30 de abr de 2012

São Paulo Indy 300: O evento e o telespectador mereciam mais respeito


Não se pode negar que é um grande evento.
Tem os mesmos problemas que existem lá na terra natal da categoria: asfalto ondulado, pistas de rua esquisitas... Tudo isto se perdoa.
Carros feios, corrida monótona, mas merecia mais respeito da transmissão
O que não se perdoa foi o tratamento que o evento teve.
Foi constrangedor em certos momentos.
A emulação do cerimonial americano foi uma delas.
Aqueles caças, o hino americano (bem cantado) por uma brasileira, mas sabotado por uma interpretação de violoncelo...
Ao menos, desta vez, o hino nacional foi na bola de segurança.
Ninguém vaia o hino nacional e muito menos interpretado por um maestro recuperado de um AVC.
Também não ouvi os efusivos aplausos que o narrador disse acontecer.
O presidente da rede de TV que transmitiu a corrida mandou um “start your engines” de má vontade, como se quisesse que a coisa acontecesse logo e não atrapalhasse a rodada do futebol que teria lugar um pouco mais tarde.

Mas o ponto fraco - fraquíssimo - foi a transmissão televisiva.
A emissora responsável deu um show de irresponsabilidade e pachequismo.
O narrador, um senhor já caduco e que meses atrás sofreu uma isquemia durante uma transmissão.
Não acertava duas vezes seguidas os nomes dos pilotos e quase nada mais.
As imagens, cortadas toda hora de forma equivocada, usaram e abusaram do direito de mostrar pilotos brasileiros. Mesmo quando estavam no fim do grid.

Os profissionais envolvidos na transmissão cometiam gafes gritantes chegando a se espantar ao saber que a temperatura da pista era maior que a temperatura ambiente.
E ainda se gabavam de estarem sendo retransmitidos até pela NBC...
As entrevistas com pilotos abusavam das gaguejadas, da macarronice e das perguntas sem nexo.
Quando entrevistavam o público, induziam aos que não tinham opinião formada a dizer que torciam pelos brasileiros.
Se bem que, uma parcela considerável – enorme mesmo – do público entendia tanto de corridas quanto eu entendo de física quântica aplicada em energia nuclear.
Cobrar do público um conhecimento que nem os transmissores tinham é pedir demais mesmo.
É o preço que se paga por ter apenas a cultura de transmissão futebolística

O resultado da corrida pouco importa.
Apesar de monótona, teve um vencedor justo com Will Power ganhando de ponta a ponta.
No pódio, os espumantes pareciam se negar a ser abertos e espocados.
Houve quem jurasse que a tampa das garrafas não eram rolhas, mas as mesmas que fecham garrafas de cerveja e refrigerantes.
Não duvido.
Ao menos, não foi aquele leite esquisito sendo bebido direto da caixinha longa vida.

Como disse, o evento é sim grandioso e até mesmo muito importante no calendário esportivo da capital paulista, mas merecia um tratamento menos amadorístico.

27 de abr de 2012

Música de sexta: Street fighting man


Existe o mundo real.
E existe o mundo dos Rolling Stones...
Neste mundo, amor é igual a sexo, drogas são item de consumo cotidiano e a violência é gratuita.
O que é belo pode esconder coisas escabrosas como simpatia pelo capeta, açúcar marrom vindo de algum lugar do mundo para dentro da corrente sanguínea, estrelas do cinema pornô, decadência social e outras coisas menos cotadas, enfim...

Porém, nada é mais emblemático deste mundo Stone que Street fighting man, incluída em Begars Banquet, o álbum quase acústico de 1968.
A canção convoca o ouvinte a lutar nas ruas de uma “Londres sonolenta” onde o melhor que se pode fazer é "tocar em uma banda de rock".
Mas apesar do momento político conturbado pelo qual o mundo passava em 1968, não há uma só linha, frase ou palavra que defina com quem, por que ou para que lutar.
Diz apenas: “Cause the summer is here and the time is right for fighting in the streets, boy.” 
Brigar por brigar...

Hoje, com o advento do “politicamente correto” é provável que achem algo para atrelar á fúria da canção e engajá-la em alguma causa qualquer, mas, quando Jagger escreveu e cantou que seu nome era “distúrbio” e que ele “gritaria e se esgoelaria, mataria o rei e incomodaria todos seus servos” a causa era apenas diversão.
Just for fun!

Não sei se isto fez a diversão dele, mas a nossa... Garantiu pela eternidade.

26 de abr de 2012

França de volta ao calendário? Você está fazendo isto errado...


Ah a França!
País bacana... País chique!
Tudo lá é meio que ligado à cultura, de uma forma ou de outra...
Deve ser muito bom passear pela França...

