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Mostrando postagens de Agosto, 2018

O melhor GP da Itália de todos os tempos

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Este é um texto antigo escrito para a espera de uma corrida em Monza.
Foi muito divertido escrevê-lo e, ainda que as referências soem datadas por conta do tempo, creio que ainda são reconhecíveis.

Muito se fala do fantástico GP da Itália de 1969, vencido por Jackie Stewart ou da corrida de 1971 em que a diferença de tempo entre o primeiro colocado Peter Gethin e o segundo Ronnie Peterson foi apontada como a menor da história da categoria: apenas um centésimo.
E mais: os cinco primeiros colocados terminaram a prova dentro do mesmo segundo.
Ambas foram disputadas em Monza, e só isto já é um handicap considerável, porém um dos mais emocionantes de todos os tempos não foi corrido no solo sagrado.
Nem em Brescia (1921) ou Livorno (1937), nem em Milão (1947) ou Parco Valentino (1948), muito menos em Imola (1980) que pela ordem foram os circuitos que também já foram palco da corrida italiana.
Mas sim em Roma (ano 1 DC) e teve lugar no Coliseum.

Alinharam para a largada as melhores bigas - com…

F1 2018: A sincronia dos movimentos

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O fã da F1 estava cheio de esperanças de que o retorno das corridas em Spa-Francorchamps fosse um espetáculo majestoso, mas com algumas exceções, acidente incluso, foi morna.
Mas nem por isto o fã deixou de ver lances surpreendentes neste retorno.
E não estou falando de Alonso indo embora ou da ida de Daniel Ricciardo para a Renault.
Até mesmo porque era notícia “velha” e Alonso já não tem o mesmo apelo para os chefes de equipe da categoria.
Pode-se dizer mesmo que ele é um indesejável tanto pelo custo financeiro de tê-lo no time, quanto pelo custo operacional.
Com um carro à altura rende frutos, sem, no máximo, rende exposição. E nem sempre positiva.
Com a ida de Ricciardo a mesma coisa sobre ser novidade e, assim como ele disse - só para mudar de ares - soa honesta e em bora hora.
É uma aposta e como tal, é necessário aguardar os resultados que podem ou não serem satisfatórios.

A bomba é – sem dúvida – o salvamento da Force Índia pelo grupo liderado por Lawrence Stroll, pai do pilot…

F1 2018 - Bélgica: O paraíso de asfalto

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As férias da F1 servem para muito mais que o descanso dos pilotos, mecânicos e afins...
Serve para fomentar a saudade das corridas.
Não interessa se há outras categorias correndo no período.
Quando você quer sorvete e o pote no freezer tem feijão, você não dá uma chance.
Mas o bom é que quando as férias acabam o que se tem para celebrar a volta é nada mais, nada menos que Spa-Francorchamps.
Templo da velocidade com subidas, descidas, curvas de alta, de altíssima, de média, de baixa, de baixíssima... Uma pista completa para pilotos de verdade.
Como cereja deste sundae delicioso, a instabilidade das condições climáticas.
Trocando em miúdos: é impossível não amar Spa-Francorchamps.

A largada é sempre tensa e ter Lewis com o melhor tempo, mas não com o melhor carro enche a gente de esperança.
Alguns bons pilotos com bons carros no meio do grid ajudavam e muito.
E quando as luzes se apagaram, logo antes do grupo todo conseguir vencer a La Source, Hulkemberg não brecou, acertou a traseira d…

De volta à programação normal com a melhor pista do mundo

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Quem não tem uma pista predileta?
Todos nós temos, seja em que categoria for todos temos.
A minha é Monza.
Foi lá que assisti – pela TV, claro – o meu primeiro grande prêmio. E que maravilha! Piquet ganhou a corrida e de quebra levou o bi campeonato mundial.
Mesmo sem ter muita noção do que acontecia, vibrava com a Brabhan contornando a Di Lesmo, vencendo a Parabólica, as Variantes altas e baixas...
Monza é velocidade em estado bruto.
E brutal, como algumas dezenas de mortes por lá podem atestar.

