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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Na rota da Indy

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E saiu o calendário da Indy.
Apenas seis ovais em dezessete etapas.
Bem pouco das raízes da bagaça...
E a primeira corrida em oval é justamente a prova lendária Indy 500 apenas na sétima prova...
A abertura vai ser no Brasil em março, mais precisamente na pista de Brasília, que convenhamos, precisa urgentemente de reformas.
E não superficiais, mas profundas...
Algumas perguntas:
A) Vai ter grana do governo federal envolvida?
B) Se houver, vai ser usado o montante todo na reforma?
C) Será que os que gritaram contra as obras da copa vão chiar?
D) A pista de Brasília, para ficar no nível de algumas pistas da categoria, vai ter que instalar uns trilhos de trem no meio do traçado?
E) Quanto tempo até inventarem de correr nas ruas da capital?

Mas a pergunta mais contundente ainda é: alguém se importa?

E concordando com Mario Andretti...

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Todo ano quando chega esta época, a do GP de Austin nos EUA, Mario Andretti, o único americano que prestou na F1 dita “moderna” dá suas declarações visando “ajudar” a categoria.
Ano passado disse que seria interessante que as equipes tivessem um carro a mais nas corridas para oferecer aos pilotos da casa...
A ideia não era ruim, mas convenhamos, seria difícil achar um piloto malaio para cada equipe, por exemplo...
Este ano ele disse que a F1 precisa dar uma “relaxada”... Que está muito travada e sisuda.
E não é que é?
É...
E como o BligGroo anda numa vibe de ajudar também (procure ai, só este mês já teve uns três textos com esta temática...) vamos às sugestões para o tal relax...


Que tal permitir passeio pelo padock pra todo mundo? Ia ser legal vendo nego fazendo self com bico, pneu...
Se marcar, as equipes podem até dar umas flanelas pro povo que está lá de bobeira que eles vão de boa tirar o pó dos carros, lustrar... Eu iria na Williams de boa varrer o box.

Acabar com o treino de se…

Ajudando a Caterham

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E Tony Fernandes havia entregado a Caterham para investidores, que por sua vez devolveram para Fernandes que entregou para um administrador.
Esqueci algo?
A verdade é que o time verde vai indo a passos largos para o brejo e – como sabemos – sendo indiano, Fernandes não impedirá o livre curso bovino da equipe.
Começa que receberam permissão especial para não participar nem da etapa dos EUA e nem da corrida no Brasil.
Significa?
Significa...
Se a situação não fosse realmente complicada, a FOM nunca autorizaria a falta de um time às corridas.
Já tem tão poucos...
Mas aqui no BligGroo vamos (um dia procuro ajuda para entender porque uso o pronome no plural) ajudar o Fernandes a – pelo menos – levar o time para participar da última etapa em Abumdabe.
Dicas para a Caterham arrumar alguma grana para terminar a temporada.•.

Alugar os carros (sem os motores) para vendedores de abacate nas ruas.
Seria a AbaCaterham
Sendo o trambolho já na cor da fruta, o retorno é garantido sem muito prejuízo.

F1 progressiva?

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No fim dos anos 60 o rock and roll estava um tanto diferente.
Os shows, a exemplo dos discos, se encheram de solos longuíssimos, arranjos mirabolantes, efeitos diversos.
Até o modo de composição passou a ser diferente.
Lobão conta em seu livro 50 anos a mil que Patrick Moraz, ex-integrante do Yes que veio morar no Brasil após casar com uma brasileira recrutou a banda carioca Vímana para lhe apoiar a carreira solo e trazia para as reuniões de composição um quadro negro repleto de equações, metas, assuntos aos quais ele pretendia transformar em músicas e letras.
As canções já não tinham mais três ou quatro minutos, não eram dançantes ou doces baladas de amor. Pelo contrário, ocupavam um lado todo do vinil e nem sempre eram empolgantes e exigia do ouvinte alguma erudição para entende-la.
Os álbuns passaram a ter muito mais importância que os singles e para a compreensão da mensagem do artista...
Começou ali o distanciamento lento e gradual do músico que criava coisas muito longe da reali…

E Jagger também ligou o fo*a-se

Existe o mundo real.
E existe o mundo dos Rolling Stones...
Neste mundo, amor é igual a sexo, drogas são item de consumo cotidiano e a violência é gratuita.
O que é belo pode esconder coisas escabrosas como simpatia pelo capeta, açúcar marrom vindo de algum lugar do mundo para dentro da corrente sanguínea, estrelas do mundo pornô, decadência social e outras coisas menos cotadas, enfim...

