31 de mai de 2011

Ava(ca)liações monegascas - Mas quem avacalhou mesmo foi o Hamilton

Estas ava(ca)liações são um oferecimento de: Batedeiras Lewis Hamilton, só ela bate em qualquer lugar...

E olha que nem sabiamos que ela assistia as corridas do Hamilton...


F1 é assim: equipes fazem carros, pilotos vão à pista, o Lewis bate, uns fazem coisas maravilhosas, outros nem tanto, o Lewis bate, trocam pneus, o Lewis bate, tem as ultrapassagens, o Lewis bate, e no fim ganha o Vettel...


Contra o carro, contra a desconfiança, contra a minha torcida e até contra o Hamilton. Bela prova.


Belo terceiro lugar, poupa pneu como poucos, pena que ninguém liga... Nem a FIA, como notamos na bandeira vermelha.


Button: -Equipe, por favor: onde está o Lewis?
Rádio: -Siga o rastro de destruição que você o acha...


Principe: -Meus parabéns!
Vettel: -Foi uma vitória incrivel, obrigado...
Principe: -Não tô falando da vitória e sim de ter escapado do Hamilton...


-Corram! Lewis Hamilton vem vindo ai...


Lewis Hamilton was here

and Hamilton was here...
and was here too...

and was here

and here...

29 de mai de 2011

GP de Mônaco - what can you lose? Beat on the brat...

Mônaco é espetacular...
Não só pela paisagem, a mais linda de todas do campeonato, mas também pelas corridas que abriga. Nunca é uma corrida normal por lá... Seja pela emoção ou pela sua substituta natural: a tensão.
Às vezes tem tédio também, mas é melhor o tédio monegasco que qualquer outro... Vide Valencia... Corrida em Mônaco é especial. Tanto que há reais chances de um carro mais lento ganhar a prova.
Óbvio que são circunstâncias especiais de acidentes e incidentes, mas há. E em maior probabilidade do que em qualquer outra pista do calendário.
A falta de áreas de escape e a total insensatez de por carros que vão a fácil a 300 km/h em ruas que suportam no máximo 60, 80 garantem.

A prova deste ano então, ajudou a quebrar algumas idéias pré-concebidas e que há muito valiam como lei.

Se em Mônaco não se ultrapassa, alguém esqueceu de avisar ao Schumacher e a alguns outros que o fizeram até na Lowes, antiga Gare e atual Noveu Cassino...
Até o Rubinho passou, mas não vamos contar. Afinal ele passou o Schumacher que na volta seguinte foi aos Boxes.
Até o destino zoa o 1B.

Sepultou também o mito de que largar na pole é garantia de vitória.
Vettel, o vencedor da prova, suou para segurar nas ultimas voltas válidas Fernando Alonso – com o pior carro entre os ponteiros - e Button, notório poupador de pneus.

Por outro lado, quem esperava que Lewis Hamilton fizesse uma prova inesquecível vindo de trás não se enganou...
O campeão de punição do fim de semana – punido com perda de lugares na largada e depois com um “dirija dentro” por causar um acidente com Massa – matou a saudade dos fãs de David Coulthard, batendo em quem via pela frente.
Reza a lenda que depois da prova ainda bateu no príncipe Albert.
Não é exagero nenhum dizer que em todas as partes da pista houve emoção, e também uma batida do Hamilton... Inesquecível!

A bandeira vermelha que sucedeu ao acidente de Vitaly Petrov encerrou prematuramente as disputas, não a corrida. Tirou as reais chances de Button de ultrapassar Alonso e Vettel que estavam com os pneus no “arame”, porém contar com isto é um exercício de suposição ao qual eu mesmo não contaria tamanha a tensão da prova naquele minuto...
E só pra constar, Hamilton não foi o responsável pela bandeira vermelha, mas que estava lá perto, ah estava...

E a musica do GP é para aquele piloto que fez auto escola em parque de diversão, no carrinho de batidas: Lewis Hamilton vai ouvir Beat on the brat, já que bateu em pirralhos, velhos, principes e depois saiu falando que sua punição foi racismo... Vai se catar ô Patatá...

