29 de jun de 2011

1B´s Consultant excuses

Você tem problemas com atrasos em casa? No trabalho? Nos eventos e até nas diversões?
Pois seus problemas acabaram... Ou acabarão assim que ele, o boquirroto mor da F1 se aposentar.

Sim! Por que ele irá fundar a:
1B´S CONSULTANT EXCUSES!

A primeira empresa no mundo especializada em arrumar desculpas para os seus forfait.
Veja alguns exemplos do que a empresa pode fazer por você!

Na empresa: -O senhor está atrasado!
-Mas chefe, a culpa não foi minha, deu um problema no câmbio!
-Mas o senhor não tem carro!
-Do trem chefe, do trem...

Na faculdade: -Mas como? A senhora não sabe quem foi Nabucodonosor?
-Não é questão de não saber, é que eu sou apenas uma brasileirinha contra este mundão todo...

No seu casamento: Padre: -Rapaz, é a primeira vez que vejo um noivo atrasar...
Noivo: -Foi a chuva...
Padre: -Mas não choveu...
Noivo: -Foi o transito.
Padre: -Na manhã de domingo?
Noivo: -Tinha feira na avenida.
Padre: -E não dava pra desviar?
Noivo: -É que o motorista queria comer pastel...

Na Lua de mel: -O que aconteceu amor? Está nervoso?
-Não sei o que aconteceu... Eu soltei a embreagem, mas entrou o ponto morto...

Ou
-O que aconteceu amor?
-É que me preparei muito pro treino e não pra corrida...

Ou
-O que aconteceu amor?
-Falhou o kers...

N
o decorrer da sua vida sexual depois de casado:

-Amor... Eu tô avisando, quem não dá assistência abre concorrência... Já tem três meses que você não chega junto...
-A culpa é do buraco aérodinamico, meu bem...

Seja qual for o seu problema, a 1B´s Consultant excuses tem a desculpa ideal.

Trabalhe conosco!
Deixe nos coments sua situação embaraçosa e a desculpa consequente...

28 de jun de 2011

Ava(ca)liações européias: A corrida NãoValência...

Elas estão de volta... Depois de um GP histórico e de uma comemoração histérica por parte dos torcedores do Button, as ava(ca)liações estão de volta!
Mas avacalhar um GP como este da Europa é chover no molhado... A única coisa que ela promove são bocejos em profusão.


-Cara, ergue a cabeça... E poderia ter sido pior.
-Como?
-Imagina que você fosse o Rubinho e estivesse na Williams....
-Dios me livre.



Vergonha? Medo? Moda? Nada! É o único jeito que um piloto da Force India tem de aparecer...


Palmas para ele, foi o primeiro piloto da história da F1 a chegar em vigésimo quarto lugar... Só não é tão novidade porque vigésimo quarto também é o último e chegar em último ele faz sempre...


-Quem bom que não dirijo esta bomba...


-E graças a Deus, também não dirijo esta merda...

Vettel: -Tá tão fácil que a única coisa que muda é o tonto do segundo colocado, desta vez quem foi?
Alonso: -Errr... Fui yo!
Vettel: -Não disse...

26 de jun de 2011

GP da Europa - O tempo que resta a partir de agora

Um dia uma dupla de amigos foi fazer um safári fotográfico – para ser ecologicamente correto – e ficaram durante horas no meio do mato.
Até que um deles, ao aliviar a bexiga urinária acerta a cabeça de uma víbora das mais venenosas, que como um raio lhe dá o bote e morde o membro mijatório do urinador desavisado.

Se contorcendo entre dores lancinantes, pede ao amigo que corra ao médico do povoado mais próximo e lhe traga o doutor ou o soro ao menos.
O cara corre até o povoado e diante da negativa do médico, que por um motivo ou por outro não pode se locomover até lá pergunta: “-O que posso fazer doutor?”.
O médico então lhe dá o frasco com o soro e lhe diz: “-Aplica o soro, mas não vai adiantar nada se você não chupar o local que foi mordido e sugar o veneno...”.

O rapaz então volta até o local, afaga o amigo aplica o soro, mas lhe diz: “Amigo, cê vai morrer. O doutor disse que não tem jeito...”.
Um dia, um bando de desocupados ávidos por uma grana a mais resolve fazer um desfile de carros de F1 em Valência.
Então eles colocam mais de vinte carros em fila indiana em um cenário muito bonito, e nada acontece e a víbora peçonhenta da opinião publica mostra suas presas e ataca: “-Que merda de corrida!”.

Então um ou mais deste bando de desocupados ávidos por uma grana a mais, resolve consultar outro bando de xaropes e perguntam: “-O que podemos fazer doutores?”.
Os xaropes então dão à receita: “-Arruma dois pontos para a abertura da geringonça móvel e capricha nos pneus feitos de farinha que a emoção vai aparecer e calamos a tal opinião publica!”.

Os desocupados vão lá e fazem exatamente o que lhes foi sugerido, mas nada acontece: “Amigos, não tem jeito, melhor é deixar esta josta morrer...”.

Que merda de corrida...

