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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

De natal

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A história que vou contar pode ter sido verdade ou não.
Depende do quanto você acredita que o ser humano pode ser sacana...
Os nomes foram trocados por alcunhas convenientes para, obviamente, proteger as identidades dos envolvidos.
Pode ser visto como um conto de natal já que estamos na época e que contém muito do que este tempo desperta nas pessoas...  Mas veja bem: nem sempre é algo bom.

Ao chegar no trabalho para o último dia do ano, a única certeza é de que a confraternização teria ao menos alguma história constrangedora.
Sempre tem.
Uma reunião de pessoas diferentes que aturam suas diferenças o ano inteiro tentando manter um mínimo de civilidade e aparência amistosa é sempre tensa.
Apesar das inúmeras tentativas de dissipar a tensão com brincadeiras e piadinhas que nem sempre funcionam.
Claro, existem os que se gostam de verdade e conseguem um nível de coleguismo bem próximo a amizade, mas não chegam a ser maioria.
A programação daquele dia incluía, além dos comes e bebes (guaran…

A Ferrari é a F1 (de um torcedor da Williams)

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De tempo em tempos a Ferrari surge com a ameaça de deixar a F1.
Em geral faz pedidos que lhe contemple com alguma vantagem, seja pecuniária ou em relação a regulamento.
Quase sempre é atendida. Quando não as claras, com vistas grossas sobre algo não tão lícito.
Desta vez não é diferente...
Porém, é a primeira vez com a Liberty no comando e vai ser preciso jogo de cintura dos americanos para contornar a crise sem desagradar nem a Ferrari e nem os outros times.

Mas, caso não tenham o jogo de cintura, existe mesmo alguma chance da Ferrari deixar a F1?
Por que não?
Seus carros de linha são reconhecidos e respeitados, assim como seus protótipos de competição e ainda que tudo isto tenha sido conquistado nas pistas, hoje em dia a fábrica de Maranello já não precisa mais da F1 para se afirmar.
Para estes italianos a expressão “race on Sunday, sale on Monday” não faz mais tanto sentido.
Ainda assim a Ferrari pode se dar bem em qualquer que seja a categoria que ingresse ou se aplique. E vale le…

CRV na F1 #23: o rei japonês coroado por Fitipaldi

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Ontem, 12/12 foi aniversário de Emerson Fitipaldi.
Homenagens se prestaram e mais que justas, afinal, o homem enfiou o pé na porta do automobilismo internacional e colocou o Brasil (vá lá que seja, pode chamar de pacheco que desta vez eu não ligo...) no mapa deste esporte.
E por mais que já tivéssemos tido pilotos na F1 ou outras categorias, foi a partir do primeiro título de Emerson que se começou a prestar atenção nos pilotos daqui.
Emerson foi o primeiro brasileiro a vencer o campeonato mundial de F1 e o que veio depois é história e todo mundo sabe...
Emerson protagonizou histórias maravilhosas de coragem, arrojo, humanismo e outras coisas enquanto piloto.
Também teve peito e coragem para enfrentar a desconfiança e a inveja (sim, inveja) tão recorrente aos brasileiros para por nas pistas a primeira (e única) equipe de F1 cem por cento brasileira nas pistas: a Escuderia Fitipaldi, que também ficou conhecida como Coopersucar.

Mas uma história, muito singela por sinal, é das minhas pr…

F1 2018: 3 pontos

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Vettel disse que na F1 sempre existiram corridas chatas.
Ele descobriu a pólvora?
Obviamente que não... Aqui mesmo já se tratou disto e como dito: ninguém lembra do GP da Suécia de 78 com tanto entusiasmo..., mas bastou que o alemão 4 estrelas soltasse o verbo para ser qualificado como “chorão”.
Eis um problema de se superar certo piloto que não fez a curva neste país: qualquer coisa que se faça ou fale é vista de forma deturpada, esquisita.
Nesta parte, competente foi Hamilton que (verdadeiramente ou não, creio que sim...) reverencia a imagem do cara sempre que pode, assim, superou seus números e não atraiu a inveja (ódio) de parte da torcida ao redor do mundo e mais especificamente aqui.
Ao assunto da notinha: sim, Sempre houve corridas chatas.
Torcedores mais ainda.

