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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Conto de natal: Santa Claus is smoking reefer

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Sempre que ia passear na região do Parque Dom Pedro, em São Paulo, ficava encantado com os armazéns importadores de secos e molhados. Desde muito pequeno.
Os aromas, a variedade de produtos como azeitonas, azeites, vinhos, vinagres, queijos e principalmente: mortadelas.
Mas não de uma forma comum, encantavam mais pelo fato de estarem dependuradas no teto.
Passava por baixo das “bexigas” de mortadelas e peças de queijo provolone enormes sustentadas apenas por um cordãozinho.
Porém o sentimento que tinha não era de medo. Não temia que uma das peças despencasse lá de cima e acertasse sua cabeça, mas um troço confuso. Queria agarrar uma das peças e arrancá-la. Sair correndo do armazém com a mortadela nas costas.
Óbvio que não precisava disto, nunca precisou.
Se pedisse quando criança, provavelmente, seu pai teria comprado uma delas e lhe daria de presente. Um presente não convencional, mas um presente.
E agora, depois de crescido, já formado e muito bem empregado, uma peça de mortadela qu…

Pegue o pombo

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Num domingo qualquer destes, creio eu, em sua coluna na Folha de São Paulo o poeta Ferreira Gullar escreveu em defesa dos pombos. Aqueles ratinhos de asa que empesteiam as grandes cidades.
Pois eu vou à contramão do poeta.
Lá ele dizia que era contra que se caçassem os bichinhos.
Eu sou a favor.
Sim eu sou a favor da cassação em massa deles. O que, convenhamos é um negócio difícil para caramba!
Cassar pombos... Humpft!

Primeiro. Sabe-se que estes bichos voam por ai em bando.
Da ultima vez que fiz uma contagem de um bando deles voando tinha para mais de quarenta!
É! Quarenta e são uns bichinhos corporativistas que nem comento...
Para se cassá-los é preciso aprovação da maioria. E como disse são uns bichos corporativistas. Ficam naquela encolha:
“-Cassar, sei não. De outra vez quando precisei dele, não me faltou...”.
“-Hum... Cassar, não a gente pode no máximo dar uma reprimenda... Tive negócios com ele e cassar eu nem cogito”.
E assim eles vão se defendendo.

É sabido também que eles tê…

2mil e tantos anos e tudo continua igual

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E parece que aquele fragmento de papiro encontrado em 2012  sobre Jesus é real.
Vindo provavelmente do Egito, traduziu-se que – dentre outras coisas – versa sobre uma provável esposa de Jesus.
A descoberta – e a tradução – vai de encontro à tradição cristã de que Cristo não era casado e atiçou novamente o debate sobre celibato e o papel da mulher na igreja.
Mas este não é o assunto.
O papiro encontrado está escrito em língua copta e, penso eu, deva haver bem pouca gente
apta na gramática desta língua..
Assim sendo, as traduções feitas podem estar erradas.
Num esforço fenomenal o BligGroo conseguiu traduções alternativas para o texto contido no papiro.
E adianto: deu trabalho pacas já que o Google não disponibiliza o tal copta no Google translate.
Segue as traduções:

“-Jesus, quando sair pra ir para o Monte das Oliveiras, leva o lixo pra fora...”.

“-Assim não dá... Todo dia vai trazer estes doze pra jantar aqui?”

“-Não precisa trazer vinho, tem muita água ai... Se vira.”. 

“-Demorou isto t…

Capeta´s business

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Nos anos setenta todo mundo era “ocultista”.
Encontravam mensagens subliminares nas letras, nas músicas... E em alguns casos, se rodassem os discos para trás as mensagens eram diretas.
Veio o Black Sabbath e escancarou a coisa.
De ocultistas, passaram a satanistas.
Segundo Ozzy em seu livro I`m Ozzy (Eu sou Ozzy, Ed, Benvirá/2010) a intenção era levar para a música o clima dos filmes de terror que tanto faziam sucesso na época, e como no primeiro disco a coisa deu certo, continuaram a fazer “música de terror”.
E Tony Iommi no seu Iron Man (Iron Man, minha jornada com o Black Sabbath, Ed, Planeta do Brasil/2013) quando foi necessária a troca do letrista principal (Geezer Butler) os novos parceiros nas composições já chegavam com a ideia de que sendo o Black Sabbath, fazer as letras era só sair falando do cramulhão e pronto.
Outros vieram na esteira e muitos pegaram a fama sem merecer, caso do Kiss.
Chegou-se a dizer que o nome da banda era uma abreviação para Kids in Service of Satan.

