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Mostrando postagens de Abril, 2017

F1 2017 - Rússia: Novo vencedor na velha monotonia

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Dizem que na Rússia tudo pode acontecer, e pelo que vemos: acontece.
É mesmo um país sui generis, mas não deu, ainda, uma boa corrida de F1.
O traçado, construído dentro do parque olímpico de Sochi (igual ao que foi feito aqui no Brasil…) é bonito, mas desde sua primeira edição em 2014 não tem funcionado.
Mas a F1 passou por mudanças, tem promovido boas provas com suas mudanças de regulamento e de gestão e sendo assim: a esperança é a ultima que morre.

A pole, depois de muito tempo, não tem uma Mercedes.
A segunda posição também não: Vettel e Kimi.
Mas estranheza? O terceiro lugar era Bottas e não Hamilton.
Novos tempos, sem dúvida.
Assim que as luzes se apagaram, Bottas surpreendeu o mundo ganhando as duas posições da Ferrari e assumindo a ponta.

Pena para ele que lá atrás Grosjean errou ao tomar uma curva e tocou Jolion Palmer, que errou ao escolher a profissão e os dois foram parar no muro.
Safety car na pista antes do fim da primeira volta, mas quando saiu a coisa não se modificou…

Hot 5 do Groo: as comissões de frente

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Já faz um tempo que não pinta um Hot 5 por aqui, logo, é hora de mais um.
Desta vez com as músicas de abertura de discos.
Tem vezes que o disco nem é grande coisa, mas a música que abre o trampo é tão boa que a gente ouve o resto de boas.
Tem vezes que nem um petardo bem composto, cantado e tocado salva, mas.... Não é o caso.
Agora: as melhores aberturas de disco gringo que você respeita! Ou não...

No primeiro disco do Black Sabbath o recado já é dado logo de cara.
A faixa título e de abertura do disco define o que era e como seria a banda (ao menos até o Ozzy se mandar...) mas não é, nem de longe, a melhor faixa de abertura dos caras.
Há quem prefira "Sabbath Bloody Sabbath", faixa título do disco homônimo de 1973, ou mesmo "War Pigs", do Paranoid (1970), mas na opinião do espaço, nada supera "Hole In The Sky", do subestimado Sabotage (1975).
O peso da faixa, o trabalho da guitarra de Iommi e Ozzy cantando como um alucinado (nunca cantou tão bem como nes…

Notinhas irônicas

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Toto Wolf, aquele, disse que enxerga a briga entre sua equipe, a Mercedes, contra a Ferrari, muito boa para a F1.
Desde que, claro, a Mercedes vença.

Max Verstappen declarou que as ultrapassagens na F1 agora estão mais difíceis, porém, muito mais divertidas.
Para ele que ultrapassa e para a gente que assiste é divertido, para os caras que ele anda ultrapassando deve ser uma tortura.

Notícias dão conta que, para 2018, estarão banidas as horrendas “barbatanas” nas tampas dos motores dos F1 e também a anteninha que muitos dizem ser a tal asa em T.
É a categoria primando pela beleza estética dos carros.
O chato é que na mesma nota diz que vão adotar o tal “Shield”...

O poço não tem fundo...
A Sauber, pior equipe deste ano e uma das piores do ano passado anunciou que em 2018 será parceira da Honda.
A dúvida é: será que não estão acompanhando o drama da McLaren?
Ou...
Será que estão de mudança para a Indy também para ter um motor mais forte?
Se for isto, estão no caminho, o time é tão ruim …