Três coisas ficaram bem afirmadas:
1) - Vettel é tão Romário que vai transformando a concorrência em um bando de Túlios Maravilha... 2) - Sem erros da equipe - ou do Vettel - o máximo que pode acontecer é mudar o segundo colocado.
3) – É melhor o Jerry Lewis Hamilton voltar a bater em outros carros, se não ninguém o nota nas corridas ultimamente.
4) -Button voltou ao normal, como eu disse, outro Canadá nunca mais!
5) - As outras equipes têm suas melhoras de acordo com cada corrida, na anterior foi a Maclata, nesta a Ferrari, mas carro bom mesmo, só a Red Bull.
E a música da corrida Tempo pra gastar, dos Titãs que parece falar da situação de Sebastian Vettel: “-Tenho tempo de sobra pra esperar, o tempo que resta a partir de agora!”.
O título, definitivamente, é questão de tempo...


24 de jun de 2011

Em gomos, esperando o GP da Europa

Em Gomos está de volta, desta vez à espera do GP da Europa que será disputado (?) em Valência.
Disputado pode ou não ser força de expressão. Vamos às explicações: Será força de expressão se for igual a todos, absolutamente todos os GP´s disputados naquela beleza de pista.
Treco chato, embora de alta velocidade.
Um tilkódromo na acepção da palavra, feito para ser uma espécie de Mônaco ibérica, mas que – obviamente – deu com os burros na água. Literalmente.

Não será força de expressão se for igual aos GP´s desta temporada onde até o sempre monótono – mas sempre belo – grande premio de Mônaco foi eletrizante.
E, como é de seu feitio, a FIA quer garantir que a emoção apareça apresentando duas zonas de uso para a traquitana do DRS.
Se bem que o que vem realmente fazendo a diferença não é a picaretagem móvel, mas os pneus de farinha que tem nos brindado com a maior quantidade de pit stops de todos os tempos na F1.
Achou que eu ia dizer ultrapassagem, né?

E como é de seu feitio também, a FIA (Ferrari International Aid) vai mudar as regras da brincadeira com o jogo em andamento.
Lá se vão os difusores soprados e ai vem uma limitação no mapeamento dos motores.
Por quê?
Para assegurar o “equilíbrio” entre as forças. Papagaiada das fortes...
Querem evitar que a Red Bull ganhe o campeonato antes de Spa ou Monza.
Melhor seria se não tivessem permitido o tal difusor antes do inicio da temporada.
Permitiram, as outras copiaram – e muito mal – e agora vão proibir em nome do “equilíbrio”.
Mas o mais chato é que a Ferrari pode ser a maior beneficiaria da mudança, e não me espantaria se o pedido de revisão da permissão não tiver partido da máfia de Maranello.

Mas o mais chato mesmo, o que me irrita profundamente é ler que o boquirroto mor da F1 (quiçá do mundo!) já saiu falando que as mudanças podem ajudar a Williams.Daqui a pouco vai dizer que com esta mudança ele sente que agora vai! Que agora ele pode ser campeão... Afinal o Schumacher tá tão mal né?

Só pra lembrar: foram homologadas as mudanças para as próximas temporadas e entre elas a entrada dos motores 1.6 L Turbo com seis cilindros em V, o que na prática quer dizer duas coisas: 1) – A Ferrari poderá correr com os motores que equipam os Fiat Tempra brasileiros.
2) – Qualquer um vai poder montar um F1 usando os motores dos Fuscão Fafá...

23 de jun de 2011

Santos Futebol Clube.


Nascer, crescer e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter!

22 de jun de 2011

Pingos dos I´s

Tá bom... Tá bom...
A vitória de Button no GP do Canadá foi daquelas épicas, sensacionais mesmo, mas vamos por os pingos nos Is...
Não acontece todo dia, e nem vai acontecer na próxima corrida.
Provavelmente não acontecerá em cem anos, se cem anos durar a carreira do inglês boa gente.
Foi mosca branca.
Achar que ganhar o campeonato ainda é plenamente possível é um exercício de otimismo tão insano quanto os que, por anos afora, faz o boquirrotinho contra este mundão todo...

Aberto o campeonato até está, mas não por conta desta vitória que, mesmo com a performance over the top e blá, blá, blá...
Sejamos honestos e deixemos o deslumbramento barriqueliano de lado e aceitemos: Button venceu porque Vettel errou. ERROU!
Se por pressão ou não do inglês é outra história, porém se não tivesse errado, Jenson nem vice-líder da temporada era... O mesmo serve para Don Alonso das Astúrias, que declarou mais ou menos a mesma coisa, como costuma fazer mesmo...
Ano passado quando ninguém acreditava, disse que as possibilidades de sucesso no campeonato de pilotos eram de 50 por cento...
Nego riu...
Mas se não fossem dois pequenos detalhes – a ruindade da pista de Abundabe e um russo destemido – ele teria levado mesmo o caneco.
Aliás... Começo a achar que a Maclata fez besteira em deixar Alonso ir embora e segurar o Jerry Lewis Hamilton... Só não digo que tudo ai em cima não passa de falação e marketing dos caras porque a FIA resolveu mudar as regras com o jogo em andamento e vai proibir os escapes que fazem funcionar os difusores soprados, assoalhos mágicos e limitar o mapeamento dos motores, o que pode tirar um pouco da vantagem da Red Bull em relação às outras equipes, se não, quando percebessem o campeonato já teria ido para Viena...



