29 de jul de 2015

Crônica do GP: Hungria acabando com dúvidas

Não há nada errado com grandes domínios na F1.
Eles sempre existiram em maior ou menor escala e por diferentes times ou pilotos.
Pode tanto durar meia temporada, como no caso da Brawn GP, como pode durar por muitos anos como quando a Ferrari com Michael Schumacher não deu chance à concorrência.
O que pega agora com o domínio da Mercedes, e muita gente vai discordar por motivos vários, é que não somos mais enganados. Não ficamos mais na dúvida.
Explico...

Quando a McLaren dominou tinha Prost e Senna.
Junção perfeita de pilotos de ponta e carros fantásticos.
A Williams dominou e em sua vez não deixou dúvidas também: era o carro que era maravilhoso e todos sabiam disto: Mansell (sorry God, mas é verdade) nunca foi um espetáculo técnico.
Quando Prost assumiu o carro não houve domínio.
Não por conta do francês ou do carro, mas por conta de um endiabrado Senna que complicou tudo guiando muito aquele ano.

Nos domínios da Ferrari com Schumacher e da Red Bull com Vettel, sempre havia a dúvida (ma non troppo) se era mérito só do carro ou do piloto.
Tanto Michael quanto Sebastian são pilotos fantásticos e históricos e é mais justo dizer, ao menos no primeiro caso, que o carro só era o que era por conta de um trabalho perfeito do piloto junto com a equipe.
A Red Bull, por sua vez, contava com um time acertado, um piloto fantástico (ganhar Monza na chuva com um carro para baixo de mediano não é para qualquer um...) e um projetista em fase dourada.
Só duvida do talento de Vettel quem – evidentemente – é de má vontade com o cara.

Mas e agora?
Basta uma pressãozinha de qualquer espécie nos cones da Mercedes que ambos saem fazendo burrice uma atrás da outra.
Com notória vantagem para o cone #44.
E no grande prêmio da Hungria acabou-se de vez a dúvida.
Se antes podíamos ficar pensando sobre quantidade de mérito a ser dividida no conjunto, agora a certeza é de 95% carro, cinco por cento para o piloto.
Bom é o carro!
Os dois pilotos são detalhes no time alemão.
E isto até o Google ou outra empresa qualquer não aprimorar um pouco mais os carros que andam sem motorista, porque ai, quando esta tecnologia estiver mais popular, nem dos dois cones a Mercedes vai precisar.
Ao menos vai ser um gasto a menos...

28 de jul de 2015

Lado B do GP: Hungria - Zurrou de novo.

Os lado B da Hungria já começaram na classificação do sábado.
A McLaren unida com a Honda, lançou o novíssimo conceito de carroça com motor central e tração traseira.
Foi a primeira vez na história que vimos o burro empurrando a carroça.

Piadas à parte, a Honda liberou força extra para os motores do time de Woking, e todos eles foram ajudar Alonso a empurrar o carro.

Enquanto o asturiano empurrava a geringonça, a torcida aplaudia o esforço.
Alonso, por baixo do capacete pensava: “-Aplaudir é fácil, vem aqui ajudar empurrar, porra”!

A largada teve pegadinha.
Vai largar... Não vai mais.
Duas voltas de apresentação para que todo mundo conheça os caras e carros.
Os do #44 e #6 são dois cones, muito prazer.
E quando foi para valer... O cone #44 zurrou. E como zurro alto!
Legal mesmo foi a desculpa: -Ióióió! (tradução: “-Nico ficou largo para cima de mim...”) Ops!
Cone #44
E a relargada heim?
Outra zurrada do cone #44. Sob pressão não falha... Zurra mesmo o burro.

A pista da Hungria é travada... Tão travada que Alonso correu pelos pontos.
Impressionante.
Empurrou bem durante a corrida o asturiano.
Chuuuuupa Hamilton! 
Os dois McLaren na zona de pontuação? 
É o apocalipse, é o fim do mundo, estão soando as trombetas das bestas!
Alonso e o outro cara lá nos pontos... Quem diria!

Que grande corrida na Hungria, que grande corrida!

26 de jul de 2015

F1 2015: Hungria - Que presentão!