O calendário ideal

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O site Projeto Motor fez em 2015, por conta do retorno do México e seu Hermanos Rodrigues à F1 uma matéria interessante: O calendário Ideal para a F1.
Nela listava-se as etapas com autódromos “clássicos” que deveriam compor o campeonato ideal para a categoria.
Muito bem escrita, pecava (ao meu ver) em listar pistas que notoriamente promovem corridas sonolentas e aborrecidas.
A lista do site era:
Austrália (Melbourne)
Malásia (Sepang)
África do Sul (Kyalami)
Espanha (Barcelona)
Canadá (Montreal)
América do Norte (Long Beach)
França (Paul Ricard)
Inglaterra (Silverstone)
Alemanha (Hockenheim)
Hungria (Hungaroring)
Bélgica (Spa-Francorchamps)
Itália (Monza)
Portugal (Algarve)
Cingapura (Marina Bay)
Japão (Suzuka)
Estados Unidos (Austin)
México (Hermanos Rodríguez)
Brasil (Interlagos) 
Hoje, sabemos que Malásia dará adeus ao campeonato neste ano, o que é uma pena e que a pista à qual se celebrava a volta, sem sua principal curva (Peraltada) é um porre, então, qual seria a lista ideal? E com quantas corrida…

Sobradinho

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Sá havia sido levado por Gutemberg Guarabyra para conhecer o sertão do São Francisco entre as gravações e shows no ano de 1977.
Sá, segundo o próprio, era um “bicho completamente urbano” que só saia da cidade do Rio de Janeiro para – no máximo – ir até Teresópolis.
Lá, nas barrancas do rio São Francisco, maravilhado pelo que chamou de “um outro mundo” resolveu que iria se integrar ao lugar comendo um prato típico da região.
Guarabyra, já mais acostumado com o tempero do lugar pediu um pirão de peixe no que foi acompanhado pelo parceiro.
Sá ainda lembra o perrengue passado no dia seguinte, na casa dos pais de Guarabyra, para dar passagem pelo organismo a toda àquela pimenta malagueta que acompanhava o prato.

Entre uma urgência e outra, ouviu o pai de Guarabyra dizer que há poucos quilômetros dali havia caminhões de um tamanho que ele nunca pensou que existissem trabalhando.
Gutemberg Guarabyra, curioso se abalou até lá e descobriu que, de forma sigilosa, o governo militar estava constr…

F1 2017 - pós corrida: O que aprendemos no Bahrein

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Que neste ano em especial, classificação é uma coisa, corrida é outra.
Obviamente que vão haver exceções como Mônaco, Hungria... Mas a princípio, ser o mais rápido na classificação já não é o mais importante.
Lewis está aprendendo isto na prática.

Há divisão clara nas equipes de ponta.
Vettel é o primeiro piloto, Kimi o segundo.
Hamilton é o primeiro piloto, Bottas o segundo.
Se a Red Bull mantiver a crescente vai ser complicado escolher um primeiro piloto já que tanto Daniel quanto Max são extraordinários.

A galera do BR é inflamadinha...
Vettel era o queridinho, bastou bater um certo piloto que não fez a curva em números de vitórias e títulos que virou “farsa”.
Hamilton ainda não caiu em desgraça porque vira e mexe dá uma galvanada e cita o cara.
Max não superou (e ninguém sabe se superará) nenhum número do citado, mas bastou fazer uma volta (fantástica) no GP chinês, sob piso molhado e ser comparado ao cidadão que já se tornou objeto de estudo para ódio.
Aí o menino ainda vai e dá …

F1 2017 - Corrida Bahrein: Because the night belongs to lovers. Because the night belongs to us

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Um fato curioso: depois que passou a ser disputado a noite (lá) as corridas no Bahrein ficaram mais atraentes.
Seja pela temperatura diferente da pista (no deserto a variação dia/noite é bem grande) seja pelo espetáculo das luzes brilhando nas carenagens que dão um colorido diferente ou pelo que for, está menos torturante e até prazeroso assistir.

Esta edição, impulsionado pela nova velha rivalidade Vettel/Hamilton que estão rigorosamente empatados na ponta da tábua de classificação, ainda há outros motivos para ficar atento.
São eles: Bottas em sua primeira pole, Vettel pulando logo atrás (em terceiro, mas na parte emborrachada da pista), o fator Verstappen nas largadas e uma onda crescente de melhora dos carros da Red Bull. Nunca subestime Adrian Newey.

