31 de out de 2014

Na rota da Indy

E saiu o calendário da Indy.
Apenas seis ovais em dezessete etapas.
Bem pouco das raízes da bagaça...
E a primeira corrida em oval é justamente a prova lendária Indy 500 apenas na sétima prova...
A abertura vai ser no Brasil em março, mais precisamente na pista de Brasília, que convenhamos, precisa urgentemente de reformas.
E não superficiais, mas profundas...
Reformas urgentes e profundas... 
Algumas perguntas:
A) Vai ter grana do governo federal envolvida?
B) Se houver, vai ser usado o montante todo na reforma?
C) Será que os que gritaram contra as obras da copa vão chiar?
D) A pista de Brasília, para ficar no nível de algumas pistas da categoria, vai ter que instalar uns trilhos de trem no meio do traçado?
E) Quanto tempo até inventarem de correr nas ruas da capital?

Mas a pergunta mais contundente ainda é: alguém se importa?

29 de out de 2014

E concordando com Mario Andretti...

Todo ano quando chega esta época, a do GP de Austin nos EUA, Mario Andretti, o único americano que prestou na F1 dita “moderna” dá suas declarações visando “ajudar” a categoria.
Ano passado disse que seria interessante que as equipes tivessem um carro a mais nas corridas para oferecer aos pilotos da casa...
A ideia não era ruim, mas convenhamos, seria difícil achar um piloto malaio para cada equipe, por exemplo...
Este ano ele disse que a F1 precisa dar uma “relaxada”... Que está muito travada e sisuda.
E não é que é?
É...
E como o BligGroo anda numa vibe de ajudar também (procure ai, só este mês já teve uns três textos com esta temática...) vamos às sugestões para o tal relax...

 

Que tal permitir passeio pelo padock pra todo mundo?
Ia ser legal vendo nego fazendo self com bico, pneu...
Se marcar, as equipes podem até dar umas flanelas pro povo que está lá de bobeira que eles vão de boa tirar o pó dos carros, lustrar... Eu iria na Williams de boa varrer o box.

Acabar com o treino de sexta que não vale pó**a nenhuma mesmo e instituir o Lingerie Day.
Claro!
Todo piloto agora coloca a patroa nos boxes e a TV às vezes perde coisas legais da pista para mostrar as ditas.
Vamos unir o útil ao agradável! Bota as tias de lingerie que a audiência aumenta.
E aposto que vai vender mais ingresso também.
Só um adendo: Não estenda para o povo das equipes que ninguém merece ver a Monisha da Sauber de calçolão...

Sorteios são outra grande pedida...
O cara guarda o canhoto do ingresso e pode ganhar pedaços dos carros que baterem durante a prova.
Pastor Maldonado seria a garantia de que não ia faltar material para sortear.
Na NBA tem aquelas paradas de sortear alguém do público para tentar fazer cestas de três pontos ou do meio da quadra e o cara ganha camisas do time da casa, material promocional...
A F1 poderia copiar e no domingo, antes da largada, sortear alguns torcedores locais para tentar fazer uma volta no mesmo tempo da pole position, por exemplo.
Se começar a encalhar demais os prêmios é só mudar e pedir para o sorteado fazer o mesmo tempo da última do grid...

Se bem que... Para aumentar o público basta produzir corridas mais interessantes e em pistas melhores, baixar o preço do ingresso... Garanto que mais gente vai.

28 de out de 2014

Ajudando a Caterham

E Tony Fernandes havia entregado a Caterham para investidores, que por sua vez devolveram para Fernandes que entregou para um administrador.
Esqueci algo?
A verdade é que o time verde vai indo a passos largos para o brejo e – como sabemos – sendo indiano, Fernandes não impedirá o livre curso bovino da equipe.
Começa que receberam permissão especial para não participar nem da etapa dos EUA e nem da corrida no Brasil.
Significa?
Significa...
Se a situação não fosse realmente complicada, a FOM nunca autorizaria a falta de um time às corridas.
Já tem tão poucos...
Mas aqui no BligGroo vamos (um dia procuro ajuda para entender porque uso o pronome no plural) ajudar o Fernandes a – pelo menos – levar o time para participar da última etapa em Abumdabe.
Dicas para a Caterham arrumar alguma grana para terminar a temporada.•.

Alugar os carros (sem os motores) para vendedores de abacate nas ruas.
Seria a AbaCaterham
Sendo o trambolho já na cor da fruta, o retorno é garantido sem muito prejuízo.

Usar os motores que ainda tem para criar o CCC. (Caldos de Cana Caterham)
Já tem até o slogan: CCC o caldo de cana mais veloz do planeta!

Colocar mecânicos uniformizados para trabalhar nos semáforos.
O diferencial seria que ao invés de apenas jogar aquele sabão nojento nos para-brisas, os caras ainda poderiam trocar os pneus.
Para quem faz isto em 4 segundos, trinta é uma eternidade.

Colocar todo o cast do time para fazer teatro infantil.
Afinal, para quem finge a tantos anos que é uma equipe de F1 com um carro (ruim) de GP2 não vai ter dificuldades para atuar...
Mecânicos interpretando os sapos na fábula: A princesa e os sapos

27 de out de 2014

F1 progressiva?

No fim dos anos 60 o rock and roll estava um tanto diferente.
Os shows, a exemplo dos discos, se encheram de solos longuíssimos, arranjos mirabolantes, efeitos diversos.
Até o modo de composição passou a ser diferente.
Lobão conta em seu livro 50 anos a mil que Patrick Moraz, ex-integrante do Yes que veio morar no Brasil após casar com uma brasileira recrutou a banda carioca Vímana para lhe apoiar a carreira solo e trazia para as reuniões de composição um quadro negro repleto de equações, metas, assuntos aos quais ele pretendia transformar em músicas e letras.
As canções já não tinham mais três ou quatro minutos, não eram dançantes ou doces baladas de amor. Pelo contrário, ocupavam um lado todo do vinil e nem sempre eram empolgantes e exigia do ouvinte alguma erudição para entende-la.
Os álbuns passaram a ter muito mais importância que os singles e para a compreensão da mensagem do artista...
Começou ali o distanciamento lento e gradual do músico que criava coisas muito longe da realidade do ouvinte.