20 de jun de 2011

Aprenda com o Germano, Hamilton...

Falar de F1 é o negócio que mais se faz aqui neste espaço, mas confesso que às vezes enche o saco...
Por mais que o campeonato esteja bom e que o maior problema enfrentado nos últimos tempos – a falta de ultrapassagens – tenha sido aparentemente resolvido com uma equação simples (coragem dos pilotos X eficiência dos pneus + genialidade na pista – defesa para o carro da frente + picaretagens da FIA = ultrapassagens) e qual o assunto que andou dominando discussões?
Declarações sobre ser discriminado por ser negro de Lewis Hamilton...

As atitudes, os auto elogios, a choradeira e a falastrice do rapaz é idêntica com o que fazem os cantores de rap com os quais divide o atual manager...
Só para lembrar: fazem rimas louvando a si próprios e sobre serem os fod*es, os poderosos, armam um monte de confusões em atitudes ridículas e quando são chamados às responsabilidades se saem com o manjadíssimo: “-É por que sou negro...”.
Besteiras, bullshit, como dizem em inglês...
Só falta o caboclo dizer que é inveja, já que ele veio do gueto e venceu...

Germano Mathias, grande sambista paulista disse um dia no programa Senhor Brasil do mestre Rolando Boldrin que preconceito racial não existe: “-Criolo (sic) que tem dinheiro, não tem (sofre) preconceito nenhum...” (minuto 4 min: 02s do vídeo).

Lewis poderia muito bem aprender sobre o assunto com o velho Germano na letra de “Negro Qualificado” onde a certa altura ele canta: -Quando ele passa na rua todos dizem: “Como vai o senhor? Boa noite seu doutor...”
Quem sabe se andasse com a lenda do samba ao invés destes zé manes que volta e meia aparecem no padock da maclata Hamilton não ficasse um pouco menos arrogante e deslumbrado com a própria obra, que por melhor que seja até agora, não é nada se tivermos em vista com quem ele anda se comparando...


O video tem o som baixo, mas vale muito a pena fazer um esforço para ouvir, tanto a história do preconceito quanto a canção Negro qualificado, sem contar a explendida versão para Mãe Preta, uma tocante canção sobre a época da escravidão no Brasil.
Aprende Hamilton, aprende o que é racismo e preconceito...

17 de jun de 2011

Curtas metragem

Entrou sorrateiramente, pé ante pé quase, quase imperceptível.
Parou. E colocando as costas em uma coluna, com o revolver em punho encenou a mais clichê das posições dos filmes de mocinhos e bandidos.
Queria aproveitar um momento de descuido, mas não teve paciência.
Ao saltar no meio dos mal feitores não matou apenas o personagem, assassinou também a bilheteria.
O sinal ficou verde, abriu.
Pos o carro em movimento trocando marchas e acelerando.
Pensou que algo estava errado já que o carro não deslanchava.
Subiu o viaduto a pulso e quando atingiu a parte mais alta do elevado um caminhão emparelhou.
O moleque que ocupava o banco do passageiro, provavelmente o ajudante colocou a cabeça para fora da janela e gritou: “-Solta o freio de mão, seu burro!”.
E olha que pela cara do moleque nem idade para dirigir tinha.
Ela: Viveu até os oitenta anos com saúde invejável. Comia alga.
Ele: Morreu aos trinta e cinco. Comia Olga
É que ela, que se chamava Helga descobriu.
E Olga?
Nunca mais foi vista.
No ultra-som era menino.
Nasceu e era menina.
Cresceu na duvida.
Hoje sabe que é mulher, foi sua namorada quem a convenceu.
A musica sempre fez parte de sua vida. Toda ela tocara trombone.
Até casou com uma musicista.
É verdade que depois de alguns anos de casados começaram a não se dar muito bem
Ao morrer deixou em testamento que tocassem em seu velório “When the saints go marching in”, mas com ressalvas:
“-Oboé não, oboé não é instrumento musical e sim de tortura.”.
Sua esposa não compareceu ao funeral.
Desde criança adorava animais.
Estudou zoologia, também se formou biólogo.
Prestou concurso para trabalhar no Zoológico Nacional.
Aprovado em segundo lugar, nunca foi chamado.
Hoje é bicheiro na Lapa.

16 de jun de 2011

Felipe Massa

Dizer que não valia nada é diminuir o momento, porque ainda que fosse uma briga pela décima primeira posição, a famosa posição dos bobos, teria valido muito....
O momento de Felipe Massa não é dos melhores, na verdade penso que é seu pior momento na carreira.
Pior até que os anos iniciais na Sauber, antes de – segundo dizem – ser demitido e ir ser pilotos de testes na Ferrari.

O retorno após o acidente com a mola, a dominação do time por Fernando Alonso e seus próprios maus resultados foram minando sua credibilidade com a “torcida brasileira” e receber comentários pouco elogiosos por parte de sua chefia.

