31 de dez de 2014

Para o ano novo

E hoje quando o relógio bater meia noite e os fogos e champanhes começarem a estourar não vou prometer nada.
Para que?
Sempre que prometo algo, não cumpro.
Estas resoluções pré-definidas para o ano novo nunca funcionam.
Conheço gente que prometeu que ao fim de 2014 estaria com muito dinheiro e pouco peso.
Aliás, se ferrou: está com nenhum dinheiro e todo o peso possível.
Também conheci gente que disse que ia parar de fumar antes do fim do ano e – pasmem! – conseguiu.
Infelizmente morreu de enfisema pulmonar devido ao maldito cilindro de papel com uma brasa numa ponta e um idiota na outra...  Vida que segue.
Não a dele, claro...

Vejo um ano novo como um caderno novo, ou para os mais modernetes, uma página do Word nova.
Têm lá umas coisas já definidas tipo linhas, margens... Mas dá para escrever uma história nova.
Claro, não há história que parta do nada, nunca. Sempre há uma inspiração, uma citação, uma lembrança qualquer que ceda o ponto de partida... Mas dá para ir arrumando as coisas, mudando os rumos.

Obviamente não é necessário que isto seja feito na virada do dia 31 de dezembro para o dia primeiro de janeiro.
Pode-se fazer a qualquer hora de qualquer dia do ano.
Nunca é cedo ou tarde para realizar mudanças e se forem para melhorar então... Ótimo!
Mas se quiserem uma data símbolo, um ponto de virada mais ou menos coletivo, que seja o último dia do ano e o subsequente primeiro.
Vamos escrever histórias novas ou continuar escrevendo as que estão boas. Vamos adicionar algumas vírgulas, algumas reticências, vamos nos deparar com alguns pontos finais, mas tudo bem...  É da vida e é inevitável.
A gente sofre, muda de linha e continua escrevendo.

Mas como dizia lá em cima: não vou prometer nada, o que vier estará de bom tamanho.
Se não estiver, damos um jeito de melhorar.
Aos amigos do espaço um feliz ano novo.
Aos amigos do escriba aqui, um ano novo feliz.

26 de dez de 2014

Notinha do busão natalícia

A diferença desta vez é que não estava dentro do ônibus, mas na calçada.
Depois de fazer as compras de última hora para o natal, voltava tranquilo pelas calçadas esburacadas e desiguais da cidade.
Logo a frente caminhava um carinha de mãos dadas com uma menina bem atraente, gostosa mesmo, e com uma senhora que – acreditem – nos seus melhores dias não devia ser lá grande coisa. Bem pelo contrário...

Como sempre, nesta época, o tráfego de carros sobe muito e causa alguns pequenos congestionamentos em pontos de estrangulamento, e por aqui não há poucos. Pelo contrário.
Em um destes, um cruzamento sem sinalização e com muitos pontos cegos, um ônibus trava o trânsito enquanto espera o desembarque.
Da janela, três moleques – na acepção da palavra – enfiam suas cabeças pela janela e, do nada, resolveram arreliar quem passa.
Ao ver o trio que ia a minha frente, começam a fazer graça com a menina gostosa, mas ao perceberem a velha feia o foco muda.
Aparentemente, os moleques conheciam o dito popular “quer saber como será sua mulher na velhice, olhe para sua sogra” e é exatamente o que usam para tirar sarro.

“-Ai, tá contente com a gostosa né?”
“-Aproveita, porque no futuro ela vai ficar igual à véia feia ai do teu lado.”
“-E reza pra ela ficar igual à véia, porque se ficar pior vai ser o próprio capeta.”
Grosseiro e desnecessário, senti até uma ponta de dó da velha.

Os risos ainda ecoavam quando o carinha resolve dar algum tipo de resposta, o que defendeu um pouco a moça, mas não a senhora. Bem pelo contrário.
“-Se ferraram seus otários, é minha mãe, não dela!”.

De repente a pontinha de dó que havia sentido pela velha se transferiu para a menina.

