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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Life on mars?

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E de repente a maior notícia do século XXI é que há água em Marte.
Cura do câncer? Não...
Erradicação da AIDS? Não...
Fim dos problemas humanitários? Não...
A cura definitiva da gripe? Não...
Água em Marte.
Ali, logo ali... Depois da curva, poderia dizer Duca Leindecker.

Mas o pior é notar, sem fazer muito esforço, que a notícia nem é tão nova assim.
Lembrando que em 1976, para quem não tem memória para fatos jornalísticos, mas consegue se lembrar de letras de canções populares, Raul Seixas já cantava: “-Gelo em Marte, diz a Viking...”.
Onde há gelo...

Outra questão que veio atrelada a tal “descoberta” é que havendo água, as chances de que também haja vida – bacteriana, mas ainda assim vida – no planeta vermelho aumenta.
E ai, contrariando o senso comum e o hollywoodiano, não seriam os marcianos a estar nos invadindo, mas o contrário.
Já pararam para pensar que neste caso, nós é que somos os alienígenas?
E o mais curioso... Sempre se achou que os alienígenas seriam seres mais evoluído…

Crônica do GP: Rebeldes com causa

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Durante muito tempo tudo o que mais queríamos era que a rebeldia desse as caras na F1.
Não aquela rebeldia meio canalha de Didier Pironi para cima de Gilles Villeneuve, mas a rebeldia para libertação mesmo.
Principalmente de certo personagem brasileiro em relação a sua equipe e seu primeiro piloto.
Mas esta rebeldia tão desejada nunca veio... Enquanto correram sob as mesmas cores o alemão deu as cartas.
E assim o tempo passou e o conformismo seguia.
Alguns reclamavam, mas efetivamente não faziam nada.

Mas eis que os tempos mudam e aparentemente, do nada.
Avisado pelo rádio que Alonso estava mais rápido que ele, Kimi se limitou a responder: “-Bom pra ele...”.
Massa, que já havia se submetido a tal vergonha na Ferrari, descumpre ordens da Williams e não facilita a vida de Valteri Bottas.
Desceu do carro ao fim da prova, se reuniu com a equipe e descascou o pepino. O time não tentou mais inverter posição com ordens e sempre que pode reafirma que a disputa entre seus pilotos é livre.
Mais…

Lado B do GP: ZZZZZZZZZZzzzzzzzzz

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O Japão é um conjunto de ilhas que está muito propenso a sofrer com desastre naturais.
Tufões, furacões, terremotos, vulcões, tsunamis e corridas de F1 monótonas vez por outra dão suas caras na terra do sol nascente.
Por sorte é um povo que se prepara bem para estas coisas.
Menos para as corridas chatas... Não tem Dragon Ball que dê jeito.

Adianta muito fazer a pole e entregar de bandeja a posição na largada?
Avisa o cone#6 que ser o “operário padrão” não tem nada de grandioso.
Ter a foto na parede como funcionário do mês também não.

Foi interessante ver a briga entre Alonso e Verstapen com a ajuda do engenheiro ajudando o filho do Jos.
Engenheiro: -Max, ultrapasse o Alonso, o carro dele é muito ruim.
Max: -Não...Você não manda em mim.

Do outro lado desta mesma briga...
-Motor de GP2... – disse Fernando Alonso.
Isto no rádio que foi ao ar na transmissão, no que ficou oculto ele ainda disse: “-Carro de Super League Formula, carro de passeio da Renault”.

Não... A melhor briga da corrida…

F1 2015: Japão - A maior emoção foi segurar o sono

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Suzuka trás em si a esperança de que a corrida seja boa.
Nos últimos anos o monstro da previsibilidade e da monotonia tem ganhado a briga contra o Ultraman de goleada, mas como a pista é boa...
E parecia até que desta vez seria diferente.

A largada pareceu animada, mas no fundo era só o velho azar de Felipe Massa dando seu alo.
O brasileiro largou muito mal e sofreu um furo de pneu em um toque com Daniel Ricciardo.
Lá na frente, cone#44 sem muito esforço toma o lugar de cone#6 e ainda por cima o joga para fora da pista e segue na ponta até a bandeirada quadriculada.
Se não fosse uma área de escape asfaltada, a corrida provavelmente teria acabado para o alemãozinho.
Que, aliás, perdeu posição para a Ferrari do Vettel e para a Williams do Bottas.
E foi só.

