27 de fev de 2015

Salve Ismael Silva! (só porque deu vontade de escrever)

A história do samba é recheada de personagens fascinantes.
Noel Rosa, Cartola, João Nogueira e suas poesias, Adoniran, o melhor retratista que a cidade de São Paulo já teve. Paulinho da Viola, talvez o mais elegante de todos. O aristocrático Mário Lago, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara entre outros...
Porém há um que transcende o fascínio e se torna, além de personagem histórico, exemplar: Ismael Silva. Negro, pobre, sambista e gay.

Nascido em Niterói em 1905, era filho de um cozinheiro e de uma lavadeira, mudou-se de Niterói para o bairro do Estácio de Sá logo após a morte do pai.
Até ai nada demais, vários sambistas (quase sua totalidade) vem de famílias humildes e ou desfalcada.
Escreveu seu primeiro samba aos quinze anos e não parou mais.
Para sobreviver vendia suas composições a pessoas que não escreviam uma só palavra nas letras ou melodias, mas eram preferidas pelos donos de gravadoras e editoras musicais por terem melhor posição social.
Seu mais famoso “comprador” talvez tenha sido Francisco Alves, o rei da voz, o que o ajudou a se tornar conhecido no meio. Uma mão acabou lavando a outra.
Ajudou a fundar o bloco precursor das escolas de samba modernas, o Deixa Falar que desfilou pelas ruas do Rio entre 1929 e 1931 ajudando a definir o que acabou sendo conhecido como: Samba do Estácio.

Também foi preso e condenado a cinco anos de prisão no fim da década de 30 por ter atirado em outro frequentador da boêmia carioca.
Libertado após dois anos por bom comportamento se tornou recluso e só retornou à cena em meados dos anos cinquenta após ter seu “Antônico” gravado com grande sucesso.

Parceiro de, entre outros, Noel Rosa, Ismael foi descrito por Chico Buarque como a maior inspiração para sua obra, seu verdadeiro “pai musical”.
Ismael ganhou busto de bronze e virou nome de praça no Rio, o que é pouco em comparação ao tanto que deu a cidade e ao samba.

26 de fev de 2015

Utilidades

Visitando o espaço do amigo Paulo Alexandre Teixeira, o Speeder 76, dou de cara com uma noticia bacana: Há uma Simtek de 1995 a venda.
O modelo é um S951 que foi dirigido (pilotado não dá...) por Jos Verstapen, pai do Verstapinho.
Preço? Módicas cento e quinze mil libras.

Mas para que ter um F1 antigo?
Primeiro: porque se é muito rico.
Só sendo muito rico mesmo para por tanta grana em um carro em que não se pode nem dar umas voltinhas no Ibirapuera nos fins das tardes dos domingos e tal...
Segundo: porque é legal.
A grande maioria dos fãs da F1, diferentemente dos fãs de futebol, não podem simplesmente comprar um carro e ir disputar rachas no fim de semana com outros sujeitos.
Até porque a FIA, FOM, FOCA, FUCK ou qualquer outra entidade não deixa.
Mas ter um carro de F1 na garagem ou na parede como o Otávio Mesquita é bem legal.

E também não há tantos carros de F1 a venda assim e nem tantos endinheirados dispostos.
Nós, pobres mortais, nos contentamos com miniaturas colecionáveis.

E se você não for muito rico, mas quiser encarar e comprar o bólido como investimento?
Bom... Ai você é louco, xarope...
Porém, uma boa ideia seria comprar o Simtek, fazer algumas modificações - não na estética do carro, que é perfeita, mas - na motorização mesmo. Trocar o motor Ford HB por um motor qualquer de cortador de grama, liquidificador, juicer ou de dentista, encontrar um filho/sobrinho/enteado de piloto famoso (bem sucedido ou não) e inscrever o carro naquele treco da Formula Elétrica.
Ganhar corrida vai ser realmente difícil, mas com certeza quem o fizer vai ter o carro mais lindo do grid.
Descolar um dinheiro com patrocínio vai ficar até fácil...

25 de fev de 2015

A aposentadoria

Ia se aproximando do prédio onde trabalha e pensando: “-Vou fingir espanto!”
A cada passo ia se lembrando das coisas que fez, das presepadas que aprontou com o povo da repartição e se forçava a conter o riso, não fica bem entrar em uma festa surpresa gargalhando...
“-Melhor mesmo é fingir que não sabia de nada.” - pensa mais uma vez.
Também lhe passa pela cabeça que todos sabem que ele sabe. Afinal, são mais de trinta anos de repartição e quantos ele não viu se aposentar neste período? E com todos foi a mesma coisa: festa surpresa, homenagem , bombons, arranjo de flores abraço... Tudo absolutamente igual! Desde a floricultura de onde vem o arranjo até a bomboniere... Até as piadas são as mesmas.
Até os casos engraçados, afinal, todos estavam juntos quando cada um aconteceu.
“-Mesmo assim vou fingir espanto...” – decide.

