30 de ago de 2013

Built for speed - Um carro muito rock and roll

Plymouth Fury 1958

Quem cresceu nos anos 80 com certeza já  deve ter curtido.
Esse modelo é um dos mais lembrados por sua cara de mau e sua participação no filme Christine de 1983.

O filme gira entre a  história de Arnold Cunnighan - Arnie como é mais conhecido - com o rosto cheio de espinhas e desajeitado com as mulheres. É gozado por todos e vítima dos valentões da escola.
Um dia decide comprar um Plymouth Fury 1958, vermelho, que batiza de Christine.
A partir do momento em que encontra o carro de sua vida,  Arnie muda completamente e todos aqueles que passam em seu  caminho são vítimas de mortes terríveis. É instigante.
A produção do filme teve início em abril de 1983 e alguns meses depois de sua estréia foi definido pela revista Time como “o melhor filme de John Carpenter desde Halloween.

Na  época, muitas  pessoas transformaram Plymouths 1958 em clones de Christine e alguns foram até pintados de vermelho.
Já era difícil diferenciar um Christine original de um outro modelo parecido pintado de vermelho.

Se você coleciona ou ama carros antigos vale conferir como conservá-lo  pois toda a sua estrutura é peça rara.
Hoje em dia só é possível encontrar alguns modelos de rodas e  pneus online que ainda possam ser usados para este tipo carro, mas vale a pena investir em peças únicas como esta.

28 de ago de 2013

Groo´s silly season

Kimi Raikkonen parece ser o desejo de quatro entre quatro equipes da F1.
A Lotus deseja mantê-lo.
A Red Bull quer colocá-lo no lugar vago por Webber.
A Ferrari quer trocar um de seus pilotos, qualquer um, por ele.
E a McLaren... Bem... Está tá só fazendo ceninha mesmo.

Mas e o Kimi? O que será que ele quer? Se concedesse entrevistas com respostas maiores do que monossílabos talvez tivéssemos uma pista, mas não dá.
Então resolvi num esforço digno de publicações do nível de Capricho, Contigo e Caras, perguntar a gente altamente gabaritada no assunto para onde deveria ir o finlandês bebedor de vodca.

Dilma Presidenta.
 -Eu vou criar o programa “Mais Pilotos” e vamos importar pilotos da Finlândia para a Stock Car. Menos o Nico Rosberg, que é finlandês nascido na Alemanha, o que equivale a ser paraguaio...

Obama Bisbilhoteiro.
-Eu tenho ideia de quem seja Kimi, mas ouvi nuns telefonemas e li em alguns e-mails que ele vai ficar na Lotus. Aliás... O que é Lotus mesmo?

Papa Francisco.
-Eu prego a humildade! Que ele vá para a Williams e leve um monte de dinheiro com ele.

Silvio Santos.
-Eu não sei e nem quero saber quem é Kimi Raikkonen, o que eu quero saber é se ele chupa ou assopra? Oi!

Joaquim Barbosa.
-Este cidadão está de chicana...

Regys Silva.
-Eu quero que ele móóórra! Aff!

27 de ago de 2013

Lado B do GP - Spa é o paraíso

Spa é um dos Gp´s mais lado A de toda a história da F1.
Divide a honra apenas com Monza porque, convenhamos, Mônaco não é um circuito de verdade. Soa mais como uma curiosidade nos dias de hoje.
Porém, quem diz que uma pista tão lado A não pode render um punhado de lados B?


Começamos com um eterno frequentador deste espaço: Felipe Massa.
Classificou-se mal e largou pior ainda.
Ouviu-se no rádio da equipe: -Não funciona nada. Nem kers, nem outro instrumento... Estou às cegas.
Porra Massa! Funcionando motor, câmbio e volante, para que o resto?
Massa está em tão má fase que se seu carro melhorasse era capaz de chover.
Só no carro dele...

Outro lado B recorrente também deu o ar de sua graça.
Button fez uma estratégia de uma parada só contando com a chuva. Falhou.
A equipe chegou a perguntar qual o tipo de pneu que ele preferia para sua segunda parada.
-Põe qualquer um, já fodeu a biela mesmo... – respondeu o inglês.
-Tá... Vamos por qualquer um então. Ninguém liga mesmo... – devolveu a equipe.
Conselho para a Mclata: avise no rádio em toda corrida que tem alguém cantando a Michibata nos boxes.
Só assim para ver se ele corre sem se preocupar se vai chover ou não para brilhar.
Se bem que... Quem liga?

