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Mostrando postagens de Setembro, 2012

O dia em que a música morreu

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Tudo é conjectura, tudo é suposição.
Mas tanto a carreira Buddy Holly quanto as de Richie Valens e Big Bopper talvez não fossem tão celebres se não tivessem sido abortadas ainda efervescendo.
Ok, claro que para muitos, inclusive mercadologicamente Richie Valens equivalesse a um Elvis hispânico. Pegou os caminhos do rock´n’roll e os temperou com as influências do folclore mexicano. Assim como o Rei levou a musica negra (rock era considerado race music, musica feita por negros e para negros, como o jazz dos anos 30) ao publico branco e racista dos Eua. Valens levou o rock´n´roll ao povo mexicano.
Mas do que tratarei aqui é de como o rock e o mundo mudaram após o dia 03/02/1959: O dia em que a musica morreu.

Suas músicas – de Buddy, Ritchie e Booper - eram dançantes e/ou românticas.
Valens tinha a questão latina, mas ainda assim era mais diversão que conscientização.
Então, quando o avião que viajavam bateu numa montanha devido a uma tempestade e tragicamente ceifou a vida dos três foi c…

Das opções, a que já está com as mãos sujas

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Jornal finlandês cravou Heikki Kovalainen na Ferrari em 2013.
Absurdo?
Talvez...
Embora o finlandês mais paraguaio da história da F1 (Keke, Kimi e Mika ao menos foram campeões quando tiveram grandes carros) venha fazendo sua melhor temporada desde que saiu da McLaren parece funcionar apenas com carros ruins.
Equação simples: K+Cr-E2= BT. (Kova+carro ruim-expectativa ao quadrado=bom trabalho)
Não parece ser o perfil do piloto Ferrari.
Mas para o posto de segundo piloto, o fiel escudeiro, como quando pilotou para o time de Woking, quem sabe?

Jornais mexicanos mencionaram interesse da Ferrari em Sério Perez.
Curiosamente, esta foi desmentida pelo próprio Luca de Montezemolo.
“-Ele ainda não está pronto.” – teria dito o supremo mandatário rosso.
Aqui vale dizer que a declaração poderia também ser um despiste.

Na Polônia muito se falou em Kubica, mas o mesmo disse que não para o ano que vem.
Não sabe se estará em condições de pilotar em alto nível.
Louvável.

Uma revista italiana fez uma en…

Profissões esquisitas: Nutricionista

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Nunca vi uma criança quando perguntada o que vai ser quando crescer mandar na lata: nutricionista.
Não existe.
A criança que se torna nutricionista só pode ser por vingança.
O moleque cresce vendo a o povo comendo bolinhos, batata frita e outros quitutes, mas no seu prato só com beterraba, rabanetes, aboboras e outras comidas menos cotadas.
Só porque a mãe resolveu seguir os conselhos da nutricionista...
Fosse comigo também me encheria de raiva e juraria me vingar.
Nem que fosse fazendo outras crianças comer aquilo.

-Fígado é importante, tem ferro! – dizem os nutricionistas.
E daí? Não quero imãs grudando em mim!
E o gosto? Melhor seria então tomar uma sopa de pregos...

-Prato colorido chama a atenção... – é outra das frases de força.
Tá... Então coloca na frente de um ser humano normal uma travessa coberta só com o amarelo dourado das batatas fritas, dos torresmos com uma cerveja bem gelada e uma com o vermelhinho das beterrabas, o verdinho dos quiabos, pepinos, um suco bem amarelinh…

Lado B do GP - Cingapura e a sorte do Alonso

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-Precisamos de algo... – disse a Chapeuzinho.
-Sim, precisamos... – concordou o Coelho.
-Não podemos apenas ficar na dependência da chegada do caçador. – disse o cavalo do príncipe.
-Verdade! – concordaram os outros.
-Vai que ele se atrasa?  - questionou a menina do capote vermelho.
-Ou nem venha! – se assustou o Coelho.
-E nem podemos contar com meu dono, agora que despertou a Adormecida. – explicou o cavalo.

E todos baixaram a cabeça num sinal de que havia pouca esperança. Se o Lobo aparecesse, teriam mesmo que contar com a incerta chegada do Caçador para afugentá-lo.
Sabiam que por aqueles dias o Lobo havia entrado na casa dos Sete Cabritinhos e feito a festa.

