31 de mar de 2015

Crônica do GP: O abandono do Alonso

Após a largada do GP da Malásia, Fernando Alonso consegue ganhar algumas (duas ou três posições) e o time chega a pensar que o tempo ruim começava a ficar para trás.
Com algumas voltas percorridas a realidade bateu às portas da equipe novamente.
Nem o mais otimista torcedor da McLaren ou de Fernando Alonso consegue enxergar a luz no fim do túnel desta temporada.
Após se arrastar nas últimas posições, Fernando é chamado para os boxes para uma tentativa de melhorar algo. Provavelmente em vão...

Ao parar no local destinado à sua McLaren os mecânicos correm com seus equipamentos para soltar as rodas, os novos pneus e uma vaca que é amarrada na asa traseira do McLaren.
-Pero... Para que és la vaca?
-Não se preocupe, sabemos o que festamos fazendo...

Com mais algumas voltas e Alonso ainda está se arrastando pela pista quando, pelo rádio, faz contato com a equipe.
-El coche no responde a altura, continua muy lento...
-Estamos colhendo informações da telemetria para tentar resolver isto...
-Ok... Pero... E lá vaca?
-Ah sim... Vamos começar a usá-la também com esta finalidade...
-Qual finalidade?
-Colher dados. Por favor, comece a observar a vaca.

Mais algumas voltas e é o rádio que chama Alonso no inicio da reta oposta do circuito malaio.
-Fernando, me diga como está a vaca.
-Bién... No parece nem cansada em esto momiento...
-Ok... Acelere até o limite e freie bem forte ao fim desta reta e repita a operação na reta de chegada.
-Todo bién...
E assim faz o espanhol.

Já no lento e desafiador S ao fim da reta de largada o rádio volta a chamar.
-Fernando? Diga-nos: como está a vaca?
-Agora no parece estar muy bién... Está com lá língua para fora...
-Para a direita ou para a esquerda?
-Que diferença faz?
-Não discuta, apenas diga.
-Está com lá língua para la esquierda...
-Ok... Preste atenção... A vaca quer que você abra caminho para ela passar, não queremos mais esta vergonha... Venha para os boxes e abandone a corrida...

Entendeu agora porque Alonso abandonou?

30 de mar de 2015

Lado B do GP: Malásia

O bingo imaginário da F1 começou a ser cantado logo nas primeiras voltas.
Maldonado sem uma roda por conta de toque.
Mas e daí? Acontece quase toda corrida mesmo...

E outra pedra cantada: Grosjean disputa posição com Sérgio Perez e... Toque.
Punição para o francês do Paraguai.
Injusto.
Se for para punir alguém, tem que punir quem contrata estes caras.

E Kimi também começou com problemas.
Aliás, Raikkonen tem que tomar um banho de sal grosso.
Enquanto Vettel liderava a corrida, o finlandês chegou a andar atrás das até das Mclatas.
Azar a parte pelo menos se recuperou.
Será que tem sal suficiente?
E se Kimi tem que tomar banho de sal grosso, Alonso precisa ir até o Mar Morto e fazer mergulho de apneia por uns cinco minutos.
Button não foi atingido pela onda.
O inglês sempre foi adepto do “devagar e sempre”. Absolutamente não é novidade, mas... Quem liga?

Outro ponto importante é notar o quanto Vettel sente falta da mágica de Adrian Newey...
Ou seria o mago das pranchetas que sente falta do alemão quatro estrelas?
Como tem nego que entende de F1 né?

A Red Bull reclamou da Renault.
A Renault se defendeu reclamando da Red Bull
A Red Bull disse que a Renault poderia ir pra Manor, coisas ruins se merecem.
A Renault mandou a Red Bull procurar a Honda...
Ambos pensaram bem e apertaram as mãos dizendo: “-Deixa como está, melhor devagar que parado...”.

E Felipe Nasr não pontuou.
Não apaga o ótimo trabalho feito na Austrália, mas dá um choque de realidade.
Alguns dirão que a culpa foi do diferencial.
Sim, foi...
O diferencial de não ter um carro quando outros têm.
Ou seja: Sauber voltando a ser Sauber.

E assim é a F1...
Alguns idiotas fazem carros para ver qual é mais rápido.
Dão mais de cinquenta voltas disputando e no fim quem ganha é alemão.
Seja piloto ou equipe.

29 de mar de 2015

F1 2015 - Malásia: Paixão

As corridas da madrugada dão o álibi perfeito para um texto ruim: o sono.
Acordar às três e meia da matina, mesmo para quem é jovem, não é fácil.
Só a paixão explica...
Atrativos? Até tinha...
Ver Alonso na última fila não é algo corriqueiro (a Manor não conta...) embora possa ser este ano.
Vettel em boa forma e com um carro relativamente rápido também.

Mas a largada extremamente limpa tirou as esperanças.
Mesmo com Vettel mantendo posição, com Felipe Massa ganhando algumas não dava para ter muitas esperanças.
E ai feio o safety car na quarta volta, por conta de uma manetada de Ericson até tentou dar molho jogando as Mercedes para o meio do pelotão.
A estratégia de trocar os pneus e ficar livre para usar a melhor configuração era a melhor aposta.
Voltar à ponta era questão te tempo.
Se utilizando do handicap de ter o melhor equipamento foram ultrapassando sem muitas dificuldades até que na volta dezoito, na parada de Vettel (nem para ter uma briguinha na pista...) os carros prateados pilotados por cones já eram primeiro e segundo novamente.

Só não contavam com o fator Vettel.
O alemão com uma estratégia de pneus diferente levava vantagem e ultrapassou primeiro Nico, depois Lewis sem muito esforço.
Desconte-se que após ultrapassagem o cone número 44 foi aos boxes, mas ficou latente a diferença.
Quando há adversários, Hamilton não é lá grandes coisas.

Enquanto isto, pista afora, a corrida se desenrolava com alguma emoção e boas ultrapassagens.
A briga já no fim da prova entre Felipe e Bottas foi excelente.
Deu Bottas, mas não sem briga, não sem disputa.
Não houve “faster than you” desta vez.
Assim que tem que ser sempre: perder sim, mas na pista, no braço.

