30 de out de 2015

Combustível para o fogo

O ambiente pesado – como convém a um velório – só foi quebrado devido à chegada de amigos mais íntimos do morto.
-Cirrose? – perguntou um à viúva.
-Falência múltipla dos órgãos. – respondeu ela entre prantos.
-Cirrose... – vaticinaram os outros amigos.

Silveira era a alegria das festas. Com ele o riso era garantido não importando o que fizesse para extraí-lo das pessoas.
Cheio de surpresas e histórias costumava agregar os amigos a elas sem nenhum aviso.
Turbinava-se com litros e litros de destilados e fermentados.
-Era um cu de cana. – disse outro à viúva que corou.
-Bebia só um pouco.  – tentou consertar um parente não muito próximo.
-A cada dez minutos sim: ai bebia um pouco... – todos tentaram em vão segurar o riso.

-E naquela festa da firma? – alguém lembrou.
-Quando se fantasiou de Papai Noel, mas esqueceu de por as calças?
-Sim... – e os risos foram abafados, mas espontâneos.
-Quando foi alertado que estava sem as calças ele se saiu muito bem...
-Foi, foi... Disse: “-Acho então que ninguém vai querer pegar os presentes no saco!”.
-Coisas da bebida...
-Era um cu de cana...
E todos assentiram com a cabeça diante da viúva ainda mais corada.

-Aquele dia quando pulou o balcão da padaria para se servir, lembram?
-Claro... Um cliente chegou dizendo que queria comer um americano com coca-cola.
-É e o safado disse que o Almeida não era americano, mas sabia falar inglês muito bem...
-O Almeida não achou graça...
-Não. Mas curiosamente foi visto com o cara da padaria várias vezes depois...
-Mas o Silveira sempre que podia dizia que o Almeida não era viado.
-Verdade... Mas quando enchia a cara falava que o Almeida era uma lésbica vestida de homem full time.
-Era um cu de cana...

Enfim, o velório vai chegando ao fim e começam os procedimentos para a cremação.
Todos confortam a viúva que a estas horas já anseia pelo fim da cerimônia. Quanto antes se livrar dos amigos do marido, melhor.
-Bem... Lá se vai ele. Esta é a única festa em que ele não apresenta nenhuma surpresa ou brincadeira.
-Verdade, se bem que um velório não é uma festa propriamente dita.
-Com o Silveira era... Ô se era...
-Por que ele escolheu ser cremado? – alguém perguntou à viúva.
-Ele disse que era para que tudo fosse bem rápido. – respondeu.
Todos concordaram.
Porém quando o corpo foi colocado dentro da pira crematória, estranhamente uma bola de fogo surgiu como se algo muito inflamável fosse atirado às chamas de repente. Talvez alguém tenha se descuidado com algo ou deixado algum produto inflamável perto demais...
Para espanto geral, apenas a viúva se pronunciou: “-Era mesmo um cu de cana... Ai o resultado.”.
Todos concordaram.


29 de out de 2015

Sem motores para a Red Bull

Outra fornecedora de motores se negou a ceder motores para o time dos enlatadores de xixi de boi: a Honda seguiu o veto da equipe parceira oficial, a McLata e disse não.
A justificativa de Eric Boullier é que foi hilária.
 “-Negando motores a eles é a nossa única chance de sermos campeões.”.
(gargalhadas insanas antes de continuar)

(recuperando o fôlego)
 A Mercedes – que também já havia se negado a fornecer motores para os tetra campeões mundiais - disse recentemente que só havia duas condições a ser seguidas para que fornecesse seus motores.
Que eles não fizessem nada contra a vontade da Renault.
O que não é nada impossível...
Não fazer nada contra a vontade da Renault é fichinha, a montadora francesa não tem vontade nenhuma. Anda na categoria ao sabor do mercado.
Vende carros, fica, dá vexame e tudo.
A crise aperta e as vendas caem, sai fora e diz que não tem como sustentar time na F1.
Já que eles não fossem melhores que o time oficial alemão não ia ser tão simples.
Não ser melhor que a Mercedes é jogo duro.
Basta lembrar os carros comedores de pneu e bebedores de gasolina que serviam a Schumacher e ao cone#6 antes do chilique dos alemães contra a FIA e a FOM ameaçando ir embora da categoria se não começassem a ganhar logo.
Depois os pilotos...
Com carros minimamente iguais, os dois cones prateados seriam engolidos por sorrisão e russo de uma forma vertiginosa.