-Vamos precisar de sorte! – disse a menina do chapéu encarnado.
-Sorte? – disse o coelho – Besteira... Dizem que pé de coelho dá sorte, e eu tenho dois... Nunca me ajudaram.
-Concordo com o Coelho – disse o Cavalo – Isto é superstição de humano... Que adora andar por ai com ferraduras pra dar sorte... Para mim só deram calos …

F1 2012 - GP de Cingapura, luzes, câmeras e pouca ação

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Prova chata, não tem jeito.
Bonita pelas luzes, bacana ver a roda gigante, mas chata.
Extremamente chata.
E para piorar, nos momentos de mais emoção, que foram pouquíssimos, ainda pairou o temor de punição que a investigação trás.
Por sorte – ou bom senso – não houve punição. Menos mal.

Interessante notar outro aspecto da prova.
Muito se fala na beleza de Cingapura, na modernidade da cidade, na pujança de suas construções faraônicas e grandiosas que demonstram o poderio econômico do lugar.
Ate aí, beleza!
Mas a corrida é noturna e a iluminação é tão forte que não se enxerga nem o público na arquibancada.
A impressão é de que não tem ninguém assistindo.

Enfim, é um espetáculo como a Broadway ou Disneylândia sem roteiro ou script.
E para finalizar: fogos de artifício.
Só faltou tocar Somewhere over the rainbow e ter Nico Rosberg vestido de princesa…

Na corrida, que terminou no limite de duas horas por conta dos safaty cars, pouca coisa aconteceu.
Massa e Bruno, Alonso e Pastor, Schumach…

Tiny Dancer

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Cameron Crowe é um diretor de cinema muito ligado à cultura pop musical, até por conta de ter trabalhando ainda jovem na revista Rolling Stone, uma das bíblias da cultura jovem norte americana.
Para eles escreveu sobre grandes bandas dos anos 60/70 como o Yes, Eagles, Led Zeppelin e entrevistou Bob Dylan, Neil Young, Eric Clapton entre outros.

Conta a história que quando tinha 18 anos, Cameron se infiltrou em uma turnê da Allman Brothers Band e escreveu sobre toda a equipe de apoio, com suas histórias off palco. Além da banda, claro.
Em sua última noite com o grupo, Gregg Allman pediu que fosse com ele para um quarto e levasse um documento de identificação para provar que não era policia. Então confiscou todas as fitas com entrevistas.
Dois dias mais tarde, a editora que cuidava do catalogo dos Allmans lhe telefonou avisando que devolveria todas as fitas.
A matéria foi a sua primeira a chegar à capa da Rolling Stone e, curiosamente, o líder da banda até hoje diz não se lembrar do epis…

E o telefone rosso tocou novamente

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-Alo?  Donde fala?
-Scuderia Ferrari... Qui fala Domenicalli.
-Posso falar com o Luca?
-Com quem?
-Luca...
-Ma che Luca, catzo?
-Quantos Luca tem em questa porcheria?
-Um monte... Tem o Luca da chapelaria; Luca do arquivo; Luca mecânico...
-O Luca que manda em questa bagaça.
-O signore Luca di Montezemolo?
-Isto! Questa bichona mesmo...
-O signore Luca Di Montezemolo non está, e non atende questo telefono...
-Non tá? Que pena... Posso deixar uno recado?
-Si.
-Diga ao avoccato que a melhor coisa que ele pode fazer é manter il pastel do Felipe Massa na equipe.
-Espera... Vou tomar nota... Pastel, Massa... Ok.
-Diga para ele que nostro bambin Alonsoficará muito feliz se ele fizer isto. Capiche?
-Capiche... Com quem falei?
-Flávio.
-Flavio de que?
-Como de que? Catzo! Flavio Briatore!
-Ok...

Mais tarde, quando Luca di Montezemolo, o todo poderoso da Scuderia Ferrari chega...

-Signore Luca, per favore.
-Si, Stefano...
-Tenho uno recado que recebi pelo telefone.
-Pode dizer.
-Uno tal Flavio…

E Grosjean quer ajudar Kimi...

