2 de mar de 2017

F1 2017: Os primeiros treinos livres

E depois das apresentações dos carros todos, os treinos livres em Barcelona.
A pista é chata, mas ajuda a entender o comportamento dos carros já que tem de tudo: curva de alta, curva de baixa, grampo, reta, freadas fortes, subidas e descidas.
Mas o que podemos perceber destes treinos?
Dá para confiar nos tempos?

No primeiro dia os carros vão à pista com tinta, cola, geleia ou algo assim... Sensores esquisitos que parecem grelhas de churrasqueira e outras coisas.

Querem saber os resultados aerodinâmicos antes de saber da velocidade.
E antes disso, querem saber se o carro anda! Se ao bater na ignição o motor vai responder e empurrar o trambolho.

Depois testam confiabilidade.
Os carros andam por longos períodos de tempo simulando uma corrida.
Ai a Mercedes parece ter dado outro show.

Andou o equivalente a três ou quatro grandes prêmios e só apresentou um problema.
A Ferrari idem.
A McLaren apresentou um único problema: o carro.
O resto aparentemente estava dentro do esperado...

Aí começam realmente a andar um pouco mais rápido.
Enquanto Lewis esteve com o carro, terminou os treinos na frente.
Não por muito, mas na frente, ou seja, além de confiável, aparentemente ainda é rápido.
Na cola, Vettel e Massa.

Bottas assumiu a Mercedes e pareceu não estar intimidado. Cravou o melhor tempo do dia também e já desandou a falar em brigar pelo campeonato. Nada de ser coadjuvante.
Um bom trabalho de um segundo piloto que quer surpreender tem que começar com a boca fechada, penso eu. Então, começou mal. Que se redima surpreendendo.
Kimi também mandou bem com a Ferrari, o que denota que o carro realmente é bem-nascido e parece prometer.

Mas tudo é conjectura, até começar para valer na Austrália...
Tem gente andando com pouca gasolina para aparecer melhor para os patrocinadores, tem gente escondendo o jogo, tem quem tenha realmente problemas.... Os treinos livres, para o espectador, servem para matar saudade.
Quem der uma de gato mestre e sair vaticinando qualquer coisa corre o sério risco de passar vergonha pelo resto da temporada.
A única certeza que se pode ter até agora é que Lance Stroll bateu nas vezes em que pegou o carro.
Se é a inexperiência cobrando seu preço, se é o braço que é duro, o tempo também vai mostrar.
Mas que parece estar fazendo vestibular para ser o novo Michael Andretti, parece.
A sorte dele é que o brasileiro que é seu companheiro de equipe está muito longe de ser um Senna.

4 comentários:

Anselmo Coyote disse...

Lance, qual foi?
O que?
O lance, ora! ou melhor, os lances.
Ah... Disseram que um macaco treinado guiava esses carros e eu vim. Trouxe duas carretas de dinheiro até, mas macaco tem rabo né?
É. E daí?
Eu não tenho rabo.
E nós não temos dinheiro nem para uma nova asa.
Pois é. Bora comprar asas e rabos para voar e não cair das árvores.
Bora.
Abs.

Marcelonso disse...

Groo,

Penso que já dá pra tirar algumas conclusões:

- Pelo que deu pra ver até aqui, Mercedes e Ferrari estão fortes e confiáveis. Mas, algo me diz que os alemães estão escondendo o leite...

- A Red Bull ficou para trás, até a equipe admitiu. Já a Williams, se conseguir ter um carro inteiro para treinar parece estar num bom caminho, arriscaria dizer que está um pouco a frente dos taurinos.

abs



Anselmo Coyote disse...

Só para constar, quanto custa uma asa?
O garoto levou duas carretas de dinheiro para a equipe e não foi de tiyin uzbeque?
Então tá td certo. É só a Williams sendo Williams.
Tomara que ande atrás da Sauber.
Abs.

Anônimo disse...

Prá mim, tudo dentro dus conformi. Uma alegoria desgovernada, um barraco que cai com um monte de biba e tupa... GH-3 voando . Flarrari e Bottas, toda imprensa levantando as bolas deles( êpa !). E baixando as bolas do 'inimigo' do Zacarias. Tudo dentro dus conformi...
McLaren. TádeOnda pediu desculpas.Então, desinformante, não é o 'carro'. É o motor ! E, ouviram o Fofonso falar algo ? Isso que importa.


M.C.L.