Ver a Torre Eiffel, que um amigo meu ao voltar de lá disse ser impressionante, mas que achava que ia ficar melhor quando cobrissem com concreto “aquele prédio inacabado...”
O museu do Louvre, provavelmente a maior coleção do mundo.
Se não é, é o mais famoso, quase sinônimo de museu.
Andar por Paris, a cidade luz!
Os becos onde Baudelaire escreveu sua obra, Jean-Paul Sartre ajudou a popularizar – com Simone de Beauvoir – o existencialismo que eu, sinceramente, não entendo porra nenhuma...

Terra dos perfumes!
Onde - dizem – o povo toma pouco banho por cultura.
Este é eau de parfum. Tem uns que são eau de toilet: água de banheiro
Os franceses ensinaram que um bom perfume deve vir em pequenos frascos e que deve ser usado com parcimônia.
O restante do mundo agradece que a França fique na Europa e que o verão por lá não seja muito rigoroso.
Estudos feitos por pesquisadores que não tem o que fazer apontam que em anos que o verão europeu é muito intenso, com altas temperaturas, a França recebe menos turistas.
Vai entender...

Terra da gastronomia...
É certo que todo país tem sua gastronomia própria, mas penso que todas elas devem ter sido descoladas de alguma forma da francesa.
Se não nos sabores, ao menos na apresentação dos pratos: sempre uma miséria.
Será que é de gastronomia que trata aquele livro: “Les miresables” do Victor Hugo?
Acho que não... (mentira! Tenho certeza que não...)
Acabo de lembrar de uma iguaria muito falada e muito apreciada vinda da França: o patê Foie Gras.
Fígado... Não gosto nem do meu, quanto mais o do pato
É sui generis! Tiram o fígado de dentro do pato, depois enfiam ele dentro de outro pato goela abaixo e vão refazendo o processo até que o fígado de um dos bichos fique inchado.
Depois se come com pão. Francês, claro!
E os queijos?
Dizem os franceses que há um tipo de queijo para cada dia do ano.
Gosto do Brie, feito em uma localidade chamada Marne que um dia viu uma divisão do exército chegar para uma batalha da primeira guerra mundial em taxis...
Lindo, e gostoso... 
Vinhos tem de monte!

Eles até tem um campeão mundial de F1, que – vá lá que seja – ganhou quatro vezes e é o terceiro maior em numero de títulos.
Antes e depois dele, também teve um monte de pilotos franceses.
Um monte de gente meia boca, mas teve...
E autódromo então?
Até que tem alguns até bacanas...
Charade (Clermont Ferrand), Reims, Le Mans, Magny-Cours, Paul Ricard...
E tem Dijon-Prenois!
Aquele semelhante ao sinal mal educado... Aquele em que se mostra o dedo médio esticado e vem quase sempre acompanhado por um “VaiSeFudê!”...
Parece ou não aquele sinal com o dedo médio esticado?

Ah! A França!
Até que é um país legal mesmo...
Mas porra!
Para trazer de volta ao calendário da F1 precisava ser revezando logo com Spa-Francorchamps! A pista mais legal do calendário há vários anos?
Põe no lugar de uma ou das duas da Espanha, de um monte daquelas na Ásia, Bahrein, Abumdabe...
Assim a gente perde a fé nas coisas, ah perde...

25 de abr de 2012

F1 no cinema... Ou quase


O cinema sempre teve uma queda pela velocidade e pelos automóveis.
No cinema americano, filme que não tem perseguição de carro é coisa rara e até um fusca já foi indicado para o Oscar...
O automobilismo de competição também já foi bastante retratado em filmes ótimos: Grand Prix, que ilustra sua história com o mundial de F1 de 1965.
Para mim o melhor de todos
Bons: 24 heuers Du Mans, sobre a mítica corrida de sport protótipos na França.
Meia boca: Drive, uma lengalenga com boas imagens da F-Indy protagonizada por Sylvester Stallone pode ser lembrados com mais facilidade.
Há ainda o Days of Thunder com Tom Cruise, um filme bem legal sobre uma categoria muito chata: a Nascar.
Sem contar a animação Cars, que pode até ser infantil, mas muito marmanjo adora. (eu incluso)
E há agora temos noticias do recente – e ainda em fase de produção – Rush, que conta a história do acidente de Niki Lauda em Nurburgring 1976.

Porém, há outros filmes que não tem nada com o automobilismo, mas podem muito bem se prestar a ilustrar o mundo da velocidade nem que seja só no título.
Algumas sinopses.

Depois de vencer sua primeira corrida algo acontece na cabeça de um piloto. No GP seguinte executa manobras consideradas maldosas por muita gente.
Nico Rosberg é o astro em: MeninaMá.com
Foi o melhor que deu pra arranjar...
Um triller de terror e suspense com Fernando Alonso, Lewis Hamilton e grande elenco de comissários da FIA.


