31 de jul de 2013

E no motorhome dos mafiosos ferraristas...

E logo após o GP da Hungria há uma reunião no motor home da Ferrari com a participação de Fernando Alonso, Felipe Massa, Stefano Domenicalli e – surpreendentemente – Luca di Montezemolo.

-Senhores, é necessário melhorar el coche. – diz Alonso.
-Il bambino tem razão. – concorda Montezemolo.
-Estamos trabalhando nisto.  – se justifica Domenicali e continua - Mas você precisa parar de fazer pressão.
-Ou é a dele ou a minha pressão – ameaça Domenicali.

-Bueno, vou comparar a Ferrari a meu smartphone. – diz Alonso.
-Como assim? – quis saber Montezemolo.
-Simples. Eu tenho um telefone móvel da Samsung.
-E daí? – pergunta Domenicali curioso.
-É muito bom. É muito bonito e é da moda.
-Ainda não entendemos. - diz o chefão Luca.
-Mas não recebe atualização da fábrica nunca. Vai ficando para trás até a gente trocar de modelo ou de fábrica... É isto que querem que eu faça?

-Mas, diga o que quer exatamente.  – Domenicali diz com uma prancheta nas mãos.
-Diga que ele faz, ou é mandado embora. – ressalta Luca.
-Bueno, quero um carro regular. Que me permita dar vazão a tudo que eu posso. Que só quebre quando eu estiver muito além do que ele aguenta, mas ainda aquém do que eu posso fazer.
-Será feito! – diz Luca olhando feio para Domenicali que só engole em seco.

Até ali, Massa tinha ficado calado, mas se sentiu no direito de falar.
-Eu também quero um carro que seja regular que permita fazer tudo o que eu sei!
Os outros três se olham entre si antes de virar para Felipe e dizer ao mesmo tempo:
-Mas isto você já tem, catzo!

30 de jul de 2013

Lado B do GP - Hungria: um GP quase Zzzzzzzz

A corrida foi animada dentro de suas possibilidades.
Brigas legais entre alguns caras não tão legais, como Grosjean, Button, Massa.
Com leve desvantagem para Grosjean que tomou punição por manobras que muitos achariam normal.
Mas, em se tratando do urso do cabelo duro, nada é normal.
E ainda por cima foi chamado de “fucking idiot” pelo Button.
Mas... Quem liga para o que o Button diz?

Vettel tentou passar Kimi no fim da corrida.
Tomou um block (legitimo e bem feito) e ainda assim não desistiu.
Chegou de novo e só se acalmou no último quilometro.
Correto ele.
Agora pense no contrário:
Kimi vindo atrás de Vettel.
Não ia tentar ultrapassar nem que Vettel ligasse o pisca alerta e apontasse com os dedos para a esquerda mandando ultrapassar.
Por melhor que Kimi seja - e ele é bom demais - é da velha escola: melhor duas pombas mortas na mão do que uma voando...

E venceu o Zé Gotinha da Petrobrás.
Nada contra. O cara é bom e vencer não lhe é coisa estranha.
E de quebra foi sua primeira vitória na F1 fora da Mclata que o criou.
O que tem de lado B nisto?
Ross Brawn, o burlador máximo da categoria.
Até aqui o que vimos – com as exceções das vitórias pontuais de Nico Rosberg – foi a Mercedes largando na pole e - como um coelho de maratona – abrindo passagem para quem ia realmente ganhar.
Quase uma regra.
E em se tratando de regra... Ross burlou e finalmente Lewis comemorou sua primeira na casa nova.
Safado este Ross.

Pode-se creditar a terceira posição de Vettel ao fato de ter ficado (por duas vezes) preso atrás de Jenson Button.
Button, aliás, vem se especializando em ficar na pista por mais tempo para fazer um bonito, mesmo que não tenha chances de vencer no final.
E com isto por vezes atrapalha alguém que poderia brigar de verdade pela vitória como no caso de Vettel desta vez.
Jenson é um tremendo empata foda.

E por fim:

28 de jul de 2013

F1 2013: Hungria - Amistoso quente (ao menos na temperatura)

Corrida na Hungria é sempre isto: chata.
Não chata de se dormir, mas chata por ser mais estratégica do que de ação.
Ainda que alguns iluminados consigam fazer boas e ousadas ultrapassagens, não é via de regra. Se fosse, Ross Brawn burlaria.

Aliás, burlar é coisa do Brawn mesmo.
Desde o principio da temporada o que se viu foi a Mercedes fazendo pole e perdendo corrida por desgaste de pneu. Quase uma regra.
Pois na Hungria, com temperatura alta e tudo, Lewis partiu da ponta e – tirando os pits – foi nela até vencer.
Ross burlou a regra do desgaste na Mercedes.
É um safado mesmo...

Mas ao frigir dos ovos, a verdade é que esta corrida na Hungria, além de não ter emoção de verdade também não terá peso nenhum na decisão do campeonato:
O cara que ganhou não irá disputar o título.
O virtual campeão acabou em terceiro e manteve sua confortável vantagem.
O que parece com mais vontade de disputar o título terminou apenas em uma modestíssima quinta posição.
Da direita para a esquerda: O  bom, o feio, o safado e que quer que se foda...