É fato que ninguém ganha corrida com carro ruim, logo, a Ferrari não é carro ruim e não dá para ficar falando em “tirar leite de pedra”, mas logo após a segunda rodada de pit stops, Vettel ainda era líder e a estratégia de pneus lhe dava vantagem.

O chato é que não houve nem tensão.
Vettel manteve a ponta da corrida com certa tranquilidade.
E enquanto isto, Kimi se recuperou e não fosse os problemas no inicio da prova teria mais que o quarto lugar certamente.
Não dá para cravar que o domínio da equipe alemã está ruindo, mas que houve uma balançada no império, ao menos na Malásia, isto dá!

A paixão que explicava agora está justificada.


27 de mar de 2015

Hórus

-Anselmo, eu tô dizendo... O Rubs tem um cachorro que sabe dirigir...
-Para Ron, mentira dele... Aquele baixinho inventa muito.
-Não Anselmo, eu to falando por que eu vi...
-Viu? Mesmo?
-Vi sim...  E nem tinha bebido.
-Mas, o que você viu?
-A gente estava na frente do bar do Canário...
-A gente quem?
-Tonho Platão, Boquita, Zé Nerso e eu. E então ele chegou com o cachorro e...
-A pé?
-Não, não... Naquele Opalão preto, o Diplomata dele...
-Ele nunca quis me vender aquele carro... – e suspira – Mas continua...
-Então, ele chegou e chamou a gente para ver, falamos para ele que o carro a gente já conhecia e ele disse que não era o carro, mas o Hórus...
-Hórus? Então o cachorro dele que sabe dirigir é aquele dog alemão burro?
-Não é tão burro assim... Dirige um diplomata hidramático...
-Bah... Besteira... Cê ta inventando...
-Tô não... O cachorro senta no banco e o Rubs põe o cinto nele, daí ele põe as patas dianteiras no volante, as traseiras nos pedais de acelerador e breque e vai...  Pode perguntar pro caras que estavam lá.
-Vou fazer melhor... Vou procurar o Rubs e tirar isto a limpo... Mas não do Opalão dele, que aquele carro deve ser trucado... Mas no meu.
-Qual dos seus?
-O Kadett Turim...
-O Lazzaroni? Cê vai deixar um cachorro entrar no Lazzaroni?
-Se for pra desbancar o Rubs, vou...

Os dois se despedem e horas mais tarde se encontram novamente no bar do Canário.

-E ai Anselmo?
-Eu fui lá no Rubs, chamei pra provar a história que aquele cachorrão burro sabia dirigir.
-E então?
-Ele foi logo assobiando pra chamar o cachorro e tirando o Opala da garagem.
-E?
-E eu chiei... Qual é? E falei pra ele: “-Este seu carro ai é trucado, não vem não... Se o Hórus dirige mesmo, põe ele no Lazzaroni que eu quero ver...”
-E o Rubs?
-Ficou meio receoso, mas colocou o cachorro no banco, colocou o cinto nele e ia sentando no banco do carona, só que eu falei pra ele que era pra ir pro banco de trás, pra não ter chance de querer me enganar...
-E ele foi?
-Foi...
-E o cachorro?
-Ah... Besteira, eu falei que aquele cachorro era burro.
-Mas porra Anselmo! O cachorro não dirigiu então?
-Dirigir até dirigiu, mas porra, toda vez que ia engatar a terceira deixava o câmbio arranhar... Demorou quase uma hora pra entender que tinha que pisar no desembreia... Bicho burro...

26 de mar de 2015

A culpa é das estrelas

A culpa é de Bernie Ecclestone...
É o que mais se lê/ouve por ai, mas... Será que é só dele?
Vejamos...
Bernie sempre manobrou nos bastidores para consolidar e fazer crescer seu poder sobre a categoria.
Sempre foi alvo de especulações, investigações, processos e afins.
Condenado, pagou por acordo e sua imagem saiu arranhada, porém já era mesmo um tipo de vidro que ralou no cimento, ou seja: não fez diferença um arranhão a mais. Já o bolso...
Dá declarações “polêmicas” a torto e a direito e quando não são polêmicas, tratam de descontextualizar para que fiquem.
No entanto, ele não está nem ai.
Segue o seco com poder e ganhando dinheiro.

Por outro lado, as equipes o aceitam no comando das coisas mesmo com tudo ficando escuro.
Seja em troca de benesses no orçamento da F1, repasses financeiros, mudanças em regulamentos ou mesmo aquela fechadinha marota de olhos para uma coisinha ou outra.
Por mais que todos reclamem, ninguém se opõe realmente ao cara.
Até batem de frente, mas aparentemente apenas para conseguir algo a mais no fim das negociações.
E assim o homem vai ficando...

Ou seja: a própria F1 tem culpa – e muita – na atual situação da categoria tanto quanto Bernie Ecclestone.

E qual seria a solução?
Um pool das montadoras administrando a coisa sob a chancela da FIA?
Seria engraçado...
Segundo alguns bons nomes que comentam o assunto, a F1 atual já segue a tendência do mercado que é ditado pelas fábricas.
E é nítido.
Diminuição dos motores (sem prejuízo da potência, sejamos justos) para maior economia de combustível, motores híbridos com energia elétrica conseguida a partir de sistemas de recuperação de energia cinética e outras mumunhas não são coisas que saiam da cabeça de esportistas, mas de tecnocratas.
Dando mais poder a este pessoal para que apliquem ainda mais a “tendência do mercado” não demorará em termos F1 com o motor de três cilindros.
E silencioso, porque barulho é politicamente incorreto.

No fim, a impressão que se tem é que a F1 enquanto esporte é como aquela cobra que começou a comer o próprio rabo e já vai chegando à cabeça.
Ou um perito em explosão que amarrou a dinamite no próprio corpo sem ver e está apertando o detonador.

25 de mar de 2015

E em uma sala da FOM...

Sentados à mesa estão Bernie Ecclestone e seu secretário Jonah, a quem o velho nunca consegue dizer certo o nome.

