30 de ago de 2016

F1 2016: Pensatas sobre a Bélgica

Massa foi ultrapassado.
Passaram por ele o Vettel, o Kimi, as Force Índia, o Alonso, o safety car.
Os únicos que não ultrapassaram Massa foram o próprio e Frank Williams.
Mas no caso de sir Frank foi por não querer humilhar a própria equipe.

Kimi tocou em meio mundo.
Na largada, no meio da corrida, no fim... E reclamou do Vertappinho.
Reclamou que o cara endureceu a briga, reclamou que o cara foi desleal na defesa de posição...
Kimi é a síntese do velho: reclamão.
Mas tem que respeitar: quando o finlandês chegou na F1, tudo ali era só mato.

Verstapinho foi bem malhado por fechar a porta de Kimi um tanto fora dos regulamentos.
Mas de boa... O cara que vem atrás tem Kers, Ers, Asa móvel e o da frente não pode sequer mexer na linha de direção para se proteger.
É bem injusto isto.
Viva Verstapinho e sua falta de medo e de respeito. Às vezes é necessário isto no esporte.
E não importa se chegou atrás de Kimi no fim da prova.
Como diz o título do texto sobre a corrida: nem sempre quem ganha é o vencedor.

A pancada de Magnussen na saída da Eau Rouge nos lembrou o quanto a F1 ainda pode ser perigosa.
A pancada quase que de traseira do carro da Renault expôs uma fragilidade preocupante.
Demoraram quase dez minutos para consertar o trecho de pista que o tratorzão da carterpillar estragou.

Rosberg ganhou a corrida, mas perdeu ao mesmo tempo.
Largando de último Hamilton chegou em terceiro.
Foi mais uma surra mental que o cone#44 deu no cone#6.
E dizem que quando chegou a sala que antecede a ida ao pódio Hamilton ainda espezinhou o coleguinha de time: “-Até o Alonso fez bonito hoje...”
Nico só não sentou e chorou porque tinha o protocolo de receber o troféu.

E por falar em Alonso, quem em sã consciência diria que ele pontuaria na Bélgica?
Largou do fundão do grid e não tinha uma Mercedes como Lewis Hamilton para se recuperar.
Apenas uma ridícula – em performance e plasticidade – McLaren.
Chegou em sétimo.
A McLaren não era tão ridícula assim.
E imagina se tivesse dois pilotos então?

28 de ago de 2016

F1 2016 - Bélgica: Nem sempre quem ganha é o vencedor

É Spa-Francorchamps, e isto bastaria – em outros tempos – para garantir emoções.
Ainda garante beleza, plasticidade, mas emoção é subjetivo.
É preciso ver a corrida de outra forma que não seja esperando brigas a todo momento pela ponta ou posições importantes.
É preciso ver a corrida com a mente aberta. E bastante humor.
Humor que teve Fernando Alonso ao comentar que seria o campeão de perda de posição na largada por conta de troca de peças do motor. E batendo Lewis Hamilton que aproveitou a punição por troca de motor para trocar tudo que pudesse ser trocado e largar do fim do grid.
Estratégia bem inteligente já que não há problemas de ultrapassagem em Spa e se pensar à frente, logo o mesmo vai ter que acontecer com Rosberg e pode não ser tudo na mesma corrida.
E ainda dizem que não tem primeiro e segundo piloto na Mercedes...

Sempre se fala da dificuldade da pista, que por ser seletiva, quase um carrossel, pode fazer com que o piloto erre e a primeira volta teve um bocado de erros, mas não por culpa da pista.
Verstappen, que largou muito mal, espremeu Kimi Raikkonen junto ao reclamão Vettel.
Azar das duas Ferrari que se tocam e tem que ir para os boxes. Kimi fica por lá um bom tempo até com um princípio de fogo em baixo do carro.
Verstappen, Massa, Vettel, Kimi vão aos boxes.
Sainzinho, o outro piloto da McLata, Celulari Ericsson e Wehrlein vão para casa mais cedo...
E logo na sexta volta a Eau Rouge mostra que ainda é perigosa para os pilotos.
E se é para pilotos, o que dirão para motoristas como Magnussen?
Foi uma porrada de respeito meio que de traseira. Detonou o carro e a proteção de pista do local, mas saiu do carro andando de boas...
Quatro voltas com safety car e surge a bandeira vermelha. Prova interrompida.
A esta altura Lewis Hamilton que largou por último já era o quinto.