Porém, nada é mais emblemático deste mundo Stone que Street fighting man, incluída em Begars Banquet, um álbum quase acústico de 1968.
A canção convoca o ouvinte a lutar nas ruas de uma “Londres sonolenta” onde o melhor que se pode fazer é tocar em uma banda de rock.
Mas apesar do momento político conturbado pelo qual passava o mundo em 1968, não há uma só linha, frase ou palavra que defina com quem, por que ou para que lutar.
Diz apenas: “Cause the summer is here and the time is right for fighting in the streets, boy.”
Brigar por brigar...

Hoje, com o advento do “politicamente correto” é provável que…

Aspas do longo tempo entre uma corrida e outra...

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Quando o intervalo entre corridas é superior a duas semanas a coisa realmente fica feia para os periodistas da F1.

Os caras são obrigados a dar importância a quaisquer aspas ditas por alguém que signifique algo dentro do circo.
Obviamente não há nada de errado nisto, mas...
Se não vejamos:

Declaração de Ron Dennis, o poderoso chefão da Mclata:
“-Não tem como vencer se não tiver o melhor motor.”
Era um claro recado para a montadora japonesa que lhe fornecerá motores ano que vem, algo do tipo: “-Ou vocês fazem seu melhor ou não ganharemos nada.”.
Beleza Ron Dennis!
Agora explique, por favor, por que este ano, com motor Mercedes que, aliás, já garantiram o título de construtores, a McLata não ganhou nem disputa de palitinho no paddock?
Outra?
Willi Webber, ex-agente de Michael Schumacher disse que: “-Vettel é muito sensível para vencer na Ferrari.”.
Entenda vencer como: ganhar títulos.
E disse ainda que Fernando Alonso não aguentou a pressão.
Pela sua fala, Michael Schumacher é um ser de …

Dois toques: Pistas na Espanha e Tilke (duas coisas que não gosto)

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E nem bem nos acostumamos com a ideia aberrante de fazer mais uma corrida de rua – com traçado Tilke, o que é pior – nos EUA e lá vem Ecclestone e sua FOM nos deixar ainda mais frustrado.
Negociam, segundo algumas boas publicações, com Madrid para, adivinhem... Mais uma corrida de rua com traçado do construtor de tédio alemão.

Se mais uma corrida nos EUA não desagrada desde que, claro, em algum dos ótimos circuitos que há por lá, a simples ideia de mais uma corrida na Espanha desanima o ser vivente por demais.
E nem é por ser em circuito de rua ou por ser desenhado pelo Master of Paintbrush, mas por ser na Espanha mesmo.
Desde que me entendo por gente e assisto F1 (lá pelos idos de 1983) nunca vi um circuito espanhol que prestasse para algo.
Talvez Montjuic, mas eu não vi corridas lá, então...
Que me desculpe o povo bacana da Espanha, mas para a F1 a única coisa boa vinda de lá é Fernando Alonso.
O que não me impede de soltar alguns “chupa Alonso” toda temporada...


E por falar em Herm…

Outro GP nos EUA

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Não...
O blog não tem nada contra os EUA.
Aqui não se acha que são o grande satã, os exploradores, os pseudo donos do mundo, os senhores da guerra...
Nada disto.
Aqui gostamos de rock, gostamos de fast food, gostamos de blockbusters hollywoodianos, da tecnologia que vem de lá e ainda mais, gostamos de NFL e de NBA.
É bem verdade que não curtimos rap, não gostamos nascar e achamos a Indy bem meia boca...
Também não achamos a mínima graça no baseball e nunca assistimos hóquei.
Mas vá desculpando ai... (Também não entendemos ainda porque tendo um só escritor no blog, usamos o pronome no plural.).

