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Maior que seus números ou menor que sua fama?

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Qual a real dimensão de Fernando Alonso?
Seria ele maior que seus números?
Ou seria menor que sua fama?
Que lugar ocuparia o piloto espanhol na história da F1?
Teria lugar no panteão dos imortais ou só verbete entre os maiores da F1 moderna, pós Senna?
Como medir? Os números frios podem não ser justos.

Alonso foi a opção e antítese à Michael Schumacher e foi o primeiro piloto no século XXI a derrotá-lo.
E derrotar de maneira tão dura que fez com que o alemão sete estrelas começasse a pensar em colocar e por fim, encerrar sua carreira.
Por si só, isto já bastaria para colocar Alonso no panteão dos grandes campeões de todos os tempos.
Circunstâncias para seus títulos?
A favor: A Renault era uma equipe média da F.
Ele próprio era extremamente jovem e ambicioso.
Contra: Sua equipe vinha dos espólios da Benneton que dera a Schumacher seus dois primeiros títulos, que muitos contestam dizendo que eram carros com alguma coisa sempre fora do regulamento.
Seu principal adversário não tinha mais…

Bye bye Alonso, Alonso bye bye

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E se vai Alonso...
A última vitória de Fernando Alonso na F1, que é a categoria da qual se despedirá no fim do ano, foi no já distante ano de 2013.
Seu último pódio é até mais recente, mas também já faz quatro anos.
E o último título então? 2006.
Fernando Alonso é, de longe, o piloto que mais tempo ficou na F1 após ganhar seu último título e sua trajetória pós título não foi das mais vencedoras, embora tenha tido momentos brilhantes.
Após levantar o caneco em 2006, trocou de equipe indo da Renault para a McLaren, então poderosa e sempre disputando títulos.
Em Woking foi apenas uma temporada com quatro vitórias e mais oito pódios.
Uma guerra fratricida com um rookie chamado Lewis Hamilton, preferido pelos chefes, o empurrou de volta para a Renault.
Não bastasse, ainda houve o famigerado caso de espionagem envolvendo e-mails trocados entre Mike Coughlan e Nigel Stepney conhecido como spygate

De volta a equipe onde ganhara os títulos, a realidade era muito outra.
Com o time em franca dec…

F1 2018: as peças se movem no tabuleiro extra pista

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As férias de verão da F1, geralmente de um mês entre o GP da Hungria e o da Bélgica costumam ser um tempo em que se começam a correr boatos sobre transferências de pilotos, troca de motores e coisas do gênero.
Nem sempre o que se vende nesta silly season é recebido após a compra. Ou seja, muita gente acha que é o que vai acontecer e no fim dá com as barrigas n´água tal qual Américo Vespúcio furado.
Este ano, por algumas declarações, esperava-se algo envolvendo Alonso, McLaren e afins, antes da segunda semana de bye começar caiu a bomba e, por incrível que pareça, não era nem boato.
Apesar de ter dito que haviam pequenos detalhes em aberto, mas que uma renovação com a Red Bull já estava encaminhada, Daniel Ricciardo anunciou ao mundo, sem pompa nenhuma que ao final do ano corrente (2018) deixaria a equipe.
Não deu sequer tempo de abrir especulações ou do Américo mostrar uma foto de um fax de um contrato assinado do australiano com a Ferrari e outra bomba: a Renault anunciava algumas ho…

F1 2018: Reclamações (sobre o que não há o que reclamar)

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Bottas fez o papel de escudeiro para Lewis Hamilton?
Sim, fez.
Bottas protegeu Lewis de possíveis investidas de Vettel ou Kimi?
Claro!
Se olharmos bem a tabela de pontuação, Lewis disputa pau a pau com Vettel o título e já estamos na metade do campeonato, logo, em sã consciência e tendo a honestidade como norte alguém pode questionar o que aconteceu na Hungria com relação as atitudes de Bottas e/ou da Mercedes?
Pode... Ou melhor, não pode, mas questiona assim mesmo.

