30 de abr de 2017

F1 2017 - Rússia: Novo vencedor na velha monotonia

Dizem que na Rússia tudo pode acontecer, e pelo que vemos: acontece.
É mesmo um país sui generis, mas não deu, ainda, uma boa corrida de F1.
O traçado, construído dentro do parque olímpico de Sochi (igual ao que foi feito aqui no Brasil…) é bonito, mas desde sua primeira edição em 2014 não tem funcionado.
Mas a F1 passou por mudanças, tem promovido boas provas com suas mudanças de regulamento e de gestão e sendo assim: a esperança é a ultima que morre.

A pole, depois de muito tempo, não tem uma Mercedes.
A segunda posição também não: Vettel e Kimi.
Mas estranheza? O terceiro lugar era Bottas e não Hamilton.
Novos tempos, sem dúvida.
Assim que as luzes se apagaram, Bottas surpreendeu o mundo ganhando as duas posições da Ferrari e assumindo a ponta.

Pena para ele que lá atrás Grosjean errou ao tomar uma curva e tocou Jolion Palmer, que errou ao escolher a profissão e os dois foram parar no muro.
Safety car na pista antes do fim da primeira volta, mas quando saiu a coisa não se modificou.
Bottas acelerando e fazendo várias voltas mais rápidas e abrindo pouco em relação a Vettel, que aparentemente contava com a estratégia de pneus.
Hamilton, sem muita ação, reclamava de potência e Kimi era apenas Kimi.
Ponto negativo para a Red Bull, que mesmo tendo os dois melhores pilotos do grid, não consegue dar um carro competitivo. Daniel Riccardo abandona com um super aquecimento de freios e Verstappen largou com problemas.
Se bem que, ser bom pioto muitas vezes não garante nada: Alonso sequer largou. Não terminou nem a volta de apresentação e instalação.

De mais a mais, até a primeira parada de boxes, a corrida foi monótona.
Bottas fazia volta mais rápida em cima de volta mais rápida e – as vezes – Vettel respondia.
A esperança era mesmo a estratégia de pneus para tentar barrar a primeira vitória do finlandês gordinho.
E Bottas parou primeiro: volta 29.
Vettel seguiu com o tempo que vinha fazendo, mostrando que o desgaste não era tão grand, mas não o suficiente para armar o manjado undercut.
Mas a estratégia era outra: como Kimi foi aos boxes antes e com o pneus super macio desandou a fazer tempos bons, Vettel atrasou sua entra (mesmo ainda tendo bons tempos) para voltar a pista o minimo atrás de Bottas possível e tentar, com um jogo mais novo e de melhor rendimento, ultrapassar o gordinho na pista.
Parecia dar certo, já que Vettel pressionava, fazia voltas melhores e Bottas ia sentindo, errando freadas e cedendo espaço ao ferrarista.
Enquanto isto, Hamilton fazia sua pior corrida em muitos anos amargando um quarto lugar sem muitas esperanças atrás de Kimi, que não sabia nem quem estava a sua frente.
Kimi tem sido um bom personagem, piadista, mas não tem a ajuda do carro para ser um piloto melhor.

O maior problema para a ideia era a pista, que é ruim demais… Aliado ao novo formato dos carros que projeta muito mais turbulência para o carro de trás, Vettel não conseguia chegar perto o suficiente para usar o DRS e tentar a ultrapassagem.
E assim foi até o fim, Vettel mais rápido, Bottas respondendo e só.

A Rússia é um país historicamente avesso a mudanças radicais, tudo vai mais lento, no tempo russo… A F1 lá não foge a regra: a corrida foi como tem sido desde 2014: monótona.
Não houve uma ultrapassagem de pista sequer, apenas no jump da largada e sobre retardatários.
E neste cenário, a maior mudança foi o nome de quem venceu: monótono ou não, Bottas se tornou o centésimo sétimo piloto a vencer uma corrida de F1 em sessenta e oito anos de existência.
Pelo carro que tem, vai vencer mais, mas a primeira poderia ter sido em um lugarzinho melhor…
A Rússia é sonolenta.

28 de abr de 2017

Hot 5 do Groo: as comissões de frente

Já faz um tempo que não pinta um Hot 5 por aqui, logo, é hora de mais um.
Desta vez com as músicas de abertura de discos.
Tem vezes que o disco nem é grande coisa, mas a música que abre o trampo é tão boa que a gente ouve o resto de boas.
Tem vezes que nem um petardo bem composto, cantado e tocado salva, mas.... Não é o caso.
Agora: as melhores aberturas de disco gringo que você respeita! Ou não...

No primeiro disco do Black Sabbath o recado já é dado logo de cara.
A faixa título e de abertura do disco define o que era e como seria a banda (ao menos até o Ozzy se mandar...) mas não é, nem de longe, a melhor faixa de abertura dos caras.
Há quem prefira "Sabbath Bloody Sabbath", faixa título do disco homônimo de 1973, ou mesmo "War Pigs", do Paranoid (1970), mas na opinião do espaço, nada supera "Hole In The Sky", do subestimado Sabotage (1975).
O peso da faixa, o trabalho da guitarra de Iommi e Ozzy cantando como um alucinado (nunca cantou tão bem como neste disco) são de entortar.
A agulha desce ao vinil, alguns segundos de silêncio e pá! Começa o big bang...