Em resumo, o fã mais tradicional e de primeira hora acabou deixando a coisa um tanto de lado em nome da diversão pura e simples de outros estilos.
É inegável que grandes obras surgiram no período: Dark Side of the Moon, The Lamb Lies Down on Brodaway, Lark Tongues in Aspic, Fragile etc.…
Mas com o passar dos anos apenas alguns nomes continuam sendo reconhecidos realmente como grandes, relegando muitos outros a nichos ou até mesmo obrigando-os a repensar a carreira popularizando o trabalho.

Já perto do colapso de popularidade, no fim dos anos 70 um bando de moleques ávidos por diversão pura e simples tomou conta da coisa.
Músicas de três minutos ou menos com três acordes onde o segundo verso repete o primeiro - com um refrão ou não - sem se preocupar com poesia ou mensagens elaboradas.
Por vezes era possível ver os “ídolos” enchendo a cara nos mesmos bares que os fãs, possibilitando a entrada de quase qualquer um na cena.
Era o "Do it Yourself" dando as cartas e salvando o rock para as gerações futuras.

E ai? O que isto tem a ver com F1?
Fico só na espera do surgimento dos punks para salvar a categoria que virou um imenso grupo de rock progressivo com corridas longas, em sua maioria chatas e com cada vez menos gente tanto correndo quanto assistindo...

24 de out de 2014

E Jagger também ligou o fo*a-se

Existe o mundo real.
E existe o mundo dos Rolling Stones...
Neste mundo, amor é igual a sexo, drogas são item de consumo cotidiano e a violência é gratuita.
O que é belo pode esconder coisas escabrosas como simpatia pelo capeta, açúcar marrom vindo de algum lugar do mundo para dentro da corrente sanguínea, estrelas do mundo pornô, decadência social e outras coisas menos cotadas, enfim...

Porém, nada é mais emblemático deste mundo Stone que Street fighting man, incluída em Begars Banquet, um álbum quase acústico de 1968.
A canção convoca o ouvinte a lutar nas ruas de uma “Londres sonolenta” onde o melhor que se pode fazer é tocar em uma banda de rock.
Mas apesar do momento político conturbado pelo qual passava o mundo em 1968, não há uma só linha, frase ou palavra que defina com quem, por que ou para que lutar.
Diz apenas: “Cause the summer is here and the time is right for fighting in the streets, boy.”
Brigar por brigar...

Hoje, com o advento do “politicamente correto” é provável que achem algo para atrelar á fúria da canção e engajá-la em alguma causa qualquer, mas, quando Jagger escreveu e cantou que seu nome era “distúrbio” e que ele “gritaria e se esgoelaria, mataria o rei e incomodaria todos seus servos” a causa era apenas diversão.
Just for fun!

Não sei se isto fez a diversão dele, mas a nossa... Garantiu pela eternidade.

23 de out de 2014

Aspas do longo tempo entre uma corrida e outra...

Quando o intervalo entre corridas é superior a duas semanas a coisa realmente fica feia para os periodistas da F1.

Os caras são obrigados a dar importância a quaisquer aspas ditas por alguém que signifique algo dentro do circo.
Obviamente não há nada de errado nisto, mas...
Se não vejamos:

Declaração de Ron Dennis, o poderoso chefão da Mclata:
“-Não tem como vencer se não tiver o melhor motor.”
Era um claro recado para a montadora japonesa que lhe fornecerá motores ano que vem, algo do tipo: “-Ou vocês fazem seu melhor ou não ganharemos nada.”.
Beleza Ron Dennis!
Agora explique, por favor, por que este ano, com motor Mercedes que, aliás, já garantiram o título de construtores, a McLata não ganhou nem disputa de palitinho no paddock?
Tem um destes nos carros da Mclata.
Outra?
Willi Webber, ex-agente de Michael Schumacher disse que: “-Vettel é muito sensível para vencer na Ferrari.”.
Entenda vencer como: ganhar títulos.
E disse ainda que Fernando Alonso não aguentou a pressão.
Pela sua fala, Michael Schumacher é um ser de outro planeta e assim sendo, só ele foi capaz de aguentar o que se passa na máfia rossa.
Então...
Ganhando é sempre mais fácil né?

Por último.
Rubens 1B, o popular Barrichello foi desligado do quadro de comentaristas de F1 da Rede Globo.
Dois comentários:
A) - Após reduzir tempo de apresentação da classificação, demitir (se foi o caso, claro) pessoal não é um bom sinal sobre F1 que a emissora manda.
B) – É a primeira vez que ele consegue algo antes de alguém em muito tempo.
Mas na boa? Não sei se é o caso de dizer: “Chupa Burti...”.

22 de out de 2014

Dois toques: Pistas na Espanha e Tilke (duas coisas que não gosto)

E nem bem nos acostumamos com a ideia aberrante de fazer mais uma corrida de rua – com traçado Tilke, o que é pior – nos EUA e lá vem Ecclestone e sua FOM nos deixar ainda mais frustrado.
Negociam, segundo algumas boas publicações, com Madrid para, adivinhem... Mais uma corrida de rua com traçado do construtor de tédio alemão.

Se mais uma corrida nos EUA não desagrada desde que, claro, em algum dos ótimos circuitos que há por lá, a simples ideia de mais uma corrida na Espanha desanima o ser vivente por demais.
E nem é por ser em circuito de rua ou por ser desenhado pelo Master of Paintbrush, mas por ser na Espanha mesmo.
Desde que me entendo por gente e assisto F1 (lá pelos idos de 1983) nunca vi um circuito espanhol que prestasse para algo.
Talvez Montjuic, mas eu não vi corridas lá, então...
Que me desculpe o povo bacana da Espanha, mas para a F1 a única coisa boa vinda de lá é Fernando Alonso.
O que não me impede de soltar alguns “chupa Alonso” toda temporada...


E por falar em Hermann Tilke...
É dele a frase mais contundente sobre o – criticado – traçado de Socchi.
“-Eu acho que está bom...” – com reticências mesmo.
Ok vamos lá:
Se o pedreiro joga massa na parede para fazer o reboco e mais da metade cai no chão e ele solta a mesma frase.
O que você faz?
No mínimo expressa seu descontentamento, manda (se estiver pagando direito) refazer e não contrata mais o cara. Certo?
Se um bombeiro hidráulico vem fazer o encanamento da sua casa e deixa diversos pontos vazando ou não instala um registro para fechar a água da caixa para o caso de ter que fazer pequenos reparos? A mesma coisa.
Se o cozinheiro faz daquele almoço bacana que você esperava uma tragédia culinária?
Idem...
Então porque cazzo este ser ignóbil continua trabalhando para a FOM?
Desconfio seriamente que nem ele e nem quem o contrata gosta de verdade de corrida de carros... Seriamente.

