27 de jun de 2016

Notas da gripe, ou, mal humor do inferno

Acontece em geral apenas uma vez por ano, mas quando acontece é para derrubar.
Garganta inflamada e ardendo feito pimenta. Febre, dores no corpo e impossibilidade de dormir.
Isto posto, um mal humor extraordinário, muito maior que o habitual.
Nada está bom, nada será bom, nada foi bom.
E para piorar tenho que secar a tela do note toda vez que dou uma tossida.
Com vocês, as notas da gripe, ou, as notas do mal humor do inferno!

Assunto do fim de semana: Futebol internacional.
Tem que ser, porque o nacional é uma merda há anos.
Tem a Copa América do Centenário: foda-se. Ninguém liga.
Na final estão chilenos e argentinos.
Aqui não tenho vinho nem chileno e nem argentino. Não me interessa o futebol deles.
Se ainda rolasse um bife de chourizzo...
Na Europa rola a Euro 2016.
Jogos chatos, poucos gols, muito nome, muita marra e um fdp do caraio narrando na única TV aberta (me recuso a assinar TV terminantemente) torcendo descaradamente para o time de Portugal, que além de ruim, é marrento e jogava com uma camisa do palmeiras.
Que se danem.
Ainda tinha Irlanda, Hungria, Bélgica (só presta uma cerveja de lá e a batata frita) .... Pouco importa se tinha Alemanha, Itália, os chatos dos futebolistas espanhóis e o lixo da Inglaterra.

Ah sim.... Por falar em Inglaterra, eles resolveram que vão pular fora da União Europeia.
Que diferença isto faz? Para mim nenhuma, e duvido um bocado que faça para você que estiver lendo.
Dar palpite?
Não senhor, obrigado.  Aprenda as consequências de um voto ruim em nosso país para depois falar sobre os votos lá nos estrangeiros.
Odeio fish and chips. Mas gosto de Guines. Pena que com a garganta inflamada não posso tomar. Então dane-se.

Continua a tour da tocha olímpica pelo território brasileiro.
Legal: o Rio não tem hospitais públicos em condições minimamente decentes de atender a população. Não tem segurança pública que preste, não tem grana para pagar o funcionalismo público, mas tá de boa.... Os populistas lá vão fazer as olimpíadas e vai ter medalha pra caraio.
Nada contra os atletas olímpicos brasileiros que – em maioria esmagadora – são uns heróis por fazer de esportes sem visibilidade e sem apoio nenhum fora de períodos olímpicos seus meios de vida. E vencer!
Idem para os paraolímpicos.
Mas falava da tocha, aquele baseadão imenso.
Levaram aquilo para saltar de paraquedas, tirolesa, levaram para a gruta azul em Bonito, irritaram botos na Amazônia, mataram uma onça, suspenderam cirurgias para a passagem do treco...  E nego comemorando feito idiota.
Parem de ser bestas, é o único pedido de gripado que faço.

24 de jun de 2016

Hot 5 do Groo: Covers

E mais um Hot 5 daqueles! Pro bem e pro mal...
Hoje: covers.
Bandas que eu gosto tocando um som que eles gostam.
Link para os originais no nome das músicas.
Se puder ouça e se quiser, deixe suas covers preferidas nos comentários.

5 – Iron Maiden -  Hocus Pocus (Focus)
A donzela pegando pesado com o tema Hocus Pocus, dos holandeses chapados do Focus.
A versão saiu no lado B do compacto Different World, de 2006.
A voz amalucada no meio da canção é do baterista Nicko McBrain

4 – Ramones – Take as it comes (Doors)
Do disco Mondo Bizarro de 1992.
Joey Ramone e companheiros injetam perigo em uma já perigosa música dos Doors.
Jim Morrison, de onde quer que esteja, sorriu.

3 – Camisa de Vênus – Enigma (Adelino Moreira)
Canção do disco Duplo Sentido de 1987.
Originalmente gravada por Nelson Gonçalves, aqui a canção aparece de forma rápida, irada e irônica. Parece ter sido escrita para o Camisa.


2 – Cheap Trick – That 70´s song (baseado em In the Street, do Big Star)
A canção era tocada nos shows da banda com grande aceitação.
Daí para ir parar na abertura da série That 70´s show foi questão de tempo.
A letra tem pequenas mudanças em relação ao original de Alex Chilton e Chris Bell, ficou mais rápida e pesadinha.
Só não deixou de ser alegre.

1 – Big Star – Femme Fatale (Velvet Underground)
A música já é linda de doer na versão original (apesar da voz gélida da modelo alemã Nico), mas aqui, com os vocais de Alex Chilton e a instrumentação refinada e delicada da encarnação Third/Sister Lovers do grupo Big Star a música ganhou em elegância.
Suplanta até mesmo a versão cantada por John Cale no disco ao vivo do Velvet gravado em Paris no ano de 1993 (Live MCMXCIII que está no link)

23 de jun de 2016

F1 2016: A mordaça no rádio

E durante a corrida em Baku...

-Lewis? O que há?
-Não sei...  Algo não está direito o carro não rende.
-Só não rende? Aparentemente você perde potência.
-Sim, sim... O que devo fazer?
-Não podemos dizer, Lewis. Se vira.
-Como?
-Se vira.
-Vira? Onde?
-No volante.
-Sim...  Eu viro com o volante, mas e a potência que tô perdendo?
-Vira...
-Vira o que?
-O volante, Lewis...  Vira no volante.
-Tá confuso... Vira o que no volante?
-Não podemos dizer... Fica vermelho.
-Vermelho?
-É... Se falarmos onde mexe fica vermelho pra gente com a direção de prova.
-No volante?
-Sim...
-Remapeou?
-O que?
-Não podemos dizer isto Lewis. Não podemos dizer.
-Entendido.
-Agora acelera. Segue na corrida.
-Estas restrições de se passar informação via rádio é ridícula. Tem que repensar isto.
-Concordamos Lewis... Onde já se viu não poder dizer para o piloto que uma falha de potência pode ser corrigida virando o controle todo até a parte vermelha e acelerando?
-Concordo. E agora?
-Telemetria ok, termina a prova, por favor.
-Ok.