30 de abr de 2013

Motivos


Kubica é um bom piloto, ponto.
Não é genial, não é genioso e nem era ou é fora de série.
Nem é besta e nem bestial.
Porém, tem muita gente que o idolatra, sabe-se lá por que...
O fato é que existe sempre um rumor aqui ou acolá dando conta de que há um time da F1 interessado em seus serviços.

Ferrari: diziam que era porque era amigo de Alonso.
Como se Alonso tivesse amigos...
Lotus: lá era adorado desde os tempos em que a equipe se chamava Renault.
Vá lá que seja... Prestou realmente bons serviços lá e na BMW.
Agora a Mercedes que até o autorizou a utilizar seu simulador...
Mas o time alemão não está bem de motoristas? Tem dois muito rápidos e porque não dizer: bons.
Vai entender.

Qual o real motivo de tanto interesse?
Amizade!
Não acha que seja isto?
Pense bem...
É melhor trazer logo o polonês para a F1, até porque, se continuar no rallie, vai se matando.
Afinal, quando não vence, bate...


Kimi Raikkonen está sendo disputado veladamente (ou seria apenas outro rumor?) por duas equipes: Lotus, sua atual casa e a Red Bull, que se tiver vergonha na cara e ambição de continuar dentre as grandes vai mandar o Webber caçar coala dentro em breve.
Em um cenário no qual estas especulações fossem realmente verdadeiras, o que ainda suscitaria dúvidas na cabeça do finlandês em aceitar a proposta de um time que nos últimos anos só tem vencido e tem como trunfo - além do alemãozinho Vettel – o maior projetista da F1 nos últimos anos?
Coração?
Gratidão?
Sossego de poder fazer na Lotus o que bem entender?
Ter parte nas ações do time, ser também dono da equipe?
Não, nada disto!
É purismo mesmo...
Não, não é o purismo de correr por uma equipe em que ao menos o nome é de uma escuderia das mais tradicionais... Longe disto.
É o purismo de ter a certeza de que com Red Bull, vodca fica uma porcaria.
Pura ou apenas com limão é bem melhor...

29 de abr de 2013

Onde Hermann Tilke se inspira


Não há entre os fãs de F1 quem não tenha – ao menos uma vez – reclamado, odiado ou mesmo apenas xingado uma pista que tenha a chancela de Hermann Tilke.
O mais comum é dizer que são enormes kartódromos que não levam em conta a competição, mas apenas a grandiloquência da obra em si.
Pistas com entorno sensacionais como o de Abu Dhabi onde tem até um hotel que muda de cor ou então as instalações suntuosas – e gigantescas – do autódromo da China são muito mais comuns em sua obra que as curvas bacanas do – também seu – circuito da Turquia.

Também é comum dizer que o homem faz suas pistas no paintbrush, que abusa do copy and paste, copiando curvas de circuitos já existentes e consagrados (Spa, Suzuka, etc.) quando não, copiar a própria obra.
Por vezes a sensação, principalmente de quem se utiliza de jogos e simuladores de corrida, é de que é muito mais divertido pilotar nas pistas Tilke do que assistir corridas nelas. E deve ser realmente verdade.

Aqui também, com honrosas exceções (Malásia, Turquia e Austin) muito se criticou as obras deste maluco alemão que a FIA (ou Bernie Ecclestone, vai saber) arrumou para padronizar as pistas de corrida ao redor do mundo.
Porém, não ouso dizer que ele é burro, preguiçoso, acomodado... Não.
A culpa é da fixação deste alemão por pés.
Tilke é podólatra e coloca isto em seus desenhos...
Acompanhe ai.
Austin: parece uma chuteira

Istambul: ótimo, mas lembra um sapato feminino

Sepang: dois chinelos raider um virado de sola para o outro

Singapura: da 14 em diante, até a curva sete é uma bota

Socchi: um mocassim bico fino

Abu Dhabi: Lembra um revolver, mas se virar de cabeça para baixo, da curva 1 até a 8 é um All Star de cano alto

Aragon: da curva 15 até voltar a curva 3 temos um conga
O velho Hockenhein foi assassinado e virou um coturno de bico fino(?)
Pequim: olhe bem... É uma bota de gesso.
Tomara que Tilke nunca se inspire em sapatos de palhaço ou nas sandálias modelo Crock´s para fazer pista nenhuma.

Legendas arrumadas: agradecimentos ao camarda Julio Cezar Krombauer que viu o erro.

26 de abr de 2013

Chico Buarque, o troll


Chico Buarque é malandro.
E malandro tirador de sarro, diga-se.
Aqui três trollagens de sua lavra.

Quando interrogado pelo DOPS.
-O senhor sabe por que está sendo interrogado?
-Não sei não... Sou apenas um compositor.
-Nós sabemos, só queríamos que o senhor parasse de escrever sobre generais.
-Mas eu não escrevo sobre generais.
-Não? E escreve sobre o que?
-Generalidades...

Se o interrogador tivesse o mínimo de conhecimento da obra do homem, saberia que o “generalidades” não era literal e sim um neologismo criado por Chico para dizer que não fala sobre os homens que mandavam, e sim do que eles faziam quando mandavam.•.

Ao mostrar sua canção Bastidores (“Cantei, cantei... Como é cruel cantar assim.”) para Cauby Peixoto, o compositor ouviu.
-Mas Chico, esta canção é mais apropriada para uma mulher!
-Quem disse isto Cauby? A canção é a tua cara.
-Nem precisa, olha este verso: “... e os homens lá pedindo bis, bêbados e febris a se rasgar por mim...”.
-Besteira Cauby.
-Mas, Chico!
-Nada de mais, a letra foi feita pensando em você.
-Mas, Chico... Só se você pensasse que eu sou gay!
-Eeeeentão, Cauby! Pode gravar que não tem erro.

