29 de set de 2014

Alvará para ser idiota

Então não se trata de generalização.
A pequena parte (ainda que grande numericamente) que xingou, vaiou e ofendeu o goleiro santista na arena do Grêmio, não representa nem por amostragem a população do Rio Grande do Sul.
Infelizmente, idiotas existem em todos os lugares do mundo, olhe a sua volta esteja você onde estiver...
E até porque, este texto não trata diretamente dos imbecis preconceituosos daquela ocasião.
Vai além um pouco: os que tinham o poder de julgar o caso.

Depois de levado a julgamento (em duas instancias) e o veredicto (na primeira) foi de exclusão do clube e afastamento dos maus torcedores dos estádios (não se disse como). E aquilo pareceu ser grande coisa.
Ou melhor: a coisa certa.

Muita choradeira, muita idiotice por parte de muitos idiotas (famosos e anônimos) e uma parcela da mídia (mais notadamente da televisiva) tentando, involuntariamente ou não, transformar a agressora símbolo (porque ela não foi a única, mas foi a que foi mais visível) em agredida.
Não dá para saber exatamente se conseguiram, mas aparentemente...
No segundo julgamento, ainda que factualmente pareça não ter mudado nada, na letra fria do texto mudou muito.
A troca da expressão “excluído” por “desclassificado” tendo como base a perda de três pontos, deixou a barra limpa para o clube gaúcho.
Claro: a ficha fica limpa e assim a consciência também.
Ainda que se diga que o clube não tem responsabilidade sobre o que faz seus torcedores – e eu até acredito que não tenha mesmo – só debelando a causa é que vamos acabar com os sintomas.
Ou não?
“Excluído” é mais pesado que “desclassificado”, deveria ficar e constar na ficha corrida do clube. Quem sabe assim os idiotas não pensariam duas vezes antes de fazer de novo...
Ah, que besteira, o Santos foi jogar lá e fizeram de novo...

Mas isto tudo ai é retórica.
Grave mesmo foi a decisão que concede o retorno aos estádios do povo besta que gritou lá.
Em outras palavras: O alvará para xingar e ofender com injurias raciais está dado.
Se eu fosse o Aranha, ficaria mais esperto agora.

P.S: O que será que pensam os jogadores negros do Grêmio?
Fosse eu, já teria deixado o time na primeira vez que aconteceu.

26 de set de 2014

A gente tenta não ser mau...

Constatações:

Apagar a luz do banheiro durante o banho faz crer que a água também vá esfriar.
Fato.

Tomar água em copo verde dá uma estranha sensação de refrescância.
Experimente.

Fotos nuas de celebridades que vazam na internet nunca apresentam a “vítima” com calçolão bege da vovó.
Porque deve ser muito comum se produzir, se maquiar só para tirar fotos que ninguém vai ver...
Pense nisto.



Maldades.

Uri Geller, aquele, andou criticando duramente o Iphone 6.
-Estão querendo me tirar o emprego. – disse e completou – “-Não precisa nem da força da mente pra entortar.”.
Uri Geller, irmão desaparecido de Dinho Ouro Preto
Também foi alvo de críticas o segundo melhor grupo irlandês do mundo (atrás do Thin Lizzy) o U2.
Curiosamente a frase foi quase a mesma da critica ao telefone da maça: “-Estão querendo nos tirar o mercado.”
Quem disse a frase foi o CEO do HAO123, Sr. Jack Sparrow.

Ainda na linha das críticas, o médium Paulo Baixada psicografou uma mensagem de Joey Ramone para Baidu Vox.
A mensagem tinha como mote principal falar sobre a “homenagem” prestada pela terceira melhor banda da Irlanda (atrás do Thin Lyzzy e dos Pogues).
Segue transcrição:
“I don't care I don't care I don't care about these words
I don't care I don't care I don't care I don't care
I don't care I don't care I don't care
I don't care I don't care I don't care about this world”

Bom mesmo era quando a quinta melhor banda da Irlanda (atrás do Thin Lyzzy, Pogues, Cranberries e do Them do Van Morrison), o Ask U2bar era lembrada por só salvar o mundo através de suas (algumas ótimas) canções e tudo o que precisávamos fazer para ignorar era trocar de canal e tirar da MTV.
Triste é agora em que a banda só é lembrada porque precisamos atualizar nossos antivírus, anti malwere, spy bots e outras ferramentas de limpeza para computadores e para ignorar temos que formatar a maquina ou comprar uma de outra marca...

25 de set de 2014

Velocidade em letras

Tendo a literatura como a sua paixão e o automobilismo como esporte preferido, o BligGroo resolveu juntar a fome com a vontade de ler e elaborou essa lista com alguns imperdíveis sobre o automobilismo.

“A Arte de Pilotar”, de Ayrton Senna
Que tal um guia sobre pilotagem escrito por aquele que é enaltecido como o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos?
“A Arte de Pilotar” é um guia escrito por ninguém mais ninguém menos do que Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1. Em 1991, o piloto foi convidado para escrever, basicamente, sobre todas as coisas que compunham um grande piloto. O resultado foi “Guidare in Pista”, que só veio a ser traduzido para o português anos depois, como “A Arte de Pilotar”.
Trata-se de um completo e detalhado guia sobre todas as nuances e segredos da pilotagem, com direito a ilustrações e gráficos.

"História do Automobilismo Brasileiro”, de Reginaldo Leme
Nem todos que veem Reginaldo Leme nas coberturas automobilísticas da Rede Globo sabem que o jornalista cobre o esporte desde o final dos anos 60. Tanto tempo de estrada certamente o gabaritam a traçar um panorama geral da história do esporte em terra brasilis, o que ele faz com maestria em “História do Automobilismo Brasileiro”.
Ao longo de quase 300 páginas, Leme, tomando como ponto de partida a chegada do primeiro automóvel no país, por Santos Dumont, viaja por toda a história do automobilismo no Brasil, em uma obra repleta de imagens, grandes personagens e boas histórias.

