27 de jul de 2012

Uma breve pausa, mas eu volto...


Esta foi escolhida em face do momento.
Por motivo de força maior, mas nada grave – posso assegurar – este blog sofrerá uma interrupção em suas postagens.
Desde sua criação, nunca passei mais que dois dias sem colocar algo novo ou revisitar algum texto que achasse merecedor de uma re postagem.
Agora, com uma mudança de endereço (meu, não do blog) serei obrigado a interromper por um período de tempo um tantinho maior.

Na nova casa ainda não tem internet banda larga.
Já até fiz o pedido, mas dependo dos prazos de instalação da empresa, penso não demorar muito, mas sabem como é né?
Espero que na volta, sim, eu voltarei! (modo Terminator on) estejam todos ai ainda, não me abandonem (modo Collor on)

Até a volta!
Turn and face the strange!

25 de jul de 2012


Chegar a uma Olimpíada não é tarefa para mortais e sim para candidatos a semideuses.
A disputa começa bem antes de chegarem à cidade sede.
Muito antes até de se iniciarem os pré-olímpicos.
Começa quando o sujeito decide ser atleta e precisa vencer – primeiro – seus próprios limites.
É disto que trata o lema: mais rápido, mais alto, mais forte.

Particularmente, vejo os jogos Olímpicos como concursos públicos para vagas no Olimpo, e as provas são as diversas modalidades esportivas.
Ele manda, o COI só cumpre a burocracia 
Tudo organizado pelo COI, que a mando de Zeus, cuida da burocracia.
Os melhores classificados, aqueles que levam o ouro, a prata e o bronze, ocupam por quatro anos as vagas de semideuses.
O emprego tem a prerrogativa de ser estendido por mais quatro anos ou até mais, porém são poucos os que conseguem tal façanha.
Estes - os que prorrogam seu tempo no Olimpo - são mitos e, mais que os outros até, merecem seus retratos nas paredes como funcionários exemplares.

Tudo muito justo, não?
Nem sempre!
O lema, que também pode ser aplicado aos adversários perde o sentido quando entram em cenas agentes externos, fora da zona de confronto direto entre os concursandos.
Nestas horas, quando a política e a politicagem entram em cena, não é suficiente ser o mais rápido, o mais forte ou mesmo o mais ágil.
Nestes casos cai por terra até mesmo o outro lema olímpico que diz que o importante e competir.

Provavelmente o mais impressionante deles, a meu ver, seja a história da final do basquete masculino dos jogos de Munique em 1972 em plena guerra fria.
Faltando três segundos para o fim do jogo os EUA venciam a URSS por apenas um ponto de diferença: 50 a 49.
Os soviéticos haviam pedido tempo e na reposição de bola erraram o arremesso.
Ouro americano.
Não...
Um dos árbitros da partida alegou que a URSS tinha pedido tempo quando faltava apenas um segundo para o fim do jogo.
Nova reposição de bola e novamente os soviéticos erram a jogada.
Agora sim, ouro olímpico para aos americanos.
Novamente não. E desta vez sob a alegação da arbitragem de que a FIBA, na pessoa de seu secretário geral havia detectado uma falha no cronometro.
Nova reposição e desta vez os soviéticos não erram, levando assim a medalha e indignando os americanos ao ponto de sequer irem receber as medalhas de prata.

Por sorte, ou justiça, as histórias de superação suplantam em número – e beleza – os péssimos exemplos como este e podemos nos emocionar com maratonistas que cruzam linhas de chegadas extenuadas, ginastas que se apresentam mesmo com fraturas, cavalos que se recusam a saltar obstáculos entre tantas outras coisas memoráveis.

Que tenha lugar então o concurso público para semideus deste ano.
Que a política e a politicagem fiquem de fora do sistema de apuração e que apenas os mais rápidos, os mais fortes, os mais ágeis sejam as estrelas maiores.
Zeus agradecerá e nós também.

Texto escrito à pedido do amigo Regys Silva e  publicado originalmente no blog Surto Olímpico.

24 de jul de 2012

Lado B do GP: Sejam bunda moles, diz a FIA


Então Sebastian Vettel foi punido com o acréscimo de vinte segundos em seu tempo final e com isto, caiu do segundo para o quinto posto.
É estranho, muito estranho.
Nunca se puniu por coisa parecida, fosse com Schumacher ou outro qualquer.
Puniu-se um piloto alemão na Alemanha, será que é para mostrar que não existe comissário “caseiro” na F1?
Duvido?

Diriam os maledicentes que a punição só é boa para o Alonso que assim vê aumentada sua vantagem sobre os demais.
Bobeira.

A versão mais plausível é que a punição foi dada para ajudar os ingleses.
Explico.
Dando uma moral para o Button, depois da corrida horrível do Hamilton, fica mais simples para os ingleses decidirem-se logo pelo seu ídolo da F1.
Button é legal, reclamou, mas nem tanto da manobra do alemãozinho e não dá os vexames que Lewis protagoniza vez em quando e reforça claro, a sensação que Ron Denis e Martin Withmarsh têm de que era melhor ter dado razão ao Alonso naquela briga com Lewis em 2007...
Como transformar pilotos em bundas mole.