Será então por isto que a Williams não ganhou provas este ano?
Será que é por este motivo que os pitstops do time do Sir Frank são tão ruins?
Será que a Williams também teve que engolir esta clausula para receber os motores?

28 de out de 2015

México lindo (?)

O México não sedia um GP de F1 desde 1992, ocasião em que foi vencida pelo bigodudo – meio trouxa – mor da categoria: Nigel Mansell.
De lá para cá, ao que parece, o próprio autódromo Hermanos Rodrigues também não recebeu mais nenhum tipo de competição.
E como diz o ditado adaptado: autódromo vazio, oficina do diabo.
E lá veio o capeta mexer no traçado da pista.
A curva mais desafiadora e perigosa do lugar foi substituída por uma – adivinha? – chicane. E com um ângulo reto de noventa graus que é pra ficar mais lento ainda.
E ironia das ironias: batizou a bizarrice de Nigel Mansell, que pode até ter sido bem burro, mas nunca foi lento.
Mas fora isto, há outras coisas sobre o México que são bacanas de se citar numa semana pré-corrida.
Alguns bons pilotos mexicanos existiram claro... Os tais hermanos: Pedro e Ricardo Rodriguez que dão nome ao autódromo.
Também teve Héctor Rabaque e Moises Solana.
Como nenhum país é perfeito, também teve Esteban Gutierrez e atualmente Sérgio Perez.
O México tem apenas duas vitórias na F1, ambas com Pedro Rodriguez.
1967 em Kayalami na África do Sul pilotando um Cooper com motor Masserati e em 1970 na Bélgica com um BRM.

Mas bom mesmo, vindo do México são outras coisas.
O chilli,os tacos, os burritos.
Speedy Gonzales; a comemoração maluca do Dia dos Muertos.
Se a corrida de reinauguração do país no calendário da F1 for algo parecido com qualquer destes itens a diversão está garantida.
Embora, se bem conhecemos qualquer coisa mexida pelo cramulhão alemão, periga a corrida ser tão chata quanto um concerto de mariachis.
Ô coisa chata do caramba.

27 de out de 2015

Lado B do GP: EUA

Paçoca não é impermeável.
Logo, assim que largou, antes da primeira curva, cone#6 entrega a dele para o cone#44.
Toto Wolf ri sozinho nestas horas.
Kimi foi passear na brita.
Curiosamente, Raikkonen gosta de molhado...
Ah, mas é de outro tipo. Desculpa aê.
Mas conseguiu voltar, o que prova a máxima que Deus protege crianças e bêbados.

Massa rodou sozinho.
Nasr tocou com o companheiro de equipe.
Tarde nada boa para os brasileiros.
Porém... Quando foi boa nos últimos tempos?
Fim de semana para se esquecer na Williams.
Um duplo abandono fazia tempo que não rolava.
Mas ainda assim melhor que o Kimi.

O futuro da F1 é Hulkemberg.
Prevejo dias bem difíceis para a categoria.
Ricciardo que o diga...

Mas a maior das ironias foi a confirmação de que uma chuva deixa tudo muito louco foi o fato das duas McLatas estarem dentro da zona de pontos.
O que nos deixa triste já que perdemos os rádios com as tiradas do Alonso Sincerão.

25 de out de 2015

F1 2015: EUA - Por um furacão em cada pista do Tilke.

A F1 sempre quis os EUA.
Já os EUA nem tanto...
Aos americanos a F1 parece coisa de europeu afetado. Para não dizer afeminado.
Alguns dos vexames mais bacanas da categoria foram em solo americano tendo como suprassumo a corrida de seis carros.
Do outro lado também tem piada: A USF1 que foi sem nunca ter sido; Michael Andretti, Scott Speed; grande prêmio de New Jersey...
Agora, ainda que por motivos de força maior, uma classificação no dia da corrida e sem Q3.
Fora a grande probabilidade de uma corrida insossa como sempre acontece no autódromo “copy and paste” do COTA.
É muito idiota a ideia de pegar boas partes de outros circuitos (S de Suzuka, subidão da Áustria e afins) e colocar tudo num terreno só.
Só poderia funcionar na cabeça esquisita de um alemão que não têm concorrentes e de uma categoria que aceita qualquer porcaria como pista.
Ou com a rebarba de um furacão pairando sobre o lugar...

