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Mostrando postagens de Julho, 2012

Uma breve pausa, mas eu volto...

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Esta foi escolhida em face do momento.
Por motivo de força maior, mas nada grave – posso assegurar – este blog sofrerá uma interrupção em suas postagens.
Desde sua criação, nunca passei mais que dois dias sem colocar algo novo ou revisitar algum texto que achasse merecedor de uma re postagem.
Agora, com uma mudança de endereço (meu, não do blog) serei obrigado a interromper por um período de tempo um tantinho maior.

Na nova casa ainda não tem internet banda larga.
Já até fiz o pedido, mas dependo dos prazos de instalação da empresa, penso não demorar muito, mas sabem como é né?
Espero que na volta, sim, eu voltarei! (modo Terminator on) estejam todos ai ainda, não me abandonem (modo Collor on)

Até a volta!
Turn and face the strange!

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Chegar a uma Olimpíada não é tarefa para mortais e sim para candidatos a semideuses.
A disputa começa bem antes de chegarem à cidade sede.
Muito antes até de se iniciarem os pré-olímpicos.
Começa quando o sujeito decide ser atleta e precisa vencer – primeiro – seus próprios limites.
É disto que trata o lema: mais rápido, mais alto, mais forte.

Particularmente, vejo os jogos Olímpicos como concursos públicos para vagas no Olimpo, e as provas são as diversas modalidades esportivas.
Tudo organizado pelo COI, que a mando de Zeus, cuida da burocracia.
Os melhores classificados, aqueles que levam o ouro, a prata e o bronze, ocupam por quatro anos as vagas de semideuses.
O emprego tem a prerrogativa de ser estendido por mais quatro anos ou até mais, porém são poucos os que conseguem tal façanha.
Estes - os que prorrogam seu tempo no Olimpo - são mitos e, mais que os outros até, merecem seus retratos nas paredes como funcionários exemplares.

Tudo muito justo, não?
Nem sempre!
O lema, que tamb…

Lado B do GP: Sejam bunda moles, diz a FIA

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Então Sebastian Vettel foi punido com o acréscimo de vinte segundos em seu tempo final e com isto, caiu do segundo para o quinto posto.
É estranho, muito estranho.
Nunca se puniu por coisa parecida, fosse com Schumacher ou outro qualquer.
Puniu-se um piloto alemão na Alemanha, será que é para mostrar que não existe comissário “caseiro” na F1?
Duvido?

Diriam os maledicentes que a punição só é boa para o Alonso que assim vê aumentada sua vantagem sobre os demais.
Bobeira.

A versão mais plausível é que a punição foi dada para ajudar os ingleses.
Explico.
Dando uma moral para o Button, depois da corrida horrível do Hamilton, fica mais simples para os ingleses decidirem-se logo pelo seu ídolo da F1.
Button é legal, reclamou, mas nem tanto da manobra do alemãozinho e não dá os vexames que Lewis protagoniza vez em quando e reforça claro, a sensação que Ron Denis e Martin Withmarsh têm de que era melhor ter dado razão ao Alonso naquela briga com Lewis em 2007...


Soluções para que não haja pu…

F1 2012 - GP da Alemanha: na média da temporada

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Não foi um espetáculo, mas dentro do nível de emoção que este campeonato está apresentando, principalmente em pistas que outrora chamávamos de imprestáveis, foi bom.
Para se ter uma pálida idéia, a corrida foi melhor que a de Silverstone, mesmo com a pista de Hoken mutilada.
Coisas da F1 “muderna”.

Outra constatação, que já vai ficando velha, é de que Alonso sobra na turma.
Mesmo esta turma tendo gente com o gabarito de Vettel, Suvaquer (velho, mas Suvaquer), Kimi Sonequen, Jenson Burocrata Button e – vá lá que seja! – Lewis Donkey Hamilton.
Dominou as ações de ponta a ponta, tomou pressão de Button e suportou bem.
Não só suportou, diria, mas fez com que Jenson - que é tido com um dominador na arte de poupar pneus - tivesse problemas exatamente com os compostos de borracha.
Em outras palavras, Button tomou na roda.