Mas e o Raikkonen? Você pode perguntar.
É postulante ao título e terminou na segunda posição.
Claro!
Mas não tem carro para ir além do que seus braços o estão levando.
A Lotus pode ser a equipe mais divertida, mais bem humorada, mas – pelo que tenho visto – não tem carro para vencer em sequencia efetivamente.

Por sorte – ou azar, sei lá – a visita do tanga frouxa vaticânico veio a atrapalhar justamente a corrida húngara que acabou sendo quase uma corrida amistosa de fato.
Agora a pausa de um mês (!) para férias de verão e começa a temporada de notícias esdrúxulas ou apenas de fofoquinhas.
O fim da primeira metade do campeonato tinha mesmo que ser na Hungria, quase uma corrida amistosa mesmo.
Por sorte, recomeça em grande estilo na mítica Spa.
E sem papa para encher o saco.

26 de jul de 2013

Crónica de cumpleaños - ou - Feliz aniversário pra mim

Aniversário é data chata...
Lembra à gente de um ano a mais, embora, tecnicamente seja um a menos e...
Não... Melhor não...
Bom é lembrar que é uma data onde se pode fazer tudo, ou quase tudo que se quer.


Tive um amigo que ao completar dezenove anos quis contratar dezenove stripers baixo clero, daquelas que... Tem menor lendo, melhor deixar subentendido.
Quis comprar dez garrafas de uísque red label e alugar uma suíte em um motel.
Só que após a nona dose - com guaraná - apagou e não conseguiu aproveitar nada.
Segundo ele, demorou vinte e dois meses para pagar o cartão de crédito da farra.
Quis esquecer tudo, mas a gente não deixa até hoje.

Um outro diz que na sua família tem-se uma tradição seguida há muito tempo.
Explicou que começa a tradição quando se faz dez anos de idade e que antes de cortar o bolo consome-se o mesmo número do aniversário em quantidade de uma fruta qualquer.
Como aos dez anos ainda não se é muito consciente do que se está fazendo geralmente os pais escolhem pelo aniversariante logo, é muito comum após cantarem o “parabéns pra você” a criança comer dez gomos de tangerina, dez uvas, jaboticabas, dependendo da época.
-Mas jaboticabas não são aconselhadas não... – disse ele.
-Por quê? – quis saber.
-Chupar demais aquilo entope e ai o cara não consegue cagar e as lembranças da festa não vão ser tão boas assim...
Concordei e acrescentei as goiabas a esta observação.

Ele disse também que já viu primos comerem dez cajus. Eram alagoanos. E até jacas!
Mas ai estranhei e coloquei em duvida: -Porra! Dez jacas? Conta outra!
E ele explicou que não eram dez jacas, mas sim dez gomos, ou bagos como ele disse...
-Ah bom... Mas e então? E no ano seguinte?

-Ai já vai crescendo, tendo mais ideia do que é a tradição e então o aniversariante vai aos poucos podendo escolher sozinho a fruta que vai comer...
-Hum... E pode-se repetir a fruta?
-Não... Têm tantas que repetir não é legal. Por melhor que tenha sido a ano é bom não tentar repetir, pode dar azar...
Concordei. Até que ele disse que um tio, gaúcho, que se recusou a comer frutas no aniversário de 39 anos. Pediu picanhas...
-E ele comeu?
-Só até a quarta, depois desmaiou, entrou em coma e morreu...
-Ah é? Putz! Que chato...
-Chato mesmo, ninguém quis comer o bolo e a festa foi um fracasso...

Uma tradição que acharia legal seria espocar uma garrafa de champanhe com a mesma idade que se está fazendo a cada aniversário, porém se o cabra tivesse a vida muito longa, a tradição iria acabar custando muito caro... Ah não ser que fosse guaraná e então...
Não, não... Se for para ter tradição que seja direito! De Moet Chandon pra cima...
É aniversário porra! E nestes dias em que dizem que tudo faz mal, engorda, causa câncer, hipertensão. Que não se pode comer sal, que açúcar é veneno. Gordura então nem pensar... Tem mais é que se comemorar cada ano que se consegue passar vivo.

Eu? Não tenho plano mirabolante nenhum ou tradição alguma para manter no meu aniversário...
Resolvi então só escrever esta besteira mesmo para comemorar.
Feliz aniversário para mim.

24 de jul de 2013

Comédias da vida real na F1 #11 - França 2002

Para que Michael Schumacher se sagrasse campeão mundial pela quinta vez era necessário que ganhasse o Grande Prêmio da França de 2002 e seu principal rival naquela temporada – Rubens Barrichello – não fosse o terceiro colocado.
Porém, após o ocorrido na corrida da Áustria alguns meses antes, a certeza que ficava era de que era apenas questão de tempo.
Se não fosse no braço, seria no rádio.

Porém, naquele GP francês a coisa ficou esquisita.
Largando na terceira posição, Rubens tinha chances reais de embarreirar a conquista antecipada do alemão.
Toda a comunidade da F1 temia por uma nova ordem de equipe ferrarista pudesse acontecer caso Rubens estivesse à frente de Schumacher.
Nem foi preciso.
Na largada, pouco antes da volta de apresentação, a TV mostrava uma cena absurda: a Ferrari de Rubens Barrichello permanecia levantada do chão por dois macacos.
Rubens balança as mãos no ar avisando que há algo errado com seu carro.
Instantaneamente um mecânico da equipe pula para dentro da pista e retira o que estava erguendo a traseira do carro, porém, o que estava na frente continuou lá.
Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
Os carros saem para a volta de apresentação e Barrichello continua parado, mesmo após o macaco ter sido tirado da dianteira de seu carro.
Estranhamente, o volante do carro é trocado, como se fosse ele e não a presepada com os macacos o responsável pelo carro ter apagado.
Empurrado de volta aos boxes – alimentando a esperança de largar de lá – Rubens nem chega a largar.

