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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Galo

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No carro, pela manhã
-Pô cara, eu tô criando um galo...
-Galo? Em apartamento?
-É... Que é que tem? O bicho é legal.
-Legal?
-É... Nem late... – e sorri.
-Cê tá brincando, né? – preocupado.
O dono do galo não responde...

Mais tarde.
-Cara, o Julio disse que você cria um galo no apê... É verdade?
-É sim... Um carijó.
-É daqueles grandes?
-Não, não... Carijó é pequeno.
-Canta?
-Não sei... Ele fica lá andando pela sala, olhando a estante.
-Olhando para a estante?
-É... Acho que quando eu não tô olhando ele até dá uma folheada em algum livro... Sabe como é, pode ser que não cante, mas provavelmente compõe...

Durante o almoço.
-Ô Jurandir! Que história é esta de galo?
-O azeite?
-Não Jurandir... O que você tá criando no seu apartamento.
-Ah... O Aristeu.
-Aristeu?
-É... O nome do carijó é Aristeu.
-Ah... E ele vem quando você chama?
-Não, não vem... Mas acho que isto é influência do gato do vizinho.
-Os dois andam juntos?
-Nunca vi, mas o gato também não vem quando o dono chama... Daí...

N…

Se houver próxima vez, use o google

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Atendo o telefone e uma voz do outro lado pergunta:
-Ron, diz pra mim o nome daquele maestro...
-Qual maestro? Tem um monte.
-Um que... Ah! O primeiro nome dele é Isaac.

Obviamente ele falava de Isaac Karabtchevysck.

-Ah... Claro. O segundo nome é Rabin. – troco pelo nome do ex primeiro ministro de Israel: Yitzhak Rabin.

-Isaac Rabin? Isso?
-É.
-Como se escreve?
-Do jeito que se fala, mas com dois “a” em Isaac.
-Valeu Ron, brigado!
E desliga o telefone.
Sinceramente, tomara que o revisor dele seja bom e paciente.

Duas horas depois o cara liga novamente.
-Ô Ron, o nome do maluco lá não era Rabin não.
-Ah não?
-Não... Este Rabin ai era outro.
-Hum...
-O Isaac que eu queria era o Karabtchevysck.
-Ah tá...
-Mas mudando de assunto, cê lembra o nome completo do Pelé?
-Edson.
-Edson o que?
-Alva.
-Sério?
-É... Thomas Alva Edson.
-Putz, que nome pomposo... Nem parece nome de jogador de futebol.
-Pois é. Por isto o apelido, mais fácil de narrar.
-Principalmente no rádio né?
-Claro, claro...

At…

Lado B do GP: o último (na Índia)

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E lá se foi o GP da Índia... Tchau... Precisa voltar não.
Aliás, poderia levar junto também o Jenson Button.
Está velho e reclamão.
Já pensando nos “comes” que pode tomar ano que vem de um russinho de 18 anos pilotando uma Toro Rosso, disse que não acredita no sucesso de Danil Kvyat.
Hu-hum... Claro.
Mas o que o traz a esta seção de lados B foi o fato de ter tomado um senhor cacete de Sérgio Perez.
Até ai tudo bem, se não fosse o fato de Sérgio Perez ter batido o velho inglês dentro da estratégia que o consagrou: poupar pneus e adiar ao máximo sua parada de boxes mesmo que com isto pilote igual àquela avó de 90 anos que – para mostrar que ainda é jovial – dirige seu fusca pelas ruas das cidades.
Já deu Button. Pode usar a estampa e sua imagem para ir fazer comercial de TV.


Grande Felipe Massa.
Uma largada sensacional e uma corrida tão dentro do previsível que chegou apenas uma posição à frente da sua cativa.
Desobedeceu de novo uma orientação da equipe ao não aceitar uma mudança de su…

Cinema para os ouvidos - ou - Valeu Lou

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A RCA estava exultante com os resultados de Transformer e não via a hora de poder colocar nas lojas um novo trabalho de Lou Reed.
Para Lou, o sucesso comercial era algo quase inédito, já que sua banda original – Velvet Underground – influenciara muita gente, mas vendera bem pouco.
Só que Reed era inquieto demais para se acomodar com o sucesso e com o estrelato e a obra que engendrou depois de Transformer era algo perturbador: Berlin.

