18 de ago de 2015

Amizades...

-Alô?
-Alô... Posso falar com o Everton?
-Claro! Quem quer falar com ele?
-É o Groo.
-Ah, oi Groo... Espera ai que vou chamar.
-Tá.
(voz gritando fora do telefone) –Evinho! É o Groo no telefone.
-Fala ô mala! Gordinho...
-Fala cabeção!
-Tá tudo certo? Que manda?
-Lembra quando você falava que o Rick Wakeman tocava o piano pro Black Sabbath em Changes?
-Lembro...  Ele usou o nome “Spock Wall”
-Não foi...
-Foi pó... Pergunta pro Dão.
-Dãozão também tá errado, não foi. Spock era um roadie da banda.
-E foi quem que tocou?
-O Iommi mesmo. Tá no livro dele: “Iron Man, minha jornada com o Black Sabbath”.
-Cê leu?
-Li... Ele conta que o Wakeman até elogiou ele pela faixa e tal, mas não tocou.
-Hum...
-O Wakeman só tocou com o Sabbath em Sabra Cadabbra, e recebeu em cerveja porque não queria pagamento.
-Hum... E você ligou aqui em casa só pra isto?
-Não... Liguei também pra te chamar de trouxa...
-Vai se fu... Abraço.
-Abraço... Cerveja no bar do Tô no sabadão.
-Tá...

2 comentários:

Everton disse...

Trouxa

Rubs disse...

Rick Wakeman tem uma discografia imensa. Sua formação clássica, claramente emulada em Rachmaninoff, garantiu composições belíssimas. Wakeman aprofundou o seu assumido cristianismo e praticamente musicou os Evangelhos. Seu "Return to the Center of the Earth" resultou de uma experiência mística, na qual Wakeman sonhou com as imagens e as melodias do disco. Para quem tem ouvidos treinados, é muito inspirado e intenso. Mas há algo novo: Wakeman sempre foi um excelente contador de histórias e publicou um livro de contos.
Definitivamente, esse cara é diferente. Basta ouvir "The Gospels" para constatar que realmente existe fé sincera no mundo: algo que eu não tenho.
Abs