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Mostrando postagens de Março, 2017

O rock no Brasil não acabou, você que é preguiçoso e acomodado

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Uma das falas mais irritantes sobre o rock no Brasil é de que não há nada novo que preste.
Alguns ficaram presos na geração dos anos 80 (Titãs, Paralamas, Legião, Engenheiros, Barão...) e dizem que apenas naquele período houve bons letristas. Balela.
Outros estão ainda na geração 90/2000, provavelmente a última que contou com apoio maciço de gravadoras e divulgação. Sem contar os produtos lapidados e bem-acabados saídos da linha de montagem de Rick Bonadio.
O fato é que – ao menos na grande mídia – a música rock foi minguando a ponto de quase desaparecer.
Nas listas de músicas mais tocadas de 2015/2016 não havia um só artista do gênero.
Por sorte, as mídias consultadas (rádio e televisão) hoje em dia tem tanta expressão e peso quanto as gravadoras.
Ao menos para a música rock.

Mas aqui não se trata de tentar entender o porquê de o rock ter sumido das paradas (exceto nas emissoras direcionadas ao estilo, o que não conta...), mas de mostrar que fora da casca fina que recobre o cenário m…

F1 2017 - Os que estão de volta

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Além da F1, obviamente, mais coisas voltaram este fim de semana na Austrália.
Uma delas foi a alegria e a simpatia de Vettel.
Quem não se lembra que em 2016 o rapaz, que enquanto ganhava suas corridas e enfileirava títulos mundiais era todo sorrisos e quando começou a tomar pau do companheiro de equipe (Ricciardo) e depois ser engolido (por Kimi em 2016) ficou num azedume de dar inveja em limão.
Reclamava de retardatários, de pilotos que mesmo disputando posição não lhe davam mole, das bandeiras azuis, das amarelas, das regras de track limit, da brita, dos pneus, das estratégias de equipe e até da agua gelada no padock...
Foi só voltar a ser competitivo e vencer uma corrida – com propriedade – sobre Lewis e sua Mercedes e pronto: nem reclamações pela dificuldade absurda de se ultrapassar uma fila de retardatários na parte final da corrida, quando defendia sua posição (ma non tropo) teve.
E ao sair do carro ainda cumprimentou efusivamente os mecânicos, o público e até os adversários.
V…

F1 2017: corrida - A F1 voltou, diferente, mas voltou

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A ansiedade para o início de uma temporada é sempre grande.
Tão grande que adoramos a pista do parque de Melbourne que nem é tudo isto.
Pista lisa demais, traçado único.... Não dá para ter muita ideia sobre o que o campeonato nos reserva.
Obviamente que seu vencedor pode - e vai -  vencer novamente durante o ano, mas se há um lugar onde uma zebra pode pintar, este lugar é a Austrália.
Dito isto, não esperemos ver todas as mudanças de regra, de construção de carro, a dança das cadeiras surtindo efeito.
Esperava-se carros até cinco segundos mais rápidos e esta velocidade não apareceu.
Sem problema: é só a abertura.
A única coisa que se é capaz de afirmar é que a Williams acertou em chamar de volta Felipe Massa para conduzir a evolução do carro. Lance, por melhor que possa ser, ainda é verde (cor dos dólares que trouxe).
O resto, só a sequência da competição vai mostrar.

Na classificação deu Hamilton, mas não com tanta folga e com um Vettel motivadão logo atrás.
Bottas terceiro e Kimi na…

F1 2017: A paixão que se renova

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A cada fim de temporada pensamos que já deu...  Equipes dominantes, pilotos que ganham sempre, algumas corridas maçantes... Mas é só se aproximar a primeira corrida do ano e a paixão se renova como fogo alimentado com gasolina.
F1 é pra quem ama, não pra quem quer emoção a qualquer custo.
Por isto escrevi este texto, por isto o republico: porque a paixão se renovou.
Vem temporada, estamos prontos.

Quando inventaram as corridas.