Grand Funk Railroad.... Não se deixe levar pelo nome. É uma banda de rock pesado (apesar de não ser duro), brutal...
Chegou a ser descrita como a “resposta americana ao Led Zeppelin, o que convenhamos, é besteira.
No seu disco de 1972, Et Pluribus Funk, a abertura é "Footstomp’ Music", uma faixa alegre, contagiante a ponto de nos fazer bater palmas (eu bati, tá... problema meu!) e completamente diferente do resto do disco (que também é bom)
Os teclados e o baixo galopante conduzem a música e faz parecer que há uns dez músicos tocando quando, na verdade, é só um trio.
Porrada!

Don McLean é um baladeiro dos bons.
Compõe bem, canta bem, toca bem e escolhe bem seus músicos de apoio.
Seu disco de 1971 é de um bom gosto enorme e até quem não conhece o trabalho do cara gosta da música de abertura. E se não conhece, gosta assim que ouve a primeira vez.
"American Pie"  (que também é título do disco) não só uma bela coleção de referências pop embaladas com uma música linda e um refrão capaz de fazer cantar até quem não saca nada de inglês, como também narra um dos episódios mais tristes da música: a morte de Big Bopper, Ritche Valens e Buddy Holly sem que a música seja triste!

Não conheço muita gente que curta Uriah Heep, mas quem conhece vai concordar.
"The Wizard" (não confundir com a do Black Sabbath) é o melhor cartão de visitas que poderia existir para o álbum deles de 1972 Demons and Wizards.
A canção se sustenta sozinha sem o restante do disco, óbvio, mas é a porta de entrada para um mundo de magia digno de um livro de Tolkien, se me permitem.
“And a million silver stars / That guide me with their light…”

Madman Across The Water (1971) não é o disco mais popular de Elton John, mas arrisco dizer que é o melhor.
Une composição, execução e uma criatividade maluca, livre, sem amarrar comerciais ou mercadológicas que o artista nunca mais conseguiu aliar.
Fez ótimos trabalhos, claro, mas não com esta unidade.
E covardia das covardias: abre com "Tiny Dancer"...
Não é preciso dizer mais nada.

Hour Concours:
Não tem abertura de disco mais linda que esta.



Tem outros também: "We Will Rock You" (Queen, News of the World, 1977), vários do Led Zeppelin, o petardo "Highway Star" do Purple (Machine Head, 1972), "Sting Me", dos Black Crowes (Southern Harmonium and Musical Companion, 1992), "Monkey Business", do Skid Row (Slave to the Grind, 1991), "Welcome to the Jungle" do Guns and Roses (Appetite for destruction, 1987), "Enter Sandman" do Metallica (Metallica, 1991), mas os cinco primeiros são meus prediletos.
Tem os seus? Deixe ai nos coments.

26 de abr de 2017

Notinhas irônicas

Toto Wolf, aquele, disse que enxerga a briga entre sua equipe, a Mercedes, contra a Ferrari, muito boa para a F1.
Desde que, claro, a Mercedes vença.

Max Verstappen declarou que as ultrapassagens na F1 agora estão mais difíceis, porém, muito mais divertidas.
Para ele que ultrapassa e para a gente que assiste é divertido, para os caras que ele anda ultrapassando deve ser uma tortura.

Notícias dão conta que, para 2018, estarão banidas as horrendas “barbatanas” nas tampas dos motores dos F1 e também a anteninha que muitos dizem ser a tal asa em T.
É a categoria primando pela beleza estética dos carros.
O chato é que na mesma nota diz que vão adotar o tal “Shield”...

O poço não tem fundo...
A Sauber, pior equipe deste ano e uma das piores do ano passado anunciou que em 2018 será parceira da Honda.
A dúvida é: será que não estão acompanhando o drama da McLaren?
Ou...
Será que estão de mudança para a Indy também para ter um motor mais forte?
Se for isto, estão no caminho, o time é tão ruim quanto qualquer um lá na terra do Tio Sam.

Novos gestores, velhos sonhos.
Conversas adiantadas sobre um GP noturno em Nova York em 2019.
Dependendo do que fizer Alonso nas 500 milhas, a coisa sai.
E você aí pensando: que desvelo da McLaren.... Que coragem do Alonso...
Almoço grátis né? Vai vendo...
Entende agora porque a palavra “mercado” apareceu tanto nas falas do Alonso quando revelou que ia correr a prova de 500 milhas?

Por falar em Alonso, ele usou o simulador da Indy e teve seu primeiro contato com Indianápolis.
A notícia não disse se foi com um Playstation 2 ou Xbox...
Ao menos tiveram a dignidade de colocar um volante dual shock Racing de 89 reaus comprado no mercado livre.

Por último, a diferença de nível...
Quando um piloto da Indy é contratado por um time da F1 é: “-Eita! Lá vem outro manetão...” e a repercussão é zero.
Já quando vai um da F1 para lá, como no caso do Alonso, até ele brincar de videogame é notícia cercada de cobertura por todos os lados...