22 de dez de 2014

Conto de Natal 2014: Abaixo a tortura

A pergunta foi feita de forma simples e direta: -Por que você não quer ser o Papai Noel da empresa?
Campos desviou os olhos do interlocutor e fitou por alguns instantes o infinito. Na verdade apenas a janela da sala do gerente...
-Então... Eu nunca gostei de natal, nunca curti a festa e nem os enfeites... Nunca dei importância para a troca de presentes.
-Mas rapaz... Natal não é só trocar presentes, enfeites ou comida... Ah! Lembrei: da comida você gosta? Não gosta?
-Não muito... Nunca curti assados, a carne fica boa perto do couro, mas no meio fica sem tempero.
-Seu caso grave... Mas como estava dizendo: o natal é muito mais que isto. O natal é o ponto máximo da cristandade...
-Do cristianismo, você quis dizer...
-E não é a mesma coisa?
-Creio que não, mas acho que o ponto máximo do cristianismo seja a morte e a ressurreição não?
-Por quê?
-Oras... Simples! O que faz da fé cristã ser o que é - sem duvida nenhuma - é o fato de Cristo ter ressuscitado. Se tivesse só nascido no natal e morrido na sexta da paixão, ninguém ia ligar por muito tempo... Mas como ele voltou... Bom.
-Nunca tinha pensado nisto... Você deve ser um bom cristão.
-Sou ateu.
Um ponto de interrogação se formou no rosto do gerente.

-E como sabe tudo isto?
-Não é nada demais... E é preciso conhecer para dizer que não se gosta de algo. Tô errado?
-Não, não... Mas vamos lá! Você tem que ser nosso Papai Noel.
-Não dá... Sou magro.
-A gente faz uns enchimentos na roupa.
-Vai dar calor...
-A gente te põe numa sala com ar condicionado para atender as crianças.
-Sou alérgico, me ataca a rinite.
-Te damos um monte de rinossoro.
-Ai vou espirrar em cima das crianças, os pais vão achar ruim. E a molecada vai ficar com nojo.
-Poxa... Quebra esta pra gente. Você é o único funcionário que não tem filhos. Logo, ninguém vai perceber se você não estiver presente à festa.
-Não!
-A gente convence o Moreira a ficar contigo.
Moreira era um anão que trabalhava no bar em frente.
-Papai Noel tem rena, e não viadinho...
-Ele iria como gnomo.
-Ah...  Não!
-Poxa... Mas o Moreira... É? Mesmo? Do que você sabe?
-Nada... E nem me importa. Só não quero ser Papai Noel.
-Tá! Tá bom... Mas me explica uma coisa: porque tanta implicância com o natal pra não querer nem ajudar a gente?
-Sinceramente?
-É tudo que espero: sinceridade.
-Eu não suporto natal por causa da musica.
-Que musica? Jingle Bells? Silent Night ou “noite feliz” como se chama aqui? White Xmas? Let Snow?
-Também. Mas o que eu odeio mesmo é quando vai chegando o Natal e, em todo lugar que eu vou, cada loja, cada bar, cada rua de comércio eu ouço a Simone cantando aquela versão horrenda de uma canção de natal do John Lennon... Nenhum cristão no mundo merece aquela tortura!
-É... Sendo assim não tiro sua razão. Também não suporto a Simone... Deixa pra lá. Feliz Natal.
-Obrigado... Pra você também.


O blog vai entrar em ritmo de férias até janeiro, não vai parar, mas vai ter menos ação.
Obrigado à todos os amigos e boas festas à todos. 

19 de dez de 2014

Pérolas da pós temporada

Post season, terra de ninguém, celeiro de besteiras e algumas boas sacadas.

Na campeã Mercedes, por exemplo, nem tudo são flores.
Hamilton acaba de perder seu engenheiro para a Ferrari.
Motivo?
“-Cansei de ouvir rap e pussicatdolls... Na Ferrari eu posso ouvir Pepino Di Capri e se for trampar com o Alonso ainda posso ouvir Julio Iglesias.”
Enfim...

Porém, na Ferrari nada são flores.
Com a chegada do tetra campeão mundial (chupa haters) Sebastian Vettel, o time não para de promover mudanças.
Domenicali rodou, Matilaci que o substituiu já rodou também e mais um monte de gente já foi mandado embora (Pat Fry e outros menos cotados).
A ordem na casa mafiosa de Maranello é: “-Quem sair por último leva o lixo pra fora, por favor...”.

E a Lotus?
O time preto e dourado disse que era sim opção para Alonso em 2015.
Alonso não negou.
Nem precisa. Alguns absurdos a gente pega no ar que são mimimi.
Ainda por lá, Grosjean disse que em 2014 aprendeu com os erros.
Ele aprendeu com os erros do time e o time aprendeu com os erros dele, logo, se são bons alunos e fizeram a lição de casa, com a quantidade de erros que os dois tiveram devem ter aprendido como serem campeões mundiais.
A começar por aquele bico filhadaputa de feio. Aquilo foi o maior erro de todos.