Na relargada nenhum incidente.
Não demorou para Hamilton jantar o Alonso e ganhar a quarta posição.
Já era possível ver uma tremedeira no carro prateado número seis.
Um pouco mais atrás, Kimi tomava canseira do moleque Verstappen.
Eu gosto deste moleque, me julguem.
Chupa Kimi.

E aí começa a parte cerebral da corrida.
Com a bandeira vermelha houve troca de pneus e estratégias e até a próxima rodada de pit stops a corrida virou um jogo de xadrez.
E como em todo jogo de xadrez, não aconteceu nada de emocionante.
No fim, ganhou o Rosberg, mas quem vence mesmo, de verdade, foi Hamilton em seu terceiro lugar.
A paçoca, mesmo que virtual, foi entregue com sucesso.

26 de ago de 2016

Hot 5 do Groo: músicas de resposta

O hot 5 de hoje são músicas feitas como resposta a declarações, outras canções ou atitudes que os autores deram de forma saborosa.

Sweet Home Alabama – Lynyrd Skynyrd.
Well, I hope Neil Young will remember
A southern man don't need him around anyhow.
Os briguentos do Lee Nerd Skee Nerd aparentemente não gostaram da canção Southern Man do canadense Neil Young e responderam à altura com um clássico.
Hoje se sabe que não é bem assim: a letra é carregada na ironia e corrobora com algumas ideias de Neil, principalmente na crítica ao racismo e um certo governador maluco que o estado do Alabama teve. Tanto que na parte em que a letra cita o governador a sequência são vaias (boo boo boo)


Silly Love Songs – Paul McCartney
You'd think that people would have had enough of silly love songs
But I look around me and I see it isn't so
Some people wanna fill the world with silly love songs
And what's wrong with that?
I'd like to know, 'cause here I go again
I love you, I love you
John Lennon vivia espezinhando sir Paul com declarações do tipo: “-Não vou me preocupar em lançar nada enquanto ele (Paul) só estiver lançando lixos”.
Certa feita, o beatle mala narigudo disse que Paul perdia tempo fazendo apenas canções bobas de amor.
Paul então apontou seu lápis e escreveu o “chupa Lennon” mais bonito da história da música.
Chupa Lennon.

Hair of the Dog – Nazareth
'Times come to pay your dues...
Now you're messin' with...
A son of bitch..
A primeira vista pode parecer que os malucos do Nazareth estão descascando para cima de uma groupie malvadona ou de alguma menina que eles não conseguiram pegar, mas na verdade é um esporro em sí mesmo sobre bebida.
Hair of the dog é a maledeta ressaca.
E a letra fala sobre continuar bebendo para curar uma das brabas.
Son of a bitch!

Apesar de você – Chico Buarque de Holanda.
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Chico é de esquerda e não esconde (e nem deveria) de ninguém.
Esta ele fez para dar uma cutucada no regime militar do golpe de 64.
Por um vacilo da censura, foi aprovada, mas logo depois censurada de novo.
Curioso é que hoje serve para qualquer governo, tanto de esquerda quanto de direita.

Death on Two Legs – Queen.
Misguided old mule
With your pig headed rules
With your narrow minded cronies
Who are fools of the first division
A banda fazia shows todos os dias, vendia bem seus discos, era popular e ainda assim estava sempre com as finanças no vermelho.
Tinham que achar um culpado e ele era Norman Sheffield, empresário da banda que “administrava” a grana.
Enquanto não havia grana para baquetas, o cara andava de Rolls Royce.
Após constatar o óbvio, o maluco foi mandado embora, mas Freddie queria mais que demitir: imortalizou o safado em uma canção agressiva no seu melhor disco. E a partir dali passou a dedicar a música, show após show, ao sujeito.
No registro feito no ao vivo Live Killers, o nome do cara foi coberto por um bip, para evitar processos.
A música é tão carregada de raiva e cheia de palavrões que Brian e Roger diziam ter vergonha de executá-la.

