai acumulando quilometragem.
Valeu e boa sorte! De: Luca Badoer (luca_bad_driver@terceiraidade.com.it)
Enviada: quarta feira 19 de agosto 11:40
Para: Roman Grosjean (sousuissoporra@hotmail.com), Jaime Alguersuari (simpleplanfan@redbull.com)

E ai garotada!
Será que dá pra dar umas dicas para um re-estreante? Eu perguntei pro Kimi, mas ele respondeu: “Não sei”.
Então resolvi perguntar pra vocês já que mais ou menos estamos na mesma situação né?
A gente que é novato tem que se unir hehehe...
Valeu.

Ao que consta o Badoer até agora não recebeu nenhum e-mail com resposta, só spans e propaganda de pílulas azuis...

18 de ago de 2009

Diabo na Sé

Se para alguém que vem de outro município a cidade de São Paulo já assusta imagine então...
Natan então perdeu-se com a altura dos prédios, que de tão altos arranhavam o céu fazendo-o pensar que Deus era ali bastante adorado com todas aquelas construções tentando chegar perto de sua morada.

E mais, ele não vira nem um que crescesse para dentro da terra e que pudesse se chamado de 'arranha-inferno'.
Constatou que aqui tudo é muito rápido. As pessoas nas ruas, os carros e até as informações parecem conter uma pressa infinita. Ele passa despercebido de todos que correm sem prestar atenção em nada.

O que há para se ver? Por onde começar? Andando em passos lentos pela Rua Quinze de Novembro, Natan vê uma aglomeração em forma de roda que tem em seu centro uma dupla de artistas.
A platéia recém formada ria com as brincadeiras dos "cantadores de coco".
Chega então mais perto e põe-se a prestar atenção.

Os dois artistas/cantadores são nordestinos que apoiados em seus pandeiros cantam rimas improvisadas sobre qualquer assunto que lhes ocorrer no momento, incluindo ai uma dose cavalar de esculhambação sobre a audiência que na maioria das vezes aceita tudo com muito bom humor."-Olhe Puéta, vamo cantá agora, mas nós num vai cantá de graça, que nem relógio trabalha de graça. E nós só vai pedir um Real de cada um, que não vai deixá ninguém mais pobre”.
"-É verdade Cantadô, e só quem for um corno é que vai embora por causa de um Real..." – e virando-se para Natan - "-O senhor ai tá indo pra onde, hein? Vá embora não”.

Todos riem menos Natan que fica vermelho, envergonhado, mas como a maioria das 'vitimas' destas brincadeiras não responde.
"-Se preocupe não cidadão, ser corno não é desvantagem não homem, podia ser pior, né Pueta?" "-E não é Cantadô. Ele além de ser corno podia ainda ser viado, ai não tinha jeito”.

Os dois artistas concordam balançando negativamente a cabeça enquanto mais risos ecoam:
"-Apois, então vamo cantá, pra quem deu e pra quem não deu também, né?"
"-Deu o que????" - Pergunta afetando cara de assustado.
"-Dinheiro, homem, rapaz! Mas quem quiser dar outra coisa né? Esteja à vontade”.

Agora até Natan ri, e os dois começam a tocar os pandeiros e cantar uma rima de embolada combinando que um irá dizer o nome de uma fruta e o outro dirá em resposta 'eu tava comendo ela'.
"-Tudo certo??”
"-Certo!”.
"-Então lá vai”.

Natan observa tudo espantado, o ritmo ditado pelos pandeiros é frenético, as vozes carregadas do sotaque nordestino exalam um aroma de safadeza e a cantoria prossegue hipnotizando o publico.
"- Uma fruta de caju...”.
"- Eu tava comendo ela”.
"- Uma fruta de abacate...”.
"- Eu tava comendo ela”.
"- Uma fruta de caqui...”.
"- Eu tava comendo ela”.
"- Uma fruta de jaca...”.
"- Eu tava comendo ela”.
"- Eu vi sua irmã pelada...”.
"- Eu tava comendo... êêêêêhhhh! Isso não seu pilantra..."
A cantoria para e muitos risos explodem no ar.

"-Eu? Pilantra? Eu sô é Cantadô!”.
“-É Cantadô? Mas já vem com putaria...”
"-Putaria não sinhô!”
"-Vem falar de minha irmã, vá falar de sua família, aquela mundiça”.
"- De minha família também não, oxe, falo então desse cidadão aqui”.- e aponta o pandeiro para Natan, que neste momento para de rir.
"-Mas ele de novo?”
"-É... É gente boa, gente fina e educada, e ainda vai me dar um Real”.

Mesmo tendo chegado a pouco nesta terra, entende que 'Real' é a moeda corrente e num passe de magia - ou ato de bruxaria - enfiando a mão no bolso, tira uma nota e põe no pandeiro do artista que agradeceu.
"-Visse Puéta, esse cidadão aqui com cara de bode...”.
"-Corno?”
"-Corno! Mas me deu um Real não vai lhe fazê falta”. - e virando-se para Natan - "-Vai?” .
Este confirma com um gesto negativo de cabeça e o artista então devolve:
“-Então me dê outro ai, que é pr'eu dar pro Puéta ali, meu parceiro”.