Hulkenberg, que é bom piloto, avalia se foi bom trocar a Sauber pela Force Índia.
Meu caro... Sabe quando você entra num busão e ele está totalmente vazio?
Então... Tanto faz o lugar que você sentar, ninguém vai dar à mínima.

Por Fim a Red Bull...
O povo de lá disse que a escolha de Kvyat levou apenas dez minutos para ser feita.
Ficou aquele cheiro esquisito no ar de: “põe qualquer um mesmo, porra...”.

18 de dez de 2014

E na apresentação da McLaren...

E pouco antes de fazer o anuncio oficial perante a imprensa da nova configuração da equipe, Ron Dennis, Fernando Alonso, Jenson Button, Kevin Magnussen e Eric Boulier fazem uma espécie de conferencia para elevar os ânimos.

-É a hora da virada! – diz Dennis
-É hora da virada! – respondem os outros em uníssono.
-Chega de andar atrás dos outros!
-Chega!
-Chega de humilhação!
-Chega!
-Nunca mais nos chamarão de Sauber com grife!
-Nunca mais!
-Temos o melhor time!
-O melhor time!
-Vamos para vencer!
-Eu vim pra vencer! – só Alonso grita.
-Temos os melhores pilotos.
-Temos eu! – novamente só Alonso grita.
-Vamos ter os melhores carros!
-O melhor será meu! – os outros já olham torto para Alonso.
-Vamos ser grandes companheiros!
(Silêncio a espera do que o espanhol diria.).
-Que fué? – pergunta Alonso.
-Não vai dizer que seremos grandes companheiros? – pergunta Magnussen, o piloto reserva.
-Precisa?
-Sim... Claro.
-Entonces tá... Kevin e Jenson serão grandes companheiros!
-E você? – quis saber Ron Dennis.
-Ué! Yo serei campeón, claro!

Talvez isto explique a aparente falsidade nas fotos da apresentação da equipe...

17 de dez de 2014

O poderoso Chefão

Quando esteve por aqui em Setembro de 2013, Bruce Springsteen foi louvado como um dos caras mais boa praça do festival Rock in Rio - onde se apresentou – e, por que não dizer , da cena roqueira.
Tomou banho de mar sem seguranças, tocou violão na praia com alguns locais.
E o melhor: sem aparentar nada que estivesse relacionado à autopromoção barata.
Bruce conquistou a todos – plateia e jornalistas – não só com seu rock vigoroso e competente, mas também com simpatia e descontração.

Mas não é coisa nova esta simpatia e atenção, pelo contrario.
Em 1980, durante a turnê do disco The River, Bruce teve algumas datas reservadas no estádio de Wembley, Inglaterra e em uma das noites, recebeu no backstage John Deacon, baixista do Queen que estava acompanhado do então road e futuro fotografo Peter Hince a quem nunca tinha visto.
Os três conversaram e tomaram cerveja se despedindo mais de uma hora depois quando Bruce contou que na noite anterior havia recebido também o baterista Roger Taylor e que o papo também fora animado.

Anos depois, conta Hince em seu livro Queen Unseen, de 2010 que mais de um ano após aquele encontro, ele se encontrava hospedado em um hotel nas proximidades de Los Angeles por conta de uma turnê do Queen pelos EUA quando percebeu Springsteen vindo em sua direção com a mão estendida e um largo sorriso.
“-Olá Pete! É muito bom revê-lo. Como vai a banda?”
Hince diz que ficou realmente surpreso ao ver um astro do rock lembrar-se de um simples road e ainda ser gentil e atencioso com ele mesmo não estando na companhia dos artistas para quem trabalha, e completa: “-É realmente um homem de um quilate superior”.

15 de dez de 2014

Na premiação da FIA.... A verdade surge

A premiação da FIA estava prestes a ser anunciada, a categoria da vez era: Melhor organização de GP. (noticia original aqui => Russia)
Nicolai Servienco e Ivan Riazov, dois dos responsáveis pela organização do GP russo estavam apreensivos pela revelação do vencedor.