Denso, brutal, difícil de digerir e definido tanto por Lou quando pelo produtor Bob Erzin como “cinema para os ouvidos”, o disco era a crônica do fim do relacionamento de um casal americano, Caroline e Jim, que vive na cidade alemã dividida.
As canções – todas interligadas - falam de infidelidade, drogas, violência e por fim o suicídio de Caroline que Jim, indiferente, se recusa a chorar na última faixa, a sombria, triste e bela Sad Song.

Bob, que logo após terminar o disco viajou para o Canadá para – segundo ele – “exorcizar o peso triste do disco”, mont…

F1 2013: Índia - a casa de Sebastian Vettel

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A corrida na Índia subiu no telhado e se jogou.
Ainda bem.
Porém, vai ter em sua curta história o asterisco que indica uma curiosidade: lá só Vettel se deu bem.
Ganhou três dos três GP´s disputados, liderou mais voltas que todo mundo e em sua edição final, ainda levou o título do campeonato.

Ninguém liderou mais voltas que ele.
Ninguém fez mais bonito que ele na terra da gente mais feia do mundo.
Não seria exagero chamar a corrida na pista de Buddh de Grande Prêmio do Vettel de F1.

E o resto?
Foi só o resto...
Alonso apagadão entregando os pontos.
Webber sendo mais Webber que nunca numa largada horrível (e prejudicando Alonso, chupa).
Massa fazendo um brilhareco no inicio para no fim chegar uma posição a frente de sua posição cativa.

Então a corrida foi chata?
Não, foi movimentada.
Pode não ter sido emocionante, dinâmica, tensa, mas foi legal dentro de suas possibilidades.
Não esqueçamos que é um Tilke track.

Enfim, habemus campeão, de fato, de direito e com justiça.
Habemus nova lege…

O apagar da luz que nunca se apagaria

Ponto alto da carreira dos Smiths, The Queen is Dead traz a maior obra prima da banda: There is a light that never goes out.

Liricamente talvez só Cemetry Gates (do mesmo disco), onde Morrissey disputa de forma surreal com um amigo de qual dos lados do cemitério em que estão enterrados é que tem os melhores poetas/escritores (Keats and Yeats are on your side/ but you loose/´cause Wilde is on mine.) tenha uma carga tão intensa quando There is a light...

A letra versa sobre um passeio de carro na noite de Londres ao lado de alguém que se ama após algum contratempo familiar. Um momento que nem a morte poderia estragar.
E é ai que Morrisey se supera.
Imagina a morte chegando por via de um caminhão de dez toneladas ou um ônibus de dois andares em cenas que talvez embrulhassem o estomago de um ouvinte mais sensível ou menos familiarizado com o estilo Morrissey de fazer graça.

O sarcasmo da letra em contraponto com a delicadeza da melodia é de encher os ouvidos.
A orquestração que dá leveza …

Dois tópicos F1: O novato e o velhaco

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Nunca vi tanta gente reclamando de uma contratação como no caso do russo Daniil Kvyat.
Parecia comentário tosco nas redes sociais sobre o tempo. Toda hora tinha alguém postando algo sobre. (tá quente, tá frio, tá chovendo...).
A grande maioria com comentários sobre o moleque – ou quem quer que esteja por trás dele – ter comprado a vaga na Toro Rosso.
Será?
Só porque Luiz Razia disse isto em outra rede social tem peso de verdade?
A mim pareceu despeito do baiano.
Alguns disseram que ele queimou etapas para chegar às F1 porque não veio nem da WSR (World Series by Renault) e nem da feira livre que é a GP2.

Se fez mesmo é porque deve ter talento. Não?
Não acompanho a WSR, não sei o que rola por la, mas o que rola na GP2 é público e notório: Pilotos que compram caríssimas vagas em um campeonato que promete mandar seu vencedor à F1, porém ultimamente só consegue mesmo é ir para equipes pagantes com nível de GP2 que alinham na F1.

