28 de mai de 2015

Grite gol

Não há outro assunto... Talvez até haja, mas...
Curiosamente o que foi escancarado pelos malditos imperialistas ianques, reis do capitalismo era sabido por toda a gente do “bem” que nunca fez esforço algum, sabe-se lá porque – em levar á luz ao assunto.
Incluem-se jornalistas. Quando muito três ou quatro falavam sobre o assunto e eram desacreditados e ridicularizados.
Foi preciso que o estouro da represa da FIFA fosse feito por autoridades de um país que sequer tem tradição no esporte (creio eu que ainda nem goste muito da coisa) enquanto os países em que “o futebol é a coisa mais importante dentre as não importantes” não viam, ou fingiam não ver, nada de errado apesar de tudo.

O que é o tudo?
Clubes que ficam devendo ao fisco, aos atletas, aos funcionários mais humildes e nem eram incomodados, pelo contrário... Mesmo devendo os tubos ainda contratavam outros atletas a peso de ouro, fechavam contratos de patrocínio com os mesmos a quem deviam.
Clubes que vendem os jogadores mais badalados do país em anos, por um dinheiro antes nunca visto numa transação no país e ainda assim não conseguir saldar divida trabalhista e nem davam conta do dinheiro depois.
 E não foi uma vez só que aconteceu com o mesmo clube e nem foi com um clube só no país todo.
Clubes que vivem na corda bamba financeira e ainda ganham (com ajuda da federação e governo) estádios modernos e caríssimos sem coçar o bolso.
Onde contratos de patrocínio são assinados sem nenhum tipo de transparência entre clubes e empresas estatais, bancos públicos etc.
Sem contar a farra com grana pública para a realização do principal evento do esporte.
E isto só por aqui...

Mas só para constar e finalizar.
Prenderam alguns, começaram a pregar a moralização e tudo o mais.
Porém não vai mudar nada.
Grite gol.

27 de mai de 2015

Crônica do GP: Um fim de semana memorável

Esta “Crônica do GP” não é sobre a F1... E nem podia.
Poucas horas depois do final surpreendente da corrida no principado teve inicio a mítica corrida no Indianápolis Motor Speedway: As 500 milhas de Indianápolis.
O evento é algo que vai além da baqueada, enfadonha e esvaziada Formula Indy.
Apesar de contar com os mesmo pilotos e equipes, a corrida tem alma própria... Uma vida que não há no restante daquele campeonato.
A atmosfera é outra.

Tem lá algumas coisas que não se entende, como o pessoal que deixar pra fazer splash and go na última volta e tal, mas quando a coisa é decidida na pista, à vera mesmo é algo inigualável.
É uma corrida longa e que em algumas edições pode ser realmente entediante a sua parte central.
Mas quando os manetas de lá estão inspirados e fazem das suas provocando acidentes espetaculares a coisa engrena de tal forma que é difícil ficar indiferente.

Este ano foi assim: disputas durante toda a prova, muitos lideres em diversas circunstancias.
Gente com mais gasolina, com pneu mais novo, mais velho, estratégias... Ninguém ficava muito tempo à frente.
Dixon, Tony, Pagenaud, Power... E por fim Montoya.
O colombiano fez tudo certo, ficando à frente e defendendo a posição nas ultimas curvas como gente grande (e gorda) e levou sua segunda vitória no templo da velocidade em três participações.

Bom seria que a categoria visse isto como uma necessidade de voltar às raízes e colocar mais ovais no calendário.
Desde que aumentou o número de mistos em relação aos ovais a categoria só decaiu, mas enfim...
As corridas deste ano lembrou o porquê ainda amamos tanto este negócio louco de acelerar e fazer curva a trezentos por hora.

Sobre a F1...
Melhor deixar de mimimi com a idade do Verstapinho quando se fala do acidente com Romain Grosjean e ajudou a definir a prova dos lideres.
Poderia ter acontecido com qualquer um...
É só lembrar que o Maldonado é bem mais velho e faz daquelas quase toda corrida.
Óbvio que ninguém quer ver ninguém morrendo nas pistas, mas – além das ultrapassagens, claro, - o público ainda vê corridas para ver acidentes.
Se eles ajudam a definir corridas, tanto melhor...
Deixem o aprendizado do moleque em paz.

26 de mai de 2015

Lado B do GP: Os burros de Mõnaco

Maldonado... Ah! Maldonado...
Consegue acabar com freios em oito voltas.
Consegue nestas oito voltas quebrar o bico de pelo menos um carro.
Consegue estar na F1 desde 2011 e nunca terminar um GP de Mônaco.
Bem que podiam colocar ele em um avião e dar um carro pra ele disputar as 500 milhas de Indianápolis... É bom ver um ser humano - e por tanto falho pra caramba - pilotando um carro de corrida de vez em quando.

Alonso fez caquinha na largada e foi punido com cinco segundos.
Se não tinha se arrependido até agora de ter trocado de equipe por conta do carro ruim, certamente se arrependeu agora.
Quando estava na Ferrari não era punido, foi só ir pra McLaren para perder imunidade.


Vertapinho é malandro.
Usou o carro do Vettel que ultrapassava um retardatário para fazer a sua.
Só que ai achou pela frente o Grosjean, que não é flor que se cheire.
Acabou a malandragem quando os dois foram para fora da prova.
E neste ponto a discussão sobre diminuição da maioridade penal ganhou mais um defensor: Grosjean quer ver Verstapinho sendo punido.