E foi assim a prova em Austin: com a rebarba do furacão.
Na largada - como previsto - cone#6 não suporta pressão e entrega a paçoca com menos de quinhentos metros de pista.
Toma uma espalhada do cone#44 e perde cinco posições.
Ainda na largada os dois Williams se dão mal. Também os dois Sauber e a sujeira destes últimos trás para a pista um safety car, mas virtual Daqueles que não aproximam os carros e não servem pra nada.

Quando a água começou a sumir do asfalto, os pneus de chuva se esfarelando a corrida ganhou mais ânimo.
Troca de posições entre os cones da Mercedes com especial atenção do Daniel Ricciardo logo atrás só esperando um enrosco qualquer. Que não veio e não viria nunca.
Não na administração do Toto Wolf.
E uma providencial travada de motor da Sauber de Sony Ericsson trouxe o safety car – o real – para a pista e embolar todo mundo de novo.
Não há corrida de carros nos EUA sem bandeiras amarelas e safety car.

Na relargada Vettel continua voando
Já vinha dando show desde a largada e foi sem dúvida o nome da corrida.
A batalha com Ricciardo foi a melhor da prova.
Pena não tivesse nem pneu e nem carro para se manter competitivo quando as Mercedes precisaram parar para trocar pneus.
E dá-lhe safety car. Kvyat rodou sozinho e quebrou o nariz do carro.

Quando a corrida maluca se estabilizou (só um pouco, foi doida até o fim) o cone#44 estava na frente do cone#6, o que era suficiente para ser o campeão na pista americana. Vettel era o terceiro e ameaçava o título, mas o cone#6 protegeu o patrão direitinho.
Foi justo?
Pelo carro sim, pelo piloto nem tanto.
De qualquer forma, é sempre bom ver um cara comemorar com o gosto, com a vontade e a emoção que Hamilton comemorou ao fim da prova.

Ps.: Por um furacão em cada corrida em pista do Tilke
Ps 2: Chupa Globo.

22 de out de 2015

E se Marty McFly gostasse de F1?

Ontem foi a icônica data em que – no filme dois – Marty McFly chegaria do passado.
Todo mundo brincou, todo mundo fez piada e muita gente (nerds, gente bacana que eu gosto muito) comemorou de verdade.
Mas e se McFly fosse fã de F1?
O que será que ele ia pensar quando desse uma olhada nas noticias da categoria?

Para começar, das 17 equipes que disputavam o mundial em 1985, hoje só existem três: McLaren, Williams e Ferrari.
Não... Não vamos contar a Lotus de hoje como se fosse aquela Lotus de 85. Não tem nem cabimento.

Em 1985 o pior traçado era em Detroit e aquela corrida atendia pelo título de GP dos EUA Leste.
Holanda, África do Sul, Portugal, San Marino e França hoje nem fazem mais parte do calendário.

Certamente seria fã de Senna, quem não é?
Certamente seria fã de Prost...
Certamente seria fã de Vettel.
Mas na boa? Será que seria fã de Button? De Jaques Deusmelivre?
Será que ao ver como e com que carro o Cone#44 ganhou cada um de seus títulos ele entraria no oba oba de “afro Senna”?

Em 1985 o maior vencedor ainda era Juan Manuel Fangio com seus cinco títulos.
Quando lesse que o maior vencedor era Michael Schumacher com sete estrelas se espantaria, com certeza.
E ainda mais espantado ficaria quando soubesse que um grupo (muito especial) de pessoas consegue pensar que três é melhor que sete.
E que este mesmo grupo passa a odiar metodicamente qualquer piloto que ultrapasse o número três em conquistas de mundial.

E os motores de cortador de grama misturado com aparelho de dentista?
E as traquitanas eletrônicas e as asas móveis.
E os traçados do Tilke?
 Mas Marty McFly era americano e aparentemente dos mais tradicionais.
Sorte dele.

21 de out de 2015

Apanhadinho antes dos EUA

Maldonado disse que a diferença entre a Ferrari e a Lotus é meramente financeira.
Então, se colar alguns milhares de dólares na carroceria da futura equipe Renault a coisa se equilibra.
Motor, aerodinâmica... Pra que?

Aliás, a diferença entre Maldonado e Vettel é meramente o cabelo.