Art Blakey (porque eu tô afim...)

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Não sabia nada da mãe, nunca viu sequer uma foto.
O pai os abandonara antes mesmo do nascimento do garoto.
Na verdade o casamento só aconteceu por que ela engravidou, mas ainda no dia da cerimônia ele achou um jeito de pular fora da vida de casado.
Algumas quadras depois de sair da igreja disse que iria comprar charutos, fugiu pela porta dos fundos da mercearia que tinha entrado.
Cinco meses depois do parto ela faleceu, muito provavelmente de tristeza.
O menino foi criado pelo melhor amigo da mãe, já que o pai – um mulato – o rejeitara com o incrível argumento de que a pele do filho era mais escura que a sua própria...
Na casa onde foi criado havia um piano onde o menino aprendeu a dedilhar sozinho, de ouvido.

Casou-se aos quatorze anos e aos quinze já era pai.
Para sustentar a família em plena crise econômica de 1929 teve de arranjar um segundo emprego – o primeiro era em uma mineradora de carvão – e então formou uma big band para tocar em um clube local em Pittsbugh, o Ritz.
Durante…

Estou de folga, quero coisas leves...

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Johnny soube que Bob estaria em sua cidade e quis conversar com ele.
Mandou-lhe uma carta por meio de sua gravadora e pediu que se encontrassem.
Pensou em duas ou três coisas que gostaria de lhe dizer.
Talvez dissesse mais algumas.
Estava empolgado com a música que Bob vinha fazendo. Via nele a alma da canção americana, assim como haviam visto nele próprio alguns anos atrás.
Queria lhe alertar dos perigos do caminho, embora tivesse quase certeza que ele já os conhecesse.
Infelizmente Bob não ficou por muito tempo, e acabou nem respondendo a carta.

Alguns anos depois, em seu apartamento, recebe uma ligação inesperada.
Do outro lado da linha um tímido Bob se convida a ir ao apartamento de Johnny, que claro, aceita.
Já frente a frente conversam por horas e o dono da casa convida o visitante a participar de seu programa na TV.
O visitante aceita, agradece e convida o dono da casa a gravar um disco junto com ele.
Convite mais do que aceito, até pensam em algumas canções para o repertório.

Viva lá revolución!

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Houve movimentação nas correntes do poder.
Finalmente!
Não... Não é sobre o canalha do Cunha ou a incompetência dos petistas e sua  Dilma amestrada, mas sobre F1.
Os anões Bernie Ecclestone (1.59m) e Jean Todt (não sei a altura do Topo Gigio) conseguiram carta branca da FIA para mandar e desmandar na gestão da categoria mais famosa do automobilismo mundial.
A partir de agora, as equipes não mandam mais porcaria nenhuma e estarão sujeitas as regras “vindas de cima”.
Ecclestone – ou o amigo Max Mosley – já tinha dito que “democracia demais atrapalha o esporte”.
Nada mais correto.
Enquanto o tal Grupo Estratégico esteve no comando qualquer discussão demorava meses para ter algum efeito e bastava uma choradeirazinha para conseguir impor suas vontades e decisões.
Foi assim com a Mercedes que após ameaçar sair da categoria desandou a ganhar corridas e títulos.
No embalo, a Red Bull fez o mesmo, embora sem o mesmo sucesso (ninguém caiu no blefe do surgimento de uma nova categoria).

Agora, ef…

Lado B do GP: Abu Dhabi sem graça

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Um casal de abumdabenses (cidadão natural de Abu Dhabi) resolveram que seu único filho teria uma educação totalmente ocidental.
Que não seria criado sob as leis islâmicas e muito menos seria atrasado das ideias, apesar da quantidade de dinheiro absurda que os cidadãos abastados daquele lugar são capazes de gerar e ganhar.
Resolvem então que, ao completar quatro anos de idade, mandariam o pimpolho estudar na Europa.
Vinte anos se passaram e a família, que mantinha contato por carta, e-mail, e mais tarde por vídeo conferencia decide que já era hora de se juntarem novamente, que o menino, já então um homem feito, deveria voltar para casa.

Contrafeito, o rapaz aceita, mas apenas se puder voltar para casa em um navio de cruzeiro, com festas, luxo e toda a mordomia que o dinheiro (farto) pudesse pagar.
Assim, segundo ele e com o consentimento dos pais, iria se despedindo da vida boa que levara até ali e se prepararia psicologicamente para as dificuldades vindouras.
Assim embarcou em um navi…