-O camarada tem certeza que vamos ganhar? – perguntou Nicolai, um tanto nervoso.
-Fica tranquilo...  – Ivan responde com um sorriso não menos nervoso.
-Como ficar tranquilo? Estamos concorrendo com gente de peso, de tradição e com muito dinheiro envolvido.
-Dinheiro não é tudo.
-Ah não? Acha mesmo que a gente pode concorrer contra Abu Dhabi e aquele show de luzes?
-Claro que podemos? Veja bem: a público que vai a Abu Dhabi ver a corrida... Quem são?
-Uns endinheirados que usam a corrida como vitrine social.
-Certo...  E sabe por que a corrida lá é do entardecer para a noite?
-Não...
-Porque se fosse às duas da tarde como em outros lugares este povo estaria dormindo de ressaca.
-E daí?
-E daí? Oras! Aquele treco que parece um prestobarba enorme é um hotel, os grã finos ficam lá, seriam acordados pelo ronco dos motores... Isto é falha de organização do ponto de vista do conforto aos pagantes...
-Certo... E o Japão? Eles fazem tudo certo, tudo bonito e tem tradição. Todo mundo gosta das corridas de lá.
-Sim... Mas por mais que a FIA tenha livrado a cara da organização, viu só a porcaria que deu lá este ano não?
-Verdade... E Austin?
-Tem um morro muito alto, o povo criticou aquela torre que não tem segurança, ninguém gostou do calor, falaram mal dos chapéus de cowboy.
-Hum... E São Paulo?
-Não tinha água...

Então o mestre de cerimônias abre o envelope com o vencedor da categoria e anuncia, sem nenhuma empolgação que: “-O prêmio da FIA para melhor organização de um grande prêmio em 2014 vai para o GP da Rússia, disputado em Socchi”.
Aplausos comedidos e alguns sinais de frustração vindos dos outros organizadores.

-Não te falei? – diz Ivan, mas não sem esconder certo alívio.
-Ainda bem! – completa Nicolai com um longo suspiro.
-Vem... Vamos até lá ser cumprimentados e depois vamos encher a cara de vodca.
-Sim, claro... Mas espera um minuto só.  – e saca do telefone celular que estava no bolso.
-O que você vai fazer? Não atrasa... Vamos lá logo.
-Só um minuto... – pausa enquanto espera que atendam sua ligação. – Alô? É da KGB? (pausa) Sim... Aqui é Nicolai e estou com Ivan, fomos premiados, melhor organização de GP... (outra pausa) Sim, sim, muito obrigado, agora, por favor, pode libertar nossa família?

12 de dez de 2014

Grandes vespuciadas através da história

44 AC.
Com base em documentos vistos no Senado e de acordo com uma fonte muito próxima cravou, sem medo de errar, que Marcus Junius Brutus, conhecido mais como Brutus, não tinha nenhum tipo de animosidade em relação ao imperador Caio Julio, o César.

Brutus apunhalou César na escadaria do Senado romano...


1939
Mesmo com os boatos de que a Alemanha de Adolf Hitler tem intenções megalômanas, expansionistas e imperialistas afirmou que o país bávaro não cometerá nenhum tipo de ato hostil que possa acirrar os ânimos mundiais.

A Alemanha invadiu a Polônia e a merda toda começou...

1962
Após ouvir com exclusividade as gravações e conversar com fontes ligadas à gravadora EMI, cravou que os Beatles seriam um tremendo fracasso e que não passariam do primeiro compacto.

Os 4 de Liverpool ganharam o mundo, influenciaram um caminhão de gente e ficaram mais famosos que Jesus Cristo, segundo Lennon.

1984
Após dizer que tinha visto todos os laudos e visto contratos dos artistas envolvidos, colocou um ponto final no assunto afirmando que o festival Rock in Rio nunca aconteceria.
Tanto por falta de segurança no local, quanto por conta dos artistas pretendidos para o evento.

Em Janeiro de 1985, dez dias de paz, amor e muito rock sacudiram o país dando inicio a uma série de turnês de grandes artistas internacionais no Brasil.

2014.
Após ver documentos ultrassecretos que comprovariam a “compra” da copa do mundo pelo governo local, decretou que a seleção não só passaria facilmente pela Alemanha como também seria campeã ao bater o Uruguai em pleno Maracanã para se livrar de vez do fantasma de 1950.

A Alemanha humilhou a seleção em Minas Gerais e depois foi campeã batendo a Argentina na final.

2014
Jenson Button está fora da McLaren que contará com Fernando Alonso e Kevin Magnussen para a temporada de 2015, segundo fontes de dentro da equipe, da Honda e da assessoria de Jenson.