Diretor da Mercedes declarou que o Cone#44 sempre foi um piloto especial.
A diferença entre esta versão que se senta no cockpit da Mercedes e o que dirigia pela McLata é o tratamento.
Na Mercedes sempre tem alguém para limpar a baba, ajeitar o bonezinho... Estas coisas.

Bernie Ecclestone, aquele, disse que se depender dele, rasga a regra de motores e que as equipes teriam de adotar os V8 já em 2016.
Nestas horas eu queria ver a cara daqueles tipos que vivem dizendo que Bernie é um tirano, um ditador...
E queria também que ele fosse mesmo.

PNC destes motorezinhos de dentista com eletricidade

E mais uma vez a transmissora oficial da F1 no Brasil não vai apresentar ao vivo o GP dos EUA em Austin.
Faz falta?
Pela comodidade até faz... Ver na TV é melhor que ver na tela do computador, mas... Foda-se.
Temos internet, temos bons streamings da Sky F1 e ainda transmissões de rádio pela internet das Rádios Bandeirantes e Bradesco FM.
PNC da Globo.

20 de out de 2015

Para o lugar de Grosjean

Romain Grosjean vai embora da Lotus.
Vai para a nova empreitada americana na F1, a Haas.
E de repente, a Lotus vai ficar sem um de seus patrimônios.
É a primeira vez desde 2009 que a equipe não vai ter Grosjean como funcionário. Seja como titular ou reserva imediato.
Mas a tristeza do time inglês não vai durar muito...
Não porque vão escolher logo um substituto para o maluco francês, mas porque logo também a própria Lotus vai sumir do mapa para voltar a se chamar Renault.
Pelo menos até a próxima fuga dos franceses da F1, o que deve acontecer em dois anos no máximo...

Mas sem Grosjean, quem assumiria o cockpit da futura equipe Renault?
Federico Gastaldi, diretor adjunto da porra toda disse já tem em mente um nome para o lugar de segundo piloto do time.
Obviamente, não dá para crer que seja alguém lá muito forte ou confiável, já que Gastaldi disse que: “-Acredita na evolução de Maldonado...”;
Veja bem... Pastor está na F1 desde 2011, conseguiu uma vitória sabe-se lá como e mesmo com a enxurrada de pontos distribuídos a cada corrida, o cidadão tem apenas setenta e um pontos na categoria.
O que dá uma média de 0,739 pontos por corrida.
Sem contar os acidentes, as rodadas, as barbaragens...
Evoluir só se ele for um Digimon.

Então... Vindo de um homem que acredita na “evolução” do venezuelano quem poderia ser o nome que substituiria o piloto usuário de remédio tarja preta no time e fazer dupla com Maldonado?
Temos uma leve suspeita...

19 de out de 2015

Demitido por e-mail...

E boatos dizem que o único talento da família Magnussen foi desligado da McLata por e-mail. (!)
Em um exercício de livre imaginação tentamos pensar como foi o conteúdo deste e-mail.
Talvez tenha sido curto e grosso: “-You Fired!”.
Pode ter sido delicado e carinhoso: “-You fired, my dear.”.
Pode ter sido algo engraçadinho: “-Roses are red, the sky is blue and we´re fired you.”.
Também pode ter sido com uma mentira: “-Button is faster than you”.

Uma coisa vem à mente quando se pensa neste assunto: como a McLata está atrasada...
Hoje em dia tem SMS, chat do facebook, tweeter (e podia ser público ou em mensagem privada) uma foto no instagram ou mesmo uma mensagem de whatsapp no grupo da firma.
Mas não... os ultrapassados de Woking mandaram um e-mail... Se fosse no ano passado provavelmente teriam mandado carta.
Um pouco antes e seria mensagem com tambores ou fumaça...

Mas pior mesmo teria sido se ele fosse desligado da equipe com uma mensagem do mais novo sincero do pedaço: Alonso Sincerão.

16 de out de 2015

Animais que parecem com seus donos. Hoje: O burro do Lewis

A repórter chegou à residência da família Hamilton nos arredores de Londres.
Haviam dito a ela que o bicho de estimação de Lewis Hamilton era bem pouco comum.
Diziam que o bi-campeão mundial de F1  tinha um burro a guisa de pet.