Ao contrário de grande parte dos fãs de F1, gosto do circuito de Hungaroring.
É travado, de difícil ultrapassagem, mas é bonito... É simpático e – em minha visão – é desafiador.
Também é o circuito onde pela primeira vez eu ganhei uma corrida no PS2 em modo carreira... (Ué? Não pode?).

E começou com uma largada abortada, coisa que não acontecia há muito tempo.
Por conta, Massa foi punido com cinco segundos. Motivo? Parou no lugar errado para a largada.
Quando valeu as Ferrari saltaram na frente com propriedade ajudados pela largada horrível no cone #44 que mais à frente se embananou todo, saiu da pista, fez merda e colocou a culpa no cone #6.
O replay mostrou claramente que não houve nada de errado no comportamento do alemãozinho. Só burrada inglesa mesmo.
E as Ferrari iam sumindo na frente...

Após as paradas de boxes a corrida tomou ares mais normais.
Fora uma ou outra punição aos de sempre (Grosjean, Perez, Maldonado...) as Mercedes voltaram a andar de forma convincente.
Hamilton, zurrando aqui e ali conseguiu chegar atrás de Rosberg para brigar pelo campeonato.

Um dos momentos de maior susto do ano quando a Force Índia de Hulkemberg perdeu a asa dianteira que ficou debaixo do próprio carro e o transformou em passageiro.
A batida de frente foi forte, mas inofensiva.
Quase leva a Williams de Bottas junto.
Safety car virtual e logo após o real.
Neste tempo trocaram a asa dianteira do outro Force Índia.
Aparentemente o problema é de construção da asa, o que é grave.

Na relargada a parte mais emocionante da corrida: Um enrosco monstro entre Hamilton, Bottas, e outros dois carros.
Pneu furado da Williams, bico quebrado do Hamilton e mais uma zurrada para a conta.
Melhor para o cone #6 que ficou sozinho na briga com a Ferrari do Vettel pela vitória.
Kimi com problemas na parte elétrica do motor híbrido saiu da prova.
E para coroar a corrida burra do cone #44, tomou uma punição e saiu da briga ao menos pelo pódio. Burro!

Mais emoção: Daniel Ricciardo faz uma manobra monstruosa no fim da reta em cima do cone #6, na tentativa de X, o Mercedes tem seu pneu traseiro furado e sai da briga pela vitória.
Pode até ter dado caca, mas foi uma manobra monstruosa.
Ricciardo é um grande piloto. Grande!

Vitória maiúscula de Vettel, segundo lugar e primeiro pódio de Kvyat e terceiro de Daniel Ricciardo, o monstro! De quebra um quinto lugar de Fernando Alonso com a carroça da McLaren.
Periga esta ter sido das melhores corridas do ano.

24 de jul de 2015

Chico Maverick

A síntese da história desta banda traz em si uma característica básica: a curiosidade.
Curiosa a forma com que passaram pela década de 80, juntando-se e separando-se por diversas vezes sempre amparada no indefectível 'agora vai!', mas sem nunca forjar nada de especial, entraram então na década de noventa separados e cada um cuidando de sua própria vida. 

Ricardo tomou-se um renomado cartazista na região em que mora, tendo realizado trabalhos memoráveis junto a uma rede de supermercados. Mas seu melhor trabalho é, até hoje uma placa feita por encomenda de um amigo onde se lê: 'Matura Comesticos’.
Rogério empregou-se como auxiliar despachante fez trabalhos incríveis nesta função, sua especialidade são os recursos de multas. 
Expediente onde usa toda sua criatividade para argumentar em defesas do arco da velha para motoristas infratores, já recorreu mais de mil multas e reza a lenda que nunca conseguiu deferir uma sequer.
Alessandro ou simplesmente Sandro como é conhecido é um brilhante técnico de informática, prestando serviços às mais diversas empresas. 
Seu ultimo trabalho foi um retumbante sucesso, as notícias ainda um pouco confusas dão conta de que ele sozinho conseguiu derrubar - daqui do Brasil - a nave interplanetária Mars Lander, que se espatifou no solo de Marte na aterrissagem (ou será amartissagem?).