Os risos tomam conta de novo da cena e Natan vê uma chance de ir embora e deixar de ser motivo de riso, afinal chegou neste lugar a pouco e já foi transformado em palhaço.
Por precaução nem olha para traz enquanto os pandeiros recomeçam a batucada. Sobe a rua Quinze de Novembro em direção a Praça da Sé pensando que ele até pode ter vindo do inferno, mas chegou num lugar quase tão caótico.

17 de ago de 2009

9,58 até para quem não gosta é impressionante

Fim de semana sem corrida é bom pra descansar, mas quem gosta de velocidade fica naquela agonia.

Procurei em todos os canais da TV aberta e nada, nem uma reprise sequer!
Já cansei de vasculhar o youtube e ver sempre as mesmas cenas, mesmas ultrapassagens, as mesmas histórias que a gente já esta decorando.
Não que seja ruim, eu gosto muito de relembrar boas histórias e ver grandes imagens, mas a sede por coisas novas é o que faz a gente ainda hoje assistir as corridas, ou não?

Não havia nada para assistir com este conteúdo.
Dei uma olhada na programação e a TV Globo prometia mostrar a final dos cem metros rasos com os homens mais rápidos do mundo: Tyson Gay, Usain Bolt e Asafa Powell.

Criei uma expectativa e me preparei para ver a corrida.
Não gosto muito de atletismo, porque cansa. Só de ver aquele esforço todo eu fico extremamente cansado.

Então eles alinham!
Cresce a expectativa, cresce o interesse... Tiro!
“Pkou!”
Lá vão eles, eu me ajeito na cadeira e...
Cruzam o disco final...
Nem tive tempo de ficar nervoso, ou de me emocionar com a corrida.

Nove segundos e cinquenta e oito centésimos, recorde mundial!
Pqp!
Cem metros em 9,58!
Usain Bolt cruza em primeiro sorrindo.
Fez história e parece nem ter se esforçado!
Definitivamente atletismo não é para mim.
Nem para assistir, quanto menos para praticar.
É para feras; maquinas; gênios; maravilhas humanas de ossos, músculos e determinação como Usain Bolt.
O homem mais rápido da face da terra... Foi legal, matou um pouco a sede de velocidade, mas confesso: senti falta de ultrapassagens, pit stops, barbeiragens...
Por sorte Usain não corre pela Ferrari ou Renault, e não tem que trocar os tênis durante a prova, poderiam trazer para ele dois pés esquerdos ou deixar de amarrar um dos cadarços...

15 de ago de 2009

Quanto o sacerdote faz a graça.

E ele era padre, mas não era qualquer padre, não...
Se era cantor?
“- Nunca!” – diria ele.
Tinha voz de taquara rachada, se bem que a Joelma do Calypso também, mas...
Padres cantores existem aos montes por aí, gravando cd´s; dvd´s; fazendo shows monstros com canções do Roberto Carlos e, principalmente: negando que são pop stars. Ele não.
Se chegasse a condição que os padres cantores chegaram não iria renegar a fama.
“-Hipócritas é o que são! Se não quisessem fazer sucesso que ficassem dizendo missa em latim!”. – é o que dizia sempre.

Mas se ele não era padre cantor, qual era seu talento?
Com o que poderia ele alcançar o estrelato como os padres cantores?
Era um padre humorista.
Piadista, imitador e avesso ao politicamente correto.

Na opinião das carolas de sua paróquia era mesmo um sem vergonha de marca maior.
Fanfarrão que em muito pouco diferia dos beberrões habitantes dos bares que circundavam a igreja, mas que só pisavam o terreno da paróquia em época de quermesse.
O curioso é que nem assim abandonavam a sacristia.

Era conhecido em sua Diocese, não mostravam nenhum tipo de reação a sua forma de conduzir sua comunidade e assim ia levando a vida e tocando em frente o que chamava de sua platéia.

Mas nem por conta do humor o numero de fiéis aumentava, porém também não diminuía.
Era mesmo como se tivesse um publico cativo.
Sempre com um gracejo, um chiste, dava conta do recado.
E o momento maior de sua arte, por assim dizer, sua piece d´resistance eram os sermões das missas dominicais, onde usava piadas de salão ou não para dar seu recado.

Dificilmente uma missa sua terminava sem que ao menos uma senhora ficasse com a maquiagem borrada, ou cavalheiro tivesse que afrouxar o cinto para poder rir com mais conforto.
Usava piadas de judeus para falar que a caridade era necessária.
Contava causos de caipira para ilustrar o excesso de malicia no mundo.
Dizia trocadilhos infames a torto e a direito para ilustrar suas falas sobre o apocalipse...