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To: Lotus ( lotus@Lotusf1.com)
From: Romain Grosjean (rgrosjean_strikes_again@lotusf1.com)
Subjetc: Estou à disposição.

Olá Eric, estou mandando este e-mail para dizer que eu estou pronto para ajudar o Kimi a ser campeão.
Não vou medir esforços e nem por obstáculos para que o finlandês consiga ganhar o mundial deste ano e isto inclui: ceder a vitória na ultima volta, ceder posição intermediaria, ceder os ajustes do meu carro para acertar o dele, tirar pontos importantes dos adversários diretos, bloquear a passagem o máximo que puder para que Kimi consiga abrir vantagem suficiente na frente.
E se precisar, posso dar uma de Nelsinho também, basta alguém ai se fingir de Briatore.
Vamos lá, todos juntos pelo título do Kimi.
Abs.
Romain.


To: Grosjean (rgrosjean_strikes_again@lotusf1.com)
From: Lotus (lotus@lotusf1.com)
Subject: RE Estou à disposição.

Olá Romain.
Ficamos agradecidos pela sua disposição e empenho, mas para que Kimi ganhe o campeonato precisamos de um pouco mais que isto.
Pri…

Outra de barbearia

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-Barbeiro é profissional de confiança, assim como mecânico e proctologista. E nem me venha com cabeleireiro, isto é coisa de viado. – dizia.
Mas naquele dia, Rubs saiu do trabalho com preguiça de se deslocar até o centro da cidade e resolveu cortar o cabelo em um misto de salão de barbeiro e loja de informática.
Nunca havia entrado lá, nem pelo corte nem pelos produtos de informática. Apenas via a placa que dizia: Corte seis reais... E passava batido.

-Boa tarde! Meu nome é Rafael, sou atendente/gerente/ proprietário da “Memória Ram Informática”, no que posso ajudá-lo?
-O barbeiro está?  - perguntou Rubs estanhando a recepção.
-Está, mas foi almoçar. Quer esperar?
-Demora?
-Não senhor, volta logo.
-Então espero...
-Enquanto espera, posso oferecer algo?
-Café? Água? Suco?
-Não senhor...
-O que então?
-A senha do wi-fi...
-Ah, sim... Aceito. É cobrado?
-Não senhor...
-Então, por favor... – Rubs já sacando seu smart phone e habilitando seu wi-fi – Qual a senha?
-O senhor vai ver algo ina…

Dia de celebração

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No dia 10 de dezembro de 2007 o ar estava carregado de nostalgia na cidade de Londres.
A maior banda de rock de todos os tempos se apresentaria ao vivo, após muito tempo, em homenagem à Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic, gravadora pela qual haviam sido lançados e com o qual tiveram contrato até o criarem seu próprio selo – Swan Song Records – e lançar Phisical Grafitti (1975), o seu sexto álbum.
Um frisson tomou conta dos fãs por todo o mundo e as perguntas foram inevitáveis: quem seria o baterista? Disco novo? Turnê?
As respostas foram aparecendo antes, durante e depois do show arrasador: Jason Bonhan, filho de John “Bonzo” Bonhan estava nas baquetas. Eles não estavam voltando e não haveria um disco com canções inéditas, apenas novas coletâneas sob o padrão de qualidade zeppeliniano. E por último, não haveria turnê.
Quem viu ótimo! Quem perdeu adeus... Page, Plant e Paul-Jones nunca mais dividiram o palco os três ao mesmo tempo.

Mas eis que agora é anunciada para os cinemas “Celebr…

O que quer Lewis Hamilton?

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E em Woking...

-Então Ron... Eu não abro mão do aumento.
-Você sabe que os tempos são duros?
-Mas eu mereço! Ou não?
-Merece... O que não quer dizer que possamos pagar.
-Não podem?
-Não... Estamos na correria para arrumar novos patrocinadores. Logo vamos ter que procurar também novos motores.
-Não íamos fazer nossos próprios motores?
-Íamos, mas a última coisa que resolvemos fazer por aqui mesmo deu problema.
-Foi?
-Foi.
-E o que era?
-Tô falando com ele agora...