E eu vou pavimentando minha highway to hell

11 de dez de 2014

Decisão na McLaren: Button

Ainda não se sabe se Button vai ficar ou não na McLata para o ano que vem.
Há quem aposte que tanto a Honda quanto o novo sponsor do time o querem por lá.
Para a atual situação da categoria – com um monte de novatos – um nome de peso, com um título mundial (daquele jeito...) seria muito bom.
Uma dupla com Fernando Alonso, a se concretizar, seria um golpe de marketing e tanto.
Mais até do que foi a dupla do espanhol com Kimi Raikkonen, que sofre de narcolepsia e não consegue ficar um campeonato inteiro acordado.
Mas caso Jenson não fique na McLata, quais as opções?

WEC – Formaria dupla com Mark Weber na Porsche.
Uma ideia bacana da fabricante alemã.
Uma forma legal de promover o esporte na melhor idade e, melhor ainda, tirar dois velhos rabugentos das filas do banco.

Indy – Por lá já correram pilotos com idade bastante avançada.
Vai levar uma grande vantagem sobre os manetões de lá nos circuitos mistos.
E como agora há bem poucos ovais, a chance de ser campeão é grande embora na terra do tio Sam este negócio de “tocada suave” e economia de pneus não sejam lá muito valorizadas.
Para azar dele, quando chove não há corridas em oval, logo, não vai ter vitória dele neste tipo de traçado.
Vai ser considerado um campeão menor caso venha a ganhar...
Até ai... Na F1 também é.

GP2 – Não há na história algo semelhante: um campeão ser rebaixado para uma categoria de acesso, mas se acontecer, Button vai guiar um carro verde e branco escrito do lado: Allianz Button.

Aposentadoria: Algo com o qual ele não deve se preocupar.
Com a quantidade de pneu que poupou durante a carreira, pode montar uma borracharia e viver tranquilamente por muitos e muitos anos.

Mas dizem também que ele pode ficar e até fazer dupla com Kevin Magnussem, o que faria com que Alonso ficasse a pé.
Esta opção dá calafrios só de pensar nos criativos redatores de noticias da F1 usando a palavra “sabatico” em dez de cada sete textos.
Mas é improvável que ele fique “sabatico”.
Ozzy já avisou que será a última turnê da banda e está tentando trazer Bill Ward de volta.
Além do mais, penso que Alonso não toque bateria muito bem...

10 de dez de 2014

Os detalhes que Raikkonen ocultou em sua declaração

Raikkonen, assim como o meme de facebook criado para ele, é sincero.
Tão sincero que deu a seguinte declaração: “-Muitas razões levaram à superioridade de Alonso na Ferrari.” (notícia original no link)

O blog, como sempre (chupa Jazon), teve acesso a algumas delas.
Segue:

Alonso é melhor que Kimi,
Alonso é mais rápido que Kimi.
Alonso é mais determinado que Kimi.
Alonso fica mais acordado que Kimi.
Alonso é mais campeão que Kimi.
Alonso faz melhor cosplay de Los Hermanos.


Porém, Raikkonen também tem seus pontos onde leva vantagem sobre Alonso.
Kimi tem fãs mais legais que Alonso.
Kimi toma mais sorvete no box que Alonso.
Kimi bebe mais que Alonso.
Kimi usa mais área do autódromo de Interlagos que Alonso.
Kimi se veste de macaco mais que Alonso.


E claro, a área de empate entre os dois.
Ambos foram demitidos pela Ferrari, o que deveria contar como ponto positivo para os dois.

Mas Kimi retornou... O que faz, definitivamente, Alonso vencedor.
A menos que ele volte, ai teremos outro ponto de empate, só que fazendo dos dois perdedores.

9 de dez de 2014

Após o roubo na sede da Red Bull

E na casa de Vettel, na Alemanha toca o telefone.
-Alô?
-É da residência de Sebastian Vettel?
-Sim... Quem deseja?
-Diga a ele que é do Santander.
-O banco ou a cidade?
-O banco.
-Um minuto, por favor.

A governanta da casa usa o ramal para avisar ao patrão que o banco Santander solicita falar-lhe.
A principio o piloto estranha um contato do banco. Tem certeza de que todas a sua vida financeira está em ordem, mas atende.