Entra no prédio e cumprimenta o ascensorista. O mesmo há muito tempo e que certa vez reclamou de ter sido chamado de “anacrônico”.
“-Pô doutor... Eu nem sei o que é isto ai... Mas com este jeitão de xingamento, coisa boa não é...” -disse Jordão, o piloto do elevador.
E não era mesmo. Pensava que em pleno século vinte e um, com a modernidade atropelando pessoas a rodo, um cara dentro de um elevador apenas para apertar um botão e dizer: “sobe” ou “desce” juntamente com um “cuidado com o degrau” era coisa do passado.
“-Será que ele guarda mágoa?” – pensou .
Desceu no seu andar de trabalho com sérias duvidas sobre o sorriso do Jordão: “-Ou não guardou mágoa e é um grande profissional, ou é um enorme de um filhadaputa”!

No corredor, ao passar pela mesa com as garrafas de café e chá lembrou das vezes ficou ali matando o tempo, conversando com todo mundo que aparecesse e segurando um copinho descartável sempre cheio.
Não tomava o café da repartição. “-Isto é uma tinta miserável. Deve fazer mal até pra alma.”
Mas ainda assim elogiava a tia copeira.

Ao entrar na sala onde trabalhava não viu um só dos companheiros. Ninguém havia chegado ainda. Atrasariam no seu ultimo dia de expediente?
“-Porque não? Sempre me atrasei...”.
Lembrou da vez em que ficou dez dias fora em pleno janeiro e quando voltou inventou uma desculpa esfarrapada sobre uma inundação em sua cidade que lhe fez perder todos os móveis de sua casa.
Comovidos, todos os funcionários da repartição engendraram uma vaquinha e – em uma loja de moveis de preço popular – lhe compraram todo o básico de uma casa inteira.
Comovido aceitou o presente, chorou abraçado a todos.
Só nunca contou que em sua cidade não tem nem rio.
“-Será que eles desconfiam?”

Aos poucos os colegas de trabalho chegam e é quase tudo da mesma forma de sempre.
As risadas, os “causos”, os bombons, a festa de despedida enfim... Só sentiu falta do arranjo de flores. “-Quiseram mudar alguma coisa, que seja....”
Ao fim do expediente, limpou suas gavetas, deu uma ultima olhada para sua mesa e se foi.
Ao chegar em casa, se depara em sua varanda com uma enorme coroa de flores daquelas que se coloca em jazigos: “Descanse em paz!”
Parece que não desconfiam não... Eles têm certeza.

24 de fev de 2015

O vento... Ah o vento

A McLaren disse oficialmente que o acidente envolvendo Fernando Alonso foi causado por uma rajada de vento.
Ok! Todos sabem que é realmente possível que isto ocorra por conta dos infinitos detalhes de aerodinâmica dos carros.
Mas mais que isto, a equipe não falou.
Não explicou o porquê da internação para observação do piloto, já que a batida foi a “modestos” cento e cinquenta quilômetros por hora.
Também não comentou a suposta perda de consciência do piloto antes da batida e nem o tão propalado choque que ele teria tomado.
Segundo alguns, a internação faz parte do protocolo de concussão, mas para tal só se houvesse o espanhol batido a cabeça.
O que também não foi confirmado.
De qualquer forma a noticia boa é que Alonso está bem.

Mas e se fosse com qualquer outro piloto? Com seus estereótipos dados pelos fãs como seria as reações a explicação da “rajada de vento”?

Kimi Raikkonen.
“-Pingaiado...”

Nico Rosberg.
“-Fresco... E foi pro hospital só por isto?”

Hamilton.
“Fingimento: já mentiu pra FIA, já mentiu pra equipe...”.

Maldonado ou Perez.
“Ruindade agora mudou de nome? Tão chamando de vento?”

1B
“-Vento: Sei, sei... Mas era intermitente ou incongruente como daquela vez que achou um defeito no câmbio da Williams?”

Kvyat, Magnusenzinho ou Verstapinho.
“-Dar carro na mão de adolescente dá nisto ai...”.

23 de fev de 2015

O inferno astral da McLaren e Fernando Alonso

E segue feia a coisa na McLaren: Button dando poucas voltas e Alonso batendo o carro.
Quanto ao Jenson dar poucas voltas, tudo dentro da normalidade.
O cara só anda bastante quando chove...
Mas o acidente de Fernando Alonso chama a atenção.
Nem tanto pelo fato de ter batido, mas a forma como bateu. Alguns relatos dão conta de que teria perdido a consciência antes da batida por conta do mau funcionamento do ERS.
Em outras palavras: tomou um choque e apagou.
Obviamente que isto será investigado e reparado, mas a situação é de um perigo enorme.
A torcida é para que o problema seja logo solucionado e que o apelido “cadeira elétrica” não seja mais que uma maldade com carros ruins.