A vitória – terceira em uma temporada tão equilibrada – coloca o asturiano ainda mais na liderança.
Só não está mais folgado porque Vettel também aproveitou para ultrapassa…

Jesus built my hotrod

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O ano era 1992 e era comum dizer que o Guns´n´Roses era a maior e mais pesada banda da terra. Ainda que os Stones ainda estivessem (e ainda estão) na ativa, e que houvesse “n” grupos que soavam – e eram – mais pesados que a turma de Axl.

O lugar era um bar que aqui seria chamado de “pé sujo”, “boteco”, “bitaca”, “inferninho” entre outros nomes nada elogiosos.
Cerveja era o forte da casa, claro. Homens vestidos de couro ou jeans, motos paradas na porta e um cheiro forte de confusão no ar. Como se fosse vapor de gasolina esperando um fósforo para fazer o maior esporro.

De um lado do balcão um imigrante mexicano, provavelmente ilegal, tatuado, mal encarado e vestido com uma camiseta do Anthrax já há muito desbotada.
Do outro, um sujeito filho de refugiados cubanos, de cabelos pretos ensebados, cavanhaque mal desenhado, óculos escuros e um chapéu roto de abas desbeiçadas enterrado na cabeça até quase a altura dos olhos.
Junto dele um branquelo raquítico de olhos arregalados.
Vinham de um…

Nomes

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Escolher um nome para uma criança é coisa seríssima.
Porém nem todo mundo tem bom senso e extrapola...
Um nome estranho ou um nome fora de moda pode transformar a vida da criança em um verdadeiro inferno.
-Ih alá! O moleque se chama Gervásio! (Acho que não tem nome mais estranho e fora de moda que este...).
Ou até causar situações surreais e embaraçosas.
-Valdecir... Valdecir... Não tá ai na sala?
-Espera um minuto, foi no banheiro... – diz alguém
-Tá... Quando ela voltar pede para entrar no consultório...
Quando o médico - que preenchia algumas papeletas de cabeça baixa - ergue os olhos para a porta dá de cara com um sujeito de quase dois metros de altura e cem quilos...

Há alguns anos atrás a moda era estrangerizar os nomes, tanto que hoje temos milhares de Jenifers, Michaels, Brendons por ai.
E quase sempre com a pronuncia muito, mas muito prejudicada.
-Ô Jenerfí! Vem aqui menina... – é o que mais ouvimos pelas ruas da periferia de São Paulo, e posso apostar que pelas periferias de…

Estratégia anti-maledicência de Lewis Hamilton

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Já traduzido.

-Bem, eu contratei vocês para virem aqui comigo pra acabar com este papo de que eu sou boiola. – diz Lewis.
-Sem problema bofe, somos profissionais e pra gente não importa o motivo. – diz a loira.
-Pagando... A gente faz qualquer coisa... – diz a de cabelos pretos sublimando o “qualquer coisa”.
-Mas bofe... Você é famoso né? Para estar preocupado com a reputação... – volta a falar a loira.
-Sou... Vai dizer que não me conhece? – indaga o piloto.
-Acho que já te vi na TV...
-Sim me viu... Apareço lá sempre aos domingos.
-Hum... Dá mais uma dica. – pede ela.
-Namoro uma cantora famosa, magrinha...
-Não mente bofe... O Beckham é loiro e é o maior gato...

-Tá... Não sabe quem eu sou... Mas não tem problema. Vamos fazer o que eu disser: a gente fotografa, vende pra um tablóide ou deixa vazar na internet que nem uma atriz lá da terra do Massa e beleza... Nunca mais vão dizer que sou do time do Susu.
-Susu? Quem é Susu? – pergunta a de cabelos pretos.
-Pô... Se tua amiga não sa…

Lord

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Nos anos 70 os teclados tinham duas funções em bandas de rock.
Ou serviam para preencher espaços deixados entre a guitarra (quando havia apenas um guitarrista na banda) e a seção rítmica do baixo e bateria, ou para criar efeitos que simulavam viagens lisérgicas e/ou espaciais.
Mas Jonathas Douglas Lord fazia muito mais: era o diferencial do Deep Purple.