 “É Proibido Morrer”, de Jean-Pierre Beltoise
Jean-Pierre Beltoise é um ex-automobilista francês que, antes de ingressar na modalidade, obteve grande destaque no motociclismo de seu país. Antes disso, porém, Beltoise quase morreu em um acidente nas 12 Horas de Reims, em 1964: após três dias em coma e 17 fraturas no cotovelo, teve sua carreira dada como encerrada pelos médicos.
Ele ordenou aos especialistas que parafusassem seu cotovelo (do qual não sobrou uma articulação) em uma posição na qual ele poderia entrar no cockpit e, em 1967, o francês contrariou os prognósticos e ingressou na Fórmula 1, onde competiu até 1974. “É Proibido Morrer” é a sua autobiografia, relatando desde o seu acidente até as suas aventuras nas principais competições automobilísticas do mundo.

“Viver nos Limites”, de Sid Watkins

Sid Watkins, que faleceu em 2012, foi médico oficial da Fórmula 1 e o responsável pelo primeiro atendimento a Ayrton Senna no fatídico acidente que tirou a vida de um dos maiores pilotos de F1 de todos os tempos.
O acidente de Senna na Tamburello foi apenas um dos diversos infortúnios que o Dr. Watkins presenciou desde que ingressou na F1, em 1978. Em “Viver nos Limites”, o médico relata casos de acidentes dos quais foi testemunha ocular e responsável pelos atendimentos, além de relatar o que a televisão não mostra nesses tristes episódios automobilísticos.

"Pela Gloria e Pela Pátria" - de Eduardo Correa

Com um texto leve e muito bem humorado, o autor dá uma repassada em alguns dos melhores anos da Formula 1 com enfoque sobre os pilotos brasileiros.
Não só os campeões (Emerson, Nelson, Ayrton), mas também os valentes que, ou chegaram lá em tempos bicudos e nos lugares errados -equipes pequenas e/ou pilantras - (Gugelmin, Moreno, Wilson), como os que não tiveram azar (Pace, que faleceu em seu melhor momento e Barrichello que teve pela frente "apenas" Michael Schumacher).
Fica aqui o pedido de que Eduardo reedite o livro e inclua também Felipe Massa nos relatos.

Artigo produzido pela equipe do site: Seguro Automóvel

24 de set de 2014

Crônica do GP: O problema do volante do Rosberg

No sábado à noite, quando descansava para a prova do dia seguinte, Nico Rosberg resolveu ficar um pouco navegando pela internet antes de dormir.
Como sempre faz, pegou seu Mcbook air e conectou a grande rede.

Primeiro passeou por sites de noticias que davam conta da possível grande disputa entre ele e seu companheiro de equipe na largada do grande prêmio.
Riu e pensou que não seria nem fácil e nem tão emocionante assim.
”-Ah se fossemos realmente liberados pra brigar...” – riu maquiavelicamente.

Depois foi verificar seu perfil dentro do site privado da Mercedes, por onde acessa as informações a respeito do setup de seu carro e pode – com uma senha de administrador – fazer ajustes no display de seu volante e com a ajuda de um engenheiro do seu time, afinar a eletrônica embarcada e também o câmbio.
Achou tudo muito bom, afinal a diferença entre ele e seu companheiro de equipe era de apenas sete décimos, uma ninharia.
Sinal de que nada precisava ser mexido.

Então abriu outra aba do navegador para ler emails.
Ignora todas as mensagens de lojas, spans e se concentra apenas em um email vindo de seu companheiro de equipe.
Curioso em saber o que o rival na luta pelo título teria para lhe dizer em uma mensagem eletrônica, clica e vê abrir um pedido de trégua.
Nico lê e ainda assim duvida.
Mas uma parte da mensagem em especial lhe chama a atenção: um link para uma ferramenta que ajuda a desinstalar o disco do U2 de seus dispositivos Apple.
Tinha ouvido no paddock que Lewis tinha ficado muito irritado com o disco colocado à revelia nos seus aparelhos e no fundo concordava com ele.
Clicou na esperança de se livrar daquele incomodo também.
O monitor deu uma piscada, uma página nova apareceu e nela se lia: enlarge your penis.

Um programa foi instalado tão rapidamente que nem deu tempo de ler coisa alguma do que acontecia.
No mesmo instante, todas as páginas abertas em seu navegador começaram a apresentar bugs como a substituição das vogais por pontos de interrogação e exclamação, inclusive na página de setup da Mercedes.
Sem dar muita atenção, Nico desliga o computador e vai para a cama.

Curiosamente, na largada seu volante não funciona e mesmo trocando mais duas vezes nada muda.
De dentro do Mercedes número 44, uma risadinha mofina e satisfeita é ouvida baixinho...

23 de set de 2014

Lado B do GP: Singapura feelings

Corrida longa... Muito longa e desgastante.
Pior para quem larga de último.
Pior para quem larga dos boxes.
Pior para o Rosberg que estava na primeira fila e acabou largando dos boxes.
O que não tinha de azar até aqui, começou a cair sobre ele.
Não é pra ser chato, mas na hora em que todos largaram para a volta de instalação e o alemãozinho ficou parado, ouvi ao longe: “-Nossa, como o Hamilton é bom, a pressão que ele faz já tá surtindo efeito antes da largada!”.
Claro, claro...

Curiosamente, após o incidente em Spa, nada mais deu muito certo para Nico Rosberg.
É freio que falha em Monza, volante e cambio dando tilt em Singapura...
Está custando caro aquele pneu furado na Bélgica, muito caro.