Sabotagem? De quem e por quê?
Burrice? Provável... A mesma equipe já havia ferrado a vida de Eddie Irvine recebendo o irlandês para um pit stop com apenas três rodas.
O que pensar?
O que dizer?
O que fazer?
A última eu sei responder: rir para caramba.
E até hoje quando vejo a foto que ilustra o post eu ainda dou risada.

22 de jul de 2013

Adoráveis picaretas

-Carlos Imperial tem uma grave denuncia a fazer sobre o cidadão Erasmo Esteves, popularmente conhecido como Erasmo Carlos. – disse o radialista Luis Aguiar, da Rádio Bandeirantes.
E assim que ouviu isto no rádio, o Tremendão se abalou até os estúdios da emissora para uma conversa tête-à-tête com o produtor e empresário.
Ao chegar, notou que os estúdios estavam cheios. Artistas, amigos, colegas de trabalho, jornalistas, fãs... Todos estavam lá para saber qual a denuncia e ver de perto qual seria a reação de Erasmo.

Assim que viu Erasmo, Imperial começou a gritar: “-Você quer ganhar dinheiro às minhas custas? Prometeu que ia gravar outra música minha no lado B de “Vem quente que estou fervendo” e não cumpriu a promessa! Você é um moleque mentiroso!”.
-Qual é rapaz? Sou dono do meu nariz e gravo o que eu quiser. – devolveu Erasmo e o bate boca só aumentou.
Os amigos comuns, que incluíam Roberto Carlos, os Vips, Leno e Lilian entre outros, tentaram administrar a situação, afastando os litigantes.
Com um pouco mais de espaço a seu favor, Carlos Imperial desfere um chute e uma saraivada de socos em Erasmo que, claro, revida.
A pancadaria foi geral e sobrou para todo mundo. Só terminou quando, rasgados e arranhados, os dois foram devidamente separados.

Nos dias seguintes os jornais e revistas de fofoca deitaram e rolaram sobre o assunto.
Imperial declara que seus advogados iriam pleitear, além da gravação obrigatória de outra música sua no lado B do futuro compacto de “Pode vir quente...” uma indenização de vinte mil cruzeiros por quebra de contrato.
Erasmo apenas respondia: “-Pode vir quente, que eu estou fervendo...”.

Nascia ali, além de um dos maiores clássicos da música jovem brasileira, uma das maiores histórias de picaretagem de todos os tempos:
-Pô Imperial! Aquele seu chute deixou um tremendo hematoma na minha perna!
-Ah é? Um dos socos que você deu pegou em cheio na minha cara... Isto não conta não?
-Pior foi a cara do Roberto, se esforçando pra separar a gente.
-Pô bicho? Cê não tinha contado pra ele do plano?
-Não, achei que você tinha contado...

19 de jul de 2013

Galvão Bueno em: Sexto Sentido

Após se debater e revirar na cama, Galvão Bueno acorda assustado.
Assustado e completamente molhado de suor.
Diferente de outras noites e outros sonhos consegue se lembrar perfeitamente do pesadelo que lhe tornou a noite tão mal dormida.
Balança a cabeça negativamente como que querendo afastar as lembranças, coça os olhos e firma a vista na escuridão do quarto procurando algo ou alguém.
Como nada encontra, levanta-se. Toma um banho, troca-se, mas, porém, passa ao largo da mesa do café da manhã. Não tem animo para comer.
Entrou em seu carro e rumou para o autódromo de Mônaco para a transmissão do tradicional GP de F1.

Lá o esperavam Reginaldo Leme e Rubens Barrichello e sua habitual equipe de trabalho.
Todos o veem chegar e estranham que passe direto para a posição de transmissão sem um bom dia sequer.
Faz a transmissão do treino de forma correta, porém um detalhe incomoda e surpreende a todos: não faz sequer uma menção a Ayrton Senna.
Ao fim do treino, após se despedir e marcar novo encontro com sua audiência para o domingo pela manhã, Galvão se levanta para ir embora, mas é barrado por Reginaldo Leme.