Se foi contratado para uma equipe que visa preparar novos tal…

O pior pesadelo

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-Então é pra cá que a gente vem quando morre?
-Não, na verdade não... Você não morreu ainda, o paramédico está tentando te reanimar.
-Então?
-Bem... Deixa eu explicar...

(fumaça de flashback)

Gildo tinha acordado pela manhã e como sempre nas Segundas-feiras estava atrasado.
Pegou a roupa em cima de uma pilha que estava dobrada, se vestiu às pressas e saiu correndo.
Ao chegar ao ponto de ônibus lembrou-se de checar algo que lhe amedrontava: que roupa íntima estava vestindo.
Em seus piores pesadelos era atropelado e quando chegava ao hospital, para que lhe fizessem curativos lhe tiravam as roupas e descobriam que ele estava de calcinha e não de cueca.
Geralmente acordava aos berros, transpirando litros e tinha de ser acalmado por sua esposa.
A paranoia era tanta que sua gaveta de cuecas ficava em uma cômoda separada do guarda roupas do casal.
Naquele dia, estava tudo em ordem. Até freada tinha.

(fim do flashback)

-Quando se morre sem resolver algum assunto na Terra, vem para cá: o limbo…

O fim de feira e o prejuízo previsto do feirante dançarino

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E acabou a temporada da Indy.
Como previsto nos programas da Rádio Onboard, Castronneves não foi campeão.
Maldade?  Não.
Apenas constatação.

Como dissemos na rádio por várias vezes, Helio fez de tudo para perder o campeonato durante a temporada.
Mesmo abrindo uma vantagem considerável, parece ter se apoiado mais em uma regularidade (que não teve) e no comodismo de não se arriscar e viu Scott Dixon diminuir a diferença prova a prova.

Chegou para a última corrida precisando vencer e que Dixon não fosse sequer oitavo.
Até se esforçou, chegou a liderar, ganhou um ponto a mais por estar ao menos uma volta na frente de todos, coisas da Indy...
Mas ao final, Dixon chegou em terceiro e Castronneves apenas em sexo.
Dançou, e não foi com as estrelas.

As arquibancadas quase vazias deram o tom melancólico do fim de temporada em uma categoria que não é – nem de longe – das mais populares dentro de seu próprio país.
Mas também, o que se esperar?
Um campeonato que – mesmo entrando e saindo piloto da…

A voz como se fosse apenas mais um instrumento

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Rick Wright brincava em seu piano com uma progressão de acordes que ele chamava ora de “Mortality sequence”, ora de “Religion song”, porém não conseguia ficar satisfeito de forma alguma com as experimentações feitas pela banda.
Os efeitos usados iam desde trechos da bíblia e citações de Malcolm Muggeridge (seja ele quem for) até gravações de astronautas se comunicando durante missões espaciais.
Pouco tempo antes de Dark Side of the Moon ser finalizado, a banda decidiu por uma voz feminina.
-Em vez de cantar, que tal se ela lamentasse a música? – sugeriu Wright.

Alan Parsons, o engenheiro de som do disco então sugeriu um nome que ele havia ouvido em algumas seções que trabalhara: Clare Torry.
De primeira, ela não ficou empolgada. Nem gostava muito do Pink Floyd e acabou dando a desculpa de que tinha ingresso para assistir Chuck Berry.
Parsons insistiu e remarcou a seção para a semana seguinte.

Cantora e compositora com então vinte e dois anos, Clare chegou aos estúdios e encontrou o Pi…

O telefonema do além

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O dia tinha começado muito bem, já eram dez da manhã e nada errado tinha acontecido e vale lembrar que o dia começa efetivamente às oito horas.
Cada qual cuidava de seus afazeres e todos estavam muito ocupados.
Para situar, o escritório é dividido em três ambientes: o balcão que fica de frente a porta de entrada onde trabalham sempre dois atendentes.
A área de trabalho efetivo, separada do balcão por uma divisória de vidros canelados e tem a aparência de um ‘aquário’. É onde ficam as mesas, os computadores.
E o mezanino onde funciona uma corretora de seguros.