Mas uma pequena investigação grooniana para apurar o porquê do choque se fez necessária.
Principalmente a pedido de Jenson Button, que como sabemos, só gosta de dirigir na chuva e, logo, ficou apavorado com a possibilidade de tomar choques e não guiar bem nas – poucas – vezes em que encontra condição ideal para seu brilhareco.
Então aqui vão alguns – possíveis – motivos para o suposto choque em Alonso.

Fios desencapados em contado com a carroceria.
Na pressa de tentar consertar algo que aparentemente era simples, desencaparam os fios (que não são Amanco) e emendados apenas na “torcidinha”.


Falha no isolamento.
Uso de materiais de isolamento não aconselhados: durex, fita crepe, veda rosca...
Projeto novo, McLaren sem patrocínio... Gambiarra come solta.

Cockpit molhado.
Com a choradeira de Fernando Alonso se lamentando de sempre escolher a equipe no momento errado, a falta de sorte, a evolução dos adversários, a zueira dos torcedores de outros times e pilotos... O cockpit pode ter ficado muito molhado e – na falta de um fio terra – começado a distribuir choques.

Se fosse Jenson Button certamente o cockpit molhado teria se dado por algum tipo de falha... Na vedação da fralda geriátrica.

20 de fev de 2015

Lira dos 20 anos

Dos oito membros originais dos Titãs, o mais festejado/respeitado é Arnaldo Antunes.
O cara lança discos, livros de poesia, projetos infanto-juvenis, assina roteiro de filmes e o escambau...
Mas particularmente penso que o mais talentoso é Paulo Miklos.
Compositor, baixista atual, também toca saxofone e com certeza o melhor cantor do combo.
Eclético, soube respeitar e honrar Odair José ao regravar em disco tributo a sua “Vou Tirar Você deste Lugar.”.
Não bastasse, já tocou músicas de Noel Rosa para o documentário “A Alma Roqueira de Noel”, mas fugindo da facilidade e obviedade de dar uma roupagem rock and roll, preferiu os arranjos originais executados pelo Quinteto Branco & Preto.
Também é ator e já atuou em novelas, filmes (longas e curtas) e vai viver nos cinemas o grande Adoniran Barbosa no projeto “Dá Licença de Contar”, curta metragem de Pedro Serrano.

Mas o grande motivo para estar aqui na página hoje é o aniversário redondo de vinte anos do lançamento do seu primeiro disco solo.
Uma obra prima um tanto mal divulgada que merecia um lugar melhor na memória dos fãs do rock nacional.
Lembro que mesmo à época do lançamento era muito difícil encontrar o disco nas lojas, ainda que as rádios colocassem ao menos duas canções na programação (A Paz É Inútil Para Nós e Ele Vai Se Vender).

Fica a lembrança e a esperança de que o disco seja redescoberto/relançado, peça impar num país onde hoje qualquer um grava qualquer coisa e é chamado de – pode dar risada ai... – músico

19 de fev de 2015

Fim do carnaval, volta da programação normal...

Não sei o porquê de tanta gente dizer que “odeia” o carnaval.
Porra, feriadão de cinco dias... Quer melhor?
“-Ah, mas eu não gosto de samba.” – ou – “-Ah aquela gente fingindo felicidade e alegria...”.
E daí?
Gente que é feliz – ou finge – não enche o saco, deixa os caras lá...
E quanto ao samba?
Não ouça...
Eu tenho internet, bons livros, grandes discos (incluindo alguns de samba) e nem me dei conta que havia desfiles na TV, bailes e outras coisas...

Mas voltando então ao normal...
Rosberg disse que mudou a preparação para o campeonato e diz que agora está treinando até respiração.
Vai pilotar ou vai cantar ele?
Ou então...
Vai pilotar ou vai dar a luz?

A FIA (ou FOM, FOCA, FUCK, sei lá...) proibiu a troca de pintura dos capacetes durante o ano.
Agora sim, agora vai!
A alegação é criar identificação com o público.
Mas para isto já não tinham fixado os números dos pilotos? Não era melhor só aumentar o tamanho dos números pintados nos carros?
É muita preocupação com a tal “identificação”.
Sorte do Rubinho que já parou de correr.
Não que ele trocasse muito de capacete, mas se fosse para criar identificação de verdade, ele não poderia nunca passar para a primeira posição de uma corrida, afinal, ninguém mais identificado com a segunda colocação que ele...

16 de fev de 2015

Carnaval na F1

Ta aí um negócio bom do carnaval que eu tinha me esquecido: as antigas marchinhas.
Musiquinhas feitas apenas a visita da corte da Momolândia com letras ingênuas, bobinhas, mas feitas desta forma de propósito. Sem intenção alguma de ser considerada como musica séria.
Tanto que logo após o carnaval elas sumiam das rádios, só reaparecendo no ano seguinte, isto se não aparecesse uma melhor.
Geralmente aparecia.
Hoje nos bailes ditos “da saudade” as marchinhas são obrigatórias.
Dizem que fazem parte da memória de um carnaval dos bons tempos.
Então vamos associar algumas delas com a F1.

