28 de mar de 2013

Emoções misturadas


Os Stones estavam em Amsterdam para discutir o futuro da banda.
Segundo pessoas próximas ao grupo, a relação entre os membros não estava lá muito cordial.
Mick falava o mínimo possível com Keith e Charlie estava mais preocupado com sua big band de jazz e Bill Wyman já andava mesmo de saco cheio.
Ronnie era apenas Ronnie mesmo.
A maior banda de rock and roll do planeta corria sério risco de encerrar suas atividades.

Após algumas reuniões e discussões cada um foi para seu quarto. Menos Jagger que havia sido convidado para uma recepção.
No meio da noite, Charlie Watts é acordado por um de seus assessores que com todo cuidado explica que Mick havia chegado bêbado, intratável e exigindo – deixou isto bem claro, exigindo – uma reunião.
-Mas a esta hora? – inquiriu o baterista já se trocando.
-É... E ele disse que quer o baterista dele lá.
Charlie não disse mais nada, apenas se trocou e desceu o lance de escadas para a suíte de Jagger.
Ao entrar, passou direto por Keith Richards indo na direção de Jagger.
Sem dizer palavra alguma, Watts deferiu um soco cruzado no rosto do vocalista que caiu ao menos a um metro de distância.
-Aconteça o que acontecer com este grupo, Sr. Jagger, nunca mais diga que sou seu baterista. – disse Charlie antes de se retirar.
Na manhã seguinte, diante de toda a banda e alguns agregados, Jagger virou-se para Charlie e soltou um "sincero": "-Eu te perdoo..."
Precisaram segurar Watts para evitar que a banda ficasse sem cantor...

Alguns meses depois do ocorrido, os Stones lançam o single “Mixed Emotions” e o disco Steel Wheels, que chega à quinta colocação nas paradas americanas e rende a Jagger o prêmio como melhor cantor, Bill Wayman de melhor baixista e Charlie Watts como o melhor baterista do ano de 1989.
Nada como uma boa chamada de volta à realidade para fazer um grupo funcionar como se deve.

27 de mar de 2013

E para finalizar o assunto Malásia...


-Deixa ver se entendi...
-Tá, repassa ai.
-Pega um copo alto, coloca o açúcar e as rodelas de limão e espreme.
-Não! Espreme não... Amassa. Como um pilãozinho.
-Ah tá... Descasco o limão?
-É bom. Se não pode ficar meio amargo.
-Tá, mas quanto eu coloco de... Como se diz?
-Cachaça.
-Isto! Quanto coloco de cachaça?
-Fica a gosto.
-Hum... Então posso usar um copo bem alto?
-Pode, mas o treco sobe rápido.
-Tô acostumado... Posso usar vodca?
-Pode.
-Na mesma proporção?
-Cê que sabe.
-Valeu Massa!
-Por nada Kimi.
-Depois te passo umas dicas também...
-De como ganhar do Alonso?
-Não pô... Eu não sei fazer milagre.
Não podia ser outra coisa mesmo...

26 de mar de 2013

Três toques: Malásia


#1
Alonso é um cara sortudo. Muito sortudo.
Tem sorte até quando dá azar ou faz escolhas duvidosas.
Ao escolher ficar na pista com a asa dianteira raspando o chão, sabia dos riscos de perder a peça de vez e com isto sair corrida.
Não deu outra.
Mas é tão sortudo que acabou ocorrendo tudo que aconteceu no fim da prova e ninguém, mas absolutamente ninguém comentou ou chamou a atenção para a pífia escolha do asturiano.

#2
Este provavelmente foi o pódio mais constrangido da F1 desde aquele fatídico GP da Áustria em que se criou o mito do 1B original.
Hamilton chegou a dizer que quem merecia estar em seu lugar era Nico Rosberg.
Nesta linha, Webber com certeza pensou que quem deveria estar no lugar mais alto do pódio era ele próprio.
Já Vettel pensou: “-Que se foda!” – mesmo depois de ter pedido desculpas.
Fala sério... Nem precisa balãozinho.

#3
Ai se imagina que lá no seu retiro, 1B tenha assistido a corrida malaia.
Digo que se imagina porque até agora – milagrosamente – o boquirroto ainda não apareceu em veículo nenhum emitindo sua (des)necessária opinião.
Perguntinha: Será que ele iria dizer que o Vettel é que esta certo e assim iria contra tudo que fez na carreira ou será que ia defender a classe e dar razão ao Webber e dizer que sabe o que sente o Rosberg?

25 de mar de 2013

Lado B do GP - Errando de casa


Ok!
Foram anos dentro do time de Woking e isto não é coisa que se esqueça.
Até porque foi lá que conseguiu seu maior feito na categoria que foi ser campeão do mundo.
Logo, em sua segunda corrida por uma equipe diferente – mas não muito – errar a entra do boxe e parar na antiga casa é aceitável.
Bizarro, divertido, mas aceitável.
Agora um exercício de imaginação: os diálogos.