-Tá, a gente pode negociar este aumento, mas tem outra coisa que quero.
-O que?
-Os troféus que eu ganhar.
-A gente te dá uma réplica.
-Não, eu quero os originais.
-Não... Estes são da equipe.
-Mas pô, Ron! Quando eu ganho uma corrida o troféu tem que ser meu! E tem mais: A equipe ganha um também, então pra que ficar com os dois?
-Não... Os troféus são da McLaren e não abrimos mão.
-Não pode ser. O troféu tem que pertencer ao piloto. Quero ver um carro vencer sem piloto.
-Não duvida não... Veja no caso da Williams.
-O que tem…

Palavras

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Ando com problemas com a língua portuguesa.
Não toda, mas algumas palavras.
Nada que tire o sono, mas aparece toda vez que me sento para começar a compor um texto.
A ideia vem e geralmente formato o texto na cabeça antes de passar para o computador, só que algumas palavras travam e eu começo a rir.
Geralmente jogo o texto fora...

Outro dia estava de boa escrevendo e me deparei na frase com a palavra: “afrodisíaco”.
Ok, eu sei que é substância capaz de despertar ou estimular apetite sexual e tal, mas... Porra!
Afrodisíaco tá uma bruta impressão de querer dizer: cidadão africano excitado.
Não me julgue e não me chame de burro, mas observe a palavra.
Afro Disíaco...  Sei lá.
Agora, de boa... Sendo um cidadão usando substância que estimula ou desperta o apetite sexual, e sendo afro...
É bom não ficar de costas.

Outra que me fez parar a frase e repensar o texto foi: “enfezado”.
Caraca! Um cara enfezado?
Jogaram fezes no cara? Por quê?

“Coitado”, esta foi de doer...
Chamaram um sujeito de c…

Lado B do GP: As asas da propaganda

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Enquanto o mote promocional dos energéticos que estampam os carros - tanto da equipe A quando da Equipe B - diz que o produto dá asas, no sentido de alavancar sua performance nos esportes ou mesmo no dia a dia puro e simples, o que se viu na pista do templo sagrado de Monza foi bem o contrário.

Não... O produto não deixou de dar asas, não foi propaganda enganosa.
Mas as asas que deram aos carros da Red Bull, por exemplo, os fizeram se classificar mal, andar mal no domingo e nem terminar a prova!
Teve a velocidade final superior apenas aos carros da HRT, que – não é nada, não é nada... Não é nada mesmo.
Já no caso da Toro Rosso, que não é lá grande coisa mesmo, fizeram com que o carro de Jean-Eric Vergne até decolasse.
Resumindo: nem toda asa que Red Bull dá presta...

E uma citação especial a Jerome D´Ambrosio, que mesmo não andando muito durante o ano com a Lotus, conseguiu não ser pior que Romain Grosjean.

F1 2012: GP da Itália - Monza, sem mais

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Se o nome do jogo é corrida e o objetivo é andar rápido, muito mais rápido que os outros, então Monza é o local por excelência para que a coisa se desenrole.
Uma corrida veloz como nenhuma outra
As retas, as curvas de alta e até as malditas chicanes do templo são emocionantes.
Tão emocionantes que deveria ter – assim como em Spa - ao menos umas três corridas por ano lá.
É com um prazer sem tamanho que esperamos por esta corrida e nem a vitória de um piloto mediano consegue empanar o brilho da prova.

E mesmo o primeiro colocado tendo sido o mimadinho de Ron Denis, o piloto mais meia boca a guiar um carro de ponta desde Jacques Deusmelivre (1B não conta, é horn concours), o grande vencedor do fim de semana foi Fernando Alonso.
Largando em décimo por conta de um problema no Q3 do sábado, foi passando, pedindo punição e contando com sua monstruosa sorte para que outros fossem quebrando. Incluindo adversários diretos na briga pelo título.
Sua vibração ao cruzar a linha em terceiro diz mais…

Tempo fique parado...

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A banda já tinha até gravado seu primeiro disco, mas obtido sucesso apenas em sua própria pátria, o Canadá e quando seu primeiro single começou a tocar em uma rádio dos EUA, os telefones não paravam de tocar:
-Alô, escuta... Quando é que sai este disco novo do Led Zeppelin?
Pacientemente os atendentes diziam que não se tratava de outro disco da banda de Page e Plant, mas de um trio canadense chamado Rush.