21 de out de 2014

Outro GP nos EUA

Não...
O blog não tem nada contra os EUA.
Aqui não se acha que são o grande satã, os exploradores, os pseudo donos do mundo, os senhores da guerra...
Nada disto.
Aqui gostamos de rock, gostamos de fast food, gostamos de blockbusters hollywoodianos, da tecnologia que vem de lá e ainda mais, gostamos de NFL e de NBA.
Só na NFL tem o buttfunble
É bem verdade que não curtimos rap, não gostamos nascar e achamos a Indy bem meia boca...
Também não achamos a mínima graça no baseball e nunca assistimos hóquei.
Mas vá desculpando ai... (Também não entendemos ainda porque tendo um só escritor no blog, usamos o pronome no plural.).

Portanto não achamos ruim de forma alguma que se tenham corridas de F1 na terra do Tio Sam.
Pode ter até mais que uma.
Já tem em Austin, que o circuito é meia boca, mas dá pra aguentar.
Pode vir a ter em New Jersey, embora esteja mais fácil chover no Atacama.
Não ligaríamos de forma alguma se corressem em Watikins Glen, ou sei lá... Sonoma?
Que tal correr em Laguna Seca?
Uma volta das provas em Indianápolis também não seria nada má apesar daquele circuito misto ser um lixo e o que é usado (misto também) na Indy não ter acesso as grandes curvas do oval.
Também acharíamos legal se fizessem um novo GP em Detroit, mas ao que parece, a cidade está falida e f*dida.
The spirit of Detroit
Ou correr em Dallas quem sabe? Um sol para cada um, asfalto se desfazendo...
Ia ser bem engraçado ver o desespero da fábrica de pneus...

Mas poxa! voltar a correr em Las Vegas, a cidade dos cassinos?
E nem é no estacionamento do hotel Ceasar´s?
Ai que a coisa enfraquece.
Se a pista no estacionamento já não era lá grande coisa, o que dizer então de mais um circuito de rua? O que por si só já não é bom.
Mas tem mais... O treco será desenhado por Hermann Tilke o que me faz afirmar com certeza que não gostamos da ideia e nem da corrida que o treco vai proporcionar.
E olha que nem vimos o desenho ainda.
Mas de boa, precisamos ver?

20 de out de 2014

F1 2015 - Alonso: faça seu boato

Desta vez está chato, muito chato...
Se havia uma coisa boa em Fernando Alonso, fora seu talento, era a capacidade de gerar boatos discutíveis e apaixonantes.
Ora... Vá dizer que não entrou nenhuma vez em alguma discussão quando a imprensa espanhola começou – dois anos antes do fato se concretizar – a colocar o espanhol em um cockpit da Ferrari?
Foram tanto boatos em tantos momentos diferentes que até encheu o saco.
Agora, quando está de saída da equipe rossa o máximo que foi ventilado é de que foi mandado embora por se oferecer para outros times. Ou para a Mercedes, dependendo de quem conta a coisa.
Também houve a conversa de que o asturiano iria se juntar a duas empresas e comprar vinte e cinco por cento da McLata.
Seria uma jogada de mestre, voltar como dono a um lugar onde não o trataram muito bem...
Convenhamos é bem pouco.
Então vamos inventar boatos. Tem gente que faz e leva um crédito danado quando algum cola ou dá certo.
Alonso disse que não iria pilotar um carro com motor Mercedes no ano que vem.
Isto tiraria da lista a Williams, uma pena. A Lotus, sorte dele. Red Bull, para tristeza de Newey e, claro, a própria Mercedes, mas... Ele também disse um tempo atrás que a Ferrari seria sua última equipe e como vemos agora, não era verdade, logo:

Alonso na Mercedes!
O time alemão descontente com as atitudes de Nico Rosberg e Lewis Hamilton resolveu mandar os dois embora ao fim da temporada, campeões ou não.
Para o lugar das duas prima-donas que só ganham quando o carro é muito superior o time prateado resolveu contratar Fernando Alonso para um dos cockpts.
A outra vaga no time campeão mundial de 2014 será preenchida pelo ego do espanhol.

Alonso na Red Bull!
Uma reviravolta no time rubro taurino a pedido de Adrian Newey.
Daniel Ricciardo continua no time para 2015, mas Danil Kvyat perde o lugar para Fernando Alonso e deve seguir como piloto de testes.
Não, opa... Boatos de ultima hora!
Após breve reunião com Vladmir Putin, Kvyat recupera o lugar no time, Alonso segue sem equipe e Newey é visto embarcando para a Sibéria.


Alonso na Caterham.
Alonso compra a equipe verde e disponibiliza os dois cockptis para novos pilotos para 2015.
Segundo o espanhol: “-Eu é que não me sento naqueles lixos...”.

Alonso monta equipe própria.
Alonso compra dois GM Ágile 2010, pinta de amarelo e consegue licença de taxista no RJ.
Perguntado do porque de dois Ágile o piloto respondeu: “-Porque são feios iguais aos F1 de hoje em dia...”.

17 de out de 2014

Financiamento e consórcio: diferenças e vantagens

Não é grande o número de pessoas que conseguem adquirir um automóvel pagando o valor integral à vista; aliás, é um número bem pequeno. Muito em virtude disso que os consumidores à caça do sonho do veículo próprio vêm aderindo cada vez mais a duas modalidades mais amigáveis para tornar o sonho realidade: o financiamento e o consórcio de carros. Neste artigo, você saberá as diferenças entre os dois e as peculiaridades de cada um.

Como funciona o financiamento de carro
O financiamento de carro é o modo “clássico” de aquisição de bens, não apenas de automóveis (o financiamento é muito utilizado também para imóveis). O nome “científico” é Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e funciona da seguinte maneira: o consumidor contrai um empréstimo junto ao banco para adquirir o seu carro e toma posse do bem, mas o veículo só será, de fato, propriedade do comprador quando ele quitar todas as parcelas do financiamento.
Essa modalidade requer o pagamento de uma entrada à vista, geralmente de 40% do valor do veículo desejado – quanto maior o valor da entrada, menor o valor das prestações e, por conseguinte, a tendência é uma diminuição das parcelas e dos juros cobrados pela instituição financeira.

