4 de set de 2015

O melhor GP da Itália de todos os tempos

Este texto está sendo reeditado, portanto não estranhe os personagens. Valeu!

Muito se fala do fantástico GP da Itália de 1969, vencido por Jackie Stewart ou da corrida de 1971 em que a diferença de tempo entre o primeiro colocado Peter Gethin e o segundo Ronnie Peterson foi apontada como a menor da história da categoria: apenas um centésimo.
E mais: os cinco primeiro colocados terminaram a prova dentro do mesmo segundo.
Ambas foram disputadas em Monza, e só isto já é um handicap considerável, porém um dos mais emocionantes de todos os tempos não foi corrido no solo sagrado.
Nem em Brescia (1921) ou Livorno (1937), nem em Milão (1947) ou Parco Valentino (1948), muito menos em Imola (1980) que pela ordem foram os circuitos que também já foram palco da corrida italiana.
Mas sim em Roma (ano 1 DC) e teve lugar no Coliseum.

Alinharam para a largada as melhores bigas - como eram chamados os F1 da época. – e os melhores pilotos.
Por conta de um regulamento absurdo em que equipes que aceitavam algumas imposições da BIA (Bigas International Assossiation) tinham direito a algumas regalias, enquanto as equipes que gastavam o quanto queriam em seus orçamentos não.

Então equipes menores como a Toyotus que vinha do Oriente, a Torus Rossus que era de Roma mesmo e uma equipe vinda das Índias podiam usar mais cavalos do que as outras: quatro (Quadrigas).
Já MacLatun, de Londres; a Redburrus; a Ferrarus e uma equipe de bárbaros franceses: a Horrivelnault usavam apenas três cavalos, mas estes eram puro sangue, geralmente árabes.
Eram os chamados motores P12 (doze pernas)

As restantes não se enquadravam nas categorias acima citadas, usavam bigas de dois ou três cavalos, mas pangarés e geralmente eram apenas coadjuvantes nas corridas.
Eram: os bávaros da BMdablius e outros londrinos da Uiliams, que eram chefiados pelo lendário centurião Francus. Um sujeito teimoso que achava que conduzir uma de suas bigas era uma enorme honraria, e por isto geralmente não pagava bem seus legionários pilotos.
Às vezes Francus conseguia brigar até com seus cavalos... Era do contra ele.

A corrida em questão foi um sucesso de publico e até as autoridades mais importantes da época estiveram presentes: O imperador César Berlusconi e o governador francês Nicolaus Saicoizinha acompanhado de sua esposa, da qual o imperador não tirou os olhos durante toda a prova.
Na largada Kubicus da BMdablius se envolveu em um acidente bobo com Fisichelus que era romano, mas por laços financeiros e por ser também sua ultima chance no mundo das corridas aceitou conduzir pelo time Indiano.
Dizem que ao enroscarem as rodas das bigas, em uma tentativa patética e desesperada de soltar à base de força, Fisichellus gritava: “-Force Índia, force!”.

Na volta numero trinta, outro acidente: o segundo condutor da Horrivelnault perde o controle dos cavalos e estampa o muro sujando a pista com detritos de sua biga e cocô de cavalo...
Naquela altura da prova apenas seu companheiro de equipe, o centurião Alonsus havia feito a parada para reabastecimento (não me pergunte onde enfiavam a mangueira, ou se a mangueira já era do cavalo...) e assume a ponta da corrida provocando suspeitas em todo o bigódromo.
Só que mais a frente o centurião Alonsus é obrigado a abandonar a corrida por conta de um de seus cavalos estar com a pata frouxa e ameaçando se soltar, o que lhe valeu o apelido de “Alonsus pernun frouxus”

No fim a vitória coube a Buton Hur, que conduzia uma Braus com difusor duplo na saída do terceiro cavalo.
Em segundo ficou Messala Humbê, que reclamou que os melhores cavalos sempre estavam na outra biga e que ele era apenas um romaninho contra o império.
Em terceiro chegou Kimem Raikkonus, que evitou dar declarações, mas bebeu as três ânforas de vinho reservadas no pódio para a festa da vitória.

Outro dado curioso é que o comerciante de togas Flavius Safatorus, também chefe da Horrivelnaut, foi convidado a explicar o acidente com Piquetinhus, mas este se limitou a dizer: “-Questo era um piloto que non valia o que o cavalo fazia...”.
E perguntaram a ele: “-O que? Exatamente?”.
“-Correr, porca miséria, correr... Seus mente suja....”

3 de set de 2015

De vênus

-Marcelo por que o Camisa deu certo,como conseguiram furar os bloqueios de ser uma banda baiana, com letras explicitas e ter um nome tão forte para a época?
-Antes de tudo porque escapamos dos tubarões da indústria fonográfica. Em nosso começo trabalhamos com - tivemos a sorte de trabalhar - com André Midani, um cara corajoso, inventivo, criativo... Apostava em boas linguagens, em bons trabalhos e não suportava massificação.
-Como assim?
-Hoje em dia os produtores querem criar uma tendência para que isto se torne uma cena e que ninguém tenha de pensar se presta ou não. Afinal, é tudo igual e se é igual, se há imitadores é porque é bom. Ele não era assim.
-Ao menos na cabeça deles...
-Ao menos na cabeça deles e de quem faz as programações das rádios.
-Justo... E agora voltaram para comemorar os trinta e cinco anos da banda.
-Está perguntando ou afirmando?
-Afirmando.
-Também é isto, mas é mais porque um dia abri um jornal e tinha uma matéria dizendo que a maior banda de rock do Brasil era o Skank. A única coisa que consegui pensar foi: ai não dá, temos que voltar pra ensinar o que é rock...