-Galvão, está tudo bem?
-Tá... Tá sim...
-Você chegou meio estranho, nem deu bom dia...
-Ah, me desculpe, mas foi uma noite terrível. Dormi muito mal. Tive pesadelos.
-Ah, normal. Acontece com todo mundo.
-Mas parecia tão real!
-Quer contar?
-Bom... Assim... Eu sonhei que uma luz muito forte brilhava no meu quarto e eu não conseguia de forma nenhuma diminuir o brilho. Por mais que eu tentasse, não tinha jeito de escapar daquela luz.
-Continua...
-Então me levantei e fui até ela, pra ver o que era e então a luz se materializou e – veja só! – era Jim Clark.
-Jim Clark? Caramba!
-É... E ele dizia assim: “-Galvão! Depois que morremos, todos os pilotos vão para o céu e disputam GP´s. Lá temos mecânicos, chefes de equipe... O Collin Chapman continua criando e tudo o mais.”.
-Caraca! Que doideira... E ai?
-Ai eu perguntei do Senna e ele disse: “-Está lá também, mas pediu para eu vir dizer para você parar de citá-lo em todas as transmissões que faz, por que você não o deixa evoluir. Para ter uma ideia, ainda está correndo de Tolleman após este tempo todo que está lá...”.
-Putz! E você? Disse o que?
-Eu engoli em seco e prometi que não ia citar mais, daí acordei assustado.
-Isto explica porque você passou o treino oficial todinho sem tocar no nome do Senna e interrompendo toda vez que o Rubinho ia falar dele...
-Pois é.
-Mas foi só sonho né? Você não devia levar isto tão a sério.
-Você acha?
-Claro...
-Então tá certo... Vamos embora que amanhã a corrida promete.

Então, no domingo Galvão se solta.
Cita Senna a cada duas voltas, diz um monte de vezes que o piloto brasileiro é o maior vencedor daquele circuito. Fala da histórica corrida em que Senna bloqueou Mansell nas voltas finais, da corrida em que não venceu porque a direção de prova acabou a corrida antes do tempo, das voltas fantásticas, rasga o verbo enfim.
Tudo parece ter voltado ao normal.

Naquela noite, nem bem se deitou e a tal luz aparece.
Porém, agora Galvão tem certeza de que não está dormindo.
-Galvão... – diz Jim Clark iluminado.
-Mas, mas... Eu estou acordado!
-Eu sei... Você se lembra da nossa conversa?
-Lembro sim...
-Lembra que lhe disse que você ficar citando o Senna nas suas transmissões não o deixava evoluir?
-Lembro...
-Pois é... Por ter passado o treino oficial todo sem falar nele, Senna teve uma ascensão meteórica e saiu da Tolleman e já foi direto para a Williams.
Galvão fica mudo.
-Mas por ter falado tanto nele durante a corrida...
-Já sei... – diz Galvão interrompendo – Voltou para a F3 Inglesa?
-Pior... Bateu tão forte dentro na saída do túnel que caiu dentro do mar e morreu de novo...

18 de jul de 2013

Dicas para o papa escapar das vaias

A organização da Jornada Mundial, que está trazendo ao país o papa Francisco pediu um monitoramento das manifestações populares que vira e mexe estão ocorrendo no Rio de Janeiro.
Segundo eles, não é para que as mesmas não ocorram, mas para que o argentino mais querido do mundo (talvez o único argentino bem quisto no universo) seja alvo de algumas delas.
Aqui vão algumas dicas do Blig Groo para o povo que está trazendo o homem para cá.

*Se for ficar até o Rock in Rio, não deixar que escalem o Papa na noite do Iron Maiden.
A vaia vai ser certa.

*Segundo o novo gestor do Maracanã, é necessário reeducar a torcida.
Portanto, nada de deixar Francisco ir ver Botafogo e Fluminense sem camisa.
E claro, ficar de pé no estádio durante o jogo, nem pensar...

*Não passar com o papa móvel em frente à residência do Governador Sérgio Cabral.
Para caçar bandido, pegar traficante a policia do governador não é lá estas coisas, mas para dar borrachada em quem fica em frente sua residência pedindo coisas justas é uma beleza...

*Evite ir até o campo do Vasco da Gama.
Durante a copa das confederações todos os times que treinaram lá foram obrigados a tirar fotos segurando camisas do time cruzmaltino. E isto dá azar.
Que o diga a Espanha que após o ocorrido perdeu a copa e ainda foi de goleada...

*Procurar um motorista carioca para o papa móvel.
É de suma importância, porque se o papa se perder e por ventura for parar em alguma “comunidade pacificada” é bom torcer para que a blindagem do carro do pontífice esteja em ordem e reforçada.
Os pacificados derrubam até helicóptero.

*Explique muito bem explicado o porquê de precisar de mil garrafas de vinho.
Esta quantidade é capaz de ser confundida com uma festa em homenagem a Baco.
E também porque o povo costuma pegar bastante no pé de autoridades e chefes de estado que gostam de enxugar garrafas em quantidades industriais como esta.
Vide o caso de um ex-presidente que depois de entornar uma quantidade parecida trouxe a copa e olimpíada para o país sem nem mesmo ter infraestrutura para receber os eventos.
Isto sem contar problemas outros mais urgentes como saúde, educação, corrupção dos homens públicos em todos os níveis de poder e em todos os três poderes.

*Por último.
Evite aparecer muito na rede Globo.
Se começar a aparecer demais ou der uma entrevista para a emissora carioca que seja, já começarão as especulações de que a família Marinho comprou sua eleição no conclave, que o papa é de direita e cabo eleitoral do PSDB, que o papa manipula informação...

Feito isto, a passagem do milongueiro de Deus vai ser um sucesso!

16 de jul de 2013

Russos salvam Sauber (?)

Em algum lugar de Moscou um Lada Laika preto estaciona no subsolo de um prédio aparentemente abandonado.