24 de ago de 2016

F1 2016 - Aconteceu em Spa-Francorchamps

Logo após vencer mais uma vez a temida Eau Rouge, Ricardo Zonta acelera sua BAR já sabendo que atrás vem o líder da corrida: o alemão Michael Schumacher seguido de perto por Mika Hakkinen.
Zonta sabe o que deve fazer quando chegarem: puxar para o lado e deixar o caminho aberto para que os dois passem pelo lado correto sem perder a tangencia da próxima curva e assim não atrapalhar ninguém.
Vê o carro vermelho se aproximando e crescendo em retrovisor esquerdo e reduz a velocidade, fica pronto abrir passagem puxando o carro para o lado direito quando neste surge o carro prateado da Mclata.
Na impossibilidade de desaparecer, ser abduzido ou cavar um buraco bem profundo, o brasileiro segura o volante firme para que não penda para lado algum e vê passar por si, numa fração de segundos os dois malucos.
Um de cada lado...

Isto é Spa-Francorchamps e é o que a pista pode proporcionar quando pilotos de coragem – ou loucos – guiam competitivamente por suas retas e curvas.
Não que espere ver neste domingo algo parecido, mas sabendo que emoções, com certeza, virão.
Afinal: é Spa.

22 de ago de 2016

F1 2016 - Volta das férias: É Spa, moleque!

Quem gosta de automobilismo, gosta de Spa. Não há como dissociar.
A pista é um espetáculo, sempre foi. E mesmo agora em que com o passar dos anos, por necessidades nem sempre inerentes ao automobilismo ou a competição a pista foi sendo –pontualmente – modificada, nem assim conseguiram tirar a majestade desta seqüência de subidas, decidas, curvas para os dois lados, freadas fortes e muito flat-out no acelerador.

Começa-se pela La Source.
Travadissíma e que faz com que a largada seja muito, mas muito mais tensa do que normalmente é. Com chuva então é quase um desafio de Titãs.
Não é raro que os pilotos usem – sem vergonha alguma – a área de escape desta curva.
Logo desembocam em uma reta em descida que precede um mito das curvas.
Eau Rouge não é apenas uma curva, é uma entidade.
Vencer a Eau Rouge com o pé em baixo é como chegar ao topo do Everst.
Berger disse que: “-Enquanto se desce a pequena reta, a cabeça diz que não é possível contorná-la de pé embaixo. Mas o coração diz que sim e grita por isto como se fosse vital!”.
Nunca estive lá, claro, mas não duvido desta descrição.
A descarga de adrenalina no cérebro deve ser tão forte que apaga qualquer tentativa de raciocínio lógico em prol de uma “segurança” que pode custar preciosos décimos de segundo.
Em resumo: Eau Rouge é para homens!
Ricardo Zonta que o diga...

A reta Kemmel é um trecho muito rápido e bonito, como todo o circuito é bonito, mas é onde se vê que o circuito é também uma bem urdida mistura de velocidade e inteligência na preparação do carro.
E foi nesta reta que Mika Hakkinen fez de bobo o maior de todos, Schumacher, ao ultrapassá-lo usando como pivô Ricardo Zonta.
Schumacher nunca imaginaria uma manobra daquelas e o brasileiro menos ainda. Uma das manobras mais bonitas da história deste esporte.

