31 de mar de 2014

Lado B de um GP.... Na Malásia. Precisa mais?

Um GP totalmente lado B.
Mas daqueles lados B que estão fadados ao esquecimento mesmo, que não figurarão nem em coletâneas de lados B de compacto.

Começa com Daniel Ricciardo.
Largou bem, passou o Vettel e só.
Teve seu sensor de combustível dando piti; roda solta; asa quebrada, punição...
Só faltou o avião sumido da Malasya Air Lines aparecer bem na frente do carro dele em uma curva qualquer da pista.
Por fim, desistiu.


E Felipe Massa?
Ok... Estamos na torcida, porque ele é da Williams e isto conta muito, mas é terrível.
O carro é muito rápido, dizem... Mas ele continua andando e chegando às mesmas posições de quando estava na Ferrari.
Comprou o lote da sexta e sétima posição?
Nem o aposentado em atividade do Butts ele conseguiu passar.

Alguém viu o Kimi?
Ele estava na Malásia?

Ele está na F1?

Lembram-se do Perez?
Lembram que ele havia dito que faria a Mclata se arrepender de tê-lo mandado ir catar coquinhos?
Pela (não) corrida dele na Malásia, acho que não vai conseguir não...



Pronto, já temos um título para a Williams na Fórmula Taxistas: o carro mais econômico.


Que merda.

30 de mar de 2014

F1 2014: Taxistas na Malásia - ou - Poupe, poupe, poupe!

 Depois de uma classificação caótica, a pista seca antes da largada era um alívio.
Tá certo que depois que apagaram as luzes as Mercedes e seus pilotos que só ganham com carro muito superior (pode procurar nas estatísticas dos dois) controlaram tudo.
Agora sim deu para ver o quão superior são os carros alemães em relação ao resto.
Enfim, o domínio.

E logo na largada o ponto de maior emoção da corrida: Daniel Riccardo atacando Vettel na largada e ganhando sua posição.
O australiano jr. é abusado e isto faz bem às corridas. Mas é gente boa, e gente boa na F1 costuma não ir a lugar nenhum.
O desenrolar da corrida do canguru sorridente mostra bem isto.

Pena que depois a cantilena do dono da Red Bull começou a se mostrar real (em partes) sobre o quanto a F1 deixou de ser a categoria máxima do automobilismo, onde havia os melhores pilotos e melhores carros com tecnologia para buscar sempre o melhor desempenho de competição para ser a categoria frouxa se preocupa muito mais em poupar pneu e combustível.

Era interessante quando as montadoras tinham a proposta de fazer da F1 um laboratório para usar os resultados em seus carros de rua, fazer dos automóveis de linha - nem que fossem só um pouco - parecidos com os carros das corridas.
Hoje é o contrário, se esmeram para fazer cada vez mais os carros da competição iguais aos de rua.
Até a dinâmica de carros de rua foi levada às pistas: ser econômico.
Ser mais rápido? Para que?
O bom é ser mais econômico!
Em médio prazo esta visão “sustentável” da coisa vai acabar matando o esporte tal como o conhecíamos e adorávamos.
Se já não matou.

E se arrastando até o fim da prova, a emoção ficou por conta da torcida por chuva.
De interessante só a manutenção do inferno astral do Ricciardo, não bastasse a primeira prova em que foi desclassificado, agora ouviu pedidos para não atacar Vettel e ainda deixaram uma roda solta em um pitstop.
Teve asa quebrada, teve punição e por fim parou nos boxes e disse: “-Chega”.
Não acredito em malandragem para ajudar Vettel, mas que dá margem à especulação dá.

Ah sim venceu o Hamilton de ponta a ponta e com o Rosberg em segundo.
Grande coisa.
Corrida chata, vencedores chatos e de forma chata, sem disputa.
E o pior?
A próxima é no Baherein...

28 de mar de 2014

Por que F1 na Malásia e não na Tailândia?

A Tailândia é um país sensacional.
Começando pela língua: o tailandês que como quase toda língua oriental, parece uma bela discussão quando falada em diálogos em frente à quem não a compreende.
O que não deve ser muito longe da verdade já que naquele país tudo parece ser “de briga”.

Até o dinheiro corrente tem nome que remete a luta: Bath
A corrente elétrica usada é a de 220 v, que convenhamos, faz do choque uma “porrada”
Na Tailândia o esporte nacional é o Muai Thai ou Boxe tailandês, que nada mais é que o velho “chute boxe”.
Nego dá porrada em cima, chuta em baixo e se sangrar o adversário, melhor ainda.
Lá se aposta em brigas de todos os tipos.
De cachorro, de galos, de gente, de gatos, e até de peixes.
Você não entendeu errado, está escrito sito mesmo: peixes.
O peixe Betta, um belíssimo exemplar da classe de peixes ornamentais é oriunda da Tailândia.
O bicho é tão feroz que se posto diante de um espelho, ataca até se machucar.
Nos aquários, chamados de “beteiras” só se põe um macho e no máximo uma fêmea, que é muito diferente no formato. Mais que isto e o pau quebra generalizadamente.

No quesito comida a coisa não foge muito: frango, macarrão, porco, bovinos, peixe, legumes, frutas e pimenta, muita pimenta, pimenta para caramba!
“-Ah Groo! Onde está a “briga” nisto?”.
É... Olhando assim parece que não tem mesmo, mas experimente por tudo isto no mesmo prato? Se não brigar na boca com certeza vai por estômagos mais sensíveis a knock out.
E para ficar no campo do exótico, brigando com o “bom senso” ocidental tem os espetinhos de escorpião, carne de cavalo, churrasco de rato, cérebro de macaco e outras coisinhas...
A única coisa realmente de paz lá é a religião: o Budismo, porém não deixa de ser uma contradição que um povo que pratica filosofia tão zen goste tanto de lutas...