Portanto não achamos ruim de forma alguma que se tenham corridas de F1 na terra do Tio Sam.
Pode ter até mais que uma.
Já tem em Austin, que o circuito é meia boca, mas dá pra aguentar.
Pode vir a ter em New Jersey, embora esteja mais fácil chover no Atacama.
Não ligaríamos de forma alguma se corressem em Watikins Glen, ou sei lá... Sonoma?
Que tal correr em Laguna Seca?
Uma volta das provas em …

F1 2015 - Alonso: faça seu boato

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Desta vez está chato, muito chato...
Se havia uma coisa boa em Fernando Alonso, fora seu talento, era a capacidade de gerar boatos discutíveis e apaixonantes.
Ora... Vá dizer que não entrou nenhuma vez em alguma discussão quando a imprensa espanhola começou – dois anos antes do fato se concretizar – a colocar o espanhol em um cockpit da Ferrari?
Foram tanto boatos em tantos momentos diferentes que até encheu o saco.
Agora, quando está de saída da equipe rossa o máximo que foi ventilado é de que foi mandado embora por se oferecer para outros times. Ou para a Mercedes, dependendo de quem conta a coisa.
Também houve a conversa de que o asturiano iria se juntar a duas empresas e comprar vinte e cinco por cento da McLata.
Seria uma jogada de mestre, voltar como dono a um lugar onde não o trataram muito bem...
Convenhamos é bem pouco.
Então vamos inventar boatos. Tem gente que faz e leva um crédito danado quando algum cola ou dá certo.
Alonso disse que não iria pilotar um carro com motor Me…

Financiamento e consórcio: diferenças e vantagens

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Não é grande o número de pessoas que conseguem adquirir um automóvel pagando o valor integral à vista; aliás, é um número bem pequeno. Muito em virtude disso que os consumidores à caça do sonho do veículo próprio vêm aderindo cada vez mais a duas modalidades mais amigáveis para tornar o sonho realidade: o financiamento e o consórcio de carros. Neste artigo, você saberá as diferenças entre os dois e as peculiaridades de cada um.

Como funciona o financiamento de carro
O financiamento de carro é o modo “clássico” de aquisição de bens, não apenas de automóveis (o financiamento é muito utilizado também para imóveis). O nome “científico” é Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e funciona da seguinte maneira: o consumidor contrai um empréstimo junto ao banco para adquirir o seu carro e toma posse do bem, mas o veículo só será, de fato, propriedade do comprador quando ele quitar todas as parcelas do financiamento.
Essa modalidade requer o pagamento de uma entrada à vista, geralmente de 40% do va…

Insistência que chateia - ou - Chatice que insiste

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O chato nem é a indefinição sobre o futuro de Fernando Alonso.
De jeito nenhum...
Sua saída da Ferrari já era vista como possibilidade a algum tempo, só não da para acreditar que tenha sido sumariamente demitido.
O asturiano falador/chorão/marrento e talentoso para cara*ho já teria colocado a boca no mundo e com as chances de título ou mesmo de vitória que tem neste ano, já teria pegado o boné e ido pescar.
Ou pegado a namorada e ido pra qualquer lugar... O que quase se equivale já que a menina tem o shape de uma vara de pescar mesmo...

Mas dizia que não é isto que chateia...
Também não são os rumores que vá correr na Lotus.
Rumores estes detonados pela declaração do próprio que não guiará um carro com motor Mercedes em 2015.
A Lotus vai ter, logo...

Ainda não é isto que chateia...
E nem a teoria maluca de que vai comprar vinte e cinco por cento da Mclata junto com algumas empresas e correr nos carros de Ron Dennis.
Se fizesse isto, teríamos que tirar o chapéu para o espanhol.
Voltar …

Crônica do GP: Contribuição para melhorar a procissão

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O GP da Rússia, segundo a lógica da F1 de Ecclestone, foi um sucesso.
Quanto mais chata a prova, mais sucesso é.
Vide Abu Dhabi, Bahrein, Singapura...
E sendo assim, tende a ficar ao menos dez anos no calendário.
Preocupado com a perpetuação da chatice, o BligGroo recorreu a especialistas (mentira, foi só o escriba mesmo) para, dentro da atmosfera surreal que rege o país e os absurdos que acontecem por lá, achar soluções para animar a prova russa nos próximos anos.
Vamos lá então.
Que tal:

Ter stormtroopers atirando com aquelas armas de laser nos pneus dos carros na reta enquanto o Manowar toca "Battle Hymn":
“Kill, kill óóóó. Kill, kill óóóó”
Vladmir Putin retira o exército da fronteira com a Ucrânia e posiciona ao longo das curvas.
Se o piloto que estiver na frente abrir mais que dois segundos para o que vem atrás, fogo nele...