Soluções para que não haja punição para novos casos iguais:



  • Tirar o asfalto e colocar lama.
  • Instalar trilhos e por os carros para correr sobre eles.
  • Tirar o asfalto e encher de pregos.
  • Por placas de proibido ultrapassar.
  • Tirar o asfalto e encher de cacos de vidro.
  • Deixar o asfalto, mas instalar Snipes de elite em um ponto qualquer. Passou, atira.
  • Tirar o asfalto e instalar um lago artificial.
  • Encher o lago com jacarés, piranhas e tubarões.
  • Colocar um delimitador elétrico de pista. Encostou leva choque de 200mil volts.
  • Levar as gordinhas do Lewis para aquela área. Qualquer piloto com o mínimo de bom senso se afastaria dali como o diabo foge da cruz.
Se ultrapassar por fora, mando bala...



22 de jul de 2012

F1 2012 - GP da Alemanha: na média da temporada


Não foi um espetáculo, mas dentro do nível de emoção que este campeonato está apresentando, principalmente em pistas que outrora chamávamos de imprestáveis, foi bom.
Para se ter uma pálida idéia, a corrida foi melhor que a de Silverstone, mesmo com a pista de Hoken mutilada.
Coisas da F1 “muderna”.
Alonso: "-Button, cê vai estourar ou não o champanhe?
Button: -Não, estou poupando a rolha...

Outra constatação, que já vai ficando velha, é de que Alonso sobra na turma.
Mesmo esta turma tendo gente com o gabarito de Vettel, Suvaquer (velho, mas Suvaquer), Kimi Sonequen, Jenson Burocrata Button e – vá lá que seja! – Lewis Donkey Hamilton.
Dominou as ações de ponta a ponta, tomou pressão de Button e suportou bem.
Não só suportou, diria, mas fez com que Jenson - que é tido com um dominador na arte de poupar pneus - tivesse problemas exatamente com os compostos de borracha.
Em outras palavras, Button tomou na roda.

A vitória – terceira em uma temporada tão equilibrada – coloca o asturiano ainda mais na liderança.
Só não está mais folgado porque Vettel também aproveitou para ultrapassar Button em uma manobra que rendeu alguma discussão, mas que a meu ver não teve nada de errado.
Vai ser difícil tirar dele...

Os brasileiros tiveram mais um dia rotineiro nesta temporada.
Nem Massa e nem Senna sobrinho brilharam. Bem pelo contrário.
Arranjaram toques na largada que obrigaram a fazer paradas prematuras.
Se a maré já não estava para peixe, agora ainda encheu de lixo a beira da praia.

Outro que fez uma corrida bem vagabunda foi Lewis Hamilton.
O pneu furado no início da corrida já deu margens a uma declaração que pode ser entendida de várias formas: “-Desculpe rapazes, mas acho que vamos ter de desistir da corrida.”
Prefiro interpretar como: “-Pô gente, vamos desistir, eu não to rendendo nada, to de ressaca...”
-Hoje eu num se dei bem...
A impressão que deu foi que ele queria desistir mesmo antes da largada, o que veio depois foi só o glacê do bolo.
Some-se isto àquelas voltas esquisitas em que era retardatário e ainda assim insistia em brigar com Vettel – que o deixou passar de boa, afinal, com criança e maluco não se discute – e Alonso e tenha um abandono por “problemas mecânicos” coroando assim um fim de semana digno de um Zé Mané qualquer.
Penso que seja o início do fim de sua carreira na F1. Com a porta fechada na Red Bull e com as restrições de Alonso a sua pessoa, não sobraria muitas vagas em equipes de ponta para o ano que vem.
A Mercedes e a Lotus seriam opções, mas na verdade, na fria letra, nem uma das duas é de ponta e não vejo melhoras no horizonte.
Pode parecer prematuro o que disse, mas é uma possibilidade.

E para finalizar, um texto no Pódium GP escrito há algum tempo pelo amigo Daniel Machado, quando ninguém tinha vantagem expressiva alguma, dizia que este campeonato tinha a cara do Alonso.
Olha ai... Daniel fazendo a escola Regis Roesing de profetização.
Daniel Machado fazendo previsão.

20 de jul de 2012

Jesus built my hotrod


O ano era 1992 e era comum dizer que o Guns´n´Roses era a maior e mais pesada banda da terra. Ainda que os Stones ainda estivessem (e ainda estão) na ativa, e que houvesse “n” grupos que soavam – e eram – mais pesados que a turma de Axl.

O lugar era um bar que aqui seria chamado de “pé sujo”, “boteco”, “bitaca”, “inferninho” entre outros nomes nada elogiosos.
Cerveja era o forte da casa, claro. Homens vestidos de couro ou jeans, motos paradas na porta e um cheiro forte de confusão no ar. Como se fosse vapor de gasolina esperando um fósforo para fazer o maior esporro.