27 de mai de 2011

F1 brasileiro?


-Alô?
-Alo... Rubens?
-Sou eu... Quem fala?
-Como assim quem fala? Sou eu o Felipe.
-Ah! Oi Massa... Como vai a vida de segundão ai na Ferrari?
-Da mesma forma que era na sua época... Você deve se lembrar bem...
-É... Mas na minha época eu pelo menos tinha um carro... Nem isto você tem.
-E de que adiantava ter carro?

-Bom... Vamos parar com isto... Diga lá Felipe, o que manda?
-Liguei também para dar os parabéns.
-Hum... Obrigado, mas cê tá atrasado.
-Não reclama... Estou apenas sendo coerente.
-E qual foi o outro motivo?
-Eu queria conversar com você sobre uma idéia que tive: uma equipe de F1 própria.
-Tá falando sério?
-Tô sim... Vai vendo... Emerson e Wilsinho não tiveram a deles?
-A Copersucar, né? Realmente...
-Então Rubens... Longe de querer comparar... Afinal o Emerson foi o cara que meteu o pé na porta da F1 para os brasileiros, ainda é respeitado... Mas eu pensei em fazer uma equipe menorzinha, sem tanto alarde...
-Sem alarde? Se montarmos uma equipe de F1 com DNA brasileiro não tem como não fazer alarde... Ainda mais no Brasil, onde tudo que a gente – eu e você – faz vira noticia e piada.

-Então... Até por isto eu queria criar uma equipe que no começo não chamasse muito a atenção, sem a obrigação de um dia ser grande ou já sair marcando pontos logo de cara.
-E acha que isto é possível Felipe?
-É sim... Basta a gente diminuir as expectativas, entende?
-Como assim?
-Veja bem... Projeto novo, orçamento um tanto restrito, uso de tecnologia nacional, pilotos iniciantes – promessas ou não – saca?
-Você não iria pilotar então?
-Não, eu não... Tô cansado, minhas corridas na Ferrari mostram que estou de saco cheio.
-Bom... Eu toparia, mas não sou mais um iniciante, embora – você sabe – tenho o ânimo de um...
-Sei, sei... Embora a velocidade...
-Como?
-Nada, nada... Mas eu sinceramente não pensei em você pra pilotar não...
-Não?
-Não...
-Então é pra emprestar minha credibilidade para a empreitada?
-Não, não... Também não...
-Pra que então?
-Pra dar o nome... Sente só: Barrichello´s racing team!
-Olha… Eu fiquei lisonjeado, mas se não é pra emprestar credibilidade, porque meu nome?
-Ora Rubens... Quer melhor forma de baixar as expectativas?

