Maglore ao vivo: o rock brasileiro está vivo e passa bem; Só não mora mais no mesmo lugar

Comemorando os dez anos de banda, a Maglore gravou e lançou seu disco/dvd celebração ao vivo.
São vinte e quatro faixas registradas em janeiro deste ano no Cine Joia, em São Paulo onde a banda passeia por toda sua discografia e ainda manda uma quase inédita (“Não Existe Saudade no Cosmo”, já gravada por Erasmo Carlos) na companhia de seu convidado Hélio Flanders, do Vanguart, que toca violão, teclado e divide alguns vocais com Teago Oliveira durante o disco.
A banda também conta com o auxílio bem luxuoso de um naipe de metais muito bem encaixado, fazendo parecer que já estavam inseridos nos arranjos originais.

Durante todo o show a banda mostra porque é considerada MPB demais para uma banda de rock e rock demais para um grupo de MPB.
Felipe Dieder não tem dó nenhuma das peles de seu kit e junto com o baixista Lucas Gonçalves dão a base para que as guitarras de Teago e Lelo Brandão brinquem com timbres, texturas em acordes e solos hora pesados, hora dançantes.
As canções do disco mais baiano da banda, Vamos Pra Rua, de 2013 são as mais contagiantes, o que não desabona em nada o restante. Pelo contrário: as canções de seu último disco, o político Todas as Bandeiras (2017) soam ainda mais indignadas ao vivo, o que serve para desmentir quem diz que a banda só tem canção de amor.
Mas vá com calma, não espere nada hard rock demais ou algo semelhante ao BRock brasileiro dos anos 80/90

Os bons destaques ficam por conta da versão de “Motor” – um tantinho só – mais honesta que a ótima interpretação que Gal Gosta vem dando à canção em seus shows e que é mencionada por Teago com (e não poderia deixar de ser) muito orgulho. Nem comentando a versão da Pitti...
A versão mais eletrificada de “Vampiro da Rua XV”, e a balada beatle “Calma”, que consegue juntar nos seus versos “let it be” e “let it bleed” também fazem bonito.
Já “Avenida Sete”, “Jogue Tudo Fora” e “Se Você Fosse Minha”, que tem trechos de “Lenda do Abaeté” de Dorival Caymmi no final, botam a plateia pra dançar.
“Mantra” fecha a festa com direito a apresentação dos integrantes e coro da plateia.
O ponto negativo fica por conta da mixagem que deixou a banda bem na frente do disco, mas apagou um pouco a participação do público que acreditem, eu vi, canta todas as letras a plenos pulmões do inicio ao fim do show.
O disco foi produzido pela própria banda e o dvd foi dirigido por Rodrigo Nascimento e já está disponível nas plataformas de streaming e no youtube.
O rock brasileiro está vivo e passa bem.
Só não mora mais no centro da cidade.

Comentários

Anônimo disse…
Senhor Groo !

. Andei meio sumido devido a marmelada do GP da Áustria. Muita manipulação me enjoa. Um pouquinho é até palatável. Me engana daí que eu finjo estar sendo enganado daqui. É. F1 anda cansando.

. Que grupo é este ? Maglore... Os caras não sabem o significado do nome da banda. Eu, hein ? Quase morreram num avião... Bom, isto aí eu acho que foi mais cagaço do que iriam pras cucuias mesmo. Todos que já voaram, ou voam, passam por uma experiência desta. Eu mesmo, sentadinho, no conforto de uma poltrona ultra apertada, avião acelerando, de repente, mais que de repente, desaceleração braba !
E um moleque chato nos ouvidos: 'Vamu morrêê ! Vamu morrêê'!
Achava o sacaninha que estávamos numa montanha russa...
. Taí a dica. “Não Existe Saudade no Cosmo”. Cosmos é comigo mermo, mermão. Carl Sagan na veia ! Adoro ficar olhando as estrelas. Agora, então, no inverno, maravilha. Vi Vega, ontem. Canopus é genial. Betelgeuse, dizem, a próxima supernova. E nada se perde no Cosmos. É interessante e reconfortante. Vejo você em Andrômeda, daqui a 1 milhão de anos !
Cê vai lembrar de mim.
Primeira estrofe é meio pornográfica mas gostei.
Sei não. Canções de amor são mui complicadas. O cara precisa ser bão mesmo ou então se perde. Se perde.
Vamos para o 'Vampiro da Rua XV'. Negócio começou bem. Ou mal.
Peraí, Itajaí... Por onde anda Marcelonso ?...
Mas peraí. Vampiro à luz do dia ? Não basta aquela enrolação do Crepúsculo ? Sou do tempo de Nosferatu... HA !
Peraí(3). Poxa. Caramba. O Vampiro, tá, não existe, nós sabemos mas se for à Romênia não esqueça dos colares de alho. Ajuda. Na porta e na janela do quarto. Ah, durma com um no pescoço. Volte antes da meia noite. Bom, eu não pretendo conhecer a Romênia mesmo mas... sei lá, uma vampira gostosona pode aparecer, né ? Estes caras não sabem que o Vampiro é o bicho mais sedutor que existe ? É um psicopata. Pronto, falei. Uma das cenas mais incríveis de um filme porcalhão que vi sobre Vampiro. Com o Leônidas dos 300. Gerard Butler. Drácula 2000. A cena. Uma publicidade duca, da extinta loja da Virgin, eis que nosso herói vilão sanguinolento desce pela escada rolante e todas as mulheres da loja olham para ele ! Todas ! Se tô lembrado tinha até uma gordinha. Uma cena onde o diretor daquela porcaria teve o seu dia de Alfred Hitchcock ! Stanley Kubrick... Muié de vampiro num larga dele não e se largar vira pó mas nunca vi isto acontecer porque elas são utilizadas por ele e gostam que se enroscam. Vampiro é meio cafetão. E elas ainda aguentam o monte de amantes que ele tem e ainda tem que escutar 'Miiiiiinaaaaaaaa !' de quando em vez de madrugada no castelo ! O cara conseguiu entender quem era o Vampiro e, em dez segundos, ou menos, sintetizou tudo numa cena. Genial !
Mas tomara durem mais 10 anos. São batalhadores. O Maglore.
OBS: Por favor, em tempos de empoderadas, não critiquem o M.C. Só não cruzem com um vampiro porque aí o empoderamento de ocês irão pro pé. Esquerdo. HA!
OBS 2: Ainda farão um vampiro Pablo Evittar. Cruzes...


M.C.