-Aqui é Sebastian Vettel, com quem falo?
-Muito boa tarde senhor Vettel, aqui e Alejandro, do banco Santander.
-Muito prazer, Alejandro, em que posso ajudar?
-Senhor, soubemos por meio de sites de noticias que a sede da equipe ao qual o senhor pertencia até esta temporada foi assaltada recentemente.
-Sim, uma lástima...
-E ficamos sabendo também que foram roubados de lá mais de sessenta troféus ganhos pelo senhor, por Mark Weber e por Daniel Ricciardo, confere?
-Bem... Acho que sim, não sei precisar quantos foram e nem quem os ganhou, mas parece que foi isto mesmo.
-Pois bem... Ficamos penalizados com o ocorrido e gostaríamos muito de poder ajuda-lo a reaver as peças subtraídas.
-Nossa, ficaria muito feliz com isto... Mas por que o interesse em devolver?
-Bem... Como sabemos, o senhor vai ser piloto Ferrari na próxima temporada e como o senhor sabe, somos um dos principais sponsors do time de Maranello.
-Sim... E?
-Sendo o senhor um novo “bambini” como dizem por lá, gostaríamos que tivesse em suas galeria troféus recebidos em corridas nas quais a instituição detém o naming rights.
-Hum... Publicidade... Claro!
-Sim... Questão publicitária, óbvio.
-Se é por isto, não é necessário se preocupar tanto. O banco terá o naming rights em corridas na temporada 2015, não?
-Sim terá.
-Então... Posso reaver alguns troféus na temporada... Dentro das pistas.
-Sinceramente? Não é pelo senhor, não entenda mal, mas com os carros que a Ferrari vem fazendo... Duvidamos um pouco. Por isto nossa oferta.

Um silencio constrangedor toma conta da conversa telefônica por alguns instante, até que o piloto se manifesta.
.-Então? Como nos ajudariam a recuperar os itens?
-Bem... É só abrir uma conta corrente com a gente... Sabe como é? A cada depósito, a cada investimento ou produto que o senhor adquirir, um daqueles pesos de papel com o logotipo da instituição lhe será entregue... E se o senhor conseguir convencer tanto Ricciardo quanto Weber de fazer o mesmo...
-Entendi... Vou pensar no assunto e volto a entrar em contato.
-Agradecemos sua atenção... Só mais uma coisa: assim que eu desligar o telefone, por favor, aguarde na linha para avaliar este atendimento sendo: zero igual a muito insatisfeito e 10 muito satisfeito. Tenha um bom dia.
-Bom dia...  – e desliga o telefone pensando sobre como conseguiria digitar algum numero negativo nas teclas do telefone.

8 de dez de 2014

Noticia quase falsa: duas formas de contar o mesmo caso

Após ter a bunda chutada pela equipe McLaren, o inglês Jenson Button ficou desgostoso e resolveu acabar com seu grupo musical, o Coldplay.
Jenson Button é o terceiro da esquerda para direita
A indecisão do time inglês de F1- explicitado pela demora em anunciar a dupla de pilotos para a temporada 2015 – fez com que o dublê de piloto e cantor Jenson Button anunciasse que o próximo disco de sua banda, Coldplay, será o último.
“-É como se fosse o filme com Harry Porter.” – disse o cara que não faz bem nem uma coisa e nem outra.
A declaração faz sentido, se o disco for a sequencia dos últimos feitos pelo grupo, neste darão o golpe de misericórdia e matarão Voldemort, ou melhor: o rock, que eles já vinham maltratando há tempos.
Após o anuncio faz do mundo inteiro postaram mensagens nas redes sociais pedindo para que o disco seja lançado logo.
“-É que nem peido.” – disse um fã e completou – “-Quanto antes soltarem mais rápido acaba o cheiro ruim...”.

OU.

Baixas vendas dos últimos lançamentos fazem com que gravadora não renove com Coldplay e Chris Martin decide não correr mais pela McLaren.
Chris Martin após ficar de fora de outra corrida por conta do carro ruim
O (péssimo) dublê de cantor e piloto Chris Martin rompeu seu vinculo com a McLaren após a gravadora cobrar mais empenho em seus discos.
Após o lançamento de X&Y, seu último disco mais ou menos audível, a banda britânica entrou numa fase em que só fazia algo de bom quando era obrigado a poupar os equipamentos e a aparecer com bons shows apenas em dias chuvosos.
“-Melhor que ele pare agora do que fique como capacho do Alonso.” – disse um fã.
“-Se gente melhor (mas não muito) como o Kimi rodou na mão do Alonso, imagina o que não vai acontecer com este come e dorme.” – detonou outro.

Ah sim... A noticia original aqui => Cudiprei vai acabar.

5 de dez de 2014

Novas joias na coroa da Rainha

O ano de 2014 chega ao fim com dois presentes para o fã do Queen.
Dois discos com material “novo” e “inédito”, de uma tacada só.
Agora em dezembro chega às lojas a coletânea Forever, que tem como atrativo principal três músicas “inéditas” com a voz de Freddie Mercury e o baixo de John Deacon, que não é visto em público desde o lançamento de Made In Heaven (1995).