-Lewis, é verdade que você tem um burro em casa?
-Sim, o Donkey foi presente do meu pai quando eu ainda era garoto.
-Donkey?
-É o nome dele...
-E como surgiu a idéia de ter um burro como animal de estimação?
-Bom... Na verdade eu havia pedido um pônei.
-E a grana não dava para comprar o pônei?
-Dava.
-Então?
-Meu pai se confundiu...
-E ninguém falou nada quando viu o bicho?
-Só notamos a diferença quando ele cresceu.
-Ah! Claro, claro... Mas me diga. Ele faz algum truque?
-Claro! Donkey é ensinado. As vezes até parece que ele pensa!
-Sério?
-Sério!
-Muito bom.
-Sim... Ótimo. Garanto para você que esta matéria comigo e meu pet vai ser emblemática. Vai ratificar o título da série de longe.
-Não duvido. Não duvido... Mas vai lá! Pede pra ele fazer algum truque.
-Vou pedir, mas assim: Donkey é marrento, se acha o melhor burro do mundo e só vai fazer o truque depois que eu tiver uma conversinha mais particular com ele. Você se importa em dar licença pra gente um minutinho? Sabe como é... Neste negócio de adestramento tem que mostrar pros bichos quem tem o cérebro mais ativo, desenvolvido... Ai eles reconhecem e obedecem.
-Claro! Não me importo em sair não... – e a repórter se afasta o suficiente, mas fica observando Hamilton com o burro.

Lewis volta e meia ergue os braços, gira a cabeça, fica de quatro e dá saltinhos empinando o tronco, mas o burro nem se move. Fica parado observando seu dono com uma imensa expressão de tédio.
Algum tempo depois Lewis parece se cansar e deixa os braços caírem ao lado do corpo como se dissesse “desisto” e eis que Donkey começa a mover a cabeça em círculos e a ficar sobre as patas traseiras.
Em um ato contínuo Lewis faz o mesmo com a cabeça e volta a ficar de quatro, empinando o corpo vez em quando.

Neste momento chega a ex-namorada cantora de Lewis Hamilton e a repórter se dirige a ela dizendo que o controle que Hamilton está tendo sobre o burro é impressionante.
Nicole observa a cena por alguns instantes de comenta.
-Não querida, agora quem está controlando é o Donkey e veja só como o burro obedece!

14 de out de 2015

Crônica do GP: Alonso sincerão

Alonso está longe de ser o piloto mais simpático da F1.
Quando está vencendo chega a ser insuportável, mas quando está por baixo tem lá suas lufadas de bom humor e simpatia.
Depois de ter sido extremamente duro com a equipe pelo rádio algumas corridas atrás, resolveu rever seu estilo de reclamar e criou uma persona que pouca gente pode dizer que realmente conhecia.
O espanhol mitou na transmissão ao ter seu rádio levado ao ar pela FOM.
Primeiro.
“-Fernando, Felipe Massa está atrás de você, tente resistir e brigue contra ele até o fim...”.
“-Oh, eu adoro este seu senso de humor...”.
E logo depois...
“-Fernando, qual jogo de pneus prefere na próxima parada?”
“-Tanto faz... Não faz diferença nenhuma mesmo.”
Estava criado ai o Alonso sincerão.

-Ei Fernando, uva passa no arroz?
-Quem faz isto merece morrer.

-Alonso: PT ou PSDB?
-Qual a diferença? Quem manda é o PMDB.

-Fernando: Dilma ou Aécio.
-Os dois são a mesma merda.

-Alonso, qual a maior torcida? Corinthians ou Flamengo?
-Nenhuma das duas: Curíntia e Framengo.

-Fernando, quem é melhor: Hamilton ou Button?
-Uma morte lenta e dolorosa...

13 de out de 2015

Lado B do GP: Na dança do cossaco não fica cossaco fora

Corrida na Rússia não surpreende nunca.
É a aposta mais segura do universo conhecido (e desconhecido).
Só que esta edição trouxe uma surpresa logo nas primeiras curvas.
O acidente bobo não foi obra de Pastor Maldonado, Romain Grosjean ou Sérgio Perez, mas de um piloto incensado pela mídia especializada: Nico Hulkemberg.
Se este cara é o futuro da categoria, estamos mal, muito mal.
Para não dizer que a coisa foi totalmente surpreendente, Marcus Ericsson foi envolvido.
precisa fazer piada?
Qual o problema de Nico Rosberg na corrida?
Freio? Acelerador travado? Falta de motivação? Toto Wolf?
Todas as alternativas são possíveis.