Mas por que catzo está aqui este texto sobre a Tailândia se o GP foi na Malásia?
Simples...
Tudo isto que citei sobre a Tailândia é proibido ou desaconselhado na Malásia que é um país muçulmano.
A Malásia até é um país muito bonito, mas é tão chata que nem para ter curiosidades além das torres Petronas para serem citadas.
Talvez por isto que, apesar de ter um autódromo com pista larga e um traçado dos mais interessantes costuma não ter corridas muito boas.
Seria uma boa ter uma corrida de F1 na Tailândia... Ao menos brigas na pista seriam garantidas...

Mas na boa? Pensando bem...
Para uma categoria em que as resenhas agora se assemelham a bate papo de taxistas no ponto (discussão sobre como economizar pneu e combustível para poupar uns cobres), a chatice da Malásia vai melhor que a testosterona reinante da Tailândia.
E ainda há sempre a possibilidade de uma tempestade que acabe com a luz natural antes do fim da prova...

27 de mar de 2014

O lado irônico de um general gaiato

Não se trata de herói ou bandido.
Cada qual que tire suas conclusões.
Nem se trata de apologia ao que quer que seja.
Não é e nem quero que seja a função deste espaço.
Portanto, azedo, se não gostar do tema, sinto muito.
O texto é sobre ironia e um o senso de humor - esquisito, ok! - do personagem em questão, um tipo humano com defeitos e virtudes aparentes.
Se não gostar, não ria.
Eu ri.

Conta a lenda que: o general e futuro presidente João Batista Figueiredo pescava às margens do lago Paranoá com o também general e  -a época – então presidente Ernesto Geisel quando este lhe disse:
-João, você tem que acabar com este negócio de tortura... Tem que fazer igual fiz em São Paulo...
Figueiredo então sentiu uma leve puxada na linha de pesca e ao tirar da água viu que era apenas um lambari e dos menores.
Tirou o anzol da boca do peixinho e com a mão livre estapeou o bicho dizendo:
-Você vai me contar onde estão os peixes grandes... Você vai contar! – e jogou o peixe de volta na água.
Então se virou para Geisel, sorriu e disse:
-Pode deixar comigo!

Quando assinou a lei da Anistia em 27 de junho de 1979, olhou para os jornalistas e fuzilou: “-Eu não disse que fazia? Eu não disse?”.
Para quem se gabava e se orgulhava de ser grosso, era bastante gaiato.

25 de mar de 2014

Vento do Monte Fuji II - Saúde financeira

Já contei aqui certa vez a história de uma pastelaria chamada Vento do Monte Fuji, do meu camarada André Nishimura, ao qual chamamos de Naka, por conta do Nakajima, o pai.
Contei que Naka herdou a direção da pastelaria quando seu pai, Sr. Shinzo, faleceu aos setenta e dois anos.
Sr. Shinzo era dono de um humor peculiar e sempre explicava a quem perguntasse que o nome da pastelaria era referencia ao recheio dos pasteis.
Mentira.
Todos os pastéis eram regiamente recheados. Às vezes até em excesso, mas a história fazia sucesso.

Naka ainda mantém os dois funcionários dos tempos de seu pai: Alemão, um negro de cem quilos ou mais e Violeta, uma anã que serve as mesas sempre na ponta dos pés.
Porém, ultimamente, Naka pensa em se desfazer de um deles.
-O faturamento caiu muito... – diz ele sem se lamentar.
E nem é por conta da falta que seu carismático pai faz. Ele - quase tanto quanto seu pai era – é um fanfarrão.
Chegou a afirmar na frente de alguns clientes que um de seus melhores fregueses havia infartado após vários anos de ingestão de seu famoso pastel de salame com bacon.
Detalhe? Era exatamente o que os clientes estavam comendo.
Isto entre outras histórias tão pitorescas quanto.

Ao chegar ao balcão, pela primeira vez o vi fazendo contas.
-Tudo em ordem? – perguntei.
-Não muito... Este mês não vai fechar direito, vou ter que fazer algo para aumentar o faturamento ou vou ter que ficar sem um funcionário. – respondeu.
Depois de anotar meu pedido (o de sempre: salame com queijo e palmito e um refrigerante seiscentos ml) me perguntou se eu não tinha alguma ideia do que fazer.
-Não... Já fez promoção?
-Já.
-Olha... Sei lá... E se diminuísse o pastel ou o recheio?
-Não... Nunca. Meu pai nunca ia permitir que isto acontecesse. E nem eu.
-Tá certo...
 (silêncio).
-Pensei numa besteira aqui... – disse rindo baixinho.
-O que? Diz ai... Quem sabe?
-Não... Nem rola. Você tá fazendo contas para fechar o mês, nem tem como...
-Fala, poxa!
-Tá... Bobeira. Mas pensei em colocar umas atendentes aqui com mini blusa decotada, mostrando os seios... Besteira... Esquece isto.
Mas um sorriso sacana ilumina o rosto do japonês de uma forma claramente visível a quilômetros de distancia.
-Cara, eu não posso contratar, mas tenho um bocado de primas que... Bem... A gente sempre faz tudo pela família...
Com esta afirmação, peguei meu pastel e fui me refugiar em minha mesa predileta para cometer pastelmicidio e depois ir embora com o sentimento de culpa devidamente morto. Assim como a fome.