Forever traz – como foi dito – três músicas “inéditas” sendo que, de “novo” mesmo não tem nada.

“Let Me In Your Heart Again” é faixa de um disco de Anita Dobson, esposa de Brian May: Talking of Love (1988).
“Love Kills” é o primeiro single solo de Mercury lançado na trilha de Metrópolis (1984)
“There Must Be More To Life Than This” é do primeiro album solo de Freddie: Mr. Bad Guy (1985).
As três tiveram o mesmo tratamento de algumas faixas do derradeiro álbum da banda, colocando o registro de voz de Mercury em uma nova roupagem produzida pela banda juntamente com o produtor da vez (William Orbit).
A última ainda conta com participação de Michael Jackson e podemos entender exatamente o porquê de Mercury preferir lançar em seu disco a versão sem a voz do cara...
O restante apresenta um Queen apenas baladeiro (exceção feita a “I Was Born To Love You” que apresenta algum ritmo e peso) que faz o não fã pensar que a banda não passava de uma espécie de Roupa Nova inglês.
São todas músicas ótimas, mas que só fazem sentido em seus discos originais como intervalos das cacetadas, como respiro ou descanso para os ouvidos.
Juntas, não deixam o álbum engrenar ficando eternamente na primeira marcha.
Vale a pena?
 Para o fã e colecionador inveterado, claro... Mas se não for, prefira a série Greatest Hits (I, II e se tiver grana o III), que são mais honestos na apresentação da banda.

O ouro do material "novo" está no outro lançamento, que chegou às lojas um pouquinho antes: Live At The Rainbow 74.

O lançamento traz em uma edição luxuosa (lá fora, aqui é digipack) duas apresentações do grupo no legendário Rainbow Theatre no ano de 1974.
Um dos discos trás o show de março, com o fim da turnê do álbum Queen II (1974) e o outro o show de novembro, de lançamento de Sheer Heart Attack (também de 1974).
Ainda que a primeira vista os set lists sejam parecidos, as gravações capturam o grupo em busca da fama, cuspindo fogo e incendiando a audiência.
É também chance ( a não ser que – novamente – seja fã e tenha os bootlegs todos) de ouvir ao vivo canções como “White Queen”, “Ogre Battle”, “The March Of The Black Queen”,  “In The Lap Of The Gods”, “Bring Back That Leroy Brown”, “Flick Of The Wrist” e a sublime “The Fairy Feller´s Master-Stroke”.
Periga ser, juntamente com o registro dos shows de Wembley em 1986 e Live At The Bowl, gravado em 1982, mas que só viu a luz em 2004, dos melhores discos ao vivo da banda.

4 de dez de 2014

Sobre Alonso e Massa, um comparativo inútil

Durante os quatro anos de convivência o espanhol ficou à frente na tabela de classificação todos os anos.

Alonso tem dois campeonatos mundiais.
Nenhum depois de ter Massa como companheiro.
Felipe não tem nenhum.
Nem antes e nem depois da chegada de Alonso.

Felipe Massa leva vantagem no quesito tempo de casa: ficou oito anos contra apenas cinco do espanhol

Alonso conseguiu três vice-campeonatos contra apenas um do brasileiro.
Massa também levou vantagem no time pós Ferrari.
Foi para a maravilhosa e em ascensão Williams.
Já Alonso pode estar indo para a tranqueira da Mclata em franca decadência, apesar do projeto com a Honda.

As únicas coisas que empatam e se equivalem são:

Ambos deixaram o time com exatas onze vitórias.
Curiosamente, nenhuma das vitórias de Felipe se deu após a chegada do asturiano marrento ao time.
E depois da saída de Felipe Massa da scuderia, Alonso também não conseguiu ganhar mais nenhuma corrida...

Ambos pipocaram no time vermelho.

Os dois foram infinitamente melhor que o Kimi Raikkonen em 2014.

2 de dez de 2014

E no leilão da Marussia...

-E atenção: vai ter inicio o leilão do espólio da equipe de formula um Marussia, pedimos aos presentes que só deem lances se realmente estiverem interessados em adquirir o item. Podemos começar?
O silêncio no salão de leilões dá o aval para que se comece a atividade.