A vida é doce, mas pode ser amarga também...
Quatro provas, quarenta pontos de diferença sem contar a vitória...
Fernando Alonso como Willie Wonka, Felipe Massa como Umpa-lumpa em:
A fantástica fábrica de chocolates.
O ticket dourado dá uma vaga no time no fim do ano
Por que não tem outro nome para a surra que o brasileiro está levando...
Artista especialmente convidado: Sergio Perez, como Charlie, o menino que herda a fábrica no fim do filme...

Ele já levou a F1 até a África do sul durante o apartheid.
Faz corrida na China que não respeita os direitos humanos.
Não está nem aí para Guantánamo e vai fazer corrida nos EUA.
Levou a F1 para o Bahrein apesar dos protestos.
Bernie Ecclestone é: O Todo Poderoso.
Ele pode tudo, ele faz tudo... E ele ganha mais que os outros
Não é uma comédia, mas assim mesmo ele ri muito...

Têm mais alguns? Posta ai...

24 de abr de 2012

Lado B do GP - Rádios no Bahrein

Se a feiura igualou as performances, esqueceram da Ferrari.
Rádio: Lewis, você está indo bem!
Hamilton: -Não diz besteira, estou andando junto com as duas carroças da Ferrari...
Rádio: -Você tem ideia do absurdo que está dizendo? Carroças da Ferrari?
Hamilton: -Dá outra definição ai...
Rádio: -GM Àgile... Feio, pesadão e lento...

Sem premio no final? Pra que ganhar então?
Rádio: -Beleza Kimi! Agora vai pra cima dele e ganha a corrida!
Kimi: -Com certeza! Estou com saudades da champanhe no pódio...
Rádio: -Errr, Kimi, aqui não tem champanhe, é suco...
Kimi: -Então vou desistir da corrida...
Rádio: -Não, faz isto não! É importante pra equipe.
Kimi: -Tá bom... Então vou chegar só em segundo.
Rádio: -Ok..


22 de abr de 2012

F1 2012 - Bahrein - Bernie sempre vence

Um campeonato que se desenha como o melhor desde há muito tempo com quatro vencedores diferentes, de quatro equipes diferentes em quatro etapas.
Este ano está dando gosto assistir. Até no Bahrein...

Meio acerto na previsão de que nada aconteceria.
A corrida no deserto foi a melhor disputada lá desde sempre.
Claro, houve momentos de pasmaceira e o fim não foi tão emocionante, porém... Corridas são assim.

Aos arautos da desgraça, altruísta de lero lero, fica a dica: ninguém tira dinheiro de Bernie Ecclestone.
Precisa legenda?
Podem chiar, podem protestar, mas se ele quiser fazer a prova, vai ser preciso mais que isto para impedir.

A prova teve vários pontos positivos: a vitória de Vettel; a grande corrida das Lotus; a volta de Kimi Raikkonen ao pódio.
E algumas certezas vão ganhando mais consistência...
Sérgio Perez é realmente um ótimo piloto, uma grande revelação
Já quem apostava que a Mercedes iria dominar caiu por terra... É cedo para afirmar, mas parece que a vitória na China foi mais pontual do que se pensava.
Longe de ser ruim, que venham mais vitórias pontuais de outros times, de outros pilotos e assim vamos equilibrando a bandeja..
Para um GP do Bahrein, a corrida foi ótima!
Algumas bizarrices: “-Massa fez sua melhor prova do ano! Andou mais que o Alonso!”
Espera ai!
A melhor prova pode até ser, afinal, ir pior do que já tinha ido até aqui era meio difícil... Mas andar mais que o asturiano sem vergonha? Então porque chegou atrás?
Os mais ufanistas pachequistas ou sei lá o que dirão que ele não pode ultrapassar o Alonso, que a Ferrari não deu ordens para tal...
Vão tomar banho!
Podem fotografar o Massa, o Alonso vai estar na frente dele.
Quando o time manda fazer isto, chiam... “-Tá errado, é anti esportivo...”
Quando não manda está errado também?
Massa pode ultrapassar Alonso, mas não consegue. Ou não sabe.
Quer passar? Põe de lado e manda ver. Não estava mais rápido? Se saísse da prova, paciência... Ferrado por ferrado, dizem, já não estará mais no time ano que vem mesmo...

A corrida só foi mesmo ruim para as duplas da Williams e da Maclata.
Jenson Button, que mesmo ficando animado com a chuva antes da prova, coisa raríssima, não terminou a prova e Lewis Hamilton terminou encaixotado entre as duas Ferrari. Hoje, isto é derrota até pra Force Índia.

Mas o maior ponto positivo de todos é que esta prova, sempre muito chata, teve muita animação, foi realmente divertida e isto nos enche de esperança que a prova da Espanha, sempre tão chata quanto esta no deserto, tenha alguma graça.
Parece que mexer nos pneus e deixar os carros tão feio quanto os GM Ágile deu resultado.
Temos uma F1 com cara de F1.
Dane-se que é um bom carro, é feio pra caramba!

