Devidamente munidos de câmeras fotográficas, binóculos e –claro – seus ingressos para os treinos e corrida, Coyote e Marcelo conversam animadamente.
-Lugar bonito este, heim? –diz Marcelo.
-E dizem que até bem pouco tempo atrás era um enorme deserto. – responde Coyote.
-O que não é a força da grana, não?
-Pois é... Já dizia Caetano...
-Pode crer, mas, mudando de assunto: tá com fome não?
-Agora que você falou... To sim. Vamos comer onde?
-Sei lá, andei vendo as comidas típicas aqui e não fiquei muito empolgado, pensei em comer um lanche qualquer, um “Jesus me chama”.
-Será que aqui tem “churrasco grego”?
-Não deve ter, mas mesmo que tivesse não seria muito legal...
-Por quê?
-Aqui é muito limpo!
-Não entendi...
-Simples, os melhores “churrascos grego” ficam onde o lugar é mais sujo... Quanto mais mosquinhas em volta, pode crer. Melhor o sabor do lanche.
-Cê tá zuando?
-De jeito nenhum.... O sabor do “grego” na Avenida Paulista, por exemplo, é completamente diferente daquele vendido na região da Estação da Luz... Nem se compara!
-E vai dizer que é pela limpeza do lugar?
-Sem duvida... Acompanha... Se o do conjunto Nacional na Paulista – por ser um lugar mais limpo – já tem um gosto diferente, meio... Sem graça, imagina o daqui com toda esta limpeza. Deve ser insípido!
-Bem, Coyote... Usando esta tua lógica doida ai... Seria mesmo. Mas aqui também tem lanchão na calçada... Olha ai um monte de barraquinha... Tem hot dog, tem pipoca... E olha lá! Tem até uma barraca de sushi!
-Que beleza! Adoro comida japonesa...
-Cê tem coragem?
-Claro... To com fome e aqui é tão limpo que é capaz do peixe ser mesmo fresco. Vamos lá?
-Vai você... Tô fora.
Um instante depois e Coyote está na fila para comprar uma porção de sushi.-Cê fala inglês? Do you speak english?
-Non plecisa! Eu entendo sua língua...
-É brasileiro?
-Non, non... Eu sou zaponês mesmo, né? Mas antes de vir tlabalhar aqui eu ela alto executivo de uma glande emplesa. Falo oito línguas...
-Que maravilha, que beleza! Isto que é globalização... Um alto executivo japonês, poliglota, que faliu e veio ser camelô de comida nos Emirados Árabes Unidos....
-Camelô non... Plofissional libelal!
-E como veio parar aqui vendendo sushi?
-Algumas decisões eladas, né?
-Ah tá, claro… Bem… Eu quero uma porção de sushi, e cê tem saquê?
-Tem non... Aqui é ploíbido vender bebida alcoólica, né? Mas tem ki-suco.
-Ki-suco?
-Pla baixar custo, né?
-Ah.... Então me vê ai uma porção de sushi com o ki-suco mesmo... Embora eu ache que está é mais uma decisão errada sua, mas....
Enquanto o japonês se afasta para preparar os peixes crus Marcelo se aproxima.-Ei Coyote... Vem cá... Este japonês não me é estranho, não sei exatamente quem é, mas é conhecido...
-Desencana... Japonês é tudo igual.
-Não, não... Ele é conhecido mesmo... Acho que já sei quem é... Vamos fazer uns testes, me acompanha.
-Beleza...
E mudando o tom, Marcelo fala mais alto para que o japonês ouça a conversa:
-Cara! O que foi esta temporada, heim? Uma equipe que saiu daquele lixo que era a Honda ganhou os dois títulos, pilotos e construtores.
O japonês começa a prestar atenção na conversa enquanto fatia o peixe.
-Aposto que muito japonês da Honda foi demitido quando a Brawn começou a ganhar... - o japonês faz cara de contrariado - Principalmente aquele tal de Takeo Fukui! Aquele deve estar arrependido até o ultimo fio de cabelo... Vendo o sucesso do projeto que ele deixou pra lá...
E espetando a faca na tábua onde cortava o peixe com violência o japonês diz:
-Ah pala, né? Até palece que você nunca tomou uma decisão elada na vida! Como eu ia saber que o plojeto ela bom? Non tenho bola de clistal, né? E vão embola! Non tem sushi pla vocês aqui non...
Assustados com a reação eles deixam a barraquinha em direção a entrada do circuito, depois da explosão do japonês, até a fome perderam...-Não disse que eu conhecia ele de algum lugar... Diz Marcelo.
-Pqp... Conhecia mesmo...
À partir das seis da tarde estarei discotecando (DJ Ron é a mãe!) com o melhor - e o pior - da música e as oito da noite Felipe Maciel, eu e provavelmente um convidado começamos a falação!
Neste link aqui: RoB ao Vivo!