Curiosa também é a história que se passa já no fim dos anos 80, onde os três tiveram a chance de aparecer para um grande publico num show da série 'ESPAÇO ROCK' abrindo para o grupo "Ira!" do guitarrista Edgard Scandurra, mas minutos antes do início do show caiu um temporal diluviano fazendo o guitarrista Ricardo sumir sem deixar pista alguma e só aparecendo depois de horas, sequinho como se não houvesse chovido uma só gota e quando o resto da banda já embarcara num trem de volta para casa.
Conta-se também que neste mesmo dia Rogério conseguiu a proeza de sair do trem e ir até o banheiro da estação, voltar para o mesmo vagão em um espaço de tempo de apenas três minutos!
Mais curioso ainda é o fato de que o conhecimento musical dos três juntos não é suficiente para formar uma banda mediana, mas com uma insistência mastodôntica conseguiram compor algumas musicas nos primeiros ensaios no ano de 99.
Entre elas o provável hit de verão "Minha Menina" que fez com que Ricardo fosse considerado por todos (os familiares) uma espécie de Sheakspere do rock. 
Versos como: "Ah minha menina/sempre gostei de você/você nunca gostou de mim”, são um marco para o idioma nacional assim como as: frases secas e cortantes de Graciliano Ramos.

A base das musicas é o baixo de Sandro e a bateria de Rogério, que formam uma 'cozinha' muito especial, tão entrosada que eles são capazes de tocar duas musicas ao mesmo tempo! Isto somado a guitarra de Ricardo, que seja qual for o ritmo e a levada da musica, sempre emite os mesmos acordes, hora maiores, hora menores, mas, rigorosamente os mesmos. 
De suas influencias mais notadas é possível reconhecer logo de cara a selvageria do grupo Bee Gees e de seu par brasileiro o KLB, a eloquência poética de Reginaldo Rossi, sem deixar de fora nenhum trabalho do mestre Wanderlei Luxemburgo, que não faz musica, mas tem um trabalho de marketing pessoal muito legal.

No momento estão parados musicalmente, já que Sandro sumiu depois de seu último trabalho, mas eles têm uma fita demo pronta com covers e musicas próprias intitulada: "Hits again" puxada pelo proto-hit "Minha Menina" que traz o verso mais genial e harmonioso da musica brasileira: "Uma família de ursos te dei/você nunca gostou de mim...”.

22 de jul de 2015

Três tópicos não interligados

Gritaria, polêmica, discussões, insultos...
Não! Não é partida de futebol ou coisa parecida, mas a repercussão sobre uma medida da prefeitura paulistana que diminuiu as velocidades máximas nas pistas marginais do rio Tiete e Pinheiros.
Na pista de menor velocidade será obrigatória manter míseros 50 quilômetros por hora.
Que absurdo!
Logo nas marginais em que era possível se atingir os... Os... Não... Não dá pra andar normalmente nem a cinquentinha nos dias de semana.
E se tiver feriado à vista então...

E rolam os jogos Pan-americanos lá em Toronto.
O Brasil está em terceiro na classificação geral de medalhas, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.
Bom porque coroa um trabalho hecúleo que é ser atleta neste país fora do binômio “futebol/voley”.
Dificuldades financeiras mil, descrédito, dificuldades para treinos, falta de material adequado, de técnicos mais qualificados... E por ai vai.
Ruim por conta da expectativa que gera o sucesso no Pan e que são – ao menos para o expectador mais popularesco – frustradas em relação às olimpíadas.
Porém, nisto tudo há um atenuante: o Pan de Toronto está sendo transmitido pela Rede Record de televisão, o que garante que muito pouca gente, quase ninguém está assistindo, o que concorre para deixar as expectativas bem baixas...
Comemoração das medalhas do Pan na Av. Paulista.

Por último o ataque do tubarão ao surfista.
Mais recentemente foi dito que já estão em estudos meios de afastar os tubarões dos locais de competição fazendo com que os surfistas usem tornozeleiras que emitam sons desconfortáveis ao bicho.
Mas heim?
O mar é habitat natural de quem afinal?
O BligGroo gostaria de sugerir as hashtags #weallshark, #fuckthesurfers, #seatothefish.
E por fim - sem # mesmo - um grande pau no cu dos surfistas.