27 de fev de 2017

Lançamentos 2017: The good, the pretty and the bad, as três últimas

Em sua segunda temporada na F1 a Haas vem com um carro tão agressivo quanto sua estreia na categoria.
A melhor surpresa desde a Brawn GP (guardando as devidas proporções) o time norte-americano quer continuar fora do fim do grid e se possível marcando pontos importantes.
Foi a primeira equipe a dizer publicamente que estava deixando o desenvolvimento do carro de 2016 para focar no projeto desta temporada.

O esquema de distribuição de cores é o mesmo, com o vermelho e preto no bico e o cinza substituindo o branco.
Apesar do cinza, o carro ainda assim é muito bonito.
A tendência do bico piroquinha está presente, assim como a tampa de motor com barbatana.
O motor ainda é o Ferrari, o que pode ser problema.
Um dos pontos fortes do time é sua dupla de pilotos: Romain Grosjean, medicado e controlado é um grande piloto e Kevin Magnussen, outra das boas promessas.
Particularmente, o time seguirá no meio do pelotão, mas a torcida é para que evolua rápido.

A Toro Rosso também está de pintura nova no novo carro.
A nova identidade visual do lado B da Red Bull vem para tentar dissociar o time da irmã rica, mas não da marca de enlatadores de açúcar.
E acertaram na mão.
O carro ficou lindo com um bico tradicional (sem a escrotice da piroquinha) longo e delgado.
A barbatana também está neste carro, mas é discreto e ainda ajuda na composição da pintura do boi, que agora é branco.
Na verdade, a pintura faz alusão à latinha de outro produto da empresa: a red bull cola.

Se for tão bom quanto é bonito, o carro vai ser a melhor coisa do ano, mas se for tão ruim quanto o energético sabor cola da marca.... Vão ter muitos problemas.
O motor é o Renault, que infelizmente já deu xabú na sessão de filmagens, o que não é um bom sinal.
A dupla de pilotos conta com o russo fio virado Danil Kvyat, que vai tentar não ser demitido neste ano e Carlos Sainz Jr., que corre mais com o nome do pai do que com o talento propriamente dito.
Não tem particularmente neste time... Só espero que seja realmente competitivo.

E para fechar a temporada de lançamentos vem a Red Bull.
E os carros que venciam tudo antes da Mercedes não decepcionaram!
Como fez a McLaren durante anos e anos, mudaram um ou outro detalhe na pintura, desta vez um azul um pouco mais claro, mas ainda fosco.
A percepção fica prejudicada nas fotos, já que a equipe fez uma apresentação um tanto sombria, mas uma das fotos laterais do carro deu a impressão, talvez errada, de que parece ser pesado.
O motor é o Renault rebatizado de Tag Hauer, que ano passado até deu uma melhorada em relação a 2015, mas para vencer os potentes Mercedes de fato, ainda parece pouco.
Ao menos continuam tendo a melhor dupla de pilotos do grid.
Daniel Ricciardo, o boa praça e Max Verstappen, que incomoda mais gente do que se pensa, com um carro minimamente competitivo em 2016 já deram mostras que se a Mercedes vacilar, tomam de assalto a categoria e com carros realmente de ponta, dominam a porra toda com muito mais competência do que os cones do time alemão conseguiram fazer.

25 de fev de 2017

F1 2017 - Lançamentos: MCL32 e SF70H, as apostas de dois pilares da F1

Todo ano os fãs dizem a mesma coisa: “-Ia ser legal se a McLaren viesse laranja...”
Afinal, laranja é a cor oficial do time de Woking.
Também tem aqueles que querem a pintura dos anos 80, aqueles que.... Deixa pra lá.
Mas o fetiche da rapaziada é mesmo o laranja... O papaya Orange, como dizem os puristas
E neste ano, sem Ron Dennis no comando, cederam: a jabiraca veio laranja e preto.
Não é o tom certo do papaya Orange, para ser exato, é algo que em fotos e video, dependendo do ângulo, estará bem perto de um vermelho.

E a combinação com o preto, o esquema das cores distribuídas no carro faz lembrar mais uma Manor que uma McLaren. Também já disseram que parece com um das Arrows.
Fico com a Manor.
Até porque, nas últimas temporadas, pouco fez a mais que a coirmã falida.
Mas é um time tradicional, e assim sendo, quem sabe não surpreendem?
Pintura à parte, o carro é bonito.
O bico elegante termina em uma asa dianteira aparentemente muito complexa, cheia de pequenas aletas e degraus.