Bloco da Mercedes - ou - Suvaco dos alemão
Eu sou a filha da Chiquita bacana
Nunca entro em cana porque sou família demais...
Puxei à mamãe, não caio em armadilha ...
E distribuo banana com os animais
Na minha ilha, iê, iê, iê que maravilha, iê, iê, iê
Eu transo todas sem perder o tom
E a quadrilha toda grita iê, iê, iê Viva a filha da Chiquita iê,iê, iê
Entrei pra "Women’s Liberation Front"

Kimi Raikkonen - ou - Bloco do eu soninho
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

A marchinha de Jenson Button
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.
De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto,
A minha vida,
Ninguém tá nem ai...

Aliás, em matéria de marchinha o JB é o que mais se assemelha a uma marchinha: a lenta.
Quem souber mais marchinhas que possam ser identificadas com a F1 deixe ai nos coments.

13 de fev de 2015

Afinal é carnaval

Soube certa vez de uma história. Não importa quem contou e nem porque, mas que achei interessante.
O baile não tinha um título ilustrativo e se deu em um salão que hoje é de terceira idade.
Reza a lenda – e não sei por que não era nascido – que os carnavais de antigamente eram festas em que realmente havia alegria e uma saudável permissividade.
Eram tempos em que havia pierrots, colombinas, arlequins, bailarinas e piratas.
As guerras entre blocos - chamados “corsos” - tinham como armas serpentinas, confetes e bisnagas de água.
Que no máximo o folião poderia sair molhado da festa carnavalesca. De sério, mesmo, apenas se ficasse de boca aberta e recebesse uma leva de confetes goela abaixo.

Mas dizia da história...
Contaram que eles se encontraram dentro do baile, dançaram de forma esquisita que foliões dançam ainda hoje, com os dedos indicadores subindo e descendo ao lado do rosto.
Ele se aproximou sorrindo.
Ela sorriu de volta protocolarmente, não mostrou maior interesse.
Ele vestido de pirata com papagaio de pelúcia preso ao ombro, tapa olho e tudo.
Ela com um bonito traje de arlequim quadriculado em branco e preto. E mascara sobre os olhos.
Dançou-lhe em volta sem lhe tocar ou dizer palavra até o fim da música. Palavras que nem seriam ouvidas tal a altura e intensidade com que a orquestra atacava a marchinha quando, enfim, se insinuou.
-Mascara negra? – disse ele.
-Sim, para compor com a fantasia...
-Não... A musica que a orquestra tocava.
-Deve ser... Não me atenho a musicas de carnaval.
-Eu gosto, são lúdicas... De letras quase débeis...
-Isso... Por isto não me ligo nelas, apenas danço.
-E lindamente... Devo dizer.
-Que bom que gostou.
-Adorei. Dança a próxima comigo?
-E porque não?

A orquestra que já tocava há quase uma hora sem parar pediu um tempo para se recompor.
Ele resignado sorriu e disse que esperava. Ela com um semblante mais tenso que o normal para a ocasião consultou o relógio de pulso escondido sob a luva preta da mão esquerda – a direita era branca – e respondeu constrangida.
-Que pena! Não posso esperar, preciso ir.
-Mas é carnaval, que compromisso pode ter?
-Aqueles que máscaras podem esconder, mas não anular... Desculpe.
-Apenas uma dança, a orquestra não deve demorar a voltar...
-Não sei e não posso esperar para descobrir. Fica para o próximo carnaval. – e sorri.
-Não sei se vou poder esperar...
-Que pena! – diz ela virando-se para sair quando é segura pelo braço.
Antes que reclame, abraça-a firme e canta: “-Se fosse por mim, todo mundo andava sambando assim nesse passo passando. Porque nada mais bonito que um brasileiro pé duro. Representante da raça, descendo no samba a ladeira da praça.”.

Ela entende o recado e se deixa levar ao centro do salão...
Os outros em volta também entendem abrindo espaço para o pirata e a arlequim. Sob palmas ajudam em coro.
“-E se você merecer, inteira de graça ao ar livre. A fina figura de uma criatura representante da raça descendo no samba a ladeira da praça...”.
-Esta eu conheço! – diz ela continuando – “Presa no espaço e solta no ar, nem andando e nem voando... Só sambando. Descendo no samba a ladeira da praça.”.

Ao fim um rápido beijo, roubado da parte dele e consentido por ela, afinal é carnaval.
Soltou-se do abraço e correu tal qual uma Cinderela a meia noite.
Disseram que o pirata, nunca sequer contou à esposa que já esteve em um baile de carnaval. Muito menos depois de casado. Diz não gostar.
Sua esposa idem, mas quando se pega pensando no passado lembra de um carnaval em que foi partner de um pirata.
Afinal, era carnaval...