25 de mai de 2011

Geleca

-Cê tem certeza que sabe o que tá fazendo?
-Sei! Sei... Sei?
-Sabe ou não sabe?
-Sei... Se não soubesse, cê acha que eu ia mexer com isto?
-Acho.
-Que isto...
-Lembra do sifão da pia?
-Eu lembro! Quem não lembra é você que nem estava lá.
-Estar eu não estava, mas acho que em nosso circulo de amigos não tem quem não conheça esta história...
-Foi aumentada, foi muito mexida... Quem fez isto com a história não viu nada!
-Foi a tua esposa...
-É? Foi ela?
-Foi...
-Deixa isto pra lá... Deixa eu arrumar aqui o que tá funcionando mal.
-Tá certo... Quer ajuda?
-Não precisa... Pode ficar ai de boa, só conversando mesmo...
-Tá bom... Que merda é esta aqui neste potinho?
-Deixa eu ver... É geléca.
-O que?
-Geléca... Um brinquedo estúpido que os moleques ganharam na escola... Abre ai o potinho e olha.
-Hum... Que coisa nojenta!
-É... Me dá ai este pacote com as borrachinhas de vedação de torneira...
-Tó...
-Pô... O parafuso aqui da torneira da pia é de plástico, não to conseguindo abrir sem machucar toda a peça.
-Hum...
-Vou tentar abrir a torneira do registro do chuveiro... Bem... Este não é de plástico, mas... Que droga!
-Que foi?
-A borrachinha de vedação é diferente... Tem um furo no meio e esta que comprei tem um pino.
-Hum...
-Melhor eu deixar isto e ir trocar o conector de fios do chuveiro... Pega uma cadeira ai pra mim...
-Hum...
-Que cê tá fazendo? Vai limpar este nariz!
-Não é o que cê ta pensando não... É geléca. – e sorri amarelo.
-Que nojo... Dá a cadeira ai. (...) Brigado. – e sobe – Vixe! O conector de plástico tá todo derretido. Logo, logo ia dar um curto circuito.
-É... Mas você não acha que é melhor desligar as chaves gerais de energia antes de mexer ai?
-É! É... É?
-Claro pó! Vai mexer em fio de 110 v sem desligar? Vai tomar um puta choque!
-De cento e dez não...
-Ah não?
-Não... São 220 v. Mas é melhor desligar mesmo... Desliga lá, por favor...
-Tá... Posso levar a geléca?
-Vai logo... E joga esta coisa fora...
As luzes se apagam.
-Então, eu desci da cadeira, to aqui arrumando a torneira da pia... Mas tá muito difícil abrir este parafuso... Vou desistir...
-Tá...
-Aqui no registro do chuveiro... A borrachinha é diferente. Tem um pino. Vai dar não.
-E se você cortar o pino com um estilete e deixar o furinho?
-Olha... A idéia é boa... Vou fazer...
-Faz ai...
-E não é que deu certo?
-Viu? Mas, não era melhor você ter arrumado o lance do chuveiro primeiro?
-Ué? A ordem dos tratores não altera o viaduto!
-Ah não? E agora que a luz natural se foi, você vai fazer como para enxergar os parafusinhos do conector de fios?
-Ué... Eu acendo a luz... Ou não, né?
-Não né... Pra tua sorte meu celular também tem lanterna... Usa ai...
-Pronto... Liga as chaves lá...
-Tá... Abre o registro de água do banheiro ai...
As luzes acendem.
-Deu certo! Eu sou bom!
-Você né... Tá certo...
-Eu sim... Arrumei o chuveiro e sua torneira e ainda, de quebra a torneira da pia parou de pingar! Que coisa... E eu nem consegui abrir o parafuso.
-Vai ver era porque ao invés de abrir, você tava fechando. Por isto estragou toda a peça.
-Pode ser... Pode ser... Mas o importante é que tá tudo arrumado.
-Hum...
-Hum? Putz... Eu não mandei você jogar esta porcaria fora?
-Mas eu joguei!
-Putz... Então nem vou perguntar que porcaria é esta ai no seu nariz...
-Hum?

24 de mai de 2011

Ava(ca)liações espanholas

E dando continuidade a moda dos uniformes de classificação a Mclata apresenta os modelos que serão usados em Mônaco. Descubra ai quem é o Button e quem é o Hamilton...


Vettel: -Pô, corri quase duas horas, aguentei pressão do Hamilton, aguentei desaforo do Alonso com aquela carroça na minha frente pra ganhar um brinde de banco? Eu quero um troféu!


Ok, ele foi segundo, beleza... Mas esta pose... Ai quando nego fala dele com o Sutil, que a briga na China e tal... Tem gente que acha ruim... Mas que esta pose significa, não tenha duvida!


Eu bem que procurei uma foto do Button sozinho no pódio, mas não tinha... Ninguém liga para ele...


Massa: -Hei, piloto... Me empresta esta coisa pra correr em Mônaco?
Piloto: -Não... Você não anda merecendo...


Hamilton: -Cara jura que era o Alonso na nossa frente?
Vettel: - Acho que era, não tenho certeza, devia ser retardatário.
Hamilton: -Não, não... No começo da corrida...
Vettel: -Ah... Era só ilusão...
Hamilton: -De ótica?
Vettel: -Não, da Ferrari mesmo...


Se fosse outro piloto eu diria que é um absurdo esta cena... Mas sendo quem é...


Um presentinho para o Alonso e a Ferrari enxergar os rivais mais de perto...