A tampa do motor tem a barbatana, mas surpreendentemente, no carro da McLaren ela faz muito sentido. Se é útil ou funcional é outra coisa.

O motor é o contestado Honda, mas é bom frisar: é Honda!
Os nicômicos dominaram o mundo da F1 por muito tempo e pode até demorar um pouco, mas se realmente quiserem, voltarão a dominar.
Como dizia aquela música do Ultraje a Rigor: “.... Japonês estuda/ japonês trabalha/Japonês não falha, também não avacalha. /O mundo vai ser deles, já estão quase lá. ”
Os pilotos são: Alonso, que dispensa apresentação e que agora também é simpático. E Vandoorme, uma das promessas da nova geração.

Particularmente penso que é o ano do começo da recuperação.
A F1 precisa da McLaren forte.

Também os carcamanos mafiosos da Scuderia Ferrari lançaram seu novo Fiat.
A pintura tem um pouco menos de branco, mas é praticamente igual desde aquele bordô lindo e chique que Felipe Massa dirigiu em 2008. Depois dele, só derrota.
O bico parece com o bico de todas as outras (tirando a McLaren e o horror da Force Índia).
Também tem a “barbatana” na tampa do motor, tipo mais do mesmo, mas com uma “asinha” antes do aerofólio.
Se é perfumaria ou funcional, só as corridas dirão.

Sebastian Vettel (que deve estar bem arrependido...) e Kimi Raikkonen (que não deve estar nem aí...) terão a missão de guiar.
Eles torcem para que o motor não seja o ponto fraco deste ano e que tenha evoluído pelo menos um pouquinho.

Particularmente penso que também deva reagir e voltar a incomodar brigando por pódios e vitórias com frequência.
Afinal, a Ferrari (por mais que a gente zoe) é a personificação da F1.
Uma Ferrari demasiado fraca equivale à uma F1 sem muita personalidade.

24 de fev de 2017

F1 2017 - Lançamento: W08 a miss F1 (ao menos por enquanto)

Barbatanas?
Não... A Mercedes nunca teve.
Bico com piroca?
Também não.... Nem grande e nem pequena.
Degrau? Não me lembro...
O máximo de esquisitice concedido foi o bico estranho (e muito feio) do W03 de 2012, quando o time ainda não era a potência dominante que é hoje.
Assim que se aprumou e começou a vencer regularmente, nunca mais fez algo vergonhoso em seus carros e coincidentemente, nunca mais perdeu.
Com o W08 não foi diferente.
A pintura é praticamente a mesma, sem sustos e sem invencionices.
Sóbria, bem balanceada, com uma paleta de cores de bom gosto e... Chata.
Sim... O maior (e talvez único) defeito deste carro é sua pintura.  O mesmo prateado visto em tantos corsas classic nas ruas por aí.
Mas isto não é suficiente para desgostar do carro.

O bico é elegante e em seu fim apenas uma suave curva onde repousa estrela que é símbolo da montadora.

Assim como no Renault, a pequena asa traseira é bem notada e forma um conjunto elegante com as rodas e pneus mais largos.
Sob a tampa do motor apenas um aparato esquisito.... Algo como uma pequena e fina asa que ainda não se sabe se é apenas um sensor para os testes ou um apêndice aerodinâmico.

Com a responsabilidade de manter o time no topo, os motoristas da vez são o queridinho da casa Lewis Hamilton e tapa buraco Valteri Bottas.
Curiosamente, a sessão de fotos do lançamento do carro mostra Hamilton sentado sobre o pneu dianteiro do carro enquanto Bottas está no traseiro.

Se o carro seguir dominante, será que há alguma chance de Bottas desafiar Hamilton?
Nunca vi Valteri como um fenômeno, aliás, nem mesmo como alguém melhor que Nico Rosberg.
O que por um lado é bom para Hamilton, por outro é muito ruim.... Se perder para Valteri logo após ter sido derrotado por Nico, ficará patente que não é necessário ser um fora de série para derrota-lo. Bastaria ter um carro bom ou igual e aproveitar as chances.

Particularmente, torço contra.
Apesar da beleza do carro, não curto montadoras e muito menos as fuças do Toto Wolf.
Que percam bonito.
Bonito como o carro que fizeram.