Porém, mesmo que pareça o contrário, não minava a vontade de trabalhar do piloto.
Ao menos é o que líamos em suas entrevistas em diversos veículos.
Muitos – eu incluso – não acreditaram e pensaram se tratar de falação pura e simples, como faz o outro piloto, mas o conturbado GP do Canadá mostrou que não era.

Sua prova foi ótima, como há muito tempo não fazia.
Andou muito próximo do companheiro de equipe e o melhor, com consistência.
Em momento algum pareceu circunstancial, e nem poderia ser já que é conhecida a aversão do piloto a piso molhado, e claro, seus resultados bastante meia boca, para não dizer ruins nestas condições.

Alguns azedos vão comentar que ele poderia até ter vencido a prova se não fosse afobado ao passar uma Hispânia, mas seu esforço final, ultrapassando a Sauber de Kamui Kobayashi nos últimos metros da corrida, no espaço entre a saída da chicane até a linha chegada foi lindo. Sensacional.
Lembrando: passou pelo famigerado muro dos campeões ainda atrás da Sauber do japonês.E tudo isto por um sexto lugar...
Não pode ser atitude de quem está sem motivação ou acabado...

Se isto vai fazer com que eu torça por Felipe algum dia eu não sei, mas vai fazer com que reveja alguns conceitos antes de abrir a caixa de ferramentas para criticar.
Tomara que não só a minha...

15 de jun de 2011

F1 no China´s bar

O mais curioso é o contraponto.
Ao lado um dos “restaurantes” mais "finos" da cidade fica o China´s bar, a coisa mais sem requinte, mais sem glamour e por que não dizer, sem higiene que existem...

As aspas se justificam pelo fato de que o Recanto Gastronômico não passa na verdade de um boteco que serve almoço.
Onde o cozinheiro usa um chapéu de mestre cuca e afeta um sotaque – aparentemente - francês, mas que a todo o momento deixa escapar um “oxe!” que certamente não é verbete em nenhum dicionário da língua materna de Vitor Hugo...

Já o China´s bar é só o que é e o que se pensa a primeira vista quando se lê o nome na fachada: um bar de propriedade de um chinês.
Um não, uma família inteira.


São simpáticos, ou ao menos parecem...
Irritam um pouco quando conversam em sua língua natal, mas nada que seja irreversível...
Porém não é um local que seja bom e saudável frenquentar...
Há relatos de colegas que já viram baratas passando por entre os copos e pratos na pia e até coisas piores...
Estava parado bem na porta, conversando com um amigo quando vi que havia uma TV ligada e naquele exato momento era exibida uma matéria sobre o GP do Canadá.
A matéria parecia tão boa quanto o próprio GP e então resolvi entrar para poder prestar atenção mais perto da TV.

Enquanto sucediam-se as imagens e a narração, me senti um tanto culpado de estar ali usufruindo de um lugar ao balcão que bem poderia estar sendo utilizado por um consumidor de verdade...
Pensei em pedir algo, um salgado, um refrigerante que fosse... Dei uma olhada em volta e identifiquei um cartaz que, mostrando uma bela foto de um prato, dizia: servimos yakisoba.
E a um preço bem convidativo... Me ajeitei no banquinho e me preparei para fazer o pedido assim que a chinesa que anotava os pedidos olhasse para mim.
Mas desisti no exato momento em que ao meu lado, um senhor pede um refrigerante e é prontamente servido.
Até ai nada de errado, mas quando pede educadamente um copo ao chinês que o serviu este polidamente lhe responde: “-Usa canudo, copo non... Copo sujo, né?” – e sorri.

Apesar na tocante honestidade e simpatia desisti de comer e também de ver o resto da matéria. E o pior, não lembro nem o canal para ver se rola uma reprise uma outra hora qualquer...

14 de jun de 2011

Go Mavs!

Não há o que ava(ca)liar no fabuloso – adjetivos não faltam – GP do Canadá.
Nada o estragou, nem a chuva, nem o corte – repito: compreensível – da transmissão, nem as falácias do 1B ou as burramiltadas...
Então falemos de outra paixão: peço licença para falar da final da NBA.
Se F1 é meu esporte predileto, em segundo, bem ali ali, vem o basquete e em se tratando deste esporte, claro, NBA é o principal assunto.
Gosto do Jazz, mais pela sonoridade do nome do que pela qualidade do basquete jogado pela franquia de Utah.
Com a ruindade do time deste ano adotei os Bulls de Chicago, menos pelo histórico de ter sido lar do maior de todos os tempos (assim como o meu Santos no futebol, ao qual ligo muito pouco pra dizer a verdade) e mais pela beleza do jogo engendrado por Derrick Rose, Carlos Boozer, Louol Deng, Joakin Noah e companhia...

Mas o fato é que o time de Chicago não era realmente talhado para esta temporada e ser campeão seria um lucro muito maior do que o estimado.
No fim, ir as finais de conferencia já foi de bom tamanho e prenuncia que se o amadurecimento realmente vier o time é sério candidato na próxima temporada.

Porém o objeto aqui são os playoffs finais entre Miami Heat e Dallas Mavericks.
A briga entre a franquia que nunca havia ganho um título – Heat – e o jogador craque que também não: LeBron James.

