29/10/2014

E concordando com Mario Andretti...

Todo ano quando chega esta época, a do GP de Austin nos EUA, Mario Andretti, o único americano que prestou na F1 dita “moderna” dá suas declarações visando “ajudar” a categoria.
Ano passado disse que seria interessante que as equipes tivessem um carro a mais nas corridas para oferecer aos pilotos da casa...
A ideia não era ruim, mas convenhamos, seria difícil achar um piloto malaio para cada equipe, por exemplo...
Este ano ele disse que a F1 precisa dar uma “relaxada”... Que está muito travada e sisuda.
E não é que é?
É...
E como o BligGroo anda numa vibe de ajudar também (procure ai, só este mês já teve uns três textos com esta temática...) vamos às sugestões para o tal relax...

 

Que tal permitir passeio pelo padock pra todo mundo?
Ia ser legal vendo nego fazendo self com bico, pneu...
Se marcar, as equipes podem até dar umas flanelas pro povo que está lá de bobeira que eles vão de boa tirar o pó dos carros, lustrar... Eu iria na Williams de boa varrer o box.

Acabar com o treino de sexta que não vale pó**a nenhuma mesmo e instituir o Lingerie Day.
Claro!
Todo piloto agora coloca a patroa nos boxes e a TV às vezes perde coisas legais da pista para mostrar as ditas.
Vamos unir o útil ao agradável! Bota as tias de lingerie que a audiência aumenta.
E aposto que vai vender mais ingresso também.
Só um adendo: Não estenda para o povo das equipes que ninguém merece ver a Monisha da Sauber de calçolão...

Sorteios são outra grande pedida...
O cara guarda o canhoto do ingresso e pode ganhar pedaços dos carros que baterem durante a prova.
Pastor Maldonado seria a garantia de que não ia faltar material para sortear.
Na NBA tem aquelas paradas de sortear alguém do público para tentar fazer cestas de três pontos ou do meio da quadra e o cara ganha camisas do time da casa, material promocional...
A F1 poderia copiar e no domingo, antes da largada, sortear alguns torcedores locais para tentar fazer uma volta no mesmo tempo da pole position, por exemplo.
Se começar a encalhar demais os prêmios é só mudar e pedir para o sorteado fazer o mesmo tempo da última do grid...

Se bem que... Para aumentar o público basta produzir corridas mais interessantes e em pistas melhores, baixar o preço do ingresso... Garanto que mais gente vai.

28/10/2014

Ajudando a Caterham

E Tony Fernandes havia entregado a Caterham para investidores, que por sua vez devolveram para Fernandes que entregou para um administrador.
Esqueci algo?
A verdade é que o time verde vai indo a passos largos para o brejo e – como sabemos – sendo indiano, Fernandes não impedirá o livre curso bovino da equipe.
Começa que receberam permissão especial para não participar nem da etapa dos EUA e nem da corrida no Brasil.
Significa?
Significa...
Se a situação não fosse realmente complicada, a FOM nunca autorizaria a falta de um time às corridas.
Já tem tão poucos...
Mas aqui no BligGroo vamos (um dia procuro ajuda para entender porque uso o pronome no plural) ajudar o Fernandes a – pelo menos – levar o time para participar da última etapa em Abumdabe.
Dicas para a Caterham arrumar alguma grana para terminar a temporada.•.

Alugar os carros (sem os motores) para vendedores de abacate nas ruas.
Seria a AbaCaterham
Sendo o trambolho já na cor da fruta, o retorno é garantido sem muito prejuízo.

Usar os motores que ainda tem para criar o CCC. (Caldos de Cana Caterham)
Já tem até o slogan: CCC o caldo de cana mais veloz do planeta!

Colocar mecânicos uniformizados para trabalhar nos semáforos.
O diferencial seria que ao invés de apenas jogar aquele sabão nojento nos para-brisas, os caras ainda poderiam trocar os pneus.
Para quem faz isto em 4 segundos, trinta é uma eternidade.

Colocar todo o cast do time para fazer teatro infantil.
Afinal, para quem finge a tantos anos que é uma equipe de F1 com um carro (ruim) de GP2 não vai ter dificuldades para atuar...
Mecânicos interpretando os sapos na fábula: A princesa e os sapos

27/10/2014

F1 progressiva?

No fim dos anos 60 o rock and roll estava um tanto diferente.
Os shows, a exemplo dos discos, se encheram de solos longuíssimos, arranjos mirabolantes, efeitos diversos.
Até o modo de composição passou a ser diferente.
Lobão conta em seu livro 50 anos a mil que Patrick Moraz, ex-integrante do Yes que veio morar no Brasil após casar com uma brasileira recrutou a banda carioca Vímana para lhe apoiar a carreira solo e trazia para as reuniões de composição um quadro negro repleto de equações, metas, assuntos aos quais ele pretendia transformar em músicas e letras.
As canções já não tinham mais três ou quatro minutos, não eram dançantes ou doces baladas de amor. Pelo contrário, ocupavam um lado todo do vinil e nem sempre eram empolgantes e exigia do ouvinte alguma erudição para entende-la.
Os álbuns passaram a ter muito mais importância que os singles e para a compreensão da mensagem do artista...
Começou ali o distanciamento lento e gradual do músico que criava coisas muito longe da realidade do ouvinte.