De um lado do balcão um imigrante mexicano, provavelmente ilegal, tatuado, mal encarado e vestido com uma camiseta do Anthrax já há muito desbotada.
Do outro, um sujeito filho de refugiados cubanos, de cabelos pretos ensebados, cavanhaque mal desenhado, óculos escuros e um chapéu roto de abas desbeiçadas enterrado na cabeça até quase a altura dos olhos.
Junto dele um branquelo raquítico de olhos arregalados.
Vinham de uma longa jornada de mixagens em seu estúdio particular onde – segundo os próprios – “-Consumia-se drogas como se fossem mentex”.

-Dá uma cerveja ai, chicano... E nada deste mijo que você serve. Queremos coisa boa. – diz o homem da cartola rota.
O barman mexicano serve duas cervejas – as mesmas que todos tomavam – e fica olhando para os dois com um sorriso de satisfação.
-Nós não vamos pagar, porque nós somos o Guns´n´Roses. Eu sou o Slash e este aqui é Axl...

O Mexicano que passava um pano seboso sobre o balcão então gargalha e devolve.
-Não precisa pagar, mas o caralho que são do Guns... Vocês são Al Jourgensen e Paul Barker e a banda de vocês é fudida!

Estava ali no balcão daquela birosca a espinha dorsal do Ministry.

19 de jul de 2012

Nomes


Escolher um nome para uma criança é coisa seríssima.
Porém nem todo mundo tem bom senso e extrapola...
Um nome estranho ou um nome fora de moda pode transformar a vida da criança em um verdadeiro inferno.
-Ih alá! O moleque se chama Gervásio! (Acho que não tem nome mais estranho e fora de moda que este...).
Ou até causar situações surreais e embaraçosas.
-Valdecir... Valdecir... Não tá ai na sala?
-Espera um minuto, foi no banheiro... – diz alguém
-Tá... Quando ela voltar pede para entrar no consultório...
Quando o médico - que preenchia algumas papeletas de cabeça baixa - ergue os olhos para a porta dá de cara com um sujeito de quase dois metros de altura e cem quilos...

Há alguns anos atrás a moda era estrangerizar os nomes, tanto que hoje temos milhares de Jenifers, Michaels, Brendons por ai.
E quase sempre com a pronuncia muito, mas muito prejudicada.
-Ô Jenerfí! Vem aqui menina... – é o que mais ouvimos pelas ruas da periferia de São Paulo, e posso apostar que pelas periferias de muitas cidades do país também.
E assim também o é com Michael, que vira Maicô e Brendon, que vira Brendão.

Costuma-se usar o nome de ídolos em voga à época.
Temos agora uma quantidade grande de Ronaldos, como tivemos uma boa batelada de Ayrtons tempos atrás.
Casos curiosos foram registrados, como aquele em que o pai queria registrar seu filho com o nome de Pelé.
-Pelé não pode...
-Não pode por quê?
-Por que Pelé não é nome... É apelido.
-E apelido não pode?
-Não...
-Mas alguém colocou o apelido nele, não foi?
Porém alguns nomes de ídolos que entram em desuso.
Rubens por exemplo não tem um novo registro desde 13/05/2002

Também tem os nomes totalmente esquisitos.
Conheço casos em que a criança vai realmente ter problemas se não arrumar um apelido urgente.
Já li relatos de crianças que receberam o nome de Umdoistresquatro da Silva, Umbelino e Gaudêncio... Pior não poderia ser.
Ou poderia?

Contam que um dia o cara chegou para fazer um cadastro qualquer e o atendente perguntou:
-Nome?
-Sasasamuel..
-Samuel?
-Sasasamuel...
-Ah, me desculpe... Não sabia que o senhor era gago... Desculpe...
-Eu não sou gago.
-Então não entendi!
-Eu não sou gago, mas o meu pai era... E filhadaputa era o cartorário que fez meu registro...

18 de jul de 2012

Estratégia anti-maledicência de Lewis Hamilton


Já traduzido.

-Bem, eu contratei vocês para virem aqui comigo pra acabar com este papo de que eu sou boiola. – diz Lewis.
-Sem problema bofe, somos profissionais e pra gente não importa o motivo. – diz a loira.
-Pagando... A gente faz qualquer coisa... – diz a de cabelos pretos sublimando o “qualquer coisa”.
-Mas bofe... Você é famoso né? Para estar preocupado com a reputação... – volta a falar a loira.
-Sou... Vai dizer que não me conhece? – indaga o piloto.
-Acho que já te vi na TV...
-Sim me viu... Apareço lá sempre aos domingos.
-Hum... Dá mais uma dica. – pede ela.
-Namoro uma cantora famosa, magrinha...
-Não mente bofe... O Beckham é loiro e é o maior gato...
Sid Wagner e Waldermar

-Tá... Não sabe quem eu sou... Mas não tem problema. Vamos fazer o que eu disser: a gente fotografa, vende pra um tablóide ou deixa vazar na internet que nem uma atriz lá da terra do Massa e beleza... Nunca mais vão dizer que sou do time do Susu.
-Susu? Quem é Susu? – pergunta a de cabelos pretos.
-Pô... Se tua amiga não sabe quem sou eu, não me admira que você não saiba quem é o Susu! Adrian Sutil, um piloto.
-Ah... O Sutil... Sei... Um que pilotava para a Force Índia né... É que com este apelido gay eu não ia desconfiar mesmo.
Trio no hall do hotel