-Jonas, não houve mesmo acerto com os alemães?
-É Jonah, senhor... E não, não houve acerto.
-Vamos cancelar a corrida então. Tome providencias.
-Certo, mas se me permite... É um erro senhor.
-Por que, John?
-Porque corridas na Alemanha, senhor, são tradicionais, o povo de lá ama este esporte, há grandes fabricas de carro e de preparação de motores por lá. Dois dos maiores campeões da F1 vem de lá. E é Jonah, senhor...
-Vejamos... Qual foi a desculpa de Hockenhein?
-A alta pedida da FOM para os organizadores.
-E é muito alta?
-Oh sim...
-E qual o entrave para baixar a pedida?
-O senhor.
-Ah... Intransponível então... E Nurburgring?
-Alegou que não há tempo hábil para organizar tudo e vender os ingressos.
-Nem fazendo promoção? Tipo: pague um e vá aos três dias?
-Nem assim, senhor.
-E as grandes montadoras que você falou? Não podem ajudar Jeremy?
-Jonah, senhor... E não.  Nenhuma.
-O que disseram?
-A VW não quer por dinheiro na F1.
-Outra, a Mercedes, que tem até equipe na categoria e fornece motores.
-Disse que ofereceu dinheiro, mas não era muito e dizem também que não quer por dinheiro em uma pista pertencente a uma concorrente.
-Interessante esta visão... Fornece motor, mas não pode fornecer pista para concorrentes...
-E sobrou a Audi.
-Ah e o que disseram o povo lá da Audi?
-Que vão esperar.
-Esperar o que?
-Que o senhor morra...
-Que grosseria... Ligue para eles e diga que me ofendi com isto.
-Vou ligar senhor... – e liga mesmo para a Audi comentando a reação de Ecclestone.
-E ai? – pergunta o chefão da F1 ao ver Jonah desligando o aparelho. – O que disseram?
-Mandaram o senhor ir se catar.
-Ótimo, ligue para eles e avise que estamos indo, abriu vaga e ao que parece: permanente.
-Ligar para eles quem? Onde estamos indo, senhor?
-Como assim para onde? Para onde me mandaram os alemães; para o Catar!

24 de mar de 2015

E quando Ecclestone finalmente cair?

Há alguns anos já não há F1 na França.
Este ano não teremos na Alemanha.
E segundo Luis Fernando Ramos, o Ico, o grande prêmio da Itália corre sérios riscos para os próximos anos.
De realmente tradicional – e seminal – sobraria apenas a prova na Inglaterra.

Claro, existem as tradicionais e boas provas na Bélgica e (agora de volta) na Áustria, mas convenhamos e concordemos com o Ico: o DNA da F1 está se dissipando e corre o risco de desaparecer.
Enquanto isto se acumulam corridas (algumas péssimas) em lugares sem tradição, mas com muita grana como nos países árabes, China, Rússia e afins.
Culpa da forma como Bernie e sua FOM negociam contratos com realizadores e também da crise econômica no continente.
A segunda está longe de ser contornada pelo povo da F1, aliás, não compete a eles, mas... E a primeira?
Bernie com a sua visão sobre como conduzir os negócios da categoria é culpa única e exclusiva da própria F1.

Minha pergunta é: só tirar Bernie do comando da coisa é a solução para os problemas da F1 no continente europeu?
Gosto do Bernie e gosto do que ele fez pela F1, mas concordo que já é hora de virar a página.
Novo comando, novas ideias, mas... Seria só isto mesmo a solução?

Lembrando que a Europa começou a mandar a F1 para fora de seu território quando começou a restringir patrocínios.
Primeiro a indústria tabagista foi banida, logo após as de bebidas começaram a ser alvo de ameaças de banimento também.
Quem quer investir uma grana e de uma hora para outra se ver proibido de expor sua marca nos carros e autódromos?
Curiosamente, alguns dos novos países que sediam a F1 não permitem propaganda de bebidas. A Williams é obrigada a mexer no layout de seus carros para estas corridas.
E quanto tempo vai demorar para que a caça às bruxas também se dê em torno dos energéticos carregados de cafeína?

Sobraram os patrocínios de instituições financeiras, mas estas também fugiram com a crise.
Assim o já minguado orçamento das equipes pequenas foi sendo sufocado e os times novos que apareceram tem mais o aspecto de pequenas lavanderias de dinheiro do que agremiações esportivas.
As grandes sobrevivem de uma forma ou de outra, mas não é possível fazer um campeonato apenas com McLaren, Ferrari e Williams.
Em tempo, Red Bull não é bem um time esportivo - apesar dos aportes financeiros generosos em muitas modalidades - e a Mercedes é o time de uma montadora, que vem e vai embora ao sabor dos resultados.

A crise, portanto, vai muito além do “tirem o Bernie”.
É sim necessário arejar a cúpula da categoria, mas como? Colocando quem ou o quê no lugar?
Se não houver uma resposta satisfatória à esta pergunta, a queda de Bernie Ecclestone, por política ou por morte (o homem tem idade avançada), terá o mesmo efeito daquela corrida do cachorro atrás de pneus de carros: finalmente consegue pegar, não sabe o que fazer ou acaba atropelado pelo mesmo.

23 de mar de 2015

GP da Alemanha fora. A Mercedes não se importa?

É uma coisa bem curiosa...
A Red Bull, como se sabe, é uma equipe austríaca embora tenha sede na Grã Bretanha.
Tanto que o hino que toca/tocava após as vitórias de Weber, Vettel e Ricciardo, era o monótono e sonolento hino austríaco, com todo o respeito.
Quando dominava a categoria, o time das latinhas de energético, até onde sei, comprou, restaurou uma pista icônica da F1: A1-Ring, outrora Österreichring e o rebatizando como Red Bull Ring promoveu o retorno do tradicional e de tão boas lembranças Grande Prêmio da Áustria.
Ainda que o tiro tenha saído pela culatra e a vitória no retorno do país a ser sede de um GP tenha ficado com a rival Mercedes (Nico Rosberg), a promoção foi incrível e o autódromo esteve bem longe de estar vazio como em outras pistas europeias.