Mas a culpa é da fabricante do volante, a Apple.
O dispositivo já veio com o disco do U2 instalado em forma de vírus que atacou o cambio.
Nem o Baidu ou o Hao123 é tão nocivo.

E com três volantes trocados no domingo Rosberg já pode pedir música no Fantástico.

Constatação: Alonso tem fãs xiitas. Hamilton tem fãs chaatos.


Quando na volta vinte e três, Felipe Massa parou nos boxes e trocou pneus, fiquei esperando que Pat Symonds mandasse o Bottas porrar o carro na curva 17.
O que não faz a vontade de ganhar uma corrida né?

E no fim fica aquela vontade de que Monza ou Spa tivessem a duração do GP de Singapura e de que Singapura tivesse a duração de um piscar de olhos.
Ou nem existisse.

21 de set de 2014

F1 2014 - Singapura: Na noite, todo jegue é gênio

É o outro extremo da corda.
Se em Monza temos a corrida mais rápida do ano (em termos de duração) Singapura tem a mais longa.
Não raras às vezes em que terminou quase no limite de tempo e já chegando a terminar com duas horas e uma volta.
O traçado não é dos mais simpáticos. É difícil pacas.
Não é das provas mais emocionantes, mas em compensação é bonito.
Talvez pelas luzes que dão aos carros outras cores.
As Mclatas, por exemplo, parecem pintadas de negro em alguns enquadramentos.
Pena que para quem ama corridas, é muito pouco.

Rosberg começou a ter o azar que não havia lhe acometido durante o ano.
Trocou três vezes de volante e nada das informações aparecerem em sua tela.
Tanto que não conseguiu se quer partir para a volta de instalação e acabou largando dos boxes.
O mesmo azar teve Kobayashi, mas de boa? Quem liga para a Caterham?

Efetivamente, uma largada limpa apenas com uma travada de rodas de Alonso que o obrigou a furar duas curvas e depois devolver uma posição para Sebastian Vettel.
Aparentemente teria levado vantagem também em cima de Ricciardo, mas é possível que já tivesse efetuado a ultrapassagem sobre o australiano quando travou os pneus.
Também Kevin Magnussem ficou sob investigação. Mas até ai... Entra sempre mesmo.

Então começa o drama de Rosberg que, além de ficar sem informação confiável no volante, as marchas começaram a pular não só no display, mas no motor. Fazendo com que o carro ficasse aparentemente frouxo, não tendo velocidade e força suficiente para ultrapassar sequer a Caterham de Ericsson.
E na volta quatorze, o alemãozinho parou nos boxes, trocou de novo o volante, mas ficou por lá mesmo.

A corrida entrou em modo ferrorama até que uma briga de comadres entre Sutil e outro tipo sem muita importância sujaram a pista e trouxeram o safety car para a pista.
Infelizmente o carro ficou por muito tempo, mas não adiantou nada.
Depois que saiu o trenzinho continuou e nem uma disputazinha pela liderança foi vista.

A esperança de que algo bom ocorresse ficou no fato de Lewis ter que fazer uma parada obrigatória ainda.
As especulações sobre sua volta à pista caíram por terra quando – após a parada – voltou só atrás de Vettel.
Nem deu graça, passou fácil por um Red Bull com pneus gastos seguiu em frente.

E no fim a vitória fica com o piloto que é genial quando não tem adversário.
Assim, com este carro e sem ninguém para brigar, até o Chilton é genial.

18 de set de 2014

Sentado (eternamente) nas docas da baía

Brian Jones, guitarrista e um dos fundadores dos Rolling Stones, declarou que nem por um milhão de libras aceitaria subir ao palco após uma apresentação de Ottis Redding.
Brian sabia o que estava dizendo.
De trás do palco viu Ottis abrir seu show no festival Pop de Monterrey com “Shake” de outro monstro sagrado do soul: Sam Cooke. Emendar a sua “Respect” que Aretha Franklin elevou ao status de clássico, “Satisfaction” original da banda de Brian entre outras e finalizar com “Try a little tenderness” que levou a platéia às lagrimas.
Entre as canções que apresentou naquele show estava a primeira versão de um soul sensacional no qual Ottis vinha trabalhando já há alguns anos: (Sittin´ on the) Dock of the bay.
A introdução com o baixo parecia vir em ondas, como as águas do mar batendo na praia. A batida do violão - nada simples - era sinuosa, sensual... E a letra autobiográfica.
O Stone, que não chorou, ficou bastante impressionado e ainda viu e ouviu Ottis dizer – emocionado - que não queria ir embora.
Depois daquele show, Redding mexeu algumas vezes no arranjo da música e fez sua gravação definitiva em 22 de Novembro de 1967, dezoito dias antes de falecer.
A canção só foi lançada em um disco póstumo, uma compilação do que havia de melhor em sua obra e mais algumas canções inéditas um ano após o acidente e foi direto para o primeiro lugar das paradas.
 
Diz a história que o parceiro e co-autor da canção, Steve Crooper, ficou impressionado por ser aquela a primeira vez que Ottis teria escrito uma letra sobre si mesmo e acabou achando o verso “I left my home in Georgia, headed for Frisco bay” (deixei minha casa na Georgia em direção à baía de Frisco) meio que premonitório.
Curiosamente, a introdução foi acrescida de sons de ondas quebrando e gaivotas, num simulacro sinistro do cenário do acidente.
O avião em que viajava caiu dentro das águas geladas da baía de Monoma, no Wiscosin. Com ele também morreram parte da sua banda, os Bar Keys, seu empresário e uma das mais promissoras carreiras de um cantor de soul tem todos os tempos.