-Bom... Então vamos lá. Eu vou dizer o que vamos fazer. Depois a gente sai e dá bandeira no hall do hotel pra ser fotografado de propósito. Tá certo?
-Uhum...  – respondem as duas juntas.
-Então... Primeiro eu sento na poltrona ali no fundo e vocês duas começam a abraçar... Ai eu chego junto e as duas tiram a minha camisa. Então a gente faz outras fotos com taças de champanhe. A loira colocando a taça na boca da morena. Depois nós três bebemos juntos e vocês ficam sem a parte de cima da roupa... Então me abraçam.
Por último vocês ficam se beijando bem pertinho de mim que vou fazer umas caras e bocas de bêbado. Alguma pergunta?
Silêncio...
-Alguma observação?
-Eu tenho! – Diz a loira.
-O que é? – pergunta o piloto.
-O roteiro tá tão bom que eu já fiquei de pau duro... – completa a menina.
-E eu também... – concorda a de cabelos pretos.
Lewis: "-Eu se dei bem...."

17 de jul de 2012

Lord


Nos anos 70 os teclados tinham duas funções em bandas de rock.
Ou serviam para preencher espaços deixados entre a guitarra (quando havia apenas um guitarrista na banda) e a seção rítmica do baixo e bateria, ou para criar efeitos que simulavam viagens lisérgicas e/ou espaciais.
Mas Jonathas Douglas Lord fazia muito mais: era o diferencial do Deep Purple.
Doutor honorário em música pela universidade de Leicester

Com sua pegada jazzística complementava os solos da guitarra de Richie Blackmore, quando não, os suplantando.
Fala-se muito no riff de Smoke On the Water, mas a introdução da canção seria menos bombástica sem a tensão injetada pelo Hammond de Lord.
O solo central e insano de Highway Star rivaliza em técnica e beleza com as partes da guitarra.
A introdução de Perfect Strangers sozinha era capaz fazer a platéia ferver.
A condução elegante das melodias de Child in Time e This Time Around.
E para aqueles que acharam ou acham que Woman From Tokio é mero pastiche de Smoke, basta uma ouvida mais atenta no trabalho dos teclados para que a impressão caia por terra definitivamente.

Porém, ao menos para mim, sua obra prima é uma composição lançada no clássico álbum Machine Head de 1973 e que tocou em todas as apresentações desde então: Lazy.
Um misto de técnica jazzística, pegada R&B, e fúria rock and roll que impede o ouvinte de ficar impassível, ainda que seja na base do “ame ou odeie”.
Não era raro que enxertasse trechos de peças eruditas em sua introdução.

Em 2011 a universidade de Leicester, onde nasceu, concedeu a Jon Lord o grau honorário de doutor em música. Nada mais justo.
Tinha 71 anos sofria com um câncer no pâncreas.
Os órgãos Hammond soarão um pouco menos festivos a partir de agora.

16 de jul de 2012

A.P.M.A.P


E na sede da Williams em Grove...

-Pastor! Pastor! Tem um povo ai na porta querendo te ver!
-Pueblo? Usted conoces alguno, Bruno?
-Não prestei atenção, mas eles tão com cara de bravos.
-Por el gran Hugo! Será que son mis fãs?
-Com cara de bravos?
-Pero no? Bravos por estar sendo punido em todo GP. Vieram solidarizar...
-Bom não sei... Quer que eu chame alguém pra ir atender eles junto com você?
-Usted no vá?
-Nem fu....  O Patrick Head ta na fábrica. Veio fazer uma visita, vou avisar e ele vai com você. Tá?
-No precisa... Vou até lá sozinho...

Meia hora depois.

-Hola, que tal? O que querem de mim meus fãs?
-E quien disse que somos teus fãs?
-Perez? Lewis?
-Si!
-Yeah, nós não somos seus fãs, man...
-Mas... O que vieram fazer aqui e quem é esta turma ai?
- Somos a APMAP! Associação Presta Mais Atenção Pastor. – diz alguém da multidão

-Pastor, nosotros estamos aça por estar cansados de su conducion... Usted é um peligro!
-Very danger, very... Nós viemos aqui para protestar contra a forma que você vem pilotando. Você bate demais, parece que não olha pros lados e atrapalhou eu e Sérgio algumas vezes já... Ficamos cansados e queremos mostrar nossa indignação.
-Presta mais atenção, Pastor! – gritam os dois.

-Está biem! Ustedes acharem isto yo até entendo, afinal se deram mal em brigas comigo... Porque yo sou el futuro de la F1!  Mas e esta gente ai?
-We don´t know... Mas fui convidado por eles... Foi você quem trouxe Sérgio?
-No... Yo no... Pensei que havia sido você... Tambiem fui convidado.
-Se no fue el Sérgio e no fue Hamilton? Quien trouxe? – e olhando para a multidão – Quem trouxe vocês acá?