20 de abr de 2012

Uma canção para a sexta, Diga sua.

Não tenho uma história para contar desta canção.
Não inventei nada para que pudesse encaixá-la e não conheço suficientemente a história da banda para falar do que inspirou sua composição...
Mas a canção é linda e merece uma sexta feira só para ela.
Vamos fazer assim:
Eu a coloco aqui, vocês ouvem e dizem se gostam ou não, aproveitem e digam nos comentários: Qual canção merece uma sexta na vida de vocês?
Se puderem – porque eu simplesmente não posso sobre esta – dizer o porquê, a brincadeira pode ser legal.


E quanto ao resto, deixa pra depois... A gente merece um tempo pra gente e uma canção para a sexta feira.

19 de abr de 2012

Bahrein: Do or die


Engraçado...
O Bahrein está pegando fogo há pouco mais de um ano, se não me engano.
A situação política lá remete a “Primavera árabe” que derrubou uma caralhada de ditadores, e colocou outros no lugar...
E só agora aparecem os preocupados com a situação...
Tendo corrida ou não, quando a F1 se afastar, ninguém vai nem lembrar do que acontece lá.
Ano passado a corrida de F1 foi cancelada e todos disseram: “-Ufa!”. 
A desculpa era – como agora – a solidariedade com o “martírio” do povo barenita que “luta pela liberdade contra os tiranos” e a segurança de todos os envolvidos no evento.

Balela...
Tanto que neste meio tempo o pau continuou comendo e a oposição continuou protestando – e fazendo atentados - contra o governo.
O governo dissolvia com violência manifestações igualmente violentas.
Xiitas detonam revolução para ter o direito de fazer o mesmo que os sunitas estão fazendo com eles agora.
Na mais reta das leituras: Democracia é quando eu mando, quando você manda é ditadura.
Mas ninguém falou mais porra nenhuma. Nem uma notinha... Nada... 
Como se o Bahrein deixasse de existir ou ficasse em suspenso... 

Então muda o ano e a corrida de F1 aparece no calendário, óbvio, já está paga e o dono da F1 - você sabe quem – não é do tipo que devolve dinheiro e, de uma hora para outra, o Bahrein volta a existir com todos os mesmos problemas. Amplificados...
Pichações oposicionistas dizendo que a F1 correrá sobre “o sangue dos inocentes” e cartazes do governo usando o evento para mostrar que tudo está bem por lá povoam a internet.
Propaganda e contra-propaganda, como no tempo de Goebbels contra os aliados...
O que é verdade e o que é mentira no Bahrein, nós aqui no conforto do nosso lar nunca saberemos de fato.
E entre os dois grupos, provavelmente está mesmo o povo barenita, sem poder se manifestar, aguentando a trolha e sendo usado e abusado pelos dois lados. 

Então eu sou a favor da ida da F1 para lá?
Não...  
A região é sempre um paiol de pólvora prestes a explodir, mas isto não me interessa mesmo, porque sei que os que querem entrar vão fazer igual aos que não querem sair.
No fundo é porque a corrida é chata para cacete.

Se acho então que a F1 correndo por lá vai haver algum evento macabro, atentados, explosões, alguma merda em suma, dentro do autódromo?
Também não... 
E mais, nos dias em que a F1 estiver por lá, nada de extraordinário – diferente do que já está acontecendo – irá ocorrer.
Isto fora da pista, porque dentro... 
Dentro nunca acontece mesmo.

18 de abr de 2012

E num boteco na periferia de Helsinki...


Keke Rosberg bebe com amigos.

-Tô falando... O moleque é dos bons... Foi lá na China e venceu. – diz Keke.
Papai Keke, o orgulhoso
-Foi uma boa corrida, Keke, mas ele contou com a sorte – diz outro bebendo korkisna, um veneno finlandês mais forte que álcool de churrasco.
-Você já bebeu demais... Que culpa tem o moleque se o Button é um roda presa?
-Melhor que ser roda frouxa... – diz alguém contendo o riso.
-Quem é roda frouxa? Quem falou isto ai? – se irrita Keke.
-Calma... – diz outro amigo – O cara não tava falando do Nico, e sim do Schumacher, que quase fica sem a roda...
-Ah bom... Ah bom... – e entorna outra caneca – Mas o moleque é macho... Aguentou a pressão!
E todos se entreolham como se perguntassem: “-Que pressão?”

-Olha Keke, o menino mandou bem... Venceu, conseguiu poupar pneu, coisa que o carro não ajuda muito... Parabéns, mas chega de beber, vamos todos pra casa... – um amigo tenta tirar Keke do bar, onde já estava desde segunda feira...
-De jeito nenhum! – diz o primeiro finlandês voador da F1 – Eu vou comemorar muito mais! Afinal, não é todo mundo que tem um filho vencedor na F1, um filho que faz o mesmo que o pai fazia pra viver... Um filho, que no meu caso, é todo parecido comigo... Só faltou ter a minha marca: o bigode! – e bebe mais uma dose.
Nico homenageando o papai
Tá bom Keke, ta bom... Mas vamos embora. – diz outro quando, sem avisar, Nico Rosberg entra no bar ainda sorridente e com o troféu da vitória nas mãos.
Keke se engasga com a bebida.