Acabavam de chegar os primeiro clientes do dia: um casal que desembarcara de um fusca verde água e um senhor que viera a pé mesmo.
Dentro do aquário toca um dos telefones e um dos chefes que estava desocupado atende.
-Alô? Sim é daqui sim... – atende ao telefone sem usar o texto padrão: o nome do estabelecimento e a saudação que melhor cabe àquela parte do dia.
- Azul? Fusca? Sim... Tem sim quem quer falar com ele? (...) Um só mi…

Tamo junto Sérgio Mauricio (campanha "chupa Alonso"

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No sábado, dia 12 de outubro, a Sportv mandou ao ar a reprise da classificação oficial para o grande prêmio do Japão.
Até ai nada demais.
Porém, lá pelas tantas, Sérgio Mauricio soltou um sonoro “chupa Alonso”.
Foi o que bastou para começar o bla bla bla.

-Onde já se viu um jornalista profissional falar uma coisa destas no ar? – perguntaram.
-Que patriotada besta! Só porque o Massa ficou na frente? – disseram outros.

Pode ser...
Aliás, é bem provável, já que a transmissão do canal segue a linha “pacheco” do canal aberto da emissora.
Louvável?
Pelo motivo? Não...
Tanto não era louvável que no dia seguinte Massa colocou a faca entre os dentes numa atitude do tipo: “-Tão pensando que eu sou tonto? Vou mostrar o quanto eu sou!”.
E mostrou mesmo... Largou em quinto e chegou em décimo.

Porém, há outro motivo pelo qual a atitude de Sérgio Mauricio pode ser considerada válida e muito louvável.
É o seguinte: É DEVER DE TODO SER HUMANO PENSANTE SOB A FACE DA TERRA EM ALGUM PONTO DE SUA VIDA SO…

Lado B do GP: Os lados B´s que decidiram.

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O maior lado B desta corrida foi Felipe Massa, com certeza.
Primeiro ignorou – por duas ou três vezes – as recomendações do time para abrir passagem para Alonso.
Depois segurou no braço uma tentativa do espanhol mala de ultrapassá-lo na zona do DRS.
E nem na parada de boxes o Teflonso conseguiu a posição do gnomo.

Mesmo sendo alta madrugada, ouvi (ou melhor, li no twiter) pessoas tecendo loas à atitude do brasileiro.
Também curti.

Porém, pouco antes de começar a pensar em um texto para grafar em caixa alta e negrito um poderoso “chupa Alonso”, o espanhol passou por Massa.
Com DRS, KERS e sem defesa.
Pelo que pilotava naquele momento, Alonso passaria de toda a forma. Até sem os artifícios.

Tenho certeza que muitos começaram a pensar em frases ou textos para espinafrar ou defender o piloto brasileiro.
Pensava eu que não era para tanto.
Foi ultrapassagem de corrida, feita por um cara determinado que tentava adiar um pouco mais o inevitável título de Vettel e sua Red Bull.
Mas quando no f…

F1 2013: Japão: Suzuka e suas verdades

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Suzuka é uma pista para profissionais.
Veloz, seletiva, traiçoeira...
Tão seletiva que tem uma parte em sentido anti-horário.
Diz-se que separa o joio do trigo em relação aos pilotos e é verdade.
Suzuka não admite falsidade.

Este ano a corrida foi melhor que nos dois últimos, pelo menos.
Bastante ultrapassagem, boas brigas, alguns acidentes e punições. Muitas punições.
Teve gente (Charles Pic) que já começou a prova punido com um “dirija dentro”.
Depois até o Massa teve a sua punição.

E teve a estratégia vitoriosa da Red Bull que – vou repetir – se não fosse a pilotagem, PILOTAGEM, de Vettel, não adiantaria.
Mas ainda vai ter nego falando do Newey, dos pneus, da falta de vontade do Alonso, da velhice do Webber, da inexperiência ou ruindade do Grosjean...
A quantidade de bengalas é grande para estes cegos.

Outro tipo que também vai aparecer após a corrida é o torcedor do Alonso.
Largando em oitavo, chegou ao quarto lugar.
Ai os deslumbrados vão ficar histéricos: “-Anda mais que o carro…

Imortal?

