19 de mai de 2017

Feel on black day

Nunca gostei do termo “grunge”.
Acho vazio, acho mercadológico demais.... Acho uma merda.
Mas o rock feito em Seattle durante os anos 90 que veio a ser batizado com este termo é genial.
Guitarras esporrentas, baterias barulhentas, melodia... E vozes. Muitas e ótimas vozes.
Isto sem contar que substituiu nas rádios coisas que odiava!
Madona, Jequison e uma pá de bandas com muito cabelo, muita maquiagem, muita roupa grudadinha e uma música magrinha.... Quase tísica.  Tudo isto foi sendo trocado por Pearl Jam, Nirvana, Mudhoney, Stone Temple Pilot, Alice in Chains e principalmente – ao menos para mim – pelo Soundgarden.

Tomei conhecimento deles ouvindo rádio, pasmem.... Ainda se ouvia rádio!
Um programa no fim da tarde em uma das rádios rock, mais especificamente a Brasil 2000 FM em que Tatola e Roberto Maia sempre apresentavam coisas novas.
Eu estava trabalhando, mas deu para ouvir quando Maia disse que das bandas novas que estavam surgindo, o Soudgarden era o que mais se parecia com o Black Sabbath!
Eu sempre amei Sabbath e aquilo aguçou minha curiosidade a ponto de pedir que as pessoas (clientes inclusos) fizessem silêncio quando a faixa começou a ser tocada no rádio. Era “Outshined” e eu fui conquistado ali mesmo.
Era mesmo como o Black Sabbath, mas com um Ozzy que sabia cantar! Eu pensei.

Assim que consegui encontrar em uma loja, comprei o disco e ouvi o disco que se chamava Badmotorfinger tantas vezes que decorei as letras quando ainda sequer falava inglês macarrônico.
Sentado em minha bateria, imitava as batidas e levadas todas, enlouquecendo minha mãe. Minha bateria ficava no quarto que não tinha porta, logo, assistir TV comigo em casa era quase impossível...
“Rust Cage”, “Somewhere”, “With My Good Eye Close”, “Jesus Christ Pose”, “Drawing Flies” ...  Enfim, todas.

A voz de Chris Cornell era perfeita… Afinada, potente, emocionante.
Seus gritos enchiam os ouvidos, mas quando cantava mais tranquilo era uma coisa estupenda!
Em “Slavers and Bulldozers” ele gritava como se não houvesse outra faixa a ser gravada!
Depois, nunca mais perdi um lançamento dos caras.... Nem o relançamento do Badmotorfinger com o plus de um EP eu deixei passar e nele dava para ouvir a banda tocando “Into the Void”, do Sabbath e arrisco dizer, quase melhor que o original.

Quando li que Chris Cornell tinha partido, não quis acreditar. Fiquei mesmo meio fora de sintonia.
Ao chegar em casa coloquei o vinil do Temple of the Dog, o grupo tributo que era metade do Soundgarden, metade do que viria a ser o Pearl Jam, no toca discos e me sentei na sala.
Sem uma bateria para espancar peguei minhas baquetas e acompanhei batendo o pé para marcar o bumbo e batendo no braço do sofá como se fossem minha caixa e meus tambores.
Escolhi este disco e o não o meu preferido do Soundgarden para poder “tocar” minha “bateria” sem fazer força, para que o som das pancadas não encobrisse a beleza da voz de Cornell em “Hunger Striker”.
Tão bela que ofusca até Eddie Vedder, que também canta na canção.
Que se danem os rótulos, o rock vindo de Seattle perdeu sua melhor voz.
E eu um dos meus ídolos do microfone.


2 comentários:

Anônimo disse...

História do rock, senhor Groo ? Pô. O Brasil, sendo atacado por misses corruptolíticos-nucleares... O Ruilliam Bom, Né ? e aquela freirinha, quase 2 horas de Jornal Parcial e tú vai de música ? Tá.
Pelo menos o senhor é bom nisso e a gente aprende algo.
. Grunge. Um amigo, das antigas, adorava Pearl Jam, aliás, passei a gostar de uns tempos para cá, 10 anos, não na época. A mesma coisa pro Nirvana. É um rock 'pesado' leve, tô certo ? Seattle Sound não cairia bem. SS... Cruzes!
. Tá, Madona, naquela época, e até pouco tempo, era sensacional. Maicow Jeca é bom até hoje. Dou os dois e o senhor dá dois, daqueles anos, quem escutamos mais por aí ? Pop ? O Papa é pop. Grunge é ´pop mesmo que eles, grungistas, não queiram. É aquela coisa que achei uma jogada errada: trazer Jimi Hendrix e Janis Joplin, uns anos atrás. Meu amigo esperto ficou todo feliz. 'Agora, sim. Música '! Passa um tempo, se vai na casa do cara e tá lá tocando, 'Human Nature','Man in the Mirror'.... Tá. Foi a filha dele, moleca chata. Vou falar algo que vai fazer o senhor explodir mas nem Led Zeppelin. De 10 músicas que tocam dos Beatles, hoje, meia do Led Zeppelin. Para melhorar, de 20 dos Beatles, 1 do Led. E não é por causa da burrice do povo ou o 'mercado' que exige. É porque é chata. Tenho cd do Led e uns 6 meses não escuto. Do Rush, anos. Sei lá, eles cresceram numa postura do jovem de ser diferente, rebelde anos 1970. Veja, são ÓTIMOS músicos. Silly love songs... Genial, Paul. Genial. Aquelas bandas eram ridículas, menos o David Lee Roth. Era muito engraçado ! HA ! Just a gigoloooow... Que é Jazz, do seu Louis Armstrong. Quer saber, o Grunge segue o mesmo caminho. Me assustei ouvindo, nesta semana, 'Do The Revolution' numa rádio( carioca !), que, no final da música, o Vedder dá uma de Lennon. Pensei:'Estão vindo ao Brasil...'.
. Ah, agora entendi. Homenagem ao cara que se matou. Triste. Ótima voz. Ótimo músico. Drogas, bebidas e vida vazia num mar de agitações ? O Nando Moura veio falando um dia desses do Chorão. Leu uns trechos das músicas do músico.
. Autopsicografia, Fernando Pessoa.
. Tchau, senhor Groo. Vou procurar política. Tentar fazer a cabeça de gente que acredita em ideologias. Socialismo, a pior. Estes caras do Grunge, estão cheios de ideologia socialista. Alguns, quando descobrem as farsas, e a natureza humana, se matam. Sonhadores frágeis...
Conservadorismo salva ! Ah... para rir um pouco.

https://www.youtube.com/watch?v=PeXjBWN8LO8

HA ! Faltou o Grunge...

M.C.



M.C.

Anônimo disse...

Voltei. Dei de cara com isso, no You Tube ? Nunca tinha ouvido falar deles !
Já ouviu ? Somzaço. A gata é a Salma Hayek, jovem. Até hoje é um furacão. Cinquentona. O filme, um filme B, de vampiros. Melhor que o espanhol Casanova e o Vampiro. Putz...

https://www.youtube.com/watch?v=motAwhIOycg

Uriah Heep.


M.C.