Mas, quem em sã consciência poderia desprezar uma pista como Spa Francorchamps? Eu não sou louco a este ponto e acredito que ninguém seja.
Quem gosta de automobilismo, gosta de Spa. Não há como dissociar.
A pista é um espetáculo, sempre foi. E mesmo agora em que com o passar dos anos, por necessidades nem sempre inerentes ao automobilismo ou a competição a pista foi sendo –pontualmente – modificada, nem assim conseguiram tirar a majestade desta seqüência de subidas, decidas, curvas para os do…

Maior que seus números ou menor que sua fama?

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Qual a real dimensão de Fernando Alonso?
Seria ele maior que seus números?
Ou seria menor que sua fama?
Que lugar ocuparia o piloto espanhol na história da F1?
Teria lugar no panteão dos imortais ou só verbete entre os maiores da F1 moderna, pós Senna?
Como medir? Os números frios podem não ser justos.

Alonso foi a opção e antítese à Michael Schumacher e foi o primeiro piloto no século XXI a derrotá-lo.
E derrotar de maneira tão dura que fez com que o alemão sete estrelas começasse a pensar em colocar e por fim, encerrar sua carreira.
Por si só, isto já bastaria para colocar Alonso no panteão dos grandes campeões de todos os tempos.
Circunstâncias para seus títulos?
A favor: A Renault era uma equipe média da F.
Ele próprio era extremamente jovem e ambicioso.
Contra: Sua equipe vinha dos espólios da Benneton que dera a Schumacher seus dois primeiros títulos, que muitos contestam dizendo que eram carros com alguma coisa sempre fora do regulamento.
Seu principal adversário não tinha mais…

Bye bye Alonso, Alonso bye bye

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E se vai Alonso...
A última vitória de Fernando Alonso na F1, que é a categoria da qual se despedirá no fim do ano, foi no já distante ano de 2013.
Seu último pódio é até mais recente, mas também já faz quatro anos.
E o último título então? 2006.
Fernando Alonso é, de longe, o piloto que mais tempo ficou na F1 após ganhar seu último título e sua trajetória pós título não foi das mais vencedoras, embora tenha tido momentos brilhantes.
Após levantar o caneco em 2006, trocou de equipe indo da Renault para a McLaren, então poderosa e sempre disputando títulos.
Em Woking foi apenas uma temporada com quatro vitórias e mais oito pódios.
Uma guerra fratricida com um rookie chamado Lewis Hamilton, preferido pelos chefes, o empurrou de volta para a Renault.
Não bastasse, ainda houve o famigerado caso de espionagem envolvendo e-mails trocados entre Mike Coughlan e Nigel Stepney conhecido como spygate

De volta a equipe onde ganhara os títulos, a realidade era muito outra.
Com o time em franca dec…

F1 2018: as peças se movem no tabuleiro extra pista

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As férias de verão da F1, geralmente de um mês entre o GP da Hungria e o da Bélgica costumam ser um tempo em que se começam a correr boatos sobre transferências de pilotos, troca de motores e coisas do gênero.
Nem sempre o que se vende nesta silly season é recebido após a compra. Ou seja, muita gente acha que é o que vai acontecer e no fim dá com as barrigas n´água tal qual Américo Vespúcio furado.
Este ano, por algumas declarações, esperava-se algo envolvendo Alonso, McLaren e afins, antes da segunda semana de bye começar caiu a bomba e, por incrível que pareça, não era nem boato.
Apesar de ter dito que haviam pequenos detalhes em aberto, mas que uma renovação com a Red Bull já estava encaminhada, Daniel Ricciardo anunciou ao mundo, sem pompa nenhuma que ao final do ano corrente (2018) deixaria a equipe.
Não deu sequer tempo de abrir especulações ou do Américo mostrar uma foto de um fax de um contrato assinado do australiano com a Ferrari e outra bomba: a Renault anunciava algumas ho…