Diferente de Monza, onde se pede um bólido quase sem asas para aproveitar as retas, Spa pede um refinamento aerodinâmico que não impeça o carro de ser indescritivelmente rápido nas retas, mas também nas curvas.
E é no fim da Kemmel que vem a primeira prova disto: a sequência Les Combes - que vem com uma freada tão forte que os estômagos mais sensíveis jogariam para fora o almoço de dois dias atrás -, a Rivage, Malmedy, Pouhon, Fagnes e Paul Frere são em descida, já dentro da histórica floresta de Ardennes, onde na Segunda Grande Guerra travou-se muitas batalhas sangrentas.
Mas a batalha aqui é manter-se vivo e rápido o suficiente para ganhar tempo e força para encarar a subida que desemboca em outra lenda do automobilismo: a Blanchmont..
De pé empurrando o pedal do acelerador até tocar o assoalho do carro, a curva é diabolicamente rápida e muito traiçoeira.
Um milésimo de distração e se é apresentado à barreira de pneus que tenta fazer a segurança do local.

A nova seqüência denominada de Bus Stop nada tem com a original. Na verdade é uma chicane das mais comuns, diferentemente do que era alguns anos atrás quando realmente se parecia com uma parada de ônibus.
O enquadramento da TV naquela época mostrava a dificuldade de fazer a chicane.
O carro vinha totalmente acelerado desde a saída da Blanchmont, freava muito forte e guinava para a direita, uma pequena reta e outro golpe no volante para a esquerda e tome aceleração...
Ayrton Senna fechou sua volta rápida em 1991 com fantásticos 1:47:08, na pole.
E some-se a tudo isto a sempre presente possibilidade de chuva, que se não no traçado todo, ao menos em algum ponto da pista. O que é ainda mais complicado.

E ainda há quem diga que o circuito original era ainda melhor! Para os que duvidam, fica aqui a sugestão: veja a sequência da corrida belga do filme Grand Prix de John Frankenheimer.
A corrida que ele retrata lá á de 1966, com o circuito original.

19 de ago de 2016

Groo recomenda - Golpe de Estado: hard/heavy brasileiro de primeira qualidade

No fim dos anos 80 o rock nacional (BRock) ainda vivia sua fase de maior sucesso comercial e havia para todos os gostos: desde o levezinho pop do Kid Abelha até a pauleira que conquistaria o mundo impondo respeito ao heavy brazuca do Sepultura.
No meio destes haviam os gigantes da vez (Legião, Titãs, Paralamas, Engenheiros e Barão) e um grupo que chegou a fazer um certo barulho (no bom sentido) mas que não emplacou como os colegas mais radiofônicos: Golpe de Estado.

A formação clássica era composta por Hélcio Aguirra na guitarra, Paulo Zinner na bateria, Catalau na voz e Nelson Brito no baixo e apesar da banda ter continuado após a morte de Hélcio Aguirra (21.01.2014) e as saídas de Catalau e Zinner é o line up que importa aqui.
Hélcio era e provavelmente ainda é, o melhor guitarrista de hard rock/heavy metal do país.
Inventivo, criava riffs e solos na mesma linha de intensidade de um Tony Iommi, por exemplo. Aliava peso, melodia e velocidade como poucos.
Zinner chegou a ser cogitado para integrar o Whitesnake quando Cozy Powell deixou o grupo logo após o Rock In Rio de 1985.
Segundo o baterista, só não ficaram para fazer os testes porque estavam com os passaportes vencidos em Londres, foram presos e mandados de volta para casa. Virtuose, tocou com Rita Lee logo após sair do Golpe.
Catalau deixou o grupo em meio a problemas com drogas, se converteu e hoje é pastor de uma denominação evangélica. Não havia voz de hard rock no país que se comparasse.
Brito seguiu com o grupo.