17 de set de 2014

Comédias da vida real na F1 #14: A primeira vez em Cingapura

Aquela era a primeira corrida noturna na história da categoria.
Se o traçado não era lá grande coisa (traçados de rua raramente são) a novidade de um circuito iluminado artificialmente já garantia a curiosidade suficiente para que a prova fosse um sucesso.
Todos queriam ver os carros correndo no escuro, o que convenhamos, era uma besteira já que não havia pontos escuros na pista.
A largada limpa e a monotonia de trenzinho começaram a dar o ar da graça cedo e tudo caminhava para ser uma prova mais do mesmo no ano de 2008, só que a noite.
Mas na volta número treze da corrida o panorama começou a mudar.
Nelson Piquet Jr., também conhecido como Piquetzinho, bateu na entrada da curva 17, que é até simples.
Ao sair do carro batido, o brasileiro soltou pelo rádio um constrangido “sorry guys”.

Até ai nada demais.
Ficaria a curiosidade apenas por, algumas voltas antes, Fernando Alonso, então companheiro do Piquet Jr. ter ido aos boxes, trocado pneus e reabastecido, podendo ficar na pista de forma tranquila após o acidente, enquanto todos os outros competidores aproveitavam a entrada do safety car para fazer seu pit stop.
Com isto, claro, o asturiano pulou para a ponta do cortejo e acabou ganhando a prova.

Onde está a comédia?
Algumas provas depois, o brasileiro foi limado do time (por incompetência, segundo o time) por Flávio Briatore e atiçou a ira de Piquet pai, que com o filho e junto ao jornalista Reginaldo Leme, fizeram a denuncia de que a batida na curva 17 tinha sido proposital e orquestrada por Briatore e Pat Symonds, para que Alonso levasse a vantagem que levou.

O caso foi a julgamento pela FIA, a equipe ficou de sursis e Briatore juntamente com Simonds foram banidos da F1.

Pena depois revertida para afastamento por X anos e mais tarde perdoada como se nada tivesse ocorrido abrindo caminho para a volta de Symonds, hoje na Williams e Briatore, que – ainda – não voltou.

Punido mesmo acabou sendo apenas o brasileiro (que segundo a FIA nada sofreria por fazer uso da delação premiada), pois saiu da categoria, nunca mais foi cogitado para voltar e acabou sendo visto como persona non grata ou traíra por muita gente lá.
Sem contar a fama de capachão que aceita até bater o carro para manter lugar no time...

Mas porra Groo! Onde está a comédia nisto tudo?
Isto ai foi trágico, ruim para o esporte, para a imagem da F1 e tal...
Tá bom... Concordo.
Então ficamos com uma passagem do 1B original que, naquele dia ao tentar jogar sua balaclava para a torcida, viu um golpe de vento levá-la para dentro do rio que separa a arquibancada da pista.
A cara de frustração dele foi hilária.

16 de set de 2014

F1 em gomos

Começa a semana do GP de Singapura e a história da proibição dos rádios com instruções de pilotagem feitas pelos engenheiros consegue dar uma abafada na briga na Mercedes.
Por lá, no time prateado, a coisa está mais calma.
Aparentemente as duas erradas do Nico em Monza e a consequente vitória do Pinóquio colocaram panos quentes na coisa.
Estancou também a verborragia de Lewis, o que é – sem duvida – a coisa mais importante disto tudo.
É péssimo abrir sites e dar de cara com novos  mimimis do  cara diariamente.
E pior, com o dobro de mimimi dos seus torcedores xiitas.
E creia, os fanáticos por Hamilton são ainda piores que os do Alonso.
Os fãs do asturiano pelo menos tem razão de ser, Alonso é craque, já o Hamilton...
Tira ele desta Mercedes vencedora ai e ele volta a ser o carinha só promissor que ganhou um título. E só.

Já a proibição do uso do rádio para ajudar a pilotagem é de certa forma bem vinda.
Mas não é solução de nada.
Se quiserem burlar a coisa, basta configurar uns códigos, uma artimanha qualquer e quero ver nego provar que não era aquilo que foi dito literalmente.

Sempre disse que o piloto diferenciado consegue – de dentro do carro – pensar a corrida como se estivesse fora.
Com os engenheiros dando informação sobre os adversários, resolvendo pepinos, dando dicas de como entrar nesta ou naquela curva, onde frear para obter melhor ganho do pneu, da retomada e o escambau, fica muito fácil ser gênio.
Por mim proibia rádio de forma geral.
Pra nada!
Quer se comunicar com o piloto? Põe placa no pitwall, na grade...

A pilotaiada deve estar meio desconfortável com a resolução.
Menos Kimi Raikkonen, este já pediu faz tempo que o deixassem em paz.
Agora vai conseguir, finalmente...

E por último.
Massa toma um pau federal de Bottas, mas ainda assim a vibe na Williams é de paz e amor.
Equipe contente com o desempenho dos dois pilotos e com o que conseguiram até aqui.
Como o trabalho parece ser de médio a longo prazo...
O bom é saber que cada qual sabe, aceita e cumpre o papel para si determinado.
Qual é de quem?
Fica por conta de quem esta lendo.

15 de set de 2014

Eleições lado Z

O título fica meio deslocado e sem sentido, afinal, não existe eleição lado A.
As baixarias, os ataques, os candidatos carregados de folclore e cinismo fazem do espetáculo da democracia um thriller de terror lado ZZ, bem mais trash que qualquer filme de José Mojica Marins.

A quantidade de personagens (im) populares a pipocar nas telas das TV´s a cada dois anos (seja lá para qual cargo for) é impressionante.
Desde comediantes popularescos até “comediantes” involuntários.
Gente que em uma análise pouco profunda pode ser declarada imprópria para os cargos que pleiteiam.
Claro, reza a lei máxima da democracia que qualquer um pode se eleger e exercer mandatos em cargos públicos, mas... É qualquer um que queremos nos representando?
E não me venha que isto é papo de elite, de reacionário, de simpatizante da direita ou extrema direita.
Estou cagando e andando para estes rótulos, porém, não vou deixar de me divertir à custa deste pessoal.