E óbvio que não é e nem tem de ser regra, mas – como dizia – é bem curioso que agora, ganhando até as partidas de porrinha, cuspe à distância e campeonato de tirar ranho do nariz enquanto espera o fim das corridas, a Mercedes nem sequer cogitou a hipótese de ajudar (apenas ajudar!) para que a prova alemã de F1 seja realizada este ano.
Não há necessidade de fazer propaganda em casa? É isto?
Se a corrida realmente não acontecer, será a primeira vez em cinquenta e cinco anos que a Alemanha não aparecerá no calendário.
Quando a coisa era só com Hockenheinring, não achava ruim não. Depois da mutilação aquilo perdeu todo o charme e a graça, mas ficar sem nada, nem mesmo Nurburgring é de doer.
Já se foi à França, há tempos... Agora a Alemanha.
Nesta batida, logo teremos só os asiáticos, os países árabes e a porcaria das pistas espanholas sediando GP´s.
É pouco heim? Muito pouco.

20 de mar de 2015

Doni

-O Doni voltou! – diz o cobrador
-Doni... Doni? Qual Doni? – responde o passageiro que estava passando pela catraca.
-Poxa, já esqueceu? O Doni. Donizete... Da roda de samba!
-Donizete? E ainda do samba? Vixe, eu não vou lembrar mesmo. Eu sempre gostei de rock.
-É, eu sei que você era roqueiro, mas do Doni todo mundo lembra...
-De qual grupo ele era? Era amigo da gente?
-Era amigo sim, estudou com você se não me engano no ginásio. E você até apelidou o grupo dele com sua maldade característica: Estragasamba!
-Ah tá... O Estragasamba... Não tinha ninguém pior que eles... Mas, uma coisa, eu não me lembro do Doni no grupo. Tocava o que ele?
-Ah vá! Não se lembra da função do Doni?
-Hum... Deixa eu puxar pela memória aqui? Vamos ver... Tinha a Guaru no pandeiro.
-Isto!
-Tunga no violão...
-Grande Tunga! Baiano ele.
-Nego Boiça no cavaquinho.
-É o Boiça tocava demais, se fosse roqueiro seria o Steve Vai.
-Tinha mais... Tinha o Chavinho na timba. Lembra?
-Lembro sim... O único tocador de timba que usava partitura.
-É, e todo mundo cantava... Viu, não tinha o Doni.
-Pô tinha... E a função dele era importantíssima... Era ele que buscava a cerveja para animar a roda!

19 de mar de 2015

A semelhança entre os casos Bosman e Van Der Garde

Jean-Marc Bosman jogava no Liége, da Bélgica desde 1988.
Ao fim da temporada de 1989 recebeu a proposta de extensão de seu contrato para a temporada de 1990, mas com um corte de quase sessenta por cento em seu salário.
Achando que estava sendo injustiçado em sua remuneração, recusou a oferta sendo então colocado em uma lista de jogadores negociáveis e acaba despertando o interesse de outro time meia boca da Europa, o Dunkerque, da segunda divisão do futebol francês com o passe fixado em seiscentos mil euros, o que faz o clube francês recuar.
Furibundo da vida, Bosman entra na justiça contra o Liége, a federação belga de futebol e a UEFA alegando que suas regras o haviam impedido de se transferir para o catado francês.
Em novembro de 1990 recebe a notícia que o tribunal lhe havia dado razão e então ele acerta contrato com um clube da terceira divisão da França.
O Liége interpõe recurso e a briga se arrasta durante alguns anos, nos quais Jean-Marc segue se transferindo para vários clubes – sempre de divisões inferiores – da Europa.
O episódio é conhecido como “Caso Bosman” e resultou na mudança das regras de transferência de jogadores europeus entre clubes do próprio continente.
Mais além, gerou a discussão que acabou criando a lei do passe no Brasil, também conhecida como “Lei Pelé”.
Bosman com o uniforme que lhe deu mais notoriedade
Guardadas as devidas proporções e diferenças (a ação movida pelo belga foi algo nobre contra a tirania dos clubes em relação aos jogadores) o caso tem uma semelhança com a patacoada de Giedo Van Der Garde, o popular Guiando Devagarde.
Claro, o futebolista pena de pau  belga não entrou na justiça pleiteando o direito de ficar no Liége e o motorista roda presa holandês não foi ao tribunal pelo direito de se transferir para outro time qualquer da F1.
A semelhança reside no fato de que os dois – tanto Bosman quando Devagarde – são dois notórios perebas em seus ofícios.

18 de mar de 2015

Mistério e piada

Bottas tem uma hérnia, provavelmente não pilotará na Malásia.
A opção mais lógica seria a piloto reserva Susie Wolf, certo?
Parece que não...
Ao que parece, a casa de Grove não está muito disposta a entregar um de seus carros nas mãos da menina.
Machismo! Chauvinismo! Sacanagem! Palhaçada! Sexismo! Só falta dizer a velha piada sobre mulher no volante...
Não é Claire Williams... (ops!)
Mas sendo Claire também uma mulher (tão bonita quanto Susie) qual seria a explicação?
Ciúme? Invejinha? TPM?
Alguma coisa tem ai... Talvez seja só ruindade de volante da esposa do Toto mesmo.
Mas tem.

Um jornal estampou em sua capa que Felipe Nasr é “o novo Senna”.
Até ai novidade nenhuma... A imprensa daqui do Brasil já arrumou novos “sennas”, novos “pelés”, novos “gugas” e outros novos menos cotados.
Não é preciso dizer que todos naufragaram no mar de expectativas e cobranças.
Mas o detalhe curioso da vez é que o jornal em questão é o suíço Blick Sport.
SU-I-ÇO! Tão suíço quanto a equipe Sauber, diga-se.
E não. Não sei se é das organizações Marinho.
Poderiam ao menos ter feito como os italianos da Auto Sprint e colocado um pontozinho de interrogação após a frase como fizeram com Felipe Massa.
Assim, se acontecer com o Felipe mais novo o mesmo que aconteceu com o mais experiente poderia responder a pergunta com um “Nein” bem grande.
Em tempo: Sim, a estreia do rapaz é algo muito bom e até certo ponto surpreendente (mais pelo carro que se pensava ser muito ruim do que por ele próprio), mas não justifica histeria.
Tomara que ele não entre nesta onda e mantenha os pés no chão.
Até porque, a combalida torcida automobilística nacional não aguentaria mais um “faster than you” ou” hoje sim, hoje não”.