De dentro dele saltam homens vestidos com jaquetas de couro pretas sobre camisetas brancas e calças jeans surradas.
Seguem direto até a parte traseira do carro onde já os esperam dois gigantes vestidos com ternos pretos que portam fuzis AK-47.
Todos usam óculos escuros.
Com um golpe da coronha dos AK´s, um dos gigantes abre o porta malas do carro.
Lá dentro, com as cabeças cobertas por grossos capuzes de veludo preto dois corpos. Um homem e uma mulher.
Os dois são tirados do porta malas e colocados sentados em caixotes de madeira onde se lê: Balalaikas que, pela adição do plural ao nome logo percebe-se tratar de falsificação.

Da penumbra então aparecem mais três homens. Dois com pistolas automáticas e um – de cabelos grisalhos – entre eles.
-Tirem os capuzes. – ordena ele.
Então revelam-se os rostos assustados de Peter Sauber e Monisha Kaltenborn.

Eles tentam falar, mas o homem de cabelos grisalhos os silencia com um olhar ríspido e um silvo alto.
-Meu território, meu dinheiro, minhas regras. – diz ele e continua – Sei quem são e o que vieram fazer aqui. Admiro a coragem de vocês, embora não os respeite por terem vindo entregar sua equipe nas mãos do próprio satã.

Novamente os dois tentam argumentar algo, mas desta vez são os gigantes que os silenciam apenas insinuando mostrar suas armas.

-Eu vou lhes salvar a Sauber F1 com aporte financeiro de três de nossas empresas de fachada. Colocaremos homens nossos dentro de sua organização observando tudo para garantir que no tempo certo, nosso investimento retorne. – diz sublinhando a palavra “investimentos” com aspas feitas com os dedos.

Antes que pudessem dizer algo, os dois têm suas cabeças cobertas e são jogados novamente dentro do porta malas.
Após o carro arrancar pela rampa e voltar à luz do dia moscovita o homem grisalho tira de dentro de seu paletó um moderno smartphone da Apple e faz uma vídeo chamada.
Do outro lado, uma senhora de traços muito bonitos – apesar da idade – atende a chamada e apenas escuta o que ele tem a dizer.
-Avise a Vitaly Petrov que já temos a vaga e avise também para que ele não desperdice esta chance. Pode ser a última.
Com um aceno positivo de cabeça desliga encerra a chamada.
Ligando para o Petrov.
O homem grisalho pensa: “-Mostraremos agora aos italianos Cosa Nostra e os japoneses da Yakuza que não era a Marussia o braço mafioso russo da F1.”.
Então, virando-se para seus asseclas diz em voz alta: “-Luca di Montezemolo e Takeo Fukuda que nos aguardem!”. – e sorri sinistramente.

15 de jul de 2013

Conto funesto

Estou em recesso no trabalho, logo, com uma preguiça continental. Por isto vai hoje um conto antigo, mas que gosto muito. Espero que gostem.



Ah! A morte...
Mão pesada que tudo perdoa e a todos iguala, para o bem e para o mal dependendo do ponto de vista.
Para ela não há jeito.

Para a corriola de puxa sacos o morto era um semi-deus.
-Grande homem!
-Bom coração!
-Generoso...
-Diz que era bom marido, bom pai...

Para o valhacouto de desafetos era um mequetrefe de marca maior.
-Pulha.
-Canalha! Mão de vaca...
-Até a mãe dele o odiava.
-Ouvi dizer até que era via do...

E os indiferentes.
-Bem... Morreu que há de se fazer.
-Que vá em paz. Ou não.
-Já contei a vocês aquela piada do defunto que não aceitava que morreu?
-Não... Conta ai!

Os grupos cochichavam entre si sem, no entanto ouvirem um ao outro.
O fato é que Miguel tinha morrido devido a um enfarte naquela noite, mas foi encontrado em condições muito estranhas: nu na casinha do cachorro às duas e vinte da manhã.
Estes detalhes chegaram, para o espanto de todos, aos jornais que os presentes a seu velório já haviam lido.
Embora não comentassem, olhavam para o caixão com um grande ponto de interrogação sobre suas cabeças: "-Na casinha do cachorro? E pelado?".

Quem contou aos jornais e por quê?

A principio os únicos que sabiam era sua esposa; a empregada da casa, que foi quem o encontrou lá; seu filho, que foi o que o tirou de lá e claro: o cachorro que, óbvio, morava lá.
Embora este nunca conte nada a ninguém.
Já os outros...
Sua mulher o traía, há muito tempo e com muita gente.
Porém era apenas o troco...
O odiava, talvez não o quisesse morto.
Realmente não queria, mas já que morreu... Que se danasse!

Seu filho só vinha para casa uma vez por ano, não tinham contato e nem relação de pai e filho.
Desde moleque só o chamava pelo nome e às vezes de coroa.
Tanto fazia se morto ou vivo desde que ainda houvesse dinheiro em sua carteira.

A empregada era apenas isto mesmo, e como se sabe dificilmente uma empregada guarda segredo sobre as coisas dos patrões. Nem que seja para ter o que falar em rodas de fofoca entre domesticas.
Com ele morto talvez não ficasse na casa.
Que seja, vida que segue – a dela, claro! – arrumaria outro emprego.

Até onde se sabe era mesmo um sem vergonha, safado, mas nunca foi zoófilo e ao que se sabe seu cachorro também não gostava dele.
Curiosamente era o único que aparentava alguma tristeza.
Não balançava o rabo.