Obviamente, ser visto como segundo piloto ou “ajudante” é ruim para a imagem de um piloto, qualquer piloto.
Casos como o de Patrese, Berger, Barrichello e até mesmo Felipe Massa mostram que os danos demoram muito tempo para serem reparados. A história costuma ser cruel com estes personagens.
E periga o Bottas entrar nesta listagem se não se desvincular da Mercedes ou, como no caso de Nico Rosberg, peitar (e ganhar) a briga garantindo seu título mundial mesmo contra a orientação da própria equipe. Temos que tirar o chapéu p…

F1 2018 - Hungria: monotonia com pitadas de emoção (igual tofú com bacon)

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Levando em consideração de que as corridas na Hungria não são exatamente emocionantes, mas que proporcionam lances de prender o fôlego vez por outra, os fãs da categoria se sentaram em frente a seus televisores para a largada.
Depois de uma classificação sob clima instável e com chuva na maior parte do tempo e que teve voltas perfeitas de Hamilton e Bottas garantindo a primeira fila para a Mercedes quando o esperado era uma briga entre Red Bull e Ferrari, o tempo firmou e trouxe a dúvida se o acerto feito para pista molhada poderia dificultar as coisas para o time alemão.

Claro que a pista sinuosa e com poucos pontos reais de ultrapassagem (só o fim da reta e assim mesmo não é simples) iria ser aliada para Hamilton tentar mais uma vitória.
Assim que as luzes apagaram não houve susto.
Apenas Vettel conseguiu subir uma posição ao ultrapassar o companheiro de equipe. Mais além, não conseguiu ir.

Uma das histórias a ser observadas era a largada de Daniel Ricciardo vindo do fundo do grid.

Húngria e uma espécie de magia...

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Há quem não goste do GP húngaro e é até fácil entender os motivos: pista sinuosa, de média velocidade, travada com pouquíssimos ou nenhum ponto de ultrapassagem e possibilidade quase inexistente de variação climática.
Porém, quando tem momentos emocionantes, estes são arrebatadores.
A ultrapassagem de Rubens Barrichello sobre Michael Schumacher em 2010.
O acidente de Felipe Massa com a mola em 2009.
A corrida fantástica de Damon Hill com uma Arrows em 1997.
A primeira vitória de Alonso colocando uma volta sobre nada mais que Michael Schumacher em 2003.
Porém, nenhum momento é mais icônico do que a ultrapassagem de Nelson Piquet sobre Ayrton Senna na primeira corrida húngara da era F1 (houve uma corrida naquele país em 1939).
O lance é tão fantástico que outro campeão mundial, Jackie Stewart, definiu dizendo que: “-Foi como fazer um looping com um Boeing 747!”
E foi este lance que me fez escrever um dos textos que mais tenho orgulho.
E é ele que segue.

A Kind of Magic
O sol sempre escal…

F1 2018: Falem bem, falem mal, mas continuem falando

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Logo após o fim da corrida na Alemanha, após o troféu já entregue e a champanhe estourada, os comissários da FIA se reuniram e convocaram Lewis Hamilton para dar explicações sobre a manobra que, pelo sim pelo não, lhe deu a vitória.
Lewis já estava se encaminhando aos boxes para troca de pneus quando por algum motivo resolveu não ir mais e cortou para a esquerda na entrada dos boxes, passando por cima de grama e tudo para voltar à pista em um momento em que Sebastian Vettel abandonara a prova.
Dalí em diante, a parada de Bottas e Kimi o colocaram em posição de vencer caso não tivesse mais que trocar pneus. E os seus já estavam bem gastos.

Diz o regulamento que a manobra é terminantemente PROIBIDA e que a punição padrão a quem infringir a regra é a uma adição de cinco segundos ao tempo final da corrida, caso não haja mais paradas de boxe para se cumprir. O que, naquele momento era a situação.
A notícia foi veiculada como deveria: driver 44 under investigation.
E a corrida que acabara d…