23 de fev de 2017

F1 2017 - Lançamento: A coisa da Force Índia

Falou em carro feio? Falou Force Índia.
Desde que foi fundada, em 2008, os indianos levam a sério a máxima que diz que: o primeiro requisito para ser indiano é ser feio.
Nunca fizeram um carro bonito que fosse.
As pinturas – aqui sempre chamadas de samba do indiano doido – sempre foram confusas: branco, laranja, preto, tudo junto, misturado...  Era mais poluição visual que pintura.
Nas últimas temporadas a predominância do prateado junto com a miscelânea de cores prevaleceu.
Neste ano sobressaiu.
O carro tem um tom de prata horroroso, como alumínio velho não bem areado. Talvez um Bombril desse jeito de brilhar, mas nem isto ajudaria.

E não ajudaria porque o carro é plasticamente horroroso.
O bico trás o que de mais horrendo a F1 produziu nos últimos anos: o degrau.
Não bastasse, termina em um treco fálico destacado sobre o fim da peça.
A barbatana parece (talvez pela cor) exageradamente grande.
Nem a pequena asa traseira se salvou, fazendo com que o carro pareça largo demais no meio e fino nas extremidades.

Se há algo que o time indiano já tem é o título de coisa mais feia do ano.

A equipe do bilionário Vjay Malya, que aliás, não pode pisar em seu país por conta de um pedido de prisão, vai ter o motor Mercedes para continuar a sua trajetória ascendente na categoria (foi quarta colocada na temporada passada, o que pode atrapalhar um pouco é a dupla de pilotos.
Sérgio Perez nem é ruim na verdade, só imprevisível.
Pode ir de besta a bestial na mesma corrida com a mesma velocidade do carro que dirige.
Já Esteban Ocon.... É só Esteban Ocon mesmo.
Ao menos uma coisa Sérgio possa realmente ajudar: quem sabe com algumas boas pancadas o problema estético do carro não se resolve?

Particularmente torço para que continue subindo de produção: a categoria precisa.
E como carro bonito é o que ganha corridas, quem sabe este trambolho rococó estrumbicado não nos surpreenda?
É só o Malya ficar fora da cadeia...

22 de fev de 2017

F1 2017 - Lançamentos: O tratorzinho fitness da Renault

E a Renault lançou seu carro.
Carro? Sim.... Ao que parece, este ano com a pintura trazendo um pouco mais de preto junto do amarelo (tradicional?) do time, o tratorzinho da Carterpillar passou da categoria de máquina agrícola para bólido de corrida.
Ficou charmoso.

A combinação preto/amarelo é capaz de deixar qualquer coisa simpática.
Desde o roupão de Rock Balboa no último filme da série, até um carro de uma equipe francesa que não prima pelo bom gosto...
De qualquer forma, quem olhar de frente ainda vai ter a sensação estranha de estar vendo um trator da Carterpillar.

As linhas seguem a tendência deste novo regulamento de formato para os carros, porém o Renault RS17 parece mais esguio que o carro gorducho da Sauber.
O bico é elegante, mesmo terminando com o maldito pingulim/piroquinha.
A barbatana de tubarão também está lá e, se não me engano, a equipe foi a primeira a usar a tal peça alguns anos atrás, embora naquele tempo tivesse mais o aspecto de uma bigorna que de uma barbatana.

Os carros serão, obviamente, equipados com o motor da montadora francesa que no ano passado até deu uma boa evoluída, mas ainda não é dos mais potentes.
Ou seja, não é dos times que se espera ver na ponta do grid a não ser que tenham feito um ótimo trabalho com o chassi do carro (e os outros times fizerem algo pior).
Fala-se na equipe que é um projeto para dar frutos (vitórias e títulos) em três anos.
Se não caírem fora da categoria antes, claro...

Pilotarão o tratorzinho fitness a eterna promessa Nico Hulkemberg, o nico que sobrou para a F1 e Jolyon Palmer, que não é nada, não é nada.... Não é nada mesmo. Disparado o pior piloto do ano passado.
Particularmente penso que o time (em se mantendo na categoria sem chiliques) está no caminho certo, mas para ter ainda mais velocidade no retorno ao topo, só trazendo o torresmo de sunga Flávio Briattore, seu escudeiro Pat Simonds e Nelsinho Piquet. Só para ficar na maldade...