12 de fev de 2015

Running with the devil

Nos anos oitenta o Van Halen era uma das principais bandas do rock.
Seu som, classificado por alguns críticos como “Big Rock”, seja lá o que isto queira dizer era facilmente reconhecível entre a enorme quantidade de bandas concorrentes.
O guitarrista Eddie Van Halen era (e provavelmente ainda é) considerado um dos maiores guitarristas do rock e até havia sido chamado para contribuir com Michael Jackson, o que então na época não era pouco.

Tudo que a banda fazia, acabava virando evento.
Em 1985 a banda iria receber um prêmio da MTV americana, quando seu produtor, Ted Templeman, resolveu provocar o vocalista original da banda, David Lee Roth propondo uma aposta. David teria que fazer o percurso entre Los Angeles e Nova Iorque em três dias a bordo de um Mercury Lowrider fabricado em 1951 e chegar a tempo para a premiação.
A mobilização pela viagem de Roth só terminou quando, alguns minutos antes do inicio da cerimônia, o vocalista estacionou em frente ao teatro de onde tudo seria transmitido ao vivo para todo país.

A história é bacana e é verdadeira, mas hoje fica difícil crer que foi assim mesmo, de forma tão natural e espontânea.
Peter Hince, roadie do Queen escreveu em seu livro Queen Unseen (2011) que os integrantes do Van Halen não saiam de seus quartos de hotel sem a presença de pelo menos três seguranças devidamente paramentados de terno, óculos escuros e pontos eletrônicos e intercomunicadores, iguaizinhos a agentes da CIA.

11 de fev de 2015

Pinga fogo

Para quem duvida do mal que as atuais equipes nanicas criadas apenas para dar um giro no dinheiro de gente suspeita, basta ler o que disse André Lotterer em entrevista para o site Grande Prêmio: “-Não preciso da F1 para me sentir feliz”.
Correto?
Mais ou menos... Nego sabe quem é Max Chilton, sabe quem é Satoru e Kazuki Nakajima, ri do popular Narain Indiano, conhece Elio De Angelis, Andréa de Cesaris, mas precisa da referencia sobre Le Mans para identificar Lotterer.
Mas, de boa... Como ele pode dizer não sentir falta de algo nunca provou?
Foram apenas os treinos, onde se classificou no fundão e uma corrida que durou uma volta e meia em Spa Francorchamps.
Será que se o vencedor de Le Mans tivesse feito uma ou mais corridas na F1 com um carro de verdade, com chances de disputar vitórias ele diria o mesmo?
Pelo que disse na entrevista, dá-se a entender que não.
Graças ao lixo da Caterham, nunca saberemos.
Queimou o filme com um piloto de respeito com currículo no automobilismo.
E ai? Vai sentir falta de um time que só servia para tirar dinheiro de pilotos pagantes?

Ron Dennis disse que os atritos que teve com Alonso em 2007 foram coisas triviais.
-Já lhe pedi desculpas ($$$) por ter lhe apertado o pescoço até quase sufocar e ele fez o mesmo por ter chutado meu saco... – disse o chefão.

Marussia ainda sonha em voltar ao grid mesmo após veto da Force Índia para que corressem com o carro do ano passado.
Se já era uma bosta com carros do mesmo ano dos demais, imagina defasado.
Mas a luta continua: afinal tem muito cara com grana querendo pagar para se arrastar no fim do grid.

Para acabar uma coisa boa: Ingo Hoffman vai voltar a pilotar.
O Alemão vai dividir o carro número 111 com o atual campeão da categoria: Rubens Barrichello.
Não... Não vai ter piada sobre o carro ser um sedã ou uma minivan...
Também não vai ter piada sobre serem patrocinados pelo INSS.
Muito menos dizer que o patrocinador master será Pampers Geriatric.
O maior campeão que a Stock já teve merece respeito.

9 de fev de 2015

Volta não, trapizomba do cacete...

Um bocado de gente anda por ai chateado com a quantidade – pequena – de carros no grid da F1 este ano.
Dezoito carros é realmente um número pequeno se comparado aos grids dos anos 70 até meados dos anos 80 onde era necessário até pré-classificação para disputar a tomada de tempos para a corrida.
Mas os tempos são outros e o interesse de times pequenos também.
Não que naqueles dias os nanicos não pensassem em fazer dinheiro, mas era menos descarado...

Para os que andam lamentando, a noticia da volta da Marussia pode ser uma espécie de alento.
Ao que parece, a equipe, que estava em vias de ser liquidada com leilão do material e tudo, vai conseguir se recuperar a tempo de alinhar no grid da Austrália, prova de abertura da temporada, mas ao que parece sob o nome de Manor.