17 de mar de 2015

Duas coisas quer não interessam a ninguém

Caramujo Africano é uma espécie que chegou ao Brasil trazido com a intenção de ser comercializado como scargot, o que logo depois se viu que era impossível devido ao fato do bicho ser o hospedeiro natural do verme causador da meningite.
Registros dão conta de que a primeira aparição do molusco em terras brasileiras se deu no ano de 1980 em uma feira agropecuária no Paraná.
O bicho, por não ter predadores naturais por aqui, se procriou com muita facilidade e alguma rapidez.
Outro ponto sem interesse algum é que seu nome popular por aqui é errado, já que caramujo é um molusco de água doce, o que não é o caso deste bicho que pode – em raros casos – chegar a quinhentos gramas de peso...
O que ninguém explica é que mesmo tendo aparecido primeiro lá no Paraná, o animal hoje ocorre em vários estados do país...


A emissora oficial da F1 no Brasil montou um programa de espera para o inicio das corridas de F1 que transmite.
O bagulho é chato para caramba.
O narrador chato comanda uma pauta chata, com convidados também chatos e sem nenhuma ligação com a F1.
No primeiro teve Bia Figueiredo (vá lá... Pelo menos é piloto), Giba do vôlei (que já é um esporte meia boca...), um ator que não sei o nome e não me importo de não saber e tenho preguiça de procurar no Google e Raul Boesel que ao invés de falar de F1 ficou tocando discos.
Luciano Burti e Reginaldo Leme ficaram com aquela cara de “o quê que eu to fazendo aqui?”.
Chegou a dar muita saudade do grid walk do Barrichelo.

16 de mar de 2015

Lado B do GP - Austrália: Tédio com um T bem grande pra você.

Tirando o bom – e surpreendente – desempenho de Felipe Nasr e sua Sauber de GP2, a corrida foi monótona.
Não previsível, que uma corrida onde largam apenas quinze e chegam só dez não pode ser previsível.

Button foi o cara da corrida.
O cara lento.
Para por o bigode de molho...

Largou na última posição e nela ficou.
Se todos os carros quebrassem e ele ganhasse, ainda assim seria o último.
Nem torceu por chuva.
O carro é tão lento que era capaz de inundar o cockpit e ele ter de parar.
Travou uma briga com um carro da Force Índia onde era difícil saber qual era o pior.
Iguais até no visual.
Se Usain Bolt corresse com o carro da McLaren amarrado à cintura, seria mais rápido do que o que se viu na Austrália.
Quando faltavam 10 voltas para o fim da prova, as Mercedes já tinham terminado e já estavam a caminho da Malásia.
Enquanto isto a McLaren estava ainda em Barcelona fazendo treino livre.
E no fim, chegou no lugar dos bobos: décimo primeiro (e último) sem marcar pontos por uma posição.

Quem deve ter ficado satisfeito foi Alonso.

Ao
saber da possibilidade, Magnussen reclamou: “-Sacanagem do Alonso isaaê!”.

E durante a festa do pódio a pista foi invadida.
Deviam rever isto e proibir, tirar aquele povo de lá...
Até porque naquela hora o Button ainda não tinha terminado a prova.
Levaria ainda mais uma hora e meia.

E no fim, Button foi o único da prova a terminar a prova após as duas horas regulamentares.
Faltavam a ele cinco voltas ainda...

E após a corrida, bem após, Button cantou Legião Urbana: “-Andar a pé na rua, as vezes eu me amarro, não tenho gasolina, também não tenho carro...”.

15 de mar de 2015

F1 2015 - Austrália: Sono na madrugada

Não dá para se enganar muito não...
É fato que automobilismo não é ciência exata, sempre vai haver percalços no caminho e surpresas - se não são uma constante - acontecem, mas para quem assistiu a classificação e se lembra da temporada passada, o cenário não era nada animador.

O domínio das Mercedes parece ter até crescido...
E nunca foi tão fácil ganhar uma prova com dobradinha.

Novidade mesmo só ver a McLaren se classificando nas duas últimas posições do grid, à frente apenas da Manor, que nem foi à pista.
A impressão que dá é que tanto Button quanto Magnussen gostariam de também tomar choques para ficar fora da prova.
Ao menos não passariam vergonha.

Na hora da largada apenas quinze carros: Bottas fora, Kevin Magnussen fora e Danil Kvyat também.
Tirando aquele GP dos EUA totalmente estranho, foi a prova com menos carros alinhados para o apagar das luzes vermelhas.
Para piorar, Maldonado é tocado e também abandona a prova no início e logo depois a outra Lotus também vai embora.•.
De bom, mesmo, apenas a agressividade meio inconsequente de Felipe Nasr.
Era necessário um piloto assim.
Outra coisa aparentemente nova é a duração dos pneus.
Os pitstops começaram para lá da vigésima volta.
Mas Albert Park tem um asfalto liso, que consome pouco em comparação com outras lixas que aparecerão durante a temporada.

No mais, o passeio da Mercedes foi o que se esperava.
Surpresa ver o Vettel em terceiro? 
Não... Como também não foi surpresa ver Massa chegar atrás da posição em que largou.

E por fim: nunca uma corrida de F1 foi tão modorrenta, tão chata... Nunca festejei tanto o fim da corrida para poder voltar a dormir.
Se o restante da temporada for assim estamos ferrados.
Falta muito para voltar a NFL?

13 de mar de 2015

Vai começar! Austrália! Até que enfim...

A Austrália é um país sui generis.
Começa que é longe para cacete e é tão continental quanto o Brasil.
Uma de suas cidades mais conhecidas é a  linda: Sidney. Assim como o Brasil tem o Rio de Janeiro. Porém a capital é Camberra, que, igual nossa Brasília, ninguém fora do país sabe que existe.

Tem uma culinária completamente estranha.
Um dos principais pratos lá é a Meat Pies, que são umas tortinhas assadas com carne moída.
E você pode dizer agora: “-Ah Groo, vá se ferrar... Isto ai não passa de esfiha aberta!”.
Pode ser... Mas por acaso você já comeu esfiha sabor canguru? E crocodilo?
O legal é que as esfihas deles são regulamentadas por lei.
É... Por lei! Cada esfiha não pode ter menos que vinte e cinco por cento de carne. Se não o bicho pega...