Como funciona o consórcio de carro
O consórcio de carro, em um curto resumo, é uma poupança coletiva destinada à aquisição de bens – e assim como no CDC, não apenas de automóveis. Os consorciados (também chamados de cotistas) contribuem com parcelas que formam uma poupança comum a todos os cotistas, que periodicamente são contemplados com crédito destinado à aquisição do bem almejado.
No consórcio de carro, os cotistas adquirem o bem através de sorteio mensal ou lance mais alto, seguindo sempre os termos do contrato celebrado entre os consorciados. Ademais, as parcelas do consórcio tendem a sofrer alterações, consoante a valorização ou desvalorização do veículo objeto do contrato.

As principais diferenças entre financiamento e consórcio de corro
A principal diferença entre o financiamento e o consórcio de carro é que, no primeiro, o consumidor recebe o veículo dentro de semanas; no consórcio de carro, somente após a contemplação, seja por sorteio mensal ou lance mais alto. Assim, o financiamento de carro seria a opção mais indicada para quem tem certa urgência na aquisição do automóvel, enquanto o consórcio é o meio mais indicado para quem deseja planejar com mais calma e não tem tanta urgência na aquisição.
Outra diferença fundamental diz respeito aos juros, que só existem no CDC – com efeito, trata-se de um empréstimo contraído pelo consumidor junto a uma instituição financeira. O consórcio, embora não pratique juros, cobra uma série de taxas (adesão, administração, seguro, etc.), que ainda assim tendem a ser menores do que os juros de um financiamento.

A título de comparação, em agosto de 2013 a revista Época Negócios realizou simulações para a compra de um veículo de R$ 30.000,00 junto à Caixa Econômica Federal. No CDC com prazo de três anos e entrada de R$ 10.000,00, o custo total do financiamento seria de R$ 37.087,94; no consórcio com prazo de 70 meses (pouco mais de cinco anos), o custo total seria de R$ 35.420,40.
Enfim, é mais vantajoso financiar ou consorciar carro?
Pelo que expusemos acima, as vantagens entre essas duas modalidades de aquisição de bens ficaram bem nítidas.
A principal vantagem do financiamento de carro é que o consumidor toma posse do veículo em um curtíssimo período de tempo e, como o contrato é celebrado diretamente junto à instituição financeira, os juros do acordo podem ser negociados livremente.
O consórcio de carro, embora condicione a posse do bem ao sorteio ou lance, não pratica juros, não exige entrada e possui uma série de garantias para o caso de eventuais cotistas deixarem o acordo. Apesar de cobrar várias taxas, elas dificilmente chegarão ao mesmo patamar dos juros cobrados em um financiamento junto a um banco.
Conclusão
Este artigo expôs as principais características, diferenças e vantagens do financiamento e do consórcio de carros. Para que você encontre o que é mais adequado ao seu perfil, recomendamos que você realize cotações junto a diferentes bancos e consórcios.
Se você tem urgência para adquirir o automóvel, o financiamento é a melhor opção. Por outro lado, se você não tem tanta pressa e prefere planejar mais e pagar menos, decididamente o consórcio é o meio mais indicado.

15 de out de 2014

Insistência que chateia - ou - Chatice que insiste

O chato nem é a indefinição sobre o futuro de Fernando Alonso.
De jeito nenhum...
Sua saída da Ferrari já era vista como possibilidade a algum tempo, só não da para acreditar que tenha sido sumariamente demitido.
O asturiano falador/chorão/marrento e talentoso para cara*ho já teria colocado a boca no mundo e com as chances de título ou mesmo de vitória que tem neste ano, já teria pegado o boné e ido pescar.
Ou pegado a namorada e ido pra qualquer lugar... O que quase se equivale já que a menina tem o shape de uma vara de pescar mesmo...

Mas dizia que não é isto que chateia...
Também não são os rumores que vá correr na Lotus.
Rumores estes detonados pela declaração do próprio que não guiará um carro com motor Mercedes em 2015.
A Lotus vai ter, logo...

Ainda não é isto que chateia...
E nem a teoria maluca de que vai comprar vinte e cinco por cento da Mclata junto com algumas empresas e correr nos carros de Ron Dennis.
Se fizesse isto, teríamos que tirar o chapéu para o espanhol.
Voltar para um lugar onde não foi bem quisto e nem bem aproveitado e ainda por cima como um dos donos é coisa de profissional.

Mas... Nem é...
O que chateia mesmo, de verdade, a fundo...
É ver gente que ganha a vida usando palavras (no plural) refém de uma única palavra em textos e mais textos. Site após site, jornal em cima de jornal...
Igualzinho quando Kimi ficou um tempo fora.
Sabatico é a putaqueopariu, senhores jornalistas diplomados.
Arrumem um sinônimo pelamor.

14 de out de 2014

Crônica do GP: Contribuição para melhorar a procissão

O GP da Rússia, segundo a lógica da F1 de Ecclestone, foi um sucesso.
Quanto mais chata a prova, mais sucesso é.
Vide Abu Dhabi, Bahrein, Singapura...
E sendo assim, tende a ficar ao menos dez anos no calendário.
Jornalista na sala de imprensa em Socchi
Preocupado com a perpetuação da chatice, o BligGroo recorreu a especialistas (mentira, foi só o escriba mesmo) para, dentro da atmosfera surreal que rege o país e os absurdos que acontecem por lá, achar soluções para animar a prova russa nos próximos anos.
Vamos lá então.
Que tal:

Ter stormtroopers atirando com aquelas armas de laser nos pneus dos carros na reta enquanto o Manowar toca "Battle Hymn":
“Kill, kill óóóó. Kill, kill óóóó”
 
Vladmir Putin retira o exército da fronteira com a Ucrânia e posiciona ao longo das curvas.
Se o piloto que estiver na frente abrir mais que dois segundos para o que vem atrás, fogo nele...