De onde se encontra - não se sabe se céu ou inferno - olhava tudo com certo desprezo.
O mesmo desprezo que tinha por todos em vida: puxa sacos, desafetos, familiares, indiferentes e até o cachorro.
E mais, além de dividas e alguns bens que com certeza não as pagarão, deixa a dúvida: Porque nu e na casinha do cachorro?

Ah a morte...
Que tudo perdoa e a todos iguala, para o bem e para o mal.
Depende do ponto de vista.
Para ela não há jeito.
E pelo visto, nem respostas...

12 de jul de 2013

Os olhos do grande irmão

Então os EUA espionam os e-mails aqui do Brasil? A vida do brasileiro na internet?
Você tá lá, de boa... Vai baixar um programa ou um disco te parece interessante e é redirecionado para outra página e bum! Tá lá o povo do Obama sabendo.
-Hey, Chad!
-O que foi Brian?
-Olha só este cara aqui! Visitando o Xtreme porn red vídeos triple X.
-E daí? Quem não gosta de ver mulher pelada?
-Mas no vídeo tem dois homens...
-É... Verdade... E olha! Um deles é você!
-Fechassaporra...

Nada está a salvo da bisbilhotice.
Suas compras, por exemplo:
-Agente Ross.
-Sim senhor.
-Relatório, por favor.
-O IP que estou monitorando fez mais de cem visitas ao site desta loja senhor.
-É homem ou mulher e está procurando o que?
-Mulher, e está procurando smatphones senhor.
-Deve estar fazendo comparativo entre os produtos.
-Mas são dois produtos idênticos. Senhor!
-Comprou algum?
-Não senhor.
-Agradeça Ross, agradeça.
-Por ele não ter comprado um telefone, senhor?
-Não Ross, pelo seu emprego. Imagine se você fosse vendedor desta loja e ele aparecesse para comprar com você e ficasse perguntando sobre os aparelhos.
-Verdade...
Nada escapa aos olhos do grande irmão
-Senhor. Acha mesmo que é necessário ficar olhando a vida destes brasileiros na Internet?
-Claro agente Nick.
-Mas por que senhor? Olha só este IP aqui... Fica no facebook o dia inteiro.
-E qual a atividade?
-Pela manhã posta: “-Bom dia faces” e até o meio dia fica colocando frases de incentivo. Ai ao meio dia avisa que vai almoçar, mas não passa nem cinco minutos sem curtir ou copartilhar algo. Tá almoçando como deste jeito? Depois da uma da tarde solta um monte de indiretas que só ela pensa que ninguém sabe para quem é. Se estiver frio, posta que está frio pra caramba. Se esquentar, reclama do calor... Correntes religiosas, gatos fofinhos... Dispara convites para jogos... Muito chato.

Mas pior seria se ao invés de apenas espionar, resolvessem de uma forma ou de outra, intervir.
-Eu quero saber: por que catzo você curtiu a foto daquela vagabunda de biquíni?
-Não fui eu anjo, eu juro...
-Ah não? E quem foi então que curtiu usando tua senha, seu fdp! (já batendo)
-Foi a CIA! Amor! (ai, ai) Foi a CIA... Para!

10 de jul de 2013

Jenson Button e o 33 3 33

-E ai Jenson? Tudo bem?
-Tudo em ordem Felipe...
-Que cara de preocupação? O que foi?
-Nada...
-Certeza? Ah, deve ser o fato da McLaren não conseguir ir bem né?
-Não, não... Até nem é isto.
-Se a Ferrari não melhorasse nem com os pacotes eu estaria preocupado.
-É, mas não. Lá na McLaren a gente já está focando o ano que vem.
-Ah... Legal. Mas que está com cara de preocupação, está!
-Felipe, posso me abrir com você?
-Claro.
-Sabe, fiquei meio preocupado com a Jessica.
-Com a Jessica? Mas por quê?
-Sabe... Depois que vi o Lewis se separar da Nicole e...
-Para... Nem dá para comparar um casal pop star que nem o Lewis e a Nicole com vocês. Não tem nada a ver.
-Cê acha mesmo?
-Claro poxa... Larga a mão de ser inseguro. Daqui a pouco vai mandar mensagem para aqueles serviços de celular que dizem tudo sobre o amor. (e ri enquanto vai embora)

Jenson pensa por alguns minutos refletindo sobre o que havia dito Felipe Massa.
Pondera sobre a diferença entre os casais e se sente quase aliviado.
Quase? Mas, por quê?
Não sabia.
Então, saca do bolso seu Iphone e disca 33 3 33 e digita “amor” seguido de “Jenson e Jéssica”. Aperta o enviar.

Cerca de três minutos depois começa a receber em seu celular vários SMS seguidos.
No primeiro veio um pedido para que assinasse o serviço ao qual tinha enviado solicitação. Ele aceitou.
No segundo veio a foto de uma mulher beijando um homem e a pergunta: “É isto que você deseja para seu relacionamento? Responda 1 para sim e 2 para não.”.
Jenson pensa que aquele pode não ser ele e responde enviando SMS com o número 2.