Em São Paulo.
Para governador temos à proa das pesquisas o atual ocupante do cargo.
Detonou a saúde, sucateou a educação (ainda não engulo a progressão continuada) e em certos aspectos, contribuiu para o agravamento do problema de armazenagem e distribuição de água potável no Estado.
Claro, ele não tem culpa de que não esteja chovendo regularmente, mas dava para ter investido mais em manutenção da rede e novos reservatórios. Ou não?

Pelo lado da oposição há um poste e um candidato dos empresários.
O poste, como tal, não decola e não tem carisma. Creio que nem competência.
O outro é, aparentemente, uma continuidade das políticas já implantadas pelo atual governo. Mas com um verniz de tez mais clara, para não confundir demais.

Para o planalto a coisa é ainda mais calamitosa.
A atual presidente (presidenta é o caralho) se viu pressionada e começou a dizer em seu programa tantas vezes que são necessárias mudanças que só falta sugerir que se vote no tucano.

O tucano por sua vez só fala em manter isto, manter aquilo, manter outras coisas que não é difícil vendo-o apoiando a candidata à reeleição num eventual segundo turno.
Curioso, já que há bem pouco tempo atrás eram inimigos figadais.
O que quer dizer pouca coisa... O atual partido do governo era inimigo declarado do “rouba mais faz”, do “caçador de marajás”, do líder do “clã do Maranhão” e hoje é aliado de todos eles em maior ou menor escala.

A candidata dita de “renovação” e que ganhou a candidatura por um acidente (sem ironias e sem piadas) se perde em voltas e reviravoltas de opinião que, por vezes, tem explicações confusas que só pioram a coisa.

Mas o pior de todos, sem dúvida, é o eleitorado de forma geral.
Em vez de se preocupar em procurar boas propostas, planos de governo com fundamento e possíveis de serem levados à cabo, fica apenas na superfície da discussão arranhando temas tão fúteis quanto intangíveis ao ocupante do planalto.
Não é o presidente quem vai decidir sozinho leis sobre direitos de homossexuais, partes religiosas, maioridade penal entre outros assuntos. Até por isto, pouco importa a crença que ele/ela tenha ou deixe de ter...

Isto vai caber ao Congresso e ao Senado, que criarão e votarão as leis, as emendas e aprovarão ou não estes temas.
O presidente pode apresentar coisas, mas vai ser levado ao crivo destas casas.
Assim como pode também vetar o que delas vier, mas é um jogo de interesses onde a política partidária vai mandar mais que a vontade do “supremo mandatário”.•.
Longe de querer dizer: “vote em qualquer um para presidente”, a mensagem real é: “escolha com mais cuidado quem vai ocupar o Congresso e o Senado”.
É de lá que virão as mudanças ou ajustes que estamos esperando, não do “super homem” ou “super mulher” que pleiteia a presidência.
Pense nisto.

11 de set de 2014

A troca de capo na máfia rossa

-Droga! – ele pensou – Tantos anos dedicados à famiglia e agora não vão me descartar assim... Canalhas.
Sentia-se bem, apesar de tudo. Sentia-se em paz.
Desde que assumira a frente da organização, os lucros haviam crescido consideravelmente.
E não só em seu próprio território.
Lá pelas bandas em que a family de Henry F. dão as cartas, seu a organização obteve seu melhor resultado em anos e anos.
-E nem precisei mandar nossos garotos para aquelas várzeas que eles chamam de negócios indy ou nascar...

Agora não tinha culpa da má fase.
Não entendia porque alguém que ele julgava fazer parte do time o criticara tão duramente.
Sabia que era por estar ficando para trás na briga com os alemães, mas por Dio! Mesmo na frente aqueles germânicos sem charme não conseguem sequer manter as aparências.
Lembrou-se de como passou por uma crise idêntica e de como haviam resolvido as coisas à moda rossa.
Pouco importa se um de seus bambini tinha sido exilado em uma organização japonesa depois.
Os negócios em primeiro lugar.
-Amadores... – pensou ele sobre os germânicos.

Mas ele não deixaria que o humilhassem.
Sairia da organização por cima.
Sairia como o homem que trouxe a boa fase de volta, a prosperidade... O homem que possibilitou a vinda da legenda destes negócios: o alemão de codinome Seven Stars.
E antes até, quando contratou um austríaco aparentemente imortal para ser a testa da coisa.
Mesmo depois de ter convocado uma coletiva para dizer que não sairia da frente dos negócios, agora seria trocado...
-Vão ver só.

Vestiu seu melhor terno, seu melhor relógio, seus sapatos italianos mais caros e se dirigiu à reunião.
Assim que entrou na sala reservada pelos outros cappi da organização já tomou a palavra.
-Senhores... Quero dizer que não vou ficar mais à frente dos negócios. Saio antes, por vontade própria, de cabeça erguida.
O silêncio na sala era enorme. A tensão podia ser cortada com uma faca não muito afiada.
Até que um dos capos menores tomou a palavra.
-Ok Luca... Entendemos sua posição, mas esta reunião era para dizer que você iria ganhar mais poder. Já que não quer... Vamos por qualquer um no lugar. Alguém ai pode me chamar aquele stronzo do Sérgio Marchionni? E que Dio nos ajude...

10 de set de 2014

Crônica do GP: Philly cheesesteak (porque eu estava com fome quando escrevi...)

Pat Olivieri era um ítalo americano meio brigão que vendia hot dogs no mercado italiano de Philadelphia no século passado.