Promover um MMA entre lutadores russos parecidos com o Zangief (do Street Fighter) para trocar porrada com ursos na curva “da vitória”.
Ou melhor... Promover uma luta com russas seminuas, mas com chapéus de pele de urso na reta dos boxes.

Trocar o conteúdo das garrafinhas de isotônico dos pilotos por vodca e, claro, obrigar a beber um gole por volta.

Promover uma seção de selfies para o público russo.
Mas com a prova em andamento.
Não duvide que aparecesse muita gente para tirar, não duvide.

Obrigar os mecânicos, durante a troca de pneus, a ler trechos de livros de Tolstoi, Checov, Dostoiéviski, Bulgakov, Gogol, Pasternak...
No caso das Mercedes irem aos pits, seus mecânicos terão que ler um terço de “Guerra e Paz” para cada pneu trocado.

Colocar Boris Yeltsin totalmente breaco no lugar de Charles Whaiting para dirigir a prova.

Mas aqui no BligGroo nós (porra, só tem o escriba, por que o pronome no plural?) sabemos que a única forma de deixar a prova divertida é acabando com ela definitivamente e esquecer que um dia existiu...

13 de out de 2014

Lado B do GP - Rússia: Uaáááááááá... (bocejo profundo)

O GP da Rússia já começa trollando.
Quando se dispuseram a fazer a corrida, fizeram.
Sem choro, sim mimimi e sem atrasos ou desculpas.
Trollaram quem?
Manja aquele GP de Nova Jersey nos EUA que nunca sai do papel?
Então... Socchi mandou um abraço.

Felipe Massa parou logo na segunda volta.
A ideia parecia ser ir até o fim com os pneus, já que desgastam pouco.
Mas no meio da prova, parou de novo.
Explicação? Talvez a estratégia incluísse um SC que não veio e não viria nem se um caça russo caísse na pista, de tão larga.
Outra explicação? Burrice talvez...

Kobayashi, o japonês pidão, abandonou a prova bem cedo.
Perguntado sobre o porquê, respondeu: “-Sinceramente não sei...”.
Apostas desta coluna: tédio, chatice da prova, falta de motivação de ficar ali sem ter emoção nenhuma, ir tomar vodca com uma russa bonita, ver uma briga de ursos,

Uma coisa chamou a atenção.
Nico travou as rodas com os pneus na primeira volta e parou para trocar os pneus.
Lewis travou as rodas com pneus de dezenove voltas de uso e ainda assim fez volta mais rápida.
Conspiração?
Sim, afinal estão na Rússia mesmo...

Começo a suspeitar que Putin não seja tão durão assim.
Se fosse, mandaria o exército invadir a pista e colocar Kvyat na ponta da prova.
E Putin manda um recado aos vencedores da prova.


12 de out de 2014

F1 2014: GP da Russia: Na Russia a corrida chateia você

O clima não era dos melhores.
Não pela tensão do perigo, mas pela tristeza com a situação de um dos colegas de trabalho.
As homenagens a Jules Bianchi antes da prova foram, em minha ótica, sinceras.
Infelizmente o tom excessivamente sentimental da transmissão não ajudava na compreensão da situação.
O adiamento da corrida nem sequer foi cogitado.
Obviamente não por motivos humanitários, mas pela quantidade de dinheiro e interesses envolvidos.
Sendo assim, o melhor que se podia fazer era proporcionar um espetáculo ao qual o próprio Jules gostasse de ver e fazer parte.
Pobre Jules se dependesse disto para sobreviver...

Difícil de entender a lógica de forçar uma ultrapassagem, fritar os pneus arriscando tudo e logo em seguida ir para os boxes.
Na primeira volta, lembre.
Devolver a posição foi normal até.
Rosberg ao fazer a ultrapassagem furou a curva seguinte e ganhou um espaço considerável.

Também Felipe Massa foi aos boxes logo na primeira volta. Mas já largava no fim mesmo...
A estratégia era de trocar para os macios e fazer a prova até o fim sem parar.
Talvez na esperança de um SC.
Só se caísse um caça na pista. Por batida dos carros no muro ou um nos outros, sem chance tanto pela largura da pista quanto pelo cuidado com que todos estavam tocando. Sintomático, talvez.

Logo atrás Vettel e Ricciardo discutiam posição de forma vigorosa.
Ok, Vettel vai embora do time, mas sejamos coerentes e honestos: brigaram livremente durante toda a temporada até aqui.

E foi só.
A prova entrou em modo automático, os carros se espalharam e nem Rosberg e Massa vindo do fundo em corridas de recuperação a coisa deu graça.
Rosberg chegou ao segundo lugar logo depois da metade da corrida e Felipe Massa parou novamente.
Péssima estratégia da Williams. Péssima.

Até a transmissão oficial da prova acabou se rendendo a chatice da corrida.
Mostrou com muito mais ênfase a chegada de Vladmir Puttin ao circuito do que a corrida.

E fazendo valer a reversal russa: Na Rússia a corrida assiste você.
Tamanha a sonolência da prova.

10 de out de 2014

Bailarina

Cheguei para visitar um amigo que não via já há algum tempo. Uns oito ou nove anos para ser um tantinho mais exato.
Nos reencontramos através de uma rede social destas que valem bilhões, embora para muita gente sirva apenas para perder tempo.
Ao ver sua foto – não tinha mudado tanto com o passar dos anos – solicitei adicionamento e não demorou para que fosse aceito e assim passamos a conversar com frequência.
Não tanta, mas para quem nem se via há tanto tempo, trocar algumas palavras uma ou duas vezes por semana já era um avanço de cem por cento.
Nestas conversas acabei descobrindo que nem morávamos tão longe e que assim como eu, ele havia casado e tinha filhos.
Marcamos de nos encontrar, mas ele não pode ir, acabou ligando em meu celular e pedindo para que eu fosse até sua casa, disse que era urgente.
Então fui.

