7 de ago de 2014

Na aberta ou na paga, vai mudar muito pouco, infelizmente...

Ouvi e li algumas coisas a respeito da noticia (barrigada?) veiculada pelo site Quatro Rodas de que a emissora oficial da F1 no Brasil estaria deixando a categoria fora de sua grade já no ano que vem e repassando as corridas para seu canal pago.
Méritos e deméritos à parte, uma teoria me chamou a atenção.
A de que teria sido uma noticia plantada pela própria emissora para verificar como reagiriam as pessoas que assistem a F1.
Se não é real, e ninguém aqui está dizendo que é, é ao menos criativa e crível.
Balão de ensaio, pesquisa de mercado... Sei lá como se pode chamar, mas: por que não?

Porque não, oras!
A emissora carioca não é do tipo que faz populismo na grade.
Por populismo, entenda-se por só o que dá ibope.
Fosse assim, como disse Vitor Martins, BBB já teria pulado fora na edição do ano passado e, com os números aferidos este ano, não voltaria nunca mais.
E o que dizer do programa da esposa do Bonner?
Piada no meio televisivo, dizem até que já matou gente de tédio na plateia.
Se fosse para pautar grade apenas pela audiência, as tardes globais já teriam algum clone do Datena, do Resende ou qualquer carniceiro destes... Mas não, mantém lá reprises de novelas e filmes repetidos ad infinitum. (Lagoa Azul manda lembranças)
O que manda no canal plim plim não é, definitivamente, o quanto de gente assistindo tem, mas o quanto de dinheiro os anunciantes colocam.
E a F1 coloca muito.
Parece ser a terceira maior receita da emissora. Não me pergunte as outras que não sei e não me interessam também.
E até onde se divulgou, não houve intenção de nenhum dos anunciantes em retirar sua cota ou sequer diminuí-la.
Logo: as corridas ficam.
Ao menos até 2020, quando acaba o atual contrato, penso eu.
Depois é outro assunto, outra conversa e novas cifras. Ai então...

Por outro lado, houve quem comemorasse a ida para o canal pago pensando que por lá as corridas teriam um tratamento melhor, com melhores profissionais envolvidos na transmissão.
Bem... Se estiverem esperando algo do nível Sky Sports F1, sugiro que tirem os monopostos da chuva.
Se a categoria passar mesmo para o canal pago, com ela vão migrar, Beckers, Barrichellos, Burtis, Courreges e afins.
Mas com muita sorte, talvez o Reginaldo Leme também vá...
E se é para ter mais do mesmo, só que pagando os tubos, melhor deixar na aberta mesmo.
De graça, até Galvão na orelha.

2 comentários:

Vander Romanini disse...

Bela abordagem dos fatos!!
Me parece que ela fez o mesmo com o Futebol.
Ameaçou os Clubes para darem audiência ou ia pro Cabo!
Eis que o Presidente do Tricolô paulista mostrou números que apontam a TV aberta representa apenas 12% do faturamento das cotas de TV.
E a Plim Plim recuou sua ameaça.

Marcelonso disse...

Groo,


Ainda que não seja no próximo ano, mais cedo ou mais tarde a F-1 migrará para o canal pago, não há como fugir desse caminho.

A TV por assinatura tem suas vantagens, como reapresentações em horários alternativos por exemplo,bons programas esportivos, maior leque de opções,
e sinceramente não é tão cara assim.

abs