29 de nov de 2010

Hierarquia rossa

E na sala de Luca di Montezemolo: -Aldo sua besta. Como pode ter perdido il campeonato deste ano de forma tão absurda?
-Mas senhor Luca...
-“Mas signore” é il cacete! Il banbini d´oro largou campeon e terminou a prova humilhado atrás de um russo? Como me explica questo?
-É que foi um erro de estratégia... Nós estávamos marcando o Webber.
-Marcando il Webber? Porca miséria! Que burrada!
-Não, até que fazia sentido... O Webber era quem estava mais próximo do Alonso.
-Estava na frente?
-Não senhor...
-Tentou passar?
-Não senhor.
-Entonces porque a idéia ridícula de marcar il Webber?
-É que ele, como eu já disse, era o que estava mais próximo nos pontos.
-Porca miséria, questo farabuto do Webber a natureza se encarrega de marcar, nom precisava ficar lá segurando ele... E o russo? Porque não passaram ele?
-Ele não deixou.
-E desde quando tem que deixar, cáspita?
-É que a gente já tava acostumado... Rubens, Felipe... Eles deixam...
-Fora daqui, seu incompetente...

E na sala de Aldo Costa. -Domenicalli sua besta... Eu não entendo como Alonso pode ter perdido o campeonato para o Vettel, que era só o terceiro na tabela...
-Mas Aldo, se a gente descuidasse do Webber ai a vaca ia para o brejo.
-A vaca, ou melhor, il cavaligno rampante, foi pro brejo...
-Até foi... Mas o Webber não passou! (e ri)
-E não passaria nem que o Alonso parasse o carro. Cê não tava vendo a corrida?
-Vendo eu até estava, mas...
-Nada de “mas”! Arruma um jeito da gente não perder mais desta forma humilhante. Seu incompetente!

E na sala de Domenicalli. -Porra, tomo maior esporro por conta de um campeonato em que eu nem fiz tanta coisa errada assim... E o pior, um campeonato que quem perdeu mesmo foi quem fez a estratégia e o próprio Alonso... Só que esporro no Alonso eu não posso dar: perco o emprego. Pegar o Petrov para bode expiratório também não... O espanhol já pegou. Ah já sei... – e pegando o interfone – Dona Verônica... Peça para o Felipe vir aqui na minha sala, urgente.
-Sim senhor Stefano! – diz a voz vinda do aparelho. -Mandou me chamar Stefano?
-Sim, mandei. Cê sabe que ano que vem é crucial para sua permanência nesta equipe, né? Se tiver um outro ano tão ruim quanto este vai ficar difícil segurar você aqui...
-Eu sei, mas...
-Nada de “mas”! Você foi tão mal que nem ajudar o Alonso você pode...
-Stefano... Foram os pneus... Eles não geravam calor...
-É claro que não geravam! Eram pneus e não aquecedores!
-Mas, olha, fica tranqüilo, os novos pneus vão funcionar melhor...
-Claro que vão! Só não funcionariam se fossem quadrados... Seu incompetente!

25 de nov de 2010

Campanha: Koba no lugar de Webber. Engaje-se

Perguntado por que consegue realizar tantas ultrapassagens, respondeu na lata:
“Tenho os olhos apertados por ser japonês. Como não enxergo os outros e vou passando...".

Não tem duvidas, Kamui Kobayashi é o nome da moda na categoria, conseguindo rivalizar em simpatia até com o campeão alemão que é um meninão... E antagonizar – mais um que faz isto, não é tão difícil – com Fernando Alonso.
A frase acima mostra que além de tudo, é bem humorado.
Pensando nisto, e no que disse Marcelonso, de como seria se ele tivesse um carro realmente bom nas mãos, resolvi criar uma “campanha”.
Contactei algumas pessoas via MSN, fabebook, orkut, e-mail, skype e pedi para que mandassem mensagens de apoio à minha idéia.
A principio foi bem aceita, vejam as reações.