22 de mai de 2011

GP da Espanha: I was built for speed

Corridas na Espanha não primam pela emoção, muito pelo contrário, são quase sinônimos de chatice, de procissão... Este ano se esperava que tudo isto caísse por terra e que o DRS fizesse da prova espanhola algo animado, digerível e emocionante.
Se fosse pelos motivos errados que se danasse, afinal – capitulei – melhor ver ultrapassagem falsa que não ver nenhuma nunca...

E realmente vimos ultrapassagens, mas quase nenhuma fruto da traquitana que a FIA inventou...
Mas ao que então se devem as ultrapassagens? Ao pneu de farinha. Este sim o grande diferencial.

Então podemos dizer que a corrida foi emocionante?
Não, mas foi boa.
Boa porque foi tensa. Lembremos que em algumas provas neste mesmo circuito quem vencia era o sono. Hoje duvido que alguém tenha dormido.

Foi bom ver Alonso pular na frente já que com este carro que a Ferrari fez o espanhol safado não tem chance de vencer as Red Bulls ou as maclatas em condições normais.
Mas Alonso sabe que jogar para a torcida, fazer um bonito em casa é importante.
É uma forma de devolver o carinho do público que lotou o autódromo.
Publico este que, diga-se de passagem, ele formou.

-Mas Groo, você não gosta do Alonso, como assim foi bom vê-lo pular na frente?
Simples... Ser ultrapassado era questão de tempo e quando finalmente aconteceu a coisa degringolou... Tomou passão, tomou volta... E ver o Alonso se ferrando não tem mastercard que pague...

Dos brasileiros melhor falar pouco.
Massa segue seu calvário e 1B poupou pneus no Q1 para ter três novos para a corrida e poupou na corrida para ter seis em Mônaco...
Se não foi isto como explicar sua participação?
Pastor Maldonado, por mais contestado que seja fez sua parte... Foi até o Q3 e correu como pode.
Rubens perdeu grande chance de sair por cima quando ainda estava na Brawn, ganhando corridas (ainda que poucas). Agora é – ainda mais – motivo de chacota.

No fim da prova, a tensão ficou por conta do esperado ataque de Lewis Hamilton para cima de Sebastian Vettel.
O piloto da maclata tinha a sua disposição a traquitana móvel, o kers e ímpeto de ultrapassar que lhe é peculiar e que, por vezes, o leva a fazer besteira.
O alemãozinho só tinha o velho e bom acelerador.

Hamilton não ultrapassou mostrando mais uma vez que nada substitui o talento.
E o talento este ano está com Vettel, acima de asas, kers e pneus que se desfarelam...
Pode até ser chato, mas é justo. Viva Vettel...
A canção de hoje é mais para o Vettel: Built for Speed do Motorhead, que em seu refrão diz: “Eu nasci com a batida do martelo, eu fui feito para correr.”.


Alguém duvida?

20 de mai de 2011

Fábio Campos na Espanha, primeira parte

Ao desembarcar do trem em Barcelona Fábio Campos liga pela primeira vez para o QG das Organizações OnBoard.

-Alo? Quem tá falando?
-Você ligou pra onde?
-Eu liguei pro Ron...
-Então só pode ser o Ron... Quem tá falando?
-Ué... Quem mais liga pra OnBoard? É o Fábio!
-Andrade?
-Não...
-Seixas?
-Não... O Seixas não liga pra OnBoard... Ou liga?
-Vai saber... É o Fábio Santos então?
-Quem é Fábio Santos?
-Sei lá... Quem tá falando?
-Ron... É o seguinte: Estou em uma estação de trens em Barcelona e vou até o autódromo tentar pegar algumas declarações dos pilotos...
-Ah é... Cê tá em uma estação de trens? Que legal... Mas me diz: por que este barulho estranho?
-É que meu celular travou no viva voz... Por isto cê deve estar ouvindo este eco.
-Quer dizer que está no viva voz? Todo mundo pode ouvir o que você está ouvindo?
-É... Isto mesmo... Depois eu vou ver o que aconteceu e arrumo... Mas eu tava dizendo...
- Tem muita gente ai a sua volta? - interrompe Ron quase sussurrando
-Fala Ron... Tem sim, mas por que está falando tão baixo?
-Fábio! – agora gritando – Diz agora que não gosta do Alonso!
-Ron, pára... Tem gente ouvindo estas mentiras...
-Ah! Agora é mentira? Diz ai se tiver coragem que ele só está na Ferrari porque o Santander paga! Diz....