Alguns dias depois, volto à pastelaria, não para comer, mas para saber como Naka havia se virado.
Claro, não botava fé naquela história de conversar com primas.
-E ai? Resolveu? – perguntei.
-Já... Não foi preciso nada. Com a proximidade do dia de pagamento as vendas voltaram ao normal. Deu para fechar e, curiosamente, deu até lucro.
-Porra, que bom! – disse – Mas fiquei triste.
-Com o que? – ele perguntou realmente curioso.
-Agora não vou ver suas primas com decotes generosos servindo as mesas.
-Cara, vai por mim... Cê não ia ver nada... – e abriu uma página do facebook para me mostrar algumas fotos de sua família – Olha ai! Tudo tábua, tudo ovo frito! Era capaz de até perder freguesia...
Sem poder rir – por não saber sua reação – apenas tossi acenando a cabeça afirmativamente.

24 de mar de 2014

E se? (pilotos como duplas musicais)

Nunca fui muito fã de escrever exercícios do tipo “e se”, mas vez por outra acabo me entregando (preguiça de pensar?) e cometendo um ou outro texto com esta temática.
Aqui vou propor, além do meu próprio, que os meus dois leitores diários façam algo semelhante nos comentários. Certo? Então vamos lá.
E se os pilotos da F1 fossem duplas musicais?
Sim... Porque não há só duplas sertanejas, embora a grande maioria seja de jacus com calça apertada, fivela de cinto maior que o cérebro e músicas horrorosas, há também coisas bacanas...
Aqui no Brasil tem o Kleiton e Kledir, que é bem legal. Sá e Guarabyra e... Poxa, só me lembro destes.
Lá fora tem o Tears for Fears, Style Council, Simon and Garfunkel... Entre outros.
Ready? Go! Go! Go!

Daniel e Sebastião.
A dupla é nova, mas promete.
Um deles poderá ser lembrado para sempre e o outro é o Sebastião...
Seu cd vem com os sucessos: “4 sem tirar”, “Por isto corro demais” e “Se esta p.rra não falhar (melô do fluxometro)”.
Capa do CD

Black and White.
A dupla é formada por Hamilton e Nico e faz uma mistura de rap com música pop tipo Lady Gaga, Britney Spears e outras loiras de shortinho com voz idêntica.
Sua maior influência seria Erasure e Right Said Fred e Pet Shop Boys.
Capa do CD

Jenson e Magnun
Dupla formada por um veterano e um novato faz um som do tipo que ninguém liga.
O compositor, mais veterano, tem em seu currículo o hit: Brawn Sugar, que fala de sua vitória no campeonato de 2009, porém a canção é ofuscada pelo arrasa quarteirão “Scandal in Singapore” lançada por Flavio & Simonds no mesmo ano.
Hoje a dupla tem em seu set list a canção: “Não aprendi dizer adeus” em que Jenson faz a voz principal, mas ninguém pede nas rádios.
Capa do CD: Old times, new times

Bad Boys.
Kimi e Fernando prometem arrepiar as paradas com seu som nervoso porém muito comum entre duplas sertanejas brasileiras.
Enquanto Fernando escreve letras do tipo: “eu sou f...” e “comigo ninguém pode” , fica por conta de Kimi fazer o tipo “eu bebo mesmo”, “latinha (ou garrafa) na mão”.
Espera-se um comportamento tipo irmãos Gallagher (do Oasis) brigando o tempo todo, mas pode ser que se comportem como os irmãos Van Halen. (um aparece pra mídia e o outro ganha grana quieto e satisfeito)
Capa do CD

Pastor e Pastando.
Algumas duplas mudam seus nomes reais para dar peso na divulgação, aqui apenas um mudou.
É uma dupla cômica como Rosa e Rosinha, Jararaca e Ratinho...
Não está fadada ao sucesso, porém já há um plano caso isto venha acontecer: convidarão Stefano Domenicalli e formarão o trio “Os três Patetas”.
Ai sim! Duvido que não emplaque.
Poster promocional da turnê.

21 de mar de 2014

Bernie e Jean se desentendendo

-Jean, não adianta... Agora você vai ter que me ouvir.
Antes que Jean Todt conseguisse abrir a boca para falar, Bernie Ecclestone emendou:
-Isto que está sendo feito é ridículo! Que merda é esta de poupar combustível?
Primeiro pneus, ninguém podia acelerar que a porcaria do pneu da Pirelli se desfazia que nem queijo no ralador, agora combustível?
É correr isto? Imagina a frustração do fã ouvindo na transmissão o rádio do piloto que ele torce o engenheiro falar: “-Não acelera não que tem que poupar combustível...”. E tudo por corte de gastos?
Isto é uma idiotice. A F1 sempre esteve na vanguarda do automobilismo por apresentar inovações que poderiam ser vendidas aos donos de automóveis de passeio, mas agora estamos fazendo o caminho inverso trazendo para as pistas algo que está presente no cotidiano do motorista de rua: a falta de combustível por conta do preço...

Ao tentar falar é novamente cortado.
-Sem falar na feiura dos carros! Alguns ficaram até passáveis dependendo do ângulo que a câmera pega, mas tem outros que só destruído fica razoável.•.
Todt vai argumentar, mas Bernie- de novo - não deixa.
Estes motores? Tem um som horroroso! Parecem cortadores de grama com defeito!
E nem me venha falar do tal “assobio” do turbo... Ninguém quer ouvir assobio. Se quisessem, garanto que iriam ver shows com aquela bicha branquela e gorda perdendo o fôlego enquanto assobia a introdução de uma música e não corrida de carros.

Finalmente, Todt consegue falar algo.
-Mas Bernie, poxa... Tudo isto estava no texto do regulamento aprovado ainda no ano passado! Você não leu?
-O que? Fala mais alto que eu já não to ouvindo e nem enxergando quase mais nada... Sabe como é... A idade e tal...