Depois de dois lançamentos pelo selo independente Baratos Afins - Golpe de Estado (1986) e Forçando a Barra (1988), que trazia o proto hit “Noite de Balada” - o grupo assina com uma gravadora maior, a Eldorado que investe melhor na produção do próximo disco, o clássico Nem polícia, nem bandido. (1989)
O disco traz letras sobre drogas (“Velha Mistura”, “Janis”), amor sem ser piegas (“Paixão”) e política (“Nem Polícia, Nem Bandido”)
Mas é com o Quarto Golpe (1991), que a banda atinge seu maior sucesso de público e vendas.
Puxado por “Real Valor” a banda chega até a se apresentar no (então relevante) Programa do Jô, na rede Globo.
É o disco da banda melhor produzido com peso poucas vezes ouvido naquela geração de roqueiros dos anos 80/90.
O disco também tem a faixa “Caso Sério” que tocou muito nas rádios e de certa maneira foi a canção pioneira em trazer ao rock brasileiro preocupações ecológicas.
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Ainda lançariam pela Eldorado o disco Zumbi (1994) que apesar de boas canções e algumas covers (“My Generation” do Who e “Hino de Duran” de Chico Buarque”) já não emplaca.
Esta fase termina com o disco Dez Anos Ao Vivo (1996), mostrando exatamente o que era a banda em cima do palco: poderosa.
Quando aquele seu amigo teleguiado e com a cabeça feitinha disser: não vai ter golpe, pode gritar na orelha dele que vai ter Golpe sim! E se reclamar, vai ter "Nem Polícia, Nem Bandido" rolando no talo e no repeat.
Aproveite e grite também a letra de para ver se ele saca o lance dos dois distintivos na mesma blusa...

17 de ago de 2016

Antes era pior... 16 - Patrocínio danoso

Esta sessão do blog tem o objetivo de desmistificar aquela frase “antigamente era melhor” no mundo da F1.
Claro, podia ter muita coisa boa (de verdade) mas nem tudo eram flores.
Aqui já vimos piloto testando capacete, os primórdios das câmeras onboard, invencionices aerodinâmicas diversas etc.
Também vimos publicidade em carros não muito convencionais como Arturo Merzario correndo com patrocínio de uma funerária estampada no carro.
Mas nenhuma publicidade ou patrocínio foi tão danoso para o carro e piloto que a feita pela Arrows em seu modelo A4 (parece medida de papel) equipado com motor Ford e pilotada pelo italiano Mauro Baldi no campeonato de 1982.
Tratava-se de uma empresa que produzia azulejos e que para deixar tudo dentro do contexto “azulejou” o carro da Arrows.
Deve ter ficado um pouco pesado, dependendo do rejunte que usaram, claro...
Para outros textos desta série clique no marcados ou fim da postagem.

15 de ago de 2016

Esportes olímpicos ignorados pela grande mídia

Os sites especializados só querem saber de futebol, volei, basquete, atletismo, natação... Os esportes bonitinhos enfim...
Aqui não!
Abrimos espaços para as: modalidades que não passam na TV.

Valsa olímpica.
Muito parecida com a valsa tradicional, nesta modalidade ganha a partida quem pisar menos no pé do oponente.


Fiofozamento olímpico. 
Vence neste jogo quem vai mais fundo no atleticismo. (entenda como quiser...)


Apalpadela olimpica nas varas.
Modalidade antes exclusiva dos homens, hoje em dia nem tanto...
Nesta modalidade é falta grave passível de exclusão a torção.
Apertar pode, torcer nunca... Dói paracaí.



Judar.
Luta muito complexa... Mas não se engane: o cara que está embaixo está ganhando com uma chave de... Cê sabe.



Salto com Pum.
Comer ovo cozido, chucrute, tomar cerveja quente ou água gelada de madrugada é considerado dopping nesta modalidade.
Saltar com vara é fácil...



Susto aquático.
Tem que ficar esperto demais neste jogo.
Ganha por knock out aquele que com o susto conseguir que o oponente faça xixi na piscina.



Esquisitice sincronizada.
Modalidade onde todos tentam imitar o Batoré.


Feiura artística.
Aqui se vence ou se perde nos detalhes.


Paraolimpíadas nivel hard.
E você pensando que corrida de amputados é que era superação né?




12 de ago de 2016

Hot 5 do Groo: Músicas com nomes de mulheres nos títulos

Outro miserável Hot 5...
Agora com canções que tem nomes de mulher no título.