Lebron é craque, fato. É dos melhores, outro fato e é uma mala proporcionalmente a seu talento.
Mas é o cara em quem a liga põe suas fichas para chamar de volta a atenção sobre a NBA após a aposentadoria definitiva de Michel Jordan.
Mais até que Kobe Bryant, que é até melhor que LeBron tecnicamente, mas perde em marketing atolado em seu bom mocismo crônico.
Para muitos olhos LeBron James é mau...
Nem é na verdade, mas faz de conta. E é esta a sua cara pública...
Dane-se, o homem joga muito e faz do espetáculo algo muito melhor ainda que atraia para si uma enorme torcida contra.
Em vários jogos dos playoffs, principalmente contra o Bulls, Lebron cravava uma enterrada e saia gritando: “-They can´t stop me!”.
E era o que parecia... Com o auxilio de Dywane Wade, Chris Bosh e Mario Chalmers.
Só que do outro lado nas finais estava o Mavericks, dos Jason Terry, Jason Kidd, Shawn Marion e, principalmente, Dirk Nowitizki... Dirk, assim como LeBron levava a fama de “amarelão” de final, mas desta vez não... Sumido ou pouco atuante no jogo seis até o ultimo quarto, quando dos vinte e quatro pontos que seu time fez, anotou simplesmente dez.
Enquanto LeBron só fez sete. Como de hábito em todos os jogos da série decisiva, sumiu...
O titulo, a taça e o anel foram todos para Dallas, enquanto para Miami fica apenas as duvidas: valeu ter tantas estrelas em seu casting? LeBron é um “Pipen” elevado à condição de “Jordan”?
Não que ser comparado com Scottie Pippen seja ruim, longe disto, mas em comparação a Michel Jordan... Go Mavs! Congratulations...

12 de jun de 2011

GP do Canadá: It´s so cool, it´s so hip, it´s allright

Há algum tempo atrás era voz corrente que os espectadores de F1 assistiam as corridas para ver acidentes.
Eles - os espectadores desta tese – até curtiam os pegas, as ultrapassagens e as curvas desafiadoras, mas gostavam mesmo é de ver as pancadas.
Se ainda existem, estes torcedores devem estar amando a nova fase de Lewis Hamilton.
Com Hamilton na pista a chance de haver um toque, uma pancada, uma bobeira qualquer é enorme.
Até Button reclamou em altos brados do estilo “win or wall” do companheiro de equipe: “-What he´s doing?”.
E o resto do mundo respondeu indignado: “-He´s doing sheet!”.

Pelo que houve depois esqueçamos as patacoadas do rapaz e louvemos: “QUE PUTA CORRIDA DE CARROS!”. A pista canadense, a chuva, o nível dos pilotos fez do GP do Canadá de 2011 histórico, sensacional, fenomenal, emocionante até a ultima volta do líder, até a ultima passagem do sexto colocado...

A bandeira vermelha pareceu deixar o sangue dos pilotos em ebulição, e quando a corrida retornou estavam todos possuídos pelo espírito da competição da mesma forma que Hamilton estava com os de Nakajima – pai e filho -, Katayama e Coulthard.

Há tempos não assistia uma corrida com tantas variáveis, com tanta tensão, com tanta emoção.
Os shows em pista molhada, as variantes de pista secando foram se sucedendo e fazendo com que o pobre streaming de vídeo fosse cada vez mais importante.
O – compreensível – corte da transmissão oficial tornou ainda mais épico o “acompanhar” da etapa.
E só há destaques positivos: Schumacher, Alonso pelo fim de semana, Webber, Massa mesmo tendo perdido a real chance de ganhar a prova no toque com a Hispânia, Kobayashi e Vettel.
Vettel, aliás, que pode-se dizer, perdeu a corrida em um erro bobo.
Bobo mas justificável.
Ver Jenson Button crescendo em seu retrovisor com toda aquela vontade após ter se envolvido em toques que por duas vezes lhe mandaram aos boxes, uma penalização e ter caído para a décima primeira posição assustaria qualquer campeão muito mais experiente. Que dirá um campeão que – querendo ou não – ainda é um menino?

Porém, mesmo com a importância da vitória de Jenson Button, e a despeito de como ela veio - já que o fim da corrida não faz justiça a tudo que pilotou o inglês -, fico com a chegada de Felipe Massa ultrapassando Kamui Kobayashi por um bico e em cima da linha final da corrida como o momento mais emblemático do GP.
Foi a coroa da prova.
Sua majestade: O GP DO CANADÁ DE 2011.

E a musica do GP não podia ser outra, ao menos o título traduz com justiça: EPIC!

9 de jun de 2011

Em gomos, esperando o GP do Canadá

Ironia:
Ronaldo faz seu jogo do adeus... Já aposentado e extremamente gordo, ainda assim, foi o atacante mais perigoso da seleção.

Mais ironia:
De tanto treinar na Granja Comary seleção terá Ganso e Pato no ataque.
Ainda mais ironia:
Enquanto Ronaldo se despede, Cesare Battisti fica...
“-I don’t know why you said goodbye and I said hello...”

Convocação:
Você assassino! Corra para a Itália que a partir de agora duvido que te extraditem para o Brasil…
Constatação:
Depois do casal telejornal William e Fátima, agora têm o casal ministerial: Paulo e Gleisi...