20 de mar de 2014

Rock como libertador de almas

Não foi nem uma nem duas vezes que escrevi por aqui detonando filmes comercias sem noção que aparentemente são escritos, dirigidos e filmados pelo cunhado esperto do dono da empresa anunciante e que entram na longa lista de lixos feitos para atrair desprezo e por magnetismo, grudar (ainda que de forma negativa) o produto no inconsciente popular.
Porém, quando algo realmente relevante e bem feito aparece, se faz necessário reconhecer.
Este é o caso desta campanha criada pela agência AlmapBBDO para a rádio Kiss FM.
Obviamente o produto ajuda, e muito! Mas fica impossível negar a qualidade e a criatividade embutidas no conceito do filme.

Filme, aliás, que contém um porrilhão de citações que vão de desde Robert Johnson (um crucifixo que remete à Encruzilhada, filme sobre sua suposta vigésima nona canção perdida), capas de discos de U2 e Bob Dylan e as (obvias) rosas da turma liderada por Axl Rose e Slash.
O mote principal é a libertação de um jovem “possuído” por espíritos ruins (axé, funk, pop) duelando com um guitarrista sósia do canadense genial Neil Young que o liberta da influência (infernal) com golpes precisos e diretos de sua guitarra disparando riffs conhecidos de todo àquele que gosta do bom, puro e velho rock and roll praticado e transmitido pela rádio.

Melhor que escrever ou ler sobre, é ver o filme.
Enjoy it.

É obrigatório dar os créditos.
Título: Endorcismo
Produto: Kiss FM
Diretor Geral de Criação: Luiz Sanches
Diretor de Criação: Andre Kassu e Marcos Medeiros
Diretor de Arte: Benjamin Yung Jr
Redator: Marcelo Nogueira e Sophie Schoenburg
Produtora: Stink
Produtores executivos: Fernanda Curi  e Cecilia Salgueiro
Direção: Jones e Tino
Fotografia: Carlos Ritter
Direção de Arte: Vicente Saldanha
Montador / Editor: Jones + Tino e Danilo Abrah

19 de mar de 2014

Um carro e um estilo de vida

Certas paixões viram estilo de vida e algumas marcas alcançam essa primazia em ceder ao proprietário um estilo de viver ou vice-versa. Assim é com automóveis que às vezes, são tão próximos da vida do dono que até parecem uma continuidade dele.
É o instrumento que o leva para a vida afora e é através dele que a socialização é realizada, entre passeios, conversas, exibições e relacionamentos. Para os mais abastados essa relação pode ganhar maiores proporções como o ato de colecionar e adquirir verdadeiras peças de luxo.
E quem se dispõe a investir nessa área geralmente escolhe artigos caros e que representam avanços tecnológicos, de design e beleza em um só conjunto. Como é o caso do Rolls-Royce que completou mais de 100 anos desde sua primeira aparição no mercado.
Entre histórias e depoimentos, o veículo inglês que tem sinônimo de luxo e particularidades que não são encontrados em outros modelos, provoca suspiros em quem tem possibilidade de dirigir um ou ser carona em sua leveza de movimento.

Com a meta do criador Henry Rolls, de escolher o melhor que existe e fazer ainda melhor quando não existir, exemplifica o pensamento de perfeição que ronda a criação do carro britânico que é também estilo de vida. Marcas que criam essa possibilidade de ponte entre o dono e o objeto, perpetuam a paixão, assim como é também com as motocicletas americanas Harley-Davidson, que ditam moda e estilo.
Entretanto a escolha de que carro que vai ser sua cara não precisa ser um exemplo de luxúria, um automóvel que conseguiu construir essa imagem de ligação a histórias e atividades com o dono foi a Kombi, modelo da Volkswagen, cuja fabricação no Brasil começou em 1957 e terminou em 2013, com o lançamento Kombi Last Edition.

Junto com o Fusca da mesma empresa, a Kombi é um veículo que ganhou novas formas, funções  nas mãos dos brasileiros. Tanto é que foram divulgadas interessantes histórias pessoais e profissionais de proprietários que viveram momentos memoráveis quando dirigiam um desses modelos na página de lançamento Last Edition, assim como aventuras, escolhas de acessórios peculiares e soluções de segurança para o veículo, atitudes que fazem parte  do dia a dia dos donos.
E mais uma vez, os detalhes e customização aparecem para selar um produto e marcar época, a Kombi que ganhou edição com saia e blusa nas cores azul e branco, inovou com os assentos revestidos de vinil na mesma tonalidade e cortinas azuladas, e um adesivo em comemoração aos 56 anos de produção no Brasil.
Os estilos mudam e ficam em épocas do passado, mas o melhor é que é possível mantê-los, como fazem os colecionadores de carros antigos com seus estilos vintage. Qual o carro que faz o seu estilo?

Enviado por Guilherme da Luz, editor do site www.rastreadores.org

18 de mar de 2014

A crônica do GP - Austrália: Quem tem... Tem medo

Ao descer do carro, compreensivelmente bravo, Felipe Massa tentou entender o que havia lhe acontecido.
Para evitar maiores problemas, os fiscais de pista o retiraram rapidamente do local levando-o de volta aos boxes.

Quando chegou seguiu-se o seguinte dialogo com seu engenheiro.
-O que foi que houve lá? – perguntou Massa.
-Calma Felipe, calma... – respondeu o engenheiro.
-Como calma? Eu tinha tudo para fazer uma corrida ótima! Largando bem, com o carro acertado... Não tem como ter calma.
-Acontece, deixa pra lá... Os comissários e a FIA vão tomar as providencias.
-Tem que punir, tem que punir...
-Vão punir... Relaxa...
-Vão punir como? Vão dar uma reprimenda?
-Possivelmente... Mas já está de bom tamanho. Foi coisa de corrida.
-Coisa de corrida nada! Tem que punir sério que nem fizeram com o Grosjean. Pelo menos uma corrida fora!
-Pode ser... Mas tem que aguardar.
-Tá certo... Agora me diz, quem foi? Diz que vou lá no boxe dele falar umas verdades.
-Então... Melhor não ir não.
-Eu vou, eu vou!
-Não precisa... Olha só... O cara já até pediu desculpas pelo twiter.
-Não interessa... Tinha que vir pelo menos até aqui. Quem é o cara.
-É teu amigo... Não vale a pena brigar.
-Quem é?
-É o Koba. E o cara é japonês... Relaxa lutando caratê, judô... Fica quieto ai...
(silencio)
-O Koba, é?
-É...
-Caratê? Judô?
-Hu-hum...
-Acho que você tem razão... Melhor deixar a FIA cuidar disto né?
-Claro... Claro...
-Responde ai no twiter que eu to bravo, mas tá tudo bem... Aceito as desculpas.
-Prudente...