Ao tocar a campainha quase que imediatamente a porta se abre, recebo um abraço efusivo e ouço um: “-ainda bem que você pode vir!”
-O que houve? – pergunto.
-A Léia está passando mal, preciso correr com ela ao médico. – ele responde.
Léia era sua esposa, uma antiga conhecida dos tempos de escola. No meu caso claro, porque evidentemente era muito mais que isto para ele... Ela estava gestante. Sete meses.
-E quer que eu leve vocês?
-Deus me livre! Lembro da forma como você dirigia.
-Eu posso ter melhorado... – argumento.
-Não duvido, mas não tenho tempo para descobrir então, fico com a primeira impressão...
-E o que quer que eu faça?
-Tome conta do Rian pra gente. Você pode fazer isto?
-Quem é Rian?
-Nosso filho... O primeiro... Tem oito anos e é super fácil lidar com ele. Por favor, pode?
-Bom... Posso fazer isto sem problemas... Onde ele está?
-No quarto... Eu disse a ele que você é o tio Ron, ele ficou curioso.
-Sem problemas... – e abro um sorriso para tranqüilizar, o que, claro, pode ter efeito contrário...
-Tem leite na geladeira, sucrilhos na cozinha, DVDs infantis na sala... Eu preciso ir. Espero não demorar! – e sai apressado para o carro onde a esposa já o esperava.

A noite transcorre sem problemas. O pequeno é um doce.
Brincalhão, sorridente e muito inteligente. Assistimos Carros, da Disney e ele ficou com sono e pediu que cantasse algo para que dormisse.
Pedido atendido e o garoto dormiu o sono dos justos.
Algum tempo mais tarde o casal está de volta, nada sério.
Conversamos por mais algum tempo e me despedi.

Eis que, outro dia, na mesma rede social, sou interpelado da seguinte forma:
-Ron, que foi que você falou pro Rian?
-Eu? Nada de mais, por quê?
-É que agora, vira e mexe, o menino diz que vai ser bailarina...
-Bailarina? Mas por que você acha que tem algo a ver comigo isto?
-É que ele diz que a bailarina é limpinha... Não tem pereba, remela, unha encardida e nem dente com comida... Que foi o que o tio Ron cantou pra ele dormir...
-Putz...
-Putz? Mas isto nem é o pior...
-Tem mais?
-Tem... Ele toda hora pergunta para alguém diferente: “-O que é pentelho?”
-Putz!
-Putz? Ron... Me diz: Que porra foi que cê cantou pra ele?

9 de out de 2014

F1 homeopática (em pequenas doses...)

Lembra daquele episódio do Pica Pau (Wood Woodpecker) em que ele dizia a célebre frase: “-Vodoo é pra jacu!”?
Vamos adaptar?
Baku é pra jacu!
Talvez nem seja, é verdade, mas como traçado de rua nunca é lá muito empolgante...
Bem, ao menos desta vez o Tilke freou sua tara por sapatos e não desenhou o traçado igual a um mocassim, uma bota, um sapato de palhaço como fez em Sochi, no mutilado Hockenheim.
A corrida deve ocorrer por lá só em 2016, mas creia... Tirando Ecclestone e os organizadores locais, duvido que haja mais alguém ansioso com isto.

A movimentação do mercado tem sido surpreendente.
Vettel se despediu da Red Bull e deixou o posto de “rei” da equipe para Daniel Ricciardo I, o sorridente.
O destino do alemão quatro estrelas deve ser a Ferrari, ao que tudo indica (aqui ninguém é vidente) para tentar montar um dream team nos moldes daquele que levou o alemão original, o sete estrelas, a conquistar o universo a bordo de uma machina rossa della máfia.
Porém: Matilaci não é Ross Brawn, Tombazis (parece fala do Mussum) não é Rory Byine e não há um Jean Todt no time hoje.
Se bem que... Ele está no comando da FIA, conhecida como Ferrari International Aid e isto conta.
Ah, e o mais importante, talvez... Kimi (se ficar acordado, claro) não é Rubinho.
Para o bem e para o mal.


Fernando Alonso, que é quem deve sair do time deve respirar aliviado.
Não vai ter, mas a pressão de ser o substituto a altura de Schumacher (e convenhamos, ele é, mas precisa de equipamento condizente com seu talento) em uma equipe que vai aos trancos e barrancos sendo sombra do que já foi o maior time de F1 em todos os tempos.
Que time vai encontrar se for para a Mclata? O do Senna ou o do Button?
Mas, e tem sempre um... Corre boatos de que ele vá para a Mclata (de novo, não sou vidente).
O time tem projeto e o background do retorno da Honda. Ponto positivo.
Mas vem mau das pernas tecnicamente já faz um tempo. Ponto negativo.
E ainda pode ser que conte com Lewis Hamilton também. Sem pontos... Que é como a equipe terminou a temporada em que os dois estiveram juntos por lá...

8 de out de 2014

Lado B do GP - Japão: Sem graça até para piadas

Deveria ser lado C, De chuva...
A prova começou sob o impacto da noticia da saída de Vettel da Red Bull.
Engraçadinhos e preguiçosos ligaram o fato ao tufão.
Engenheiros de obras já feitas não falaram nada.
Perderam o furo...

Depois ainda teve largada sob safety car.
Sony Ericsson rodou assim mesmo, mas voltou.
Parada de bandeira vermelha e quando a chuva parou (ou quase isto) Alonso ficou fora da prova.
Alonso torcendo para que o ano acabe logo, com certeza.
A zueira começa quando Ericsson, um Zé ruela consegue voltar para a corrida e Alonso, um super piloto (que Alonso é Alonso, tira leite de pedra, anda mais que o carro) não consegue.

Pelo nível das ultrapassagens de Vettel e Ricciardo sobre as Williams de Massa e Bottas dá para cravar tranquilamente que a Red Bull não vai sentir a menor falta de Vettel.
O australiano guia muito e tem mais carisma.
Basta o time fazer um carro bom que ele brilha.


Pista molhada é sempre sinal de emoção, certo?
Não...
É sinal de que Button vai poupar pneus, tentar uma estratégia diferente qualquer e garimpar uns pontinhos a mais.
E ai vai aparecer gente dizendo que ele é diferenciado.
Se ele gosta tanto de piso molhado, porque não vai tentar o campeonato mundial de Jet Sky?  De barcos... Sei lá.
Vai que é sua, Butts
Infelizmente, nada de bom aconteceu depois. Muito pelo contrário e esta coluna se encerra aqui.

7 de out de 2014

As bruxas de Suzuka (e os "se" que podem ser evitados)

Obviamente vão caçar culpados onde existem e não existem.
Mais óbvio ainda é que apontarão FIA, a FOM, Honda, fiscais de pista, operador de trator, mas isto pouco importa: ninguém será penalizado de verdade, como até hoje em diversos casos de morte nas pistas, ninguém foi.
Mas a caça as bruxas vai começar com força.