Promover um MMA entre lutadores russos parecidos com o Zangief (do Street Fighter) para trocar porrada com ursos na curva “da vitória”.
Ou melhor..…

Lado B do GP - Rússia: Uaáááááááá... (bocejo profundo)

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O GP da Rússia já começa trollando.
Quando se dispuseram a fazer a corrida, fizeram.
Sem choro, sim mimimi e sem atrasos ou desculpas.
Trollaram quem?
Manja aquele GP de Nova Jersey nos EUA que nunca sai do papel?
Então... Socchi mandou um abraço.

Felipe Massa parou logo na segunda volta.
A ideia parecia ser ir até o fim com os pneus, já que desgastam pouco.
Mas no meio da prova, parou de novo.
Explicação? Talvez a estratégia incluísse um SC que não veio e não viria nem se um caça russo caísse na pista, de tão larga.
Outra explicação? Burrice talvez...

Kobayashi, o japonês pidão, abandonou a prova bem cedo.
Perguntado sobre o porquê, respondeu: “-Sinceramente não sei...”.
Apostas desta coluna: tédio, chatice da prova, falta de motivação de ficar ali sem ter emoção nenhuma, ir tomar vodca com uma russa bonita, ver uma briga de ursos,

Uma coisa chamou a atenção.
Nico travou as rodas com os pneus na primeira volta e parou para trocar os pneus.
Lewis travou as rodas com pneus de dezenove …

F1 2014: GP da Russia: Na Russia a corrida chateia você

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O clima não era dos melhores.
Não pela tensão do perigo, mas pela tristeza com a situação de um dos colegas de trabalho.
As homenagens a Jules Bianchi antes da prova foram, em minha ótica, sinceras.
Infelizmente o tom excessivamente sentimental da transmissão não ajudava na compreensão da situação.
O adiamento da corrida nem sequer foi cogitado.
Obviamente não por motivos humanitários, mas pela quantidade de dinheiro e interesses envolvidos.
Sendo assim, o melhor que se podia fazer era proporcionar um espetáculo ao qual o próprio Jules gostasse de ver e fazer parte.
Pobre Jules se dependesse disto para sobreviver...

Difícil de entender a lógica de forçar uma ultrapassagem, fritar os pneus arriscando tudo e logo em seguida ir para os boxes.
Na primeira volta, lembre.
Devolver a posição foi normal até.
Rosberg ao fazer a ultrapassagem furou a curva seguinte e ganhou um espaço considerável.

Também Felipe Massa foi aos boxes logo na primeira volta. Mas já largava no fim mesmo...
A estraté…

Bailarina

Cheguei para visitar um amigo que não via já há algum tempo. Uns oito ou nove anos para ser um tantinho mais exato.
Nos reencontramos através de uma rede social destas que valem bilhões, embora para muita gente sirva apenas para perder tempo.
Ao ver sua foto – não tinha mudado tanto com o passar dos anos – solicitei adicionamento e não demorou para que fosse aceito e assim passamos a conversar com frequência.
Não tanta, mas para quem nem se via há tanto tempo, trocar algumas palavras uma ou duas vezes por semana já era um avanço de cem por cento.
Nestas conversas acabei descobrindo que nem morávamos tão longe e que assim como eu, ele havia casado e tinha filhos.
Marcamos de nos encontrar, mas ele não pode ir, acabou ligando em meu celular e pedindo para que eu fosse até sua casa, disse que era urgente.
Então fui.