Perder o amigo pode ser... A piada nunca!

Quando Caetano Velloso começou a fazer certo sucesso, Chico inventou que o baiano havia passando por alguns distúrbios emocionais.
Que havia ficado paranoico e não reconhecia ninguém e no auge da crise afastava todos que o visitavam aos gritos de: “-Sai fora, carcará... Sai fora carcará!”.
Pediu também que quem fosse visitar Caetano, que não tocasse diretamente no assunto.
A história chegou até Santo Amaro da Purificação, provavelmente por um telefonema do próprio espírito de porco.
Caetano conta que estranhou muito o aumento de visitas que teve em seu apartamento, vindos inclusive de sua cidade natal, mas que estranhou mais ainda as insistentes perguntas: “-Você está bem? Mas está bem mesmo?”.

24 de abr de 2013

E para finalizar o assunto Bahrein


E durante a coletiva após a corrida barenita...

-Alonso! O que aconteceu com a Ferrari?
-Foi um dia de azar. – e sorri.
-Mas o que aconteceu de verdade com a asa traseira do seu carro?
-Travou. – ainda sorrindo.
-Só?
-Só... Como disse, foi um dia de azar...
-Não voltou nem na porrada, né?
-Voltou, mas eu fui abrir e travou de novo. – com sorriso insistente.
-Mas se tava quebrada, porque abrir de novo, não foi burrice?
-Não... Tinha que testar né?  Foi só azar mesmo. – continua sorrindo.
-Disseram que você tentou abrir de novo, mesmo quebrado, para mostrar para o Massa que até burro você é mais que ele.
-Não entendi... – mas ainda sorrindo.
-Para fazer uma piada.
-Que piada? – já não sorri tanto assim.
-Você insistindo em usar uma peça quebrada e o rádio avisando ao Felipe: “Fernando é mais burro que você!”.
(Alonso muda radicalmente a expressão).
-Mas foi um dia atípico para a equipe toda, né? – continua o repórter - O Massa furou o pneu traseiro duas vezes!
-Como eu disse... – agora sem sorriso algum – Foi um dia de azar.
-É só isto que tem a dizer?
-Não... – e olha diretamente para a câmera em tom de ameaça – Vai chegar o dia em que os outros também vão ter azar.

Neste momento um vento gelado e um sentimento de mau agouro percorria todo o paddock...

23 de abr de 2013

Três toques: Baherein


#1

Agora é para acabar de vez com a pachecada de dizer que a Ferrari não dá as mesmas condições para o Massa e o Alonso.
Esta teoria conspiratória já deu nos nervos e nesta prova barenita se mostrou completamente infundada.
Tanto um quanto outro tiveram o mesmo tratamento nos pitstops desta vez, inclusive na quantidade de vezes que foram aos boxes: quatro vezes cada um.
Alonso teve de voltar duas vezes aos boxes só por conta do defeito em sua asa traseira que abria, mas não fechava.
Massa por sua vez voltou às mesmas duas vezes por conta do pneu traseiro que abria e, claro, não fechava.

#2

Se Martin Withmarsh queria ver Sérgio Perez um pouco menos educado na pista, desta vez conseguiu.
E cara foi para cima, disputou posição, foi arrojado, irresponsável quando necessário...
O problema – para o pessoal da McLata é que ele foi tudo isto com o Button, que é seu companheiro de equipe.
Foi com outros também, mas com o Button ele pegou pesado, tocou duas vezes.
Ah... Ele tocou com o Alonso também e colocou o asturiano para fora da pista?
Mas com o Alonso pode...
Sempre.

#3
Por falar em Alonso, esta é forte.
Em algumas partes do país quando alguém tem muita sorte, costuma-se dizer que ele está aberto.
Curiosamente, esta expressão caiu por terra.
Alonso estava literalmente aberto e não foi sorte nenhuma.
É necessário rever conceitos... É necessário.

21 de abr de 2013

F1 2013 Bahrein: não foi xadrez, mas foi ludo


E mais uma vez a corrida no Bahrein se passou sem nenhum problema extra pista.
Como previsto, logo esquecerão que o país e seus problemas existem.
Mas dentro da pista a prova conseguiu - pelo segundo ano consecutivo - ser boa.
Não ótima nem extraordinária, mas boa.
A dinâmica da prova foi mais convencional graças aos pneus macios que ao invés de durar apenas seis voltas, duraram dez.
Assim, a prova deixou de ter aquele aspecto de jogo de xadrez e passou a se parecer mais com o jogo de ludo.

Ainda assim foram várias as ultrapassagens e desta vez tivemos algumas disputas.
Ok que algumas foram sem defesa, mas as que deram vez a alguma briga foram muito divertidas.
Neste quesito, ponto para Sérgio Perez que fez até aqui sua melhor corrida.
Combativo, arrojado e por vezes irresponsável e inconsequente.
Mas não é assim que esperamos que todos sejam?
Já a boa posição de chegada dos carros de sua equipe é facilmente explicável por dois pontos básicos.
Ferrari em dia péssimo.
Note bem: Ferrari e não seus pilotos.
E a condição de “coelho de prova” assumida pela Mercedes.
Desde a corrida chinesa, faz boa classificação, garante pole, larga na frente, mas não se mantém.
O dia de azar do time do mal pode ser colocado na conta do acaso, já a condição do time prateado não...

Lá na ponta, uma pilotagem tranquila e uma vitória fácil de Sebastian Vettel.
Tão fácil quanto pareceu a de Alonso na China, mas com a diferença que quando disse que não estava forçando, não estava mesmo.