-Eu! – diz uma voz vinda do meio da multidão – Você bater toda corrida em alguém já é ruim... É ruim para o Lewis que não ta num bom momento na McLaren, é ruim para o Perez que está em um momento de afirmação juntamente com sua equipe, a Sauber... É ruim para o espetáculo que acaba perdendo sempre pelo menos um bom piloto por prova... Mas, porra! É muito pior para mim que tenho que arcar com as despesas de ter de mandar arrumar o teu carro e ver você sempre largando lá do fundão por conta de punição! Presta mais atenção, Pastor!

Ao ver Frank Williams saindo do meio daquela gente toda, Pastor começa a reconhecer na multidão os mecânicos, engenheiros e outros profissionais que trabalham na Willliams. Ia até tentar argumentar algo quando ouve em uníssono: “-Presta mais atenção, Pastor!”

13 de jul de 2012

Sittin´on the dock of the bay, mas não perdendo tempo...


Brian Jones, guitarrista e um dos fundadores dos Rolling Stones, declarou que nem por um milhão de libras aceitaria subir ao palco após uma apresentação de Ottis Redding.

Brian sabia o que estava dizendo.
De trás do palco viu Ottis abrir seu show no festival Pop de Monterrey com “Shake” de outro monstro sagrado do soul: Sam Cooke. Emendar a sua “Respect” que Aretha Franklin elevou ao status de clássico, “Satisfaction” original da banda de Brian entre outras e finalizar com “Try a little tenderness” que levou a platéia às lagrimas.
Entre as canções que apresentou naquele show estava a primeira versão de um soul sensacional no qual Ottis vinha trabalhando já há algum tempo: (Sittin´ on the) Dock of the bay.
A introdução com o baixo parecia vir em ondas, como as águas do mar batendo na praia. A batida do violão - nada simples - era sinuosa, sensual... E a letra autobiográfica.
O Stone, que não chorou, ficou bastante impressionado e ainda viu e ouviu Ottis dizer – emocionado - que não queria ir embora.
Depois daquele show, Redding mexeu algumas vezes no arranjo da música e fez sua gravação definitiva em 22 de Novembro de 1967, dezoito dias antes de falecer.
A canção só foi lançada - em um compacto extraído de um disco póstumo com uma compilação do que havia de melhor em sua obra e mais algumas canções inéditas - um ano após o acidente e foi direto para o primeiro lugar das paradas.

Diz a história que o parceiro e co-autor da canção, Steve Crooper, ficou impressionado por ser aquela a primeira vez que Ottis teria escrito uma letra sobre si mesmo e acabou achando o verso “I left my home in Georgia, headed for Frisco bay” (deixei minha casa na Georgia em direção à baía de Frisco) meio que premonitório.
Curiosamente, a introdução foi acrescida de sons de ondas quebrando e gaivotas, num simulacro sinistro do cenário do acidente.
O avião em que viajava caiu dentro das águas geladas da baía de Monoma, no Wiscosin. Com ele também morreram parte da sua banda, os Bar Keys, seu empresário e uma das mais promissoras carreiras de um cantor de soul em todos os tempos.

12 de jul de 2012

De ratos e piranhas


A comitiva ia atravessando o planalto.
Dias e dias de uma viagem nas entranhas da região com um cortejo diferente. Ao invés de bois: ratos.

Mas nem eram só por serem de ratos o présito é que chamava a atenção, mais por serem também ratos os peões e condutores que lhe ditavam os destinos.
Ratos graúdos e graduados, representantes de uma classe de roedores que infelizmente se bastam.
A eles, ninguém controla. Até se tem a frágil ilusão, mas na realidade...

Eis que estes ratos seguiam pelo planalto a fora fazendo de suas ratices (sic) em sua algazarra velada e semi escondida.
Semi sim, porque todos os outros animais sabem o que fazem os ratos. Apenas lhes fazem vista grossa enquanto podem. Enquanto não é impossível que se ignore.

Então chegam a uma paragem inóspita.
Um lago formado e alimentado por águas vindas de uma queda d’água (e que senhora queda!) habitado por piranhas tão grandes quanto antigas.
Piranhas que se alvoroçam ao sentir o cheiro de algo que lhes possa parecer sinal de alimento.
Havia a possibilidade, e elas sabiam disto, de que um daqueles ratos lhe caísse às presas, coisa rara. Rato é bicho esperto e não cai em lago de piranha assim.
Na história, ao que parece, apenas um caso.

Os ratos, ao se depararem com a possibilidade pensaram: “-Como passar sem ficarmos todos nas presas destes bichos?”
A resposta simples, porém, não tão fácil veio dos mais velhos.
Daqueles que guiavam o bando já há muito tempo.
“-Mandamos um, o mais fraco ou que estiver mais arranhado para as piranhas e enquanto elas estiverem se deliciando com a presa, passamos os outros incólumes mesmo estando tão esfolados quanto...”
“Perfeito!” – pensaram os outros ratos.
Então mandaram o rato mais esfolado, com mais machucados aparentes às águas e as piranhas fizeram seu trabalho.
Tão rato quanto os que o cassaram, foi o banquete para as piranhas

A comitiva de ratos atravessou o lago alimentado pela queda d’água (e que senhora queda!) na esperança que o tempo, que é senhor e juiz de tudo, fizesse com que tanto as piranhas quanto os outros animais esquecessem sua ruidosa algazarra rumo à próxima parada, um lugar ermo chamado Pleito, onde mais ratos nascem e se criam...