Mais constatação:
Duas vezes demitido do Ministério por histórias muito semelhantes entre si.
Das duas uma: ou a oposição é expert em achar pequenos podres ou Palocci é muito incompetente e deixa rabos enormes à vista. Assim não pode ser ministro mesmo...
Contradição:
Depois de confirmar e até abrir nova data para o GP do Bahrein, nem Ecclestone acredita que a corrida acontece.

Mais contradição:
Paddy Lowe, diretor técnico da Mclata diz que seus carros são mais rápidos que as Red Bull em corrida. O engraçado é que até agora a Red Bull ganhou cinco provas e a Mclata só uma e – mais ironia – em um erro de estratégia dos bois vermelhos.

Duplo sentido:
Se Paddy Lowe disse isto então deve ter outro sentido que não louvar os carros prateados...
Provavelmente ele estava querendo dizer: “-Nossos carros são mais rápidos, mas nossos dois pilotos não valem um dos deles...”.

8 de jun de 2011

Deja vu: As quedas do ministro

Se fosse um filme, a queda de Palocci seria daqueles de continuação, onde o segundo sempre se parece com o primeiro, sem nenhuma surpresa... Todos já sabem o que vai acontecer desde que o protagonista aparece em cena...
No primeiro filme...
O anti herói (para não chamarmos de vilão) tem sua carreira no emprego encurtada por denuncias de corrupção passiva, lobby, enriquecimento suspeito e favorecimento a empresas com negócios com o governo do qual ele faz parte.
Tudo sem uma misera explicação por parte do acusado e como quem cala consente...

Tem até um anti vilão (para não chamarmos de herói) que é um caseiro e que a pedidos confirma sempre ver o anti herói nas redondezas de uma casa suspeita de propriedade de uma empreiteira, onde se realizam orgias com garotas de programa e negociatas de tráfico de influência.

O anti vilão (porque herói ele não conseguiu ser) tem sua vida financeira vasculhada e até uma herança que tanto se esmerou em esconder ganhou as paginas dos periódicos nacionais.
Sua namorada, sentindo-se traída por não ter sido noticiada da entrada do dinheiro que poderia até adiantar seu casamento lhe dá um pé na bunda.
O anti vilão (agora esquecido) perde o emprego e some. Devendo estar desempregado até agora.
O anti herói sai de cena, mas não do cenário.
Na continuação – como de praxe – mais fraca que o original não muda nem o enredo.
Enriquecimento suspeito (e monstruoso! 19 vezes o patrimônio).
De diferente apenas a explicação: consultorias.
O que não seria problema, se os clientes destas consultorias não fossem novamente empresas com negócios ligados ao governo do qual ele fazia parte até ser defenestrado...

Até um anti vilão novo é arrumado, só que desta vez não é um caseiro (embora também da classe C): um auxiliar de produção que ganha R$800 por mês, mas que no papel é dono de um apartamento em bairro nobre da capital paulista avaliado em mais ou menos meio milhão de reais e no qual – por acaso – mora o anti vilão...
Sem explicações para o fato, ele cai de novo.
O roteiro desta vez só não mostra se o anti vilão também vai se dar mal...
É possível, já que os verdadeiros donos do tal apartamento são “clientes” da consultoria do ministro...

Esperamos que a série pare por ai e que não venhamos a ter uma terceira parte com mais do mesmo.
Mais enriquecimento, mais lobby, mais denuncias, mais falta de explicação e por fim, outro anti vilão da classe C...
Desta vez um pipoqueiro, quem sabe?



7 de jun de 2011

Enquanto isto no psicólogo...


E enquanto isto em no consultório de um famoso psicólogo...

-Doutor, tenho tido um pesadelo terrível...
-Mesmo? Fale-me sobre...
-Desde o fim do GP do Brasil do ano passado, vira e mexe tenho o mesmo pesadelo.
-Hum... Tem se repetido então? Mas com que freqüência?
-Não sei doutor, mas não é raro acordar sobressaltado com a lembrança do sonho.
-Sonho ou pesadelo? Tem diferença.
-Então... Embora comece como um sonho, depois vira pesadelo...
-Me conta então. Com detalhes.
-Sonho que estou na liderança de uma corrida com minha Mercedes e...
-Qual GP? – interrompe o psicólogo.
-Cada noite é um diferente... Já foi no próprio Brasil, em Mônaco...
-E a ultima vez? Foi onde?
-Fazem duas noites e foi em Valência...
-Sonhar que é líder na corrida de Valência é bom... Lá não tem ultrapassagem. É sinal de vitória certa.
-Sei, sei... Se até em Mônaco teve ultrapassagem...
-Sim, mas isto não é importante, você disse que virava pesadelo, mas até agora...
-Ai é que vem a parte aterrorizante... Nenhum carro saiu da corrida e estão todos atrás de mim separados um do outro apenas por um segundo.
-Vinte e três carros atrás de você separados um do outro por apenas por um segundo?
-É... O menor vacilo meu e todos me passam... Vou de líder a ultimo colocado em questão de segundos...
-É... Não é um cenário muito bom... Mas é só isto?
-Não... Tem mais... Eles vem todos cantando e eu consigo ouvir o que cantam...
-Hum... E o que é?
-Eles vem cantando uma canção mais ou menos assim “-Não, não é uma estrada é uma viagem... Tão viva quanto a morte não tem sul nem norte e nem passagem....”.