Lula: “-Kobayashi no lugar de Webber? To dentro, até topo ser cabo eleitoral e transferir carisma.”. (via msn)

Dilma: -É uma boa idéia por o Kobayashi no lugar do Webber, mas ele precisaria de um antecessor forte para lhe dar base, e pelo eu lembro o ultimo japonês que fez sucesso na F1 foi o Sato. E este não está nada bem na Indy”. (via skype)

José Serra: “-Esta é uma grande idéia que tive quando ainda era ministro da Saúde, ou deputado, ou governador... Mas para ficar melhor ainda era bom que o Webber atirasse uma bolinha de papel no Koba. Então o japonês diria que a bolinha era de meio quilo ou mais e...” (via bolinha de papel)

Sérgio Mallandro: “-Gluglu, yeah yeah! Koba San no lugar do canguru! Salci Fufu! Rá!” (via A Fazenda)
Mulher Melancia: “-Eu não sei nada sobre F1, mas olha o que sei fazer...”. (via tuiter, mais de 140 ela não sabe digitar)

Xuxa: “-Já é hora do Webber dizer: beijinho, beijinho e tchau tchau. Que venha o Kobayashi.”. (via x-mail)

Papa: “-Podem trocar, porra, mas não podem usar camisinha...” (via facebook)

Felipe Massa: “-Não pode por o japonês no lugar do Alonso não?” (via rádio da Ferrari)

Rubens Barrichello: “-Podem trocar por quem quiser, contanto que não seja eu.”. (via twiter, uma segunda conta já que a primeira foi ultrapassada em seguidores por um alemão...)

Barack Obama: “-Kobayashi in Red Bull car? Yes, we can! He is the man!” (via New Yorke Times)

Webber: “-Ora, vai se f***”. (via blog do Groo, comentário este que eu apaguei)

24 de nov de 2010

Você também já passou por isto?

Todo mundo tem lá seus dias de “ouvido moco”, não há duvidas...
Ah, não sabe o que é “ouvido moco”?
É aquele estado da mente que faz o ouvido receber alguma informação e processar de forma completamente diferente. Principalmente musicas.
Não entendeu? Ou não ouviu?
Assim...
O cara ouve uma canção em algum lugar. Gosta, mas não consegue aprender a letra de primeira, lógico. Seja ela em inglês, português ou espanhol... Até japonês eu diria, mas acho que vamos ficar só com as três primeiras por serem mais comuns.
Então, mas ai a musica não sai do subconsciente, e mesmo não sabendo a letra toda, ele quer cantar. O que acontece?
A mente trata de preencher as lacunas do que não conseguiu decorar e então o resultado que acaba saindo pela boca do individuo é lastimável, sob todos os aspectos.

Um exemplo?
Tenho um camarada que vivia neste estado permanentemente. Um dia ouviu “Flores” dos Titãs, adorou, e começou a cantar.
A canção começa: “Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho...”.
E ele cantava: “Obrei a pé e apressado, de ver nos meus olhos Esteves...”.
Sabe-se lá porque cargas dágua... Mas cantava.
Por que não corrigíamos dando a letra certa para ele? Oras! Porque assim era mais engraçado.

E quando a letra era em inglês? A presepada ficava pior.
Ob La Di, Ob La Da, do beatle Paul é uma canção inocente, bobinha, embora deliciosa. A letra é fácil de decorar até para quem não fala inglês: “Desmond has a barrow in a market place..”.
Porém era muito comum coisas do tipo: “O saco de cimento ficou com o Mané...”.
Eu juro que já ouvi isto...
Isto quando não enfiava na letra de qualquer outra canção a palavra “Geórgia” como na letra de “We are the world”, que fala da África, mas não de Geórgia.
Na versão dele era: “We are the world, we are the Georgia, we are the ones to make a better day, so let in Georgia…”

Mas tem em espanhol também…
A primeira vez que ele ouviu o Queen tocando a canção: “Las palabras de amor”, do disco esquisito Hot Space, ele não teve duvida: apontou aquela como a melhor canção do disco – que não é lá estas coisas – ficou martelando na nossa orelha durante dias.
Originalmente era: “Las palabras de amor. Let me hear the words of love. Despacito mi amor…”.
Mas a versão do sem noção era diferente. Trocava o termo “lentamente” por “dez passinhos”: “Las palabras de amor, let me hear the words of love, dez pacitos mi amor...”.

E você? Já sofreu de “ouvidos mocos”? Tem alguma letra que já deu uma embromada assim? Ou conhece alguém que faz?
Dá para descrever ai nos coments?
Um videozinho para ilustrar.

22 de nov de 2010

Webber, Vettel e a paz?