Hamilton: -Um big Mac, refrigerante médio e fritas, por favor.
Mecânico: -Tá pensando que aqui é lanchonete?
Hamilton: -E não é? Então porque tem este monte de Ronald McDonald ai? – e acelera rindo.

Mecânico: -Acelera maluco, seu box não é mais aqui.
Hamilton: -Desculpe pessoal...
Mecânico: -Tem certeza que não era o Perez? O capacete é igual.
Outro mecânico: -Ih rapaz! É verdade, e a ruindade também...

Mecânico: -Sai fora Lewis! Parece bêbado que acaba na casa da ex...
Hamilton: -Foi mau ai pessoal!
Mecânico: -Pô! Se fosse o Kimi a gente entenderia...

Mecânico: -Vai embora Lewis, você não é mais daqui.
Hamilton: -Me enganei, desculpa ai...
Mecânico: -Se o Vettel ou o Alonso se enganarem de boxes a gente segura os caras na equipe e manda o Perez para a Red Bull ou Ferrari.
Outro mecânico: -Ok!

24 de mar de 2013

F1 2013 Malásia: Deixem as crianças (mimadas) brigar


O fã de F1 é um tipo estranho mesmo...  Eu incluso.
Já não chega ser fã de um esporte ao qual ele próprio não pode praticar. No máximo comprar um mimo qualquer, ainda é meio bi polar.

Quando um piloto acata ordem de equipe e deixa passar ou não tenta fazer, nego reclama.
Diz que é frouxo, que é acomodado, que esta lá só pela grana...
Ai quando um vai e não acata é mau caráter, péssimo companheiro.
Vai entender o que querem os fãs.

O fato é que Vettel não aceitou a máxima rossbrawniana de trazer as crianças para cara e foi para cima do canguru que dirige. Passou e ganhou.
É isto que queremos ver quando acordamos às 5 da manhã de um domingo para ver corrida.

Ou será que alguém prefere a situação como a da Mercedes que, mesmo mais rápido, manteve Nico atrás de Lewis? E o pior, dizer que era porque Lewis não tinha gasolina para acelerar e defender.
Esta é a F1 segundo Ross Brawn: chega à frente quem eu quero.

E pouco importa se Vettel após a corrida pediu desculpas.
Parece que este pedido – sem nenhuma sinceridade, creia – só deixou o fóssil motorista mais bravo ainda.
De boa?
Que seja assim toda corrida e que os que forem pilotos de verdade não acatem ordens de equipe absurdas.
Pelo fim da máxima de Brawn.
Competição é o nome da coisa.

Mas a corrida não foi só estes lances no fim.
Teve também o Alonso fora nas primeiras voltas, levando assim o segundo “chupa” da temporada.
Teve o Lewis parando o carro no boxe da McLaren.
Teve o Jules Bianchi chegando de novo um pouco à frente do companheiro de equipe e das Caterham e um monte de gente babando ovo...

Viu? Quando eu disse que gostava desta pista nego achou que eu era louco. Mas foi ou não foi uma corrida emocionante?
Chupa Webber. Vai jogar bingo.

22 de mar de 2013

Calvário para publicar


-Oi... Eu vim porque recebi um telefonema...
-Seu nome é?
(diz o nome)
-Ah sim... O senhor deixou um original para avaliação.
-Deixei... Faz tanto tempo que pensei que não teria resposta.
-Ler e avaliar livros para publicação demanda tempo senhor...
-Entendo.
-Também leva tempo para escrevê-los, não é?
-Muito...
-Bem, agora a espera chegou ao fim. Aguarde um instante enquanto anuncio que o senhor chegou.
-Obrigado!

A espera sentando em um confortável sofá azul vai se tornando longa. A euforia – contida ao chegar – vai se dissipando e dando lugar a uma angustia.
“-Terão gostado da história?” – ele pensa – “-Será que acharam o texto bem escrito?”
A música ambiente é igual aos sons ouvidos nos elevadores, menos mau. Podia ser algo destas novidades com sabor rançoso de coisa velha que inunda as FM´s.
“-Novidades, ta certo... Letra ridícula com refrão grudento repetido um zilhão de vezes e com instrumental indigente... Tá certo!” – é o que imagina para afastar o sentimento ruim da espera.

-Senhor!
-Pois não?
-Pode entrar, já estão lhe esperando.
-Obrigado! – e se contém para não correr. De passagem pede a recepcionista que lhe deseje sorte.
“-E adiantaria?” – pensa ela enquanto lê seu horóscopo no computador.

-Bom dia, sente-se.
-Obrigado.
-Vamos direto ao ponto. Seu texto é bom. Bem escrito, de fácil leitura.
-Obrigado.
-A história também é boa, magos, castelos, seres mitológicos, cavaleiros em batalhas... Muito bom! Ultimamente tem se vendido muitos livros com esta temática. Mas...
-Mas? O que tem? Ou melhor, pelo seu tom... O que falta?
-Um pouco de sacanagem... Olha, na boa... Falta sexo no teu livro... Não vamos publicar. Fica para uma próxima. Obrigado... – e se vira para fazer ou simular uma ligação.