E assim começou a parte estratégica da corrida.
A procura por uma estratégia ideal para vencer o sono tomou conta.
Para animar só mesmo ver Alonso puto da vida com a carroça que a McLaren lhe deu aliado ao motor de cortador de grama q…

O último campeão de Suzuka

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Durante alguns anos o GP do Japão era o fechamento do calendário e as corridas eram invariavelmente em Suzuka.
Depois passou a não ter mais esta função e houve uma alternância com Fuji, creio que para agradar a Toyota que também fazia parte do grid.
Durante os Suzuka years, uma geração maravilhosa se consagrou no traçado sinuoso em definições de campeonato espetaculares.
Prost e Senna.
Senna e Prost
Nelson Piquet também foi campeão por lá, embora a prova em que se sagrou tri não tivesse sido a última da temporada já que em 1987 a temporada se encerrou na Austrália.

A última vez que Suzuka fechou a tampa da competição foi em 2003 quando um certo Michael Schumacher finalmente alcançou o posto de maior campeão em número de títulos de todos os tempos ultrapassando o legendário Juan Manuel Fangio.
A vitória foi apertada. Apenas dois pontos de diferença para Kimi Raikkonen, então piloto da McLaren.
Schumacher terminou a prova em oitavo lugar - que à época dava apenas um ponto - o que era su…

Crônica do GP: Ele disse não!

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Não há nada mais irritante na F1 que as malditas ordens de equipe para troca de posição.
É ruim para o fã que está assistindo e vê uma ultrapassagem fake.
É ruim para o esporte porque – embora não seja ilegal – parece antiético e antidesportivo.
Mas, principalmente, é ruim para o piloto que é obrigado a ceder a posição.
Que o digam Rubens Barrichello, Felipe Massa e alguns outros.
Se não me engano, Massa também se rebelou em uma corrida neste mesmo ano.
Porém, Felipe é veterano, macaco velho, calejado e – até provem em contrário – o primeiro piloto da Williams.
Diferente de Max Verstapen, que é um novato (moleque?) em uma equipe média que, por vezes, não passa de time B da Red Bull.

Ao ser solicitado que trocasse de posição com o companheiro de equipe nas ruas de Singapura, soltou um sonoro “no” e alguns fuck isto e fuck aquilo...
Tudo devidamente divulgado pela TV.
Até por isto, a rebeldia de Max Verstapen é muito bem vinda.

Só uma coisa pega: foi na Toro Rosso, filial da Red Bull on…

Lado B do GP: Strangers in the night

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É até curioso: após a corrida mais rápida - portanto curta - da temporada (Monza), vem a mais longa, mesmo sem ser lenta, Singapura.
Por mais que eu goste da pista, podia ser invertido: passar mais tempo em Monza e correr rapidinho em Singapura.

Vettel na pole, saltando na frente e abrindo vantagem.
Como é bom este carro do Newey que ele pilota heim?
Hã? Como? Não é do Newey? Rapaz... Nunca vi tanto hater com cara de tela azul do Windows...

Por falar em tela azul do Windows... Com carro com limitações, Vettel ainda ganha corridas, mas... E o cone#44? Porque não andou mais perto dos lideres se é o novo Senna?
Ah marketing safado!

Hulkemberg é um grande Mané...
Vai para a briga, dá o primeiro soco e é nocauteado.
Desta vez Massa teve sorte.
Quem teve azar foi o próprio Nico.
Tomou duas punições.
Saiu da prova e ainda perdeu três posições no grid para a próxima.
Punição na F1 é igual a imposto no Brasil: é um sobre o outro.

Um cidadão resolveu atravessar a pista e pular o muro.
Possíveis…

F1 2015: Singapura - A monotonia com traços de beleza em duas horas

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Geralmente não é de se esperar nada muito bom vindo da pista de Singapura.
Apesar de gostar da pista e achar as corridas lá atraentes, não hesitaria em troca-la por qualquer outra pista europeia tradicional (França, Holanda) ou mesmo trazer a Turquia de volta.
Mas este ano, especialmente, a pista já trouxe surpresas – muito agradáveis – na classificação.
Pela primeira vez no ano não há Mercedes na primeira fila.
Cones #44 e #6  perderam para as Ferrari e as Red Bull.
Pode até ser pontual, mas a surra foi grande e muito bem vinda.