Romain Grosjean deu uma pacanda e tanto!
Só para colocar o GP da Rússia em seu devido lugar
Sem surpresas.
Era o Romain poxa... Será que o povo da Haas estava vendo a Os comissários russos tiveram muito trabalho para concertar o muro de espuma após a batida do Romain.
Usaram uma quantidade de silvertape monstruosa.
O impressionante era a quantidade de espuma que ficou solta.
Foi uma batida de carro com resultado de briga de travesseiro.

E Kimi Raikkonen provou que a água russa tem mesmo algo de diferente.
A manobra para cima do coitado do Valteri Bottas foi coisa de bêbado.
Não tem outra explicação.

E no pódio todo mundo com chapeuzinho típico russo.
Nos EUA vai ser chapéu de cowboy.
No México vai ser sombreiro.
E no Brasil? Touca ninja de assaltante?

Por fim, usar aquela porcaria beleza, fácil... Queria ver os caras fazendo a dança do Cossaco.
“-Dança cossaco, cossaco dança agora na dança do cossaco não fica cossaco fora!”

11 de out de 2015

F1 2015: Rusiaaaaaahhhhhhh (desculpe o bocejo)

Sochi e sua pista de sapato de palhaço. Pode conferir o traçado.
É igualzinho!

Existem pistas das quais não se espera nada.
Sochi não é destas... Dela se espera sempre.
Chatice, monotonia...

Esta edição até começou animada.
Mas não... A largada não foi espetacular com trocas de posição e disputa de freadas... Foi um acidente bobo demais em que Hulkemberg rodou sozinho e ainda foi acertado pelo Ericsson.
Resultado: os dois fora da prova e safety car na pista.
Verstapinho também foi prejudicado, mas foi para os boxes e voltou no fim da fila.

E quando a coisa parecia que não podia ficar mais chata, a única esperança de alguma briga na pista se foi.
Nico Rosberg saiu da prova com o acelerador travado ou sem freios... Qualquer coisa que o Toto Wolf queira para não prejudicar seu cone predileto.

A pista é tão monótona e sonolenta que até os pilotos sentem.
Romain Grosjean também errou sozinho, passou do limite e estampou o soft wall.
A pancada foi tão grande que uma das rodas traseiras se desprendeu do carro.
Por sorte o futuro piloto da Haas saiu andando do carro.
Safety car loooongo.

Na relargada, nada.
Até a ultrapassagem de Vettel sobre Raikkonen foi sem sal.
Kimi abriu para o alemãozinho após levar vantagem na disputa passando por fora da pista.
E para coroar: Vettel leva a posição de Valteri Bottas... Nos boxes.

Daí até as últimas curvas a monotonia imperou.

Apenas nos últimos instantes conseguimos nos lembrar de que era uma corrida de F1.
Kimi Raikkonen engrena a estratégia do cavalo doido e de forma sem noção tenta a ultrapassagem sobre seu conterrâneo da Williams.
Resultado: Bottas fora da prova e Kimi investigado pelos comissários.
E foi a coisa mais animada da prova, de longe!

9 de out de 2015

CRVnaF1 #21: A melhor coisa que a Rússia fez na F1

A Rússia sedia seu GP pela segunda vez na história e não... Não aconteceu nada de bom na primeira edição.
Tanto que mais importante era a TV mostrando Putin conversando com Ecclestone porque na pista... Ah que traçado chato dos inferno.
A cada volta, a cada corte de câmera a vontade de que um russo doido de vodca tentasse fazer uma selfie com um dos pilotos durante a corrida.
Mas infelizmente...
Só que a Rússia não é só sinônimo de chatice no mundo das corridas.
Uma das coisas comédias mais engraçadas da história da F1 foi protagonizada exatamente por um russo: Vitaly Petrov.
Enquanto correu pela Renault marcou sessenta e um pontos e conseguiu um pódio: terceiro lugar na Austrália em 2011.
Terminou sua carreira de forma lamentável pela Caterham em 2012.
Se fosse um piloto de qualquer centro mais tradicional do automobilismo mundial, seu cartel seria suficiente para ser esquecido em pouco tempo, ou – na melhor das hipóteses – ser verbete com asterisco de curiosidade em anuários para fanáticos.
Mas por ser russo...