Ao sair, entre frustrado e raivoso, deixa escapar em voz alta:
-Falta sexo... Falta sacanagem, ta bom... Se ele quiser eu posso comer a b... dele e por no livro! Fidaputa...
-Como, senhor? – pergunta a recepcionista...
-Não... Não como, estou só reclamando em voz alta.
-Ah, sim... Tenha um bom dia.
Ele sorri enquanto pensa: “-Vá se f...”

21 de mar de 2013

A esperteza que só tem quem tá cansado de apanhar

-Meu povo trabalhava de sol a sol nos campos de algodão. Sem direitos, sem salário e arriscados a tomar uma surra por tudo e por nada. Mas trabalhava cantando...
-Por quê? 
A pergunta feita por Samuel Charters a Mississipi Fred MacDowell foi seguida por um breve silêncio antes da resposta, mas segundo o historiador musical americano pareceram horas.
-Porque era tudo o que tinham e era a única forma de purgar a raiva, de passar o tempo e de aguentar a dureza da vida.

Sam gostou da resposta, mas sabia que havia algo mais. Foi sua vez de ficar em silêncio.
-Cantavam também para se comunicar de forma cifrada uns com os outros, dizer, por exemplo, que o capataz estava chegando. 
-Como assim? – Quis saber Charters.
-Um exemplo: se alguém estava cansado e parava por alguns instantes e o capataz aparecia, alguém puxava o coro: “-You gotta move”. E os outros respondiam: “Oh when the Lord gets ready, you gotta move...”
-Mas esta não é uma canção de louvor?
-Não, mas era isto que queriam que pensassem... 

20 de mar de 2013

Três toques: Austrália

#1
Três carros prateados com três pilotos de capacete amarelo...
Está com dificuldade em saber na pista quem é quem entre os carros da Mercedes e o Sérgio Perez na McLaren?
São duas formas além da cor da asa traseira.

Primeiro - Na largada, os que ficarem para trás são eles.
Segundo: O que fizer burrada primeiro, se bem que ai pode ser tanto o Lewis quanto o Perez...

Mas tanto faz... Em termos de desempenho os três foram o mesmo lixo na Austrália.

#2
Os caras sabem que Kimi gosta de beber e quando não é champanhe sem alcool que dão pro cara, é um prato ao invés de um copo.
Assim o cara perde a motivação e nego fica reclamando.


#3
Esperamos que este seja o primeiro de muitos dentro do ano.
Pode até mudar o personagem principal, mas que continue assim...

Ou será que ele estava revelando o segredo do morcego?
Não entendeu? Clique aqui >  segredo do morcego.


19 de mar de 2013

Lado B do GP - Trocando seis por...


E no motorhome da Ferrari logo após a corrida...

-Dá para me explicar aquela mudança de estratégia? – quis saber Massa.
-Simples, precisávamos que você ficasse na pista para saber até onde os pneus iam... – disse o engenheiro.
-Como? Mas não bastava olhar meus tempos caindo um segundo por volta para saber que já não iam a lugar nenhum?
-Queríamos saber na prática.

Enquanto isto, Alonso permanecia calado em sua poltrona.

-Eu podia ter brigado mais ativamente com a Lotus.
-Não sabemos.
-Nem vamos saber mais...
-É.
-Poxa, se fosse no meio do campeonato, mas na primeira corrida? Por quê?
Silêncio...
-E no fim – continuou Massa – acaba que o Alonso acabou chegando só em segundo. Onde eu já estava e de onde eu podia ir pra cima do Raikkonen... Faz sentido?

Alonso se move impaciente na poltrona.

-Tá bom Felipe, tem razão, nós demos mancadas e pagamos um micão... Aconteceu o que diz naquele ditado de sua terra: Trocamos seis por meia boca...
-Não seria "dúzia"? – estranhou o piloto brasileiro.
-Ou isto... – e virando para Alonso – Não é Seis?
-Por supuesto... – responde Alonso se levantando e saindo da sala...
#chateado

17 de mar de 2013

F1 2013 Austrália - Kimi é o Maélson das pistas


Tenho um amigo, o Maélson, que é um sujeito bacana.
Lacônico, quase não fala e quando o faz é por meio de frases muito curtas e diretas.
Sorrisos? São bem poucos e previamente estudados para causar o impacto certo.
Quando contrariado – ou com bebidas a mais - se solta um pouco mais.
Até nos esporros é comedido. E certeiro.

Uma vez, saímos em grupo para comemorar a promoção de um camarada muito próximo dentro da direção da Editora Três e, claro, Maélson foi junto.
No bar, sentou-se em uma mesa à nossas costas, próximo o suficiente para participar das conversas, se por acaso conversasse. Claro.