E na largada, sem surpresa alguma.
Fora Verstapen ter ficado parado, não houve mudanças significativas.
E dá-lhe Vettel abrindo vantagem.

O banho-maria da prova foi até a primeira sessão de pits.
Só então a primeira emoção real: Nico Hulkemberg sabe-se lá porque, foi para cima de Felipe Massa que estava em seu traçado de saída de boxes.
O toque foi inevitável e pior para o piloto da Force Índia, que foi parar no muro.

Virtual Safety Car na pista.
Massa aprove…

Rock in Rio 2015: faltou ousadia?

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Hoje começa o Rock In Rio, edição comemorativa dos trinta anos do evento original.
Aqui não se trata de dizer que o bacana foi o de 1985 ou reclamar das escalações esdrúxulas (tipo colocar Erasmo Carlos antes das bandas de metal ou por Carlinhos Brown para tomar latada na jaca). Longe disto.
Muito menos reclamar por trazerem artistas de fora da cena “rock and roll”.
É algo muito necessário. Afinal, além de promover é necessário vender ingressos.
E o festival, meu caro roqueirinho de esquerda imbecializado, é para dar lucro.
Mas a turma desta vez é realmente fraca.

Uma olhadinha no noite a noite comprova a tese.
Tanto palco Sunset como palco mundo tem nomes sofríveis.
Já o palco Eletrônico... Que se foda! Quem liga pra tocadores de pen drive?

Vai ser interessante ver o Ira! dividindo o palco com Tony Tornado, claro, Rappin Hood estará lá, mas não é novidade ver a banda paulistana com um rapper. Edgard Scandurra é fã confesso do estilo e tudo o mais.
Também poderá ser bacana ver Ministr…

Mas que Merhi heim, Roberto?

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A história da F1 costuma tem passagens cruéis e injustas com alguns pilotos.
Grandes ou promissores nomes em outras categorias (de base ou não) que por um motivo ou outro chegaram à categoria máxima em times ruins ou mesmo times bons em momentos ruins
Vem à memória os nomes de Michael Andretti, Sebastian Bourdais entre outros...

Alguns, até bem empregados acabaram sofrendo com boicotes.
Passaram etapas e etapas sem receber atualizações nos carros enquanto os companheiros de equipe iam sempre recebendo em seus carros as melhores peças e novas soluções que podiam ajudar a melhorar o desempenho.
Não que ele seja grande coisa, mas Nelson Piquet Jr, o popular Singapura Wall Boy, vivia reclamando que o caminhão da Renault que ele pilotava não tinha metade do que era dado para Fernando Alonso.

Mas desta vez a coisa se superou.
Esta semana mesmo o piloto Roberto Merhi, que fazia jornada dupla pilotando na World Séries By Renault e na F1 (ok, era um Manor, mas no registro, pelo menos, é F1) an…

Chuchu

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-E então doutor? Tô muito estragado?
-É... – diz o médico olhando os resultados dos exames – Tá um pouco sim.
-Tem jeito de arrumar?
-Ter até tem... Vai precisar cortar algumas coisas e...
-Operação?
-Não... Cortar coisas da alimentação, e incluir algumas outras... Uns remédios.
-Cortar o que?
-Cortar gorduras, frituras, doces e álcool, claro.
-E incluir o que?
-Mais frutas, legumes, algumas vitaminas e fazer um tratamento com remédios controlados.
-Hum... E isto vai me fazer viver cem anos?
-Não, mas te garanto. Se não fizer isto, não vai viver nem até os cinquenta.
-Trocar, digamos: cerveja por suco de melão? Batata frita por cenoura?
-Ou chuchu... Para escolher tem de monte.
-Chuchu não! Chuchu é a vingança de Deus contra a humanidade.
-Como assim?
-Quando Adão e Eva morderam a maçã, Deus ficou muito puto com eles e os expulsou do Paraíso, não foi?
-Foi... E onde entra o chuchu nisto.
-O que foi que eles encontraram pra comer fora do Paraíso?
-Chuchu?