E feita por gente que só se importa com o automobilismo quando algo ruim acontece. Como de praxe.
Claro que todas as fatalidades trazem em si uma sequencia – por vezes extensa – de pequenos detalhes como botões on/off imaginários que se apertados de forma diferente mudariam tudo e evitariam o ocorrido.
E os caçadores de bruxa os usarão largamente. Sempre identificados pela figura literária do “se”.

Se o trator não estivesse ali.
Se o trator não engrenasse aquela pequena ré.
Se a bandeira amarela fosse no traçado todo e não apenas no local.
Se as bandeiras agitadas fossem todas amarelas.
Se o aviso de bandeiras amarelas ou de trator em ponto perigoso fosse dado pelo rádio.
Se ao invés de bandeira amarela local tivesse ido à pista o safety-car logo de cara.
Se a Honda tivesse aceitado adiantar ou cancelar a corrida.
Se a FOM aceitasse cancelar ou adiar a corrida.
Se, se, se, se, se, se...

Neste mar todo de situações hipotéticas, fica a dúvida se não colocarão pura e simplesmente a culpa na pista.
Seria uma pena ver a pista mutilada ou mesmo aposentada por problemas e falhas que no fundo não são inerentes a ela.
Provavelmente, o carro – pela velocidade que entrou debaixo do trator – também tenha lá sua parcela de culpa, mas mesmo que se chegasse à conclusão que houve falha mecânica, duvido que a equipe ou alguém lá dentro fosse penalizada.

Outro “se” que assusta e faz pensar é o tamanho epicamente gigantesco que esta mesma caça as bruxas teria se por acaso o acidente de Suzuka acontecesse com um destes novos pilotos adolescentes (Max Verstappen e Sergey Sirotkin, dezessete e dezoito anos respectivamente) que a categoria colocará nas pistas em breve, talvez já no próximo ano.
Automobilismo, por mais seguro que venha se tornando nos últimos tempos, não é isento de riscos, incluindo mortais.
Ainda é tempo de repensar um pouco a precocidade dos pilotos, principalmente na F1, para que não seja necessário fazer uso do “se” futuramente.

6 de out de 2014

Crônica do GP: - #ForzaJules (ou: Abaixo os profetas do milagre feito)

Jules é um piloto promissor. Note o tempo do verbo.
E tudo correrá bem para que continue sendo. É o que todos desejam, sem duvida.
Foi o único piloto até aqui que conseguiu pontuar com uma nanica atual: dois pontos na prova de Mônaco.
Ainda que assim não fosse, Jules É um piloto promissor.
#ForzaJules
Sobre o acidente...
A escolha da ambulância ao invés do helicóptero para o transporte do piloto dá para entender.
Basta lembrar que o país estava sob alerta de tufão, fato este que limita e proíbe o levantamento de voos.
A corrida sob chuva idem.
Não é a primeira vez que se corre sob estas condições e provavelmente não será a última.
E sempre aparecerão aqueles que com ar sabichão dirão que o acontecido era óbvio e que só não enxergava quem não queria ver.
Toda fatalidade é composta de diversos erros em série e sempre há de se achar algum culpado e apontar as falhas.
Não é invalido isto, pelo contrário, mas realmente não é hora.
Jules aceitou o risco de que algo grave pudesse acontecer quando escolheu a carreira.
Por mais segura que a categoria - e o próprio esporte a motor - tenha se tornado, nada é cem por cento isento de riscos.
Esta é a vida e o ser humano se mostrando – ainda – relevante dentro do esporte. E assim será sempre.
E aqui não se trata de diminuir ou relativizar o acidente e suas (possíveis graves) consequências.
Talvez nada tivesse acontecido se a prova fosse adiada, ou até mesmo adiantada como chegou a ser cogitado.
Mas o “se” não é permitido. Não tem função nenhuma em caso algum a não ser em exercícios literários.

E tão triste quando o próprio acidente é a caça as bruxas que se segue a cada evento destes.
A falta de coerência nos discursos é grande e os mesmos que reclamam da “frescura” de não correr sob chuva, da entrada de safety car ou da chamada de red flags nestas condições são os que abrem a caixa de ferramentas para bater na decisão de se correr “normalmente” com a mesma chuva quando algo assim ocorre.
Os engenheiros de obras prontas, profetas do acontecido não ajudam em nada, pelo contrário: acaba-se punindo coisas que tem pouca ou nenhuma culpa.
Ai uma curva e destruída ou aposenta-se uma pista e os mesmos tipos saem reclamando novamente da “frescura” e evocando que “antigamente era melhor”, que os “pilotos eram mais machos” etc., etc.
Lamentável.

Mas algumas perguntas ocorrem no momento e talvez fiquem sem resposta:
Por que o carro de Jules passou tão rápido pelo local?
Teria ele desrespeitado a bandeira amarela no local?
Teriam lhe falhado os freios?
Por muito menos que um trator (estilhaços de bico na pista seca) o SC já foi acionado em outras ocasiões, por que não desta vez?
Alguém se habilita a responder? Duvido...

5 de out de 2014

F1 2014 - Japão: muito tenso.

Havia todo um drama sobre a etapa japonesa: haveria ou não corrida.
A todo o momento as atualizações das noticias davam conta de chuvas muito fortes devido à chegada de um tufão.
Chegou-se a especular um adiantamento no horário da largada, mas é certo que nem um ataque de monstros de poluição comandados pelo Dr. Gori seguido do aparecimento do Spectremen fazem com que Bernie Ecclestone perca dinheiro.

Por fim houve a largada, mas sob safety car.
Duas voltas completas, muita reclamação (justificada, diga-se) do Hamilton no rádio e aparece a bandeira vermelha.
Carros para os boxes e segue a indefinição.

Então surge a noticia (ou seria boato?) de que Bernie Ecclestone e a FOM quiseram adiantar a largada para as 11 horas (horário local) e a Honda não aceitou.
Quando a chuva deu uma trégua e os carros voltaram para a pista, Alonso ficou fora da prova.
Está difícil a vida para o asturiano.
Deve estar pensando: “-Ainda bem que está acabando...”.