Não só vendia, como também – para não ter muitos gastos – almoçava os pães com salsicha na hora do almoço.
Um dia, no ano de 1930, já de saco cheio de tanta salsicha, decidiu que almoçaria algo diferente.
Na chapa usada para os hot dogs, cozinhou um bife comprado no açougue em frente e com uma faca bem afiada o cortou em pedaços não muito pequenos à moda italiana.
Adicionou cebola, muita cebola, pimentão e colocou em um pão fresco.

Enquanto comia seu novo almoço, um taxista habitué de seus lanches chegou para o almoço.
-O que é isto ai? Novidade?
-Não... É só meu almoço.
-Parece bom... Faz um pra mim.
-Não... Se quiser tem hot dog.
-Poxa, faz um pra mim, vai...
-Ok. Um só.

Após comer o novo sanduiche de Pat, o taxista, muito satisfeito mandou na lata:
-Pat, deixa para lá estas malditas salsichas e passe a vender este negócio.
E assim nasceu o sanduiche de Pat Olivieri.
Com o passar dos anos, os tempos exigiram algumas mudanças e o queijo foi adicionado à receita.
Nascia assim o cheesesteak (tudo junto mesmo bife e queijo).

Pat então fundou a Pat´s king of Steaks, até hoje no mesmo local e sem filiais.
O local foi visitado e frequentado por mafiosos, políticos, atletas, cantores (Tony Bennet era um frequentador assíduo) e artistas (os Três Patetas, Hunphrey Boggart entre outros).
Até Obama vai lá de vez em quando.
Curly, Pat posando de Moe e mais abaixo Lerry: os Três Patetas
E por que este texto está aqui?
Ora... É um espaço sobre automobilismo, literatura, música... Paixões, enfim.
E não há neste mundo quem não seja apaixonado por comida...
E porque estou sem saco para a choradeira e mimimi de Hamilton e seus fãs.

9 de set de 2014

Lado B do GP - Monza: E tem gente que consegue fazer porcaria em Monza...

E o lado B começa com o Pinóquio de ébano engasgando na largada.
Depois falou um palavrão no rádio da equipe, mas...
Vai reclamar do que?
Chupa, chorão.

E Bottas?
Poxa, encarnou o 1B e deu um moonwalker digno do Barrichello.
Foi parar lá atrás.
Só restava remar mesmo.
E foi o que fez com maestria.

E qual o problema de Rosberg com a chicane no fim da reta de largada?
O cara passou reto duas vezes no mesmo lugar.
E o bacana foi o povo que torce para o Pinóquio de Ébano dizendo que ele é tão genial que forçou o Rosberg a errar.
Além de mentiroso o cara também faz voodoo.
Ficou foi com cara de acerto de contas...

E Alonso ficou sem motor.
Novidade?
Nenhuma, já não tinha desde o começo da temporada.
O treco inútil da Ferrari só parou de funcionar mesmo.

E Magnussen tomou outra punição por direção perigosa.
O cara é uma chicane ambulante.
Já coleciona mais pênaltis que o Maldonado, aliás...
Podem chamar de Magnaldonussen.

7 de set de 2014

F1 2014: Itália - Monza merecia um GP exclusivo todo ano pra todo o sempre

A cada largada em Monza pensamos: Não há como melhorar isto...
Mas todo ano é melhor e melhor e melhor.
Monza é um caso sério.
Um caso de amor mesmo.
A reta de largada, as duas Di Lesmo, a Variante Della Roggia, a Curva del Serraglio, a variante Ascari, as chicanes e a Parabólica...
Tudo ali é lindo.
E ainda há o anel de velocidade com suas curvas inclinadas...
Tem como não amar?
Por mim deveria ter dois grandes prêmios lá todo ano.
O GP da Itália, e o GP de Monza, tamanha a importância e tradição do circuito.
Assim como na Bélgica. (GP da Bélgica e GP de Spa-Francorchamps)

E mais uma vez a largada foi extremamente limpa.
Sem toques mesmo na chicane horrorosamente difícil ao fim da reta.
Ponto positivo para a largada de Kevin filho do papai e para a largada de Felipe Massa.
Negativo para Lewis Hamilton que foi ultrapassado de forma simples após engasgar na largada e Bottas que deu um moonwalker a lá 1B e caiu pra décima primeira posição.
Melhor impossível.

A primeira parte da prova de Valteri Bottas foi algo perto do sensacional.
Recuperando tudo que era possível e pilotando aparentemente com tranquilidade.
O carro parece muito estável e equilibrado.

Até a primeira parada de boxes, tudo correu normalmente.
A briga que se aproximava entre os dois cones que pilotam as Mercedes foi decidida por um erro (na verdade outro, no mesmo lugar) de Rosberg na chicane ao fim da reta de largada.
Estranhamente, fritou pneu dianteiro e passou reto desviando das barreiras o que possibilitou a ultrapassagem de Lewis.

Quando Magnussem foi punido por conta de ser uma chicane ambulante, muita gente disse que não podia ter briga na pista que a direção de prova punia.
Jenson Butts e Sérgio Perez provaram o contrário.
A melhor briga da corrida de longe.
E para por o ponto final no assunto “Magnussem é ruim mesmo”, Ricciardo brigou feio com Vettel (e venceu) sem ser incomodado pela direção de prova.
Aliás, como este australiano é bom!

E no fim ganhou Lewis, que fingiu que foi por mérito próprio e não foi chorar na imprensa.
Massa conseguiu seu primeiro pódio sem um motor Ferrari empurrando.

O ruim de Monza é que a corrida acaba muito rápido.
Só isto.