As vitórias se pareceram: nenhum dos dois largou na ponta, precisaram fazer ultrapassagens nas primeiras voltas e contaram com o desgaste dos pneus alheios. Certo?
Em termos.
Depois de pegar a ponta, abriu, abriu, abriu e fez suas paradas tranquilamente, voltando – inclusive – na primeira posição sem ser ameaçado em momento algum.
Para completar o pódio, a dupla da Lotus em mais uma corrida consistente do Kimi e uma surpreendente de Grosjean.
Esta mulher ai não parece o Adrian Newey com cabelo comprido?

Mas, se os pneus ainda são de farinha, duram pouco e tal... Por que a dinâmica da corrida foi diferente nesta prova?
Por que sua leitura foi facilitada?
Alguns dirão que foi por conta do braço de Vettel, outros darão crédito apenas ao carro da Red Bull.
Porém, tenho a séria tendência a crer que o fato de serem pequenas as áreas de detecção e abertura do DRS foi preponderantemente fundamental para isso.
Outra tese? Mande ai... E aproveite para dizer se também acha que a partir da próxima corrida tudo muda... Afinal, é na Europa que os pacotes de upgrade chegam.
Os coments estão abertos, fique a vontade.

19 de abr de 2013

Alonso pode ter blefado?


Que Alonso é um dos melhores pilotos do atual grid ninguém nega.
Que está incluído entre os melhores pilotos que a F1 já viu, também não.
Que é um dos poucos que enxerga – de dentro do carro – a dinâmica das corridas e consegue (ao mesmo tempo) pilotar e citar regulamento para pedir punição aos adversários como já vimos em mais de uma oportunidade, idem.

Mas agora o asturiano mostrou uma nova faceta que provavelmente muitos desconheciam e que acabaram por comprar: jogador de poker.
O espanhol safado (no bom e no mau sentido) ao ganhar o GP da China de forma brilhante e – aparentemente – com facilidade criou uma peça de marketing quase perfeita para vender a imagem de carro superior de sua Ferrari.
Vamos relembrar.

Em certa altura o sem vergonha vinha baixando a bota e o tempo de volta quando se ouviu pelo rádio: “-Não force”.
A resposta foi categórica: “-Não estou forçando.”. - e fez a melhor volta.
Bancou as apostas mesmo com apenas um par nas mãos
Alonso estava forçando sim e não era pouco!
Ou então não haveria motivo para se ouvir o conselho via rádio.
Porém - safo que é - ao dizer que não estava forçando colocava na cabeça da concorrência a duvida de quão bom está ou deixa de estar o carro da Ferrari.
Gênio.
Agora não se fala em outra coisa e tanto fãs quanto desafetos e alguns jornalistas (blogueiros inclusos) já dizem categoricamente que a Ferrari é o carro a ser batido.
“A Red Bull pintada de vermelho!” - já li por ai...

Será?
Verdade ou blefe que a rodada barenita nos dê mais algumas pistas sobre o jogo que Alonso tem nas mãos para descer à mesa e levar as fichas de todo mundo ou se está blefando brilhantemente como um jogador de poker profissional.
Alguém quer fazer alguma aposta?

18 de abr de 2013

Beleza, beleza, beleza...


A origem da história é um tanto confusa. Jorge Bem diz ter acontecido durante o Festival de Montreux.
Já Nereu Gargalo diz que foi no Japão, durante a turnê que deu origem ao disco On Stage, de 1971.

Durante uma festa oferecida aos artistas brasileiros, o Trio Mocotó - então formado por João Parahyba, Fritz Escovão e, claro, Nereu Gargalo – entornava todas em sua mesa.
Reconhecidos por um executivo da gravadora Philips, onde estavam contratados à época.
Nereu, que já é de natural simpatia e desembaraço sóbrio, fica ainda mais solto quando levemente alto.
No caso, estava pesadamente alto.

-Mas olha quem está aqui! O Trio Mocotó! Os escudeiros de Jorge! – diz o fã executivo para alguns de seus pares e logo traduzindo para a língua local.
Sorrisos, apertos de mão abraços e confirmação de que todos eram seus fãs. Na língua local, claro... E o brasileiro deixa os amigos na mesa do Trio e some.
-Beleza, beleza, beleza! – respondia Nereu, também sorrindo.
-Vocês são muito bons, nunca vimos nada igual. – diziam ainda na língua deles.
-Beleza, beleza, beleza... – continuava o músico.
-Soubemos que no Brasil há muita gente com tanto talento quanto vocês.
-Beleza, beleza... – Nereu confirmava (ou não, vai saber) com o sinal de joinha.
-Podemos nos sentar à mesa?
-Beleza, beleza, beleza...

E beberam até o limite do possível.
Quando o executivo brasileiro voltou à mesa encontrou tanto o Trio quando os executivos locais completamente chapados, conversando (?) como se fossem amigos de infância.
Só que agora com os papéis levemente invertidos.
-É foda ser executivo né? Coisa escrota... – pergunta Nereu...
-Bereza, bereza, bereza... – respondem os caras.
-Mas pior mesmo deve ser não comer ninguém... – continuava.
-Bereza, bereza, bereza! – e riam como malucos.
-Fiquei sabendo que vocês não gostam de mulher, é verdade?
-Bereza, bereza...