24 de abr de 2017

O calendário ideal

O site Projeto Motor fez em 2015, por conta do retorno do México e seu Hermanos Rodrigues à F1 uma matéria interessante: O calendário Ideal para a F1.
Nela listava-se as etapas com autódromos “clássicos” que deveriam compor o campeonato ideal para a categoria.
Muito bem escrita, pecava (ao meu ver) em listar pistas que notoriamente promovem corridas sonolentas e aborrecidas.
A lista do site era:
Austrália (Melbourne)
Malásia (Sepang)
África do Sul (Kyalami)
Espanha (Barcelona)
Canadá (Montreal)
América do Norte (Long Beach)
França (Paul Ricard)
Inglaterra (Silverstone)
Alemanha (Hockenheim)
Hungria (Hungaroring)
Bélgica (Spa-Francorchamps)
Itália (Monza)
Portugal (Algarve)
Cingapura (Marina Bay)
Japão (Suzuka)
Estados Unidos (Austin)
México (Hermanos Rodríguez)
Brasil (Interlagos) 
Hoje, sabemos que Malásia dará adeus ao campeonato neste ano, o que é uma pena e que a pista à qual se celebrava a volta, sem sua principal curva (Peraltada) é um porre, então, qual seria a lista ideal? E com quantas corridas?
Numa análise rápida, seria possível riscar da lista original ao menos seis etapas: África do Sul, que tinha corridas bem chatas e apenas saudosistas gostam; Espanha, que nunca, em pista alguma, deu boas corridas, apenas bons lances em anos isolados; Austin e sua pista Crtl C Crtl V sem alma e sem graça; o próprio México, a França que, ao menos em Magny Cours e Paul Ricard sempre foram um porre e esta última, com a reta cortada pelas regras da FIA, fica ainda mais chata e Long Beach (que pela experiência com os Indy é possível cravar que teríamos procissão).
Algumas, como Hungria, Cingapura, ficariam em stand by para compor tabela e sobrariam apenas: Austrália, Canadá, Alemanha (desde que não em Hockenheim), Inglaterra, Bélgica, Itália, Japão, e Brasil.
Portugal é que é uma incógnita, já que o Algarve, que é um circuito belíssimo, nunca viu uma corrida de F1 oficial e tem como sombra o ótimo Estoril.
Portimão/Algarve
Minha lista ficaria com:
Da original do site.
Austrália
Canadá
Portugal (Algarve ou Estoril)
Mônaco (intocável quando se toca no tema “tradição”)
Inglaterra
Alemanha (Nurburgring)
Itália
Bélgica
Japão
Brasil
E adicionaria:
Bahrein, que com suas corridas noturnas melhorou muito.
Estados Unidos desde que em Watkins Glen ou outra que não fossem as duas da lista original.
Malásia (com sua pista larga, retas enormes e clima maluco) deveria ficar.
Turquia, que era sem dúvida, dos novos portos onde atracou a F1, o que era o melhor com sua pista desafiadora.
Áustria, que mesmo com a nova configuração ainda é muito interessante.
Hungria, que mesmo sendo um circuito de média velocidade desafia os bons pilotos a se sobressaírem.
Sepang/Malásia
Há também espaço para a China e Imola, desde que se acabasse com algumas chicanes construídas após 1994.
Fica aberto o espaço para as listas de quem quiser fazer, com justificativas ou não.

21 de abr de 2017

Sobradinho

Sá havia sido levado por Gutemberg Guarabyra para conhecer o sertão do São Francisco entre as gravações e shows no ano de 1977.
Sá, segundo o próprio, era um “bicho completamente urbano” que só saia da cidade do Rio de Janeiro para – no máximo – ir até Teresópolis.
Lá, nas barrancas do rio São Francisco, maravilhado pelo que chamou de “um outro mundo” resolveu que iria se integrar ao lugar comendo um prato típico da região.
Guarabyra, já mais acostumado com o tempero do lugar pediu um pirão de peixe no que foi acompanhado pelo parceiro.
Sá ainda lembra o perrengue passado no dia seguinte, na casa dos pais de Guarabyra, para dar passagem pelo organismo a toda àquela pimenta malagueta que acompanhava o prato.

Entre uma urgência e outra, ouviu o pai de Guarabyra dizer que há poucos quilômetros dali havia caminhões de um tamanho que ele nunca pensou que existissem trabalhando.
Gutemberg Guarabyra, curioso se abalou até lá e descobriu que, de forma sigilosa, o governo militar estava construindo uma represa que reteria um volume de água seis vezes maior que o da Baía de Guanabara no Rio.
A represa colocaria debaixo d´água ao menos seis cidades da região.
Escreveu a letra de Sobradinho á qual apresentou ao parceiro que ajudou a musicar e na volta ao Rio, como todo artista da época, apresentou a canção aos censores da ditadura militar.
O assunto da represa era tão sigiloso, tão secreto que os censores não tinham a menor ideia do que a letra estava dizendo e a aprovaram de primeira, sem pedir a mudança de um verso sequer.
Depois de gravada e lançada, a canção fez um sucesso tremendo e acabou fazendo com que o governo tivesse de abrir para o país a história da represa e da inundação das cidades...
Foi assim que dois músicos intitulados de compositores de “rock rural” passaram a perna no governo militar.

18 de abr de 2017

F1 2017 - pós corrida: O que aprendemos no Bahrein

Que neste ano em especial, classificação é uma coisa, corrida é outra.
Obviamente que vão haver exceções como Mônaco, Hungria... Mas a princípio, ser o mais rápido na classificação já não é o mais importante.
Lewis está aprendendo isto na prática.

Há divisão clara nas equipes de ponta.
Vettel é o primeiro piloto, Kimi o segundo.
Hamilton é o primeiro piloto, Bottas o segundo.
Se a Red Bull mantiver a crescente vai ser complicado escolher um primeiro piloto já que tanto Daniel quanto Max são extraordinários.