Sebastian Vettel disse que após o título conversou com Webber, selaram a paz, mas disse que não se “afeiçoaram”.
Mas sobre o que então falaram os dois pilotos da Red Bull?
Não dá para saber, talvez tenham falado sobre carros de corrida já que é a única coisa que tem em comum. Logo imaginei a cena igual ao quadro de Chico City em que dois coronéis – Pantoja e Bezerra – se odiavam, mas mantinham um dialogo irônico que ajudava a cultivar suas úlceras.
-Vim dar parabéns ao amigo pelo título...
-Brigado, o amigo foi de muita valia... Muita.
-Fiz o que pude, o amigo sabe...
-Sei, sei... Alonso também sabe.
-O que foi que o amigo disse?
-Que o Alonso sabe como o amigo fez seu melhor, ficou ali encaixotado entre você e o russo.
-Ah sim... Eu apertei ele.
-Apertou... Apertou o freio quando ele espalhava.
-O que o amigo disse?
-Que o amigo fez com que ele apertasse o freio de medo de ser ultrapassado.
-Ah sim... Foi mesmo. E o amigo não deu chance pra ninguém, nem para a equipe escolher.
-O amigo tá falando de que?
-Que você foi perfeito o ano todo, só não foi líder do campeonato, nunca... -Mas o amigo foi. Não foi?
-Sim, fui... Mas parece que os amigos do amigo não levaram muito a sério.
-Levaram... Claro que levaram, ô!
-Levaram tanto que o amigo é que foi campeão.
-Mas quem foi o vice?
-Alonso.
-E atrás dele?
-Eu...
-E porque não passou?
-E tinha como? Ele não deu chances.
-Não espalhou, né...
-Como?
-Não espalha, mas não deu chance mesmo...
-A conversa foi boa, mas tenho de ir embora.
-Vai cuidar da velha?
-Como?
-Vai com Deus...
-Você também, fica ai com tuas mulheres de papel. -O que o amigo disse?
-Vai curtir o seu troféu...
-Ah claro... Cuidado com a artrite...
-O que?
-Dê lembranças a Brigite...
-Não é Brigite, é Ann... E você não vá criar pelos nas mãos.
-Hã?
-O titulo! Ficou em boas mãos...
-Até o ano que vem...
-Até...

20 de nov de 2010

Silly Love Songs

-Ele é velho... Meu pai tem discos dele.
-Cd´s?
-Não... Discos mesmo. De vinil, grande, preto e com um buraco no meio.
-E daí? Só porque é um artista ainda dos anos 60 não quer dizer que não seja bom... Quer ir ou não?
-Eu vou. Você paga.
-Eu convido, eu pago. Ok! Mas tenho um pedido.
-Diga lá
-Quero você com seu melhor vestido. Se não tiver, compre.

***
-Tá pronta?
-Tô... Mas não estou tão ansiosa assim. Não conheço nada do cara.
-Não se preocupa, é diferente das coisas que você ouve.
-Claro! É velho...
-Relaxa, não tem nada de velho. Cê vai ver, quando a musica começar, você viaja. Nem precisa conhecer. Você vai gostar.
-Vamos ver.

***
-Nossa! Você tinha razão... O show é muito bom.
-Eu não te falei? O cara pode ter idade, mas tem muita qualidade também.
-Eu adorei tudo até agora. A luz, a música... Até as que meu pai costumava ouvir ele tocou.
-É... É o grosso do show. Afinal, da banda que ele veio nunca vai se poder dizer que alguém é ex. Nem os dois que morreram. Uma vez dela, sempre dela.
-Que banda é mesmo?
-São os... Opa... Péraí! Eu gosto desta canção.


-Que canção é? Como chama...
-Importa pouco... - e lhe dá um grande beijo durante o refrão da canção.

Não se sabe se ficaram até o fim do show ou foram curtir o recém iniciado namoro em outra parte da cidade.
Seja qual for das opções, Sir Paul McCartney daria seu aval...

E está no ar a edição número 100 da Rádio On Board. Isto mesmo, cem programas. Nós não esperavamos chegar nesta marca, mas chegamos. E não queremos parar.
Fábio Campos, grande camarada. Felipe Maciel, parceiro em diversas empreitadas e eu, comentamos a corrida que deu título a Sebastian Vettel de forma animada, mais até que a corrida.
A todos os que ouviram, participaram e deram sua imensa contribuição a esta nossa rádio fica aqui no nosso, e principalmente meu, muito obrigado.
Programa neste link aqui => Vettel campeão, chupa Alonso!

