30 de jun de 2015

F-Iphone

Um título é sempre um título, ok... É melhor ser campeão que último colocado.
Um título mundial é ainda mais relevante. Ok!
Mas a forçada de barra para que o título de Nelson Piquet jr. seja reconhecido como “a grande coisa” chega a ser hilária.

Quem hoje se lembra do primeiro campeão da A1GP?
E o campeão da Grand Prix Master?
E do campeão da Superleague Formula?
Em dois anos, no máximo três, ninguém vai se lembrar do campeão da Formula E.
Isto se não se esquecerem do que catzo era a Fórmula E com seus carros tristemente feios, sem som (ou com aquele irritante barulho de motor de dentista) e seus pilotos manetas rejeitados em outras categorias.

A coisa chega a lembrar daqueles times de futebol que passam às vezes dez, quinze anos sem ganhar nenhum título e então ganham o torneio municipal, um torneio amistoso, um campeonato de masters ou mesmo um desfile de escola de samba e todos os seus torcedores querem ir para a praça gritar é como se tivessem sido campeões mundiais em cima do Barcelona jogando em Tóquio.

E para terminar um fato que diz muito sobre esta categoria de liquidificadores sobre rodas: O troféu é – e tinha de ser – um ventilador.
E nem é Arno...

29 de jun de 2015

Venceu?

#LoveWins.
Assim terminava o tweet do presidente norte americano Barack Obama logo após a Suprema Corte daquele país garantir constitucionalmente o direito ao casamento para homossexuais.
É uma notícia para se comemorar e não só pela comunidade gay, mas por todos aqueles que entendem que a vida de cada qual é de sua própria conta, mas nem por isto devem ser colocados à margem dos direitos que todo ser humano tem (ou deveria ter).
E neste caso amar e viver sob o amparo dos direitos que casais heterossexuais já têm.

Mas será que o amor venceu mesmo?
Por mais feliz que se possa ficar e demonstrar com declarações ou participando de ações em redes sociais (foi interessante a onda das fotos com filtro nas cores do movimento, só não fiz por pura preguiça), fica esta duvida.
E a resposta é triste, creia... Não venceu.
Ainda.
O amor vencerá quando não for mais preciso leis para garantir aquilo que bastaria apenas o bom senso para ser aceito.
Foi um passo gigantesco dado dentro de um dos países que mais influenciam o restante do mundo, mas por enquanto nada de vitória.
Foi só mais uma batalha e a luta continua e é preciso mudar a cabeça dos indivíduos, coisa que infelizmente leis não fazem.
Até lá #LoveWillWin.

26 de jun de 2015

Promessas perdidas do automobilismo brasileiro

Reginaldo Troiano: 
Nascido em Goiânia-GO, começou no automobilismo aos cinco anos pilotando um triciclo velotrol. Ousado, foi o primeiro a fazer curvas apenas em duas rodas.
As outras crianças de sua idade choravam ao vê-lo ganhando todas as corridas.
Pilotou bicicletas e fazia o menor tempo no circuito de entregas de jornal de seu bairro.
Aos quinze debutou no kart; fez carreira rapidamente sendo campeão já em seu primeiro ano.
Passou aos Fuscas e depois para os carros de formula.
Seu sonho? Claro... Um dia chegar a F1.
Em 1987, dias antes de embarcar para a Europa morreu em um acidente quando o Ford Belina que dirigia bateu na traseira de um caminhão com placas de João Pessoa - PB.

Luca Dabreu Cunha. 
Este nasceu em Minas Gerais e não se sabe o que fazia em termos de pilotagem na infância.
Os primeiros registros datam de sua adolescência.
Campeão de “rachas” em torno da Lagoa da Pampulha e de tanto tomar multas com os carros do pai foi matriculado em uma escolinha de pilotagem em São Paulo.
Foi notado pelos pilotos professores que enxergaram nele um grande talento.
Levado a competir por todo o país logo foi contratado por uma equipe de carros de turismo européia.
Resolveu então voltar a Minas dirigindo seu VW Passat para dar aos parentes a boa noticia do contrato para correr no velho continente.
Infelizmente em 1987 colidiu seu carro com a traseira de um caminhão registrado com placas de João Pessoa – PB em plena rodovia Fernão Dias.