A galera do BR é inflamadinha...
Vettel era o queridinho, bastou bater um certo piloto que não fez a curva em números de vitórias e títulos que virou “farsa”.
Hamilton ainda não caiu em desgraça porque vira e mexe dá uma galvanada e cita o cara.
Max não superou (e ninguém sabe se superará) nenhum número do citado, mas bastou fazer uma volta (fantástica) no GP chinês, sob piso molhado e ser comparado ao cidadão que já se tornou objeto de estudo para ódio.
Aí o menino ainda vai e dá uma declaração sobre Felipe Massa ter sido lento em uma passagem de pista, que aliás, foi mal traduzida, e pronto: já é alvo das macumbas online.
Houve quem comemorasse sua saída de pista com problemas nos freios.
Mas estes torceram pelo Massa?
Não.
Ainda tiraram o sarro de seu eterno sexto ou sétimo lugar nas corridas.
Galera BR é a maior padaria para F1 do mundo.... Olha a corrida em alguns momentos enquanto toma um café e come um pastel e desata a falar besteira.

Correr a noite foi a melhor coisa que fizeram pelo GP do Bahrein.
Dica: coloquem refletores em Baku, nos EUA, na Espanha e na Rússia para ver se melhora a qualidade dos espetáculos por lá.
Já Abu Dhabi não tem jeito.... Coloquem minas terrestres na pista e detonem.
Aquilo não tem salvação.

A McLaren é a equipe que mais se preocupa com seus pilotos.
Não deixa o carro ser muito rápido para não correrem riscos...
E assim que Alonso declarou que vai correr a lendária Indy 500 já tratou de ir ambientando o cara com a várzea que é aquela categoria fazendo com que seu carro sequer completasse a corrida no deserto.
É muito desvelo.

Eu ia zoar Carlos Sainz Jr., mas deixa pra lá.
O cara é tão ruim, mas tão ruim que conseguiu tirar Lance Stroll da corrida, coisa que o moleque sabe fazer muito bem sozinho.
Sobrenome não garante nada, e no caso dele está fazendo um mal danado.

16 de abr de 2017

F1 2017 - Corrida Bahrein: Because the night belongs to lovers. Because the night belongs to us

Um fato curioso: depois que passou a ser disputado a noite (lá) as corridas no Bahrein ficaram mais atraentes.
Seja pela temperatura diferente da pista (no deserto a variação dia/noite é bem grande) seja pelo espetáculo das luzes brilhando nas carenagens que dão um colorido diferente ou pelo que for, está menos torturante e até prazeroso assistir.

Esta edição, impulsionado pela nova velha rivalidade Vettel/Hamilton que estão rigorosamente empatados na ponta da tábua de classificação, ainda há outros motivos para ficar atento.
São eles: Bottas em sua primeira pole, Vettel pulando logo atrás (em terceiro, mas na parte emborrachada da pista), o fator Verstappen nas largadas e uma onda crescente de melhora dos carros da Red Bull. Nunca subestime Adrian Newey.

Antes, na preliminar da corrida, a F2 mostrou um show.
Um dos novatos, Charles Leclerc, piloto de Mônaco e membro da academia da Ferrari liderava, foi aos boxes caindo para a décima quarta posição e ultrapassou (de verdade) um por um dos adversários até chegar – na última volta – ao primeiro posto e vencer a prova.
A torcida era para que aquilo fosse um bom prenuncio da prova principal.
E ao menos na largada, as coisas caminharam bem.
Vettel pulou de terceiro para segundo utilizando o lado mais emborrachado.

Massa ganhou uma posição para ficar na sua zona de sempre (sexto/sétimo).
Já pensando no ritmo de corrida, que na Ferrari é melhor que o de classificação, Vettel foi aos boxes tramando um undercut nas Mercedes.
Foi seguido por Max Verstappen que pensou a mesma coisa.
Verstapinho, o mais novo objeto de ódio dos torcedores de padaria do Brasil, só não contava com uma falha em seus freios que o colocou para fora da prova.
Na sequência Carlos Sainz Jr. tirou da prova por pura manetice Lance Stroll, que não tem tido sorte (nem mostrado muito talento) em sua estreia.
Safety car na pista e Vettel na frente.

Na saída do SC da pista, Bottas e Vettel protagonizaram uma briga digna de gente grande enquanto Hamilton não dava bola para Daniel Ricciardo.
Se a Ferrari tivesse peito para dar dois carros iguais para seus pilotos, o campeonato estaria muito mais interessante.
Não culpem Kimi, ele não tem culpa nenhuma.
Vettel resiste as investidas de Bottas e embarca em uma tática muito parecida com a que outro alemão, o Sete Estrelas, usava: voltas voadoras de cara para o vento para garantir uma segunda parada tranquila e – se não conseguisse voltar ainda a frente – numa posição que lhe permitisse usar seu jogo de pneus mais novo para ultrapassar quem estivesse com pneus gastos.
E iria contar com a punição de cinco segundos acrescida ao tempo final por atraso na entrada de boxes dada a Hamilton.
A Mercedes, em uma tática um tanto antipática, solicitou inversão de posição entre seus pilotos para proteger a posição final de Hamilton e, claro, seus pontos no mundial de construtores. É do jogo.
Um pouco mais atrás, Massa brigava com o carro e com Kimi para manter a quarta posição.
Durou pouco, Kimi passou até com certa facilidade.
Mais atrás ainda, dava dó ver Fernando Alonso brigando com Ericsson, Kyviat, Palmer.... Um piloto entre tantos motoristas.
Culpe a McLaren e sua parceria com os nicômicos (contração de nipônico com cômico).