18 de nov de 2010

Fuscão

Não era um Sinca Chambord, mas um Fusca.
Prata, ano 70, mas com carroceria ano 80, tipo ‘Fafá’, com aquelas lanternas enormes e redondas em sua traseira. O pai de Reinaldo usou parte de sua indenização para comprar aquele carro que depois da bonita e confortável casa onde moravam era o maior bem que possuíam.
Orgulhoso entrou em casa todo sorriso e levou toda a família para apreciar a aquisição. Irmã, mãe e Reinaldo chegaram ao portão e deram de cara com o simpático carrinho.
Depois de algumas explicações sobre a compra ‘Seu’ Tião pediu ao vizinho que viera dirigindo o carro para que levasse a todos para dar uma volta. Sentir como o carro era bom, como seu motor 1600 era forte: “-Sobe as ladeiras em terceira marcha...” – Dizia.
Reinaldo que não era entusiasta de automóveis achou que tudo estava muito bom, mas nem pensava em dirigir. Certa noite quando batucava na bateria em seu quarto Reinaldo recebeu a visita de seu pai:
- Filho. Acho que você vai ter de aprender a dirigir...
- Logo eu pai, por quê?
- Sua mãe foi ter aula de direção hoje e aconteceu o mesmo que acontece toda vez...
- Ela desandou a rir, né?
- É. De novo. Foi só sentar no banco e segurar o volante e lá vieram as gargalhadas.
- E o senhor pai, por que o senhor não aprende?
- Eu já comprei o carro, não comprei? Agora quero aproveitar. Sentar no banco do passageiro e ver a paisagem na janela.
Não que ‘Seu’ Tião fosse preguiçoso ou acomodado, só não queria ter a responsabilidade de dirigir, na verdade ele até aprendeu, mas achava que por ter pouca instrução escolar não conseguiria tirar a c.n.h., coisa que infelizmente até alguns amigos dele, completamente analfabetos, conseguiram.
Então alçado a condição de futuro motorista da família Reinaldo foi ter as aulas de volante. E enquanto aluno tudo muito bom, com o instrutor do lado era atento, tranqüilo. Dois meses depois entrou pela ultima vez na auto-escola para retirar a c.n.h, documento novinho com cinco anos de validade.
Nas primeiras semanas levava a família à feira, ao supermercado, tudo só em primeira e segunda marcha. O motor roncava alto, na verdade se esgoelava pedindo a terceira marcha, que medrosamente ele não punha.
Nada de muito extraordinário acontecia, alguns arranhões na lataria uma ou outra lanterna trincada.
Seus amigos não eram muito de entrar no carro quando Reinaldo guiava. Preferiam ir a pé, ou de ônibus só se não houvesse mesmo jeito. Mas Reinaldo gostava mesmo era de ter Ivan a seu lado, não se sabe por que, mas este era seu principal e mais assíduo passageiro.
-Reinaldo, não olha pro cambio quando for trocar de marcha não...
-Por que cara?
-Sei lá meu, me sinto mais seguro, mais a vontade.
-Tá.
IRRRRRKK (barulho de cambio arranhando).
-Tá vendo, se eu não olhar pro cambio acontece isto.
Não que fosse um barbeiro, tinha lá suas deficiências só isto.
Um dia todos combinaram de ir jogar futebol e Reinaldo se prontificou a levar alguns deles no fusca. Dos 13 ou 14 só dois acharam a idéia boa. Os outros todos foram se afastando e num instante sumiram.
Reinaldo tirou o carro da garagem e foi logo batendo o retrovisor esquerdo na porta.
A casa tinha saída para duas ruas, na que ficava a garagem era uma rua sem saída, e a outra era contramão tendo então de subir por uma rua paralela que ainda tinha um monte de terrenos baldios e lá foram eles.
Ato continuo. Iam subindo à mesma rua os outros 11 ou doze camaradas:
-Lá vem o Reinaldo e o fusca...
-É. Escuta só como o carro grita... Tadinho.
-Pode crer...
Os 11 ou doze olharam ladeira abaixo para ver o carrinho apontando na curva quando de um dos terrenos sai uma cadelinha seguida por uns dez cachorros. -Ih olha lá agora o Reinaldo vai frear. O carro vai morrer e ele não vai mais sair dali!
-É, vamos dar umas risadas.
De dentro do carro, no banco do passageiro ao lado do motorista Ivan vê os cachorros.
-Cê vai brecar?
-Se brecar o carro morre, to em primeira.
-Que cê vai fazer?
Reinaldo segura firme o volante chega o rosto mais perto do pára-brisa e começa:
-Sai, sai cachorros, sai... Sai daí.
Esqueceu-se completamente da buzina. Não tinha a malicia de segurar na embreagem e acelerar para fazer mais barulho com o motor... Foi avançando em direção a cachorrada...
Do lado de fora os 11 ou doze viram o fusquinha ir passando por cima de todos os cachorros. Sem poupar nenhum cãozinho. De dentro do carro Reinaldo e Ivan e o outro do banco de trás só viram os cachorros sumindo e alguns ficando para trás. Do lado de fora viram cachorro saindo pelos lados, pela frente do carro. Batendo nos pára-lamas, nos pára-choques, outros rolavam para a traseira do carro. Nenhum se machucou seriamente. Uns mancavam, mas logo depois corriam como se nada tivesse acontecido.
Os 11 ou doze de boca aberta desistiram de ir jogar futebol enquanto o fusca seguia seu caminho em primeira marcha.
Já no centro de Franco da Rocha, (depois de percorrer quase 13 quilômetros só em primeira e segunda marcha) Reinaldo parou o carro num semáforo antes da entrada do viaduto que liga os dois lados da cidade, que é cortada pela estrada de ferro. Puxou o freio de mão e ficou esperando o mesmo abrir. Quando abriu Reinaldo acelerou tranquilamente. Subiu o viaduto, ultrapassou um ônibus e ai notou que seu carro soltava muita fumaça. Na descida do elevado um caminhão passou pelo fusca e o motorista da faixa rápida gritou: “-Solta o freio de mão seu burro!”.
Na volta (primeira e segunda marchas) correu tudo bem, só ao chegar em casa e que Reinaldo teve um probleminha.Bateu o pára-lama direito na entrada da garagem.
Uma semana depois o motor do fusca travou, quando o pai de Reinaldo esquentava o carro dentro da garagem.
Foi vendido e o dinheiro virou uma geladeira.