17 de abr de 2013

E para finalizar o assunto China


-Mas, doutor!
-Não tem mais e nem meio mais, senhor Webber, acho vai precisar usar óculos.
-Não é justo...
-Não é justo? Não é justo? Vá falar de justiça pro coitado do Vergne.
-Eu não quis acertar ele...
-Não?
-Não...
-Não mesmo?
-Já disse que não...
-Seja sincero. Ao menos uma vez.
-Tá bom... Eu quis dar um susto.
-No Vergne?
-Não... No Vettel.
-Só que não era o Vettel!
-Doutor... Os carros são parecidos e naquela velocidade, eu...
-Sem chance Webber, eu acho que vai precisar usar óculos. Ponto.
-Qualquer um pode se confundir.
-A este ponto? Acho que não.
-Eu já disse: os carros são parecidos.
-Não estou dizendo confundir a Red Bull com a Toro Rosso.
-Então tá falando de confundir o Vettel com o Vergne?
-Não... Estou falando de vir aqui em um consultório de proctologia e pedir para fazer um exame de vista...

16 de abr de 2013

Três toques: China


#1
Que a China falsifica roupas, tênis, telefones, brinquedos e outras coisas todos nós já sabíamos.
São os grandes campeões da falsificação no mundo, certo?

Errado.
Tudo bem que foi na China, mas quem ganhou a briga dos falsificadores foi a FIA que conseguiu criar de uma só tacada ultrapassagens e emoções falsificadas.
E muita gente comprou como original...

#2
Sérgio Perez e Esteban Gutierrez...
Há muito tempo o México não tinha tantos representantes ao mesmo tempo no grid da F1 e se depender dos dois como cartão de visita do país na F1, quando saírem o México ficará muito tempo mais sem representante.
Olhando bem, agora dá para entender direitinho porque Carlos Slim foi atrás do neto do Emerson Fittipaldi para seu programa de jovens pilotos...

#3
Massa tinha dito que chegar na frente do Alonso não é importante. Que o que ele quer é vencer corridas ainda este ano.
Pois é... Só que o Alonso foi o primeiro colocado, se Massa quiser vencer corridas vai ter que primeiro vencer o Alonso.
Ai é que está difícil fechar a equação, ai é que está difícil...

15 de abr de 2013

Lado B do GP: China - Ecos da pergunta


-What a hell he´s doing? – perguntou um irado Kimi Raikkonen no radio da equipe após se enroscar com Sergio Perez a dada altura da prova chinesa.

Provavelmente também fizeram a mesma pergunta quase que instantaneamente toda a torcida do Kimi, os que por amor ou profissão assistiam a prova naquele momento, os que zapeavam a TV e se depararam com a cena, os fãs (se é que existem) do mexicano...

Mais?
Também o dono da Telmex que o patrocina perguntou algo semelhante, mas trocando o tempo do verbo e a ação praticada: "-What the hell did I sponsoring this guy?".

Juntando-se ao coro, mas de forma ainda mais enfática, Ron Dennis, dono da equipe pelo qual o mexicano corre perguntou: “-What the hell we did when we hired this asshole?”.

Para todos estes a resposta foi um pesado e muito indicativo silêncio...

Mas num momento de lucidez, Perez também deve ter-se perguntado algo parecido mudando o pronome: “-What the hell I´m doing?”.
Só que para ele a resposta foi imediata e vinda de todos os lados possíveis: “-Shit! You're doing shit...”.

14 de abr de 2013

F1 2013 China: F1 agora é xadrez em velocidade.


Há um consenso que os pneus foram no ano passado as grandes estrelas da temporada. O motivo maior para o tão celebrado equilíbrio do campeonato.
Só que parece que este ano a coisa toda foi elevada a décima potência e as coisas ficaram muito estranhas.
Largar na pole e ficar nela por apenas seis, sete ou oito voltas vale a pena?

Por conta dos pneus que se desgastam muito rápido o equilíbrio se tornou algo tão falso quanto aquele obtido nas categorias americanas por conta de bandeiras amarelas mostradas a cada “cagada de pássaro” como disse Nelson Piquet.
Ok, os pneus são os mesmos para todo mundo e quem quiser que faça uma estratégia melhor para o uso deles, porém... Eis ai o problema.
Estratégia demais e pé embaixo de menos e nunca é mais lembrar que o nome da coisa é corrida e não poupança.
Teoricamente deveria ganhar quem fosse mais rápido e não quem fizesse a melhor estratégia.
Se for para ver um esporte fundamentado na estratégia talvez fosse melhor assistir xadrez e ficar esperando o Gasparov perder para gritar um “chupa” e dizer que depois do Mequinho, o Brasil nunca mais teve um representante realmente bom...
Estratégia demais sobre emoção artificial
A coisa toda rende várias ultrapassagens, mas a emoção gerada fica sempre sob suspeita de ser apenas em função do “frescor” do pneu de quem ultrapassa sobre os pneus gastos demais de quem é ultrapassado.
Quando não é isto é o uso inapelável do DRS que não deixa margem nenhuma a defesa de quem vai à frente.

E neste panorama, venceu Alonso.
Não foi pole, não fez a volta mais rápida, mas fez a melhor estratégia e ultrapassou quando seus pneus eram melhores. Mérito dele de ser o melhor dentro da nova dinâmica.
Mas fica a pergunta: adianta muito isto já que a cada pista a história do desgaste é completamente diferente?
São as nuances deste xadrez a trezentos por hora.
Se isto é bom não sabemos direito, mas é o que temos.
E acaba que foi justa a vitória. Alonso sobrou.

12 de abr de 2013

Stop breaking down


Dizem que ele fez pacto com o coisa ruim numa encruzilhada e que antes disto era apenas um músico comum...
-O que você mais quer? – perguntou o cramulhão.
-Tocar direito...
-Da cá... Deixa eu afinar.
E quando recebeu de volta o instrumento teria se transformado em um músico extraordinário e exímio violonista.
A ponto de intrigar um certo Keith Richards em conversa com o amigo Brian Jones.
-O cara é realmente muito bom, mas... Quem é que tá tocando com ele?
-Com ele? Ninguém... Ai tem apenas um violão.
-Um só? Jura?