-Exato! E aí começaram os prob…

E começa a semana de Singapura

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Claire Williams reforçou que a sua equipe trabalha pela redução de gastos na F1.
Puxou ao pai...
Em outras palavras, Claire gritou: “-Ajuda ai pô!”.

A dupla da McLaren disse que esperam um ritmo mais constante da McLaren em Cingapura.
-É que cansamos de em alguns momentos estar lentos e em outros parados. – disse Alonso.
-Espero que fiquemos mais tempo parados. Passamos menos vergonha assim. – reforçou o outro cara.

Mais McLaren.
Magnussen e Vandorme brigam por uma possível vaga de titular no time.
Eric Boullier, que é dublê de chefe de equipe e árbitro de MMA sente que há ligeira vantagem para o dinamarquês.
-A verdade é que não sabemos quem quer menos estar nesta bom... Digo... Neste carro.

Ainda McLaren.
Stoffel Vandoorme.
Stoffel...
Caralho... Stoffell!
E não bastasse, ainda por cima: Vandoorme.
Pqp!

E lá na Mercedes...
O chefe com pinta de mau caráter, safado e suspeito Toto Wolf (não parece coisa de cachorro? Assim: “-Toto, aqui!” e ele responde “Wolf Wolf, e aparece abanando o …

O livro das almas

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Para começar um recado para aqueles criticozinhos que nasceram nos anos 90, mas fizeram suas críticas baseados na premissa de que a banda dos anos 80 não existe mais: Estamos em pleno século XXI, no ano de 2015, os anos 80 são apenas uma lembrança, quem parou lá está enterrado ou cremado.
O mundo foi em frente e com ele o Iron Maiden.
Quer algo dos anos 80? Compre uma cópia do Piece of Mind ou do Powerslave, mas não encha o saco.
The Book of Souls é tão clássico quanto os melhores discos da banda e por méritos próprios, não por descendência.

Arrisco dizer que é o melhor álbum da banda desde Seventh Son of a Seventh Son.
Assim... Não é um grande disco porque é um disco do Iron, mas é um grande disco do Iron.
Dá para entender? Não?
Então ouça If Eternity Should Fail e entenda.
É provavelmente a melhor música da banda enquanto sexteto com seu refrão forte e levada cadenciada, pesada e densa.

A produção de Kevin Shirley não mexeu no som da banda.
A voz de Dickinson faz acrobacias com as le…

Um conto saudável

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Ela é alta... Bem alta.
Ela é bonita...
E cubana. Me lembrou a primeira vista aquela jogadora de vôlei, a Mireya Luiz
E forte. Dá para ver sob o jaleco.
-Sua pressão arterial está alterada. – diz com forte sotaque, mas facilmente entendível.
-É que eu subi a rua do posto correndo e...
-O senhor está acima do peso.
-Confesso... Estou um pouco.
-Um pouco? Não... O senhor está muito acima do peso.
Sorrio sem graça.
-E é baixinho. O que piora tudo.
Já não sorrio mais.
O papel com as recomendações fica tomado daquela letra que a gente pouco entende, mas sabe que coisa boa não pode ser.
Cortar imediatamente: doces, refrigerantes, gorduras, frituras, açúcar...
Adicionar a rotina: exercícios físicos, caminhadas regulares, horários regrados de alimentação e sono.
-E cerveja? Pode tomar?
-O senhor toma muito?
-Não...
-Então corte...
E solicitou uma batelada de exames de todos os tipos...
Provavelmente não vá sorrir nunca mais.
-Mais uma coisa...
-Pois não?
-Leve isto a sério. Eu vou estar no se…

1%

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O bom ano da Williams se deve sim ao bom trabalho na construção do carro, a potência do motor, a má fase da Red Bull também, claro... E, sobretudo ao trabalho de seus dois pilotos.
Bottas é ótimo. É o futuro. Talvez não da Williams, mas é.
E Felipe Massa... Bem... Se nunca foi genial, se nunca foi fora de série, ano menos por falta de empenho e trabalho ninguém vai poder criticá-lo.
E a renovação de seu contrato foi sim um grande acerto.
Já conhece o projeto, já está familiarizado com todos os que estão lá para tocar a equipe adiante.