Angie – Rolling Stones.
Angie, Angie, when will those clouds all disappear
Angie, Angie, where will it lead us from here?
Mick Jagger passando uma cantada na esposa do David Bowie.
Ou no David Bowie.
Ou nos dois...
Por um tempo os Stones pararam de tocar esta canção nos shows. Temiam que estivessem ficando respeitáveis demais.

Beth – Kiss
Beth I know you're lonely
And I hope you'll be alright
'Cause me and the boys will be playing all night
Peter Criss dizendo que não vai voltar para casa ficar com a mulher porque prefere ficar com os rapazes levando um som…
E ainda tinha gente que dizia que Kiss era Kids in Satan´s Service.
Vai vendo.

Whole lotta Rosie. - AC/DC
She ain't exactly pretty
She ain't exactly small 42-39-56
You could say she's got it all
Angus Young e Bon Scott “homenageando” uma fã bem íntima.
Cá entre nós, divulgar as medidas da moça foi sacanagem.


Jessica – The Allman Brothers Band.
A música é instrumental e se prestar atenção ao fraseado da guitarra slide, a levada contagiante do baixo, a percussão alegre é possível enxergar Jessica dançando feliz.
Tão feliz quanto a gente fica ouvindo esta música que é longa, mas nem parece.

Lola – The Kinks.
Well, I'm not the world's most masculine man
But I know what I am and I'm glad that I'm a man and so is Lola
Ray Davies e os Kinks mostrando em 1970 um respeito que hoje em dia tem que ter lei para poder existir.
Não ao preconceito e uma melodia linda.

10 de ago de 2016

F1 2016 - Pequenos resumos da meia temporada pt 2: Ups and downs

Dizem que o time que é talhado para ser campeão é aquele que cresce consistentemente durante a temporada.
Se é assim, a Red Bull era para ser grande favorita ao título.
Começou como terceira (ou quarta se contássemos as expectativas com a Williams) equipe e termina a primeira metade da temporada estabelecida como a segunda força.
Ultrapassou a Ferrari numa boa e é a única equipe a ter vitória e pole position além da Mercedes neste ano.
Uma pena que (mesmo ainda restando metade do campeonato) seja um tanto tarde para brigar pelos campeonatos de pilotos e construtores.
Aliás, só para dizer novamente, a Red Bull tem - de longe – a melhor dupla de pilotos da atualidade.
Daniel Riccardo e o novato Max Verstappem são sim o futuro da F1 e se a evolução da Red Bull continuar mesmo, serão o futuro dominante tal qual os cones da Mercedes no momento.
Só que com talento.

Já a Ferrari desandou.
O carro é ruim.
Tanto que quem se dá bem com ele é Kimi Raikkonen descrito por muita gente como “velho”, “desmotivado”, “aposentado em atividade”, mas que fez suas melhores temporadas com carros inferiores. Só lembrar da McLaren que quebrava a toda hora e da Lotus sem vergonha que pilotou na volta à F1.
Por sorte, quem vem atrás, está bem atrás mesmo...

A Williams, bem... A Williams.

Além de ter um carro horrivelmente nascido, ainda conta com “fogo amigo” das patacoadas de seus estrategistas.
Quando não é isto é o azar contumaz de Felipe Massa que aparece.
O outro piloto é bom, é jovem, mas não é aquela coisa toda que pintaram quando apareceu.
Para piorar, a temporada está na metade e o time de tio Frank já está pressionando a rapaziada que cuida do volante com uma possível troca no fim do ano.
Mais notadamente o brasileiro, mas nada impede que o finlandês dance também, afinal, o pessoal de Grove sempre pensou que piloto é o de menos.
Se custar menos, melhor, se pagar, melhor ainda...
Tanto que cogitam contratar o pastel que é companheiro de Fernando Alonso na McLaren.

Por falar em McLaren, a evolução do time em relação a temporada passada é visível.
Já não perde para a Sauber e está quase ganhando da Manor.
Pobre Fernando Alonso.