-Paiêêêê! Olha só que lindo! Meu primeiro troféu! Vai ficar lindo no meu quarto, bem ao lado do pôster do George Clooney! 

No bar seguram o riso e Keke finalmente se rende...

-Tá certo pessoal, eu vou parar de beber e vou pra casa! – e se virando para o Nico – Quem foi que disse que eu tava aqui? E precisava vir até aqui deste jeito? Que mané George Clooney... Onde foi que eu errei!

17 de abr de 2012

O lado B do GP - China.

Felipe Massa segurando o pelotão
-Sai da frente, barbeiro! - grita Grosjean.
-Motorista de domingo é f...da! - grita o piloto da Force Índia
-Tira esta carroça da frente! - vocifera Bruno Senna.
-Puxa para la esquierda, pies de breque! - sugere Pastor Maldonado
E todos os que vem atrás buzinam sem parar...


Lideres diametralmente opostos...
Este campeonato está muito estranho...
O lider até a corrida chinesa tinha uma vitória e não tem carro.
O lider depois da corrida chinesa tem um carro, mas não tem vitória nenhuma... Muito pelo contrário, conseguiu perder as duas primeiras largando da pole...

15 de abr de 2012

F1 2012 - China - A primeira vitória de um homem (?)


É sempre bacana ver a primeira vitória de um piloto.
Quando esta vitória vem em decorrência de um trabalho bem feito então, melhor ainda.
Sinceramente não apostava um centavo em uma vitória, não do Nico, mas da equipe Mercedes na prova chinesa.
O histórico de ser uma grande devoradora de pneus nesta temporada não deixava margem para uma aposta neste sentido.
Mas certezas são para serem contrariadas mesmo, ou não?
Alguns azedos dirão que Nico deu sorte quando Button teve problemas em seu pitstop...
Vão tomar banho...
Já teve gente que teve a primeira vitória na F1 em condições muito mais notórias de sorte – incluindo um padre irlandês pelado na pista – e é super valorizado.
Nico ganhou com competência, aceite isto e passe para a próxima.
Primeira vitória, o momento máximo na carreira de um... Primeira vitória.
Já na Maclata a coisa começa a chegar à normalidade.
Aquela alardeada vantagem que a equipe tinha – ou diziam os especialistas que tinha – ficou mesmo para trás.
O carro é bom, sim. Mas não é tão superior aos outros.
Está pintando um campeonato dos mais equilibrados.
Para nossa alegria.

Na Williams o céu é de brigadeiro.
Pontuando com regularidade e com propriedade.
Se ainda se classifica mal, nas corridas mostra um potencial que há muito não tinha.
Assim dá para ter esperanças de uma retomada das vitórias em pouco tempo, talvez não nesta temporada, mas se continuar o bom trabalho...
A Williams já estuda uma redução no valor das vagas...
E os pilotos que muita gente criticou chamando-os com certo desdém de “pilotos pagantes apenas” vão mostrando que são muito mais que isto.
Ainda não podem deixar de mandar o dinheiro para Grove, mas podem mandar um pouco menos.

Na Ferrari a coisa é realmente assustadora.
A continuar assim, o povo que pede a saída de Felipe Massa vai começar a ter razão.
Décimo terceiro é muito pouco, ainda que Alonso só tenha sido o nono.
O asturiano andou muito tempo entre os ponteiros fazendo mais uma corrida memorável.
E os carros são identicamente ruins.
Credite-se apenas ao braço do espanhol.

A Red Bull não pode ser descartada, seus dois pilotos chegaram bem aos pontos.
Vettel, surpreendentemente, já que nem ao Q3 chegou.
Não pontuou melhor por conta dos pneus, mas não dá para dizer que só chegou ao quinto lugar por conta da estratégia. Ajudou, claro, mas não foi só. Vettel guiou bem.
E Webber, bem... Webber literalmente voou.
Andar empinando as rodas, as véia pira!
Alguns sinais do fim do mundo:
Grosjean não quebrou o carro (!)
Grosjean não saiu da pista (!!)
Grosjean terminou a prova(!!!)
Grosjean chegou à frente de Kimi Raikkonen (!!!!)
O que falta acontecer agora para que todos acreditem no apocalipse?
O Massa chegar à frente do Alonso em condições normais?
Torcedor simbolo da Ferrari
Mas ai também já teria o cramulhão, o sete-peles, o ronquifuça, o ferrarista correndo pelo mundo e espetando a bunda dos pecadores com o tridente.
Embora, espetada na bunda, algumas pessoas poderiam gostar, mas... Deixa pra lá.
Nico gostou do troféu, mas achou que faltou algumas cores...
Viva Nico!