17 de mar de 2014

Lado B do GP australiano

E a corrida foi repleta de lados B e curiosidades.

Começa com a largada abortada.
Já há um bom tempo não acontecia.
Culpa de uma Marussia que não atualizou o antivírus.

Depois o japonês pedinte Kamui Kobayashi não freou para a primeira curva e acertou Felipe Massa em cheio.
Fim de prova para o piloto da Williams.
Especula-se que Massa só não pensou em partir pra cima do japonês porque este poderia lutar caratê, judô ou qualquer coisa que o valha.
Mas na boa? Se piloto pagante já é perigoso, imagina piloto pedinte.
E como já está acostumado a pedir algo, porque não pede pra sair?
Onde já se viu bater em uma Williams, porra!
#japonesbarbeiroviadomendigosafado
“-Os motores Mercedes iriam dominar o ano com folga.” – diziam os entendidos da pré-temporada.
Tirando Rosberg que esteve o tempo todo de cara para o vento, não foi exatamente o que se viu.
Foram melhores que os Renault, mas nem tanto assim.

Engraçado ver o macaco que ergue os carros no pitstop cortando o bico (horroroso) do mclata do Button.
Piadas mil nas redes sociais.
A melhor envolvia circuncisão.
A outra, também boa, era de que quando Magnussen entrou, não ouve o corte do bico. Logo, o bico do Magnussem é menor que o do Button.
Hashtag: #bilaupequenodetected.
Hava nagila,  hava nagila hava...

Mais uma dos sabe tudo de plantão:
"-Red Bull não vai completar muitas voltas." - disseram.
Realmente... Vettel não completou.
Mas o australiano junior chegou em segundo lugar.
E depois do fim da prova a bomba: Ricciardo desclassificado por irregularidades no medidor de fluxo de combustível.
Não sabe o que é? Não se preocupe, alguém muito bem informado vai explicar tim-tim por tim-tim nos próximos dias.
Se é justo? Deve ser. Está na regra
Mas que é uma regra besta, ah é!
Mas de qualquer forma não apaga o brilho da corrida do australiano júnior e nem o fato de que a Red Bull não está morta.


Pergunta: Kimi tem problemas com cores?
Bastou vestir vermelho para voltar a ser o piloto burocrático e chato quando a Ferrari lhe deu um pé na bunda?
Vai começar tudo de novo: contagem regressiva para demissão?

E uma constatação: Nico Rosberg ganhou a corrida, mas o nome da prova foi, sem dúvida alguma, Valteri Bo77as.
O “se” não pilota, mas caso não houvesse tocado o muro e caso Massa não fosse abalroado pelo japonês, os dois iriam ao pódio com certeza.


E por fim: provocaçãozinha gratuita grooniana da vez.
Se a Mclata conseguiu seu pódio no tapetão com a desclassificação do australiano jr. podemos concluir que o Fluminense fez escola na f1?
FlucLata ou MacNense?
Agora entendemos o laranja que a equipe tanto gosta.

16 de mar de 2014

F1 2014 - Austrália: destruindo previsões da pré temporada.

Uma corrida de abertura é sempre especial.
Seja no Brasil, no Bahrein ou – especialmente – na Austrália.
A ansiedade, a saudade de ver os carros, de ouvir o ronco contribui para um aumento na expectativa.
Primeiras provas podem nem ser tão emocionante quando se vai às vacas frias, mas por estes motivos elencados, sempre acaba sendo bom.
Este ano não poderia ser diferente e a expectativa era até maior por outros motivos além: o aparente domínio dos motores Mercedes; a dúvida sobre a eficácia do conjunto dos atuais campeões; a estreia de novas regras, novos carros, novos motores.
Um panorama totalmente novo enfim.
Momentos antes do strike do japonês pedinte.
Tão novo que a sensação era a de seria uma corrida totalmente aberta e aberta.
E bastou os carros alinharem para a largada após a volta de apresentação para a sensação se confirmar: largada abortada por um problema com uma Marussia o que fez, pela primeira vez em muito tempo, três carros partirem dos boxes.
Nova largada e um agressivo Rosberg toma a ponta.
Kobayashi acerta Massa e acaba com a corrida do piloto da Williams.
Logo após a equipe pede para Lewis sair da prova para salvar o motor.
E enquanto Nico – de cara para o vento – ia abrindo vantagem, o restante ia fazendo o possível para chegar, pelo menos, ao fim da prova.

No fim, deu Rosberg (sem piadas) que andou o tempo todo de cara para o vento e pode abrir uma vantagem confortável.
Não houve o tal massacre dos motores Mercedes que tanto se alardeou.
A segunda posição (consistente) de um motor Renault prova isto.
Méritos do piloto? Quem sabe... Daniel Ricciardo não é Webber e parece muito bom.
Também não foi a quebradeira que se cogitou: não completaram a prova sete carros.
Número alto? Sim... Mas longe do temor de não chegar ninguém...
O restante fez o que pode, e pelo jeito, não puderam muito.

Nome da prova?
Valteri Bo77as.
Olho nele, olho na Williams.
Para uma corrida de abertura com tanta expectativa, ficou de bom tamanho.
Finalmente a F1 voltou.