Mas malandro mesmo é o Rosberg que usa para ganhar a corrida a burrice dos outros.
Não... Não foi na pancada do Verstapinho, mas na burrice do Hamilton entrar nos boxes para trocar pneu faltando tão pouco para o fim da prova.
Ah... Mas foi a equipe que chamou para os boxes...
Claro, mas o “melhor piloto”, “homem da F1 atual”, o “cara” não sabe nada do próprio carro para dizer pelo rádio que não precisava trocar nada naquela hora?
Burro, burro. BURRO!
Jogo dos 7 erros

24 de mai de 2015

F1 2015: Mônaco - O instante que precede o esporro

Mônaco pode ser – e às vezes é – monótono.
Pontos de ultrapassagem só para corajosos e/ou loucos.
Também tem as ultrapassagens feitas em cima de erros...
A pista apertada, estreita, sinuosa, travada etc. É a grande causa.
Mas é natural... Afinal, aquilo tudo não é um circuito de corrida construído por um desenhista, mas feita de acordo com as possibilidades e topografia do lugar.
Diferente de lixos como Abu Dhabi e outros circuitos de autorama.
Sem contar o visual que é naturalmente incrível e não precisa de jogos de luzes, lusco fusco, hotel que muda de cor e outras besteiras que ajudam a distrair o fã da chatice de fila indiana da corrida.

Outro ponto positivo de Mônaco é a falta de áreas de escape.
Erros no principado são punidos de verdade.
Fez merdinha, vai ficar fora da corrida, não há aquelas áreas de escape de um quilometro que ajudam os mais manetas a não ficar fora da prova.
E fazer merdinha em Mônaco é coisa muito fácil já que em pelo menos 95 por cento da prova se passa a milímetros dos muros e guard rails.
E é isto que dá emoção a prova.
A possibilidade de um gênio como era Ayrton Senna bater na entrada dos boxes por ter se desconcentrado estando quase um minuto à frente do segundo colocado.
Se aconteceu com ele, imagina com tipos limitados e superestimados como os pilotos da atual equipe dominante?

Um ponto negativo é que se não há algo diferente na largada, como uma grande confusão na Saint Devote, por exemplo, as chances de não acontecer mais nada durante as setenta e oito voltas também é bem grande.
Salvo uma ou outra coisinha.
E este ano foi assim: tudo muito normal.
Largada limpa, time dominante pulando na frente e abrindo.
Nenhuma ultrapassagem dos ponteiros e protagonistas. Apenas algumas no meio do pelotão, que não deixam de ser bacanas devido à dificuldade natural.
Nada demais nas paradas de box e por fim, o Alonso fora da prova, o que também tem se tornado coisa comum no ano.

Mas o marasmo é apenas um despiste, um disfarce, num instante tudo pode mudar...
Do nada, Verstapinho fazendo uso de sua adolescência e por consequência a falta de noção, tenta ultrapassar Grosjean na base da força.
Romain também não é flor que se cheire... E em um instante os dois fora!
E Hamilton - lá na frente – foi convencido pela equipe de que poderia ir para os boxes e voltar na frente ainda.
Se ferrou! Perdeu a posição para os dois alemães. O da própria casa e o da Ferrari.
E a vitória acabou caindo no colo de Nico Rosberg que, de quebra, ainda ganhou com segunda posição de Vettel um upgrade na briga pelo campeonato.
Assim é Mônaco: pode passar do silencio, do marasmo total a explosão da emoção em questão de instantes.
Só reclama de corrida no principado quem não gosta mesmo do esporte.
Para estes: vão dormir, vão...

22 de mai de 2015

Notícias do Principado

Sauber criticou a volta do reabastecimento, mas não foi pelo gasto com o combustível:
“-Vamos ter que contratar um frentista e se vierem com aquela ideia de cobrir cockpit ainda teremos que gastar com flanelinha...”
Mas não vejo muita razão de reclamar sobre a volta do reabastecimento.
Além de abrir um leque grande de estratégia para a corrida, os times deveriam ficar contentes, afinal, a gasolina que vão comprar não é daqui do Brasil...
Se fosse, até a Ferrari ia à falência.

Jenson Button, e eu li isto no site Grande Prêmio, disse que exagerou nas declarações após a corrida de Barcelona.
Como sempre, ninguém ligou para o que ele disse. Ninguém repercutiu, ninguém deu à mínima.
Ninguém ligaria nem se ele tivesse gritado a declaração na entrada do túnel de Mônaco só de cueca.

Lewis Hamilton disse que até pensou na Ferrari, mas o coração é da Mercedes...
“-Se eu fosse pra Ferrari continuaria sendo um Zé Mané de meio de grid...” – completou.

Já Alonso disse que a Honda está focada em melhorar a dirigibilidade em Mônaco.
Ué? Vai ter mais de uma corrida lá este ano?
Por que não melhorar logo para o restante da temporada?

Vettel, mesmo tomando 1,1s da Mercedes disse que acha a Ferrari se aproximou.
“-Eles pararam nos boxes, ai eu cheguei perto, mas eles aceleraram e saíram logo...”