Eles têm lá uma pasta à base de trigo para passar no pão chamada Vegemite.
Segundo consta, o treco é salgado pacas e um tanto amargo também.
Na falta, pode-se passar no pão maionese estragada que o sabor é o mesmo.
E provavelmente o piriri também.

O australiano também não abre mão de comer coisas esquisitas com pão.
Desde batatas fritas até feijão doce. Crianças levam para a escola sanduíches de pão com macarronada dentro...
E nunca, mas nunca ofereça a um australiano uma vitamina de abacate. É capaz de vomitarem em você, afinal, onde já se viu abacate com açúcar... Tem que ser salgado, com azeite e pimenta.
É estranho que o ar seja considerado puro por lá....

A fauna é um caso a parte.
Além do canguru, e do simpático ornitorrinco, há também o Diabo da Tasmânia (se é da Tasmânia, que diabos ele faz na Austrália?) e coala.
Coala é um marsupial erroneamente classificado como urso por alguns. Mas que aqui no Brasil passaria fácil por bicho preguiça.
Alimenta-se de eucalipto, o que lhe confere um cheiro natural bem agradável.
Também não é ruim pisar em cocô de coala... Pelo contrário... Se o pisante tiver chulé, pode até ajudar a disfarçar...
O coala é um dos principais motivos para que os ambientalistas sejam contra a F1 naquele país.
É que um dos principais motivos de morte do coala é o stress, e convenhamos, é um stress todo ano a expectativa de que o Rubinho se aposente e nada... Ele continua lá enchendo o saco de todo mundo... Até dos coalas.

Há também o Dingo, que é um tipo de cachorro selvagem que – este sim - por ser extremamente carnívoro fede.
Bernie Eclestone e Fernando Alonso têm um cada...
No campo da música um monte de coisas boas.
Poucos sabem mas o Ac/Dc é de lá. O Midinight Oil e o Men at Work também...

Estes últimos alias foram responsáveis por apresentar ao mundo o Didgeridoo. Um bambuzão medonho que é ancestral da Vuvuzela e é tão chato quanto. O treco é tocado pelos aborígenes.
Os aborígenes são nada mais, nada menos que os nativos australianos que tem uma cultura própria protegida por lei e cheia de características bem próprias, não encontráveis em nenhuma outra cultura...
Se bem que, aqui em São Paulo também tem aborígenes...
Mas os de lá tem a vantagem de não ir aos estádios e ficar gritando: “-Aqui tem um bando de loucos...”.

Viu como não é só de Jack Brabhan, Allan Jones, Vern Schuppan e até no Webber que se pode falar quando se pensa em Austrália?

12 de mar de 2015

Caso De Vagarde: prós e contras

Não me lembro de outra situação parecida com esta entre Sauber e o holandês De Vagarde.
Um piloto que vai até a justiça para garantir um lugar em uma equipe de F1.
Como diz a charge: se piloto pagante já era uma coisa baixa para o esporte, um piloto a base de canetada da justiça então...

E as piadas pipocam. Já disseram que:
O advogado do De Vagarde era o mesmo do Fluminense; que o advogado da Sauber era o mesmo da Lusa e por ai afora...
Mas a coisa é séria. De verdade.
Um dos dois pilotos anunciados ainda no ano passado pela equipe pode perder o lugar para um piloto que nunca mostrou nada a não ser que era o arquétipo do piloto pagante.
Cheio de dinheiro e com talento limitado. Muito limitado

Mas uma pergunta não quer calar: se fosse com a Ferrari, a McLaren ou – vá lá que seja – a Williams, a justiça australiana daria ganho de causa ao holandês?
Duvido.

Porém a coisa tem também um lado bom.
Ao menos para aquela repórter meio besta da RGT já que trás algum sentido àquela ideia (de jerico) sobre Nasr ser Senna ao contrário já que a carreira do Senna acabou dentro de uma pista de F1, ao contrário da carreira do Nasr que acabou sem nem entrar em uma...

Mas Felipe Nasr, se por acaso realmente ficar de fora da temporada por conta disto tudo não deve ficar chateado.
Afinal, sua carreira como titular na F1, mesmo limado às vésperas do inicio da temporada, já é maior que a do Luiz Razia...

11 de mar de 2015

Marussia/Manor: o retorno dos mortos vivos

Uma piada:
Quando Getúlio Vargas ocupava a presidência da república, tinha o hábito de uma vez por mês receber populares em seu gabinete do Palácio do Catete e atender suas revindicações, caso as achasse justas e razoáveis.
Sentado em sua cadeira, ouviu de seu secretário que estava na antessala um conterrâneo do presidente que queria trocar de nome.
Getúlio pediu então para que o deixassem entrar e seguiu-se o seguinte dialogo:

-Senhor presidente, estou aqui para lhe pedir que autorize que eu troque de nome.
-Mas bah! Isto não é coisa que se peça ao tabelião de sua cidade?
-Deveria ser, mas há entraves mui grandes da tal burocracia, e necessito urgência.
-Urgência? É tão grave o caso assim?
-Muito grave! Sou alvo de chacotas desde mui pequeno, não aguento mais...
-Ora, ora... Então se abanque e conte direito esta história.
-Meu pai, homem honrado, trabalhador, mas muito dado a bebedeiras.
-Adiante...
-Numa destas, segundo minha mãe, para comemorar a minha chegada, apostou em um bolicho com outros índios velhos em um jogo de malha que colocaria em mim o nome mais estranho que achasse se perdesse a partida.
-E daí?
-Perdeu... Mas homem honrado e cumpridor da palavra que era, me registrou com o nome que carrego até hoje. Mas não aguento mais e quero trocar.
-Me parece justo, e no más muito razoável...
-Pelo que fico muito agradecido.
-Não há de que... Mas me diga: como é seu nome?
-Não se espante, mas é Getúlio... Getúlio Bosta.
-Agora entendo sua aflição... Vou assinar documento agora mesmo autorizando a troca do nome sem burocracia... Como é que quer se chamar daqui por diante?
-Nome simples, de gente simples... Pode escrever ai no papel: Pedro Bosta...