Fábio começa a perceber que várias pessoas o olhavam e não era amistosamente...
-Pára Ron... Tem gente me olhando feio já...
-Então fala ai agora que o Massa só não dá um coro nele porque a Ferrari não deixa!
-Pára Ron... Cê ta me envergonhando...
-Vai Fábio, diz que ficou puto quando os espanhóis estavam mandando os brasileiros de volta...
-Ron... É sério... Tem gente me olhando feio.... Pára! – e falando para alguém – Uno momentito, por favor...
-Vai Fábio... Diz agora que odeia paella, diz que parece um “restão da janta”, vai...

(tu tu tu tu tu tu tu)

-Pô! Desligou?
-Quem era Ron? – pergunta Felipe Maciel que acaba de chegar.
-Não sei... Disse que era o Fábio.
-Que Fábio?
-Sei lá... Fábio Simplicio... Vai saber!


continua

19 de mai de 2011

Fábio Campos na Europa - exclusivo! parte 3

A Piazza San Pietro está tomada de fiéis de todas as partes da Itália e do mundo..
Joseph Alois Ratzinger, também conhecido como Papa Bento XVI faria sua tradicional aparição para o Ângelus, sua benção dominical. Fábio, como todo bom mineiro, é católico e acompanha a movimentação do santo padre contrito esperando que as palavras de fé do chefe dos católicos iluminem sua estada em terras do velho mundo.

(Já traduzido)
-Filhos! – diz o papa – Neste domingo em que nos reunimos para celebrar mais um dia de nossas vidas nesta terra, gostaria de dizer... – e fica mudo esfregando as mãos nos olhos como se quisesse limpa-los para enxergar melhor.
O povo da praça se pergunta o que acontece com o Papa e procura entre eles o que estaria vendo Bento XVI?

-Gostaria de pedir a Guarda Suíça Pontifícia que trouxesse aquele rapaz de camisa azul até mim... – sussurra o Papa para um de seus ajudantes.
-Qual deles? – pergunta o ajudante.
-Como qual? Fábio Campos, das organizações OnBoard! Oras!

Fábio é pego de surpresa, assim como toda a gente presente à praça, quando o Papa se recolhe sem proferir a tradicional benção.
Já dentro da Capela Sistina, Ratzinger aguarda a chegada de Fábio com certa impaciência, ao avistá-lo já vai logo soltando o verbo em português mesmo.

-Vocês desta organização não tem nenhum respeito.
-Mas Vossa Santidade... Não ponha a culpa em todos pelo que apenas um falou... Foi o Ron Groo que chamou Vossa Santidade de “tanga frouxa”.
-Eu me lembro Fábio, eu me lembro... Quando atrapalhei a transmissão de uma corrida de F1 com uma missa no Brasil, não foi?
-Foi... E eu aproveito para pedir desculpas.
-Desculpas aceitas, mas eu não estava falando deste episódio...
-Não?
-Não... Estou falando de o Ron Groo ficar falando que o Nico é... É... Digamos... Delicado.
-E o senhor torce pelo Nico? – pergunta Fábio surpreso.
-Sim... Para ele e para a Mercedes, sempre... Pro Schumacher agora nem tanto...
-Fiquei surpreso agora...
-Não sei por que, esqueceu que antes de ser Papa eu sou alemão? Eu sou louco pra ver a Mercedes dar um passeio naqueles mafiosos de vermelho. Não perdôo o Schumacher por ter pilotado para aqueles safados...
-Eu vou falar para o Groo que o senhor disse isto...
-Por favor. Diga a ele parar de pegar no pé da menina... Digo... Do menino e ir cornetar só a equipe dele. E tanga-frouxa é a pqp!
Fábio se despede do Santo Padre e se encaminha para a estação de trens para embarcar para a Espanha...
Continua