11 de jul de 2012

Notícia quase falsa sobre Button


Rumores no Paddock dão conta que a má fase de Jenson Button já está desagradando a alta cúpula da McLaren.
Já pensam até em substituir o sósia do cantor do Coldplay para o ano que vem.
Ron Dennis, o todo poderoso da equipe prateada (na verdade uma cópia pálida e sem o charme de Luca Di Montezemolo) declarou que seria bom ter dois pilotos no mesmo nível.
Colocado contra a parede pela pergunta: “-Quem deveria estar no nível de quem?”, claramente em relação a Button e Lewis, respondeu:
-Os dois... Os dois bem que poderiam estar no nível do Alonso, se bem que... Se estivessem no nível do Webber eu já ficaria satisfeito.

Torcedores pedem a troca de pilotos no carro prateado número três já para as próximas corridas.
-Pra ficar andando lá atrás, melhor por um cone no lugar do Button! – disse um deles.
Outro, ainda mais exaltado, pediu a substituição dos dois.
-Para o lugar do Button era melhor ir buscar alguém na GP2.
Perguntado se para o lugar do Hamilton, o substituto também deveria vir da GP2, ouviu-se a seguinte resposta.
-Não... Pro lugar do Hamilton poderiam pegar alguém daquela outra categoria lá...
-F2?  F-Indy?  DTM? V8 supercars? Nascar?  Stock?
-Não, não... O Turfe.
-Algum jóquei?
-Não, cavalo mesmo. É melhor do que ter um burro guiando...
Olha ai o substituto, até o numero do Lewis ele já usa.

10 de jul de 2012

Lado B do GP: Inglaterra 2012 - Fim dos tempos e tradição


Sinal dos tempos...
Começa que o Chelsea foi campeão europeu.
Logo depois acontece do Taiti ganhar uma copa na Oceania.
Então, o Curintia ganha a Libertadores, isso, por si só, já faz pensar que a previsão de que o mundo vá acabar em dezembro deste ano é realmente coisa séria.
Mas então vem o GP da Inglaterra de F1 e vem a confirmação definitiva de que o fim do mundo é mesmo fava contada: nem um champanhe Mumm de belíssima safra fez com que Kimi “soneca” Raikkonen se animasse a brigar por um pódio.
Agora só falta o ar começar a feder enxofre...

Strike não foi. Ainda sobraram mecânicos de pé.

Mas nem tudo está perdido.
Neste nosso esporte predileto que este ano tanto nos surpreende ainda há lugar para tradições. Sim...
E não é apenas nas equipes McLaren, Ferrari, Williams, últimos moicanos de uma Formula 1 romântica de priscas eras.
Nem na manutenção de pistas sagradas - ainda que as vezes mexidas - de Monza, Spa, Mônaco, Silverstone entre outras, mas uma tradição que poucos atentaram.
A tradição dos atropelamentos de mecânicos por pilotos japoneses.
E desta feita por aquele que - pretende-se - o melhor representante na F1 vindo da terra do sol nascente Kamui Kobayashi!
Ele entrou nos pits para troca de pneus em Silverstone e não decepcionou!
Mandou nada menos que cinco mecânicos ao chão.
As más línguas dizem que era possível ouvi-lo gritando por baixo do capacete e da bala clava: "-Salve Inoue! Salve Sato! Salve Katayama! Salve Aguri! Salve Nakano! Salve Tora Takagi! E um salve especial para o clã Nakajima, pai e filho!"

8 de jul de 2012

F1 2012 - GP da Inglaterra: Inacreditável! Valência foi melhor...


Já está para lá de clichê, mas lá vamos nós de novo: que temporada atípica.
Não... Não é atípica uma corrida no tradicional Silverstone, mas é uma situação no mínimo sui generis que a corrida anterior no contestado circuito do porto em Valência tenha sido melhor. Mais emocionante.
A corrida foi tão morna que não podia ter outro vencedor mesmo...
Ele teve méritos, mas é chatooooo

Não vai se travar aqui a discussão de as mudanças no traçado, incluindo a mudança do local de largada, capou um pouco da emoção do berço de nascimento da F1. Mas que em alguns momentos da prova deu saudade da configuração antiga deu.
Sem contar que era meio confuso o local de fechamento das voltas, tendo ainda a pintura do grid no local antigo.
Mas deve ser um problema pessoal deste escriba que aos poucos vai ficando disléxico.