17 de nov de 2010

Red Bull e o Colégio de aplicação

“No céu azul, azul fumaça uma nova raça, saindo dos prédios para as praças uma nova raça”.
Assim começa “Colégio de aplicação”, da trupe de malucos Novos Baianos, e pode-se aplicar à analise da chegada da Red Bull ao panteão das grandes equipes da F1.
Mas a letra fala em nova raça, onde está a intersecção?
Na postura e filosofia que a equipe apresentou: perder ou ganhar, mas esportivamente.
Ficamos felizes, claro.
Uma equipe relativamente nova e com uma mentalidade que vai radicalmente de encontro com o que fazem as veteranas, principalmente a Ferrari.
Tem muita gente por aí apostando que tal atitude vai trazer novos ares, que pode até redimir a categoria dos erros passados e fazer com que os recorrentes aos jogos (sujos ou limpos) de equipe pensem duas vezes antes de voltar a fazer.
Então voltamos ao “Colégio de aplicação”...
“No céu azul, azul fumaça uma nova raça, a morte e a mídia calçam igual”.
A tal filosofia tão comemorada e alardeada pode ter sido usada neste ano apenas e tão somente por conveniência... Era uma grande jogada de imagem criar um antagonismo com a equipe que havia causado um grande trauma entre os fãs da categoria, fazendo até com que alguns deles começassem a duvidar se F1 continuava ou não sendo esporte.
Então, com este passo, além de ganhar os campeonatos de construtores e pilotos, ganharam a simpatia da imprensa que agora elogia, mas não hesitarão em descer a mamona com estilingue na equipe por um motivo qualquer.
Mas... E no futuro? E se precisarem fazer o tal jogo para garantir novas vitórias? Porque uma coisa é chegar ao topo, outra é se manter, o que é bem mais difícil.
E fechamos então com a ultima parte da letra que diz da possível legião de fãs que a equipe arregimentou com tais atitudes e conquistas:
“No céu azul, azul fumaça uma nova raça, uma geração em busca, nem o bem nem o mal”.
E claro, não esquecendo dos fãs que agora aparecerão por todos os lugares consolidando a marca como equipe de F1 verdadeiramente e não apenas como outdoors ultra-rápidos.
O que resta saber é até quando dura tanto a postura da equipe quanto o apreço dos jornalistas e fãs...
“No céu azul, azul fumaça uma nova raça, o próprio passo é a razão”.

Mas pô... Dediquei espaço e um texto analisando uma canção para falar da Red Bull e não vou falar nada sobre a antagonista Ferrari?
Para eles também uma canção dos Novos Baianos: “Pluft, pluft, pluft é ferro na boneca é no gogó, neném...”.

16 de nov de 2010

Ava(ca)liações Abumdabeanas (Chupa Alonso)

-Há muito tempo não tinhamos um pódio assim...
-Com três campeões?
-Não... Só com gente simpática. Chupa Alonso!