Leonardo Bulca Jr. 
Vulgo “Bulcão”, oriundo do Rio de Janeiro.
Campeão em todas as categorias em que esteve inscrito despontou para o cenário nacional após vencer uma etapa do rali da Independência.
Levado para fazer testes em equipes da antiga categoria de Opalas Stock Car.
Tinha um estilo selvagem que muita gente chegou a comparar com Gilles Villeneuve. Com um tanto de exagero, obvio.
Convidado a participar de uma das etapas do campeonato de endurance  por uma equipe satélite da Peugeot, comemorou fazendo o trajeto entre São Paulo e Rio de Janeiro em apenas quatro horas pela Via Dutra batendo assim dois recordes: de velocidade e de quantidade de multas por excesso de velocidade em rodovia.
Na volta foi impedido de dirigir – estava com a carteira apreendida – viajou o tempo todo dormindo no banco do carona de uma Mercedes 280 SL que infelizmente se acidentou com a traseira de um caminhão com placas de João Pessoa - PB.
Tinha vinte e oito anos em 1987...

João Jose Olivensa:
Conhecido como Jãosé.
Nunca aspirou ser piloto de competição e nem teve sua vida ligada aos carros.
Quando criança ajudava seu pai em uma oficina de marcenaria em Goiânia.
Com a crise mudou-se para Minas Gerais onde trabalhou como ofice boy por dois anos.
Em 1987, depois de casar-se foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, desempregado aceitou a única oportunidade que lhe foi oferecida.
Tornou-se então motorista de caminhão de uma empresa sediada na Paraíba - mais precisamente em João Pessoa - e com escritório e representação carioca.

25 de jun de 2015

Odiado?

In Through the Out Door (1979) foi o ultimo disco lançado com todos os integrantes Led Zeppelin ainda vivos e carrega o estigma de ser o disco mais odiado da banda.
Se não pelos fãs, que hoje podem não tem mais a mesma opinião sobre o álbum, mas pelos próprios integrantes do grupo.
Todo o clima ruim que havia se instalado com a doença e morte do filho de Robert Plant e o galopante alcoolismo de John Bonham contribuíram para que o disco fosse feito meio que de qualquer forma.
Tanto que Jimmy Page chegou a dizer tempos depois que o disco era um álbum solo de Plant lançado como sendo do Led Zeppelin.
Disse também que não estava interessado em All My Love e que aquele tipo de som, com aquele refrão não representava o que era o Led de forma alguma.
Com a exceção de In The Evening nada ali lembra o que a banda já havia feito em termos de som pesado. Nem o bom blues I´m Gonna Crawl consegue fazer emergir o Led de outros tempos.
Porém, apenas Carouselambra com seus mais de dez minutos de duração, voz afundada na mixagem e teclados onde deveriam estar camadas de guitarra chega a ser realmente irritante. De resto, o disco é até bastante agradável.
Na modesta opinião deste que escreve, Presence (1976) é bem inferior.
De saída foi ignorado pelos fãs e suas vendagens não eram as mesmas de outros discos, mas após a morte de Bonham o disco deslanchou e vendeu mais de sete milhões de cópias.
Coisas da necrofilia da arte, diriam alguns.

24 de jun de 2015

Crônica do GP: Papos entre Alonso e Kimi após o acidente

Alonso: -Que porrada!
Kimi: -É... Que porrada.
Alonso: -Cê viu o que aconteceu?
Kimi: -Algum idiota bateu na gente...
Alonso (irônico): -Também acho.

Kimi: -Caraca, que foi aquilo?
Alonso: -Não sei, quando vi já tava porrado.
Kimi: -Acho que perdi a direção.
Alonso: -Olha lá dentro do meu carro... Deve estar lá.

Alonso: -Você tá bem?
Kimi: -Tô e você?
Alonso: -Também... Olha para trás e vê como ficaram os carros.
Kimi: -Vixe... Desculpa ai.
Alonso: -Relaxa... Pelo menos você já tem o que fazer quando encerrar carreira.
Kimi: -É? O que?
Alonso: -Escultor surrealista.

Alonso: -Pqp cara! Queria me matar?
Kimi: -Eu não te vi ali.
Alonso: -Mentira...
Kimi: -Não vi mesmo, juro.
Alonso: -É... Não deve ter visto mesmo, tá falando comigo olhando pra esquerda e eu to na direita...

Kimi: -Alonso, cê tá bem?
Alonso: -Eu to... Mas... Cadê o Maldonado?
Kimi: -Maldonado?
Alonso: -É... Uma panca idiota desta só pode ter sido obra do Maldonado.
Kimi: -(silêncio constrangedor.)

Kimi: -Cara, desculpa, soube que além de te tirar da corrida, ainda quebrou seu motor.
Alonso: -Relaxa, não foi culpa sua quebrar o motor na pancada.
Kimi: -Mas é chato pô... Cê vai ser punido pela troca para a próxima corrida.
Alonso: -Já disse: relaxa. Eu corro pela McLaren, já estou punido por natureza.