Tão disléxico que assumiu sua torcida por Fernando Alonso!
E volto a repetir: a Mclata fez uma enorme cagada ao ficar com Lewis “donkey” Hamilton em vez do asturiano naquela briga anos atrás.
O marrento vem provando prova a prova que é o melhor desta geração.
Rápido, agressivo quando necessário e cauteloso sempre que preciso.
Fosse aquele outro lá, o que come grama, quando Webber pressionou (com carro em melhores condições) teria brigado para manter a posição até perder o controle e sair da prova e não marcar ponto algum.
Salvando a segunda posição se manteve na ponta do campeonato e consolidou seu favoritismo ao título da temporada.
Manobra de inteligencia das duas partes

Ouso dizer que o maior mérito do safado não é nem em estar guiando o fino. Claro que isto também é grande parte da receita do sucesso, mas a forma como ele fechou a equipe em torno de si, fazendo com que os mafiosos de Maranello transformassem o “pior carro entre as grandes” do início da temporada neste bólido confiável regular.
Vem andando bem em todas as pistas ultimamente e não só com Alonso.
Descontada e grande, enorme, gigantesca, mega, ultra (me faltam adjetivos) diferença de talento entre ele e Massa, até que o brasileiro tem ido melhor... Não muito, mas tem.

Dos outros times parece que a Red Bull se encontrou com o desenvolvimento, a Lotus tem um bom carro, mas lhe falta material humano já que Grosjean não é confiável e Kimi parece não estar nem ai para a competitividade e a McLaren, bem... O maior fogo de palha do ano.

O propalado melhor carro da temporada não passou de um blefão daqueles e ainda por cima tem um piloto burro e outro supra valorizado.
O encantador de pneus não encanta mais nada.
A melhor dupla do grid, que piada!

Culpa do Ross Brawn que colocou Button naquele projeto vencedor de sua equipe e convenceu muita gente de que o inglês gente boa era fora de série.
Button está tão mal quanto Massa só que é mais engraçado detonar o piloto rosso, até para continuar com a saga do “brasileirinho contra o mundo” criada por aquele outro...
Por sorte, o próprio Felipe não embarca nesta onda e por mais sorte ainda, Button não é brasileiro, se fosse, as pitonisas de plantão já teriam cravado qualquer piloto em seu lugar no próximo ano.

Para finalizar: um salve à Pastor Maldonado, que novamente fez cagada.
Mas pelo menos foi tentando passar (ou evitando um passão).
Melhor do que ficar na pista fazendo número e volta mais rápida sem sair da posição que largou...
Chupem burocratas do volante.
Piloto da Williams não vai para pista à passeio.
É win or wall para o bem e para o mal.
Ultimamente só para o mal: Maldonado.
Eo, eo! Maldonado é o terror! (literalmente)

6 de jul de 2012

Gil 70 anos - Tempo Rei


O gerente da Gessy Lever já estava cabreiro: por que catzo sua assistente estava sempre fora da sala onde trabalhava e sempre insistia em deixar a luz apagada?
“-É para economizar energia...” – dizia ela sem convencer.

Um dia ele resolveu tirar a prova e entrou na sala, acendeu a luz e tomou um susto. Havia um corpo estendido no chão. Roncando.
“-Este cara é maluco!” - disse ele antes de sair batendo a porta e acordando o dorminhoco.

O rapaz tinha passado a noite em uma das mecas da boemia paulistana tentando convencer uma  cantora gaúcha a gravar uma composição sua.
Parece que conseguiu.

“-O Gilberto... Rapaz, esta vida de gerente não é pra você não. É  muito medíocre, não tem nada a ver com você. Largue esta vida e segue teu caminho, seja feliz.” – disse um dia o tal gerente.
E Gilberto foi.

Hoje o gerente é casado com a assistente cúmplice do dorminhoco e o rapaz é um dos maiores cantores e compositores do país.
Já foi até ministro da cultura, mas isto é coisa que se pode – para não dizer deve – esquecer.
Já sua obra...
Esta é eterna e será inesquecível.
Axé, Gil!

4 de jul de 2012

Pela cassação dos pombos


Num domingo qualquer destes, creio eu, em sua coluna na Folha de São Paulo o poeta Ferreira Gullar escreveu em defesa dos pombos. Aqueles ratinhos de asa que empesteiam as grandes cidades.
Pois eu vou à contramão do poeta.
Lá ele dizia que era contra que se caçassem os bichinhos.
Eu sou a favor.
Sim eu sou a favor da cassação em massa deles. O que, convenhamos é um negócio difícil para caramba!
Cassar pombos... 

Primeiro. Sabe-se que estes bichos voam por ai em bando.
Da última vez que fiz uma contagem de um bando deles voando tinha para mais de quarenta!
É! Quarenta e são uns bichinhos corporativistas que nem comento...
Para se cassá-los é preciso aprovação da maioria. E como disse são uns bichos corporativistas. Ficam naquela encolha:
“-Cassar, sei não. De outra vez quando precisei dele, não me faltou...”.
“-Hum... Cassar, não a gente pode no máximo dar uma reprimenda... Tive negócios com ele e cassar eu nem cogito”.
E assim eles vão se defendendo.