A Williams aparece no Lado B. Triste.
Uma corrida longa em uma pista longa.
Quarenta e quatro voltas em uma pista de mais de sete quilômetros e só vemos o time de Grove quando um de seus pilotos toma um pênalti ou faz uma cagada do tamanho da tradição do time. O que não é pouco.
Como gostaríamos de ver o Maldonado na Ferrari... Ah como gostaríamos.

Por fim, a maior sequencia de corridas terminadas na zona de pontuação dos últimos tempos chegou ao fim.
Kimi não concluiu a corrida.
A fumaça preta que saia a cada freada de sua Lotus não indicava só problemas.
Indicava também que Kimi não decidiu se vai ser cardeal na Ferrari, Red Bull ou continua papa na Lotus.
Quando a fumaça ficar branca saberemos.
E uma piada estilo Regys Silva: Kimi pode ser o ice man e não derreter, mas os freios do seu carro derretem mesmo não sendo de gelo.
Chega.

25 de ago de 2013

F1 2013 - Bélgica: I wanna rock and roll all nite and Spa every day

Spa é uma festa.
Tanto para os olhos, quanto para as emoções.
Pouco importa se o favorito, o melhor piloto ou o melhor carro dispara na frente e abre quinze segundos de vantagem.
O que acontece durante a corrida nas outras posições vale cada segundo de atenção do fã.

E foi bem isto que aconteceu.
Vettel foi o piloto de uma nota só, mas que nota!
Largou forte, contornou as temidas La source e Eau Rouge colado em Lewis Hamilton para, na Reta Kemel, jantar o emoticon negão da Mercedes em uma manobra de raça e força sem o DRS ativo.
Daí para frente o torcedor da Red Bull e do moleque alemão só relaxou e curtiu o espetáculo.

Espetáculo que teve de tudo, diga-se.
Drama: Massa tendo pane no sistema de computação do carro.
Beleza: Diversas imagens de pegas na Eau Rouge, a curva mais linda da F1.
Humor: Maldonado tirando uma Force Índia de forma bizarra na Bus Stop.
Amor: O povo da Force Índia chamando Maldonado de imbecil.
Surpresa: O fim da sequencia de corridas com pontuação de Kimi.
E teve o Button, claro, tentando dar o pulo do gato com uma parada só. Não deu certo, voltou para duas, não deu certo.
E mesmo que tivesse dado certo, quem liga?

Uma quantidade muito boa de ultrapassagens em diversas partes da pista.
Com e sem o DRS.
É por isto que digo que Spa é uma festa.
Pena que tem uma vez só por ano.
Legal seria se tivesse festa todos os dias.

22 de ago de 2013

Bélgica para quem não curte F1

Esta é a semana do Grande Prêmio da Bélgica de F1.
Maravilha!
A pista é sensacional, as corridas são muito boas e o visual é fantástico.
Mas fora isto? O que mais oferece a Bélgica?

Sobre o povo, o imperador Julio César teria dito em pleno senado romano ser mais bravo da Europa.
Depois mandou as legiões lá e submeteu todo mundo e nem precisou baixar a porrada.
Por que tão fácil?

Conta a lenda que foi por esta época que os belgas criaram um prato que faz sucesso até hoje: batatas fritas.
Era comum que as cidades europeias se defendessem dos invasores atirando do alto de suas fortificações óleo fervendo.
Claro que contra os romanos de Julio César o expediente não deu muito certo já que as legiões não eram adeptas da estratégia do “cavalo doido”.
Disciplinados e organizados, os romanos só chegavam às portas das cidades depois que estava tudo dominado.
Só que os belgas não sabiam disto.

Ao ver que as legiões atacavam de longe com arqueiros e catapultas para minar a resistência descobriram que o azeite fervendo não iria servir para muita coisa.
Algum desocupado foi então para perto dos caldeirões e perguntou: -O que vamos fazer com este monte de óleo ai?
Coçando a cabeça, o responsável pela “arma de defesa” deu de ombros, o que convenhamos: é mais literário que um “sei lá” qualquer.
Então o cara sugeriu: -Que tal jogar alguma coisa ai dentro?
-Pode ser batata? –  completou com um sorriso – Tem um monte por aqui mesmo...