-Temos aqui um lote com macacos, pistolas pneumáticas, peças de reposição como: parafusos, porcas, placas “gear”, itens para pit stop em geral. Lance mínimo cinco mil Euros...
-Aqui... Eu! Dez mil.
-Temos dez mil Euros com aquele senhor com camisa dos Rolling Stones, alguém mais?
A conversa sussurrada no salão dava conta de que havia pagado mais do que valia.
-Ninguém? – pergunta o leiloeiro – Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três – e batendo o martelo – Vendido para o senhor com camiseta dos Rolling Stones.

-Agora um lote com macacões, capacetes, luvas, botas e óculos de proteção. Itens usados pelos mecânicos da equipe nos boxes. Valor inicial quatro mil Euros.
-Aqui, aqui... Nove mil... – ergue uma placa com os dizeres “Aff” um senhor gordinho com forte sotaque cearense.
Ninguém se manifesta e o leiloeiro parece não acreditar que alguém queira pagar tanto por aquilo.
-Ninguém mais? Então vendido para o senhor com a plaquinha escrito “Aff”.

-O próximo lote traz motores, câmbios, centrais eletrônicas e demais peças internas dos carros da equipe. Tudo no estado em que se encontra, portanto não aceitamos reclamações posteriores sobre o não funcionamento. Lance inicial 150 mil Euros.
-Aqui mermão! Eu... 151 mil Euros! – se levanta um cidadão com camiseta do Flamengo e um boné onde se lê: “Quem é do Méier não bobéier”.
Pasmo, o leiloeiro bate novamente o martelo.
-Vendido...

-Por último, um lote com quatro carros, sem os motores, câmbios, centrais eletrônicas, mas com os pneus – usados – e um lote com mais cinco jogos de pneus seminovos. Lance inicial de 90 mil Euros.
-Aqui, ó pá! 100 mil, a vista.
Louco para encerrar o estranho leilão, o oficial bate o martelo e diz que o senhor lusitano acaba de adquirir o lote. Parabeniza a todos e encerra o evento.

Um pouco mais tarde, vendo reunidos o rapaz com camisa dos Stones, o homem da placa “Aff”, o cara com boné do Méier e o português, não se conteve e foi conversar com o animado grupo.
-Olá, boa noite... Não querendo ser enxerido, na verdade nem é da minha conta, mas me parece que os senhores chegaram juntos e são na realidade um grupo organizado e tal, mas minha curiosidade é: o que vocês vão fazer com estas tranqueiras todas?
Sorrindo, o português toma a frente e responde.
-Estamos a montar uma equipa!
-Mas estes itens, alem de usados, não são lá grande coisa...
-Mas onde vamos correr também não é.  – diz o homem da placa “Aff”.
-Ultima pergunta então... – insiste o leiloeiro – Vão correr onde?
-Com este lixo todo que compramos? Na Indy oras...
-E para ficar à altura, só falta convencer o Jacques Villeneuve a ser o piloto... – completa e finaliza o cara do Méier...

1 de dez de 2014

Filhos de peixe as vezes são patos

A Toro Rosso confirmou a adição ao time do piloto espanhol Carlos Sainz Jr., filho (obviamente) do campeão de rallye Carlos Sainz.
O garoto tem algum histórico e já foi campeão em algumas categorias menores – ou de entrada, se preferir – o que não difere da história da grande maioria dos pilotos novos a chegar na F1.

Particularmente não gosto muito da onda de filhos de ex-pilotos chegando para a F1, mesmo não sendo o caso aqui (Carlos Sainz não era piloto de F1, mas era piloto e dos bons).
A expectativa criada em torno do nome é muito grande, por vezes até insuportável.
Que digam David Brabham, Bruno Senna, Nelson Ângelo Piquet, Christian Fittipaldi,...
Que lograram algum sucesso (vá lá: foram campeões, mas assim... E depois?) foram o simpático Damon Hill (dizem que era um exímio acertador) e o intragável falastrão Jacques Deusmelivre (filho da lenda, do mito, do espetacular crasher Gilles Villeneuve).
A cobrança chega à raia do insuportável (como se talento fosse realmente genético) e pode queimar (como já aconteceu) talentos promissores.

Como handicap, Sainzinho chega para a brincadeira a bordo de uma Toro Rosso, provavelmente a última equipe média (de verdade) com algum potencial para dar futuro a um jovem piloto.
O que aumenta consideravelmente a responsabilidade do rapaz.

Será que foi desta responsabilidade que fugiu o Felipe Nasr ao declinar do convite para ser um pupilo Red Bull para ir ser pagante na Sauber?
Se for, sinto muito: a chance de se fracassar em uma equipe fim de grid é cem vezes maior que a de se fazer um trabalho honesto, porém vistoso em uma de médio porte.