Com sua pegada jazzística complementava os solos da guitarra de Richie Blackmore, quando não, os suplantando.
Fala-se muito no riff de Smoke On the Water, mas a introdução da canção seria menos bombástica sem a tensão injetada pelo Hammond de Lord.
O solo central e insano de Highway Star rivaliza em técnica e beleza com as partes da guitarra.
A introdução de Perfect Strangers sozinha era capaz fazer a platéia ferver.
A condução elegante das melodias de Child in Time e This Time Around.
E para aqueles que acharam ou acham que Woman From Tokio é mero pastiche de Smoke, basta uma ouvida mais atenta no trabalho dos teclados para que a impr…

A.P.M.A.P

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E na sede da Williams em Grove...

-Pastor! Pastor! Tem um povo ai na porta querendo te ver!
-Pueblo? Usted conoces alguno, Bruno?
-Não prestei atenção, mas eles tão com cara de bravos.
-Por el gran Hugo! Será que son mis fãs?
-Com cara de bravos?
-Pero no? Bravos por estar sendo punido em todo GP. Vieram solidarizar...
-Bom não sei... Quer que eu chame alguém pra ir atender eles junto com você?
-Usted no vá?
-Nem fu....  O Patrick Head ta na fábrica. Veio fazer uma visita, vou avisar e ele vai com você. Tá?
-No precisa... Vou até lá sozinho...

Meia hora depois.

-Hola, que tal? O que querem de mim meus fãs?
-E quien disse que somos teus fãs?
-Perez? Lewis?
-Si!
-Yeah, nós não somos seus fãs, man...
-Mas... O que vieram fazer aqui e quem é esta turma ai?
- Somos a APMAP! Associação Presta Mais Atenção Pastor. – diz alguém da multidão

-Pastor, nosotros estamos aça por estar cansados de su conducion... Usted é um peligro!
-Very danger, very... Nós viemos aqui para protestar contra a forma…

Sittin´on the dock of the bay, mas não perdendo tempo...

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Brian Jones, guitarrista e um dos fundadores dos Rolling Stones, declarou que nem por um milhão de libras aceitaria subir ao palco após uma apresentação de Ottis Redding.

Brian sabia o que estava dizendo.
De trás do palco viu Ottis abrir seu show no festival Pop de Monterrey com “Shake” de outro monstro sagrado do soul: Sam Cooke. Emendar a sua “Respect” que Aretha Franklin elevou ao status de clássico, “Satisfaction” original da banda de Brian entre outras e finalizar com “Try a little tenderness” que levou a platéia às lagrimas.
Entre as canções que apresentou naquele show estava a primeira versão de um soul sensacional no qual Ottis vinha trabalhando já há algum tempo: (Sittin´ on the) Dock of the bay.
A introdução com o baixo parecia vir em ondas, como as águas do mar batendo na praia. A batida do violão - nada simples - era sinuosa, sensual... E a letra autobiográfica.
O Stone, que não chorou, ficou bastante impressionado e ainda viu e ouviu Ottis dizer – emocionado - que não que…

De ratos e piranhas

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A comitiva ia atravessando o planalto.
Dias e dias de uma viagem nas entranhas da região com um cortejo diferente. Ao invés de bois: ratos.

Mas nem eram só por serem de ratos o présito é que chamava a atenção, mais por serem também ratos os peões e condutores que lhe ditavam os destinos.
Ratos graúdos e graduados, representantes de uma classe de roedores que infelizmente se bastam.
A eles, ninguém controla. Até se tem a frágil ilusão, mas na realidade...

Eis que estes ratos seguiam pelo planalto a fora fazendo de suas ratices (sic) em sua algazarra velada e semi escondida.
Semi sim, porque todos os outros animais sabem o que fazem os ratos. Apenas lhes fazem vista grossa enquanto podem. Enquanto não é impossível que se ignore.