O fato é que lá pelas tantas horas o papo na mesa principal miou e todos ficaram quietos.
E então se ouviu uma voz diferente, já meio pastosa.
-Eu te entendo, não sei explicar o porquê, mas eu te entendo.
Todos se viraram para procurar de onde vinha a voz e qual não foi a surpresa ao se depararem com um falante Maélson em um alto papo com... As garrafas vazias de cerveja.
-Eu te entendo e gosto de você... – disse com um raro sorriso – raro – e bêbado.

Por que eu contei esta história?
Para ilustrar que, surpreendentemente, bêbados lacônicos tem maior facilidade de entender objetos inanimados e com o poder de alegrar as pessoas.
Sejam elas garrafas de cerveja ou pneus de F1.

Talvez isto explique a monstruosa vitória de Kimi Raikkonen sobre toda a concorrência de forma aparentemente tão fácil na – ótima – corrida de abertura da temporada.
Tirar conclusões com apenas uma corrida disputada é besteira, chega a ser leviandade, mas que dá para ficar esperançoso, isto dá.
Mas enfim... A F1 voltou, comemoremos!
-Pneu, eu te entendo...

15 de mar de 2013

Ufa! Vai começar para valer - F1 2013


Nestes últimos meses tive uma rotina um tanto estranha...
Ao tomar café da manhã o som do juicer extraindo o suco das laranjas lembrava a F1.

Ao ver alguém trocando um pneu de seu carro ficava olhando no cronômetro do relógio para ver quanto tempo demorava.
-Só serve para mecânico da McLaren... – pensava.

No ponto sempre olhava para ver se o ônibus era um Mercedes.
Juro que me esforçava para não comparar os motoristas com o Lewis Hamilton.
Porém, quando algum fazia alguma barbeiragem, ouvir as reclamações dos outros motoristas e até dos passageiros não deixava alternativa: pensava em Nico Rosberg.
Se é que me entende...

O pessoal do trabalho estava sempre reclamando da empresa.
-Isto aqui é uma máfia. – dizia o e-mail.
Não pude deixar de pensar na Ferrari.

Se minha esposa liga em meu celular e pergunta se vou demorar após o trabalho, sempre penso em dizer que se chover, vai demorar mais.
Não raro me pegava pensando: -Se eu fosse o Button, ia mais rápido.
Mas depois penso: “-E ninguém ligaria...”.

No fim do expediente olhava o relógio, mas quando batia o horário, ao invés de sair correndo, esperava ansiosamente que as luzes se apagassem.
Só então saia correndo.

Ainda bem que vai recomeçar a F1.
Já não aguentava mais associar tudo com as corridas.
Porque é no treino oficial que o bicho pega de verdade!

14 de mar de 2013

Se o papa é argentino, um tango rock para ele


Eles já haviam lançado três discos com ótima aceitação e vendagem. Faziam turnês com vários shows inclusive no Japão. Tocavam nas rádios com regularidade e apareciam em programas de televisão, mas segundo seus contadores ainda estavam devendo para a empresa de som e de iluminação.
Roger Taylor que – devido a seu estilo enérgico - quebrava várias baquetas durante os shows foi avisado de que era melhor maneirar, pois simplesmente não havia mais dinheiro sequer para comprar baquetas novas.
Em resumo: apesar do sucesso e da aparente prosperidade estavam à beira da falência.
Uma rápida auditoria e descobriu-se o óbvio: o dinheiro entrava no caixa, mas não ficava.
Tudo por conta de acordos comerciais assinados às pressas onde a produtora é que negociava seus álbuns com uma gravadora ficando desta forma com a parte leonina dos resultados. Tanto que, enquanto ensaiavam para a gravação do seu quarto álbum, alguém ligado a produtora apareceu nos estúdios guiando seu próprio Rolls Royce.
-Algo aqui está errado! – pensou Brian May – Estamos morando em kitinetes enquanto estes caras compram carros de luxo?
Romperam com a produtora e contrataram John Reid que gerenciava – com sucesso – a carreira de Elton John.
Reid disse então: -Façam o melhor que puderem fazer, e deixem o resto comigo.
Tudo parecia resolvido, mas não para Freddie Mercury que precisava expurgar a raiva que sentiu daquela situação. E a raiva era tanta que até pensou em parar de compor.
Felizmente não parou e assim nasceu um dos faiscantes “tango-rocks” de todos os tempos: Death on two legs (dedicated to...)
As reticências do subtítulo deixam em aberto a interpretação de para quem seria tal declaração de ódio. Alguns vestiram a carapuça e tentaram processar a banda, porém a falta de outras citações na canção ou no restante do disco fez com que os processos fossem arquivados.
Ao vivo, Freddie Mercury costumava introduzir a canção com frases do tipo: “-Esta é sobre um cavalheiro realmente filho da puta!” ou “A próxima canção é sobre o maior filho da puta que conheci...”.
A canção era tão repleta de linguajar vulgar e ofensas que John  Deacon dizia ter vergonha de tocá-la e Brian e Roger faziam os backing vocals visivelmente constrangidos.