A corrida começou efetivamente após dez voltas sob o safety car e já na volta doze um monte de gente foi aos boxes por o intermediário.
De volta, começa o show dos pilotos da Red Bull.
Vettel e Ricciardo ultrapassam as Williams (sem DRS).
Vendo o australiano guiar dá para cravar que o time austríaco não vai sentir falta alguma do alemão quatro estrelas.

De animado, além das ultrapassagens dos dois da Red Bull só teve mesmo a ultrapassagem de Hamilton sobre Rosberg.
Claro, afinal Rosberg nunca foi um ás no piso molhado, mas em que piso ele foi?

A corrida foi encerrada na volta 46 após uma entrada misteriosa do carro médico junto com o safety car que atenderia – em tese – o acidente de Adrian Sutil.
Pouco depois soube-se que na curva 8 a Marussia de Jules Bianchi se acidentou.
O clima ficou muito tenso e – aparentemente – algo realmente grave aconteceu.

Com o fim antecipado da prova, a vitória ficou mesmo com Lewis Hamilton seguido de Rosberg.
Porém tudo ficou em segundo plano na espera de noticias e quando chegaram tudo ficou ainda pior.
Jules Bianchi bateu no trator que retirava o carro de Sutil da pista.
As piores lembranças possíveis vieram à tona.

Até o momento em que este texto era finalizado, as noticias eram de que o piloto estava inconsciente e havia sido levado para o hospital de ambulância, apesar do helicóptero de resgate ter sido acionado.
Mas ao que parece, devido às condições climáticas e a iminente chegada de um tufão, o helicóptero não pode ser usado.
A torcida é que tudo termine bem desta vez.

3 de out de 2014

Beleza, beleza, beleza... Mocotó te espera

A origem da história é um tanto confusa. Jorge Bem diz ter acontecido durante o Festival de Montreux.
Já Nereu Gargalo diz que foi no Japão, durante a turnê que deu origem ao disco On Stage, de 1971.

Durante uma festa oferecida aos artistas brasileiros, o Trio Mocotó - então formado por João Parahyba, Fritz Escovão e, claro, Nereu Gargalo – entornava todas em sua mesa.
Reconhecidos por um executivo da gravadora Philips, onde estavam contratados à época.
Nereu, que já é de natural simpatia e desembaraço sóbrio, fica ainda mais solto quando levemente alto.
No caso, estava pesadamente alto.

-Mas olha quem está aqui! O Trio Mocotó! Os escudeiros de Jorge! – diz o fã executivo para alguns de seus pares e logo traduzindo para a língua local.
Sorrisos, apertos de mão abraços e confirmação de que todos eram seus fãs. Na língua local, claro... E o brasileiro deixa os amigos na mesa do Trio e some.
-Beleza, beleza, beleza! – respondia Nereu, também sorrindo.
-Vocês são muito bons, nunca vimos nada igual. – diziam ainda na língua deles.
-Beleza, beleza, beleza... – continuava o músico.
-Soubemos que no Brasil há muita gente com tanto talento quanto vocês.
-Beleza, beleza... – Nereu confirmava (ou não, vai saber) com o sinal de joinha.
-Podemos nos sentar à mesa?
-Beleza, beleza, beleza...

E beberam até o limite do possível.
Quando o executivo brasileiro voltou à mesa encontrou tanto o Trio quando os executivos locais completamente chapados, conversando (?) como se fossem amigos de infância.
Só que agora com os papéis levemente invertidos.
-É foda ser executivo né? Coisa escrota... – pergunta Nereu...
-Bereza, bereza, bereza... – respondem os caras.
-Mas pior mesmo deve ser não comer ninguém... – continuava.
-Bereza, bereza, bereza! – e riam como malucos.
-Fiquei sabendo que vocês não gostam de mulher, é verdade?
-Bereza, bereza...

1 de out de 2014

F1 goham (tudo grudadinho que nem o arroz japonês)

Ah o Japão... Quem não gosta do Japão?
Os caras são legais demais!
Eles têm trem que flutua, tem Godzila... Tem Ultraman!
Os caras comem com pauzinhos... E arroz!
Os caras ensinaram o mundo a comer o peixe cru.
Pensando nisto até me arrisco a dizer que japonês mudou a ordem das coisas ao classificar o peixe como fruta.
Não entendeu?
Quantas frutas você conhece que seja necessário cozinhar ou fritar para se comer?
Pois é... Colhe-se em natura, no máximo dá uma lavada e come-se.
Os japoneses não fazem isto com peixe?
Logo: peixe é fruta.
Aqui se fala, aqui se prova
Deixando as besteiras de lado, os japoneses são tão legais que tem Suzuka.
Pista desafiadora, veloz, com curvas de alta, de média, de baixa... Retas, grampo....
Não é legal?
É uma ótima pista para testar o piloto. Ver o quanto ele pode andar de pé em baixo, o quanto é bom de técnica.
Claro, o cara do carro mais veloz vai ganhar, mas é uma pista em que dá para notar a tocada do piloto mais que nas outras.
Provavelmente a corrida acabe sendo um tantinho entediante, mas... A gente aguenta o tédio nos tilkodromos, então a gente aguenta o tédio em uma pista de verdade como Suzuka.
E sorri.

De lá vem as notícias:
Jenson Butts diz que a Honda vai precisar de pilotos experientes na Mclata.
Não sei se era uma auto propaganda ou se ele estava pedindo para os japoneses contratar de volta o Rubinho.
Mas como disse: os japoneses são legais, não vão fazer nem um e nem outro e ainda assim juntar Rubinho e Butts de novo.
Na aposentadoria.
Matú e Zalem
A Williams declarou que se vê em vantagem na briga contra a Ferrari.
Sim, claro... Mas para que comemorar?
Uma equipe com um carro horrível e que tem um piloto só.
Decidam ai quem é ele.

A Mercedes vê uma luta direta entre Nico e Lewis na fase final do campeonato.
Sério? Mesmo?
Estão desconsiderando Max Chilton, Gutierrez e o Ericsson?
Poxa...


Por ultimo: O Japão é tão legal que até vulcão em atividade tem por lá.
Aliás, o vulcão que se cuide.
Depois da “substancia não identificada” que ferrou com o carro do Nico na ultima corrida, se por acaso o alemão vencer no Japão, os fãs chaatos do Hamilton vão dizer que até a montanha que cospe lava é contra eles...