Haas: a grande e grata surpresa. UP.
Toro Rosso; a air fryer da F1. Down
Force Índia: o eterno samba do indiano doido. Down
Manor: é só a Manor mesmo. UP.
Sauber: God save the team. Please! Eitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

8 de ago de 2016

Pequenos resumos da meia temporada pt 1: Quem manda

A primeira metade da temporada 2016 da F1 se foi e duas coisas ficaram bem definidas na cabeça do amante da categoria: A Mercedes ainda tem o melhor carro e a FIA passou o tempo todo dando cabeçadas.

Com a Mercedes a coisa já era esperada.
Com o melhor carro de 2015, o time não precisaria fazer muita coisa para continuar na ponta em um ano em que todo mundo está de olho nas mudanças para a temporada seguinte.
E o que mais impressiona nesta sequência vencedora do time alemão nem são seus carros velozes, estáveis, equilibrados e confiáveis, mas ser tudo isto e vencer apesar de seus pilotos.
Com uma dupla um pouquinho melhor já teriam garantido matematicamente o título de construtores deste ano.
Por outro lado, em campeonato em que há time dominante tão definido é a imponderabilidade da ruindade – ou burrice? – de seus pilotos é que dá o sal na receita.
Joguemos as mãos para o céu e agradeçamos por Lewis cone#44 Hamilton e Nico cone#6 Rosberg estarem nos cockpits prateados.
Com eles ainda há diversão possível no horizonte na ponta da tabela do campeonato.

Já a FIA dar cabeçadas é algo não tão esperado assim, mas também é curioso.
É um tal de “põe regra, anula regra” no campeonato que dá a impressão que a entidade é dirigida por Waldir Maranhão, aquele deputado trapalhão que substituiu o safadático Cunha na presidência da Câmara dos Deputados em Brasília.
Primeiro mudou regras da classificação, ai voltou atrás.
Endureceu as regras sobre ajudas no rádio das equipes chegando até mesmo a punir Nico Rosberg por isto.
Depois disse que tá liberado. “Ajudem os malucos a não ferrarem com o trabalho árduo dos engenheiros e chefes de equipe”.
A mesma coisa com a regra dos track limits...
Porém, isto serve para dar um alerta aos velhinhos que não dirigem seus carros, mas presidem entidade que regula competição de pilotos: se nem vocês se entendem com estas regras aí, como esperar que o torcedor entenda e queira acompanhar a categoria? Depois as médias de público e expectadores vão caindo ano a ano e ninguém sabe porquê...

5 de ago de 2016

Hot 5 do Groo: Músicas com combustível no título

Mais um hot 5, desta vez com um tema meio inusitado, mas muito pertinente para quem gosta de música e carros e aqui neste blog se gosta - e muito! – dos dois.
Com vocês o hot 5 combustível!

Fuel – Metallica.
Gimme fuel
Gimme fire
Gimme that which I desire 
Trash metal de primeira linha. Para muitos a melhor música gravada pelo Metallica depois do Black Álbum.
Há dúvidas, mas, é bom pra caramba.

Gasoline Alley – Rod Stewart.
Going home, running home
Down to Gasoline Alley where I started from 
Música de abertura do segundo disco do escocês.
Não fala sobre combustível propriamente dito, mas porra... Gasoline é gasoline.


Petróleo do Futuro – Legião Urbana
Filósofos suicidas
Agricultores famintos
Desaparecendo
Embaixo dos arquivos
A música aparentemente é sobre água... Sim água e o mau uso, o fim... sei lá.
Está aqui porque tem “petróleo” no título, porque água é mesmo o “petróleo do futuro” em termos de importância e na possibilidade de guerras serem travadas por conta dela e claro, porque eu gosto para caramba deste som.

Rio de Whisky – Matanza.
Dia treze, meia-noite, sexta-feira
E o baile começando em pleno ritual vodu
Do índio escalpelado o que sobrou foi a caveira
Servindo de garrafa com sangue de belzebu.


Whisky é álcool.
E álcool é combustível.
Se colocado no carro, anda.
Se ingerido além da conta tá arriscado a fazer porcaria até o efeito passar.