13 de mar de 2013

Conclave dia 1. fonte Grookleaks


E começa a reunião de cardeais que vai escolher o próximo papa.
O Conclave teve inicio no dia de ontem com os cardeais seguindo para dentro da capela Sistina cantando: “-Se esta p... não explodir olé olé olá... Eu chego lá!”.

Pouco antes, a guarda suíça paramentada como Patati e Patatá (depende da patente), fez uma varredura no local.
Mas não, não pense que procuravam os Illuminatus. Dan Brown já disse no twiter que inventou tudo aquilo...

Já dentro da capela, o cardeal sul africano deu a sugestão de que, caso eleito, toque-se vuvuzelas ao invés de soltar fumaça.
-É ecologicamente mais correto! – disse.
Ao que parece, sua sugestão foi recusada.

Após uma rodada de tranca e futebol no PS3, houve um principio de discussão entre os cardeais da Inglaterra e Austrália.
Segundo apurado, discutiam para saber quem era melhor: Iron Maiden ou Ac/Dc.
-Nada bate o solo de Adrian Smith em “The number of the beast”! - Disse o ingles.
-Então você não prestou atenção em “Highway to hell”. – respondeu o australiano.

Para o almoço, o cardeal italiano por estar mais perto de casa, pagou as pizzas que foram encomendadas na: Pizzaria Duas Torres.
Foram pedidas cinquenta pizzas de mozarela mais cinquenta com lombinho, queijo, azeitonas e cebolas. Nada de calabresa para não irritar as hemorroidas de ninguém...
Porém, mesmo com a quantidade de pizzas pedidas, Mané - o dono da pizzaria – não enviou refrigerantes de brinde.
-Pizzaiolus vagabundus miserabilis... – disseram em latim.

Um merecido descanso após o almoço assistindo TV, mas com os canais de noticias devidamente bloqueados.
Consta que ao zappear pela programação liberada, a cada vez que aparecia na tela um destes pastores televisivos – Silas Malafaia, aquele do chapéu, Edir Macedo, aqueles que roubavam a grana do Kaká e RR Soares – a gritaria era geral.
-Fili de prostituta! Porco cane! Vão tudo pro inferno! Canalhas...

Já anoitecendo, o cardeal argentino sempre se metendo onde não era chamado, encontrou o frigobar particular do ex-papa Bentão que estava recheado de cervejas alemãs de ótima qualidade e peças de picanha.
Sem perder tempo, convocaram o cardeal brasileiro (que é gaúcho) para assar a carne.
-Mas eu não sei fazer churrasco! – disse o brasileiro.
-Como no? Tu no és gaúcho? – quis saber o argentino.
-Então vá lá... Mas não quero ninguém reclamando. – encerrou a discussão já jogando sal grosso na carne.
Infelizmente, D. Odílo Scherer não estava brincando quando disse não saber assar churrasco. Deixou a carne queimar produzindo uma fumaça escura.

Enquanto isto na Praça de São Pedro o público olhava para a chaminé que escoava a fumaça pensava: “-Não foi desta vez que habemus papa ainda...”.

12 de mar de 2013

Uma pequena maldade...


-E ai cara!  Beleza?
-Sussa... E você?
-Cansado. Mas levando. O que está fazendo por aqui?
-Vim no cartório. A patroa está pressionando para casar.
-Achei que você já era casado.
-Não, não... Apesar do tempo que estamos juntos, dos filhos...
-E resolveu casar agora?
-É... A patroa andou falando, insistindo... Pressionando. Quer casar.
-Acho legal.
-Mesmo?
-Claro...  Sem duvida. Mostra compromisso e tal. É bacana.
-Não sei se vamos não... Fui ver o preço do casamento, uma facada.
-É. Barato não é não.
-Acho que é por isto que tem tanta gente na minha situação.
-Não é de se duvidar. Bom, vou indo.
-Tá... Foi bom te ver... Mas... Espera!
-Hum?
-Cara, quanto será que sobram por aquele casamento com um montão de gente?
-Comunitário?
-Deve ser... Não sei o nome. Aquele que ficam os noivos numa corda e tal.
-O conceito é de “casamento comunitário”, mas tem outro nome.
-Espera ai, me deixa pensar um pouco que eu lembro.
-Tá...
-Ah, lembrei! União homo afetiva.
-Sério?
-É.
-Vou voltar lá no cartório.
-Vai lá...
-Obrigado, viu.
-Não tem de que...

11 de mar de 2013

F1 2013 - Enter - Austrália!


O que tem na Austrália? O AC/DC...
E o que mais?
Bom... Tem canguru.
Não que canguru seja lá grande coisa, mas... Só tem lá.
Para que serve? Além de ser curioso ver um bicho que tem bolsa para levar filhote e que anda aos saltos? Não sei... Nem sei se serve para comer.
Se bem que nego come até escargot...
Tem o coala que é fofinho, se alimenta de folha de eucalipto, mas... Fede.
Ah! E lá também tem o ornitorrinco que tem bico de pato, rabo de castor, bota ovos e é mamífero. Um verdadeiro samba do bicho doido.