Mas o que falta para finalmente os torcedores da casa de Grove comemorarem uma vitória?
Não... Não falta um azar da Mercedes.
Vencer assim não tem graça.
Segundo um de seus diretores, Pat Symonds, falta apenas 1% de empenho extra para que o time vença.
Mas de onde exatamente este um por cento tem que vir?
Desconfiamos...


Crônica do GP - Itália: a vida imitando a arte

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No fim do primeiro filme da franquia Cars (Pixar, 2006), o carro bigodudo Chick Hicks finalmente consegue vencer a Copa Pistão após ter provocado o acidente com o campeão das pistas, o Superbird Strip – the king – Wheaters.
Na cena, Relampago McQueen desiste de vencer a prova – e ser o campeão - para voltar e ajudar o Rei a, pelo menos, terminar dignamente aquela que seria sua última prova.
No pódio, Chick comemora muito pedindo que lhe deem logo a taça que lhe é atirada de forma agressiva em meio a olhares de reprovação e um silêncio constrangedor.
E então: dá-lhe vaia.
Todos estão mais interessados em louvar o espírito de esportividade do que o vencedor.

Em Monza no último domingo, o cone#44 não provocou acidente algum e – obviamente – não teve nada com o caso dos pneus com calibragem menor, mas ao subir ao pódio para receber sua buzina, digo, seu troféu de vencedor ouviu os apupos.

Arrisco dizer que a antipatia dos torcedores italianos pelo cone#44 tem menos a ver com o domínio dos…

Lado B do GP - Vi mais a Mclaren na TV do que o vencedor...,

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Monza também rende seus lado B, afinal é na Itália, o país mais lado B da Europa que existe.
Quase um Brasil europeu.

E começa com Kimi, se concentrou tanto para a largada que dormiu.
Ai tomou um susto, soltou o pedal da embreagem de uma vez e o carro engasgou.
Parecia motorista que faz estas cagadas nos semáforos.
Só faltou falar: “-Eita porra!” – ou em finlandês – “-Eiten porranun”.
Ou como disse o Anselmo Coiote: “-Caraliens dasen pohurren...”.

Para variar um pouco, a Williams fez pit stops lamentáveis.
Fez Massa e Bottas perder a posição para Nico Rosberg.
Isto porque Claire Williams declarou que a equipe tinha treinado muito.
Clássico caso em que treinar só aprimora a ruindade.
Ou, acho que treinaram os mecânicos para reconhecer cor.
Ao menos isto desta vez eles acertaram.

Os patrocinadores deveriam investir pesado na McLaren.
Não tem carro que apareça mais no vídeo que eles.
Toda hora estão tomando volta ou sendo ultrapassados por alguém.

Este blog não fará piadas com o fogo no …

F1 2015: Itália - É bom até quando é ruim

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Monza é um deleite para os olhos.
Pista bonita, veloz, tradicional... E se por um destes desastres da natureza (e dos regulamentos da F1) a corrida for monótona, tem a vantagem de acabar rápido.
É a corrida mais rápida do calendário.

Muitos reclamam de que a área de escape da Parabólica, a curva mais emblemática do circuito (parece não acabar nunca!) foi asfaltada.
Ok! Entendo... Diminui o desafio, mas ainda assim: muito melhor isto que o que aconteceu com a Peraltada, no México, por exemplo. Ou mesmo com a Tamburello.
Vida que segue, tomara que GP que siga também, ad infitum.

A largada não foi totalmente limpa, mas não houve batida.
Apenas um toque do Maldonado, sempre ele.
Kimi ficou na largada, paradão, conseguiu fazer o carro se mover antes do pelotão sumir e saiu escalando a tabela.
É mais fácil quando se tem um carro razoável nas mãos, claro...
Ao fim da volta sete já era o nono.