14 de mar de 2014

Porcos em voo

Em 1977 pela ocasião da confecção da capa de Animals, o Pink Floyd encomendou à Ballon Fabrik (que fabricou os famosos zepelins) um porco inflável gigante.
O bicho, cheio de gás Helio – como se vê na capa do disco – foi fotografado sobrevoando a Battersea Power Station, em Londres.
Em uma interpretação livre, pode-se pensar que o grupo quis dizer que o ar estava uma porcaria. Se era ou não, não vem ao caso.

Acontece que o balão de 9,1m se soltou de suas amarras, se foi de propósito é que não se sabe – e atravessou o espaço aéreo londrino criando imagens surreais.
Um alarme foi dado aos aviadores dando conta de que um “enorme porco cor de rosa com mais de 40 pés” estava sobrevoando a cidade.
O radar que o monitorava perdeu contato quando o “bicho” estava a dezoito mil pés de altura e indo em direção à Alemanha, porém, acabou “aterrissando” ainda na Inglaterra na cidade de Kent.

Ai você pode pensar: “-Só nos anos 70 mesmo para acontecer algo tão improvável...”.
Pois é...
Em 2008, durante uma turnê solo de Roger Waters nos EUA se soltou e também foi dar uma voadinha.
Waters ofereceu dez mil dólares para quem recuperasse o balão o que até aconteceu.
O porco foi encontrado na cidade de La Quintina, Califórnia, mas já destruído.
Os dois americanos que encontraram os pedaços do porco em seus quintais dividiram a recompensa. 

13 de mar de 2014

Austrália tá chegando!

Duas baleias apareceram encalhadas em uma praia da Austrália.
Voluntários ajudaram os ambientalistas a salvar e devolver as baleias ao mar
.
Na areia:
-Que bom que devolvemos estes animais ao mar...
-Pois é! Seria um desastre ambiental horrível se estas baleias morressem aqui.
-Não te dá uma sensação de dever cumprido?
-É sim, até me sinto mais gente...

Na água:
-Eu sábia... Era só a gente chegar à praia que nego ia mandar a gente de volta para a água.
-É... Baleia não pode mesmo assistir F1. Malditos ambientalistas...
-Dizem que foi o Jean Todt que mandou...
-Aquilo não é gente.

Na areia:
-Pronto, as baleias foram devolvidas ao mar! Missão cumprida!
-Êêêê! Viva! – Seguem-se aplausos.

No mar:
-Estão aplaudindo?
-Parece que sim...
-Então vamos voltar.
-Melhor não. Vamos tentar chegar a Melbourne por outro caminho...

Como se vê, não somos só nós que estamos ansiosos para o começo da temporada...

12 de mar de 2014

A estrada como cenário

Diz-se que a vida imita arte, mas a arte busca nas experiências humanas a inspiração para histórias que acabam parecendo irreais na telona. Alguns filmes fazem histórias cujo cenário se passa na estrada, são os road trip movie, você já assistiu algum?

E claro que o ato de dirigir faz qualquer pessoa que acabou de tirar a carteira, se sentir mais independente, é você e o carro, sua coordenação, sua atenção e sua responsabilidade e mais importante, sua velocidade.
A busca pelo desconhecido e a sensação de liberdade que a descoberta de novos lugares acrescenta, faz muitas pessoas escolherem viajar de carro, aliás, você está lá, em terra, fazendo o comando do seu próprio tempo. E os problemas que podem surgir não servem para amedrontar os motoristas e sim fazer das viagens ainda mais atrativas. Por isso que geralmente os carros dos filmes que se passam pelas estradas por aí a fora sempre quebram no meio do caminho, falta combustível ou fura o pneu.
Os cuidados preventivos ficam mais para os pobres mortais, fora da telona. O seguro, a revisão, o IPVA, essas coisas que precisamos fazer, ora para garantir assistência ora para andar na linha. Ninguém imagina que a Kombi, quase uma personagem no filme Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine/2006) poderia realmente fazer aquela longa viagem para chegar ao seu destino, três dias de estrada entre Novo México e Califórnia. A propósito, a  família Hook tão anti-convencional e engraçada tinha ao menos que ter uma Kombi daquelas, das antigas.

O fato de sempre buscarmos conhecer algo novo e provar novas experiências é bem retratado na película Distantes nós vamos (Away we go/2009), um casal cruza os EUA e o Canadá e a viagem serve de remédio para um tempo de crise existencial que eles enfrentam. Há coisa melhor do que sentir o vento na cara, dirigindo pela estrada e esquecer dos problemas, ou ao menos, tentar esfriar a cabeça?
Se você assistir Sideways (Entre umas e outras/2004) vai querer planejar a próxima viagem de carro. Os amigos Jack (Thomas Haden Church) e Milles (Paul Giamatti) pegam a estrada na Califórnia e percorrem uma área vinícola. Já dá para imaginar as paisagens, a degustação de vinho, romances e comédia que vão costurando o filme. Inclusive o roteiro da viagem caiu na graça dos internautas e viajantes, já pensou em alugar um carro na CA e seguir o mesmo percurso?
Se sua viagem de carro dá ou não para virar um filme, não importa. Mas a aventura de viajar e descobrir os segredos de novas cidades é sempre um convite. Você já experimentou?

11 de mar de 2014

Vai começar: alguns palpites e torcidas para 2014

Williams.
Beleza, confiabilidade e minha torcida.
O ano é para ter esperanças? Claro...
O carro se comportou bem, conseguiu bons números nos testes e tem Felipe Massa.
Ah... Então é o ponto fraco?
Não acho.
Já vi pilotos piores na Williams.
Um voto de confiança em Massa e um de esperança em Valteri Bottas são necessários.
Se já confiamos até em Pastor Maldonado...
Há apenas um medo: o fato da carenagem expor uma quantidade considerável de espaços em branco pode denotar que há poucos patrocínios.
Amigos já disseram que a parte financeira está equilibrada, mas tinha lido que Frank – Claire também - prometeu não ter um sponsor principal e sim uma rede deles que garantissem um aporte maior.
Torcida pessoal: É campeã!