13 de abr de 2012

O disco do ano - Faz um download, ouve ai...

Zeca Baleiro acaba de lançar seu mais novo trabalho: O disco do Ano.
Podem achar chato, eu adoro
Primeiro disco de inéditas depois dos dois volumes de O Coração do Homem Bomba (2008) onde separou “a festa” do primeiro cd das canções mais reflexivas do segundo.

Neste meio tempo lançou dois discos ao vivo O coração do homem bomba ao vivo mesmo (2009) e Concerto (2010) só com voz e violão e uma coletânea com músicas feitas para trilhas de peças de teatro (Trilhas, 2010), mas a vontade de ouvir algo inédito só cresceu.

Longe de ser unanimidade, ainda bem, a obra de Zeca é calcada na poesia de suas canções.
Na beleza da palavra cantada, da melodia enxuta e simples e no humor levemente acido de suas letras.
Se reconhece o “estilo Baleiro” de primeira, seja em sua própria voz ou na de artistas tão diferentes entre si como Rita Ribeiro e Lobão. Passando por Adriana Maciel e Frejat.

Muitos o acham chato... Não to nem ai!
Celebro o lançamento que tem o frescor da nova MPB, mas sem as frescuras modernosas que tentam por vezes impingir a obras de gente interessante, mas que acaba soterrado em produções “ixpertas”

E por falar em produção, O Disco do Ano tem vários produtores, o que poderia tornar o produto final uma colcha de retalhos, porém, é de uma unidade incrível.
Canções mais intensas como “Zás”, “Nada além”, “Felicidade pode ser qualquer coisa e “Nu” dividem espaço com musicas mais “engraçadinhas” como “O amor viajou”, "Tattoo”, "Meu amigo Enock”.
Também estão lá as típicas canções “balerianas” que são distinguíveis até se cantadas em língua eslava: “Calma ai, coração”, “O último post”, “Ela não se parece com ninguém” e “O desejo” em que divide os vocais com Chorão, do Charlie Brown Jr.

E para quem o acha pedante ou coisa parecida, uma ouvida em “Mamãe no Face” serve para mostrar que ele próprio não se leva tão a sério quanto seus críticos e que culmina com a emblemática frase: “Mamãe, fiz um disco foda! Faz um download, ouve ai...”

11 de abr de 2012

Comédias da vida real na F1 #10 - O louco GP de Mônaco de 1996

O grande prêmio de Mônaco de 1996 é um caso aparte na história recente da F1, e – excluindo a prova nos EUA de 2005 – foi o que terminou com menos competidores na pista.

A largada era para ter vinte e quatro carros, mas só contou com vinte e dois já que dos dois carros da Forti-Corse apenas um se classificou para a prova e ainda assim Andrea Montermini conseguiu ficar fora da largada se acidentando no warm up.
Para deixar tudo ainda mais dramático, chovia...
Quando as luzes se apagaram uma confusão digna de Mônaco aconteceu e ficaram fora da prova cinco carros incluindo o pole Michael Schumacher.
Até a nona volta mais quatro carros deixariam a disputa, e da volta trinta até a setenta nada mais, nada menos que mais oito carros sairiam da corrida, seja por falhas mecânicas ou por colisão, incluindo ai Damon Hill que liderava a prova.

No giro sessenta a suspensão do carro de Jean Alesi apresenta problemas e Olivier Panis com sua Ligier assume a liderança.
Ameaçado por David Coulthard, que curiosamente corria com um capacete emprestado por Michael Schumacher seguiu na ponta até a bandeirada final.
Nem o capacete do Schumacher vassustou Panis naquele dia...
Para terminar a bizarrice toda, a corrida atinge o limite de duas horas e é encerrada três voltas antes das setenta e oito previstas e com apenas quatro carros na pista.
Como as seis primeiras posições pontuavam naquele tempo, o quinto e o sexto – os Mikas: Salo de Tyrrel e Hakkinen de Mclaren acidentados na volta 70 - receberam seus pontos sem ao menos cruzar a linha de chegada.

Foi a única vitória de Olivier Panis e a última da Ligier, que ao final da temporada seria vendida para Alain Prost e passaria a levar o nome do tetra-campeão francês.
Foi a única vitória de um francês depois de Prost
Panis não estava nem entre os dez primeiros na largada, na verdade era o décimo quarto, porém apontar apenas o fator sorte para que ganhasse naquele dia seria leviandade.
O francês fez uma corrida agressiva e inteligente, contando com um ótimo trabalho de boxes alterando a estratégia colocando pneus slick quando todos ainda apostavam em pneus de chuva.

Para completar a singularidade daquele GP, certo narrador brasileiro forjou em sua homenagem uma de suas mais criativas frases: “-Em Mônaco, quando chove amigo, quem vai mais devagar ganha a corrida!”


