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Mostrando postagens de Outubro, 2019

Colorado: Neil sempre Young (desculpa ai...)

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N eil não se juntava com a Crazy Horse desde 2012 quando lançou Psychedelic Pill (Reprise Records) e já estávamos com saudades... Muitas saudades. Alguns dos melhores trabalhos de Young são com a banda que tem um som áspero, meio sujo, pesado, mas que pode soar delicado ainda assim. Este Colorado (2019, Reprise Records) é o seu trigésimo nono (!) disco de estúdio e, mesmo que Neil nunca tenha soado envelhecido ou cansado, traz o cantor e compositor revigorado e focado na barulheira. Explico: boa parte do disco que é produzido pelo próprio Neil e por John Harlon tem arranjos pesados e esporrentos com guitarras gritando no primeiro plano e fazendo tanto Neil quanto Nils Lofgreen brilharem nos instrumentos. O baixo de Billy Talbot e bateria Ralph Molina completam as canções de forma não menos brilhante. A canção “She Showed Me Love”, que remete jams matadoras de “Down By The River” ou “Cowgirl In The Sand”, ambas de Everybody Knows This Is Nowhere (1969, Reprise Records) é a pr

For the Dead Travel Fast, a nova pancada do Kadavar

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U ma das bandas mais interessantes da cena pesada atual, os alemães do Kadavar acabam de lançar seu mais novo álbum: For the Dead Travel Fast (Nuclear Blast). É o quinto disco de estúdio da banda que volta mais hard (doom metal, dizem os fãs) com uma rifferama infernal, mas com o nariz apontado para o pop. Pop? Sim... Na mesma pegada em que o Ghost aponta seu futuro. Basta ouvir a grudenta “Children of the Night” para constatar. E isso não é ruim. Os barbudos não lançavam nada novo desde Rough Times (2017. Nuclear Blast) em que, pessoalmente, senti que uma produção um tanto modernosa demais, o que deixou o disco um pouco abaixo dos anteriores. Não que o disco fosse ruim, mas não ombreava com os dois primeiros, Kadavar e Abra Kadavar, 2012 e 2013 respectivamente e ambos pela Nuclear Blast, que sempre que ouço abro um sorriso de orelha a orelha e, mesmo com a idade, ainda dou umas bangeadas. Em For the Dead Travel Fast o grupo liderado por Christoph “Lupus” Lindemann (guitarra

O Amor no Caos, volume 2: um disco bonito para tempos feios

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  A estratégia de lançamento não é novidade para Zeca Baleiro já que o disco O Coração do Homem Bomba (2008 / MZA) já havia sido lançado em duas partes com diferença de meses uma da outra. A primeira parte, segundo o próprio Zeca era “a festa”, enquanto o volume dois trazia canções mais introspectivas. Agora, em 2019, repetiu o feito com O Amor No Caos (Saravá Discos) lançando a primeira parte em 3 de Maio e a segunda parte agora em 11 de Outubro. Se não dá para afirmar que o primeiro e ótimo volume tem a “festa”, por não haver canções dançantes e mesmo temas mais leves soarem um tanto angustiantes (grande destaque ficava por conta da preocupada e preocupante “O Linchador”.) é perfeitamente aceitável e até natural dizer que este segundo volume traz o lado introspectivo, romântico e poético do Baleiro de 2019. O Amor No Caos, volume 2 soa delicado e contemplativo. Zeca, acompanhado de seus instrumentistas favoritos de sempre (Tuco Marcondes, guitarras; Fernando Nunes, baixo; Kuki