Na volta 34 o movimento que em tese decidiria a corrida: Vettel foi aos boxes para uma segunda parada, enquanto não se esperava mais nenhuma de Hamilton. Exatamente como na F2, guardando as devidas proporções.
A diferença de pneus gastos era de mais de vinte voltas e já se fez sentir imediatamente com Vettel virando em média um segundo mais rápido que Lewis.
E Hamilton contrariou – ou não – as expectativas e foi aos boxes, cumpriu sua punição e voltou em terceiro invertendo a vantagem dos pneus novos e andando muito. Fim das semelhanças com o show da F2, mas a corrida ainda estava aberta mesmo com a distância entre os carros e com Bottas entre eles.
Por mais rápido que fosse, e foi muito, o ritmo de corrida (quase um relógio) da Ferrari de Vettel determinou sua vitória.
A Lewis sobrou a honra de ter feito uma de suas melhores corridas ajudando a termos mais uma corrida memorável na noite do Bahrein.
A noite pertence a nós, ao menos na F1...

E fica a lição: o que acontece na classificação não define mais o que será a corrida no domingo.
É melhor assistir e prestar atenção.

13 de abr de 2017

Alonso, Indy 500, Liberty e marketing

Dizer que Alonso chocou o mundo do automobilismo ao anunciar que vai correr a Indy 500 deste ano é um tanto de exagero.
Ele não é o primeiro e nem será o último, embora, com a gestão antiga da F1, dificilmente veríamos acontecer o que ele quer fazer este ano.

Duas vezes campeão mundial, Fernando Alonso é o campeão que ficou mais tempo na F1 após ganhar seu último título: lá se vão onze anos e contando.
Também é, sem dúvida, um dos mais talentosos pilotos que apareceram na F1 nos últimos vinte anos.
Só tem um dedo podre terrível para escolher a hora de trocar de equipe.
Saiu da Renault para uma McLaren onde não teve como combater o “inglesismo” do time que protegeu seu investimento prata da casa.
Voltou para uma Renault decadente e trambiqueira.
De lá para uma Ferrari desestruturada e à sombra de uma Red Bull imbatível.
A volta para a McLaren não poderia ter sido em pior hora...
Agora vai para a categoria de fórmula americana, que também não passa por grande momento.
Sendo bem sincero, nunca esteve tão varzeana com carro horríveis, pilotos horríveis e sem nenhuma expressão mundial. Correto?
Não...  Ao menos ainda.
Alonso vai correr uma prova envolta em mística e que ainda conserva parte de sua aura de grande evento, apesar de já ter sido vencida por lixos como o tal Rossi, tremendo refugo da F1.

A coisa é boa para Fernando, que ganha os holofotes sobre si e o torna ainda mais respeitável colocando-o no patamar de nomes lendários da categoria (F1), se ganhar então...
A coisa é boa para a Indy, que há anos não vê um piloto de tanta expressão guiando um de seus horrendos carros.
A coisa é boa para a F1 – entenda-se Liberty – que vai apresentar seu produto à um público que pouco se interessa por ele, mas que gosta de carros e corridas. E vai fazê-lo com um dos grandes nomes de sua história e ainda ligado a uma de suas principais equipes.
Aliás, diga-se, a McLaren tem um histórico com a categoria, o que ajuda e muito.

Fernando não correrá com um McLaren, é verdade.
Guiará um carro da Andretti provavelmente pintado nas cores do time de Woking.
O chassi, como de todo indy, é um Dallara e em comum com o time de F1 apenas o motor Honda, que se na F1 é uma porcaria sem tamanho, nos carros americanos ainda tem competitividade.
De qualquer forma, é necessário por os pés no chão e entender que Fernando, por melhor que seja (e perto daqueles toscos é um rei nato) muito provavelmente não vai ganhar a corrida.
Seja pela falta de experiencia em ovais (que pesa bastante) seja por outro motivo qualquer. Mas a torcida sempre vale, por que não?

Bom seria, de verdade, se isto significasse uma possível abertura de portas para futuros crossovers.
Times de F1 se integrando à indy para algumas corridas ou mesmo mantendo seus carros nas duas categorias. O que ajudaria muito o nível daquilo e promoveria a F1 no mercado americano, que é um sonho antigo. E claro, ajudar a encher o grid da F1, ainda que com aquelas trapizongas defasadas e guiadas por manetas atrapalhando a vida de todo mundo em Monza, Spa ou Silverstone...

12 de abr de 2017

F1 2017: Chamando para prestar contas

E na Itália, mais precisamente na sede da Scuderia Ferrari, Sérgio Marchionne e Maurizio Arrivabene conversam com Kimi Raikkonen em uma sala com moveis de madeira maciça, escura e enfumaçada, sob os olhares atentos e ameaçadores de diversos funcionários. Todos vestidos com ternos escuros e alguns de óculos escuros.

-Kimi, figlio mio.... Queremos saber por que catzo você tem uma performance tão abaixo do bambini Vettel?
-E por que reclamava tanto de nostro carro na corrida da China?
Raikkonen apenas olhava para os dois impassível.
-Temos que lembrar que já rasgamos uno contrato uma vez?
-E que se quisermos, rasgamos outro...
Nenhum sorriso, nenhuma expressão.
-Vamos te lembrar que a scuderia é una famiglia.... Se um ganha, todos ganham. – Dizem sérios enquanto outros empregados seguram o riso.
-Sempre damos equipamentos iguais para nostros bambinis.
Kimi se mexe de forma incomoda na cadeira e fixa o olhar em uma foto de Barrichello.
-Então? O que tem a nos dizer?
-Podemos contar com uma melhora sua já na próxima corrida?
-Kimi volta a posição original na cadeira, esboça um sorriso e se levanta. Caminha em direção a porta e olha para trás de forma enigmática.
O ar carregado faz com que os empregados da Ferrari suspendam a respiração por um instante enquanto Kimi abre a porta e sai sem responder nada.
-Acha que ele vai se esforçar? – Pergunta Marchionne.
-Ninguém sabe, particularmente, duvido... – Responde Arrivabene.