Então recebe outro SMS com a seguinte pergunta: “Quer saber o que fazer para que a previsão da mensagem anterior não se concretize? Responda com 1 para “sim” e 2 para “não”.
Jenson responde com a opção número 1.
Não demora outro SMS chega: “Para ver o que fazer para que a previsão não se concretize, clique no link e responda: 1 para assinar e 2 para não assinar.”.
Jenson clica no link e outra página abre na tela de seu telefone: “Enlarge your penis?”.
Mais que rápido responde o SMS com o número 2.

Então, poucos segundos após recebe a última mensagem com a foto de Jéssica Michibata beijando Fernando Alonso e a legenda: “You lost, playboy.”.

9 de jul de 2013

Lado B do GP - Alemanha: Culpas?

O que aconteceu com a Mercedes neste GP da Alemanha?

Correram em casa e não conseguiram sequer ser competitivos.
Vale lembrar que apesar dos pesares, Hamilton ainda foi melhorzinho, mas e o Nico?
Será que foi apenas a proibição da inversão de pneus?
Pode ser... De inversão ele manja e se proibir... Bom, cata-te dedos...
Ou será que foi o teste do DRS passivo da Mercedes?
Ai faz mais sentido.
Passivo com passivo não dá jogo.


Não há imagens nítidas da rodada de Felipe Massa.
Pat Fão, um dos bambas da casa mafiosa de Maranello disse que não havia nada de errado com o carro antes da rodada.
No rádio, o piloto disse que o motor travou.
Jogaram a culpa toda sobre Felipe, como se ele fosse um Zé Mané total ao volante.
Não espanta.
Um bom tempo depois do acidente, a Williams também dizia que não havia nada de errado no carro de Senna.
E eu já vi por ai teorias conspiratórias...

Mas eis aqui a verdade...

7 de jul de 2013

F1 2013 - Alemanha: Enfim, uma corrida (quase) normal

E não teve vexame nenhum.
Parece que a “reprimenda severa” de Jean Todt nos pneus (não na fábrica) surtiu efeito.
Se foi por conta do kevlar, da falta de uma quina viva, da proibição da inversão dos pneus ou dos limites de cambagem e pressão que fizeram a diferença tanto faz.
Fato é que foi uma corrida muito boa, como há tempos não se tinha.
Boas brigas – de fato, com defesa de posição – belas manobras e braços fazendo diferença sobre maquinas.

A corrida foi tão retro que houve até estouro de motor igualzinho aos do passado: fumaceira ao ar e fogo no motor.
Para piorar, o carro ainda volta de ré – sozinho – atravessando a pista.
Nota baixa para o pneu de Mark Webber que, solto, acerta cinegrafista nos pits.
A melhor definição da corrida feita por Bruno Mantovani
E a boa corrida trouxe à tona algumas questões:
O que catzo aconteceu com Felipe Massa?
Impossível que seja só ruindade. Porém, também não dá para acreditar na versão de Pat Fry de que não havia nada errado com o carro antes da rodada.

Seria a inversão dos pneus o grande trunfo da Mercedes?
Grande beneficiaria dos testes secretos, foi só proibir a tal da inversão, limitar pressão e cambagem e que os carros da equipe alemã voltaram a ser o coelho de maratona de sempre.
Manda bem na classificação e mal para caramba na corrida.
Lewis ainda se salvou, mas Rosberg...

Webber não sente mais pressão ou a equipe já não tá nem ai com ele?
Foi só anunciar que vai sair da categoria e do nada começou a fazer corridas ótimas.
Ainda que ótimas para o padrão Webber.
Depois do incidente lamentável nos boxes, caiu para último e ainda terminou nos pontos.

E Kimi? Por que catzo não gosta de brigar para vencer corridas?
Ok que aparentemente a Lotus errou novamente na estratégia, mas, de qualquer forma, não conseguiu chegar em Vettel para brigar, mesmo estando com um pneu mais novo e macio.
Seria a volta do Kimi burocrático ou daquele cara que sempre acha que é melhor um segundo lugar na mão do que uma briga pelo primeiro que possa dar caca?

Mas enfim, que grande corrida na Alemanha.

5 de jul de 2013

Time bomb: Se o pneu explodir, não tem corrida.

Pelo menos foi o que prometeu a GPDA que é uma espécie de CUT, CGT e Força Sindical dos pilotos.
Então lá vão três charges sobre os pneus.
E se as coisas se normalizarem, espero não falar mais de pneu.
Afinal, quando os dois primeiros imbecis que construíram carros se encontraram com certeza não disseram um ao outro: "-E ai? Vamos ver quem gasta menos pneu?"




E para terminar uma música boa, claro...
Se quiser deixar no contexto, troque o refrão por este aqui: Black tyres, light white, cadillac in the pit yeah. The tyre is a time bomb

4 de jul de 2013

Etiqueta com o Groo

Com vocês: Manual de etiqueta Grooniano.

Todos sabem que ser pobre não é defeito, defeito é se aceitar como pobre não buscar melhora, correto?
Sendo assim não é errado e nem feio servir às visitas café em copo de requeijão.
De bom tom é – claro – tirar o requeijão do copo antes...

Eventos fúnebres pedem vestimentas sóbrias, portanto o uso de roupas coloridas para “alegrar” o ambiente pode não ser bem recebido.
O pessoal, por educação, pode não dizer nada, mas com os olhos todos o fulminarão e provavelmente o único que não pensará: “-Que viado!” será o defunto.
Provavelmente por que não podemos garantir nada...