Formando então pelos amigos de infância: Geddy Lee, baixo e vocal, Alex Lifenson na guitarra e John Rutsey na bateria, o grupo quis aproveitar este lampejo de popularidade no país vizinho e preparou uma turnê por lá.
O empresário, temendo pela saúde do baterista – que era diabético – sugeriu que o posto tivesse um novo ocupante.
Mesmo a contragosto os outros dois aceitaram a sugestão e foram atrás de outro baterista.
Neil Peart, que tinha fama de nerd foi o escolhido.

Chegou para sua primeira audição com seu kit dentro de um Ford Pinto e a impressão não foi das melhores.
Alex chegou …

Enquanto isto na caixa de e-mails em Enstone

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From: dont_leave_the_bone@bloodheart.com
To: LotusF1@LotusF1.com
Subject: Monza.

Olá.
Assistindo ao ultimo grande prêmio notei que vocês estão passando maus bocados com seu piloto numero dois, aquele meio feio e que não dirige nada...
Pois é, vi até que ele foi suspenso por uma corrida e não vai poder disputar o grande prêmio da Itália em Monza no próximo domingo. Uma pena já que o carro de vocês pode até se dar bem em um circuito de velocidade plena.

Então eu, movido pelo mais puro espírito esportivo – e sem interesse nenhum – quero lembrar a vocês que há um piloto com muita experiência e velocidade escondido em uma categoria sem muita expressão lá nos EUA que cairia como uma luva nesta vaga.
Inclusive, já venceu lá em Monza...
O cara ainda tem motivação de sobra e além de estar com a faca nos dentes sempre, está com o coração sangrando de saudades de pilotar um carro de F1.
Se quiserem, me respondam este e-mail que eu mando o contato dele para vocês.
Ok?

Cordiais saudações:
A. Nônim…

Lado B do GP - Lapsos de memória

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Após a pancada fortíssima proporcionada por Grosjean, Fernando Alonso foi ao centro médico e após ser liberado retornou aos boxes da Ferrari.

-Fernando, está tutto bene?
-Si, estoy bien...
-Que susto, non?
-Si... Uno gran susto.
-De que se lembra?
-No me lembro de mucha coisa... Só sei que domingo vamos correr na Bélgica.  Yo adoro Spa...
-Errr... Fernando, domingo vamos correr em Monza.
-No creo! Que dia é hoje? Onde estamos? Cadê o Briattore?
E nos boxes da Mercedes Vettel vai cumprimentar seu ídolo.

-Parabéns Michael! Trezentos GP’s!
-Obrigado, obrigado, mas é só mais uma corrida...
-Qual foi a sua corrida inesquecível?
-Ah, teve aquela que... Foi em... Eu fiz uma... Uma...
-Foram tantas né? Eu entendo, mas e o maior adversário?
-Ah... Com certeza foi o... O... Aquele...
-Pô... Ai não foram tantos assim.
-Não cara, não é questão de quantidade.
-É o que então?
-Na minha idade a memória já não ajuda mesmo... (e sorri amarelo)

F1 2012 - GP da Bélgica: Spatacular!

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Ainda que não a corrida não fosse maravilhosa como foi, dificilmente se criticaria o espetáculo em Spa.
Ultrapassagens em profusão, emoção, lances épicos, tensão e acidentes espetaculares.
E pensar que os dirigentes queriam que Spa revezasse com alguma pista francesa. Coitados...
Deveria era ter pelo menos três etapas lá por ano, sem o perigo de nenhuma delas ser chata.

Mas nem tudo são flores.
Uma corrida fantástica merecia um vencedor melhor.
O inglês vagalume que, na definição de Jaime Boueri, acende em uma corrida para ficar apagado em sete fez uma corrida sem sustos, de ponta a ponta sem ser ultrapassado nem na parada de boxes.
Conseguiu fazer de uma vitória em Spa parecer com uma qualquer no Bahrein ou Abumdabe: totalmente sem graça.
Se a pista separa homens de meninos, esqueceram-se de avisar ao Vagalume, ele continua menino. Vencer em Spa sem emoção vale muito menos.

Outra coisa que poderia ter estragado a prova – e não foi a pancada na largada – foram o excesso de lances sob …