Primeiro com casca e tudo e a coisa não ficou muito boa, mas por sugestão da mulher de algum dos chefes locais, descascaram e fatiaram as batatas e só retiraram do azeite quando estas estavam douradinhas.
O sucesso foi imediato.
-Com sal fica melhor! – disse alguém.
-Com queijo também é bom... – descobriu outro.
E quando os romanos chegaram encontraram os belgas comendo a iguaria.
-O que é isto ai? – perguntou um legionário.
-Batata frita, servido?
-E esta coisa branca em cima?
-Queijo...
-Bom! – disse o legionário provando e correndo para levar uma porção e mostrar ao seu centurião.
-Mas isto é bom mesmo! – disse o legionário mais graduado.
-E não é? Sabe com o que ficava bom também? Aquele molho de tomates espremidos da nossa terra...
-É... Pode ser.

Hoje, as batatas fritas belgas são vendidas em pequenas porções de meio quilo cada e com meio quilo de maionese por cima.

21 de ago de 2013

Meia hora bastaria

Um deputado, que não vou grafar o nome porque ele é só mais um filhadaputa, deve ter o hábito de ficar vasculhando internet para arrumar enrosco na falta de algo útil para fazer.
Invocou com um esquete humorístico do Porta dos Fundos e acionou seu “adevogado” – ou sei lá quem – para “acionar o CP art.208" contra os humoristas. (Aqui)

Na Alemanha, agora já é possível registrar crianças sem especificar o sexo.
É a lei do Terceiro Gênero que – em tese – serviria para ajudar crianças nascidas como hermafroditas, que todos sabem o que é e eu não vou explicar.
Porém, abre também a possibilidade de que os pais não registrem o sexo por opção e, ai é que está o busilis, deixe o individuo decidir no futuro.
Algo do tipo: “-Ah! Ele tem até os dezoito anos para decidir”.

Desocupados fizeram estudos – sérios – para concluir que. (Aqui)
A) – Homens gordos são melhores na cama.
B) – Mulheres gordinhas além de serem melhores na cama, também são o desejo secreto de todo homem.
Conclui-se com isto que: os pesquisadores eram gordos vendendo o próprio peixe.

Outros, ainda mais desocupados, foram às portas de um clube de futebol exigir pedido de desculpas de um jogador do time porque este colocou em uma rede social uma foto sua beijando outro cara.
Como se o que o cara faz com a própria boca, bunda ou o que mais for fosse da conta deles.

A cada dia que passa cresce ainda mais certeza de que a humanidade está precisando mesmo é ir dar meia hora de bunda para ver se consegue deixar de ser otária...
E de com força, como diz um amigo meu...

20 de ago de 2013

O universo é cíclico, dizem uns cabras ai...

Então os físicos enxergaram indícios de que o universo é cíclico.
Cíclico?  Leia aqui.
É! Como um cd que chega ao fim e assim que termina o último acorde da canção final, começa tudo de novo.
Captou? Pois é...
Segundo os homens da ciência de tempo em (muito, muito, muito) tempo ocorre o Big Bang (de novo) e dá inicio a um novo universo.
Só não explicou se acaba um e começa outro ou se aparece outro e agrega ao já existente.
Complicado? Parece... E é.

Mas imagine...
Se o universo começa e acaba em explosões que se repetem, o que ocorre entre a inicial e a final também se repete?
A montagem da seleção do Tri, por exemplo. João Saldanha dizendo que Pelé e Tostão jamais poderiam jogar juntos.
Catzo! Coitado do Baggio chutando aquele pênalti pra fora do estádio na final contra o Brasil naquele calor infernal do verão americano.
E o Galvão gritando “é tetra” então?  E – que pena – ele nunca perde a voz.
As guerras mundiais, o sofrimento dos judeus...
O massacre do dia dos namorados engendrado por Al Capone contra mafiosos rivais.
Tudo acontecendo de novo.
Perspectiva chata esta.

E quantas vezes será que já aconteceu o fim e o inicio do universo?
Um porrilhão de vezes talvez?
Agora aquele seu amigo corinthiano que já te enchia o saco porque o time dele ganhou uma taça Libertadores vai ter motivos de sobra para continuar te azucrinando.
A partir desta afirmação vai passar a dizer que é porrilho-campeão da Libertadores e do mundial. E tudo invicto!
Button vai dizer o mesmo do título de F1 dele...
Por outro lado, vamos poder dizer que o universo começou e terminou N vezes e em nenhuma delas o 1B conseguiu terminar um campeonato na frente do Schumacher.
Tem coisas que não mudam mesmo.