Sempre se desculpe por algo que tenha feito de forma errada.
Seja sincero, mas lembre-se: desculpe-se apenas, não invente desculpas.
Desculpar-se faz de você um ser bem visto por seus pares.
Inventar as desculpas pode até lhe estender a carreira, mas só fará de você um discípulo barriquelista.

Coceira não tem hora para atacar, é natural até.
Não é feio que se coce durante um almoço, desde que discretamente, claro.
Feio é usar o garfo ou a faca para coçar.
Se for o saco então, além de feio é perigoso.
Se for mulher é igualmente perigoso, embora aos olhos de alguns homens, não seja tão feio assim...

Nunca fale mal de MMA, UFC ou coisa parecida na frente dos fãs.
Mesmo que aquilo não pareça fazer sentido algum e seja apenas pancadaria sem regras, não é bom dizer que aquilo é coisa de idiotas...
Lembre-se sempre que uma maioria esmagadora dos fãs desta coisa são também praticantes em potencial e se os profissionais (existe isto?) não primam pela inteligência e bom senso, imagine os fãs.


Se lhe oferecerem cerveja, cachaça, vodca ou vinho nunca diga: “-Não bebo álcool.” Afinal, não foi álcool que lhe ofereceram, foi cerveja, cachaça. Vodca ou vinho...

Ao ver um sujeito de calça agarrada, botas, fivela grande no cinto, camisa xadrez, cabelo cheio de gel ou chapéu de cowboy, nunca grite: “Ô seu sertanejo!”.
Afinal, pode apenas ser – como diria o porteiro Severino - só mais uma bichona...

3 de jul de 2013

Dossiê do pneu de farinha

E então Jean Todt chamou todo mundo para uma reunião de emergência em Paris para discutir a situação dos pneus desta temporada.
E para entender um pouco do imbróglio vai ai um pequeno resumo da ópera (bufa).

Os fatos:
Os pneus ano passado foram a grande estrela da temporada e ajudaram a temporada a ser uma das melhores das últimas décadas.
Duravam pouco e obrigavam as equipes a rever suas estratégias de pista para pista ainda que estas tivessem características parecidas.
Este ano também obrigam as equipes a ir revendo estratégias, conceitos... Mas não duram dez voltas se muito. Obrigando todos a reduzirem a velocidade para que o pneu dure um pouco mais.
Para piorar, começaram a estourar.

Entre os pilotos:
Vettel pedia mudanças.
Alonso era contra.
Agora Alonso pede mudanças.
Vettel não se manifestou.
Webber está de saída, então, tanto faz.
Massa reclama por segurança: “-Vai que acontece com o Alonso?” – diz.
Kimi quer que se foda.
Grosjean também não se manifestou. Devia, afinal, de desastre ele entende.
Perez quer que o carro melhore.
Button que quer o Perez se dane...
Os dois pilotos da Williams nem sabem que o pneu dá problema. O carro não anda mesmo.
Já o pessoal da Mercedes não reclamava.
Fez os testes “secretos” e agora diz que nada mudou para a equipe.
Só que por milagre o carro passou a consumir menos pneu e já ganhou duas provas em três depois do ocorrido. Continua sem reclamar apesar de um de seus pilotos ter sido afetado diretamente em Silverstone.
A FIA não entendeu assim e deu uma reprimenda dura no time alemão.
“-Ai ai ai, Mercedes feia. Não faz mais isto se não...”

E a Pirelli:
Primeiro disse que não havia nada de errado e que não iria mudar nada.
Depois disse que iria mudar algumas coisas, mas não havia nada de errado.
Ai sugeriu usar kevlar na construção dos compostos. Ninguém aceitou.
Então mudaram a construção do pneu. Eles começaram a estourar e a culpa foi posta na zebra...
Provavelmente vão sugerir usar concreto...

Se fosse para eu resolver, levaria em conta os contratos da categoria com a fábrica.
Afinal, não dá pra jogar dinheiro fora, claro...
Eu sugeriria todos usassem pneus de outra marca qualquer pintados com o P-Zero na lateral.
Pior que estes que calcam os carros hoje, nenhum vai ser.
Nem de propósito.

2 de jul de 2013

Lado B do GP - Grã Bretanha: A ironia.

Hamilton largou na pole e tinha chances reais de ganhar.
Mas o imprevisível aconteceu: estourou a borracha traseira.
Fez uma grande corrida de recuperação, mas não ganhou.

Massa fez sua melhor largada em anos passando até o Alonso.
Quanto então o imprevisível de novo veio e estourou a borracha traseira.
Massa também fez uma corrida de recuperação de dar orgulho, mas não ganhou.

Kimi até poderia ter ganho a corrida.
Foi regular, foi rápido e arrojado quando precisou.
Mas em um erro de estratégia da equipe previu-se que a borracha traseira do finlandês pudesse estourar e ele foi alijado da disputa do lugar mais alto do pódio.

Vergne não tinha aspiração a ganhar, e também estourou sua borracha traseira.
Perez idem...

Ironicamente quem venceu foi Nico Rosberg.
Não fez força, não precisou recuperar nada e ainda contou com uma quebra do carro de Sebastian Vettel.
E pensar que ele é o único que sempre há previsões sobre estouro de sua borracha traseira...