Rolling Stone: -Para vocês, qual o futuro da música pesada daqui há, digamos... Quarenta anos? (Mais ou menos o tempo de carreira da banda.)

Ozzy Osbourne: -Há anos o pessoal vem dizendo que a música pesada vai morrer ou já está morta... E estamos ai. 13, nosso novo álbum, foi o mais vendido e chegou ao primeiro lugar nas paradas em cinquenta e um países.  Penso que isto acabe com o mito de que o rock já era.

Geezer Butler: -Há quarenta anos vivíamos o estilo “sexo, drogas e rock and roll”. Hoje tomamos xícaras de chá. Em quarenta anos estaremos todos mortos, Então...

Nesta hora, Ozzy olha para o baixista e com os olhos arregalados como se estivesse surpreso diz: -Você vai estar morto. Eu não!

Olhando bem para o passado de Ozzy e tudo pelo que já passou, eu não duvidaria.
Nem um pouco.

Pensando com meus botões

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Alguém ainda liga para a GP2?
Qual foi a última vez que um campeão da GP2 veio para a F1 se sentar em um carro de ponta? Lewis?
Mas este iria para a McLaren de um jeito ou de outro, ganhando ou ficando no último lugar.
Ah... Tem o Grosjean que voltou de lá para a Lotus, mas sinceramente? What the fuck is Grosjean? What a hell is Lotus?

Vale a pena ser campeão da GP2 ultimamente?
De que adianta ficar uns tempos pagando para correr na GP2, ser campeão e ainda assim só ter vaga na Caterhan ou Marussia?
Se tiver, claro.
E também, levando um generoso pacote financeiro para que o time não “passe fome” durante o ano.
Com muita sorte - mas muita sorte mesmo - Force Índia, que, aliás, sobrevive sabe-se lá como.

Quer mais?
Sam Bird, aquele que pode este ano ser o campeão da bagaça parece que vai correr na Indy no ano que vem.
É... A Indy, aquela categoria que tem pistas com trilho de trem no meio, corrida em Houston, outras porcarias e vários manetões guiando.
Se tiver o mesmo nível do Grosjean…

Lado B do GP - Coréia - Um GP estranho

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O GP da Coréia nos mostrou coisas que há tempos não víamos.
Claro, também mostrou mais do mesmo, afinal, Vettel passeou em cima da concorrência e só não chegou dois dias na frente de todo mundo por conta de algumas passagens sui generis... Estranhas mesmo.
Há quanto tempo não víamos o Massa tentar ultrapassar o Alonso?
Faz tempo... Tanto que ele nem sabe mais como fazer.
Além de ser perder e rodar, quase tirou o asturiano da prova.

Há quanto tempo não víamos quatro carros disputando ao mesmo tempo?
Não me lembro.
Foi legal ver Maldonado, Massa, Perez e Gutierrez travando uma dura batalha.
Mais legal seria se fossem pilotos de verdade...

Há quanto tempo não víamos as fagulhas na pista?
Ok! Não eram fagulhas ditas naturais, como nos anos 80, mas foram fagulhas.
Houve quem dissesse que era um artifício pedido por Nico Rosberg para comemorar suas ultrapassagens.
Teria dito ele: “-Meus meninos colocaram uma bomba de gliter debaixo do carro, quando eu passar alguém vai ser só purpurina no a…

F1 2013 - Coréia: O último flango? (trocadilho besta este, perdoa ai Marlon Brando)

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Corrida na Coréia nunca é para se esperar grande coisa.
Traçado chato e tal, como quase todo Tilke é...
Mas há sempre a possibilidade do inesperado e este ano veio com força.
Asas que caem ao chão, pneu que estourou, carros que pegam fogo, jipe na pista.