Mas tem que ver a coisa toda por um lado bom, sempre tem um.
Melhor um universo cíclico do que um randômico.
Seria horrível o universo começando a cada hora de um ponto diferente com o fim a qualquer momento.
Ai não dava.

19 de ago de 2013

Não há mentiras e nem verdades aqui. Só mais do mesmo

Joaquim Barbosa é honesto?
E o futuro partido de Marina Silva? Merece crédito?
A campanha feita contra os dois não lembra as campanhas feitas pela direita quando no governo contra o PT que era oposição?

O banheiro de Joaquim Barbosa não lembra o caso do aparelho de som que Lula tinha em casa e que os adversários viram como “prova irrefutável de sua corrupção”?
E a bronca extremada contra Natura e Itaú, não lembra a choradeira sobre quem financiava campanha da petista quando pleiteavam a presidência?

Não é engraçado como tudo se repete?
Não tenho a mínima ideia se Barbosa é honesto e nem sei se merece crédito o ajuntamento de Marina.
Não colocaria por eles minha mão nem na água gelada, que enruga dos dedos, quanto mais no fogo.
Mas enoja também ver um partido que sempre se apregoou “diferente” dos demais fazendo as mesmas e surradas estratégicas politiqueiras.
Cada dia mais me convenço que o PT é um PSDB vestido de vermelho.

E ainda tem a comemoração por ter sido descoberto um esquema de propinas envolvendo grandes empresas multinacionais e o governo tucano paulista.
Comemoração?
A sujeira azul é mais suja que a vermelha?
É caso para ficar revoltado, pedindo cabeças urgentemente.
Como disse um dos ministros do STF Luis Roberto Barroso: “-Não existe corrupção do PT e corrupção do PSDB. Existe corrupção.”.

E depois há quem enxergue fascismo no fato de muitos sonharem com a extinção dos partidos políticos.

15 de ago de 2013

Bizarrices promocionais 3 (terrorismo promocional)

Ainda ando intrigado com a qualidade dos filmetes comerciais brasileiros.
Os chamados “reclames”.
E estes dois são genuinamente nacionais e exploram o tema do terrorismo contra os contra os comerciantes e também contra os consumidores.
Não entendeu o terrorismo?
Saca só...

O primeiro já está no ar faz algum tempo e é da rede de drogarias Ultrafarma.
Nele, os pobres comerciantes recebem a visita do dono da rede de farmácias que – atravessando as negociações – derruba os preços a níveis absurdos.
-Tá trinta? – pergunta uma senhora ao vendedor de tuppeware.
Aparece o Sidnei,
-Tá... Tava, tá vinte. – responde ele.
-As duas? – quer saber a dona de casa.
O Sidnei faz mais umas caretas estranhas.
-Pronto! Eu tirei o zero, Pra que zero? As duas por dois...
Ai a mulher fecha a compra enquanto outras duas cochicham entre si dizendo o quanto é bom quando o vendedor de remédios aparece.
Bizarro.
Sem contar a rima e a dancinha que ele faz quando está apresentando o produto.

Outro - extremamente irritante - é o comercial das carnes Friboi.
Seja um grupo de amigos comprando carne para churrasco, uma dona de casa ou quem quer que seja, basta pensar em comprar a carne que aparece o Tony Ramos para perguntar: “-É Friboi?”.

O negócio extrapolou os limites da campanha, caindo nas mãos dos internautas de tudo que é jeito.
Até foto da Nanda Costa nua para a Playboy apareceu com inserção da imagem do Tony Ramos perguntando: “-É Friboi?”.
Pela quantidade de pelos, não deve ser não... Porém, ainda assim é de primeira.

Não é terrorismo?
Eu mesmo não consigo mais ir a um supermercado ou açougue sem ficar tenso com a possibilidade de encontrar o ator.
Já no caso do homem da Ultrafarma a tensão é no sentido dele não aparecer nunca.
Vai ver que é porque eu nunca saia de casa para comprar tuppeware
Mas o mais provável é que na hora de fazer os comerciais os personagens devem ter trocado de lugar.
O comercial da farmácia é tão ruim que o Tony Ramos deve ter dito: “-Não é Friboi!”.
E no comercial da carne, por sua vez, o Sidnei apareceu, fez as caretas e conseguiu baixar não o preço, mas a qualidade da propaganda.

