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F1 2018 - Japão: monotonia prevista e comprovada

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Depois da vexaminosa corrida na Rússia, a próxima parada era a pista tradicional – e espetacular – de Suzuka.

As corridas por lá, já tem algum tempo, tem sido monótonas e, penso eu, que seja pelo motivo apontado pelo amigo Márcio Kohara: Suzuka tem uma pista seletiva e desafiadora para voltas rápidas, mas para disputas, não favorece muito por conta da carga aerodinâmica usada para equilibrar de forma igualitária em seus diversos trechos.
E este ano não parecia ter motivos para achar que seria diferente.
A – oitava – pole de Lewis Hamilton (e ainda há quem diga que ele não tem o melhor carro, mas está em um “momento iluminado de pilotagem” corroborava totalmente.
Para ajudar, o escudeiro na segunda posição e os carros que estão mais próximos, mas ainda assim a quilômetros de distância largavam em quarto e nono depois de uma senhora burrada na qualificação.

A largada limpa foi seguida por um volta sem surpresas até que Kevin Magnussen, sabe-se lá porque, resolve aplicar um breake test n…

F1 2018 - Crônica do GP: Entendedores entenderão

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Pinçando apenas três dos mais lembrados caso de interferência em resultados, houve muitos outros, podemos ter uma pálida ideia do quanto é importante para o esporte (F1) ter mais corridas em palcos tradicionais e com torcedores de verdade nos autódromos.

Cenário: GP da Áustria de 2002.
Personagens: Michael Schumacher e Rubens Barrichello e Ferrari.
Enredo: Rubens vai à frente dominando a corrida como já havia dominado os treinos e Michael vem logo atrás.
Plot Twist: a direção da Ferrari, nas pessoas de Ross Brawn e Jean Todt acessam o rádio do carro de Rubens e mandam que a posição se inverta pelo bem do campeonato.
Rubens, na última volta, quase na linha de chegada dá a posição.
Resultado: uma sonora vaia.

Cenário: GP da Alemanha 2010.
Personagens: Fernando Alonso, Felipe Massa e Ferrari.
Enredo: Massa vai à frente de Alonso em busca do que poderia ser sua primeira vitória após o acidente com a mola.
Plot Twist: a equipe, desta vez na voz de seu próprio engenheiro, Rob Smedley, entra…

F1 2018 - Russia: armação contra o sono - ou - Bottas é segundovisky

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Sochi e aquela pista que não tem por que caralhos estar no calendário.
O público não vai, os espectadores não gostam, não acrescenta nada e sempre, sempre resulta em uma corrida chata, sonolenta.

Outro detalhe? Desde sua primeira edição, nunca um piloto que não corresse pela Mercedes subiu ao lugar mais alto do pódio.
Lewis venceu duas, Nico Rosberg uma e Valteri Bottas na última.
A pista é um treco asséptico com um asfalto tão liso que, por exemplo, Lewis fez oito voltas com o pneu mais macio de todos antes de cravar a volta mais rápida em um dos Q´s da qualificação.
Com isto em mente, a pole de Bottas com Lewis na segunda posição para largada já é meio caminho andado para a sonolência e previsibilidade.
Ah, mas as Ferrari estão na segunda fila.
Hum... Quer dizer que nas pistas em que a Ferrari tinha total privilégio deu Mercedes e nesta que a Mercedes é total dominante a Ferrari pode surpreender? Está certo...

E nada aconteceu.
Largada limpa com Vettel pressionando ma non tropo e lo…

Momento do Lewis? Pode por na conta da Mercedes

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Que Lewis Hamilton está em um momento especial da temporada é inegável, mas é tudo por conta do braço?
Também é inegável seu talento, mas é só isto que o faz ganhar da Ferrari neste momento?
Vejamos.
Em três pistas que – teoricamente – eram favoráveis aos carros vermelhos, Lewis conseguiu ótimos resultados em todas.
Então, logo, não é só o braço e nem só sorte: a Mercedes, como nos últimos anos todos, tem (novamente) o melhor carro.
Ah, mas o Bottas...
Esqueçam o finlandês. Não tem estofo de vencedor e não serve para comparação com nada.
Nem com Raikkonen, que já havia ligado o “foda-se” faz tempo e depois de ser preterido por Leclerc, colocou o “foda-se” o automático.