Vettel: -Me dá a faixa de campeão...
Button: -Calma, tá pensando que isto aqui é posse de presidente.

Horner: -Ganhamos! Ganhamos dele...
Vettel: -Do Alonso?
Horner: -Não... Do Webber mesmo.


Alonso: -Perder não é nada... Pior é aguentar o Groo gritando "chupa".


Alonso: -Puerra Petrov, tu non ouviste lá ordem del boxe?
Petrov: -Nem lhe falov nada, esta me confundindo com Felipe Passa?

Petrov: Eu posso não ter emprego garantido, mas ele não vai ter o título deste ano também...


Petrov não respondeu, mas el Rey de España deu o recado para Alonso.


Felipe Massa e a sensação de deve cumprido. Não atrapalhou ninguém na briga contra Alonso.


Liuzzi: -E quem disse que sua volta pra F1 não foi boa né?
Schumacher: -Pois é, acabei decidindo o título de uma forma ou de outra...


Para o Webber, que tentou se vingar da equipe. Quando Alonso espalhava e saia da pista ele até freava. E não foi uma vez só viu...


E a festa foi tanta que este senhor saiu de fininho com a taça e sumiu. Até agora ninguém sabe quem ele é...

14 de nov de 2010

Abumdabe: Chuuuuuupa Alonso! Chuupa Mural de Brusque.

Corrida muito chata, chata demais, chata por extenso, chata para caraí...
O circuito é um imenso travesti. Bonito de se ver, mas completamente falso. Genérico.
Ou como disseram alguns, um grande estacionamento do hotel.
A grande sacada da corrida é começar com luz do sol e terminar a noite o que nos traz a mente a seguinte pergunta: e daí? A seqüência final de curvas vai deixando o carro cada vez mais lento até apontar na reta de largada e poder voltar acelerar. É um horror...

A corrida começa morna, morna...
Uma largada conservadora e muito limpa só teve sua graça pela pancada de Schumacher e Liuzzi. Os dois saem dando risada da própria obra.
E ainda trouxe um incipiente carro de segurança à pista que nada acrescentou.A tensão, que é o que substitui a emoção em corridas chatas, só apareceu após os pits, com Alonso caindo lá para trás. Neste momento Vettel era o campeão.
E o Webber? Webber parecia torcer pelo Alonso, fazendo a equipe pagar pelo que não quis fazer.
E Alonso ficava atrás de Petrov onde ficaria até o fim da corrida.
Se não consegue passar o Petrov, quer ser campeão como?

E segue a chatice com as curvinhas, curvinhas, freadas e curvões.
Apenas Kobayashi faz seu papel e ultrapassa quem estiver pelo caminho. Encontra páreo duro em Kubica. São dois grandes desta temporada.

Como disse em outro parágrafo quando não tem emoção nas corridas o que pode se almejar é apenas tensão, e nesta só tivemos a tal tensão porque é a finalissíma, não fosse isto e teríamos dormido tranquilamente apesar de ser quase meio dia.

O banho-maria seguia seu cozimento lento do titulo de Alonso, travado atrás do russo e comboiado pelo apático canguru, que claramente desencanou de ser campeão e começou a apenas torcer pelo companheiro de manager. Ambos são pilotos Briatore com tudo que isto possa englobar e representar. Em minha modesta opinião Webber deixou de brigar pelo título para ser candidato a demissão. Má vontade também tem limite.
No fim Vitória fácil de Vettel com Alonso apenas em sétimo.
Apesar de reconhecer que o asturiano é o melhor piloto da atualidade, que é em gênio e temperamento o mais próximo do que foi Senna, mas...
Vettel Campeão com vitória e com justiça sem ordens de equipe.
Foi a vitória do Dono do céu sobre o Diabo, diriam alguns.

E passou o Vettel: -Chupa Alonso! Chupa de Brusque.
E passou o Hamilton: -Chupa Alonso! Chupa de Brusque.
E passou o Button: -Chupa Alonso! Chupa de Brusque.
E passou o Rosberg: -Hoje vocês chupam, Alonso e Brusque!
E passou Kubica: -Chuponski Alonso & Brusque.
E passa Petrov: -Chupovski Brusque e Alonso vai reclamovski com o rei de Espanha.
E finalmente passa o Alonso abraçado ao de Brusque, xingando o russo que nada mais fez que correr. Que feio...
Ô ano bom este na F1.... Que pena que acabou.