Virou um taco de basebol em suas mãos, os golpes repetidos e fortes destruíram todo o sifão, peça por peça até que ele ficasse inutilizável.
Não é preciso dizer que é uma idéia de jerico, afinal se houver um sifão na casa, deve estar tão velho e quebrado quanto a própria.


Mas pela cara do verdadeiro dono do instrumento foi só o presidente que se divertiu mesmo...

Na Champs Elisées os carros andavam lentos, engarrafando tudo como sempre.
O Arco do Triunfo continua tão belo quanto os Arcos da Lapa, ou até mesmo a Fontana di Trevi. Tudo claro, guardando as devidas proporções.
Os parisienses andavam pelas ruas apressados, como todos os habitantes das grandes capitais. A vida tem rítmo frenético, quer na França, São Paulo, Londres ou NY.
Exatamente como acontece todos os dias, sempre.
Com tanto para ver por lá não consigo deixar de pensar o quanto são tolos...
Ainda que o rosto que agora aparecerá nos jornais de todo o mundo seja a de um francês baixinho muito assemelhado com certo rato – italiano – que frequentava as telas de televisão do mundo todo nos anos setenta...
Aproveitem também para ouvir - se é que não ouviram ainda -
-Anselmo, produzir fantasma falso e matéria tudo bem, mas onde ce vai arrumar uma banda de jazz?
Surpresos com os aplausos – e tiros em sua homenagem – Anselmo e Ron esquecem de fazer as fotos do fantasma que Leandrus trouxera e que na verdade era apenas seu gerente Montianele pintado e vestido de branco.
E para coroar os fenômenos sem explicação da noite anterior, a edição de Le Sanatéur vai às bancas com a manchete: “Fantasma jazzista aprecia banda no Paradise”.
Reza a lenda que o funcionário que encontrou o corpo ouviu ecoar por todo o hotel a frase:
-Por que temos de ir de carro Anselmo? A Rua 45 é a dois quarteirões daqui...
Encontraram também o proprietário, Leandrus, um imigrante vindo da Chechênia, que segundo as más línguas era também envolvido em trafico de jujubas.

-Tá ai gente! – diz Vettel – Vamos jogar Rock Band!



É é é. O Massa é melhor que o Pelé!

Kamui Kobayashi, o nome da corrida. Vou telefonar ao Tio Frank Williams e sugerir que ele esqueça esta história de contratar o Barrichello e se concentre em trazer este japonês, que seguramente é melhor que o que ele tem lá agora.
Este está paramentado para torcer pelo Alonso no ano que vem.
Dois nervosos e uma nervosa no fim da fila.
Precisa legenda?
Uma largada caótica para alguns pilotos.
E mesmo depois de ultrapassado pelo inglês continuou dando seu show travando um duelo japonês com Kazuki.
Após a primeira bateria de pitstops Button continua mandando muito bem, enquanto Barrichello perde posições para Webber e Kubica, ficando mais lento sendo atacado por um Hamilton leve e sem preocupação nenhuma que não fosse apenas a corrida.
A fatura está liquidada para o campeonato - tanto de pilotos quanto de construtores - e agora muito provavelmente teremos um desfile de F1 em Abu Dhabi, que pelo que vi da pista em um vídeo com Bruno Senna pilotando poderemos chamar sem dúvidas de Abundabe.
Neste quiosque dogueiro o simpático bigodudo nos serve hot-dogs sensacionais com combinações variadas e inusitadas. E a melhor das combinações é: Pão de dog, salsicha Pena-branca, purê de batata semi-pronto. Molhos mezza-boca e o principal: Batata-palha das lojas de um real.
Já na Avenida Jangadeiro, temos uma pizzaria ambulante.
Há vinte anos na ativa vendendo o melhor chouriço do mundo.
Uma barraquinha simpática coberta com um encerado que um dia foi alaranjado.
Lá encontramos o melhor escondidinho de carne de sol com queijo de coalho do mundo! Pena só a quantidade mirrada servida. Apenas 400 gramas.
Mostre a ele os maravilhosos queijo-minas. Diga a ele que nossos queijos não devem nada aos queijos franceses e se ele perguntar do aroma do queijo, não se faça de rogado PEIDE!
Engraçado, é turco, por que será que aqui virou grego?
E é isto. Que a corrida seja muito melhor que a comida nos arredores da pista.