É sabido também que eles têm o desprezível hábito de sair por aí fazendo ‘caca’ em nossas cabeças. Mas vá acusar algum deles disto, vá!
“-Eu repilo. Veemente eu repilo... E repilarei (sic) sempre!”
E tem também a porcaria do voto secreto.
É eles se escondem atrás de uma prerrogativa constitucional que lhes permitem decidir em voto secreto o que fazer com aquele que por acaso falte com o decoro.
Decoro, aliás, é coisa que parece cada vez mais surreal.
Pombo que se presta a receber milho na praça, da mão de velhinho suspeito de ser bicheiro? Que nada isto não fere decoro nenhum.
“-Decoro... Decoro! Pra que decoro? É só um milhozinho, e era pra alimentar meus pombinhos”.  
E são caras-de-pau estes bichos. Negam e juram inocência...
E não adianta gritar espernear. Pombo definitivamente não entende voz humana.
E se esta voz humana vier do povo então.
Pombo não acredita na velha frase ‘vox populi, vox Dei’.

No que acreditariam os pombos?
É certo que existem bons pombos. Já tivemos pombos heróis.
Pombos correio, que prestaram serviços de grande relevância para a humanidade. Agora e aqui é que estes bichos se mostraram uma praga.
É por isto que desta vez me permito ser contrário à opinião de Ferreira Gullar.
Mestre, com estes bichos não podemos dar muito mole não. O melhor era nem deixar nascer. Abater ainda na urna.
Depois só a tiros.
É por isto que sou a favor de se cassar pombos. 

3 de jul de 2012

Calvário para publicar


-Oi... Eu vim porque recebi um telefonema...
-Seu nome é?
(diz o nome)
-Ah sim... O senhor deixou um original para avaliação.
-Deixei... Faz tanto tempo que pensei que não teria resposta.
-Ler e avaliar livros para publicação demanda tempo senhor...
-Entendo.
-Também leva tempo para escrevê-los, não é?
-Muito...
-Bem, agora a espera chegou ao fim. Aguarde um instante enquanto anuncio que o senhor chegou.
-Obrigado!

A espera sentando em um confortável sofá azul vai se tornando longa. A euforia – contida ao chegar – vai se dissipando e dando lugar a uma angustia.
“-Terão gostado da história?” – ele pensa – “-Será que acharam o texto bem escrito?”
A música ambiente é igual aos sons ouvidos nos elevadores, menos mau. Podia ser algo destas novidades com sabor rançoso de coisa velha que inunda as FM´s.
“-Novidades, ta certo... Letra ridícula com refrão grudento repetido um zilhão de vezes e com instrumental indigente... Tá certo!” – é o que imagina para afastar o sentimento ruim da espera.

-Senhor!
-Pois não?
-Pode entrar, já estão lhe esperando.
-Obrigado! – e se contém para não correr. De passagem pede a recepcionista que lhe deseje sorte.
“-E adiantaria?” – pensa ela enquanto lê seu horóscopo no computador.

-Bom dia, sente-se.
-Obrigado.
-Vamos direto ao ponto. Seu texto é bom. Bem escrito, de fácil leitura.
-Obrigado.
-A história também é boa, magos, castelos, seres mitológicos, cavaleiros em batalhas... Muito bom! Ultimamente tem se vendido muitos livros com esta temática. Mas...
-Mas? O que tem? Ou melhor, pelo seu tom... O que falta?
-Um pouco de sacanagem... Olha, na boa... Falta sexo no teu livro... Não vamos publicar. Fica para uma próxima. Obrigado... – e se vira para fazer ou simular uma ligação.

Ao sair, entre frustrado e raivoso, deixa escapar em voz alta:
-Falta sexo... Falta sacanagem, ta zbom... Se ele quiser eu posso comer a b... dele e por no livro! Fidaputa...
-Como, senhor? – pergunta a recepcionista...
-Não... Não como, estou só reclamando em voz alta.
-Ah, sim... Tenha um bom dia.
Ele sorri enquanto pensa: “-Vá se f...”

2 de jul de 2012

Perguntar não ofende. Ou ofende?


Não é cômodo que MERCOSUL e Unasur excluam o Paraguai dos seus quadros e inclua a Venezuela – que o país excluído vetava – com tanta agilidade?

Não é interessante também que os mesmos “ilustrados” que reclamam da rapidez do processo de impeachment do “socialista” Lugo sejam os mesmos que criticam a morosidade nos mesmos assuntos quando os investigados sejam os “direitistas” daqui?

E ainda interessante também é que, assim por acaso, o excluído Paraguai tenha apeado do poder um “camarada socialista” e que a inclusa Venezuela seja comandada por um dos maiores “figurões” deste novo socialismo fisiológico?

E não é estranho para caramba que o motivo alegado para a exclusão dos guaranis tenha sido a quebra da ordem democrática, mas que lá na Venezuela o presidente andou cassando rádios e TV´s e prendendo jornalistas que lhe faziam oposição?

Mas perguntar não ofende, não é?
É só hipocrisia ou tem algo mais ai?
Ofendeu-se?
F***-se...