23 de nov de 2015

Primeira parte do balanço da temporada

O ano da F1 acabou, esqueça Abu Dhabi.
Já dá até para fazer um pequeno balanço da temporada sem cometer erros (muito graves) e injustiças (não planejadas).

Foi uma temporada monótona e monocromática, principalmente no que tange a vitórias.
Foram todas de apenas duas cores.
O prateado da Mercedes e seus cones supervalorizados e o vermelho da Ferrari.
Na Ferrari a coisa ainda é mais aprofundada: apenas Sebastian Vettel viu o mundo do alto do pódio. E três vezes!

Grandes domínios sempre existiram, não dá para dizer que a temporada foi chata apenas porque foi dominada pela Mercedes.
Há quem goste dos pilotos deles e até quem ache que são fora de série.
Não são.
Nico, quando muito, é um piloto regular.
Lewis é o cara que sabe aproveitar o que o carro tem. Se o carro não tiver nada, ele também não.
Na primeira queda de performance realmente séria da Mercedes, o rapaz volta a vazar telemetria no twiter, fazer caquinhas a rodo e por ai vai.
Mas... Foi o campeão do ano.
Só não foi o grande vencedor.
Calma, explico.
Lewis ganhou mais corridas, liderou mais voltas, fez mais poles, levou o título, mas não conseguiu o que Fernando Alonso, que não fez tantos pontos, não liderou nenhuma volta, e nem passou perto de ganhar nenhuma corrida durante o ano.
Mas conseguiu algo que até bem pouco tempo atrás parecia ser impossível de acontecer.
Terminou a temporada como um dos caras que mais atraíram simpatia.
Falou besteira no rádio, reclamou da equipe, foi irônico com seu engenheiro e ainda protagonizou a cena mais engraçada do ano.
Parece pouco, mas sendo Alonso, não é mesmo.
Arrumem um troféu para este cara.

3 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Foi uma temporada muito chata, foram raras as corridas que derem gosto de assistir, talvez umas três...

Quanto a Alonso, protagonizou a melhor imagem da temporada.


abs

Lucas Túlio disse...

O Alonso ganhou foi umas boas rugas de preocupação. E muito, mas muito desgosto.

Rubs disse...

http://bit.ly/1IACD4c