30 de jul de 2014

Comédias da vida real na F1 #13: 1:21:072

A classificação para a formação dos grids era mais uma das ideias de jerico da FIA/FOM ou quem quer que seja.
Uma volta lançada para cada piloto e quem fosse o mais rápido ou que cometesse menos erros largava na pole.
O ano era 1997 e o título estava sendo disputado ferrenhamente entre Michael Schumacher, da Ferrari e Jacques Deusmelivre, da Williams.
A decisão foi empurrada até a última prova do campeonato o Grande Prêmio da Europa, disputado em Jerez de La Fronteira, Espanha e, como todo circuito espanhol, era chato para caceta.
Largar na pole era dois terços da certeza de vitória.

Jacques foi à pista e marca a melhor volta: 1:21:072.
Retornou aos boxes e começou a secar todo mundo que entrava na pista, mas principalmente, Schumacher.
Quase em vão... O alemão entrou na pista, fez uma volta matadora e... Cravou exatos 1:21:072.
Ainda havia Heinz-Harald Frentzen, segundo piloto da Williams.
O meia boca foi para a pista e fez o seu melhor e: 1:21:072!
Incrível!
O regulamento – e só o regulamento – previa que em caso de tempos idênticos, ficaria uma posição à frente quem tivesse marcado primeiro.
Então a primeira fila teria Villeneuve em primeiro, Schumacher em segundo e Frentzen em terceiro.
Nunca havia acontecido, não aconteceu depois e duvido que aconteça um dia novamente.

Na corrida o alemão jogou o carro pra cima do canadense medíocre. Os dois saíram da prova e a FIA decidiu punir Schumacher retirando todos seus pontos deixando o título com Jacques Deusmelivre. Seu primeiro e único

3 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Nós assistimos a história sendo escrita...

Também duvido que isso aconteça novamente.


abs

Rafael Schelb disse...

Como diria aquela piadinha: Esse dia foi "loko", mano... Lembro perfeitamente!

Rubs Cascata disse...

Ron Groo, se é difícil admirar a mediocridade nem por isso se deve deixar de admirar a verdade.
O canadense xibungo fez o impossível e algo absolutamente único, que jamais será repetido novamente: foi o único piloto capaz de contornar a parabólica do Estoril FLAT, ou seja, matando barata no acelerador, e ainda ultrapassar Michael Schumacher por fora! Isso valeu mais do que o seu título mundial e se ele não tivesse feito mais nada na F1, ainda assim entraria para os anais com uma das mais antológicas ultrapassagens de todos os tempos.
O cara é um pé no saco, eu sei, mas uma gesta heróica sempre merece ser cantada.
Abs.