Porém não é nenhum destes números que faz de Vitaly Petrov o personagem desta pequena crônica, mas um pequeno detalhe dentro deles: o GP de Abhu Dabi de 2010.
A disputa do título se arrastou até a última prova do campeonato que, por acaso, seria decidido na pista mais chata do universo conhecido até então.
A vantagem era toda do espanhol Fernando Alonso que não precisava nem vencer a prova para ser o campeão, e mais: Vettel poderia até vencer a prova se ele chegasse pelo menos na quinta posição.
E Vettel realmente venceu só que Alonso ficou preso atrás do Renault de Vitaly por mais de meia prova.
Após a bandeirada, Alonso passa pelo carro do russo e lhe mostra o dedo médio de forma pouco lisonjeira.
Foi a primeira vez que uma frase muito conhecida e usada por aqui foi dita em russo: "-Чупа Алонсо".
Não sei vocês, mas eu ri até não poder mais.


8 de out de 2015

Perguntas que podem cair na prova

A McLaren melhora?
Pessoalmente penso que só depende da equipe de Woking.
Obviamente os motores de cortador de grama na montadora japonesa tem sua parcela de culpa, mas duvidar dos nicômicos (junção de nipônicos com cômicos) é coisa que não se faz. Quando querem, são os melhores. Questão de honra talvez.
Mas se o time de Ron Dennis não fizer um carro que presta, não vai adiantar amarrar um foguete no bicho que ele não vai andar entre os ponteiros de forma alguma.
Duvida?
Mas duvida por quê?
Por acaso a Williams, a Force Índia ou a Lotus ganharam corridas este ano?
E para o ano que vem? Aposta em alguma vitória da Manor?

A Red Bull fica?
Fica... Claro! Fica e fica muito... Fica tanto que vai ficar até com a Toro Rosso.
E mais? É capaz de iniciar o ano ganhando corridas e terminar disputando o título ponto a ponto.
Isto se não ganhar o título, que talvez desagradasse a Mercedes, que neste caso já ameaçaria sair fora também.
Se é que me entendem...

O GP da Rússia vai ser emocionante?
Não.

01 - Quem descobriu o Brasil?

02 - Quem foi Mané Valentino?
03 - Quantas colheres-de-sopa de açúcar leva o bolo Souza Leão?
04 - Quem botou freio em sapo?
05 - E pensamento em macaco?
06 - Qual é a cor do cavalo branco de Napoleão?
07 - Quem pôs um ovo em pé?
08 - Quais são os dez mandamentos?
09 - Qual é o rio que passa no centro da capital do Japão?
10 - Quem assassinou Abel?
11 - Quem botou em Mestre Alfredo?
12 - Onde é que está o sujeito oculto da oração?



It's now or never
Ou vai ou racha
Ou dá ou desce
It's now or never

6 de out de 2015

Noticias lado B da F1

A Manor já prevê grande passo à frente em 2016.
Noticia boa para os fãs da nanica e péssima para os torcedores da McLaren.


Bernie Ecclestone disse que a quase todas as equipes estão interessadas em Max Verstappen.
Das duas opções, escolha uma.
A) Alguém está trollando o velho dizendo estas coisas para ele.
B) O velho está trollando o Verstapinho para ouvir mais pitis do moleque via rádio nas corridas.

Sérgio Perez já traçou seu objetivo para o fim da temporada deste ano: Bater Nico Hulkemberg.

Felipe Nasr elegeu o ponto chave para a corrida na Rússia: os freios.
Se parar para pensar... Porra. É corrida. CORRIDA.
Por corrida se entende acelerar...
Mas faz sentido se levarmos em conta a tal reversal russa. Em uma corrida quem freia mais se dá bem.

Descoberta a razão de a Haas ter escolhido Romain Grosjean para ser o primeiro piloto anunciado pela equipe.
A cultura norte americana de automobilismo adora um grande acidente durante as provas – os big ones – desde que ninguém saia (muito) ferido deles.
Logo, Grosjean é o cara dos big ones (quase) inofensivos e os donos do time ficaram de olho nele desde 2012 naquele big crash na Bélgica em que o puniram com uma corrida de gancho.
Perguntados sobre a veracidade desta informação, os donos da Haas confirmaram e ainda completaram dizendo que: “-Se estivéssemos para entrar em uma competição de Demolition Car, contrataríamos o Maldonado.”.