Chegou a fazer um sermão inteiro chamando o diabo de Dualib - ex presidente do Timão - e o inferno de sucursal da Secretaria da Fazenda.
Claro que ofendeu muitos corintianos e alguns funcionários públicos, mas fez rir e pensar quem não era...
Afinal imaginava-se que o coisa ruim era mesmo uma espécie de ladrão e o inferno, bem... Já o descreveram como uma repartição publica algumas vezes.Pior foi quando resolveu fazer um sermão sobre arrogância, e usou para isto a metáfora dos argentinos com sua mania de grandeza.
Disse coisas como: “-Argentinos cometem suicídio pulando de cima do próprio ego.” E completou com a clássica: “-Quer obter lucro? Compre um argentino pelo que ele vale e venda-o pelo que ele pensa que vale.”.

As risadas foram muitas, e apenas um pequeno grupo de estudantes de direito se ofendeu. Moradores em uma das pensões da cidade e grandes entusiastas de sua forma de pregar, incentivando inclusive.
Não é preciso explicar que eram argentinos e que procuraram as autoridades católicas da região para fazer uma queixa contra o padre piadista.

Uma bronca tremenda adveio disto junto a uma ordem para que nunca mais ilustrasse seus sermões com piadas ou trocadilhos.

Porém esta era sua vocação, este era seu meio de fazer o trabalho ao qual tinha se preparado. Era como respondia ao chamado, como ele próprio costumava dizer.
Engoliu calado o que tratou como uma traição do pequeno grupo de portenhos.
Não prometeu revanche e nem vingança, mas guardou para si a pequena derrota.

Um dia ao enveredar sobre o assunto da traição acabou por tropeçar em seus próprios sentimentos contraditórios e entrar novamente pelo caminho da ironia:

-Hoje iremos falar da Santa Ceia! Naquela noite, Jesus disse: “-O meu traidor está aqui na mesa.” E Pedro diz: “-Mestre, por acaso sou eu?”. ”-Não, não é você Pedro.” Diz Jesus. E então João prossegue: “- Mestre, serei eu?” E Jesus diz: “- Não é você João.” Ouvindo os colegas perguntarem Judas Iscariotes, assustando diz: “- Mestre, por acaso soy yo?”.

Não se sabe se foi por esta recaída que ele deixou - ou foi convidado a deixar - o sacerdócio, mas dizem que ainda é possível vê-lo nos sábados à noite, fazendo figurações em programas humorísticos enquanto espera sua própria redenção.

14 de ago de 2009

Les Paul - Icones não morrem

Les Paul é uma guitarra de corpo sólido e formas arredondadas.
Linda.
Com um som maravilhoso e com algo que nenhuma outra guitarra tem.
Alma.
Nunca uma Les Paul terá o som parecido com outra.
Eu tive uma.
Não aprendi tocar porcaria nenhuma, tinha muita corda para pouco dedo.
Se bem que quando optei pelo contrabaixo, fiz por que achei que as quatro cordas ficavam em boa conta com os quatro dedos que se usa na mão esquerda para tocá-lo.
Uma besteira sem tamanho. Tanto que nem aprendi nenhum instrumento de cordas.
Só bateria, que para muitos nem instrumento musical é.
Em defesa digo que o coração - órgão onde a musica chega primeiro – não toca, ele bate.

Les Paul foi um guitarrista apenas bom, nada de espetacular.
Começou a tocar profissionalmente aos treze anos de idade e no final da década de 30 formou seu primeiro trio, tornando-se um astro do rádio.
Mas foi em 1941 que ele deu sua maior contribuição a musica.
Suas aventuras pela eletrônica e a insatisfação com a reverberação dos violões de corpo oco o levaram a pesquisar uma forma de amplificar só o som puro de cada corda.
O resultado foi a criação da guitarra elétrica de corpo sólido.

Como musico ganhou dois Grammy – o Oscar da musica – por discos lançados em 1977 e 2005.
Porém penso que o maior prêmio que ganhou foi o lançamento em 1952 de uma linha de guitarras que levam seu nome, da marca Gibson.
Usadas por ídolos como Jimmy Page e Slash, passando por Paul Stantley do Kiss e Joe Perry do Aerosmith entre outros.
Um verdadeiro ícone que perpetuou seu nome para todo o sempre na memória dos fãs de rock.
Les Paul faleceu ontem (13/8) aos noventa e quatro anos de idade.
Fica ai um clássico, tocada com uma Gibson Les Paul, claro!




E está no ar mais uma edição da Rádio OnBoard, onde comentamos de forma muito equilibrada os assuntos mais falados nestas férias da F1, desde a demissão do Piquet filho até o pescoço que tirou Schumacher de seu retorno a F1.
Com sempre estão a mesa: Felipe Maciel, o Joe Perry; Fabio Campos, o Ace Frehley e eu, o Jimmy Page.
Curta lá, comente aqui.