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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Para exorcizar 2013 e saudar 2014

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Não penso que milagrosamente (nem acredito em milagres) as coisas melhorarão instantaneamente na passagem do ponteiro de 59 da última hora de 2013 para 00 de 2014. Ingênuo talvez seja das poucas coisas que nunca consegui ser.

Mas com certeza ficarei alegre em ver o ciclo de doze meses denominado 2013 acabar.
Não aquela alegria geralmente banalizada com o espocar de espumantes, abraços e votos de felicidade.
Claro, esta também estará presente, porém com a sinceridade que me é característica sempre.
De quem não gosto, não chego nem perto.

E que vá 2013.
Ano decepcionante em todos, todos, todos os aspectos.
Talvez o ano em que mais tenha me decepcionado com o ser humano.
Em geral e especificamente. De perto e de longe.
Cheio de aproveitadores da boa fé e da amizade.
Espero que estejam contentes com a forma como agiram e com o que conseguiram conquistar, porque à depender de mim, estarão no limbo das relações para sempre.

Aos bons e verdadeiros amigos e camaradas, que 2014 comece e mesmo …

O tradicional (?) conto de natal 2013: Natal no VW

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Inverno na Rua 45.
A decoração de natal toma conta de tudo com suas luzes, bonecos de neve e papais Noel que aproveitam a data para amenizar a depressão econômica.
Mar Cel´Onça pela primeira vez em anos decide que não publicará o Le Sanatéur na semana do Natal.
-Ninguém está comprando o jornal mesmo...

Ao dar a noticia à sua dupla de repórteres mais famosa (e única) nota certa tristeza em seus semblantes. Internamente sorri pensando: “...estes sim gostam do que fazem!”
Porém, foi só o chefe sair com o carro dançando em zigue e zague pela rua coberta de neve para que as comemorações começassem.
-Como está o velho Stude?  - perguntou Ron.
-Do mesmo jeito que ficou após você dirigir. – respondeu Coyote.
-Então estamos sem carro?
-Vou nem responder...
-Precisamos de um carro para sair da cidade.
-E vamos pra onde?
-Porra cara... Você é coiote, não?
-E daí?
-Coiotes migram para o sul no inverno, igual todo pássaro.
-Ron...
-Oi.
-Cala a boca.

Saíram os dois e se dirigiram até Honest Rubs, o…

Jazz para cada um

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Denner é cego.
Não é politicamente correto dizer “cego”, mas ele é.
Diz a todos que “deficiente visual” é besteira e se sente diminuído com o termo “deficiente”.
”-Não tenho deficiência, só não enxergo.” – diz ele.

Mas tem um ouvido primoroso! Capaz de distinguir notas, tempos...
E uma memória ainda mais impressionante.
Tinha um arquivo mental de nomes de músicas, datas de lançamento, fichas técnicas.
Conhecia diversos estilos, mas era apaixonado por jazz.
As subdivisões do gênero não lhe assustavam: conhecia todos. Do dixieland ao cajun, que mistura as influências creole (mistura das culturas francesas e africanas).
-Jazz é jazz, não é étnico... Não é world music. Aliás, que termo mais idiota. – dizia.

Dos outros gêneros musicais gostava. Pero não tanto.
Ouvia blues, claro.
-Derivação do jazz. – ensinava.
Ouvia rock.
-Derivação do blues. – explicava
E destes, ouvia tudo o que vinha atrelado.
Gostava de country e sua versão nacional, o sertanejo.
-Universitário também, Denner?
-Não...…

Canções bobas de amor

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John Lennon, aquele, um dia escreveu uma canção chamada “How do you sleep?” e a lançou em seu álbum Imagine de 1971.
Na canção questionava Paul McCartney, o outro, por só lançar canções tolas sobre de amor.
Em uma atitude muito deselegante, dizia que: “-Os caras estavam certos em dizer que (ele) morreu”, referindo-se a alguns malucos que enxergavam evidencias de que Paul havia morrido em 1966 e havia sido substituído por um sósia.
E prosseguia: “... tudo que você fez foi ontem (Yesterday, canção de Paul nos Beatles) e desde então é só outro dia (Another Day, canção solo McCartney) e terminava questionando “-Como você consegue dormir?”