Mas a teoria fica um pouco sem nexo se pensar que o capeta é o pai das coisas ruins.
Afinal, a música do cara é atemporal e maravilhosa.
Se for pra dizer que algum tipo de música é coisa do pé de bode que fede a enxofre, com certeza não será dos blues de Robert Johnson.
Pode perguntar aos Rolling Stones...

11 de abr de 2013

O fim dar ordens de equipe na Red Bull


Helmut Marko se reúne com Sebastian Vettel e Mark Webber para fazer um importante comunicado.
-Rapazes... Diante da repercussão do último episódio envolvendo nossos carros, nós tomamos uma importante decisão.
Tanto Seb quanto o canguru que dirige ouvem atentamente.
-Conversei com o Horner e com o Didi...
-Didi? – interrompe Webber
-O chefão... – explica Vettel.
-E desde quando vocês o chamam assim? – quis saber o canguru.
-Todos os que contribuem pra grandeza da equipe o chamam assim. Mas vamos em frente. – corta Helmut – Nos reunimos e decidimos em conjunto que não mais nos utilizaremos do expediente das ordens de equipe.
Silêncio...
-Aqui nesta equipe daqui para frente vai vencer quem estiver melhor, quem for melhor e quem puder mais... De acordo?
-Isto vale para os dois não é? – quis saber Webber.
-Exato... – responde Helmut.
-Em qualquer situação? – continuou Webber.
-Em toda e qualquer situação.
-E vale tanto para atacar como para defender posição? – insistiu o canguru.
-Tanto faz.
-Com isto então, entendo que estamos liberados para disputar na pista as vitórias?
-Exato. Nós queremos que o melhor sempre chegue na frente. Seja em primeiro ou penúltimo.
-Ótimo! – sorri satisfeito o australiano.
-E você Sebastian? O que acha? – pergunta Marko.
-Bom, pelo que entendi, não vai mudar nada... Vocês querem que o melhor sempre vença não é?
-Sim...
-Então, vou continuar vencendo, vocês pedindo ou não...
Helmut então sorri satisfeito como se quisesse dizer: “Ufa, ao menos um entendeu...”.

10 de abr de 2013

Caligrafia ruim é uma m...


O cara chega em casa exatamente as 5 e 30hs da tarde. Tomou um banho e foi para frente da TV jogar vídeo game. O dia tinha sido horrível, muitos ‘pepinos’ no trabalho, problemas com o transporte público que usa. Estava mais que justo que pudesse ter algumas horas de diversão até que chegasse sua esposa, vinda do trabalho, e ele deixasse o joystick que usava para dirigir carros de F1 por pistas do mundo todo. Esta era sua maior diversão.
Toca o telefone:
- Alô?
- Alô! Amor? Já em casa que bom... Pode me fazer um favor?
- Claro amor... Tudo!
Disse ele sem muita convicção, queria jogar.
Sua esposa era revendedora de uma marca de cosméticos. Tinha um monte de clientes fixas e fiéis e às vezes pedia para ele ir buscar os pedidos e passa-los a empresa pelo endereço da internet. Era simples e este era o caso agora.
- Ce pode, por favor, pegar o pedido da nossa cliente do Centro e juntar com os outros e fazer o pedido? Só falta o dela e a data limite é hoje...
- Claro... E onde está o pedido da mulher do Centro?
- Em cima da mesinha no quarto...
- Ta bom... Beijos.
- Beijos...
Ele foi lá pegou um envelope com um papelzinho dentro. Um envelope enorme com meia folha de caderno, já achou um desperdício.
Estava com a paciência meio curtinha, e quando estava assim não era muito boa companhia.
Pegou o papelzinho, ligou o computador acessou a pagina e começou a passar o pedido. Até o item setenta e três tudo ia bem, mas o próximo era o item que estava no papelzinho dentro do envelope. Pegou,leu e releu, achou estranho, mas mandou assim mesmo: Um ‘alargador de cútis’.
Mas que porcaria seria um ‘alargador de cútis’?
De qualquer forma tem de tudo nestas revistinhas de cosméticos, logo deve ser algo de uso feminino mesmo.
Escreveu o item lá fechou a planilha e tocou pela ultima vez no ‘enter’ e terminou a tarefa. Podia agora voltar ao vídeo game, aos carrinhos e as pistas...
Toca de novo o telefone... Aí já se irrita um pouco.
- Alô!
- Amor? Já passou? Deu tudo certo?
- Deu! Já foi... Beijos.
- Tá ocupado?
- Tava... Beijos.
- Beijos então.
Sentou-se, pegou o controle, se acomodou e quando ia jogar, toca o telefone.
- ALÔ!
- Alô, por favor, a senhora – e disse o nome - está?
- NÃO!
- Sou da empresa de cosmético e estou com problemas no pedido que ela acabou de passar.
- Ah! Não foi ela, fui eu... Então eu posso ajudar.
- Sim, pode. Tenho um problema com o item setenta e quatro. Não tem código e eu não consigo entender o que foi pedido. Aqui diz um ‘alargador de cútis’. É isto mesmo? O que é um ‘alargador de cútis’?
- Olha, eu não sei, eu só passei o que tinha aqui no papel e mandei... Só isto.
- Senhor, eu vou precisar que o senhor me diga onde esta isto no catálogo e me dê o código.
- Eu não vou procurar nada, a senhora que ache ele no seu catálogo, que deve ser mais completo que estes que temos aqui... Logo, a senhora que ache que porcaria é esta. - Já perdendo a o restinho de paciência.
- Senhor eu não quero ser rude nem deselegante com o senhor, mas foi o senhor quem fez o pedido, portanto o senhor é quem deve saber do que se trata.
- Não sei que p... é um ‘alongador de cútis’, vocês vendem o treco, que nem sei como é, nem sei se existe e eu que tenho de procurar?
- Senhor, se não me disser o que é não posso fechar o pedido e vocês não vão receber os produtos.
- EU NÃO ESTOU NEM AÍ... O PROBLEMA É DE VOCÊS!
- O senhor está estressado...
- A SENHORA E ESTA M... DE ‘ALARGADOR DE CÚTIS’ É QUE ESTÃO ME DEIXANDO ESTRESSADO!
- O senhor está sendo grosso e eu não sou paga para ouvir isto! – e desliga o telefone.
O cara já estava muito bravo, já respirava até com certa dificuldade, senta novamente em frente à televisão, pega o controle e vai começar a jogar quando chega sua esposa e pergunta se tudo correu bem e recebe como resposta uma explanação exaltada sobre todo o episódio. Ele cada vez mais alterado.
Ela vai até a mesinha do computador, pega o envelope, lê o papelzinho e decifra:
Um ‘alongador de cílios’.
Melhor nem falar nada...