17 de mai de 2011

Fábio Campos na Europa - exclusivo! parte 2

Depois de deixar o Palazzo di Chigi, Fábio Campos seguia em direção ao centro de Roma, duas limusines pretas cercaram o carro em que viajava. Delas saltam seis italianos de dois metros de altura, ternos pretos, óculos escuros e um volume suspeito na cintura.
Sorrindo convencem – afavelmente – o nobre embaixador OnBoard a acompanhá-los até Maranello: “-A viagem foi tranquila, só não entendi para que o capuz e porque fui no porta malas...”. -Fábio Campos, io presumo!
-Sou eu sim, senhor Montezemolo.
-Me chame apenas de Luca, si? Quero que leve dois recados meus ao seus colegas de trabalho... Capische?
-Sim, sim... Pode falar.
-Quero que agradeça ao Felipe Maciel pela torcida pela nossa modesta Scuderia e nostro bambini Fernando...
-Falando em Maciel... – interrompe Fábio – ele pediu pra eu dar um recado se o encontrasse, mas como eu não tinha certeza...
-Ma che? Um recado para mim? Que quer nostro fã?
-Ele disse... Não, melhor mostrar a camiseta que ele deu pra eu usar no dia da corrida em Barcelona. – e pega a camiseta na bolsa, onde se lê: “Lucão, contrata o Koba!”.
-Quem é “Lucão”? E por que contratar il japonês? Ele non gosta do Massa?
-Com todo o respeito. “Lucão” é o senhor... E ele gosta do Massa, eu penso que ele não goste é do Alonso...
Montezemolo fecha o semblante assustando até os seguranças que acompanharam Fábio Campos até ali...

-Então... O outro recado que queria mandar é para o Ron Groo...
-Pode falar.
-Avisa quello farabuto que il mare Adriático é frio... E profundo.
Dizendo isto se retira.

Fábio volta a ser encapuzado e perde a consciência.
Quando a retoma está em frente à Piazza San Pietro, onde aproveitará para ver o Papa, porque segundo o ditado: “quem vai a Roma e não vê o Papa, não foi a Roma.”.

Continua

16 de mai de 2011

Fábio Campos na Europa - exclusivo!

Ainda dentro do Onboard One, o avião das Organizações OnBoard, Fábio Campos é informado que antes de ir para a Espanha - seu destino inicial - terá de fazer uma parada em Roma.
Sua presença foi solicitada por dois chefes de estado na capital italiana:
Silvio Berlusconi, primeiro ministro e fanfarrão-mor italiano e Luca Di Montezemolo, chefão da Ferrari, quase tão importante quando a própria Itália. “-Uai! Tenho que falar com os dois? Vai dar tempo não... Tenho só duas semanas, sô!” – reclama Fábio.

Ao desembarcar em Roma a reação de Campos é interessante. Compara a Fontana de Trevi com a Praça Ramos de Azevedo, em São Paulo. Antes de seguir para o encontro com Berlusconi, passou pela região da Cinecittá para se refazer da comida do avião.

No restaurante Il romano felice, Fábio pede duas pizzas mezzo mozzarella, mezzo calabreza: “-Já comi melhores em São Paulo...” – teria dito ele ao pizzaiolo, que não entendia português e por isto mesmo sorriu em agradecimento.

Ao chegar à sede do governo, o Palazzo di Chigi, Fábio é recebido pessoalmente por Silvio Berlusconi. Entre outras coisas, o primeiro ministro pediu a Fábio para que converse com Ron Groo para que deixe de chamar a Scuderia Ferrari de casa de mafiosos. De volta ouviu do nobre representante onboard que Ron nunca chamou o time de “casa de mafiosos” e sim de “equipe de safados”.
Berlusconi confidencia para Fábio Campos que na verdade não se importa com o que se fala da Ferrari, ele se preocupa mesmo é com o Milan e adverte: “-Se for falare com il Montezemolo, não de muita importância ao que ele diz. É una bruta bestia!”.Ao sair Fábio tem a impressão de que ouviu Berlusconi dizer que o preferia (Fábio) ao Alexandre Pato como genro.