-Hum... Novos Baianos...
-Como?
-Novos Baianos. É uma banda brasileira da década de 70. Você disse que estes sonhos começaram no Brasil... Você deve ter ouvido por lá.
-Mas e ai? E o sonho? O que significa?
-Não sei, mas você deveria ficar contente em vez de ficar com medo...
-Ué? Por quê?
-Porque esta musica tem um refrão que você provavelmente gostaria...
-Como?
-Assim... Depois que eles cantam isto ai que você falou entra o refrão: “É ferro na boneca, é no gogó neném...”.

6 de jun de 2011

Bahrein 2011, questão de reciprocidade


Não me surpreende nem um pouco que tenha sido confirmado o GP do Bahrein deste ano mesmo após todos os problemas políticos por lá...
E nem é pelos tão manjados motivos alardeados por todos, gente boa, gente nem tanto... Gente informada e gente crtl c crtl v.
É óbvio que a questão financeira também influiu, já que Bernie Ecclestone pode ser tudo, menos louco para jogar dinheiro fora. Porém penso que não foi tudo...

O Bahrein sediou corridas, mesmo não precisando delas por lá, para mostrar poder financeiro e um maior entrosamento com o ocidente. E claro, atrair a atenção de investidores.
Ecclestone adorou, pois juntava a fome com a vontade de comer já que isto mostrava que a F1 poderia ir a todos os cantos do planeta e ser um sucesso. Além de abrir ainda mais o mercado para as marcas que compõe a categoria...
Já tendo aportado no bom circuito da Malásia, o Bahrein foi a próxima parada, e não foi uma parada qualquer.

Os barenitas construíram - do nada - um autódromo de proporções megalômanas para dar corpo ao desejo de Bernie de levar a categoria cada vez mais para o Oriente Médio e também para perto dos petro dólares da região. Sim, mas e daí? Quem trabalha de graça é relógio... De quebra deu fama a Herman Tilke e ajudou a criar o tilkismo: A arte de fazer corridas caras, impressionantes e sem graça... Enfim, um projeto do tamanho da ambição ecclestoniana de levar a categoria a um dos pólos mais rico do planeta e onde a F1 ainda não era tão popular.

Se conseguiu seu intento é algo a se pensar, porém no rastro veio Singapura e sua corrida noturna, o supra sumo do tilkismo: Abu Dhabi com sua pista chata, porém extremamente produzida em torno de um hotel gigantesco e um parque temático da Ferrari e agora Índia.

Como se vê, a contribuição barenita não foi pouca, ouso dizer que até mais do que a Malásia, foi a abertura definitiva das portas do (não gosto do termo, mas vá lá que seja) mundo árabe para a categoria...

Portanto agora, quando o governo local - diga-se de passagem, o mesmo que tratou da entrada da F1 no país - necessita de algo concreto para mostrar ao mundo (e aos investidores) que retomou – por bem ou por mal - o controle da situação política do país não seria Bernie que negaria...

Questão de reciprocidade, não se abandona um parceiro...
E há quem ainda ache que a F1 fica sempre alheia a questões políticas nos paises onde promove suas corridas...

3 de jun de 2011

Contos do botequim - 7 - Naique


Sexta a feira a tarde é um convite ao happy hour e no bar do Canário, ainda que freqüentado por aposentados ou desocupados notórios não é diferente.
Sentados às mesas ou ao balcão estavam lá: Pedro Márvio; Andrade; Derico, o fiscal da natureza; Dito Fernando, o ex-prefeito; Anízio; Lucio, o açougayro, nas palavras do professor aposentado entre outros menos cotados...
Tomavam cervejas, refrigerantes e cafés, comiam os bolinhos de arroz receita na qual a cozinheira de Canário havia se especializado, usando o arroz não consumido nos almoços servidos diariamente.

-Ô Canário! Trás mais uma porção de resto ai e um coca gelada com limão... – grita Derico.
-Não é resto não... É bolinho de arroz! Iguaria, coisa fina... – responde o dono do bar.
-É nada, é só uma forma de você reaproveitar o que não consegue vender... E empurra na gente. – emenda Dito.
-E por acaso tem lingüiça calabresa no arroz? Queijo, bacon? Tem? – retruca Canário.
-Mais resto... – resmunga Pedro Márvio.
-Que isto! Que absurdo! É tudo fresco, novinho... – se defende o vendeiro.
-Ok, Canário! Não é resto, a gente capitula... São sobras, se isto te faz mais feliz. Certo? – apazigua Andrade, já mastigando um deles.
-Assim, sim... – concorda e se retira para trás do balcão.

Então um silêncio curioso se abate sobre o salão do bar.
É que em sua porta principal aparece um chinês, ou coreano já que a primeira vista ninguém - nem Andrade – soube identificar.
Trajando uma calça de sarja clara, uma camisa florida de mangas curtas e nos pés calçava os mesmos modelos de tênis que trazia dentro de uma sacola de lona e começava a oferecer aos presentes...