Então chegam a uma paragem inóspita.
Um lago formado e alimentado por águas vindas de uma queda d’água (e que senhora queda!) habitado por piranhas tão grandes quanto antigas.
Piranhas que se alvoroçam ao sentir o cheiro de algo que lhes possa parecer sinal de a…

Notícia quase falsa sobre Button

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Rumores no Paddock dão conta que a má fase de Jenson Button já está desagradando a alta cúpula da McLaren.
Já pensam até em substituir o sósia do cantor do Coldplay para o ano que vem.
Ron Dennis, o todo poderoso da equipe prateada (na verdade uma cópia pálida e sem o charme de Luca Di Montezemolo) declarou que seria bom ter dois pilotos no mesmo nível.
Colocado contra a parede pela pergunta: “-Quem deveria estar no nível de quem?”, claramente em relação a Button e Lewis, respondeu:
-Os dois... Os dois bem que poderiam estar no nível do Alonso, se bem que... Se estivessem no nível do Webber eu já ficaria satisfeito.

Torcedores pedem a troca de pilotos no carro prateado número três já para as próximas corridas.
-Pra ficar andando lá atrás, melhor por um cone no lugar do Button! – disse um deles.
Outro, ainda mais exaltado, pediu a substituição dos dois.
-Para o lugar do Button era melhor ir buscar alguém na GP2.
Perguntado se para o lugar do Hamilton, o substituto também deveria vir da…

Lado B do GP: Inglaterra 2012 - Fim dos tempos e tradição

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Sinal dos tempos...
Começa que o Chelsea foi campeão europeu.
Logo depois acontece do Taiti ganhar uma copa na Oceania.
Então, o Curintia ganha a Libertadores, isso, por si só, já faz pensar que a previsão de que o mundo vá acabar em dezembro deste ano é realmente coisa séria.
Mas então vem o GP da Inglaterra de F1 e vem a confirmação definitiva de que o fim do mundo é mesmo fava contada: nem um champanhe Mumm de belíssima safra fez com que Kimi “soneca” Raikkonen se animasse a brigar por um pódio.
Agora só falta o ar começar a feder enxofre...


Mas nem tudo está perdido.
Neste nosso esporte predileto que este ano tanto nos surpreende ainda há lugar para tradições. Sim...
E não é apenas nas equipes McLaren, Ferrari, Williams, últimos moicanos de uma Formula 1 romântica de priscas eras.
Nem na manutenção de pistas sagradas - ainda que as vezes mexidas - de Monza, Spa, Mônaco, Silverstone entre outras, mas uma tradição que poucos atentaram.
A tradição dos atropelamentos de mecânicos por …

F1 2012 - GP da Inglaterra: Inacreditável! Valência foi melhor...

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Já está para lá de clichê, mas lá vamos nós de novo: que temporada atípica.
Não... Não é atípica uma corrida no tradicional Silverstone, mas é uma situação no mínimo sui generis que a corrida anterior no contestado circuito do porto em Valência tenha sido melhor. Mais emocionante.
A corrida foi tão morna que não podia ter outro vencedor mesmo...

Não vai se travar aqui a discussão de as mudanças no traçado, incluindo a mudança do local de largada, capou um pouco da emoção do berço de nascimento da F1. Mas que em alguns momentos da prova deu saudade da configuração antiga deu.
Sem contar que era meio confuso o local de fechamento das voltas, tendo ainda a pintura do grid no local antigo.
Mas deve ser um problema pessoal deste escriba que aos poucos vai ficando disléxico.

Tão disléxico que assumiu sua torcida por Fernando Alonso!
E volto a repetir: a Mclata fez uma enorme cagada ao ficar com Lewis “donkey” Hamilton em vez do asturiano naquela briga anos atrás.
O marrento vem provando pro…

Gil 70 anos - Tempo Rei

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O gerente da Gessy Lever já estava cabreiro: por que catzo sua assistente estava sempre fora da sala onde trabalhava e sempre insistia em deixar a luz apagada?
“-É para economizar energia...” – dizia ela sem convencer.

Um dia ele resolveu tirar a prova e entrou na sala, acendeu a luz e tomou um susto. Havia um corpo estendido no chão. Roncando.
“-Este cara é maluco!” - disse ele antes de sair batendo a porta e acordando o dorminhoco.