9 de abr de 2012

Homenagem em Fiorano?

Naquela tarde, Luca di Montezemolo recebe um e-mail que mesmo não sendo de um de seus contatos não vai para a caixa de lixo eletrônico.
“-Má che porcheria é questo?” – pensa Il capo da máfia rossa.
From: Tião Father (ebo_eletronico@exu.com)
To: Luca di Montezemolo (theboss@lafamiglia.fe)
Subjetct: Recado do além

E ai seu Monte? Tudo nos conforme?
Apesar de não estar mais trabalhando oficialmente pra vocês, não posso deixar de repassar a mensagem que recebi estes dias. Eu estava fazendo o download de um espírito aqui e no mesmo arquivo me apareceu esta mensagem... Espero que seja de alguma ajuda. Está no anexo, pode abrir tranquilo que passei o antivírus NotDevil 5.0.
Abraços, Tião Father. (assino assim agora por conta da globalização)

P.S.: Ainda não recebi o combinado pela vitória do Alonso na Malásia...
 Anexo: messageforthenewchief.html\.php

Não sei quem é o manda chuva agora na Ferrari, mas gostaria de pedir um favor. Pelamordedeus! Não deixem o Jacquinho dirigir o carro que eu guiava.
Não é por nada, não tenho medo que aconteça algo com ele. Só que, pelo que acompanhei aqui, Jacquinho só mandou bem na F1 quando guiava um carro muito superior aos outros, uma Williams se não me engano... Toda vez que dirigiu - porque convenhamos, piloto era eu, ele é motorista rápido e olhe lá, mas sabe como é... É meu filho e pra filhos a gente fecha os olhos pros defeitos – só fez passar vergonha.
E por mais que tenha sido campeão, aquele carro de 1979 não era lá estas maravilhas, logo, nas mãos do Jacquinho... Bom... Vamos evitar que ele dê mais vexame.
Obrigado!
Gilles Villeneuve.

P.S.: Paga logo o macumbeiro ai se não o Alonso não vai ganhar mais nem a disputa interna com o Massa.
Até Gilles dá umas cornetadas no Jacques Deusmelivre
Depois de ler a mensagem, Luca di Montezemolo pega o telefone e liga para Stefano Domenicalli.
“-Alo? Stefano? Qui é Luca, tuo chefe. Ascuta stronzo, temos mesmo que fazer una homenagem?”
A resposta do interlocutor diz que sim, que é uma homenagem de filho para pai.
“-Buonno... Enton, stronzo... Liga para quello bambino Tomas e pergunta a ele se quer pilotar Il carro de Jody, anche! Capische?”
Filho por filho, melhor homenagear o Jody Scheckter

6 de abr de 2012

Conto de páscoa


-Pegou!
-Tem certeza?
-Tenho sim...  A armadilha desarmou... Pegou sim!
-Você colocou mesmo a ratoeira?
-Não né, dããããã! Ratoeira é pra rato...  Menino é tão burro!
-Não sou não...  É que não queria falar “coelheira”, isto não deve existir...
-Não, né... Não tem “coelheira”, mas tem armadilha pra coelho...
-Então tá... Vamos lá ver se pegou mesmo.
-Claro que pegou... Ce não ouviu desarmar?
-Tá bom... Tá bom... Vamos olhar então... O que cê colocou de isca?
-Cenoura, né? Dãããããã! Burro. Vamos lá perguntar pra ele porque ele esconde todo ano os ovos de Páscoa em vez de entregar pra gente logo...
-Vamos...

A armadilha nada mais era que uma enorme caixa de um aparelho de TV como se fosse uma antiga arapuca para pegar passarinhos. Daquelas que nossos pais e avós sempre nos contavam como sendo a melhor e mais eficiente armadilha já feita.

-Cê abre, se ele tentar fugir eu pego.
-Você? Pega nada... Ce tem medo de gato, vai pegar o coelho que jeito?
-Não tenho medo de gato não... Eu só não gosto deles.
-Não gosta... Tem é medo isto sim... É o único menino que conheço que tem medo de gatinhos...
-E você? Que tem medo de barata...
-Não tenho não... Tenho nojo, é diferente... Mas não muda de assunto, Quer mesmo que eu abra a armadilha e você pega o coelho?
-Ele morde?
-Quem? O coelho?
-É né..
-Não... Não morde... Ou será que morde?
-Não sei...  Gato morde!
-Ah! Então é por isto que cê tem medo de gato?
-Eu não tenho medo de gato, é mentira...
-Então tá! Mas vou avisando... Não sei se coelho morde...
-Paiê! Coelho morde?
-Não...
-Viu não morde... Pode abrir que eu pego.
-Tá... Vou abrir... Um, dois, três... Já! – e tira a caixa.
-Ai meu Deus! – e pula para cima do sofá.
-Miau! Arrroowww, Miaaaau!
Os pais correm até à sala para ver o que acontecia e chegam a tempo de ver o filho com os olhos arregalados e a respiração ofegante em cima do sofá.
No chão a menina olhava sem acreditar para a armadilha que havia preparado.