Por último, a Mercedes declarou temer reviver o que chamou de “pesadelo de Cingapura” na corrida Russa.
Mercedes... Vaitomarnocu, vãosefuder.

5 de out de 2015

Outra pequena maldade

Atendo o telefone e uma voz do outro lado pergunta:
-Ron, diz pra mim o nome daquele maestro...
-Qual maestro? Tem um monte.
-Um que... Ah! O primeiro nome dele é Isaac.

Obviamente ele falava de Isaac Karabtchevysck.

-Ah... Claro. O segundo nome é Rabin. – troco pelo nome do ex primeiro ministro de Israel: Yitzhak Rabin.

-Isaac Rabin? Isso?
-É.
-Como se escreve?
-Do jeito que se fala, mas com dois “a” em Isaac.
-Valeu Ron, brigado!

E desliga o telefone.
Sinceramente, tomara que o revisor dele seja bom e paciente.

Duas horas depois o cara liga novamente.
-Ô Ron, o nome do maluco lá não era Rabin não.
-Ah não?
-Não... Este Rabin ai era outro.
-Hum...
-O Isaac que eu queria era o Karabtchevysck.
-Ah tá...
-Mas mudando de assunto, cê lembra o nome completo do Pelé?
-Edson.
-Edson o que?
-Alva.
-Sério?
-É... Thomas Alva Edson.
-Putz, que nome pomposo... Nem parece nome de jogador de futebol.
-Pois é. Por isto o apelido, mais fácil de narrar.
-Principalmente no rádio né?
-Claro, claro...

Até agora não ligou mais.

2 de out de 2015

F1 em dois pontos

A Manor/Marussia (vulgo McLaren nanica) anunciou que fechou acordo com a Mercedes para fornecimento de motores para “vários anos”.
O que podemos tirar de informação não divulgada desta noticia?
Primeiro: que “vários anos” pode significar duas coisas:
A) enquanto nós quisermos e...
B) até vocês falirem. O que vier primeiro.
Segundo: Que a Mercedes quer mostrar que o trampo bom é no carro deles, não só no motor. Nem turbinas nucleares empurrariam a carroça da Manor além do que ela já vai mesmo. Se bem que para isto bastaria olhar as posições dos outros carros com motor Mercedes na tabela... O melhorzinho é a Williams e ainda assim nem assusta a Ferrari que até já venceu corridas.
C) Quem tem c* tem medo. Fornecer motor para Manor é fácil e seguro. Quero ver liberar os propulsores nas mãos da Red Bull e do Adrian Newey.

Os americanos vêm ai.

Se formos levar em conta a última tentativa de existência de uma equipe americana na F1 é para achar bem ruim.
A USF1 é aquela que foi sem nunca ter sido, assim como o GP de New Jersey.
Aliás, a F1 nos EUA é que nunca foi...
Tiveram um campeão mundial e meio (Andretti, o Mário era 70% italiano) alguns bons pilotos e vários vexames. Incluindo ai o outro Andretti, o Michael.
E mesmo os grandes prêmios disputados lá na terra do Tio Sam não são tradicionais. Se não estiverem no calendário, não faz diferença nenhuma.
Tanto que um monte de pistas já foram usadas: desde o lindo Watikns Glen, passando pelas sempre sem graça pistas de rua e até o estacionamento de um hotel em Las Vegas até chegar à pista copy and paste de Austin.
Em 1982 houve nada menos que três GPS disputados nos EUA (Long Beach, Detroit e Las Vegas)!
Até hoje é o país que mais recebeu etapas em um só ano na história e nem assim a coisa engrenou por lá.
Um pouco por culpa da própria categoria que até corrida com apenas seis carros na pista proporcionou. Difícil um vexame maior que aquele.
Mas agora parece que com a Haas a coisa ficou um pouco mais séria.
Os caras até já anunciaram seu primeiro piloto: Romain Grosjean que se não é um gênio, é um cara talhado para desafios.
O time, que ninguém se engane, não vem para disputar (pelo menos por enquanto) vitórias, mas como (supostamente) um time B da Ferrari, pode andar em condições de igualdade no meio do grid com Toro Rosso, Force Índia, Lotus etc.
Pode até mudar um pouco a imagem da categoria nos Estados Unidos, quem sabe.