O rapaz tinha passado a noite em uma das mecas da boemia paulistana tentando convencer uma  cantora gaúcha a gravar uma composição sua.
Parece que conseguiu.

“-O Gilberto... Rapaz, esta vida de gerente não é pra você não. É  muito medíocre, não tem nada a ver com você. Largue esta vida e segue teu caminho, seja feliz.” – disse um dia o tal gerente.
E Gilberto foi.

Hoje o gerente é casado com a assistente cúmplice do dorminhoco e o rapaz é um dos maiores cantores e compositores do país.
Já foi até ministro da cultura, mas isto é coisa que se pode – para nã…

Pela cassação dos pombos

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Num domingo qualquer destes, creio eu, em sua coluna na Folha de São Paulo o poeta Ferreira Gullar escreveu em defesa dos pombos. Aqueles ratinhos de asa que empesteiam as grandes cidades. Pois eu vou à contramão do poeta. Lá ele dizia que era contra que se caçassem os bichinhos. Eu sou a favor. Sim eu sou a favor da cassação em massa deles. O que, convenhamos é um negócio difícil para caramba! Cassar pombos... 
Primeiro. Sabe-se que estes bichos voam por ai em bando. Da última vez que fiz uma contagem de um bando deles voando tinha para mais de quarenta! É! Quarenta e são uns bichinhos corporativistas que nem comento... Para se cassá-los é preciso aprovação da maioria. E como disse são uns bichos corporativistas. Ficam naquela encolha: “-Cassar, sei não. De outra vez quando precisei dele, não me faltou...”. “-Hum... Cassar, não a gente pode no máximo dar uma reprimenda... Tive negócios com ele e cassar eu nem cogito”. E assim eles vão se defendendo.
É sabido também que eles têm o d…

Calvário para publicar

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-Oi... Eu vim porque recebi um telefonema...
-Seu nome é?
(diz o nome)
-Ah sim... O senhor deixou um original para avaliação.
-Deixei... Faz tanto tempo que pensei que não teria resposta.
-Ler e avaliar livros para publicação demanda tempo senhor...
-Entendo.
-Também leva tempo para escrevê-los, não é?
-Muito...
-Bem, agora a espera chegou ao fim. Aguarde um instante enquanto anuncio que o senhor chegou.
-Obrigado!

A espera sentando em um confortável sofá azul vai se tornando longa. A euforia – contida ao chegar – vai se dissipando e dando lugar a uma angustia.
“-Terão gostado da história?” – ele pensa – “-Será que acharam o texto bem escrito?”
A música ambiente é igual aos sons ouvidos nos elevadores, menos mau. Podia ser algo destas novidades com sabor rançoso de coisa velha que inunda as FM´s.
“-Novidades, ta certo... Letra ridícula com refrão grudento repetido um zilhão de vezes e com instrumental indigente... Tá certo!” – é o que imagina para afastar o sentimento ruim da espera.

Perguntar não ofende. Ou ofende?

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Não é cômodo que MERCOSUL e Unasur excluam o Paraguai dos seus quadros e inclua a Venezuela – que o país excluído vetava – com tanta agilidade?

Não é interessante também que os mesmos “ilustrados” que reclamam da rapidez do processo de impeachment do “socialista” Lugo sejam os mesmos que criticam a morosidade nos mesmos assuntos quando os investigados sejam os “direitistas” daqui?

E ainda interessante também é que, assim por acaso, o excluído Paraguai tenha apeado do poder um “camarada socialista” e que a inclusa Venezuela seja comandada por um dos maiores “figurões” deste novo socialismo fisiológico?

E não é estranho para caramba que o motivo alegado para a exclusão dos guaranis tenha sido a quebra da ordem democrática, mas que lá na Venezuela o presidente andou cassando rádios e TV´s e prendendo jornalistas que lhe faziam oposição?

Mas perguntar não ofende, não é?
É só hipocrisia ou tem algo mais ai?
Ofendeu-se?
F***-se...