Algumas pessoas celebraram e já foram comparando com a situação da Honda, antes de ser “vendida” para Ross Brawn e fazer sua estreia – e história - nos treinos para a abertura da temporada de 2009 na mesma Austrália.
Devem estar pensando estes ai que a história vai se repetir e a equipe vinda do espólio da Marussia vá vencer o campeonato.
Coitados...

Particularmente não gosto da ideia e nem torço para que volte.
O time é daqueles feitos para fazer dinheiro rápido, não com patrocinadores, mas com a venda da própria equipe para algum outro maluco que por sua vez fará o mesmo algum tempo depois.
Estas operações acabam criando comoção entre fãs ao expor ao fim da temporada que o time está em uma situação de penúria, divulgando que talvez não tenha condições de estar na próxima temporada ou como em 2014, nem nas últimas provas do ano.

Times como Marussia, Catherham (que ainda bem, não volta mais) não agregam nada ao esporte em si, só ao buzines dele.
Servindo apenas para fomentar discussão – e rachas - sobre mudanças na forma de distribuição das verbas entre os times, sugerindo que alguns recebam menos para que elas sejam beneficiadas como se merecessem levar algum a mais com os desempenhos pífios que tem.
Que se mantenha fora, não fará falta.
"-Deixa esta tranqueira queimar." Button, John.

E para quem tem saudades de time de baixo orçamento e desempenho sofrível, pode torcer pela Sauber e – ao que tudo indica – Force Índia que ao que parece, cumprirão o papel das nanicas com louvor.

6 de fev de 2015

Aristeu

No carro, pela manhã
-Pô cara, eu tô criando um galo...
-Galo? Em apartamento?
-É... Que é que tem? O bicho é legal.
-Legal?
-É... Nem late... –  e sorri.
-Cê tá brincando, né? – preocupado.
O dono do galo não responde...

Mais tarde.
-Cara, o Julio disse que você cria um galo no apê... É verdade?
-É sim... Um carijó.
-É daqueles grandes?
-Não, não... Carijó é pequeno.
-Canta?
-Não sei... Ele fica lá andando pela sala, olhando a estante.
-Olhando para a estante?
-É... Acho que quando eu não tô olhando ele até dá uma folheada em algum livro... Sabe como é, pode ser que não cante, mas provavelmente compõe...

Durante o almoço.
-Ô Jurandir! Que história é esta de galo?
-O azeite?
-Não Jurandir... O que você tá criando no seu apartamento.
-Ah... O Aristeu.
-Aristeu?
-É... O nome do carijó é Aristeu.
-Ah... E ele vem quando você chama?
-Não, não vem... Mas acho que isto é influência do gato do vizinho.
-Os dois andam juntos?
-Nunca vi, mas o gato também não vem quando o dono chama... Daí...

No fim do expediente.
-Jura, vamos tomar um chope no happy hour?
-Desculpa Lourdes, mas não vai dar não... Preciso ir para casa.
-Ah! Vamos? Eu queria tanto tomar um chope com você.
-Não posso mesmo, o Aristeu tá lá sozinho, e nem sei se ele comeu...
-Aristeu? Esta história de criar um galo no apartamento então é verdade?
-É sim...
-Interessante Jurandir... E o que ele come?
-Ah... Come os restos de comida... Hoje mesmo, deixei frango que sobrou da janta do lado do poleiro dele...

5 de fev de 2015

F1 Testes (até agora)

Foram-se quatro dias de testes em Jerez de La Frontera.
Se no primeiro texto sobre os testes por aqui o que mandava era a estética, agora o assunto são os testes em si.
Valem muito?
Não. Os tempos nem devem ser levados muito em consideração
São testes para verificar se os carros andam, se tudo está funcionando e o que precisará ser arrumado. Além de outras coisas como mostrar os patrocinadores ou tentar arrumar alguns.

Nesta última linha está a Sauber.
Equipe sem grana e sem patrocínios de vulto, vivendo do que trazem os pilotos e estampando em sua pobre carenagem apenas o patrocinador master do piloto brasileiro e alguns fornecedores.
O time testou bastante, deu muitas voltas e fez o segundo tempo em uma das baterias.
Até ai...
Confiabilidade nunca foi o problema e a “velocidade” mostrada pareceu mais algo do tipo: “Vejam! Nosso carro é confiável e rápido também”.
Vai que cola e alguma empresa se anima em estampar sua marca por lá em troca de alguns trocados?

Na McLaren a coisa ficou escura.
Os testes do time lembraram fortemente os testes da Red Bull no ano passado: poucas voltas, muitos problemas.
Se continuar assim o ano vai ser complicado.
E tem Alonso, o Rei Midas ao contrário.
Desde que saiu da McLaren em sua primeira passagem, todos os carros que guiou viraram bombas.
Por sorte ele é talentoso e como dizem seus fãs xiitas e chaatos: “Alonso é Alonso, tira leite de pedra...”.