Tem também umas manias esquisitas na hora de se alimentar.
Nego lá come pão com espaguete ao molho.
Entendeu errado não... O cara pega o macarrão – seja ao sugo ou bolonhesa – e taca no meio do pão.
Achou estranho?
Espera então saber que lá também tem um negócio chamado Vegemite, que é nada mais, nada menos que uma espécie de caldo knorr em pasta para também passar no pão.

Tem uns nativos chamados de Aborígenes que tocam um tronco furado chamado didgeridoo.
O que lembra? Aquelas vuvuzelas do inferno...

Mas lá também tem mulher bonita. Claro que tem...
Tem a Nicole Kidman.
E só...

Tem o Crocodilo Dundee, que nunca vi e que nunca vou ver.
Claro, tem mais coisas.
Tem um povo educado e ordeiro.
Tem cidades limpas e bonitas que organizam eventos mundiais com rara felicidade.
E tem a abertura do mundial de F1.

Na boa?
Quem precisa das outras coisas tendo a F1 não?
Chega logo fim de semana, chega logo!

8 de mar de 2013

Um conto para o dia da mulher


Mas ela é um livro místico e somente a alguns é que tal graça se consente: é dado lê-la.

Estela e Walter estavam casados há mais de dez anos.
Os parentes e amigos disseram - direta e indiretamente – que ela enterraria sua vida, sua carreira para cuidar dele. Iria dentro em pouco se formar em comunicação social.
E mesmo que ela argumentasse que ele não tinha nenhum problema - além do óbvio - que ele era independente.
Não adiantava, ainda assim torciam o nariz.
Casou-se sob olhares desconfiados, quase de pena, porém foi feliz desde então.
Sempre soube que não seria fácil, mas o que nesta vida é?
Com o tempo a desconfiança foi cessando e todos viram que aparentemente a vida seguia em boa ordem para Estela.
As mudanças foram poucas e a maioria delas vistas apenas dentro de sua casa: algumas adaptações normais e necessárias como deixar as coisas sempre nos mesmos lugares para evitar que Walter tivesse de memorizar tudo outra vez.
Assim, suas coisas de uso pessoal sempre estavam nos locais pré-determinados: sabonetes, escova de dentes, perfumes, creme de barba, roupas... E de preferência separados dos dela para evitar que na pressa ele saísse vestindo uma blusinha rosa por engano.

É que Walter era cego. Desde o nascimento.
Cego, mas nunca acomodado. Nunca se ouviu dele uma queixa sequer...
Aprendeu braile, cursou tudo que lhe foi possível e se formou em direito.
Não exerceu por muito tempo. Ganhou algum dinheiro com boas causas trabalhistas e com ele realizou um antigo sonho: uma cafeteria literária.
Lá era possível apreciar os melhores cafés expressos e ainda se informar com jornais nacionais e de diversos países diferentes. Livros, revistas variadas e ultimamente trabalhava na expansão dos serviços com uma rede wireless de alta velocidade para quem quisesse trazer seu laptop à cafeteria.
-Informação é tudo e ela agora está toda na internet. – dizia.
-Como você sabe? Cê nunca viu? – perguntavam alguns gaiatos.
-Ver não vi, que tava ocupado com tua mãe – respondia. – Mas li que já existem equipamentos que permitem que nós, os deficientes visuais, possamos usar a internet como qualquer outro. E com o tempo, até isto vai ter aqui na cafeteria.
Ninguém duvidava que uma hora ou outra aparecesse por lá os tais equipamentos.

Acontece que naquele dia o clima dentro da cafeteria não estava muito bom.
Um silêncio incomodo permeava o ambiente e a cara de poucos amigos de Estela – que cuidava do caixa – não deixava duvidas: haviam se desentendido por algum motivo.
Walter tentava puxar assunto, mas recebia de volta apenas grunhidos guturais e frases lacônicas.
E o publico usuário do estabelecimento apenas assistia as cenas.