Ao tocar a campainha quase que imediatamente a porta se abre, recebo um abraço efusivo e ouço um: “-ainda bem que você pode vir!”
-O que houve? – pergunto.
-A Léia está passa…

F1 homeopática (em pequenas doses...)

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Lembra daquele episódio do Pica Pau (Wood Woodpecker) em que ele dizia a célebre frase: “-Vodoo é pra jacu!”?
Vamos adaptar?
Baku é pra jacu!
Talvez nem seja, é verdade, mas como traçado de rua nunca é lá muito empolgante...
Bem, ao menos desta vez o Tilke freou sua tara por sapatos e não desenhou o traçado igual a um mocassim, uma bota, um sapato de palhaço como fez em Sochi, no mutilado Hockenheim.
A corrida deve ocorrer por lá só em 2016, mas creia... Tirando Ecclestone e os organizadores locais, duvido que haja mais alguém ansioso com isto.

A movimentação do mercado tem sido surpreendente.
Vettel se despediu da Red Bull e deixou o posto de “rei” da equipe para Daniel Ricciardo I, o sorridente.
O destino do alemão quatro estrelas deve ser a Ferrari, ao que tudo indica (aqui ninguém é vidente) para tentar montar um dream team nos moldes daquele que levou o alemão original, o sete estrelas, a conquistar o universo a bordo de uma machina rossa della máfia.
Porém: Matilaci não é Ross B…

Lado B do GP - Japão: Sem graça até para piadas

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Deveria ser lado C, De chuva...
A prova começou sob o impacto da noticia da saída de Vettel da Red Bull.
Engraçadinhos e preguiçosos ligaram o fato ao tufão.
Engenheiros de obras já feitas não falaram nada.
Perderam o furo...

Depois ainda teve largada sob safety car.
Sony Ericsson rodou assim mesmo, mas voltou.
Parada de bandeira vermelha e quando a chuva parou (ou quase isto) Alonso ficou fora da prova.
Alonso torcendo para que o ano acabe logo, com certeza.
A zueira começa quando Ericsson, um Zé ruela consegue voltar para a corrida e Alonso, um super piloto (que Alonso é Alonso, tira leite de pedra, anda mais que o carro) não consegue.

Pelo nível das ultrapassagens de Vettel e Ricciardo sobre as Williams de Massa e Bottas dá para cravar tranquilamente que a Red Bull não vai sentir a menor falta de Vettel.
O australiano guia muito e tem mais carisma.
Basta o time fazer um carro bom que ele brilha.


Pista molhada é sempre sinal de emoção, certo?
Não...
É sinal de que Button vai poupar …

As bruxas de Suzuka (e os "se" que podem ser evitados)

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Obviamente vão caçar culpados onde existem e não existem.
Mais óbvio ainda é que apontarão FIA, a FOM, Honda, fiscais de pista, operador de trator, mas isto pouco importa: ninguém será penalizado de verdade, como até hoje em diversos casos de morte nas pistas, ninguém foi.
Mas a caça as bruxas vai começar com força.

E feita por gente que só se importa com o automobilismo quando algo ruim acontece. Como de praxe.
Claro que todas as fatalidades trazem em si uma sequencia – por vezes extensa – de pequenos detalhes como botões on/off imaginários que se apertados de forma diferente mudariam tudo e evitariam o ocorrido.
E os caçadores de bruxa os usarão largamente. Sempre identificados pela figura literária do “se”.

Se o trator não estivesse ali.
Se o trator não engrenasse aquela pequena ré.
Se a bandeira amarela fosse no traçado todo e não apenas no local.
Se as bandeiras agitadas fossem todas amarelas.
Se o aviso de bandeiras amarelas ou de trator em ponto perigoso fosse dado pelo rádio.