9 de abr de 2013

Dois minutos para a meia noite?


O pessoal do fim dos anos 70 e até meados dos anos 80 deve se lembrar do relógio que indicava o nível da tensão existente entre EUA e a extinta União Soviética, então no auge da “guerra fria”.
Temia-se que a qualquer momento um ataque nuclear – vindo de qualquer um dos lados – colocasse fim a humanidade.
E quando isto acontecesse o relógio então estaria marcando meia noite.
Há uma boa representação dele na história em quadrinhos Watchmen escrita por Alan More e ilustrada por Dave Gibbons.

Com o tempo e o fim da União Soviética (colocando assim também um fim à guerra fria) a representação com o relógio foi esquecida.

Agora aparece um maluco na Coréia do Norte, clone do Psy - aquele da éguinha pocotó -, e reativa a contagem regressiva ameaçando os americanos de jogar umas bombas nucleares neles.
Provavelmente é blefe, já que um ataque norte coreano faria um considerável estrago, mas um revide americano provavelmente aniquilaria o país do gordinho.

Mas o real propósito do texto é ver se encontro os new comunistas de plantão.
Aqueles que adoram Cuba e acham que uma ditadura de esquerda é melhor que uma ditadura de direita...
Onde estão que ainda não entupiram as redes sociais (devidamente acessadas com iphones, ipads, Mac OS e outras “mudernidades capitalistas”) para soltar ao menos um:
“-Tamo junto ai Kin Jung-un!” ou “-Vai pra cima deles Pyongyang!”.

Qual é? São um grupo tão desunido assim ou estão com medinho do relógio já estar marcando dois minutos para a meia noite?

8 de abr de 2013

Vettel x Webber: cada um fala o que quer...


Muito se tem escrito e se falado em relação à Sebastian Vettel e sua atitude no GP da Malásia.
Houve reação por parte de:
Gente que tinha muito talento pilotando.
Gente que tinha talento pilotando.
Gente que tinha pouco talento pilotando.
Gente que não tinha nenhum talento pilotando.
Gente que nunca pilotou.
E até do Jacques Villeneuve...

Opinião é livre, claro. Cada qual pode e tem que ter a sua.
Algumas vão encontrar respaldo e simpatia de muitos, outras não. Natural.
Mas algumas chamam mais a atenção, seja pela violência da declaração ou pelo inusitado.

Jacques, o motorista canadense filho de pai doido e que tem ejaculação precoce é das que impressiona pela violência: “homem sem honra” ele disse.
Honra? Beleza...
Curiosamente diz em que se honra o adversário vencendo-o sem dó, sem menosprezo, não?
E o que é o outro piloto de uma equipe se não o primeiro adversário a ser batido?
Mas de boa? Quem liga para o que diz um cara que foi mandado embora do projeto que ele próprio estava criando?

Outra, ao menos para mim, mais surpreendente foi a declaração de Gehard Berger onde diz que Vettel – assim como Senna e Schumacher – tem uma carga extra de egoísmo que o faz querer vencer sempre.
Frases impressas não contém carga suficiente para formar opinião sobre a forma como foi dita. Se com amabilidade, ironia e humor ou qualquer outro sentimento e tom.
Mas parece meio forte que alguém que sempre se disse “amigo” de outro venha – muito tempo após a morte deste – soltar um adjetivo tão forte quanto “egoísta” em sua relação.
Só lembrando que Berger deve uma de suas vitórias na Mclaren exatamente a uma ordem de equipe que Senna – mesmo contrariado – acatou.

Como está escrito, todos tem direito a opinião, concordando ou não, o que intriga – até agora – é que passadas duas semanas do ocorrido, com toda a avalanche de declarações ainda não tenhamos ouvido ou lido uma linha ou frase sequer vinda da maior autoridade em declarações desastrosas e segundismo do planeta.
Sinal dos tempos?

4 de abr de 2013

Direção ofensiva


-Bom dia... O que deseja. – sorri solícito o gerente da auto escola.
-Como assim o que desejo? Aqui não é uma escola de direção defensiva? Quero aprender as técnicas para perder o medo de dirigir. Aqui tem psicólogo? – questiona o possível aluno.
-Ter, tem! Mas acho que o senhor leu errado ai no toldo...
-Como assim? Não é escola de direção defensiva?
-É escola de direção, mas não defensiva.
-Ah não? É o que então?
-Ofensiva... A gente faz o senhor a perder o medo de dirigir, mas de modo ofensivo.
-Não estou entendendo...
-Bem, o que o senhor entende por defensivo quando se fala de direção?
-Dirigir com cuidado, com atenção, mas de maneira firme. Com o foco mais centrado no motorista do outro carro.
-Isto...
-E o modo de vocês? Como é?
-Bom... Que tal uma aula demonstrativa?
-Claro... Marcamos para quando?
-Pode ser já?
-Pode... Eu acho que pode...
-Então vamos lá... Rogério! Vem aqui e dá uma força com este cliente. Ele quer fazer uma aula demonstrativa.. – deixa os dois conversando e sai.
Chega o funcionário chamado.