Traçando um paralelo com a volta na Marussia, mas com outro nome, Manor, pode-se dizer o seguinte: é possível trocar o nome da bosta, mas não é possível fazer com que ela deixe de feder...
Só tenho dó dos dois malucos que aceitaram pilotar para aquilo. Acabaram por enterrar de vez todo e qualquer futuro na F1 que um dia sonharam em ter.

10 de mar de 2015

Falta de educação

Uma vez, assistindo TV me deparei com a seguinte frase dita em uma discussão com tiros:
 “-Cara! É muita falta de educação permanecer vivo quando tanta gente te quer morto!”.
Pensando nisto é impossível não associar ao caso de Giedo De Vagarde com a Sauber.
Monisha não o quer por lá.
Peter Sauber não o quer por lá.
Marcus Ericson não o quer por lá.
Felipe Nasr não o quer em sua vaga.
O Banco do Brasil não o quer na vaga do Nasr.
Mas ele quer a vaga a qualquer custo e foi até a justiça para tentar recuperar o lugar dentro de um dos carros agora azuis e amarelos.
Pô De Vagarde... É muita falta de educação da sua parte!

O mais hilário foi o argumento usado pelo time na justiça australiana para não lhe dar a vaga.
Disseram eles que uma troca de pilotos assim tão em cima da hora poderia incorrer em perigo de morte.
Ai não dá...
Todos sabem que o cara é ruinzinho, mas daí até dizer que é um perigo aos outros competidores é muita canastrice.
Parece até que o advogado da Sauber é o mesmo da Portuguesa de Desportos.

As reações ao quiproquó foram diversas.
Alguns afirmam que De Vagarde só quer ser indenizado.
Outros dizem que ele quer mesmo mostrar serviço na Sauber.
Outros dizem que ele é masoquista por querer a todo custo forçar sua permanência em um time meia boca com uma possível cadeira elétrica.

Ah sim, e há alguns que juram de pés juntos que quando o grupo descrito acima solta seu argumento e cita “cadeira elétrica” para se referir ao carro da Sauber, em algum lugar fãs de Fernando Alonso batem três vezes na madeira.
Ah, e o próprio fecha os olhos, suspira fundo e balança a cabeça como quem quer afastar lembranças ruins...

9 de mar de 2015

F1 2015: Vai começar (A F1 de cada um)

Neste fim de semana começa – finalmente – a temporada 2015 da F1.
Carros aceitáveis esteticamente, pilotos de qualidade comprovada (pro bem e pro mal), algumas regras ridículas a menos ou revistas, um monte de tilkódromos e alguns bons circuitos tradicionais.
Nem tudo serão flores, óbvio, mas a esperança de que seja melhor que a temporada passada persiste.
Até porque, a temporada passada foi ridiculamente chata.
Porém, tudo vai depender da expectativa de cada um.
A minha é baixa, logo, tudo que vier acima será lucro.

E no fundo a expectativa é tudo uma questão de como será vendida a temporada.
Da propaganda.
Aqui algumas formas.

Como aqueles “reclames antigos”.
“Gosta de emoção? Velocidade? Perigo? Então você não pode perder a temporada 2015 de F1. As maquinas mais velozes, as pistas mais desafiantes, os melhores pilotos em busca da glória.”

De forma moderna, mas direcionada.

Para fãs do Vettel.
Temporada 2015 da F1. Vettel encarnando a Fenix e fazendo ressurgir das cinzas a Ferrari e sua própria carreira. Não perca.

E para quem não é fã.
Temporada 2015 da F1, mais um ano para enterrar de vez a farsa alemã que tem quatro títulos porque o carro era bom.

Para fãs do Hamilton
Tentando o terceiro campeonato, Hamilton vem com tudo na temporada 2015 da F1.

Para quem não é fã nem do Hamilton e nem do Vettel.
Temporada 2015, se a Mercedes não for o canhão que era ano passado, Hamilton provará que é apenas um Vettel negão.

Para os pessimistas.
Temporada 2015 da F1, um ano mais do mesmo.

Para os otimistas.
Vem ai a melhor temporada de todos os tempos da F1

Para os fãs do Button.
(barulho de grilos, porque não existe fã do Button, e se existisse ninguém ia ligar de avisar pra eles que a temporada vai começar.).

Para os fãs do Alonso
Vem ai a F1 2015, uma temporada eletrizante!

Para os fãs da Williams.
F1 2015, o ano da redenção.

Para os que acreditam na transmissão oficial do Brasil.
Venha torcer pelos brasileiros na F1 2015.
Massa com a faca nos dentes e o novo ídolo do Brasil Felipe Nasr (que ao contrário é Senna) com sua incrível Sauber desafiando de igual para igual as Mercedes.

6 de mar de 2015

Up the Irons!

O post de hoje não tem historinha sobre a canção.
Também não tem efeméride a ser comemorada.
Não tem um motivo qualquer que seja maior que a alegria de ler as palavras do empresário da banda, Rod Smallwood, dando conta que o câncer foi debelado por completo.
Que o processo de recuperação do tratamento pode ser longo e será certamente doloroso, mas que tudo ficará bem com Bruce Dickinson.
Up the Irons!

5 de mar de 2015

F1 2015: Questões que não vão cair na prova

A Manor/Marussia confirmou que vai à Austrália para a abertura do mundial de F1.
A frase está correta de todas as formas possíveis.
Informa que eles vão à Oceania; que estarão presentes à abertura do campeonato e principalmente: não diz que vão correr.
Pode estar lá, pode alinhar, mas correr, definitivamente, é outra coisa.
E isto o ralo de lavagem de grana nunca fez...
Questão: começam a choradeira dizendo que não sabem se terão dinheiro para ir até o fim do campeonato em que etapa?

Confirmado também que Alonso não disputará a primeira prova do ano.
Esta sentença nos faz pensar em algumas questões.
A saber:
Quão grave foi o acidente que sofreu?
Estaria ele disputando alguma coisa de verdade se estivesse bem?
Ou só fazendo número e passando vergonha?
Quem é mais forte?
O tambor que Button bateu para conseguir permanecer no time quando da contratação do espanhol?
Ou
O despacho de encruzilhada de Kevin Magnussen para poder ser titular o quanto antes na temporada?

Mais uma questão:
Se um F1 com motor a gasolina, mas com recuperação de energia cinética dá um choque capaz de mandar um piloto para o hospital, o que acontece se o choque for em um carro da Fórmula E?