-Quando foi mesmo que inventaram as corridas de carro?

-Foi quando terminaram de construir o segundo carro.
Deve ter sido isto mesmo.
Assim que o segundo carro ficou pronto, que foi apertado seu ultimo parafuso alguém deve ter tido a brilhante idéia: “-Vamos ver qual dos dois anda mais rápido? ”.
E o cara que estava dando uma limpadela no primeiro carro construído pensou: “-Ora! Porque não? ”.
Alinharam as carroças sem cavalo, pediram para que alguém, muito provavelmente um garoto que frequentava a oficina, avisar quando eles poderiam começar.
O moleque então pe…

F1 2017: Enquanto isto em Pyongyang

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Neste domingo (19/03/2017) a Coreia do Norte fez mais um teste com motores de foguete de alta potência.
O líder daquele pais, Kin Jong-un diz que os testes são um avanço para o programa espacial coreano.
O resto do mundo (com exceção da Rússia) enxerga os testes como pressão e ostentação de equipamento para montagem de um arsenal atômico de longo alcance.
Pelas notícias – nada manipuladas... – vindas de Pyongyang, os testes foram um sucesso.
Enquanto comemorava junto com seu alto escalão, o baixinho invocado sente tocar no seu bolso seu telefone celular modelo sangsunga galaxie nota7 red edition, que é a versão coreana do norte para o explosivo modelo da gigante do país vizinho.

-Arô!
-Quien habla?
-Pala onde você ligou?
-Quiero hablar con el Kin Jong
-Da parte de quem?
-Un amigo….
-Que amigo?
-No importa, mas és lo seguinte: Yo sei una forma para que usted tenha um pouco mais de boa vontade da parte de la ONU e sus aliados.
-Non me intelessa...
-Escucha.... No custa nada.
-Ok, fala.

Um dia quente

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Desde que a companhia ferroviária resolveu trocar a estação da cidade de lugar (coisa de cem metros) – construindo uma novinha com modernas instalações - a vida na cidade tinha se tornado um inferno.
Não bastasse o transtorno, o pó da demolição do casario que estava no lugar da nova estação, ainda tinha o barulho da obra e claro, os peões.

Sentados à hora do almoço por todos os cantos da nova estação, faziam às vezes de olhos, ouvidos e boca da obra.
Nada acontecia pelas imediações sem que eles soubessem e pior: comentassem.
A menina que é gerente da loja tomando um esculacho do namorado foi hit entre eles semanas atrás.
Hoje ela passa pela obra e não ouve os tradicionais assobios, mas um insistente e jocoso “cocóricó”.

Ao ouvir o sapateiro da rua reclamando que odiava o próprio apelido (o nome do homem é Baltazar, mas pelas costas todos o chamam de “cobra” que na verdade é uma simplificação para “engole cobra”) fizeram um simpático sambinha que é cantado toda vez que o indigitado apo…

F1 2017: Enquanto a Austrália não vem

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A Force Índia mostrou a nova pintura do carro de acordo com a nova patrocinadora: uma empresa especializada em tratamento de água, a BWT.
O carro continua plasticamente feio com o degrau e o bico terminando de forma bastante esquisita, mas a nova pintura rosa do carro ajudou a dar a ele um charme novo.
Sim, o carro é rosa e ficou muito, mas muito interessante.
Piadas idiotas machistas, misóginas e homofóbicas são dispensáveis.
Esperando para ver o resultado à luz do sol nas corridas e – principalmente – nas corridas noturnas, onde as pinturas parecem ganhar outra vida.
Esta é a mudança de layout mais radical da equipe desde que foi criada e, com certeza, é a primeira vez que o carro é pintado com algum bom gosto.
Já dá até para torcer para o time continuar sua ascendente na tabela de classificação.
Não seria nem um pouco ruim ver no fim do ano que o time rosa conseguiu ficar entre os três primeiros colocados.
Doa a quem doer.