O último é de uma operadora de TV via satélite onde aparece o Neymar.
Um casamento em que o padre faz a tradicional pergunta “se tem alguém aqui...” e um cidadão se levanta dizendo que o noivo não tem a intenção de assinar a tal TV.
A menina se irrita e abandona o cara no altar.
Porra... Sorte do cara.
Se a menina fazia tanta questão de ter TV logo após o casamento daquela forma é sinal de que nem na lua de mel ia rolar um... Um... Cês entenderam...
Até assinaria o treco se me prometessem que nunca mais veria um destes comerciais.

13 de ago de 2013

Ron Groo entrevista: Claire Williams

Ron Groo: -Você pode começar explicando como vai funcionar o programa de jovens pilotos.
Claire Williams: -Simples. Jovens com potencial para ser piloto Williams num futuro.
RG: -Como quem?
CW: -O nosso melhor exemplo é o Bottas.
RG: -Ufa...
CW: -O que foi?
RG: -Imaginei que fossem com o mesmo potencial do Maldonado...
CW: -Mas ele ganhou uma corrida, não ganhou?
RG: -Olivier Panis também ganhou.
CW: -Coincidência...
RG: -Tomara que seja e que parem por ai as coincidências.
CW: -Por quê?
RG: -Porque aquela foi a última vitória da Ligier antes de desaparecer...

RG: -E como funcionará o programa? A Williams terá uma equipe de GP2, por exemplo?
CW: -Não, vamos colocar os meninos para andar em testes coletivos.
RG: -Mas são tão poucos. A Susie Wolf então não vai mais participar?
CW: -Hum... É... O Toto não vai gostar disto.
RG: -Mas o Toto ainda apita na Williams? Não está na Mercedes agora?
CW: -Não, mas quem você acha que vai descolar motor com desconto pra gente?

RG: -E se nada der certo, não surgir nenhum cara que valha a pena?
CW: -Sempre vai valer a pena. A Red Bull não descobriu o Vettel?
RG: -E mais nenhum...
CW: -Claro, mas não se descobre um fora de série todo dia, não?
RG: -Tem também a filosofia que rege este tipo de iniciativa no Brasil por exemplo...
CW: -Mas no Brasil não tem “escola de piloto”...
RG: -Mas tem de futebol...
CW: -E qual a filosofia então?
RG: -Os donos de escolinha de futebol costumam dizer o seguinte: “Se a gente não descobrir nenhum craque, mas fizer destes meninos cidadãos melhores, a missão estará cumprida.”.
CW: -Tem razão, se não descobrirmos nenhum Senna, Vettel ou Schumacher, mas também não criarmos nenhum monstro igual ao Alonso, já vai estar bom demais...
RG: -Pode crer.

12 de ago de 2013

Comédias da vida real na F1 #12 - Spa 2000

Logo após vencer mais uma vez a temida Eau Rouge, Ricardo Zonta acelera sua BAR já sabendo que atrás vem o líder da corrida: o alemão Michael Schumacher seguido de perto por Mika Hakkinen.
Zonta sabe o que deve fazer: puxar para o lado e deixar o caminho aberto para que os dois passem sem perder a tangencia da próxima curva e assim não atrapalhar ninguém.
Vê o carro vermelho se aproximando e crescendo no retrovisor esquerdo e reduz a velocidade, fica pronto abrir passagem puxando o carro para o lado direito.
Porém, quando olha o retrovisor esquerdo, vê surgir o carro prateado da Mclata.

Na impossibilidade de desaparecer, ser abduzido ou cavar um buraco bem profundo, o brasileiro segura o volante firme para que não vá para lado algum.
Não se sabe se fechou os olhos com medo.mas se fechou foi por uma fração de segundos. Ao reabri-los, viu à sua frente os dois malucos que o ultrapassaram, um de cada lado de seu carro.

Zonta é visto como um piloto menor - bem pequeno mesmo - na F1.
Pode até ser, mas uma coisa é fato: é corajoso.
Aposto e ganho que fosse qualquer um de nós pobres normais expectadores, ao ver a Ferrari e a McLaren o deixando para trás depois daquela manobra maluca do Hakkinen, pararia o carro e iria embora a pé pela floresta belga.
Totalmente borrado...

9 de ago de 2013

Pai Tião Ponto Org (e-macumba on line) responde à piloto em dúvida

De: mejor@f1.com
Para: tiaofather@exunet.org
Assunto: Futuro.