Infelizmente, a corrida entrou em modo automático.
Nem o Cone#6 com equipamento melhor e tendo que v…

O melhor GP da Itália de todos os tempos

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Este texto está sendo reeditado, portanto não estranhe os personagens. Valeu!
Muito se fala do fantástico GP da Itália de 1969, vencido por Jackie Stewart ou da corrida de 1971 em que a diferença de tempo entre o primeiro colocado Peter Gethin e o segundo Ronnie Peterson foi apontada como a menor da história da categoria: apenas um centésimo.
E mais: os cinco primeiro colocados terminaram a prova dentro do mesmo segundo.
Ambas foram disputadas em Monza, e só isto já é um handicap considerável, porém um dos mais emocionantes de todos os tempos não foi corrido no solo sagrado.
Nem em Brescia (1921) ou Livorno (1937), nem em Milão (1947) ou Parco Valentino (1948), muito menos em Imola (1980) que pela ordem foram os circuitos que também já foram palco da corrida italiana.
Mas sim em Roma (ano 1 DC) e teve lugar no Coliseum.

Alinharam para a largada as melhores bigas - como eram chamados os F1 da época. – e os melhores pilotos.
Por conta de um regulamento absurdo em que equipes que aceitava…

De vênus

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-Marcelo por que o Camisa deu certo,como conseguiram furar os bloqueios de ser uma banda baiana, com letras explicitas e ter um nome tão forte para a época?
-Antes de tudo porque escapamos dos tubarões da indústria fonográfica. Em nosso começo trabalhamos com - tivemos a sorte de trabalhar - com André Midani, um cara corajoso, inventivo, criativo... Apostava em boas linguagens, em bons trabalhos e não suportava massificação.
-Como assim?
-Hoje em dia os produtores querem criar uma tendência para que isto se torne uma cena e que ninguém tenha de pensar se presta ou não. Afinal, é tudo igual e se é igual, se há imitadores é porque é bom. Ele não era assim.
-Ao menos na cabeça deles...
-Ao menos na cabeça deles e de quem faz as programações das rádios.
-Justo... E agora voltaram para comemorar os trinta e cinco anos da banda.
-Está perguntando ou afirmando?
-Afirmando.
-Também é isto, mas é mais porque um dia abri um jornal e tinha uma matéria dizendo que a maior banda de rock do Brasil …

Duas novas de Monza

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Force Índia renovou com Nico Hulkemberg.
Boa...
O time sempre aparece no noticiário por motivos menos nobres.
É falta de dinheiro, penhora de bens de Vjay Mallya, falta de pagamento de fornecedores. Vez por outra alguém dizia que o futuro da equipe estava com o futuro ameaçado e tudo...
Mas a vaca indiana continuava andando e agora renova com um dos melhores pilotos do grid.
Mas Vjay é indiano... Crê em karma, crê em equilíbrio e claro, deve repassar este tipo de filosofia para as empresas que gere.
Não sei se indianos usam o conceito do Yin/Yang, mas ao ter esperanças de que Sérgio Perez também esteja em um de seus carros na próxima temporada fica claro que Vjay Mallya o entende: une o bem e o mal sob o teto do mesmo boxe.

Segundo o outro piloto da McLaren, o ritmo de classificação deve ser a chave para se dar bem em Monza.
Deve ser mesmo.
Vale lembrar que é a corrida mais rápida do calendário.
Onde a média de velocidade é impressionante e se o ritmo de classificação não for bom corr…

Histórias de Monza (não tem como não amar)

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Não há como gostar de F1 e não amar Monza. Impossível.
Foi nesta pista que este escriba, em 1983 (!) assistiu seu primeiro GP na integra e por vontade própria, se apaixonou pelo esporte e ainda viu uma vitória de Nelson Piquet.
Fora isto, o circuito legendário também já proporcionou outros diversos tipos de emoção.
Além, claro, de ser parte importante na trama e no desfecho do filme Grand Prix, de John Frankenheimer com suas curvas inclinadas maravilhosas.

A pista também registra outras histórias muito boas. Algumas realmente fantásticas como a chegada do GP de 1971 vencida por um tal Peter Gethin por apenas um décimo de segundo de diferença do segundo colocado: Ronnie Peterson.

Lá em 2000, Michael Schumacher se igualou a Ayrton Senna em número de vitórias – 41 naquele dia – e se emocionou durante a entrevista coletiva chorando e fazendo com que outros pilotos (incluindo Mika Hakkinen, o homem de gelo original) chorassem também.
Foi lá que anos mais tarde o alemão também revelaria ao …