Enquanto isto, na Alemanha Dieter Zetsche, Toto Wolf  e grande parte do staff da Mercedes se reúnem com Valteri Bottas.

-Hail Bottas... Só queríamos agradecer por usa performance até aqui...
-Sabíamos que não nos desapontaria.
-Mas.... Eu tenho me esforçado e...
-Relaxe.... Está ótimo! Se continuar assim te daremos um aumento!
-Não só aumento, mas extensão de contrato! Logo, logo ninguém mais vai nem sentir falta do Nico.
-Lewis já não sente...  Obrigado Bottas.

10 de abr de 2017

F1 2017 - pós corrida: Constatações chinesas

Ficar acordado ou programar o despertador para as três da manhã de um domingo para assistir uma corrida de F1 é sempre um risco.
Risco de passar o domingo feito um zumbi sonolento, risco de se irritar com o espetáculo.... Enfim.
Quando o GP é em uma pista construída por um certo alemão mestre do paint brush com crtl C & crtl V então o risco tem as proporções aumentadas.
Mas felizmente não foi o caso desta corrida na China.
A corrida foi divertida, com alguma tensão e possibilidades abertas a todo momento.
Abaixo algumas constatações.

Pistas de rua (ou de parque, como em Melbourne) podem ser legais até a segunda página.
Tem seus desafios, mas nada supera um bom e velho autódromo.
Exceção feita as corridas no Canadá, claro.

As condições de clima ajudaram a corrida a ser como foi.
Se não choveu durante a prova, as pancadas de água que impediram os TL´s de acontecer deixaram tudo um pouco mais no escuro.
Penso que os carros podem não ter sido acertados da maneira exata como os mecânicos e engenheiros poderiam fazer com mais tempo e dados.

A largada com piso úmido sem a presença incomoda (e desnecessária) de um safety car mostrou que a mão da Liberty já pode ser sentida na gestão da coisa.
Assim como o fato de notificar o público sobre os incidentes em pista sem necessariamente colocá-los sob investigação.
Tanto que a única punição dada durante a prova foi por uma ultrapassagem feita enquanto o safety car virtual ainda estava acionado.

Outro exemplo foi a liberdade de disputa entre Daniel Ricciardo e Vettel em que teve até toque de rodas e que nem notificado foi.
Durante a gestão passada provavelmente seriam notificados antes do fim da disputa.
Ponto para os americanos.

Também foi possível ver algumas virtudes em carros que não disputaram efetivamente a ponta, mas que no decorrer da temporada podem chegar lá.
A Red Bull foi destes carros.

Ok.... Conta com a melhor dupla de pilotos possível e isto faz diferença, mas andar colado nas Ferrari (mesmo sabendo que havia problemas no carro de Kimi) e não tão distante assim da Mercedes de Hamilton é um ótimo sinal.

Bottas está um tanto verde, apesar de não ser novato, para correr com um canhão como a Mercedes.
Erros bobos lhe custaram bons pontos.
O tal incomodo que ele iria causar à Lewis está cada vez mais distante de acontecer.
Só lembrando que seu contrato é tampão de um ano.
Só fica a dúvida: se for mal assim durante toda a temporada ele fica meais próximo de assinar uma renovação ou de ser trocado?
Conhecendo Lewis, de renovar.

A Williams foi celebrada durante a pré-temporada com loas tecidas à sua melhora “visível” em relação ao ano passado.
A posição de chegada de Massa na Austrália e a atuação apagadíssima em um autódromo de verdade na China mostram que era muito mais pachequismo e marketing para vender a temporada aos incautos do que evolução propriamente dita.
É apenas a segunda corrida da temporada, mas já dá um desanimo total.
Não se contará aqui as performances de Lance Stroll por motivos de... Lance Stroll.

Alonso é a única coisa que presta na McLaren.
Nem a pintura totalmente nova, nem o companheiro de equipe promissor.... Nada.

Alonso espreme aquela laranja até sua última gota de (escasso) suco.
Merecia pontos.... Merecia mesmo.

E para fechar: Antônio Giovinazzi.
Tomara que o motivo para o manter no time tenha sido mesmo a contusão de Pascal Wehrlein, porque se foi por qualquer outro motivo, prevejo dias muito, mas muito cinzentos para o time de Monisha.

9 de abr de 2017

F1 2017 - Corrida: Verdades chinesas

A pista chinesa não chega a ser um grande incomodo.
Quer dizer, não é por conta do traçado, mesmo sendo um Tilke, que as corridas chinesas podem ou não ser ruins.
Geralmente são medianas.
Uma grande reta, uma curva inclinada, freadas fortes, curvas de alta.... Na verdade, é o primeiro grande prêmio em um a pista convencional de verdade para testar as novas configurações de carro.
Porém, para ajudar, a pista estava molhada (pouco) durante a largada.

Mesmo com a grande maioria largando de pneu para chuva, a mão da nova gerencia da F1 já se fez sentir: largaram normalmente e não sob safety car.
Lewis manteve a ponta e Vettel, que parou torto após a volta de apresentação começou seu comboio ao carro prata.
Um pouco atrás, Lance Stroll não durou meia volta levanto um toque por trás de uma Force Índia e ocasionou o primeiro safety car virtual da temporada.
Com ele, todos foram aos boxes trocar para pneus de pista seca.
E não tínhamos uma volta inteira ainda.
Mal deu tempo para desligarem o Safety Car e Antônio Giovinazzi bateu na reta, sozinho e provocou a vinda do Safety Car de verdade...
Quem se deu realmente bem foi Max Verstappen que apareceu de boa em segundo e não desgrudou tanto assim da Mercedes de Hamilton.
Max havia largado em décimo sétimo e vinha ganhando posições com uma facilidade imensa.