13 de nov de 2010

A peleja do Diabo com o Dono do céu

A decisão em Abumdabe gerou algo inédito na F1: maniqueísmo.
Nunca se pensou na categoria como algo que pudesse ser dividida entre bem e mal.
Uns mais, outros menos, mas o que sempre se disse era que na categoria nunca houve santo. Eram todos capetas.

Agora, com a intenção da Red Bull de não usar do expediente ferrarista de inverter a ordem dos pilotos a partir de ordens vindas dos boxes pode se criar este clima de bem contra o mal. Com, pela primeira vez, a definição total de quem é o bem...
Os capetas da Ferrari, que tiram vitórias de um de seus pilotos para agraciar outros contra a os santos da Red Bull que deixam em aberto a briga na pista para que um de seus pilotos seja – ou não – campeão.

Mas e se perderem?
Se perderem não acontece nada, a imagem será ainda mais forte.
“-Perdemos porque não fomos safados.” alegarão os touros vermelhos e garantirão uma parcela enorme de simpatia de quem nunca engoliu os métodos Ferrari, que no fundo podiam ser de qualquer outra equipe.
O importante, do ponto de vista santificado da Red Bull, é a lisura do processo.

Realmente inédito nestes termos.
Em um meio onde ganhar a qualquer custo parece ser o mais comum, encarar uma derrota como parte do processo será a canonização sem sequer passar pela beatificação antes.
Se ganharem podem ser chamados de São Red Bull, e ter aquela estampa comum de santo romano: sofredor.

Já sabendo disto, Lewis Hamilton de joelhos para a frente do motorhome da equipe das latinhas de energético.
Alguns juram que o ouviram fazer um pedido para ser campeão mundial e prometer que se acontecesse, usaria para o resto de sua carreira uma camisa da santa equipe por baixo de seu macacão da mclata.
Outros, mais maledicentes, juram que ouviram uma voz, vinda de uma janela qualquer do motorhome e afetando aquela gravidade que se imagina haja na voz de um santo que disse: “-Podemos até fazer o bem, mas milagres, nem fodendo....”.





E já está no ar a edição número 99 da Rádio Onboard tratando do GP do Brasil de F1. Fábio Campos, Felipe Maciel e eu em um papo divertido aqui neste link: GP do Brasil!

E neste sábado as 8 da noite o pré-race da grande decisão em Abumdabe na Rob ai Vivo.
neste link aqui => Pré race de Abumdabe.

12 de nov de 2010

Cenas que gostariamos de ver neste fim de semana

No padock da Red Bull -Eu ajudarei Webber a ser campeão, sei do esforço que ele teve para chegar até aqui, pelas desconfianças da qual foi objeto e tenho consciência do quanto ele merece este título. E também que talvez esta seja sua última chance...
O silêncio dos repórteres é enorme, só não é maior que o espanto.
-Ráaaaaa! Gluglu, yeah yeah... Pegadinha, pegadinha do malandro!

No motorhome da Ferrari. -Eu sei que nunca prometi nada além de meu esforço. Não disse que ia ser campeão nem quando tinha chances reais e acabei perdendo por um ponto. Mas mesmo assim queria pedir desculpas ao público brasileiro e principalmente aos meus fãs. Sei que andei decepcionando e por isto mesmo gostaria de dizer que a partir de 2011 tudo será diferente... Eu vou dirigir táxi em algum ponto da Praça da Sé.

Na coletiva de Mark Webber. -Eu estou sozinho, a equipe não me apóia! Apenas um engenheiro e dois mecânicos estão comigo e nem sei se estes dois são suficientes para trocar os pneus no pitstop obrigatório... Aliás, eu nem sei por que to dizendo isto aqui, não tem nem repórter para ouvir o que estou dizendo. Estão todos na entrevista do Vettel...

Após a corrida, na área de cumprimentos. (sobre idéia original de Marcio Kohara do Col de Turini)
Webber ganha o título com jogo de equipe e Alonso chega em terceiro.
Webber desce do carro e cumprimenta Vettel quando Alonso passa:
Dizem os dois: -Chupa Alonso!
Passa o Hamilton: -Sucks fucking Alonso!
Passa o Kubica: -Chuponsk Alonso!
Passa o Hulke: -Chupa Alonso!
Passa o Button: -Sucks Alonso!
Passa o Kobayashi: -Chupa Aronso!
Passa o Petrov: -Chupovisk Alonso!
Passa o Schumacher: -Chupa Alonso! (sete vezes)
Passa o Rosberg: -Chupo, Alonso.
Massa não pode passar, mas diz: -Chupa Alonso!
E todos esperam que passe o Rubinho, mas este, infelizmente, não passa ninguém...