4 de mar de 2015

Gaúcho Caipira

-Como assim o senhor não foi almoçar ainda? - Perguntou o chefe para o funcionário.
-Fiquei aqui procurando outro fornecedor de marmitex para servir a gente a partir de amanhã. – respondeu.
-O que há de errado com o atual?
-Nada muito sério, mas estamos enjoados já.  As opções nunca mudam, o tempero cansou... Entende?
-Entendo... Claro.  E o que achou?
-Ainda nada.
-Nada? Perdeu a manhã toda procurando, não foi almoçar e não achou nada? Estamos tão pobres de opção assim?
-Não, não é bem isto... É que o pessoal veio com um nome de uma churrascaria rodízio que faz e entrega os marmitex, disseram que é bem bom e como todos ficaram entusiasmados, achei melhor entrar em contato com eles primeiro.
-Hum... E sabe o preço?
-Até onde sei, fica dentro do orçamento mensal que temos para o almoço.
-Sendo assim... Tá tudo bem. Qual o nome da churrascaria?
-Então... Este é o problema, não consigo achar no Google pelo nome que eles passaram.
-Rapaz... Se você que manja deste negócio ai não conseguiu achar... É porque não existe.
-To começando a desconfiar disto...  Já tentei de tudo. Coloquei na busca o nome da churrascaria; churrascaria na rodovia Tancredo Neves... E nada.
-É na Tancredo?
-É sim...  Por quê?
-Eu passo sempre por lá, quem sabe eu não sei qual é? Qual o nome?
-Então... Eles me deram o nome de: “Gaúcho Mineiro”.

O chefe ficou um tanto intrigado: “-Como assim “Gaúcho Mineiro”?” – pensou.
-Cê tem certeza que é isto?
-Tenho... Deixaram escrito aqui ó... – e mostra o papelzinho.
-E você notou se riram quando escreveram?
-Não, não...
-Mesmo?
-Mesmo...
-Então tá... Depois que achar ai, vai almoçar. Mas não vai antes não...
-Tá legal.

3 de mar de 2015

Ainda o acidente do Alonso...

O acidente de Fernando Alonso continua rendendo.
Agora foi divulgado que ele teve uma amnésia ao acordar.
Disseram que ele voltou a si falando italiano e achando que ainda era piloto Ferrari.

Não é o primeiro relato deste tipo. Alguns são ainda mais impressionantes por afirmar que o sujeito voltou falando uma língua à qual nunca sequer arranhou a superfície do domínio.
Porém, nestes casos, o sujeito desperta do coma.
Teria sido tão grava assim o acidente do espanhol?

Aqui outras possíveis reações ao acordar.

-Avisem ao Denis que esta foi a gota d´água, vou embora para a Williams, ainda que de graça. (Falando português e pensando que é Senna.)

 (ao passar as mãos na cabeça) –Ufa, duas orelhas... Que pesadelo horrível. (Falando alemão e pensando que é Lauda.)

-E faça-se a luz. (Falando latim e pensando que é Deus...)

-Carro ruim do cacete... É melhor tirar um ano de férias... (Falando espanhol mesmo e tendo um momento de rara razão)

-Coxinha, burguês, opressor, mídia golpista, a culpa é do FHC, reaça, Marx, os outros roubaram mais, ninguém julga o escândalo dos tucanos... (Falando português e se comportando como um tremendo idiota.)

2 de mar de 2015

F1 2015: Considerações finais sobre os testes e a "sorte" de Alonso

Último dia de testes em Barcelona e parece que só há um fato concreto e que está longe de ser mudado: A F1 é um esporte (nas sextas, sábados e domingos) em que alguns imbecis constroem carros para ver entre si qual é o mais rápido, dão giros em autódromos por até duas horas e no fim algum alemão sempre vence.
Fosse ele Schumacher, Vettel, os motores da Mercedes ou a própria equipe tedesca.

A Williams com motor alemão pareceu muito bem.
A Mercedes que é alemã está realmente muito bem.
Vettel que é alemão está bem com a Ferrari que melhorou.
O restante será a exceção que confirma a regra.
Há outras equipes que usam motor alemão que não estão tão bem assim ou em condições de ganhar corridas, mas convenhamos: os alemães não fazem milagres também...
A temporada que se avizinha aparenta ser promissora. Ufa! Ainda bem.

O capacete do Amon, mas com alguém mais bonito
Falando sobre o trampo de nobres colegas: Renan Do Couto fez um texto muito bom para o veículo que trabalha: o Grande Prêmio. Nele traça um paralelo comparativo entre Chris Amon e Fernando Alonso, o príncipe das Chaturias.
Ainda que o trabalho esteja muito bem feito como disse, achei um pouquinho exagerado.
Chris era realmente muito bom, mas nem faria sombra para o espanhol.
Amon nunca venceu uma corrida oficial na F1.
Alonso já ganhou (por conta do talento e claro, por conta da sorte) corridas que ninguém imaginaria que sequer pontuasse.
Por último, Alonso tem dois títulos, Amon... Bem... Amon tem um capacete bacana.
Há bem pouco tempo atrás só se falava na imensa sorte de Fernando Alonso, com carros quebrando á sua frente, pilotos sendo punidos ou desclassificados enquanto ele avançava nas corridas ou classificações.
Tanto que a brincadeira era: “Alonso não tem a bunda virada para a lua, mas sim a lua dentro da bunda”.
Ok!, Anda numa maré ruim, com escolhas ruins, mas falta de sorte é parcela pequena... Ganhou corridas e disputou campeonatos com a Ferrari mais porcaria desde aquelas de meados dos anos 80 até a chegada de Schumacher, provavelmente ganhará (se não este ano, no próximo) corridas com a cadeira elétrica da Mclaren.
E como provou várias vezes (incluindo aquela com o Nelsinho no muro) Alonso faz sua própria sorte.
Logo, parafraseando Mário Andretti que disse: “-Se Chris Amon se tornasse um coveiro as pessoas parariam de morrer.”, se Alonso se tornasse um, provavelmente as pessoas morreriam mais... Embora ele dissesse: “Yo no sé nada”.
E curiosamente todo mundo acreditaria...