-Olá, sou o Rogério Pancada, instrutor e psicólogo. Vou levar o senhor para uma aula... Queira me acompanhar.
-Pancada é sobrenome? – pergunta – curioso - o possível futuro aluno.
-Não... É constatação. – explica o instrutor.
-De que?
-De que estou na profissão certa!
-Ah... Vamos então?
-Bom... Entra ai no carro... Sabe o que fazer né?
-Sim! Colocar o cinto, ajeitar os espelhos, verificar o câmbio...
-Tá...  Isto é o óbvio...
-Agora engato a primeira, solto a embreagem devagar e vou acelerando...
-Pula a primeira parte... Sai logo em segunda...
-Como? – espanta-se o quase futuro aluno sentindo o carro acelerar.
-Olha ai a preferencial... – instrui o instrutor.
-Já sei... Quando estiver livre eu entro, mas deixa que eu acelero.
-Não... De jeito nenhum... Aqui é ofensivo cara! Soca o carro na rua, os outros que se virem para não bater na gente...
-Como? – espanta-se mais ainda.
-Assim ó... Taca o carro na rua ai... Isto...
-Olha o cara do Uno! – assustado, reage o quase ex-futuro aluno.
-Deixa comigo: Aê vagabundo! Tira o carro daí... – grita o instrutor, sentado no banco do carona.
-Que isto? Cadê sua educação? – diz o aluno com os olhos arregalados.
-Trânsito é guerra! Acelera ai... Olha o ônibus na nossa traseira!
(buzina do ônibus)
-Ai meu Deus! – apavora-se o agora ex-futuro aluno.
-Faz o seguinte... Enfia o braço esquerdo para fora da janela.
-Sim. – desesperado, nem presta atenção.
 -Fecha a mão com força.
-Tá bom. – olhando pelos espelhos.
-E agora estica só o dedo médio...
-Sabe onde enfiar este dedo, né aprendiz! – grita o motorista do coletivo.
-Cê ficou louco? – grita transtornado antes de pedir desculpas para o motorista do ônibus.
-Eu? Nem... Tô só fazendo o meu trabalho. Mas se quiser eu me calo... – e se cala mesmo, o instrutor.
-É o melhor que faz... Vamos voltar para a auto escola...  – já muito irado
-Vai lá... Vou fica mudo aqui no meu canto.
Ao fazer uma conversão para voltar à rua de origem, o carro leva uma fechada e então reage de forma espantosa..
-Ô seu fiadaputa do c***io, aprendeu a dirigir por telefone? Por que não pega este carro e enfia naquele lugar! Ah! Quer passar? Vai passar não... Vem pela esquerda vem... Fechei! Trouxa!
-Vá fanculo! - o motorista do outro carro, com adesivos de locadora de automóveis também se pronuncia.
-Vai você! Português paneleiro!
-O cara não é português, pelo palavrão, é italiano...
-F**-se!
Ao chegar à auto escola Rogério Pancada faz relatório ao chefe.
-Então, trouxe o carro de volta, sem nenhum arranhão.
-E o cliente, vai se matricular...
-Vai não... Mas olha... Se servir como consolo, pode contratar como instrutor. Tá prontinho...

3 de abr de 2013

A "craquenetização" da F1? Tomara que não


Mas agora é sério...
A chegada de Rubens Barrichello ao grupo de transmissão da F1 ao lado de Luciano Burti, Reginaldo Leme e - vá lá que seja - Galvão Bueno tem dois aspectos distintos.

Rubens tem experiência.
Aliás, ninguém tem mais experiência que ele.
Passou por fases diversas: cambio na alavanca, na borboleta, diversos tipos de motores, domínio do Alemão, campeonatos do espanhol, idas e vindas de times e motores e uma penca de regulamentos diferentes.
Sem contar os pneus.
Andou com lisos, sulcados, pneus que durava uma corrida toda, pneus de farinha que não duravam dez voltas...
Correu com reabastecimento e sem.
Pode se dizer que na F1 moderna, foi o que mais viu e participou de mudanças.
Com esta turma que está hoje disputando o campeonato, andou com a maioria deles.
Pode – se quiser, claro – falar com propriedade sobre as corridas e os desdobramentos dos acontecimentos.
Não muito, óbvio, já que a transmissão global é limitada e totalmente focada na corrida em pista, pouco trazendo do que acontece antes e – principalmente – após a bandeirada.

Por outro lado, corrobora com a infeliz (atenção para o termo) craquenetização das transmissões.
Do que se trata?
Assim como o comentarista de futebol da rede Bandeirantes de televisão, Rubens não é um vencedor. Na pista entenda-se.
Em outras áreas ninguém pode levantar lebre nenhuma, afinal, o cara fez o que quis e gostava do que fazia. Ganhou sua vida com isto, coisa que pouquíssimos podem dizer que fazem.
E isto costuma azedar as impressões e turvar a visão.
É capaz das novas gerações acabarem tendo a impressão de que – assim como acontece com o comentarista futebolístico – de que foi um fora de série, um sem par.
Quando na verdade não foi nem metade. No caso do futebolista, nem um terço...

