4 de set de 2014

Culpa da molada?

Depois do acidente em 2008, Felipe Massa nunca mais terminou a temporada à frente de seu companheiro de equipe.
Mesmo levando em consideração a superioridade técnica e de talento evidentemente, o problema de Felipe Massa não foi só Fernando Alonso ou a molada.
Vale lembrar que antes de tomar com a peça na jaca, o histórico de Massa frente a seus companheiros de equipe (em time grande esqueça a Sauber) mostrava que havia sido batido por Michael Schumacher (mas quem não foi?) em 2006 e por Kimi Raikkonen em 2007, só ganhando do finlandês bebum em 2008 quando foi campeão por alguns segundos.

Com o fim do ciclo do brasileiro na escuderia da máfia rossa, viu-se na mudança de ambiente a melhor forma para que o brasileiro recuperasse seu prestigio e – por que não? – a parte da torcida que havia perdido enquanto dividia a equipe com Alonso.
A ida para a Williams - que com um pacote promissor (incluindo motores Mercedes), apontava para um renascimento em médio prazo - parecia ideal.
A ideia era que Felipe lideraria com sua experiência o retorno do time de Grove à elite da categoria.
O time voltou até antes do esperado a disputar os primeiros lugares e mesmo que ainda não tenha vencido uma corrida nesta temporada, já é visto como uma força consolidada. Podendo até o fim da temporada se estabelecer - de fato - a segunda equipe do campeonato.

Mas Felipe Massa não fez o que dele era esperado?
Até a corrida em Spa-Francorchamps havia marcou apenas 40 (26%) em um total de 150 pontos totais do time no campeonato.
Tomando uma surra sistematicamente de Valteri Bottas que - por melhor que seja - não está nem perto de ser um Alonso.
E nem melhor que o Kimi Raikkonen, quando este está acordado, claro...

Pode-se creditar (sim, mas em partes) a aos “azares” e barbeiragens de outros pilotos como o acidente com Kamui Kobayashi na Austrália ou a panca de respeito proporcionada por Kimi Raikkonen em Silverstone entre outros, mas não dá para deixar apenas a cargo do imponderável.
Há também parte da responsabilidade da equipe, mas mesmo nas corridas ditas “normais”, o finlandês gordinho ainda vence Felipe no fim de semana.
Ou seja: mesmo que Massa se classifique melhor para a largada, Bottas acaba chegando a sua frente na corrida.

Historicamente, as segundas metades de seus campeonatos são melhores que as primeiras e talvez isto – somado aos banhos de sal grosso ou um mergulhos peladão no Mar Morto indicados para acabar com zicas – atenuem o efeito da surra, mas pelo desempenho de Bottas, não será suficiente para que Felipe fique na frente de seu companheiro de equipe, aumentando assim a série ruim.
Voltar a andar com Kimi mais uns seis anos consecutivos talvez, mas...

E talvez seja a hora encarar que Felipe é apenas isto que vem mostrando durante a carreira, sendo o ano de 2008 o ponto alto (e fora do gráfico).
A exceção que confirma a regra.

3 comentários:

Vander Romanini disse...

Bem pensado.
Mas isso não indica que ele é bem mais ou menos como piloto!!
Fraquinho, eu diria!

Marcelonso disse...

Groo,

Felipe Massa não é um piloto ruim. Por outro lado está muito longe de ser acima da média. Ou seja, está na média.

O detalhe é que pra ser campeão é preciso estar acima da média.

Felipe Massa é exatamente esse piloto que ai está, com ou sem molada!

abs

Manu disse...

Nem regular eu o considero. Ruim mesmo. rsrsrsrs...

Abs!