Red Bull aparentemente começou o ano como terminou o outro.
Mas a camuflagem pode estar escondendo mais do que a pintura nova e soluções técnicas.
Ricciardo espera que sim.
Do outro piloto ninguém espera nada.

A Ferrari parece ter melhorado consideravelmente.
Andou muitos quilômetros e ainda conseguiu ser mais rápidos - grande coisa - com os dois pilotos.
Uma nuvem pesada parece ter saído de cima da equipe. (Como se diz nuvem em espanhol?)
Vettel vem para tentar provar que há vida longe de Newey.
De Kimi esperamos que compareça as corridas este ano. E acordado, claro.
Na Mercedes tudo parece igual.
O carro é confiável, parece continuar rápido e tem tudo para manter o domínio.
Se mantiver, os dois cones que pilotam lá não tem com que se preocupar.
Se depender deles para algo mais que sentar no cockpit, ai fudeu.

A Lotus não tinha carro, aquilo era horrível, não tinha motor e nem pilotos.
Este ano continua sem pilotos, mas ao menos mostrou que tem um carro mais bonito e um motor campeão.

A Williams também parece estar no mesmo caminho que trilhou em 2014.
É pouco?
De jeito nenhum... Só de saber que não piorou já é um alívio.
Massa está pronto para ganhar corridas e já pediu para e equipe pensar grande.
Bottas também está pronto. Aliás, parece ter nascido assim.

Toro Rosso já disse que vem para tentar o quinto lugar no campeonato.
Já chegou pensando pequeno...
A Force Índia nem chegou ainda.

Agora é esperar pelos próximos testes.

4 de fev de 2015

Enquanto isto na McLaren

-Alonso!
-Quien és?
-Alonso!
-Quién esta ai?

O clima estranho, as cores borradas e o som com eco denunciavam: Fernando Alonso estava em um pesadelo.

-Sou eu, o fantasma do ex-companheiro de equipe.
-Pero ninguno companero de equipo que tive está muerto?
-Não se apegue a detalhes... Sou um genérico pastiche de todos eles.
-Hum... E o que queres?
-Só te lembrar de que continuo atuando.
-Atuando? No creo em forças ocultas, só em trabajo.
-Então explique: por que por mais que você trabalhe, só se ferra?
-Mas yo ainda gano carreras.
-Até ganha, mas...
-Pero o que?
 -Foi demitido da McLaren e logo após o Hamilton foi campeão.
-Suerte.
-Ferrari com carros muito bons, até um título com Kimi, você chega e o que acontece?
-El coche vira una carroça, pero isto acontece...
-Ai você sai do time italiano e volta para a McLaren, o que se deu?
-Vettel assume la Ferrari e el coche se muestra muy bueno.
-Enquanto isto no teu atual time?
-No conseguimos dar mais que duas dezenas de vueltas em dois dias...
-Enquanto os outros dão oitenta, noventa, cem voltas por treino. Não é?
-Sim, pero... Não quer dizer nada... Agora trabajo com ingleses e japoneses supercompetentes. Logo vão encontrar la solucion para los problemas.
-Se é assim que você pensa... – e some deixando a frase em eco com uma risada assustadora.

Então Fernando Alonso acorda e se certifica de que está no motorhome da McLaren em Jerez de La Frontera.
-Fernando, que bom que acordou. – diz Eric Boulier que acabara de chegar acompanhado de um engenheiro da Honda.
-Que passa?
-Encontramos um jeito de pararem de falar que nosso carro é ruim.
-Verdad? Arrumaram los problemas com el coche e su motor?
-Não, mas vamos ocupar os faladores de plantão deixando que escolham a cor com que o carro vai correr este ano.

3 de fev de 2015

Muito a aprender para sair das cavernas

No último Domingo (2/2) a temporada 2014 da NFL chegou ao fim com um jogo emocionante onde o New England Patriots de Tom Brady foram campeões sobre o Seattle Seahawks de Russel Wilson.
Ok, você não faz ideia de quem seja Tom Brady, Russel Wilson, os Patriots ou os Seahawks e muito menos gosta de NFL.
Certo?
Por partes: NFL é a liga nacional de futebol americano. Não confundir com o futebol jogado exclusivamente com os pés, lá pra eles: o soccer.
Tom Brady e Russel Wilson são quarterbacks, ou, o jogador mais importante do time. Os caras que fazem com que os times se movam quando no ataque. Nada a ver com o meia-esquerda ou centro avante.
Patriots e Seahawks são dois dos times deste esporte.
Situado?  Não?
Ok... Em frente não é tão importante aqui.