Antes, na preliminar da corrida, a F2 mostrou um show.
Um dos novatos, Charles Leclerc, piloto de Mônaco e membro da academia da Ferrari liderava, foi aos boxes caindo para a décima quarta posição e ultrapassou (de verdade) um por um…

Alonso, Indy 500, Liberty e marketing

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Dizer que Alonso chocou o mundo do automobilismo ao anunciar que vai correr a Indy 500 deste ano é um tanto de exagero.
Ele não é o primeiro e nem será o último, embora, com a gestão antiga da F1, dificilmente veríamos acontecer o que ele quer fazer este ano.

Duas vezes campeão mundial, Fernando Alonso é o campeão que ficou mais tempo na F1 após ganhar seu último título: lá se vão onze anos e contando.
Também é, sem dúvida, um dos mais talentosos pilotos que apareceram na F1 nos últimos vinte anos.
Só tem um dedo podre terrível para escolher a hora de trocar de equipe.
Saiu da Renault para uma McLaren onde não teve como combater o “inglesismo” do time que protegeu seu investimento prata da casa.
Voltou para uma Renault decadente e trambiqueira.
De lá para uma Ferrari desestruturada e à sombra de uma Red Bull imbatível.
A volta para a McLaren não poderia ter sido em pior hora...
Agora vai para a categoria de fórmula americana, que também não passa por grande momento.
Sendo bem sincero,…

F1 2017: Chamando para prestar contas

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E na Itália, mais precisamente na sede da Scuderia Ferrari, Sérgio Marchionne e Maurizio Arrivabene conversam com Kimi Raikkonen em uma sala com moveis de madeira maciça, escura e enfumaçada, sob os olhares atentos e ameaçadores de diversos funcionários. Todos vestidos com ternos escuros e alguns de óculos escuros.

-Kimi, figlio mio.... Queremos saber por que catzo você tem uma performance tão abaixo do bambini Vettel?
-E por que reclamava tanto de nostro carro na corrida da China?
Raikkonen apenas olhava para os dois impassível.
-Temos que lembrar que já rasgamos uno contrato uma vez?
-E que se quisermos, rasgamos outro...
Nenhum sorriso, nenhuma expressão.
-Vamos te lembrar que a scuderia é una famiglia.... Se um ganha, todos ganham. – Dizem sérios enquanto outros empregados seguram o riso.
-Sempre damos equipamentos iguais para nostros bambinis.
Kimi se mexe de forma incomoda na cadeira e fixa o olhar em uma foto de Barrichello.
-Então? O que tem a nos dizer?
-Podemos contar com um…

F1 2017 - pós corrida: Constatações chinesas

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Ficar acordado ou programar o despertador para as três da manhã de um domingo para assistir uma corrida de F1 é sempre um risco.
Risco de passar o domingo feito um zumbi sonolento, risco de se irritar com o espetáculo.... Enfim.
Quando o GP é em uma pista construída por um certo alemão mestre do paint brush com crtl C & crtl V então o risco tem as proporções aumentadas.
Mas felizmente não foi o caso desta corrida na China.
A corrida foi divertida, com alguma tensão e possibilidades abertas a todo momento.
Abaixo algumas constatações.

Pistas de rua (ou de parque, como em Melbourne) podem ser legais até a segunda página.
Tem seus desafios, mas nada supera um bom e velho autódromo.
Exceção feita as corridas no Canadá, claro.

As condições de clima ajudaram a corrida a ser como foi.
Se não choveu durante a prova, as pancadas de água que impediram os TL´s de acontecer deixaram tudo um pouco mais no escuro.
Penso que os carros podem não ter sido acertados da maneira exata como os mecânic…

F1 2017 - Corrida: Verdades chinesas

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A pista chinesa não chega a ser um grande incomodo.
Quer dizer, não é por conta do traçado, mesmo sendo um Tilke, que as corridas chinesas podem ou não ser ruins.
Geralmente são medianas.
Uma grande reta, uma curva inclinada, freadas fortes, curvas de alta.... Na verdade, é o primeiro grande prêmio em um a pista convencional de verdade para testar as novas configurações de carro.
Porém, para ajudar, a pista estava molhada (pouco) durante a largada.