Crônica do GP: - #ForzaJules (ou: Abaixo os profetas do milagre feito)

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Jules é um piloto promissor. Note o tempo do verbo.
E tudo correrá bem para que continue sendo. É o que todos desejam, sem duvida.
Foi o único piloto até aqui que conseguiu pontuar com uma nanica atual: dois pontos na prova de Mônaco.
Ainda que assim não fosse, Jules É um piloto promissor.
Sobre o acidente...
A escolha da ambulância ao invés do helicóptero para o transporte do piloto dá para entender.
Basta lembrar que o país estava sob alerta de tufão, fato este que limita e proíbe o levantamento de voos.
A corrida sob chuva idem.
Não é a primeira vez que se corre sob estas condições e provavelmente não será a última.
E sempre aparecerão aqueles que com ar sabichão dirão que o acontecido era óbvio e que só não enxergava quem não queria ver.
Toda fatalidade é composta de diversos erros em série e sempre há de se achar algum culpado e apontar as falhas.
Não é invalido isto, pelo contrário, mas realmente não é hora.
Jules aceitou o risco de que algo grave pudesse acontecer quando escolhe…

F1 2014 - Japão: muito tenso.

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Havia todo um drama sobre a etapa japonesa: haveria ou não corrida.
A todo o momento as atualizações das noticias davam conta de chuvas muito fortes devido à chegada de um tufão.
Chegou-se a especular um adiantamento no horário da largada, mas é certo que nem um ataque de monstros de poluição comandados pelo Dr. Gori seguido do aparecimento do Spectremen fazem com que Bernie Ecclestone perca dinheiro.

Por fim houve a largada, mas sob safety car.
Duas voltas completas, muita reclamação (justificada, diga-se) do Hamilton no rádio e aparece a bandeira vermelha.
Carros para os boxes e segue a indefinição.

Então surge a noticia (ou seria boato?) de que Bernie Ecclestone e a FOM quiseram adiantar a largada para as 11 horas (horário local) e a Honda não aceitou.
Quando a chuva deu uma trégua e os carros voltaram para a pista, Alonso ficou fora da prova.
Está difícil a vida para o asturiano.
Deve estar pensando: “-Ainda bem que está acabando...”.

A corrida começou efetivamente após dez voltas…

Beleza, beleza, beleza... Mocotó te espera

A origem da história é um tanto confusa. Jorge Bem diz ter acontecido durante o Festival de Montreux.
Já Nereu Gargalo diz que foi no Japão, durante a turnê que deu origem ao disco On Stage, de 1971.

Durante uma festa oferecida aos artistas brasileiros, o Trio Mocotó - então formado por João Parahyba, Fritz Escovão e, claro, Nereu Gargalo – entornava todas em sua mesa.
Reconhecidos por um executivo da gravadora Philips, onde estavam contratados à época.
Nereu, que já é de natural simpatia e desembaraço sóbrio, fica ainda mais solto quando levemente alto.
No caso, estava pesadamente alto.

-Mas olha quem está aqui! O Trio Mocotó! Os escudeiros de Jorge! – diz o fã executivo para alguns de seus pares e logo traduzindo para a língua local.
Sorrisos, apertos de mão abraços e confirmação de que todos eram seus fãs. Na língua local, claro... E o brasileiro deixa os amigos na mesa do Trio e some.
-Beleza, beleza, beleza! – respondia Nereu, também sorrindo.
-Vocês são muito bons, nunca vimos n…

F1 goham (tudo grudadinho que nem o arroz japonês)

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Ah o Japão... Quem não gosta do Japão?
Os caras são legais demais!
Eles têm trem que flutua, tem Godzila... Tem Ultraman!
Os caras comem com pauzinhos... E arroz!
Os caras ensinaram o mundo a comer o peixe cru.
Pensando nisto até me arrisco a dizer que japonês mudou a ordem das coisas ao classificar o peixe como fruta.
Não entendeu?
Quantas frutas você conhece que seja necessário cozinhar ou fritar para se comer?
Pois é... Colhe-se em natura, no máximo dá uma lavada e come-se.
Os japoneses não fazem isto com peixe?
Logo: peixe é fruta.
Deixando as besteiras de lado, os japoneses são tão legais que tem Suzuka.
Pista desafiadora, veloz, com curvas de alta, de média, de baixa... Retas, grampo....
Não é legal?
É uma ótima pista para testar o piloto. Ver o quanto ele pode andar de pé em baixo, o quanto é bom de técnica.
Claro, o cara do carro mais veloz vai ganhar, mas é uma pista em que dá para notar a tocada do piloto mais que nas outras.
Provavelmente a corrida acabe sendo um tantinho e…