Os “nãos” vão se seguindo, até que ele oferece para Derico, que - chegado a um produto falsificado, desde que barato – se interessa e abre negociação.
-Quanto é? – pergunta ele.
-Naique. – responde o chinês ou coreano...
-Não... Não é a marca... É o preço! How much? – Tenta novamente.
-Ah! Pleço? Oitenta leal… Naique.
-Tá caro… Oitenta tá caro… Pago cinquenta.
-Cinquenta? Non… Oliginal Naique… Oitenta.
-Pago só cinquenta, nem um centavo mais…
-Non... Ointenta. Naique...
-Cinquenta, e nem vem com esta história de nike... De nike aqui só tem o logotipo...
-Non... Naique, eu plova... Paga oitenta leal e eu plova Naique.

Derico ficou desconfiado, pensou um pouco e olhou para os colegas como se procurasse aprovação que, óbvio, ninguém expressou nem facialmente. Problema dele.

-Ok, china, eu pago oitenta reais, mas quero ver se é nike mesmo... – e tira o dinheiro da carteira entregando ao chinês/coreano que lhe entrega um par de tênis branco e vermelho, iguais aos modelos air da marca americana original. -Agora prova... Vai, prova que é nike mesmo...
O chinês/coreano então abre a carteira para guardar o dinheiro e de dentro dela saca seu documento de identidade RNE (registro nacional de estrangeiros) onde se lê: Kwang Young Naique.
-Eu fablica... Tênis meu é Naique oliginal... Obligado. – e sai pela porta sob o olhar espantado de todos.
-Não quero comentários! – diz Derico antes de ouvir a explosão de gargalhadas.

Em tempo: o par de tênis não durou duas semanas completas...


1 de jun de 2011

Reações dos "torcedores de padaria" sobre o GP de Mônaco


Procurei chegar cedo para testar bem a rede wi-fi do estabelecimento.
Com alguma dificuldade consegui conectar com razoável segurança e velocidade.
Aberto o twiter para registrar em tempo real a reação dos frenquentadores da Padaria da Cruz, me ajeitei para o inicio da corrida.
E não era qualquer corrida, era a o GP de Mônaco.

“-Mas por que logo o GP de Mônaco?” – alguém pode perguntar.
Afinal, a corrida no Principado que por mais bonita e importante, não costuma agradar – e com razão – aos que não são fãs do esporte, aqueles que assistem apenas trechos da corrida ou sabem do resultado final em algum telejornal.
E era destes que eu queria buscar as reações.

Assim que a transmissão oficial “voltou em definitivo” deixei de lado meu café e passei a dividir a atenção em duas frentes: a TV e o balcão em frente a ela.
Confesso que a largada me prendeu mais ao aparelho, o balcão que se danasse, afinal, sou fã da coisa...

A ultrapassagem de Michael Schumacher sobre Lewis Hamilton na curva mais lenta do campeonato me fez erguer a voz e comemorar, o que ajudou a chamar a atenção dos fregueses e freqüentadores para a corrida.
Quando gritei: “-Tá velho, mas ainda sabe guiar!” consegui notar alguns pescoços se torcendo para olhar a TV buscando o replay da manobra.
Então comecei a prestar mais atenção nos “torcedores de padaria”.

Como esperado ao menos quatro pessoas disseram em alto e bom som que “bom era na época do Senna”, porém, além de Piquet não souberam dizer o nome de um só oponente do tri campeão.
Outros cinco disseram não terem nunca mais visto uma corrida após a morte do brasileiro em San Marino.

Uma senhora, já conhecida minha foi comprar um frango assado e me vendo veio trocar algumas palavras.
Dona Marina tem 68 anos de idade, apesar da aparência não entregar.
Lúcida, por duas vezes pediu que eu esquecesse o Rubinho que em suas palavras era um “enganador”.
Juro que nunca falei com ela sobre este assunto e sequer sabia que ela gostava de corridas de carros.

Um cidadão entrou, olhou para mim e tentou ler o que eu colocava no twiter, depois olhou para a TV por alguns segundos voltando a me olhar fuzilou: “-E o Arnoux?”.

Tarefa árdua explicar o porquê dos pneus serem o fator preponderante para a emoção no fim da corrida, do desgaste da Red Bull frente aos pneus da Ferrari já que novos, ou quase, apenas os da Mclaren eram.
Se tocasse no assunto “equilíbrio diferente entre cada carro” então provavelmente ficaria falando sozinho...
Os mais curiosos, além do cidadão que perguntou sobre René Arnoux – e ficou sem resposta – foram: um gordinho que entre um sonho e outro pedia para trocar de canal e por no “Desafio ao Galo” que eu nem sabia que ainda era transmitido e um outro que por volta das 10 e 15 da manhã pediu para assistir ao Globo Rural.

Ainda assim todos assistiram mudos a sequência final da prova, até a bandeira vermelha aparecer e alguém gritar: “-Acabou... Bandeira vermelha é fim de prova!” e todos irem embora quase que simultaneamente.

Foi divertido e no fim acabei indo embora sem pagar os cafés que tomei...