Mesmo com a grande maioria largando de pneu para chuva, a mão da nova gerencia da F1 já se fez sentir: largaram normalmente e não sob safety car.
Lewis manteve a ponta e Vettel, que parou torto após a volta de apresentação começou seu comboio ao carro prata.
Um pouco atrás, Lance Stroll não durou meia volta levanto um toque por trás de uma Force Índia e ocasionou o primeiro safety car virtual da temporada.
Com ele, todos foram aos boxes trocar para pneus de pista seca.
E não tínhamos uma volta inteira ainda.
Mal deu tempo para desligarem o …

F1 2017: Curiosidade inúteis sobre a China.

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A China é o país mais populoso do planeta.
Em 2011 estimava-se 1,3 bilhão de habitantes.
Ainda assim é considerado o pais mais ignorante do planeta em termos de sexo.
Como conseguem esta população toda sendo ignorante em sexo não se sabe...

Obviamente, com esta população toda e seu tamanho, a China também é o país que mais consome energia.
O problema quanto a isto é que seu principal combustível é o carvão mineral que é altamente poluente.
Isto explica porque podemos ver o ar por lá.
A culinária chinesa é muito exótica aos olhos ocidentais.
Eles têm pratos à base de carne de cobra, cachorro, comem andorinhas e testículos de diversos animais.
Também consomem espetinhos de escorpião, alguns tipos de larvas.
Ainda assim, chegaram a proibir importação da carne brasileira quando estourou o “escândalo” da “carne com papelão” na operação Carne Fraca da polícia federal brasileira.

Os idosos são muito valorizados na cultura (milenar) chinesa.
Tanto que ao menos trinta por cento das famílias ch…

F1 2017: Zak Brown fala sobre motores próprios na McLaren

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Zak Brown, o novo chefão da McLaren negou que haja intenção do time de Woking em desenvolver o próprio motor para a F1.
Seria interessante... Das equipes antigas apenas a Ferrari o faz... E faz relativamente bem.
Não dá para contar a Mercedes que é um time de fábrica e o mesmo vale para a Renault.
Conversamos com Brown para tentar entender o porquê de não querer construir os próprios motores e tornar-se de vez um time independente.

Blig Groo: -A McLaren já não constrói os motores dos seus carros de rua?
Zak Brown: - Sim, constrói, mas uma coisa é bem diferente da outra...
BG: -Sim, claro.... Para a rua são unidades menores, com bastante potência, mas não tanto quanto para um F1... Mas já não é um começo?
ZB: -Não.... Não tem nada a ver mesmo...
BG: -Vocês também não fazem os motores dos seus carros na categoria GT?
ZB: -Fazemos.
BG: E então?
ZB: -É o seguinte.... Para andar nas ruas o motor é mais que satisfatório. O carro é pensando para utilizar a potência que o motor pode gerar e n…

F1 2017: incoêrencias

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As coisas nem sempre são coerentes na vida...
Na F1 muito menos.
Veja o caso da Sauber, a new nanica para 2017.
Depois de um ano comendo a paçoca que o capetoso amassou com o cabo do tridente para não encher o rabo de farelo de amendoim, tem a chance de, na embaralhada das novas configurações dos carros, dar um salto e não ter um ano tão miserável.
É difícil? Sim.... É complicado tendo em vista a estreia na Austrália? Com certeza. É impossível? Não...
Mas Monisha é otimista (e guerreira) e tem esperanças de que seus carros vão pontuar com mais frequência neste ano.
E tem motivos para isto? Tem sim...
Um motor que não é nem bom e nem ruim (um motor Ferrari um pouco mais antigo) e um grande pacote de evoluções que espera poder utilizar já na corrida espanhola, a primeira na Europa.
Mais? Claro.... Tem dois carros a menos no grid com a saída da Manor então a quantidade de sorte (ou azar dos outros) necessária para pontuar em décimo lugar fica um pouquinho, não muito, menor...
Onde está a…