Pai Tião estou com dúvidas e preciso de sua ajuda.
A Ferrari não está dando o melhor equipamento para que eu seja tri campeão.
Se eu for realmente para a Red Bull serei finalmente o melhor de fato?

De: tiaofather@exunet.org
Para: mejor@f1.com
Assunto: RE Futuro

A experiência com a F1 me fez lembrar de um outro piloto que, assim como você, era ambicioso e queria sempre o melhor equipamento.
Pensando nisto, fiz uma consulta aos encantados para saber o que aconteceria se você assinasse mesmo com a equipe dos bois vermelhos.

Cenário 1: Você não assina agora, os carros da Red Bull continuam dominando o cenário e esmagando a concorrência. Então você se oferece para correr até de graça para eles. Recebe um monte de criticas de seus companheiros de profissão porém fica na sua equipe mesmo.

De: mehor@f1.com
Para: tiaofather@exunet.org
Assunto: RE RE Futuro

Poxa, fiquei lisonjeado em ter sido comparado com o Senna, obrigado...
Mas, você escreveu em seu último e-mail: “cenário 1”.
Tem um cenário 2?

De: tiaofather@exunet.org
Para: mejor@f1.com
Assunto: RE RE RE Futuro

Cenario 2: A equipe dos bois vermelhos contrata você, fazem um carro que tem potencial, mas é instável. Você faz três corridas sem marcar nenhum ponto e – assim, do nada – Bernie trás de volta do GP de San Marino e na entrada de alguma curva lá...
Bom... Deixa pra lá.

De: mejor@f1.com
Para tiaofather@exunet.org
Assunto: RE RE RE RE Futuro

Vai se fu....

Quem quiser saber mais sobre o Pai Tião clique aqui: E-bozeiro.com 

7 de ago de 2013

Silly texto sobre a Silly Season - ou - Os oportunistas (Red Bull e Alonso)

Red Bull quer Alonso e ele também quer a equipe.
É o que dizem algumas manchetes.
 Será?
-Finjo que vou, não vou e acabo fondo...
Alonso é sem - dúvida nenhuma - um dos três melhores pilotos pós Senna, o parâmetro mais aceito, mas não unanime de comparação.
Seria uma jogada de marketing genial da turma do Didi e sua fantástica fábrica de envasamento de xixi energético.
Mas até onde?
Já se sabe que, como todo campeão, Vettel pode apitar na escolha de um novo companheiro de equipe.
Piquet e Prost vetaram Senna, que um dia havia vetou De Angelis entre outras histórias.
E Vettel já disse que prefere Kimi.
Além do que, o ambiente no time poderia ficar insustentavelmente belicoso na hora de decidir por um dos dois numa possível luta pelo título contra outro time e piloto qualquer.
Vale lembrar que equipes muito mais tradicionais (Williams em 86 e –vá lá que seja – McLaren em 2007) já perderam títulos por conta de brigas internas.

Ainda há também o outro lado: a Ferrari.
O time de mafiosos de Maranello gastou os tubos para se livrar de Kimi, que ainda tinha contrato e empregar Alonso, então piloto da extinta Renault.
E mesmo com todas as alfinetadas do Don Corleone rosso, o time sabe que não vai encontrar no mercado ninguém a altura do espanhol marrento.
Talvez Lewis Hamilton, mas a equação para tirá-lo da Mercedes é muito mais complicada do que foi para tirar o chiliquento da Renault.

E mais, o próprio Alonso sabe que o único time com capacidade técnica (leia-se grana e competência) para lhe dar um carro que lhe permita enfrentar de igual para igual o alemãozinho que corre para os austríacos é a Ferrari.
E se não for só pelo carro, vale lembrar que a Cosa Nostra do automobilismo é a queridinha da FIA (Ferrari Intenational Aid, ou em alguns casos, Fernando International Aid) que – coincidência das coincidências é presidida por um alto ex-funcionário ferrarista. E isto pode ajudar de alguma forma...
Por estas coisas é que esta reunião do tal Abad com a Red Bull, descrita por Christian Horner como: “para tratar do assunto Alonso” me parece mais um dos pontos de pressão exercidos pelo piloto espanhol para que os italianos melhorem o carro logo ou – ao menos – não cometam os mesmos erros nos próximos.