Algumas boas brigas, como Alonso e Hamilton já perto do fim, um pega maluco entre Maldonado, Gutierrez, Massa e Perez.
Porém, nada disso foi realmente relevante para o final da prova.
Vettel passeou como quis na pista coreana.
Não deu chances nem quando o safety car deu o ar da graça.
Uma situação extremamente surpreendente a queda da asa do carro do Nico Rosberg.
Ok! Não caiu, apenas baixou após sair de trás do carro de seu companheiro de equipe.
As faíscas geradas lembraram a F1 de outros tempos.
Chegou a dar saudades...

O pneu estourado do carro de Sérgio Perez foi mais pontual que qualquer coisa.
Pneus desgastados, como, aliás, foi a tônica da prova em um asfalto que consome muito, e agravado por uma forte travada pouco antes do e…

Notinha do Busão: Milhão de dólars (sic)

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Já estava com saudades de soltar uma nota do busão, nem sempre elas são possíveis, já que não utilizo mais os coletivos, e – claro – nem toda vez que utilizo ocorre algo digno de nota, mas desta vez achei interessante.

-O que você faria se tivesse um milhão de “dólars”?
-Não sei... Não sei nem quanto vale um milhão de “dólars”.
-É muita grana, isto eu sei.
-Isto eu também sei. Mas não sei o que faria não...
-Eu deixaria de trabalhar, de boa.
-Sério? Vida sem trabalho é sem graça, eu acho.
-Ah... Mas pensa! Só de não ter que acordar as quatro da madrugada e pegar um trem lotado todos os dias. Não seria bom?
-É... Deixar de pegar trem lotado seria legal. Mas deixar de trabalhar, de produzir... Acho que não queria não. Ia me sentir inútil. Sem contar que o dinheiro acaba né?
-Se não souber usar, acaba, mas diz ai: o que faria, mesmo continuando a trabalhar?

Acredite, este dialogo estava acontecendo bem a minha frente.
O cara que foi desafiado a dizer o que faria pensou por uns três minut…

Onde foi que o trem saiu dos trilhos?

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Primeiro foi um piloto bundudo.
Daniel Ricciardo foi avisado que poderia ter problemas ao ser promovido para a Red Bull por ter os quadris largos demais.
Agora o peso de Nico Hulkemberg pode ser entrave para que ele pilote um McLaren no ano que vem.
Daqui pouco tempo o pré-requisito para ser piloto de F1 vai ser, um dia, ter sido garoto colírio de alguma revista teenager qualquer...
Pensando nisto, da até vontade de saber se o Montoya ainda cabe num cockpit de F1.

Alie isto ao fato de agora quem tem que trazer vantagens é o piloto para a equipe.
Pacotes de patrocínio, dinheiro vivo, exposição em sua terra natal...
Antes o piloto é que estudava o que cada equipe podia lhe oferecer.
Mudou muito.

Tentar ultrapassar pode custar punição.
Defender também.
Não se pode mais mostrar do dedo do meio para um Zé roda presa que te atrapalhe.
E Bernie Ecclestone vive pedindo para os pilotos pensarem muito antes de falar qualquer coisa em entrevistas...
Espontaneidade?  Para que?
Só Kimi salva?

Fico…

Vitória da Williams (já estou com saudades...)

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A última tinha sido em 2004, Juan Pablo Montoya vencia o GP do Brasil a bordo do FW26 e era iniciado então um período de vacas magérrimas na equipe de Frank Williams.
Um ou outro bom resultado, mas vitória nada...
A seca era terrível.

Mas naquele domingo, 13 de Maio de 2012 seca acabou.
E em grande estilo!
Nos boxes em Barcelona, Frank Williams ainda comemorava os seus setenta anos completados no último16 de Abril.
Na pista, Pastor Maldonado, tão sul americano quanto Montoya - graças a uma punição imposta ao piloto da Mclata, Lewis Hamilton - largou na pole postition.
Só que diferente do que se pensava, não tinha nada de sorte ali...
Na classificação a Williams de Maldonado foi sempre constante e com um desempenho sólido.
Arrisco dizer que se Lewis não houvesse tentado o golpe do tanque vazio, Pastor poderia ter sido pole da mesma forma.

Tudo bem que na largada perdeu a posição para o xiliquento Alonso, mas o espanhol não conseguiu abrir o suficiente para parar nos boxes e ficar na li…