5 de set de 2014

Moon, the Loon

Se há uma coisa que ninguém pode negar é que Keith Moon é um cara legal.
O baterista do The Who não só influenciou um zilhão de outros operadores de baqueta, amassadores de aro e espancadores de prato ao redor do mundo, como também deu nome ao Led Zeppelin. (-Vocês fazem um som pesado como chumbo, mas voa... Que tal se...).
Na folha corrida de seu folclore também consta banheiros de hotel explodidos (Não podia se hospedar no Sheraton, no Hollyday Inn, no Waldorf Astoria e em nenhum da cadeia Hilton de hotéis...), objetos incendiados atirados de janelas (moveis, TV´s etc) e até dirigir um Lincoln Continental para dentro de uma piscina em sua festa de vinte e um anos.

Keith até deu a chance a um fã de tocar no seu lugar com o The Who em um show nos EUA em 1974.
Depois de chapar o coco com muita vodka e – acredite ou não – tranquilizantes para cavalos, desabou sobre os tambores de sua bateria.
Ao notar que o baterista havia dado PT (perda total) Pete Towshend foi ao microfone e meio sem jeito disse: “-Tem algum baterista na plateia?”.  (<===clique no link)
Ainda mais sem jeito, Scott Halpin se apresentou e acabou ganhando seus quinze minutos de fama ao tocando três músicas com seu grupo predileto.
Tem como negar que Keith Moon é um cara legal?

4 de set de 2014

Culpa da molada?

Depois do acidente em 2008, Felipe Massa nunca mais terminou a temporada à frente de seu companheiro de equipe.
Mesmo levando em consideração a superioridade técnica e de talento evidentemente, o problema de Felipe Massa não foi só Fernando Alonso ou a molada.
Vale lembrar que antes de tomar com a peça na jaca, o histórico de Massa frente a seus companheiros de equipe (em time grande esqueça a Sauber) mostrava que havia sido batido por Michael Schumacher (mas quem não foi?) em 2006 e por Kimi Raikkonen em 2007, só ganhando do finlandês bebum em 2008 quando foi campeão por alguns segundos.

Com o fim do ciclo do brasileiro na escuderia da máfia rossa, viu-se na mudança de ambiente a melhor forma para que o brasileiro recuperasse seu prestigio e – por que não? – a parte da torcida que havia perdido enquanto dividia a equipe com Alonso.
A ida para a Williams - que com um pacote promissor (incluindo motores Mercedes), apontava para um renascimento em médio prazo - parecia ideal.
A ideia era que Felipe lideraria com sua experiência o retorno do time de Grove à elite da categoria.
O time voltou até antes do esperado a disputar os primeiros lugares e mesmo que ainda não tenha vencido uma corrida nesta temporada, já é visto como uma força consolidada. Podendo até o fim da temporada se estabelecer - de fato - a segunda equipe do campeonato.

Mas Felipe Massa não fez o que dele era esperado?
Até a corrida em Spa-Francorchamps havia marcou apenas 40 (26%) em um total de 150 pontos totais do time no campeonato.
Tomando uma surra sistematicamente de Valteri Bottas que - por melhor que seja - não está nem perto de ser um Alonso.
E nem melhor que o Kimi Raikkonen, quando este está acordado, claro...

Pode-se creditar (sim, mas em partes) a aos “azares” e barbeiragens de outros pilotos como o acidente com Kamui Kobayashi na Austrália ou a panca de respeito proporcionada por Kimi Raikkonen em Silverstone entre outros, mas não dá para deixar apenas a cargo do imponderável.
Há também parte da responsabilidade da equipe, mas mesmo nas corridas ditas “normais”, o finlandês gordinho ainda vence Felipe no fim de semana.
Ou seja: mesmo que Massa se classifique melhor para a largada, Bottas acaba chegando a sua frente na corrida.

Historicamente, as segundas metades de seus campeonatos são melhores que as primeiras e talvez isto – somado aos banhos de sal grosso ou um mergulhos peladão no Mar Morto indicados para acabar com zicas – atenuem o efeito da surra, mas pelo desempenho de Bottas, não será suficiente para que Felipe fique na frente de seu companheiro de equipe, aumentando assim a série ruim.
Voltar a andar com Kimi mais uns seis anos consecutivos talvez, mas...

E talvez seja a hora encarar que Felipe é apenas isto que vem mostrando durante a carreira, sendo o ano de 2008 o ponto alto (e fora do gráfico).
A exceção que confirma a regra.

3 de set de 2014

E a Mercedes chamou a Super Nanny

A Mercedes declarou que liberou seus pilotos para disputar o campeonato de forma aberta.
Disse também que não haverá ordens de equipe, mas salientou: não deve haver contato entre os carros da equipe na pista.

Falaram sem dizer nada no fim das contas...
Contato não deve haver com carros de nenhuma equipe sob pena de danificar o próprio carro e ter um prejuízo monstruoso, tanto no campeonato quanto financeiro.
Logo era desnecessário dizer algo sobre isto.
Sobre ordens de equipe, obviamente, com o campeonato em aberto e a diferença de pouco mais de vinte e cinco pontos entre um e outro, dizer que haverá ordens de equipe seria o mesmo que priorizar este ou aquele.
Enfim... Liberou para disputar uma ova!
A menos que um dos dois tivesse sangue de barata ou total desinteresse pelo título do campeonato, só não disputariam na pista se não estivessem próximos.
E como no atual cenário, em condições normais de corrida não há carros que fiquem entre os dois -ou mesmo próximos – a disputa entre os dois é inevitável.
E por fim as tais “medidas disciplinares” que segundo o time foram aplicadas à Nico soam mais como aquele lance do “cantinho da disciplina” da Super Nanny.
Basta a veia sair fora para a criançada voltar a bagunçar o coreto.

