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Mostrando postagens de Junho, 2019

Maglore ao vivo: o rock brasileiro está vivo e passa bem; Só não mora mais no mesmo lugar

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Comemorando os dez anos de banda, a Maglore gravou e lançou seu disco/dvd celebração ao vivo.
São vinte e quatro faixas registradas em janeiro deste ano no Cine Joia, em São Paulo onde a banda passeia por toda sua discografia e ainda manda uma quase inédita (“Não Existe Saudade no Cosmo”, já gravada por Erasmo Carlos) na companhia de seu convidado Hélio Flanders, do Vanguart, que toca violão, teclado e divide alguns vocais com Teago Oliveira durante o disco.
A banda também conta com o auxílio bem luxuoso de um naipe de metais muito bem encaixado, fazendo parecer que já estavam inseridos nos arranjos originais.

Durante todo o show a banda mostra porque é considerada MPB demais para uma banda de rock e rock demais para um grupo de MPB.
Felipe Dieder não tem dó nenhuma das peles de seu kit e junto com o baixista Lucas Gonçalves dão a base para que as guitarras de Teago e Lelo Brandão brinquem com timbres, texturas em acordes e solos hora pesados, hora dançantes.
As canções do disco mais …

Ocean Rain, 35 anos da obra prima do Echo & The Bunnymen

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Em minha modesta opinião, um disco tem que ganhar você na primeira audição.
Sim, você precisa ouvir um álbum mais vezes para entender as nuances, as texturas que fazem dele uma obra diferenciada, mas, se na primeira audição você não ficar com vontade de colocar para tocar novamente ao menos uma das faixas, é o fim da linha. O disco já te perdeu.
Um que me ganhou na primeira audição e ainda detonou um caso de amor à primeira vista (ou audição, contextualizando melhor) foi Ocean Rain, álbum de 1984 do Echo & the Bunnymen.

Só tomei conhecimento da banda em 1988.
Até então, meu gosto sonoro recém adquirido era formado apenas por Queen, Beatles e o nascente BRock capitaneado - para mim - pela Legião Urbana.
Alguns indícios de que me apaixonaria por música pesada também rondavam meu toca discos com Somewhere in Time do Iron Maiden e isso era tudo.
Mas aquele disco de capa melancólica em tons azulados mostrando a banda em um barquinho solitário dentro de uma caverna me chamou a atenção. …