Galaxy 500 – Reverend Horton Heat
But things aint so bad
Cause I got a Galaxy 500

Tá…. Não tem combustível no título, mas vem cá: sabe quanta gasolina é preciso para empurrar um Galaxy 500?
Muito mais do que tem na música do Metallica.

4 de ago de 2016

Salve Amon (1943/2016)

Não vi Chris Amon correr.
Da minha geração, duvido que alguém tenha visto já que abandonou a F1 em 1976.
Amon em Mônaco/73 com carro da (horrível) Tecno
Venceu em Le Mans (1966), o que não é pouco, em uma época em que não era qualquer um que vencia por lá.
Em 1967 também venceu os 1000 Milhas Monza e as 24 horas de Daytona tendo como companheiro de equipe Lorenzo Bandini.
Na F1 era visto como azarado.
O mais azarado da categoria.
Mário Andretti o definiu com a frase: “-Se Amon se tornasse um coveiro as pessoas parariam de morrer”.
Em um de seus melhores anos na categoria foi ofuscado pela morte de seu companheiro de equipe e amigo Lorenzo Bandini em um acidente em Mônaco/1967.
Chegou a criar sua própria equipe de F1: a Amon e com ela disputa apenas um GP – Espanha/1974 e seu carro, bem rápido até, não era confiável. Quebrou.
Entre 1962 e 1976 participou de noventa e seis largadas.
Conseguiu cinco poles e onze pódios.
Mas nenhuma vitória oficial, apenas uma corrida extracampeonato na Argentina em 1971.
Tudo isto é fantástico - sem dúvida - mas aqui para nós, na minha modesta opinião, a grande contribuição de Chris Amon é seu capacete que ao lado dos capacetes de Jackie Stewart, Graham Hill são as marcas mais fortes da F1 daqueles tempos.
Tão icônico e lindo que John Frankenheimer se apropriou de seu desenho para emprestá-lo ao americano Pete Aron em seu filme Grand Prix.
Pete Aron e o icônico desenho do casco de Amon
Salve Amon.

2 de ago de 2016

F1 2016 - Crônica do GP: como se tornar o mané do ano na metade da temporada

Primeiro: Perca o campeonato passado.
Brigue como nunca, perca como sempre.
Faça biquinho quando for repreendido e obedeça às ordens de equipe.
Lembre-se, seu coleguinha de time não tem as mesmas obrigações que você.

Segundo: comece o novo campeonato diferente.
Abra vantagem ganhando corridas sem necessariamente mostrar que é um piloto mais maduro e focado que na temporada anterior.
Aproveite os azares alheios e diga (esfregando as mãos) que este ano é seu.
Fale merda... Diga que está com o “Champion mode” na posição on mesmo sem ter tido autoridade alguma em suas vitórias.
Relaxe.
Entre na onda que diz que você está mentalmente mais forte.
Mostre que é zem e que a meditação faz de você um piloto mais concentrado em não errar.
Erre para caramba.

Terceiro: entre em desespero ao primeiro sinal de que as coisas vão voltando ao normal.
Não consiga segurar nenhuma investida do coleguinha de time.
Tome passões vergonhosos.
Aceite ajuda do time pelo rádio mesmo quando é proibido pela regra.
Jogue sujo para segurar o coleguinha de time e:
A) consiga jogar pra fora, mas fique na trajetória dele quando volta rodando pra pista.
B) consiga jogar pra fora, mas quebre bisonhamente seu carro na tentativa.
C) não consiga jogar pra fora e ainda assim não consegue tomar ou manter a posição.

Não conheça seu equipamento direito: dependa do time que não vai muito com sua cara.
Em caso de disputa com rivais de outros times, jogue sujo, espalhe além do aceitável e tome punição besta por conta.
Pague punição maior que a imposta nos boxes.
E por último, mas mais importante: seja piloto da casa em um time que prefere um maluco tão ruim quanto você e que nasceu em outro país.