McLaren
Pior que o ano passado não dá. Mas tomara que seja.
É um ano para redenção? Claro.
Pior que o ano passado não pode ser. Ou pode?
Um novato e um ex-piloto em atividade.
Se o novato mostrar serviço, o velhote pode até ficar esperando chover em toda prova.
Torcida pessoal: que eles se danem...

Ferrari.
Pior time do mundo, pior time do mundo/corre um pouquinho briga um pouquinho
É o ano pra retomar o caminho das vitórias? Óbvio.
Tem dois campeões mundiais de talento inconteste e aparentemente não vai ter a oposição da Red Bull que tanto incomodou nos últimos quatro anos.
O que pode atrapalhar além da Williams, da McLaren e até da Red Bull em caso de recuperação (parece difícil)?
As próprias pernas e seus dois maiores trunfos.
Torcida pessoal: que tudo de errado e o ano seja tão micado quanto aquele ataque dos sonhos do flamengo (Romário, Sávio e Edmundo).

Red Bull.
Teria a latinha se transformado num balde de lixo?
Tá complicado. Tá feio...
Grana tem e gente competente também, mas...
A falta de testes durante o ano e o aparente mau nascimento do carro deve preocupar – e bastante – seus torcedores.
Torcida pessoal: se tiverem realmente que perder que seja pra Williams.

O restante.
Que consigam chegar ao fim do ano com dignidade.

10 de mar de 2014

Azerbaijão no lugar da Alemanha em 2015?

Um assessor de imprensa da FIA de nome de John entra correndo na sala de Bernie Ecclestone, onde – além do próprio - já se encontravam Hermann Tilke e o anão antigo funcionário da Ferrari que hoje comanda a FIA.
Jogavam ‘Monopoly’.
O jogo predileto do Bernie
- Sr. Bernie, a imprensa quer saber sobre os riscos que corre o GP da Alemanha.
- Sim, Johnson...
- É John, senhor. O que devo dizer?
-Diga para não se preocuparem. Seria só para 2015 e já temos uma solução à vista.
-O senhor vai mesmo comprar Nurburgring ou ajudar Vettel na empreitada?
- Como assim, Jonatan? Já ventilaram algo sobre isto?
- Não senhor, ainda não. Mas é John.
- O que é John? Jamerson?
-Meu nome, senhor... É John.
-Não é nada disto... Diga a eles que se a Alemanha não puder mesmo fazer a corrida, colocaremos o Azerbaijão na data.
-Azerbaijão?
-Sim... Procure no Google.
-Há condições de realizar um evento lá?
-Se não houver, criaremos condições. Lembre-se que não havia nada no Bahrein e fizemos surgir um circuito no deserto.
-Mas os fãs dizem que corrida no Bahrein é chata, senhor.
-Eu disse que criamos um circuito Junior, não disse que criamos emoção.
-E no Azerbaijão? Vai ter emoção? Vão querer saber...
-Ora... Quem quer saber? Você, a imprensa ou os fãs?
-Todos.
-Bem... Diga a eles que quem criará o circuito vai ser o nosso amigo Hermann aqui.
-Ok... Isto responde sobre a emoção...
-Também vão querer saber se já há uma possível localização para o autódromo. O que digo?
-Baku.
-Ok. – e sai resmungando baixinho – Velho safado, não acerta meu nome nem eu dizendo para ele... Vai ver só... Quando sair o resultado do julgamento vai ficar preso e lá na cadeia vão fazer um circuito bem no meio do botão dele...
-John! – diz o Ecclestone antes que o assessor cruze a soleira da porta.
-Sim, senhor?
-Eu disse Baku, entendeu? E Baku é no Azerbaijão.
-Sim, eu sei.
-Então porque saiu resmungando algo sobre fazer circuito no Butão?
-Não senhor... Eu falei foi no Baku mesmo... E com força.

7 de mar de 2014

Estranhos imperfeitos: O Deep Purple paraguaio

O ano era 1976 e da formação matadora apenas Jon Lord e Ian Paice ainda estavam lá, David Coverdale e Glen Hughes eram os cantores e baixista respectivamente.
No lugar de Richie Blackmore, o intratável e genial guitarrista estava Tommy Bolin, que viria a falecer no mesmo ano em decorrência de uma overdose.
Com esta formação haviam lançado seu último disco - Come Taste the Band – em 1975 e resolveram se separar.
 Para todos os efeitos, a banda que lançara In Rock, Fireball e Machine Head não existia mais.
Mas a gravadora e alguns empresários ávidos por alguns trocos a mais não entenderam bem do que se tratava aquela pausa.
Engendraram então um plano diabólico para remontar um grupo em torno no mítico nome.
Juridicamente, para não dar problemas - já que o nome da banda era obviamente registrado – adicionariam “new”, assim como já haviam feito com o Steppenwolf.
Para dar alguma verdade à formação procuraram por algum integrante original.
Porém quase todos os integrantes que já tinham tocado oficialmente estavam em outras bandas ou tratando de suas carreiras solo restando apenas Nick Simper e Rod Evans, baixista e vocalista respectivamente em 1968.
Sentindo o cheiro de armação no ar, Simper pulou fora.
Evans provavelmente precisando de uma grana, topou.
Da esquerda para a direita: Jurgens, Flynn, DeRivera, Emery e Evans
Então com Rod Evans no vocal, Tom DeRivera no baixo, Dick Jurgens na bateria, Tony Flynn na guitarra e Geoff Emery nos teclados começaram os ensaios.
Nos cartazes, por audácia ou por descuido, o nome da banda aparecia sem o “new” e mesmo avisados que aquilo poderia terminar em confusão, foram em frente.