10 de nov de 2010

E falha a última cartada de Webber

Ainda no autódromo de Interlagos se dá a seguinte conversa...
-Horner, Horner!
-Diz Mark! Feliz pelo título de construtores?
-Claro, claro... Muito. Afinal eu contribuí, não?
-Errrrr, foi, foi... Claro, você e o nosso Vettel né?
-Nosso?
-Bem, diga o que quer...
-Eu quero saber se já podemos decidir quem tem a prioridade da vitória em Abhu Dhabi.
-Bem... Não... Temos hipóteses em aberto, não vai dar... Desculpe.
-Que hipóteses? Se eu ganhar sou campeão...
-Desde que Alonso não seja segundo...
-Mas não dá para por o Vettel lá?
-Até dá... Mas se ele estiver em segundo e o Alonso cair para quinto ou sexto? Você daria sua posição para ele ser campeão?
-Não, oras... Se eu estiver em primeiro e o Alonso não estiver em segundo eu sou campeão, porque daria passagem para o Vettel?
-E por que ele daria passagem a você caso o Alonso estivesse em terceiro? Ele pode dar passagem e na volta seguinte o Alonso cai para sexto. E ai?
-Mas Horner... Esta é uma conjectura muito grande... Uma conjunção de fatores muito grandes para...
-São conjecturas, assim como as suas, logo, são plausíveis ou não... Entende?
-Bem, acho difícil que eu ou o Vettel não estejamos na frente em Yas Marina...
-Sim, pode ser... Mas pode não ser... Pode ter o Alonso na frente, o Lewis... Tantas possibilidades...
-Mas com o carro que temos?
-Olha Mark, como se diz na terra do Alonso: yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay...
Horner sai andando e comemorando o titulo de construtores, deixando para trás um atônito e realmente furibundo Mark Webber

À noite em uma boate qualquer...
-Horner, Horner...
-Oi Mark, curtindo a festa? Amanhã cedo embarcamos para Abhu Dhabi
-Não, não to curtindo não... E tem mais, eu tenho umas coisinhas, uma carta na manga... Se não me derem a preferência em Yas Marina e colocarem o Vettel na frente do Alonso estas coisinhas vão para a imprensa...
-E o que você tem? – quis saber um desconfiado Christian Horner.
Webber lhe dá um envelope e diz que aquilo é apenas uma cópia.
Na segunda pela manhã Horner e o alto escalão da equipe reúnem a imprensa e declara que a luta ainda está aberta, que vença o melhor e os jornalistas subentendem que isto quer dizer: mesmo que o melhor seja piloto da Ferrari.

Curiosamente, eu que não sou da imprensa nem nada recebi esta foto ai embaixo...

9 de nov de 2010

Ava(ca)liações brasileiras

E para começar, um assunto que fica meio chato para o país e tal...
Brawn: -É verdade que tentaram de assaltar?
Button: -Sim, mas um dos ladrões me reconheceu e disse: "-Vam´bora, é só o Button..."

A imagem mais linda do fim de semana todo!

-Dedico esta vitória ao título que o Alonso vai ganhar em Abumdabe...

Webber dando adeus ao título, que ao que parece, será vermelho...

-Yo dedico este título a mis amgos de la Red Bull, salúdo! Venham todos a minha festa em Abhu Dhabi.

As grid girls homenagearam e imitaram Nico Hüllenberg. Homenagearam na roupa e imitaram na corrida. Foram vistas na largada e depois sumiram...

Vettel: -Quero ver ele ganhar o título agora...
Horner: -O Alonso?
Vettel: -Não... Webber mesmo...
ou
Webber: -Agora cês vão decidir quem é a prioridade da equipe?
Horner: -Depois de Abhu Dhabi eu decido...

-Filho, tapa os ouvidos que depois da corrida o papai vai vir com um monte de desculpa esfarrapada...

-Ahá, uhú! Aqui é Red Bull, a gente é burro mesmo e vamos toma no c*!

-Seguinte... Eu vou por um dinheiro na Lotus, então o senhor pegue seus motores e enfie no...

Este negócio de boi tá errado, tinha que ser a cabeça de um burro... Não por culpa do Webber, claro.

Pelo que fizeram e pelos carros que tem, melhor seria se ficassem na arquibancada mesmo, com bandeirinha e no lugar do isotonico uma cerveja.

Alias, olha o carro de um deles ai... Escolha qual.