A McLaren lançou um novo superesportivo e o batizou em homenagem à Senna.
O McLaren Senna vem equipado com um motor 4.0 V8 turbo que gera 790cv e 80mkgf.
Para ajudar no desempenho, só tem 1198 quilos.
Serão inicialmente…

F1 2018: o cíclico choro que impulsiona mudanças

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“-Se a política para os motores for mudada, podemos repensar nossa participação na F1”.
“-A relação financeira entre as equipes e a gestão precisa mudar, ou podemos sair.”
- “Chega-se a um ponto em que os investimentos têm que dar retorno, se eles não acontecem, é preciso repensá-los e até – por que não – abandoná-los.”.
“-Hegemonias e longos domínios deixam a categoria desinteressante, monótona. Isto afasta os torcedores e os investidores...”
“Não se percebe uma visão. Ninguém sabe em que direção se está indo. Tudo o que sabemos é que as receitas caíram, então é possível que tenhamos que sair...”

As frases acima não têm um único autor – embora tenham vindo do mesmo meio – e nem todas são de Sergio Marchionne, o atual todo poderoso da Ferrari.
Mas poderiam ser...
Não há dia que não se leia nos sites especializados que a Ferrari, enquanto equipe de F1 esteja ameaçando se retirar do campeonato mundial de F1 em 2020 ou 2021, quando se encerra sua parceria com a Sauber. Já houve boatos de…

F1 2018 - Alfa Romeo Sauber F1 Team: a equipe beta da Ferrari

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É oficial: a Sauber fecha parceria com a Ferrari e trás de volta uma das marcas tradicionais da F1, a Alfa Romeo.
Junto, oficializou Charles Leclerc e Marcus Ericsson como seus pilotos para a temporada de 2018.
Uma pergunta que pode ficar é: se agora é parceira da Ferrari, se vai ostentar em sua carenagem Alfa Romeo, porque é que tem que ficar com Ericsson no time?
Ficou bem claro nestes anos que ele só estava por lá por conta do aporte financeiro que trazia...
A resposta pode até ser bem mais simplória do que se imagina: dinheiro nunca é demais.
Principalmente na F1.

Mas há prós e contras no retorno da icônica marca.
O retorno de um nome tão tradicional, ainda mais agora neste momento de transição de gestão é um dos prós. Assim como também a estabilização da combalida situação financeira da Sauber, que querendo alguns ou não, é dos últimos times “garagistas” do circo e é das mais simpáticas.
Outro ponto positivo seria um acréscimo de beleza ao grid já que a Alfa ostenta cores muito b…

Perfeitos estranhos

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O ano era 1976 e da formação matadora apenas Jon Lord e Ian Paice ainda estavam lá, David Coverdale e Glen Hughes eram os cantores e baixista respectivamente.
No lugar de Richie Blackmore, o intratável e genial guitarrista estava  o ótimoTommy Bolin, que viria a falecer no mesmo ano em decorrência de uma overdose.
Com esta formação haviam lançado seu último disco - Come Taste the Band – em 1975 e resolveram se separar.
 Para todos os efeitos, a banda que lançara In Rock, Fireball e Machine Head não existia mais.
Mas a gravadora e alguns empresários ávidos por alguns trocos a mais não entenderam bem do que se tratava aquela pausa.
Engendraram então um plano diabólico para remontar um grupo em torno no mítico nome.
Juridicamente, para não dar problemas - já que o nome da banda era obviamente registrado – adicionariam “new”, assim como já haviam feito com o Steppenwolf.
Para dar alguma verdade à formação procuraram por algum integrante original.
Porém quase todos os integrantes que já ti…