Ao menos e ainda bem, não ouviremos comentários do tipo: “-É um baita piloto!”, ou, “-Merecia estar na Ferrari, Red Bull ou McLaren...” e até “-Pelo dinheiro que ganha, mordomia que tem tá fazendo muito pouco...”.
Ou será que corremos este risco?
Oremos...

2 de abr de 2013

Fenômeno cuidando da carreira do 1B


E na sede da 9nine...

Na recepção.
-Bom dia.
-Bom dia... Posso ajudar?
-Eu vim para uma reunião. A empresa vai cuidar da minha carreira.
-Ah, sim... A quem devo anunciar?
-Como assim? Está de brincadeira? Não sabe quem eu sou?
-Desculpe senhor...
-Eu era piloto da F1!
-Ah sim! – e pegando o interfone – Senhor Fenômeno, está aqui o Pedro Paulo Diniz...

Na sala de reuniões.
-Oi Rubens, desculpe a secretária, mas ela não conhece todos os nossos clientes.
-Normal.
-Só os importantes.
(silêncio)
-Mas então, Ronaldo, o que tem para mim.
-Bom Rubens, vamos cuidar da sua carreira de uma forma mais ampla, infelizmente você já não está mais no auge e isto é um diferencial não tão bom.
-Sei, reduz o mercado, né?
-É, mas no seu caso temos algumas perspectivas.
-Além da Stock e de ser comentarista na TV?
-Sim, tem rachas no RJ, rolimã na estrada Turística do Jaraguá em SP.
-Só isto?
-E sempre tem os carrinhos de cachorro quente e pipoca na porta dos autódromos...
-Como?
-Nada... Vamos almoçar que esta última opção me deu fome.

E na churrascaria.
-Qual seu plano para minha imagem, Ronaldo?
-Bom Rubens... Vai ser um trabalho árduo.
-Como assim?
-Vamos limpar tudo que for desagradável e degradante. Vamos ter que fazer uma busca grande nas redes sociais, no Google e dar um jeito de, se não apagar, ao menos fazer com que as piadas sejam colocadas em páginas bem longe.
-Longe quanto?
-Da décima para lá, já que as pesquisas indicam que é muito difícil que alguém pesquisando no Google chegue até a quinta página de resultados, entende?
-Claro! Isto para o que já foi dito e escrito. Mas e sobre o futuro qual a medida a ser tomada?
-Esparadrapo.
-Hã?
-Um esparadrapo em sua boca para evitar novas declarações é o mais imediato...

1 de abr de 2013

Desabafo: o que está por trás da discussão?


Este texto contém linguagem chula, agressiva e desagradável.

Pouco me importa se o cidadão/cidadã prefere dar a bunda ou não.
Não é da minha conta opção/orientação sexual de ninguém, o que não implica em que eu deva achar normal ou gostar.
Quanto a ser normal: de perto ninguém é, disse outro.
Já gostar, são outros quinhentos.
E tenho – como todos têm - o direito de expressar? Ou não? É um país livre, creio eu.
Particularmente, se a pessoa for boa, honesta (consigo e com os outros) é o que importa.

Só não me peça para achar bonito, nem simpatizar ou compactuar para que o Estado tente impor o tema, seja às crianças em formação de caráter e opinião nas escolas ou ao cidadão já esclarecido.
O ensino do respeito às diferenças – de credo, cor, raça, sexo etc. – deve partir de dentro dos lares e não de instituições oficiais.
Estas devem zelar apenas pelo direito a liberdade e dignidade de todo e qualquer ser humano independente de qualquer outra coisa.

Por este motivo também pouco me importa o que acha ou deixa de achar o deputado Marcos Feliciano.
A convicção de que aquela fachada é apenas jogo de cena para esconder motivos outros, bem mais graves e importantes para a sociedade civil como um todo é grande.
E não estou falando da sua sexualidade, que pela sua aparência e comportamento (diz o ditado que quem desdenha quer comprar) se assemelha mais as drag queens debochadas que aparecem todo ano na parada do orgulho gay, totalmente caricatas, do que um defensor da (olha as aspas) “moral, família e bons costumes”.

Incomoda muito mais saber que ele faz parte da laia detestável de pastores televisivos, santarrões de araque e aproveitadores da fé alheia que usam o conceito de (olha a porra das aspas de novo e a letra minúscula indicando ironia!) “deus” para enriquecer.
Clube este que também abriga Edires, Valdeniros, RR´s, Malafaias, Hernandes e tantos outros filhosdaputa que – se eu acreditasse na existência – mandaria ao inferno sem escalas.
Ter alguém que gosta ou não de algo ou alguém na representação pública não é o problema.
O problema é ter alguém lá que seja desonesto. Que tenha diversos processos por estelionato em sua ficha.
Incomoda também que ainda existam pessoas que votem e defendam estes tipos...
Curiosamente, contra desonestidade ninguém protesta.
Nem o povo, nem os artistas, nem GLBTS...

E outro detalhe:
O nobre (podre) deputado usou palavras de cunho racista para se referir a raça negra, dizendo que – biblicamente, veja só... – descendentes do povo africano são inferiores.
Mas até onde sei, para crimes de racismo já existe legislação que prevê inclusive prisão.
Como é? Como fica?
Se pouco me importa a opinião dele sobre homossexuais, muito me incomoda sobre questões raciais.
Ou todos estão corroborando com tirada (as aspas, caralho!) “bíblica” da bichona evangélica racista que finge não gostar nem de si mesmo?
Ou a gente acorda, ou a corda vai laçar nosso próprio pescoço e ai a cada vez que puxarmos nos enforcaremos mais e mais com o laço que nós mesmos preparamos.
O que está escondido é o que importa, e o que pode nos atacar a qualquer momento...