-Você não nem nada a me dizer, senhorita? – pergunta o pai, enquanto a mãe acalma o menino.
-Tenho...
-Então diz!
-Gatos é que trazem os ovos da Páscoa?
-Se você rir, juro que te arranho... Feliz páscoa

4 de abr de 2012

Massa fora da Ferrari? Algumas opiniões relevantes

Muito se especulou sobre a Ferrari trocar Felipe Massa por Sérgio Perez ou outro piloto antes do fim da temporada.
Aqui no BligGroo duvidamos, mas fomos colher algumas opiniões sobre o assunto com pessoas envolvidas direta ou indiretamente no imbróglio...


Felipe Massa, o trocável 
-Eu não to preocupado não... Tenho apoio do time, tenho apoio da diretoria e de minha torcida...  O carro é bom e... Poxa, quem eu estou querendo enganar?


Fernando Alonso, o Noé da arca ferrarista
-No tiengo miedo de Perez, pero prefiro Felipe, é mais fácil controlar quien já conhecemos... Por outro lado, yo ganarei de todos, siempre...

Torcedor fanático da Ferrari
 -Io preferia até quelo Rubinho, ache! Lento por lento, melhor um que fingia no estar gostando, capice?

1B original
-Voltar pra Ferrari? Não... Agora minha meta é ser vice nos EUA, mas primeiro eles tem que entender que eu quero ser considerado novato... Um novato experiente, Older but faster. Que tenho a faca nos dentes, que nunca me senti tão bem...

Jerome Valcke
-A Ferrari tem que tomar um chute no traseiro pra se endireitar...

Papa tanga frouxa
 -Massa? Ferrari? Que se foda... Eu torço é pelo Vettel! Chupa Rosberg...

Sérgio Perez 
 -Ferrari? Ahora? No me gustas... Voy esperar que el carro fique bom...


 Torcedor mexicano
-El Perez puede até ir para la scuderia safada, pero se sacanearem nuestro niño... La puerra hai ficar séria!

2 de abr de 2012

Automobilismo na quitanda

Jordão é um quitandeiro e a despeito de seu nome no aumentativo, é um cidadão mirrado. Magro como um faquir e baixo. Quase um anão.
Armazém de secos e molhados...
Por trás do balcão de sua quitanda, que na verdade é um armazém de secos e molhados há um banco de madeira comprido e alto onde, sentado, Jordão aparentava ter ao menos um metro e setenta de altura.
Jordão é calvo, mas esconde a careca com uma vistosa peruca de fios pretos. Às vezes esquece colocá-la e se o questionam diz que cabelo não é tão importante se fosse: “-Não nasceria no nariz...”.
Outra característica de Jordão é ser econômico nas palavras, porém sem ser lacônico.
Frases secas que muitas vezes soam mal humoradas, mas que seguem uma lógica toda própria: a lógica Jordaniana.

Curtos exemplos.
Jordão atrás do balcão sentado em seu banco quando entra um garoto a mando da mãe para comprar cigarros.
-Seu Jordão, tem cigarro solto?
-Pra você nem preso...

Ou, da menina metida que, na ponta dos pés, entrou na quitanda sem dar bom dia a ninguém e nem esperou sua vez para pedir.
-Jordão, quantos que é a dúzia de ovo? (sic)
-Se não me engano, são doze...

Duzia, não vai mudar nunca
Entre outras pérolas.
Outro dia, conversando sobre automobilismo com dois fregueses que tomavam tubaína em seu balcão, prestou mais atenção.
-A Ferrari vê no Alonso uma espécie de Noé... Acham que ele vai salvar a equipe. – diz um.
-Falso Noé! – ri o outro.
-O Noé até que não é tão falso, mas a arca que ele pilota não navega não... – finaliza Jordão.

Então mudam o tópico sem mudar de assunto.
-Rubens disse que tá chateado por não ser considerado rookie. – comenta o primeiro.
-Sacanagem... O cara não tem experiência. – concorda o segundo.
-Ué? Vivia arrotando que tinha pra cavar emprego, quando consegue não tem mais? – questiona Jordão.
-Não Jordão, é que sendo rookie ele teria direito a dar mais voltas em cada circuito pra se adaptar. – diz o primeiro.
-Fase de adaptação é problema, na F1 demorou 18 anos pra sair dela. – jordaneou Jordão.
-Porra Jordão, sacanagem. – diz o primeiro contando dinheiro para pagar o refrigerante.
-E quando se adaptou, tomou um pé na bunda... – finalizou o botequeiro recolhendo o pagamento da tubaína.
Assim como o Rubens, tubaína também é  vice no coração de todos