-Amor, tava estranho... Meu creme dental estava fazendo espuma demais, com um sabor esquisito. Mentolado, mas esquisito...
-Hunpf... É?
-E também meu desodorante...  Eu apertei o frasco e em vez daquela sensação de uma nuvem nas axilas eu senti um jatinho de água fininho... E os sovacos ficaram grudentos...
-Jura?
-Também não entendi o que aconteceu com minhas cuecas... Algumas estavam apertadas pra caramba e outras pareciam só ter uma tirinha na bunda... Demorei um bocado para achar uma que ficasse menos estranha no corpo, mas ainda assim tive a impressão de que era rendada...
-Hum!
-E os sapatos... Estes eu tenho certeza de que você se enganou, eu não tenho nenhum chinelo de dedos com a sola tão fininha quanto as que estavam em meu armário... E com florzinha nas tiras então?
-Tá certo Walter... Tá certo...  Eu mexi mesmo nas tuas coisas... Coloquei teu creme de barba no lugar da pasta de dentes, o liquido anti-chulé no lugar do seu desodorante e inverti as nossas gavetas de roupas intimas...  E pelo que to vendo... Você ficou com preguiça de procurar teus chinelos e veio com as minhas rasteirinhas mesmo...
-Mas... Mas... Amor? Por que fez isto?
A esta altura todos os clientes que já estavam na cafeteria prestavam atenção no dialogo.
-Pra você nunca mais na cama apertar aquele travesseiro anatômico e dizer que estou flácida e cheia de estrias...
-Mas amor... Eu não vi!
-Milagre, meu caro... Seria se tivesse visto.

7 de mar de 2013

Alex Dias Ribeiro: Jesus versus suecas


O amigo jornalista Marcio Kohara me disse uma vez: “-Se a versão é mais interessante que o fato, publique-se a versão”. – e também – “-Jornalismo é saber separar o joio do trigo... E publicar o joio.”
Seguindo estes sábios conselhos, eis aqui minha contribuição com uma versão que tem tudo para ser joio...

O ano era 1975 e o campeonato era o europeu de F3.
A corrida era no circuito de Anderstop, na Suécia, preliminar da prova de F1 daquele ano.
A equipe era a March, que também tinha seu braço na F1, oficialmente, seus pilotos para a F3 daquele ano eram o sueco Gunnar Nilsson e o brasileiro Alex Dias Ribeiro, provavelmente o primeiro “Atleta de Cristo” e que um dia correria com a inscrição “Jesus saves” na carroceria de seu carro.

Gunnar Nilsson disputava a liderança da prova com o também sueco Connie Anderson, que pilotava um carro não oficial da mesma equipe March.
Atrás dos dois vinha Alex, que por conta de um pneu furado e um trabalho de boxes nos moldes da época (bem mais lento...) era retardatário em uma volta.
Restava ao brasileiro apenas tentar dar a volta mais rápida da prova, porém, no décimo quinto giro, Alex perde o controle do carro e acerta Nilsson, tirando-o da disputa pela vitória e também da prova.
Gunnar fica irado, porém... O que fazer? Ao fim do campeonato ainda se sagraria o campeão.

Ao voltar para a sede da equipe algum tempo depois, Alex, meio desconsertado, pensa que se o trabalho na troca dos pneus tivesse sido um pouco mais rápido, não teria voltado naquela posição - logo atrás dos lideres - e resolve perguntar aos mecânicos o porquê pareciam cuidar melhor do carro e das corridas de Gunnar.

-Às vezes parece que vocês gostam um pouco mais do Gunnar Nilson do que de mim... Por quê? – perguntou o piloto brasileiro.
-Sabe Alex, gostamos de você... Sempre simpático, muito educado e nos presenteia sempre com bonitos exemplares da bíblia... Mas o Gunnar trás umas revistas lá da terra dele... – sorriu meio constrangido o mecânico

Talvez por estas histórias é que algum tempo depois surgiu a piada no meio da F1 “Jesus fail to saves Alex...”

6 de mar de 2013

Morre o homem fica o burro. Era isto Jorge?


 Hugo Chavez é o tema do dia, mas aqui não se falará dela...
A morte do homem que seja chorada pela sua família como convém a qualquer ser humano, seja ele bom ou ruim.
Mas o ícone, aquele criado a partir de um populismo latente, dinheiro vindo do petróleo e uma maciça campanha de marketing e patrulha, este mereceria analise profunda e posterior desconstrução.

Mas não é o caso aqui...
Não se falará de suas quatro eleições sempre sob suspeita de estarem com as urnas previamente cheias, nem controle da imprensa ou do uso da maquina do estado de forma avassaladora e patrulheira.
Muito menos da oposição esvaziada e das prisões cheias de presos políticos.
Também não se falará das suspeitas de que sua morte já havia se dado há dias, mas que foi escondida para ser divulgada exatamente no aniversário de morte de Stalin, outro ícone vermelho... Não.
Melhor não escrever sobre isto por aqui, para evitar a ira furibunda dos barbudinhos que acreditam que o PT é de esquerda e que é diferente do PSDB.

Vamos falar do conclave...
Sim, do conclave! Claro...
Bem que poderiam usar o conclave para escolher o próximo presidente venezuelano, afinal lá, como no Vaticano, só se muda o supremo mandatário quando este morre ou pede as contas...

Mas enfim... Que a terra lhe seja leve.
Tão leve quanto o Pão de Açúcar, com bondinho e tudo.

5 de mar de 2013

Ferrari: uma equipe prevenida

Mesmo sendo apontada por diversas fontes como uma das equipes com melhor carro para a temporada deste ano, a Ferrari não quer dar mole para ninguém e muito menos para o azar.