O ponto aqui é o espetáculo, que vai muito além dos jogos em si e deveria ser tomado como exemplo.
Os eventos – mesmo da temporada regular - contam com shows diversos no entorno dos jogos, com comidas, diversões, respeito ao público e clareza (ao menos para os americanos) das regras.
E a grande final, disputada em jogo único em campo neutro gera tanta expectativa que atrai até quem não é fã do esporte. Nem que seja para falar mal.
E neste jogo em particular a festa é ainda maior, com shows musicais do lado de fora do estádio antes da partida (gratuitos), e os shows no intervalo da partida que são um diferencial a ser destacado.

Ignore que o artista escalado para esta ou aquela edição não é de seu agrado.
Mas não ignore que o show é pensado e produzido para ser executado em um espaço de tempo de não mais de quinze minutos, que é o tempo entre o primeiro e o segundo tempo dos jogos (segundo e terceiro quarto).
Luzes, explosões, qualidade de som (playback ou não, não importa), e montagem e desmontagem do palco sem danificar o gramado (artificial ou não) de jogo.

“-Ah, mas isto é tradição deles lá, nós temos as nossas...”.
Certo...
O entorno dos eventos serem de uma pobreza franciscana para não embotar o “brilho do futebol” como dizem os dirigentes, a alimentação - quando há - ser de qualidade duvidosa, os maus tratos da PM antes dos jogos, surras das organizadas durante os jogos, e extorsão de flanelinhas ou conduções deficitárias depois dos jogos em horários exdrulos.
E ultimamente um tribunal que anula partidas, muda resultados.
Times que aceitam dinheiro para serem rebaixados em lugar de outros, juízes que manipulam resultados, clubes que ficam devendo para atletas e funcionários mesmo após terem feito as maiores transações com jogadores de suas histórias... Ou seja: nada além da própria partida.
E por ai vai.
E isto porque nem foram citados outros esportes aqui inexistentes (hóquei) e outras que não passam de arremedos amadores como o basquete ou o automobilismo.
Ou vai querer me convencer que alguma destas modalidades por aqui tem algum peso, respeito e confiabilidade?
Se depois de posto isto, você ainda achar que não temos nada a aprender com os americanos em termos de organização e realização de eventos esportivos, sinto muito.

2 de fev de 2015

F1 Lançamentos (até agora)

E já estão lançados os carros para a temporada 2015 da F1.
Neste ano não houve lançamentos bombásticos, festas, vídeos mirabolantes e nem aquela palhaçada na neve com gente esquiando, comendo macarrão gelado e ostentando a marca das churrasqueiras sobre rodas.
Tudo se deu de forma mais ou menos normal, com alguns carros sendo lançados em revistas e outros simplesmente sendo apresentados à imprensa por meio de fotos e releases.
Teve o vídeo da McLata, mas lá tem o Button, ninguém deu à mínima. Nem para o vídeo e nem para o Button.

Aqui não se trata de falar do melhor carro ou do mais rápido, afinal, quando este texto foi escrito os carros nem tinham ido às pistas ainda para testes.
Trata-se de um treco bem pouco importante para a alma da coisa em si, mas que para muitos fãs é realmente importante: a estética.
Houve uma mudança importante neste quesito da temporada passada para esta.
Os bicos fálicos se foram.
Não para muito longe, é verdade... A Williams tem uma piroquinha, mas bem menor no bico.
Chegou-se a dizer que o bólido da Williams tinha um bico “mamilo”. Apelido que não pegou, ainda bem, porque é idiota.

De fato temos que os carros estão mais elegantes em seus bicos, que – penso eu – é onde mais o bicho pegava. Mais até que nas polêmicas asinhas dianteiras com asas enormes na traseira.
E os projetistas parecem ter conseguido proteger seus projetos desta vez, não havendo um bico igual ao outro (ainda já que é quase certo que copiarão uns dos outros a partir do momento que se mostrarem eficazes) numa diversidade saudável para a categoria e para os olhos.

Outra parte importante deste quesito é pintura dos carros, o layout.
Mudanças significativas apenas na McLata, que trouxe de volta o esquema de cores de quando era patrocinada pela West, só que aumentando consideravelmente o vermelho do bico que agora se assemelha a um borrachão de segurança para proteger de pequenas batidas em fundos de garagem...
E a Force Índia, que abandonou a pintura “samba do indiano doido” para ser mais sóbria e, penso eu, mais bonita.
A Toro Rosso com um bico longo, mas diferente do bico da Ferrari, o esquema de cores segue o mesmo.

A parte triste fica por conta do bico da Williams ser o mais feinho até o momento, o que só é relativizado pela linda pintura que o time enverga já deste do ano passado.

Oficialmente a Red Bull não mostrou suas cores, mas é muito provável que não traga mudanças significativas nas cores, que também são as da dona da equipe: a enlatadora fabricante de xixi de búfalo. Porém o bico lembra, e muito, o da Ferrari no ano passado.

Tá estranhando não ter nada sobre a Sauber né?
Mas quem liga para um time falido que pegou um GP2 do ano passado (nem sequer mudou a pintura) colocou um bico de F1 também do ano passado e apresentou como carro novo?