Paul, que com o fim dos Beatles formou os Wings e seguiu sua carreira de forma mais constante, demorou a dar a resposta, mas quando veio foi em grande estilo.
“-Você deve pensar que já existem canções bobas de amor o suficiente, mas olho ao meu redor e não vejo isto. Alguns caras querem encher o mundo de canções bobas de amor, o que há de errado nisto? E…

Deja vu

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O ambiente estava nublado e ele não conseguia definir se eram nuvens ou fumaça.
Não havia cheiro algum no ar e nem sensação de frio ou calor.
-Onde catzo eu to? – pensou.
Não se lembrava de como havia chegado ali, não se lembrava de nada.

Quando as vistas se acostumaram reconheceu uma silhueta.
Aliás, reconheceu bem demais.
-Nunca soube que eu tinha um irmão gêmeo. – disse.
-E não tem. – respondeu a silhueta.
-Se eu não tenho um irmão gêmeo, quem é você?
-Sou você.
-Como?
-Você nunca ouviu alguém dizer que o homem se encontra consigo mesmo na morte?
-E eu morri?
-Bom... Você acaba de encontrar a si mesmo.
-E o que a gente faz agora? Discute relação?
-Hum... Então você é gay.
-Ôooo, não. Que história é esta?
-Bem... Você está aqui conhecendo a si mesmo e sai logo dizendo que quer discutir relação e quem gosta de discutir relação é mulher. Você é mulher?
-Não, você sabe bem...
-Então é gay.
-Cê não entendeu, eu fiz uma ironia.
-Hum... Irônico você... É gay mesmo.
-Não, espera...  Não é …

Poderia ser a próxima onda

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A música aqui no Brasil, como cantou o xarope do Lulu Santos sobre outra coisa, vem em ondas.
Houve a onda do rock nos anos 80 até meados dos anos 90.
Depois veio lambada, forró, samba mauricinho, sertanejo corno...
Agora convivemos com o tal funk ostentação e o sertanejo vida loca que só fala de encher a cara.
O problema não é aparecer e desaparecer destes “estilos”, mas a forma industrializada com que se constroem os “ídolos”.

Aparece um mané cantando sobre noitadas e cachaça e no dia seguinte vinte idiotas cantam a mesma coisa.
Há bem pouco tempo atrás, se um alienígena chegasse ao Brasil teria plena certeza de que nosso idioma era o idiotês, tamanha a quantidade de “tcherês, tchus, tchas, lelelês” e outras babaquices.

Dando uma passada pelas rádios não direcionadas (rádios de rock, jazz e afins) a impressão que dá é que não se sabe mais fazer música sem o uso de fórmulas.
Num pensamento mais radical: que não se sabe mais fazer música de jeito nenhum...

Mas não é bem assim.
Vez ou …

Forma caráter e molda cidadãos melhores?

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É um país livre, portanto ninguém precisa concordar comigo.
O assunto aqui é – pela última vez na história deste espaço – futebol.
Ou o que se transformou.

A partir de hoje, este assunto passa a ter a mesma relevância e peso de pérolas como bbb, the voice, novelas e quetais.
Desisto, abdico.
Futebol agora é coisa para otário.

Não bastasse o nível mental dos que frequentam assiduamente os campos, que agora são mais do que apropriadamente chamadas de “arenas”, ainda temos que conviver com dirigentes imbecilizados e de caráter totalmente deformado.

Para que um campeonato de mais de seis meses, trocentos e tantos jogos para no fim tudo se resolver em uma brecha jurídica encontrada pelos que perderam?
Ah! Lei é lei? Regra é regra? Então porque sempre favorece os mesmos e únicos?
Ótimo então!
Enfiem as regras e leis no orifício corrugado localizado na parte central das nádegas.

Se é este tipo de coisa que é celebrado como “esporte” e que ajuda a “moldar caráter” e “formar cidadãos melhores”…

Novas resoluções do regulamento da F1 (o que todos comentaram e o que ninguém viu)

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E o grupo de estratégia da FIA (what porra is this?) soltou um pacote com novas determinações para o regulamento de 2014.

Vale lembrar que o presidente re eleito da FIA é o gnomo Jean Todt que ficou celebrizado por ajudar Ross Brawn a burlar todo e qualquer regulamento enquanto era dirigente da Ferrari.
Ficou determinado o seguinte:

*Os carros terão numeração fixa.
Na verdade, os números serão dos pilotos que deverão escolher um numero entre dois e 99 e vai ficar com ele até sair da F1.
O numero 1 fica com o campeão, caso ele queira usar.
Vai começar a frescura: “-Ah, este ou aquele piloto marcou muito no time, vamos aposentar o numero dele...”.
E quero ver quem vai usar o 24.