Quem pode contestar?

2 de set de 2015

Duas novas de Monza

Force Índia renovou com Nico Hulkemberg.
Boa...
O time sempre aparece no noticiário por motivos menos nobres.
É falta de dinheiro, penhora de bens de Vjay Mallya, falta de pagamento de fornecedores. Vez por outra alguém dizia que o futuro da equipe estava com o futuro ameaçado e tudo...
Mas a vaca indiana continuava andando e agora renova com um dos melhores pilotos do grid.
Mas Vjay é indiano... Crê em karma, crê em equilíbrio e claro, deve repassar este tipo de filosofia para as empresas que gere.
Não sei se indianos usam o conceito do Yin/Yang, mas ao ter esperanças de que Sérgio Perez também esteja em um de seus carros na próxima temporada fica claro que Vjay Mallya o entende: une o bem e o mal sob o teto do mesmo boxe.

Segundo o outro piloto da McLaren, o ritmo de classificação deve ser a chave para se dar bem em Monza.
Deve ser mesmo.
Vale lembrar que é a corrida mais rápida do calendário.
Onde a média de velocidade é impressionante e se o ritmo de classificação não for bom corre-se o risco dos carros do time ficarem no fundo do grid e até de tomarem voltas dos competidores que largam mais à frente.
Mas do que o outro piloto da McLaren está falando? Já tem sido assim desde a Austrália...

1 de set de 2015

Histórias de Monza (não tem como não amar)

Não há como gostar de F1 e não amar Monza. Impossível.
Foi nesta pista que este escriba, em 1983 (!) assistiu seu primeiro GP na integra e por vontade própria, se apaixonou pelo esporte e ainda viu uma vitória de Nelson Piquet.
Fora isto, o circuito legendário também já proporcionou outros diversos tipos de emoção.
Além, claro, de ser parte importante na trama e no desfecho do filme Grand Prix, de John Frankenheimer com suas curvas inclinadas maravilhosas.

A pista também registra outras histórias muito boas. Algumas realmente fantásticas como a chegada do GP de 1971 vencida por um tal Peter Gethin por apenas um décimo de segundo de diferença do segundo colocado: Ronnie Peterson.

Lá em 2000, Michael Schumacher se igualou a Ayrton Senna em número de vitórias – 41 naquele dia – e se emocionou durante a entrevista coletiva chorando e fazendo com que outros pilotos (incluindo Mika Hakkinen, o homem de gelo original) chorassem também.
Foi lá que anos mais tarde o alemão também revelaria ao mundo sua (primeira) aposentadoria.

Também foi em Monza que Piquet disputou seu GP de número duzentos em 1991, seu último ano de F1.
Naquela corrida Nelsão chegou em sexto e marcou um ponto.

Outra história inesquecível envolvendo Monza se deu na chegada do GP de 1993.
Christian Fittipaldi, sobrinho do bi campeão mundial Emerson, então correndo pela nanica Minardi cruzou a linha de chegada numa honrosa oitava posição (tinha largado em vigésimo quarto).
Mas foi a forma com que cruzou a linha de chegada que eternizou o feito: após tocar rodas com a outra Minardi (de Pierluiggi Martini) o carro de Christian decolou e girou no ar – um looping - e pousou, inacreditavelmente, com as rodas no asfalto para completar se arrastando a prova.

 A última grande façanha em Monza – com certeza – foi a primeira vitória do então moleque alemão que era apenas uma promessa do automobilismo: Sebastian Em 2008 venceu a bordo de uma modesta Toro Rosso de forma surpreendente e incontestável a corrida italiana.
Detalhe: caia um dilúvio em boa parte da prova.
Coisa de quem não nasceu para ser cone na vida...

Alguma lembrança boa de Monza?

31 de ago de 2015

Coisas que não são bem o que parecem...

Semana do GP da Itália começando, o que é sempre bom.
Quem não gosta de Monza?

E começa com a declaração de Niki Lauda, aquele dos macacos que pilotam F1, sobre o cone #44
“-Hamilton é imbatível e só erro tira o título dele este ano.”- disse o austríaco.
Pausa para rir.
Pausa para recuperar o fôlego depois de rir
Espera ai que vou rir mais um pouquinho.
Tá bom... Chega!
Niki Lauda, este piadista quis dizer o seguinte: "-O carro é imbatível e só Hamilton é capaz de tirar o título dele este ano."

Arrivabene, o novo homem-graça da Ferrari também deu sua declaração duvidosa.
Disse que a Ferrari está madura e que Vettel foi um leão em Spa.
Foi... Sempre é.
E aliás, usar o pneu até que ele exploda também era coisa do Leão.
Ah... Não estava comparando o alemãozinho ao Mansell?
Achei que estava.

Christian Horner não foi tão engraçado, mas também declarou algo.
“-Não pretendemos mudar a dupla de pilotos para 2016”.
Nas entrelinhas: “-De piloto a gente tá bem, o que não presta é o motor.”.