Dito isto retorna-se a pergunta inicial: Será que a Red Bull quer mesmo Alonso e vice e versa?
Provavelmente não.
Mas e esta declaração do Horner? Não cheira a uma oportuna tentativa de desestabilização?
Alonso mostra – ou quase isto – interesse em ir para a Red Bull e a equipe se mostra receptiva ao cara. Será que a Ferrari continuaria trabalhando duro para manter o carro competitivo para Alonso sabendo que ele pode ir embora (e falando mal do time) ao fim da temporada?
Como diria Dona Milu, personagem de Jorge Amado em Tiêta do Agreste: mistério...

5 de ago de 2013

Groo entrevista: Christian Horner

Ron Groo: -Vamos direto aos assuntos. Vocês não estão com pressa de definir o substituto do Webber né?
Christian Horner: -Não, nenhuma. Ele vai dirigir para nós até o fim do ano.
RG: -E se por acaso ele resolver não guiar mais este ano? Dizer: “parei!”?
CH: -Não faz diferença. Aliás, até parece que temos um carro só mesmo...

RG: -Kimi é o predileto?
CH: -Da equipe não.
RG: -Não? Então ele não tem chances.
CH: -Tem! Ele não é o predileto da equipe, mas do departamento de marketing.
RG: -Ah sim... O tal do time dos sonhos... Entendo.
CH: -Não... É assim. Contratamos o cara e toda vez que ele bater, rodar na pista ou errar o caminho, o departamento de marketing solta um comercial de TV dizendo: Se tivesse bebido só Red Bull, isto não teria acontecido.

RG: -E Daniel Ricciardo?
CH: -Ele ainda está verde.
RG: -Então vai ficar na Toro para amadurecer?
CH: -Bom... Assim esperamos. Piloto na Toro parece aqueles abacates que a mãe da gente embrulhava em jornal e colocava embaixo da pia para amadurecer... Se bobear, apodrece antes de ficar maduro.

RG: -E aquela reunião... Era sobre Alonso mesmo?
CH: -Era...
RG: -E o que discutiram?
CH: -A situação dele na Ferrari.
RG: -Situação contratual? Vocês querem mesmo ele no time?
CH: -Não é esta situação, é a situação dele agora, cobrando a equipe e o Montezemolo respondendo. Aquilo tudo é muito sério.
RG: -Verdade... Montezemolo tem razão, pilotos vêm e vão. Importante é a escuderia.
CH: -Principalmente no caso do Alonso com esta Ferrari.
RG: -Como assim?
CH: -Pilotos vêm, passam pelo Alonso e vão embora... Da Red Bull, da Mercedes... E se continuar nesta balada, até da McLaren.

2 de ago de 2013

Stewart, ao menos, canta bem

Rod Stewart tem uma voz única. Envolvente.
Foi responsável por dar voz ao primeiro disco do guitarrista Jeff Beck e também cantor dos Faces, onde trabalhou com o futuro Stone Ron Wood.
Sua carreira solo decolou e por um bom tempo foi considerado um pop star de primeira grandeza e chegou a declarar que era: “-Um presente de Deus para as mulheres.” (quá, quá, quá).
E foi nesta condição que desembarcou no Brasil para o primeiro Rock in Rio.

Como tal, fez uma penca de exigências.
Desde toalhas brancas (um porrada delas) que foram surripiadas nos motéis da Barra da Tijuca, até onze bolas de futebol – não se sabe a razão do numero até hoje – que foram usadas para partidas disputadas na suíte do hotel onde estava hospedado.
Também causou prejuízo furando as portas do quarto em intermináveis jogos de dardos.

Enciumado com a atenção dispensada à outro cantor que participava do festival (o tranquilão e – à época – quase aposentado James Taylor), Rod usava um expediente dos mais medíocres para chamar a atenção: ia para a beira da piscina e se posicionava em um local de boa visão e acesso aos fotógrafos e jornalistas, então, quando estes o fotografavam ou o procuravam para uma entrevista, saia reclamando, xingando hotel adentro.
Também perdeu um processo judicial por conta de plágio para o então Jorge Ben.
Copiou descaradamente a melodia de Taj Mahal em sua Do Ya Think I´m Sexy?.

Hoje está meio que no ostracismo, grava disco de Standards, regrava canções ao melhor estilo crooner.
Não rende mais histórias engraçadas e/ou ridículas, mas as boas canções ainda ficam...
E ficam melhores com o tempo...