A corrida ainda estava na nona volta e já tinha acontecido de tudo.
Antes da relargada Bottas rodou sozinho, o filho de Carlos Sainz também...
Na décima volta a situação era completamente diferente da largada.
Apesar de Hamilton ainda estar na ponta, era seguido de perto por duas Red Bull (Max e Riccardo) e as duas Ferrari (Kimi e Vettel).

Enquanto, a duras penas, Lewis abria vantagem no primeiro lugar (não com a facilidade do ano passado) Daniel Ricciardo, que vinha logo atrás do companheiro Verstappen segurava as duas Ferrari.
Kimi reclamando de falta de potência em seu motor não conseguia ameaçar o australiano e ainda segurava Vettel, que só conseguiu ultrapassá-lo na vigésima primeira volta e já foi para cima de Ricciardo.
Daniel era, até aquele momento, o gargalo da corrida. Era quem segurava uma possível reação de Vettel.
E foi entre os dois o pega mais impressionante e bonito da corrida até ali. E do ano também... Vettel mergulhou colocando de lado, houve até um toque de pneus entre os dois carros que não foi sequer investigado.
A Liberty é uma coisa maravilhosa para a F1 neste ano. Salve!

A caça do alemãozinho à Max Verstappen durou até a volta vinte e nove. E Sebastian só levou a melhor facilmente por um raro erro de freada de Max.
Uma pena... Era prenuncio de briga das boas.
Após se passado, Max foi para os boxes trocar pneus.
Começava ali a caça da Ferrari de Vettel à Mercedes de Hamilton e o diferencial era, mais uma vez, a durabilidade dos pneus.

Na segunda janela de paradas a coisa se consolidou.
Hamilton manteve a ponta e mesmo com Vettel vindo muito mais rápido, parecia que as dezesseis voltas restantes eram insuficientes para chegar e brigar com a Mercedes 44.

Lá atrás, as raras e bonitas ultrapassagens mostravam que não eram mais banais e sim fruto de estratégias, arrojo, coragem e técnica. E isto tudo mesmo com o auxílio do DRS.
Sim, é uma nova F1 e uma pista um tanto mais tradicional mostrou isto bem.
E mostrou também que a tão falada e festejada evolução da Williams em relação ao ano passado não passou de oba, oba...
Na volta 47, o único carro da equipe que ainda estava na pista tomou ultrapassagem da Force Índia de Esteban Ocon com certa facilidade e assumiu a décima posição, tirando o carro de Grove da zona de pontuação.
Triste.
E ainda deu tempo de uma pequena briga interna dos carros da Red Bull.
Ricciardo infernizando a vida de Max pela terceira posição.
Mas se as ultrapassagens neste ano estão mais difíceis, ultrapassar Max também nunca foi tarefa fácil e Daniel teve de se contentar com a quarta posição.

Lá na frente, Hamilton seguiu firme e sem ser incomodado para uma vitória que empatou o campeonato.
Mas o balanço acabou sendo positivo. Deu para notar que se o campeonato não for a maravilha que se esperava, também não vai ser a tragédia que se pintou na Austrália.
Está divertido e a tendência é melhorar.

7 de abr de 2017

F1 2017: Curiosidade inúteis sobre a China.

A China é o país mais populoso do planeta.
Em 2011 estimava-se 1,3 bilhão de habitantes.
Ainda assim é considerado o pais mais ignorante do planeta em termos de sexo.
Como conseguem esta população toda sendo ignorante em sexo não se sabe...

Obviamente, com esta população toda e seu tamanho, a China também é o país que mais consome energia.
O problema quanto a isto é que seu principal combustível é o carvão mineral que é altamente poluente.
Isto explica porque podemos ver o ar por lá.
A culinária chinesa é muito exótica aos olhos ocidentais.
Eles têm pratos à base de carne de cobra, cachorro, comem andorinhas e testículos de diversos animais.
Também consomem espetinhos de escorpião, alguns tipos de larvas.
Ainda assim, chegaram a proibir importação da carne brasileira quando estourou o “escândalo” da “carne com papelão” na operação Carne Fraca da polícia federal brasileira.

Os idosos são muito valorizados na cultura (milenar) chinesa.
Tanto que ao menos trinta por cento das famílias chinesas tem seus avós morando consigo.
O que faz crer que a torcida por Kimi e Alonso, os dois mais antigos da categoria vão cresça na mesma proporção de trinta por cento.

A escrita chinesa é composta de ideogramas... Milhares deles que fazem as vezes das palavras.
Para quem não é iniciado na linguagem, é tão ininteligível quanto os rádios filtrados do aposentado Jenson Button.
Esta é uma informação tão inútil quando o próprio.

A China possui a maior construção feita pelo homem: a grande muralha com mais de 21 mil quilômetros de extensão.
Estima-se que o McLaren demore apenas um dia e meio para percorrer toda a extensão dela.
Isto com Fernando Alonso ao volante e pisando muito fundo.

Só me lembro de um grande esportista chinês, o jogador de basquete Yao Ming.
Você vai dizer: “-Mas e o Ho-Pin Tung? ”.
Fala sério né?

Se estes não são motivos suficientes para se interessar pelo GP da China de F1 que vai acontecer na madrugada de sábado para domingo, pense no segundo capítulo da saga Ferrari x Mercedes.
Promete.