Tudo parecia bem planejado e até mesmo bem executado, o único problema foi que todos esqueceram um detalhe: o público.
Ao executar algumas músicas como Child in Time, Burn ou This Time Around o público incauto que havia engolido a isca achando que veria e ouviria mesmo o Deep Purple sacava que tinha sido largamente enganado e estavam assistindo um punhado de ilustres desconhecidos e que ainda por cima tocavam mal para caramba.
Por sorte, não duraram mais que alguns meses.
O Deep Purple de verdade, tal qual deu ao mundo Made in Japan reapareceria apenas em 1984 e em grande estilo, mas não... Perfect Strangers, primeiro single (e nome do disco) da reunião não trata desta história
.

6 de mar de 2014

No próximo carnaval vá para a terra do pão de queijo

Se esse carnaval foi demais, demais em tudo, em número de gente, em muita música e em falta de tranquilidade, planejar uma viagem para o próximo ano pode entrar para a listinha de desejos. Aliás o carnaval pode ser encarado como férias extras, já que tudo só vai funcionar mesmo após a quarta-feira de cinzas. Uma viagem de carro, bagagem na mala, um mapa com um roteiro interessante para ser descoberto e um seguro viagem para dar tranquilidade a você, é o plano.

É fato que a malha ferroviária do Brasil ainda precisa de desenvolvimento, então se não escolher viajar de avião, o carro é uma maneira bem confortável e que dá mais liberdade aos viajantes se você comparar com ônibus. Viajar de carro dá o direito de se perder entre paisagens de cidades pitorescas do interior brasileiro, ou percorrer à beira-mar quilômetrica das praias nordestinas, tudo pode.  E de quebra, se for com amigos, dá para dividir os gastos.

Se você levar em conta que o Brasil é um país gigante e que cada região tem suas particularidades, isso fortalece o valor de uma viagem ao volante. Parar onde quiser, fotografar, provar a culinária, não se preocupar com peso da bagagem, não sentar com um desconhecido ao seu lado, vantagens são muitas, mas cuidados também, é bom não esquecer. A tradicional revisão do carro não pode faltar e é bom que seja feita com certa antecedência para não atrapalhar os planos.
 A melhor parte é definir a rota, um roteiro bem pensado pode incluir cidades lindas e a possibilidade de vivenciar de perto as características de cada uma. Lembre-se que viajar em período de carnaval para fugir dele, é necessário escolher cidades menos badaladas nessa época, elas existem. Ou as que tenham carnavais menos agitados, ou localizados em partes específicas da cidade e que não perturbem a locomoção pelas estradas ao redor.
Ouro Preto - MG.
Minas Gerais é uma excelente opção, e por que não também dá uma espiadinha nas festividades de lá? Saindo de Belo Horizonte até Ouro Preto são apenas 100 km,  lá o sítio histórico barroco é o principal do Brasil, é patrimônio da humanidade pela Unesco e é de deixar qualquer visitante encantado com a beleza arquitetônica.
Bem ali ao lado, a 15 km está Mariana, a cidade mais importante do Ciclo do Ouro, apesar de ter perdido o posto da mais procurada em Minas, é um local que vale a pena visitar.
Os passeios podem ser feitos a pé, mas para ir até a Igreja Basílica de São Pedro dos Clérigos, fica no alto do Centro Histórico, e a Mina de Ouro da Passagem, você vai precisar ir de carro. Da Basílica você terá também um vista panorâmica da cidade, já na Passagem você caminhará pelo local de exploração do ouro do século 19. São 315 m sobre trilhos com uma descida de 120 m de profundidade.
Com mais 56 km de estrada você chega até Catas Altas, a cidade fica a 752 metros de altitude, a Serra do Caraça ao fundo é a paisagem constante que embeleza o preservado casario colonial, parece até que parou no tempo. As pousadas tradicionais e os restaurantes com a gastronomia local é um capítulo à parte, conquista todas as pessoas dispostas a provar as delícias mineiras.

Texto de Guilherme da Luz


5 de mar de 2014

Cinzas na quarta feira

Ronaldo Nazário, o popular Gordo das travecas disse em artigo publicado no site da Folha que: “Deixar de viver a maior festa do futebol em nossa casa é bola fora.”.
Certo...
Alguém explica ao rotundo cidadão que quando as festas acabam quem tem que limpar a casa toda e organizar o bolso para chegar ao fim do mês é o dono da casa.
E nem adianta argumentar que os convidados trazem presentes.
Tente trocar as cuecas ganhas no seu aniversário pela quitação da conta de luz, tenta...

Para o período da copa, cervejarias prometem receitas especiais.
Ai é fácil né? Vão tirar o milho e colocar a cevada, o lúpulo e uma água melhorzinha.
Até porque vai encher de turista aqui. Gente que toma cerveja de verdade em seus países.
Mas não se preocupe não... Depois que eles forem embora você volta a tomar suco de milho fermentado.

Comentários mil, compartilhamentos idem e o que ninguém se tocou sobre a “selfie mais comentada do mundo” é que a dona do celular levou uma grana legal para mostrar seu galaxy durante a festa do Oscar e ainda fazer a foto com ele.

E para terminar gostaria de deixar bem claro que eu gosto muito de carnaval.
Tenho um bom aparelho de som, um monte de CDs e vinis, livros, um computador que me permite escolher o que eu quero ver, ler e ouvir sem impor nada (chupa TV!), vídeo game e quatro dias de folga.
Dá para não gostar?
Pena que acabou.
People can you hear it? A song is in the air.