Fora do Pallazo di Chigi, o representante das Organizações OnBoard checa o bolso para ter certeza de que sua carteira ainda está lá.
Não estava.
Continua

12 de mai de 2011

We´ll make great pets

Em 1993 Perry Farrel - então ex vocalista do Jane´s Addction - resolveu montar uma banda para se divertir.
Criou então o: Porno For Pyros.
Lançou um disco genial com o mesmo nome da banda.
Nele discutiu sexualidade, fama, conflitos raciais, drogas e violência e criou uma pérola chamada Pets, uma canção movida por uma bateria de lata, acordes elegantes, um solo amalucado refrão grudento e uma letra genial que dizia que um dia a raça humana se tornaria grandes animais de estimação para uma civilização mais evoluída vinda de outro planeta.

Hoje, dezoito anos depois, temos a confirmação da idéia que a letra defende, mas ao invés de sermos animais de estimação de seres mais evoluídos, somos reféns de seres acéfalos que – o que mais me incomoda – são defendidos por quem deveria, no mínimo, nos dar a sensação de proteção.

No domingo à noite, em uma destas mesas redondas sobre futebol, como se fosse possível analisar um treco que a rigor tem apenas uma regra respeitada: a que manda ter uma bola. Já que o resto é passível de interpretação por parte dos árbitros.
E neste programa, era apresentado um vídeo onde um segurança do Metrô – SP pedia a uma usuária que tirasse a camiseta do time que estava vestindo – a saber: São Paulo – porque naquele horário jogariam Corinthians e Santos pela final do Paulixão 2011.

Segundo o âncora do programa, o jornalista sério (?) Flavio Prado, a menina é que estava errada, afinal, se ela lesse jornais saberia que estavam em campo as duas agremiações e nas ruas suas “importantes torcidas”.
“-É perigoso!” – dizia ele – “-E depois vai dizer que não foi avisada e que quando acontece algo é culpa do Estado que não dá segurança!” - completou passando a idéia de que se houvesse um ato de violência a culpa seria da menina, e não dos imbecis.

E o pior!
Brigava com o ex arbitro de futebol Jose Roberto Godoy que defendia (!) a idéia de que o segurança não deveria pedir para ela tirar a camisa, ferindo assim seu direito constitucional de ir, vir e se vestir como quiser, mas sim dar a devida segurança para que a menina fizesse a viagem nos trens do Metrô sem ser incomodada pelos bandidos travestidos de torcida que costumam habitar os estádios. Principalmente os paulistas...

Ora! Qual o tamanho da inversão de valores do sério (?) jornalista esportivo neste caso?
Quem são os bichos de zoológico?
Quem são os seres inteligentes?
Onde está o Estado nestas horas?
Quem é Perry Farrel?
We´ll make great pets!



11 de mai de 2011

10 de mai de 2011

Ava(ca)liações turcas - O greenpeace vai atacar nas corridas de F1

Pela quantidade de pedaço de pneu que fica dos lados da pista, logo logo o Greenpeace vai fazer ações para impedir as corridas, ou pedir reciclagem daquele lixo...



E a culpa é deste senhor, que pediu a Pirelli pra fazer pneus que durassem menos que um sonho bom...



Vettel não tem nada com isto e vence a terceira em quatro, chegando uma em segundo... E não tem asa móvel, pneu de farinha, kers, pelado na pista (lembra Rubens?) que em condições normais consiga parar o talento e a eficiência...
Resumindo: Chupa Alonso.

Torcedor: -Ei Webber! Bela corrida no dia das mães!
Webber: -Foi mesmo, e eu dedico o segundo lugar a mãe do Petrov, hehehehe

As Mclarens realmente chegaram... Uma na outra. E olha lá....

Dirigente: -Bela vitória Vettel...
Vettel: -Obrigado, senhor...
Dirigente: -Mas eu gostei mesmo foi do come que você deu no Alonso, Webber!
Webber: -Só fiz o que todo piloto deveria fazer, senhor...
Os três juntos: -Chupa Alonso!

-Por que só erram com o Felipe? Simples... Se erram comigo são todos demitidos...