Dias atrás o novo manda chuva da F1, Ross Brawn, disse que …

F1 2017: Bye Barcelona, próxima parada, Austrália

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Com o fim dos testes livres e coletivos em Barcelona pudemos observar e constatar algumas pequenas coisas além da brutal diferença na plasticidade dos carros em relação aos anos anteriores.
Sim, os carros estão mais bonitos apesar das barbatanas.
E sim, também estão mais brutais.

A diferença na pegada é notória.
O vídeo comparativo entre a melhor volta dos treinos e a pole position de 2016 chega a assombrar: Kimi Raikkonen foi quase três segundos e meio mais rápido que Lewis Hamilton.

Mas o que mais assombra é que quando Lewis conseguiu aquela pole com aquela volta, já se havia passado quase um terço do campeonato e era a primeira prova da “fase europeia” do campeonato.
O que isto quer dizer? Que, além de já conhecer bem os limites – com defeitos e virtudes – de seu carro, Hamilton também tinha a disposição melhorias desenvolvidas com a observação do comportamento do carro nas etapas anteriores. Os upgrades.
Kimi, pelo contrário e como todos os outros pilotos, ainda busca o melhor des…

Um Who que não é nem sombra...

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Se há uma coisa que ninguém pode negar é que Keith Moon é um cara legal.
O baterista do The Who não só influenciou um zilhão de outros operadores de baqueta, amassadores de aro e espancadores de prato ao redor do mundo, como também deu nome ao Led Zeppelin. (-Vocês fazem um som pesado como chumbo, mas voa... Que tal se...).
Na folha corrida de seu folclore também consta banheiros de hotel explodidos (Não podia se hospedar no Sheraton, no Hollyday Inn, no Waldorf Astoria e em nenhum da cadeia Hilton de hotéis...), objetos incendiados atirados de janelas (moveis, TV´s etc) e até dirigir um Lincoln Continental para dentro de uma piscina em sua festa de vinte e um anos.

Keith até deu a chance a um fã de tocar no seu lugar com o The Who em um show nos EUA em 1974.
Depois de chapar o coco com muita vodka e – acredite ou não – tranquilizantes para cavalos, desabou sobre os tambores de sua bateria.
Ao notar que o baterista havia dado PT (perda total) Pete Towshend foi ao microfone e meio sem …

F1 2017 - Zorra Total

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Alonso deu a letra: “-Estamos prontos! ”
 E todos os fãs da McLaren se regozijaram.
Mas logo em seguida o asturiano mandou: “-Menos a Honda...”
“-Não esperaram eu molhar o bico! ” – Disse o piloto dando uma piscadinha para a câmera.

 Sério Marchionne, presidente da Ferrari e do grupo Fiat/Chrysler disse que está gostando muito do desempenho do carro deste ano e não poupou otimismo dizendo que espera vitórias para este ano.
Mais ainda: “-Eu quero uma Ferrari imbatível. ” – Disse.
No mesmo momento, na pista, Raikkonen batia o carro...
“-Comigo é assim, pedido imbecil é tolerância zero! ” -  Falou o finlandês cofiando os bigodes que não tem...

Jean Todt, o popular Topo Gigio saiu em defesa dos motores híbridos dizendo que a sociedade não tolera mais motores barulhentos.
Com isto, fica enterrada a esperança da volta aos motores V10 ou V12.
Não que eles façam falta no que tange a velocidade. Só ao barulho mesmo, que afinal, quem assiste corridas pela TV nem nota direito...
Ainda assim houv…