Mas... E quanto ao Hamilton?
Se Nico fez porcaria ao tocar (intencionalmente ou não) no carro do inglês, Lewis fez tanto ou pior para o ambiente ao sair falando sobre uma reunião interna do time e ainda por cima inventando factóides.
Não tem punição para o cara ou será que ela virá na forma de algumas discretas ajudas ao alemãozinho?
Só as próximas corridas é que vão dizer se a batata do Pinóquio de Ébano está sendo assada (como molho de hortelã, como é costume na Inglaterra, eca!) ou não.

Opinião pessoal?
Se não fizer por onde ganhar o título, vai ter que recolher o rabinho e torcer para que a McLata não acerte nem com Vettel e nem com Alonso.

2 de set de 2014

Um carro e uma cervejinha em terras tchecas

Uma experiência inusitada.
 Dirigir no leste europeu a bordo de um Škoda, marca nacional tcheca de automóveis. Apesar do maior orgulho local tcheco ser algo que não combina com direção, a cerveja, “provar” o outro orgulho faz a viagem uma aventura histórica e peculiar.
Isso porque a marca, que nem é mais 100% tcheca, diga-se de passagem, passou por profundas mudanças desde sua aparição, ainda em 1895 quando era Laurin & Klement, uma fábrica de bicicletas.  Após a fusão desta e da Škoda Pilsen (olha a cerveja de novo...) foi fundada a Škoda Auto em 1925.

A produção foi interrompida durante as duas Grandes Guerras. Na Segunda, quando o país foi invadido pelos nazistas, na época Tchecoslováquia, passou a produzir armamentos. Mas a ligação com os alemães não parou por aí. Décadas depois, ainda sem tecnologia suficiente para competir no mercado, fechada pela cortina de ferro que dominou o país por 40 anos e tendo como clientes apenas os consumidores locais,  passou a ser subsidiária da Volkswagen em 1991 e a parceria perdura até hoje. Apesar desse detalhe ser desconversado pelos mais patrióticos.
Depois do impulso na tecnologia a marca hoje já é montada na China, Índia e Rússia, além de ser exportada para vários países europeus.

A estrada na República Tcheca
Bem, dirigir no centro de Praga como turista não é tão aconselhável. Primeiro, você deve estar bem acostumado a dividir as ruas com o bondes que saem de todas as direções e sempre tem preferência, somado a isso, não há lugar para estacionar. Andar a pé é o mais indicado, ou usar o transporte público, que funciona muito bem. Porém o país não se resume apenas a sua capital e aí é que o aluguel do carro surge como uma boa ideia para conhecer outras cidades.

O país é tão pequeno que se você dirigir cerca de 300 km periga alcançar a fronteira e já estar passeando em outro país, quem sabe a Alemanha, Polônia, Eslováquia ou Áustria, o que podemos considerar uma boa notícia, tudo perto e sem barreiras. Para ser mais exato, de Praga para Dresden, na Alemanha, são somente 148 km. Já para Viena, na Áustria, 330 km.
Mas ainda para explorar cidades tchecas, algumas dicas saindo de Praga: Karlovy Vary, uma cidade termal que reserva uma atmosfera clássica, apenas 127 km; Pilsen, o destino para visitar a cervejaria mais famosa da região, 94 km; Ceský Krumlov, uma cidadezinha recortada pelo rio Moldava, com castelos e ruas medievais paradas no tempo, 170 km.

Como turista você deve portar seu passaporte, CNH e a PID – permissão internacional para dirigir. As estradas são bem sinalizadas, a língua é uma barreira, porém algumas sinalizações têm significados universais, claro. Nas rodovias a velocidade máxima chega a 130 km. 
Para alugar um carro, certamente a Škoda terá preços mais acessíveis por ser um produto local, um acessório extremamente útil é o GPS que vai ajudar você a encontrar seu destino, antes de se perder e parar em outros país. O seguro de carro deve ser incluído no pacote e tenha em mãos seu seguro viagem, o que atesta direito a atendimento médico, caso precise. Lembre-se, se for provar uma cervejinha, esqueça a direção ou escolha um hotel bacana para pernoitar antes de voltar para a terra das cem torres.

1 de set de 2014

E ainda mais silly season

A silly season continua – com a temporada em andamento – muito engraçada.
As duas molas mestras, ao contrário do que pode se pensar não são as prima donas da Mercedes.
Os dois mimizentos não estão no foco para a dança das cadeiras. E tão pouco a Mercedes o objeto de desejo da vez.
As duas grandes estrelas são Vettel e (de novo) Fernando Alonso e o cockpit dos sonhos (ao menos na teoria) é a Mclata.

E Ron Denis ajudou a colocar mais fogo na silly season.
Disse o chefão inglês: “-Vamos contratar os melhores pilotos disponíveis.”.
Entendedores entenderão ser Vettel ou Alonso.
Ou ambos.

Todos sabem da futura parceria com a Honda e do quanto o time de Woking é capaz de sair de atoleiros e (aparentemente) do nada criar carros vencedores.
Pela gana em achar um condutor de nível tão elevado, dá para arriscar que a Mclata não vai criar só um projeto vencedor, mas sim um projeto dominante.

Ou...
Vai ver que é só o jeito de Ron Dennis dizer, delicadamente, que já não aguenta mais o velho reclamão e a jovem “promessa” que não vai a lugar nenhum.
No lugar dele, mandava os dois embora e ia procura no kart, no autorama ou no videogame alguém que pudesse pilotar um carro vencedor.

Mas de boa?
Se o projeto for realmente vencedor ou dominante, pode trocar os dois por qualquer um ou mesmo deixá-los lá.
Carros vencedores ganham apesar dos pilotos.
Vide o caso da Mercedes.
Ou como disse Lauda: Até macacos pilotam estes F1...