1 de jul de 2016

Groo recomenda: Made in Japan, do Deep Purple

A formação mais emblemática do Deep Purple havia lançado seu disco mais festejado: Machine Head e foi fazer a sua primeira tour no Japão, onde já era visto como uma superbanda.
Se parar para pensar, todo mundo que gravou seu disco “made in Japan” era visto como uma superbanda por lá... Mas de qualquer forma, segue a história.
A banda não tinha vontade alguma registrar seus shows em disco apesar da reputação de ser um dos melhores grupos ao vivo em todos os tempos.
Porém, os executivos da filial japonesa de sua gravadora – EMI – pensavam o contrário e diziam que seria um mimo e tanto aos fãs.
Na verdade, queriam uma fatia do mercado que as gravações piratas dos shows da banda estavam abocanhando.
Com este argumento sólido, os músicos foram convencidos solicitando apenas que a gravação e produção ficasse por conta de Martin Birch, então engenheiro de som que já havia trabalhado com eles. Também pediram que todos os três shows daquela turnê fossem gravados na integra, para que depois eles escolhessem o melhor material a ser lançado e claro, não queriam overdubs.
Assim, nas tardes de 15, 16 (Osaka) e 17 de agosto (Tókyo) de 1972 a banda subiu ao palco e simplesmente arrasou.
Com um set list curto (dez músicas, sendo que “Lucille” só foi tocada em um dos shows em Osaka) o material ficou muito mais fácil de ser garimpado.
No disco original (vinil duplo) havia músicas das três noites dividas em duas canções por lado do álbum e uma versão monstruosa (literalmente) de “Space Truckin” ocupando todo o lado quatro.
O álbum foi escolhido como um dos dez melhores discos ao vivo de todos os tempos pela revista Rolling Stones e ganhou disco de ouro e platina em diversos países da Europa, EUA e, claro, Japão.
No aniversário de vinte e cinco anos de lançamento, a EMI colocou no mercado uma caixa contendo as três apresentações na integra e mais um cd apenas com os “bis”.

Curiosidades
Gillan era o membro da banda com posição mais radical contra a gravação e o lançamento do material já que por conta da extensa turnê (e da viagem até o Japão) estava com problemas para cantar, com uma inflamação na garganta e muita má vontade.
Pouco antes do primeiro show em Osaka, um dos tambores da bateria de Ian Paice foi atropelado por um caminhão e o baterista se recusava a tocar sem a peça ou com outra comprada no mercado japonês.
A Ludwig foi acionada e mandou em tempo recorde um tambor idêntico ao que havia sido destruído garantindo assim os shows.
Jon Lord disse que todos ficaram chateados após terem sido convencidos a gravar e lançar os shows, mas ninguém ficou nem um pouco constrangido em receber sua parte das vendagens do disco.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bem, vou ouvir, daqui à pouco. Por volta das 22 horas.
Deep Purple escutei mas não é a minha praia sonora preferida.
Vou de 'The Remastered Edition 1998 Full Album' ! 1:38:31...
Se eu não gostar, recomendarei o
'Show Tiririca Qual, É Qual, Foi (Completo 1991)' pro senhor.
1 hora, 9 minutos e 46 segundos com o deputado...

HA!

Bom final de semana.
Tem corrida ! Áustria.


M.C.

Anônimo disse...

Ouvindo, pensei. Iron Maiden é de 1975. O Deep Purple é de 1968. Bote umas múmias e fale de coisas cavernosas, sei não, vira Deep Maiden ou Iron Purple.

Burn, Deep Purple:

Eu não acreditei que ela era cria do diabo
Ela disse, "Amaldiçôo todos vocês, vocês nunca vão aprender!

Fear of dark, Iron Maiden:

Você alguma vez já esteve sozinho a noite
Pensou que ouviu passos atrás de você
E se virou e não havia ninguém lá?
E, à medida que acelera seu passo
Você acha difícil olhar novamente
Porque tem certeza de que alguém está ali

Human barbecue, Deep Iron( M.C.):

Pôôô ôô ! Era a muié que queimou a cidade, a filha do diabo
fugindo, atrás de vocêêêê
Querendo ti conhecêêêê
De cabo-a-raaaaaaboooo !
Churraaaassssco humaaaaanoooo !


Tô falando sério... Até a voz do aviador lembra do Gillan.


M.C.