Em resumo, o fã mais tradicional e de primeira hora acabou deixando a coisa um tanto de lado em nome da diversão pura e simples de outros estilos.
É inegável que grandes obras surgiram no período: Dark Side of the Moon, The Lamb Lies Down on Brodaway, Lark Tongues in Aspic, Fragile etc.…
Mas com o passar dos anos apenas alguns nomes continuam sendo reconhecidos realmente como grandes, relegando muitos outros a nichos ou até mesmo obrigando-os a repensar a carreira popularizando o trabalho.

Já perto do colapso de popularidade, no fim dos anos 70 um bando de moleques ávidos por diversão pura e simples tomou conta da coisa.
Músicas de três minutos ou menos com três acordes onde o segundo verso repete o primeiro - com um refrão ou não - sem se preocupar com poesia ou mensagens elaboradas.
Por vezes era possível ver os “ídolos” enchendo a cara nos mesmos bares que os fãs, possibilitando a entrada de quase qualquer um na cena.
Era o "Do it Yourself" dando as cartas e salvando o rock para as gerações futuras.

E ai? O que isto tem a ver com F1?
Fico só na espera do surgimento dos punks para salvar a categoria que virou um imenso grupo de rock progressivo com corridas longas, em sua maioria chatas e com cada vez menos gente tanto correndo quanto assistindo...

24/10/2014

E Jagger também ligou o fo*a-se

Existe o mundo real.
E existe o mundo dos Rolling Stones...
Neste mundo, amor é igual a sexo, drogas são item de consumo cotidiano e a violência é gratuita.
O que é belo pode esconder coisas escabrosas como simpatia pelo capeta, açúcar marrom vindo de algum lugar do mundo para dentro da corrente sanguínea, estrelas do mundo pornô, decadência social e outras coisas menos cotadas, enfim...

Porém, nada é mais emblemático deste mundo Stone que Street fighting man, incluída em Begars Banquet, um álbum quase acústico de 1968.
A canção convoca o ouvinte a lutar nas ruas de uma “Londres sonolenta” onde o melhor que se pode fazer é tocar em uma banda de rock.
Mas apesar do momento político conturbado pelo qual passava o mundo em 1968, não há uma só linha, frase ou palavra que defina com quem, por que ou para que lutar.
Diz apenas: “Cause the summer is here and the time is right for fighting in the streets, boy.”
Brigar por brigar...

Hoje, com o advento do “politicamente correto” é provável que achem algo para atrelar á fúria da canção e engajá-la em alguma causa qualquer, mas, quando Jagger escreveu e cantou que seu nome era “distúrbio” e que ele “gritaria e se esgoelaria, mataria o rei e incomodaria todos seus servos” a causa era apenas diversão.
Just for fun!

Não sei se isto fez a diversão dele, mas a nossa... Garantiu pela eternidade.

23/10/2014

Aspas do longo tempo entre uma corrida e outra...

Quando o intervalo entre corridas é superior a duas semanas a coisa realmente fica feia para os periodistas da F1.

Os caras são obrigados a dar importância a quaisquer aspas ditas por alguém que signifique algo dentro do circo.
Obviamente não há nada de errado nisto, mas...
Se não vejamos:

Declaração de Ron Dennis, o poderoso chefão da Mclata:
“-Não tem como vencer se não tiver o melhor motor.”
Era um claro recado para a montadora japonesa que lhe fornecerá motores ano que vem, algo do tipo: “-Ou vocês fazem seu melhor ou não ganharemos nada.”.
Beleza Ron Dennis!
Agora explique, por favor, por que este ano, com motor Mercedes que, aliás, já garantiram o título de construtores, a McLata não ganhou nem disputa de palitinho no paddock?
Tem um destes nos carros da Mclata.
Outra?
Willi Webber, ex-agente de Michael Schumacher disse que: “-Vettel é muito sensível para vencer na Ferrari.”.
Entenda vencer como: ganhar títulos.
E disse ainda que Fernando Alonso não aguentou a pressão.
Pela sua fala, Michael Schumacher é um ser de outro planeta e assim sendo, só ele foi capaz de aguentar o que se passa na máfia rossa.
Então...
Ganhando é sempre mais fácil né?

Por último.
Rubens 1B, o popular Barrichello foi desligado do quadro de comentaristas de F1 da Rede Globo.
Dois comentários:
A) - Após reduzir tempo de apresentação da classificação, demitir (se foi o caso, claro) pessoal não é um bom sinal sobre F1 que a emissora manda.
B) – É a primeira vez que ele consegue algo antes de alguém em muito tempo.
Mas na boa? Não sei se é o caso de dizer: “Chupa Burti...”.