Lewis tem sido citado na imprensa como o melhor piloto em atividade.
No momento é. Obvio.
Não erra, não parece estar sujeito a jogo psicológico e consegue os resultados que – segundo a própria imprensa – não deveria estar conseguindo.
Do outro lado, Vettel tem errado e parece perdido.

Não seria isto consequência de ter …

F1 2018 - Singapura: Não enganem mais o Vettel

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Singapura é daquelas corridas que parecem ser apenas mais um jogo do meio da temporada, mas não é.
Não sei se por ser a noite, se pelas condições climáticas de calor infernal e humidade exagerada que põe a prova o preparo físico dos pilotos.
Singapura, assim como era a Malásia, não é para motoristas, mas para atletas.
E de lá vieram lances como o crash do Nelsinho, o pega desastroso das Ferrari na largada do ano passado, entre outros.
É uma corrida que sempre vale a pena acompanhar com atenção.

Para esta edição vem na pole um Lewis Hamilton completamente incensado.
A melhor volta de todos os tempos no circuito lhe garantiu o lugar de honra e uma exposição que ele quase não gosta.
Na entrevista, disse que foi “mágico”, “único” ... Só faltou dizer que viu deus em alguma das curvas.
Atrás dele, um intruso Max Verstappen e um mordido Sebastian Vettel.
Prometia.

Um aparte sobre as performances sensacionais de Lewis e sua Mercedes em pistas que “teoricamente” seriam perfeitas para a Ferrari…

E aos poucos as cadeiras vão sendo ocupadas

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Leclerc então segue para a Ferrari.
Caminho natural de um piloto que chamou a atenção do programa de desenvolvimento de jovens talentos da scuderia. Coisa rara.
Dos últimos pilotos da Ferrari, nenhum foi moldado na sua própria fábrica.
Dos importantes: Schumacher, Kimi, Alonso, Vettel e Barrichello (sim, Rubens é importante), todos vieram para a scuderia já experientes com passagens por outros times grandes.
Leclerc, na F1, apenas um ano e pela (hoje) nanica Sauber.
Pior? Vai ter que ser escudeiro de um certo Sebastian Vettel que anda, além de tudo, reclamão.
Ou sua carreira (de Leclerc) decola e ele faz um cosplay de Lewis Hamilton na McLaren contra Alonso ou está arriscado a ser outro piloto talentoso, mas secundário como – infelizmente – Felipe Massa acabou sendo.

Do outro lado desta moeda, Kimi Raikkonen vai ocupar assento na Sauber.
Não importa por quais caminhos tortos e vias contratuais ele acabou indo parar lá, a verdade é que já não estava no nível de pilotagem exigido por um…

F1 2018 - Itália: Monza, isto basta

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A corrida é em Monza, não é preciso mais que esta informação para dizer o quanto é especial e maravilhoso o espetáculo.
Não importa do desenrolar: é Monza e basta.

A pole de Kimi com a volta mais rápida do circuito em todos os tempos já soava como uma despedida e a confirmação poucas horas antes da largada abriu diversas questões como: vai se aposentar? Vai ajudar Vettel até o fim do ano ou vai ligar o foda-se? Leclerc vai ser fiel escudeiro?
Mas isto é para depois.
No momento, o importante era a largada com Vettel em segundo e Lewis em terceiro e uma chicane apertada no fim da reta.
Apesar de limpa, a largada teve desdobramentos dramáticos... Kimi segurou Vettel como pode e de forma decidida.
Lewis jogou duro com o alemão e, não só ganhou a posição como – em um toque Mandrake – quebrou a asa do alemão e o jogou para a última posição.
Sendo Monza, ultrapassar tendo o melhor carro do grid não seria nada difícil.
Estava armada a cena para uma corrida espetacular.

Bandeira amarela até a …