F1 2017: Haas, os americanos certos na F1

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Há alguns anos atrás, se fosse dito que uma equipe de F1 viria dos Estados Unidos muita gente riria.
Se fosse dito então que fariam um trabalho sério e que os resultados seriam vistos já em seu primeiro ano, as gargalhadas seriam inevitáveis.
Um tanto pelo desinteresse do torcedor de lá pela F1, outro tanto pelas passagens desastrosas de alguns pilotos de bom nome por lá (Michael Andretti) e algumas promessas que não deram em nada (Scott Speed, Alexander Rossi).
Somado a alguns fiascos como o GP dos EUA de 2005, lembrado como o GP de seis carros, ou a vitória de Rubens Barrichello em 2002 conseguida como forma de compensação após ter cedido (a contragosto) a vitória na corrida austríaca no mesmo ano para Michael Schumacher e vista pelos torcedores locais como uma “enorme marmelada”.
Passando ainda pelo episódio da equipe USF1, que fez barulho conseguindo uma das cobiçadas vagas para equipes novas no grid, mas nunca sequer construiu um carro, e pelo GP de New Jersey que nunca aconteceu…

F1 2017: Desconstruindo manchetes

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Lance Stroll havia dito que Felipe Massa seria seu mentor dentro da Williams.
Havia sido sensato... Massa é dos pilotos mais experientes do grid e isto não é coisa que se jogue fora, afinal, são onze vitórias e um vice-campeonato.
Mas depois da primeira semana de treinos livres em Barcelona, o menino mudou de ideia.
Não se sabe se pelo fato de Felipe ter andado muito bem enquanto pode (enquanto Stroll não destruiu o carro) ou se pelo fato do companheiro de equipe ser sempre o primeiro rival a ser batido, mas mudou.
A partir de agora, no fundo do box destinado a Lance Stroll em todos os autódromos por onde passarem vai estar lá uma bela e nítida foto de Pastor Maldonado...

A McLaren foi questionada sobre a permanência de Fernando Alonso para 2018.
A princípio parece um despropósito perguntar pela temporada seguinte quando a atual sequer começou para valer.... Mas entendemos.
A situação no time de Woking parece tão caótica que a fornecedora de motor já pediu desculpas...
Se Alonso conti…

Micro contos

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Entrou sorrateiramente.
Pé ante pé quase, quase imperceptível.
Parou.
E colocando as costas em uma coluna, com o revolver em punho encenou a mais clichê das posições dos filmes de mocinhos e bandidos.
Queria aproveitar um momento de descuido, mas não teve paciência.
Ao saltar no meio dos mal feitores não matou apenas o personagem, assassinou também a bilheteria.

O sinal ficou verde.
Pos o carro em movimento trocando marchas e acelerando.
Pensou que algo estava errado já que o carro não deslanchava.
Subiu o viaduto a pulso e quando atingiu a parte mais alta do elevado um caminhão emparelhou.
O moleque que ocupava o banco do passageiro, provavelmente o ajudante colocou a cabeça pela janela e gritou: “-Solta o freio de mão, seu burro!”.
E olha que pela cara do moleque nem idade para dirigir tinha.

Ela: Viveu até os oitenta anos com saúde invejável. Comia alga.
Ele: Morreu aos trinta e cinco. Comia Olga
É que ela, que se chamava Helga descobriu.
E Olga? Nunca mais foi vista.

No ultra-som era…

F1 2017: Os primeiros treinos livres

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E depois das apresentações dos carros todos, os treinos livres em Barcelona.
A pista é chata, mas ajuda a entender o comportamento dos carros já que tem de tudo: curva de alta, curva de baixa, grampo, reta, freadas fortes, subidas e descidas.
Mas o que podemos perceber destes treinos?
Dá para confiar nos tempos?

No primeiro dia os carros vão à pista com tinta, cola, geleia ou algo assim... Sensores esquisitos que parecem grelhas de churrasqueira e outras coisas.

Querem saber os resultados aerodinâmicos antes de saber da velocidade.
E antes disso, querem saber se o carro anda! Se ao bater na ignição o motor vai responder e empurrar o trambolho.

Depois testam confiabilidade.
Os carros andam por longos períodos de tempo simulando uma corrida.
Ai a Mercedes parece ter dado outro show.

Andou o equivalente a três ou quatro grandes prêmios e só apresentou um problema.
A Ferrari idem.
A McLaren apresentou um único problema: o carro.
O resto aparentemente estava dentro do esperado...

Aí começa…