4 de abr de 2017

F1 2017: Zak Brown fala sobre motores próprios na McLaren

Zak Brown, o novo chefão da McLaren negou que haja intenção do time de Woking em desenvolver o próprio motor para a F1.
Seria interessante... Das equipes antigas apenas a Ferrari o faz... E faz relativamente bem.
Não dá para contar a Mercedes que é um time de fábrica e o mesmo vale para a Renault.
Conversamos com Brown para tentar entender o porquê de não querer construir os próprios motores e tornar-se de vez um time independente.

Blig Groo: -A McLaren já não constrói os motores dos seus carros de rua?
Zak Brown: - Sim, constrói, mas uma coisa é bem diferente da outra...
BG: -Sim, claro.... Para a rua são unidades menores, com bastante potência, mas não tanto quanto para um F1... Mas já não é um começo?
ZB: -Não.... Não tem nada a ver mesmo...
BG: -Vocês também não fazem os motores dos seus carros na categoria GT?
ZB: -Fazemos.
BG: E então?
ZB: -É o seguinte.... Para andar nas ruas o motor é mais que satisfatório. O carro é pensando para utilizar a potência que o motor pode gerar e no fim das contas, a maioria que compra nossos carros de rua não vão até o fim do acelerador. Primeiro porque não sabem dirigir tanto assim, depois porque os carros são caros pra caramba para arrumar se baterem.
BG: -Está certo, mas e os GT?
ZB: -Mais simples ainda.... Já viu aqueles carros ganhando alguma coisa realmente relevante?
BG: -Não...
ZB: -Tá explicado.
BG: -Não me convenceu...
ZB: -Tá certo.... Vou explicar direito: Quantos anos a Honda faz motores?
BG: -Desde sempre, se não me engano.
ZB: -Para a F1, há quanto tempo não fazem um motor que presta?
BG: -Faz tempo... Mas o que tem uma coisa com outra?
ZB: -Pensa comigo: fazem motores desde que começaram a fazer carros e ainda assim não fazem um motor de F1 decente há anos.... Imagina a gente começando a fazer agora?
BG: -Mas ninguém espera que vocês acertem logo no primeiro, seria um início...
ZB: -Para ser mais claro... Cê já viu como o Alonso reclama dos motores da Honda?
BG: -Sim, ele reclama muito e com razão.
ZB: -E ele está há um oceano de distância da fábrica da Honda.... Imagina o que ele não ia reclamar da gente e estando na nossa fábrica o tempo todo?
BG: -É... O Alonso é mala.
ZB: -Pracaramba... Deixa do jeito que tá, não mexe com isto não.

3 de abr de 2017

F1 2017: incoêrencias

As coisas nem sempre são coerentes na vida...
Na F1 muito menos.
Veja o caso da Sauber, a new nanica para 2017.
Depois de um ano comendo a paçoca que o capetoso amassou com o cabo do tridente para não encher o rabo de farelo de amendoim, tem a chance de, na embaralhada das novas configurações dos carros, dar um salto e não ter um ano tão miserável.
É difícil? Sim.... É complicado tendo em vista a estreia na Austrália? Com certeza. É impossível? Não...
Mas Monisha é otimista (e guerreira) e tem esperanças de que seus carros vão pontuar com mais frequência neste ano.
E tem motivos para isto? Tem sim...
Um motor que não é nem bom e nem ruim (um motor Ferrari um pouco mais antigo) e um grande pacote de evoluções que espera poder utilizar já na corrida espanhola, a primeira na Europa.
Mais? Claro.... Tem dois carros a menos no grid com a saída da Manor então a quantidade de sorte (ou azar dos outros) necessária para pontuar em décimo lugar fica um pouquinho, não muito, menor...
Onde está a incoerência citada no primeiro parágrafo?
Vem agora: o time inicia conversas com a Honda para fornecimento de motores para 2018.
Ou Monisha é muito otimista em relação ao seu time e uma possível melhor dos motores nicômicos (junção de nipônicos com cômicos) ou está sentindo falta de ter o pior setup da categoria...
Interessante é pensar que a McLaren está tão ruim que ninguém consegue perceber que ela está no grid e por isto Monisha não sabe da bomba que é o motor japonês.
Se conversasse um pouquinho só com o Alonso provavelmente desistiria.

Lance Stroll, o novato piloto da Williams disse que as críticas a seu desempenho e – principalmente – ao fato de ter chegado à categoria com um auxílio financeiro generoso da fortuna da família é coisa de invejoso.
“-Quem não está na F1 tem que achar um jeito de desqualificar quem está...” – disse.
E tem razão o jovem conhecido por aqui como Lance Is Troll...
O cara ganhou campeonatos em formulas menores, não é um aventureiro.
E sobre ter grana.... Poxa, que coisa feia em um esporte que sempre serviu de alavanca social para meninos pobres ao redor do mundo conseguirem uma melhora de vida...
O cara chegar com grana invalida as escolinhas de pilotagem que formam não só pilotos, mas cidadãos.... Que tira do mau caminho do crime e ensina através do esporte a ter caráter...
Vãopraputaqueopariu.... Por aqui tem um monte destes tipos treteiros que até já elegeram Esteban Ocon como o antagonista do riquinho por conta de seus pais terem ido morar em um trailer para que ele tivesse uma carreira no automobilismo.
Belo fiadaputa é o que ele é por ter feito isto...
E pilotos pagantes? Porra Lauda.... Olha o que cê fez!
Eita mundo chato do caralho este que estamos vivendo.
Lance e seu paitrocinador master

E na foto abaixo uma curiosidade.
Apenas uma foto e reúne nada mais, nada menos que 2537 acidentes e meio.
Uau.