Levando em conta o risco de alguma outra equipe (Red Bull, McLaren ou Williams entenda-se, Mercedes é fogo de palha) ter um carro melhor e mais rápido, a equipe de Maranello criou um dispositivo típico da casa do mal para se precaver.

O treco é dividido em duas partes:
A primeira, composta de uma tela LSD de oito polegadas e um gatilho disparador instalados no carro de Fernando Alonso.
A outra parte é composta de uma câmera e um dispositivo de ejeção dispostos estrategicamente no bólido de Felipe Massa.

O funcionamento é simples.
Fernando Alonso receberá na tela de LCD as imagens captadas pela câmera instalada no bico do carro de Felipe Massa e com elas poderá monitorar quem vai à frente de seu companheiro de equipe, consequentemente, podendo atacá-lo em uma disputa por posição.
Então, após calcular a distância exata entre o carro de Massa e seu possível adversário, Alonso apertará o gatilho disparador que ejetará um dos pneus dianteiros do carro de Felipe acertando o carro adversário, que, se não sair da prova ao menos tomará um susto aliviando o pé do acelerador.
Um dos pontos fracos do dispositivo é que só pode ser usado uma vez.

A traquitana foi disposta desta forma nos carros porque a equipe tem certeza de que ninguém ficará a frente de Alonso este ano, já do Massa...

4 de mar de 2013

Comerciais: nem tudo é bizarrice. Ainda bem

Já apareceram neste espaço ao menos dois textos sobre as bizarrices cometidas em filmes de propaganda, os populares: reclames comerciais.
Felizmente este mercado não tem apenas os cunhados dos donos de empresa trabalhando.
Tem gente séria, competente e muito, muito criativa. E não são poucos.

E desta lavra (dos bons profissionais) é preciso destacar este filme que começa a ser veiculado na TV sobre a volta do Fusca.
Claro, não é o mesmo carro e não tem mais o apelo de ser um “carro do povo”, mas o filme é genial em sua tentativa de colar a imagem do carro de 2013 na daquele que povoava as ruas nos anos 1970. (Antes e depois também, claro!)

Com uma imagem saturada e editada com flashes reais da década de 1970, Casé Peçanha (VJ ou ex – não sei – da MTV) apresenta a população o novo fusca que estará nas ruas em 2013.
Uma menina chega a perguntar: “-2013? Então o mundo não acaba no ano dois mil?”
Outro questiona: “-Um carrão destes no Brasil?” e quando Casé afirma que em 2013 o Brasil é um país rico e moderno e ele duvida com certo desdém: “-Vai nessa!”

Duas passagens divertidas do filme: quando se explica que o carro tem faróis de led e um rapaz de cabelo comprido e barba (estilo hippie) diz: “-Curto muito Led!" (Zeppelin, no caso) e depois na explicação da quantidade de cavalos que o motor gera e uma mocinha abre a tampa traseira do carro, onde ficava o motor no carro original e agora é o porta malas e comenta incrédula: “-Duzentos cavalos e não tem motor?”.
Além, claro, das participações especiais de Rivelino e do saudoso Mussum.

Por enquanto, o melhor comercial do ano até agora.

1 de mar de 2013

Trovão: cortesia de Deus


Fugindo dos altos impostos ingleses, o Queen resolveu gravar seu sétimo álbum – Jazz - fora da Inglaterra e então alugou dois estúdios: o Super Bear, em Nice na França e o Mountain na cidade suíça de Montreux.
Mountain que, aliás, fica dentro do cassino eternizado na letra de Smoke on The Water do Deep Purple após pegar fogo em um show de Frank Zappa.
O disco marcava a volta da banda a um som mais cru e direto, menos teatral e até menos eclético com apenas duas faixas não calcadas no rock: Mustapha com ecos árabes e Dreamers Ball, que apesar do intenso trabalho de guitarra, remete ao jazz dos anos 30.
Porém, Brian May ainda estava descontente com o resultado final de uma das canções: Dead on Time, um rock tão rápido e faiscante que pode ser considerado o precursor do speed metal. Para o guitarrista ainda faltava algo.

Em uma tarde enquanto uma tempestade se aproximava da cidade de Montreux, Brian teve a ideia de gravar o som dos trovões para usar de alguma forma.
Pediu ao então roadie da banda Peter Hince que providenciasse um gravador e o posicionasse na sacada do hotel. Outra versão diz que Brian saiu às ruas com o gravador em punho, mas o resultado seria o mesmo.
Segundo Hince a natureza caprichou tanto na qualidade dos trovões quanto na quantidade de chuva e infelizmente – para os dois – o gravador não era impermeável e após o aguaceiro o equipamento ficou praticamente imprestável salvando-se – por milagre - apenas um trovão dos tantos gravados.
O trovão foi colocado estrategicamente ao fim de Dead on Time e nos agradecimentos na ficha técnica do disco pode-se ler: Thunderbolt courtesy of God.