*A última corrida do ano terá pontuação em dobro.
Interessante... Se for como este ano, vai servir muito...
Alonso por exemplo não teria tomado uma surra de 155 pontos e sim só de 130.
Não consegui entender se a pontuação vai ser dobrada só para o vencedor da prova ou para todos os pontuadores.
Está achando ruim…

O que vai sobrar

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Bacana como as coisas são.
Desde sempre o trânsito nas grandes cidades é ruim.
Transporte público urbano idem.
Nos aeroportos a situação é de caos.
Mas por conta do evento do ano que vem tudo passou a ganhar a etiqueta: “vergonhoso”.

Por quê?
Porque um bando de turistas vem ai?
Da mesma forma que vem, eles vão embora.
Já quem mora aqui não vai ter jeito.
Assim que a copa acabar vamos ter de continuar com um trânsito horrível, transporte público inadequado até para gado e aeroportos bagunçados.
E isto não é vergonhoso também?

Ah mas e a imagem pública do país lá fora? – pode perguntar alguém.
Que se foda! –  respondo sem nem pensar.
O que podem dizer que seja mais contundente que o sofrimento de quem  - por falta de opção – tem que se sujeitar aos serviços daqui?

Estão se preocupando com a herança errada que o evento vai deixar.
Até porque, ao que parece, não vai sobrar nada de bom já que um monte de obras de “mobilidade” foram canceladas.
Quanto aos gringos e o que vão pensar que os f…

Madiba

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E Nelson Mandela se foi.
Cumpriu a única certeza que temos.
Não fará falta, até porque, já fez tudo que era sua missão fazer.
Agora o descanso.
Justo descanso.
Escrever mais? Para que?
Nada estaria à altura.
Então ofereço algo que acho bonito.
Não tão bonito quanto sua história de vida, mas bonito.
Se ele gostava ou se gostaria de ser homenageado assim?
Sei lá.
Mas é minha forma de dizer: obrigado por contribuir para um mundo um pouco menos injusto.
Vai na paz.

Contos do botequim 11 - Tradições

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 Canário passava sua flanela engordurada no balcão enquanto em uma das mesas, Andrade, o professor aposentado e Derico, o fiscal da natureza conversavam de forma entediada.
-Nem parece que está chegando o natal. – diz Andrade
-Parece sim, a cidade já está enfeitada... – retruca Derico.
-Mas este calor do Saara...
-Professor... Nunca vi o senhor falando palavrão!
-E que palavrão eu falei?
-Calor do Saara! Fiquei até corado.
-Ficou corado porque é sem vergonha.
-Eu? Eu tenho vergonha.
-Devia ter mais... Devia ter vergonha de ser burro! Saara é um deserto.
-Ah tá...

Neste momento, Canário chega à mesa com outra cerveja.
-Fala para ele do Sacrá, Andrade... – brinca o dono do bar.
-Ah, vai pra lá botequeiro... Eu sei que Sacrá é outro deserto.
-E você sentaria nele? – perguntou irônico o professor aposentado.
-Então mestre... Só de noite. Porque eu sei que de dia os desertos são muito quentes e a noite são bem frios...
Um minuto de silêncio constrangedor e o bar todo explode em gargalhadas…

A gente tenta não ser maldoso... A gente tenta

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Felipe Massa declarou que vai usar a experiência para buscar os resultados ano que vem.
Hum... Não vai dar certo.
Se ele estiver pensando que idoso tem preferência na fila de largada é melhor olhar os campeonatos passados e ver como Webber e Coulthard eram tratados.
E mais: mesmo que fosse por ordem de idade, ele ficaria atrás do Button e convenhamos... Ficar atrás do Button é o maior fim de carreira que existe.


Você se hospedaria em um hotel que o gerente fosse o Zé Dirceu?
Na boa... Se hospedaria?
E se sumisse algo do seu quarto? Teria as manhas de ir reclamar?
E se reclamasse, teria alguma esperança de resolução do caso?


Agora, interessante mesmo é a história da cocaína (na verdade pasta base) encontrada no helicóptero do Senador Perrella em Minas Gerais.
A fazenda é dos caras...
O helicóptero é dos caras.
O piloto é funcionário dos caras.
Mas a cocaína não... Dá para entender?
E ainda tem a cara de pau de dizer que é do piloto.
Tá ganhando bem o piloto!
Mas é aquela coisa... Há ma…