31 de dez de 2013

Para exorcizar 2013 e saudar 2014

Não penso que milagrosamente (nem acredito em milagres) as coisas melhorarão instantaneamente na passagem do ponteiro de 59 da última hora de 2013 para 00 de 2014. Ingênuo talvez seja das poucas coisas que nunca consegui ser.

Mas com certeza ficarei alegre em ver o ciclo de doze meses denominado 2013 acabar.
Não aquela alegria geralmente banalizada com o espocar de espumantes, abraços e votos de felicidade.
Claro, esta também estará presente, porém com a sinceridade que me é característica sempre.
De quem não gosto, não chego nem perto.

E que vá 2013.
Ano decepcionante em todos, todos, todos os aspectos.
Talvez o ano em que mais tenha me decepcionado com o ser humano.
Em geral e especificamente. De perto e de longe.
Cheio de aproveitadores da boa fé e da amizade.
Espero que estejam contentes com a forma como agiram e com o que conseguiram conquistar, porque à depender de mim, estarão no limbo das relações para sempre.

Aos bons e verdadeiros amigos e camaradas, que 2014 comece e mesmo que simbolicamente traga uma nova lufada de bons ventos carregados de  mais alegria, mais amor, mais companheirismo, mais amizades, mais risadas, mais conquistas, mais compreensão...
E, principalmente, mais força para atravessar momentos difíceis (que virão, é certo) e sabedoria para sair deles com o melhor que pudermos absorver.

2014 vai ser melhor.
Meu espírito eternamente otimista diz isto.
E eu acredito.

24 de dez de 2013

O tradicional (?) conto de natal 2013: Natal no VW

Inverno na Rua 45.
A decoração de natal toma conta de tudo com suas luzes, bonecos de neve e papais Noel que aproveitam a data para amenizar a depressão econômica.
Mar Cel´Onça pela primeira vez em anos decide que não publicará o Le Sanatéur na semana do Natal.
-Ninguém está comprando o jornal mesmo...

Ao dar a noticia à sua dupla de repórteres mais famosa (e única) nota certa tristeza em seus semblantes. Internamente sorri pensando: “...estes sim gostam do que fazem!”
Porém, foi só o chefe sair com o carro dançando em zigue e zague pela rua coberta de neve para que as comemorações começassem.
-Como está o velho Stude?  - perguntou Ron.
-Do mesmo jeito que ficou após você dirigir. – respondeu Coyote.
-Então estamos sem carro?
-Vou nem responder...
-Precisamos de um carro para sair da cidade.
-E vamos pra onde?
-Porra cara... Você é coiote, não?
-E daí?
-Coiotes migram para o sul no inverno, igual todo pássaro.
-Ron...
-Oi.
-Cala a boca.

Saíram os dois e se dirigiram até Honest Rubs, o vendedor de carros da Rua 45.
Por ter vivido muitos anos no Brasil, envergava um sotaque forte.
-No que posso ajudar ocês? – disse solicito o Honest.
-Queremos um carro, é o que você vende né? – perguntou Coyote ainda mal humorado.
-Uai... Mas ocê não tem um Studebacker? O que aconteceu? Escangalharam o trem?
-Era carro, mas mesmo que fosse trem, ele tinha escangalhado.  – diz o fotógrafo olhando para o repórter que faz cara de paisagem.
-E tem algum em vista? Pergunte pro seu compadre?
-Se ele entendesse de carros, não estaríamos sem.
Honest Rubs contém o riso enquanto Ron se afasta.
-Mas ocê entende né não? Pode escolher tranquilo. – e aponta para o salão repleto de Ford´s, GM´s, Chrysler´s, Buick´s e lá no fundo, bem no fundo, um VW.
-Bom, Honest... O que você tem para mim por cento e trinta dólares? - sorri Coyote.
-Uai, por esta quantia só desprezo mesmo. – responde em voz baixa o comerciante.
-O que?
-Este carro! Óia que beleza! – responde com um sorriso tão falso quando encantador.
-E que carro é este?
-Um VW! Carro alemão. Nova tendência europeia.
-É bem pequeno.
-É sim uai, por isto é que é a nova tendência. Motores 1.300cc, linhas redondinhas. Cheia de curva que nem as estrada de Minas. É o que chamam de “carro popular”.
-Minas? – estranhou o fotógrafo.
-É um lugar danado de bonito lá no Brasil, cê num conhece não...
-Ah! E Quanto custa?
-Quanto você tem mesmo?
-Aqui? Cento e trinta dólares.
-É seu.

Ao sair da loja, contente, Coyote conta outra história para Ron sobre a negociação.
-Legal... O carrinho é simpático. – diz Ron – Mas eu vi no salão alguns Buick e até um Cadillac que eram mais baratos que este.
-Como eu disse, se você entendesse de carros, não estaríamos comprando um agora.

Pegaram a interestadual em direção a Chicago, os dois iriam passar as festas com parentes na cidade.
Na metade do caminho, a silhueta de um homem e uma mulher se tornam visíveis à margem da rodovia.
Nevava e Ron pergunta se não seria possível dar uma carona aos dois.
-Pode ser, por que não? – Coyote estava extremamente desconfortável no banco do motorista.
Ao parar o carro, notaram que o homem estava relativamente bem vestido.
Loiro, de olhos azuis penetrantes e orelhas de abano.
A mulher também tem olhos de um azul profundo. Tão profundo que chegava a ser desconfortável fitá-los.
Agradecidos, se acomodam no banco de trás.
Ron, que teve de sair do carro para que entrassem – o carro tem apenas duas portas – se apresenta e apresenta Coyote.
-Jornalistas? Que bom... Logo escreverão sobre mim. – diz.
-Ai depende. – diz Ron.
-Do que? – quis saber o homem.
-Do tipo de crime que cometer ou do tipo de morte que tiver. – e sorri.
-Ah! São jornalistas policiais?
-É... Digamos que sim. Mas, você não disse seu nome.
-Francis... Francis Albert.
Os dois contém o riso.
-E o que faz?
-Sou crooner, estou indo para Chicago me apresentar no Apolo.
-Mas o Apolo não é em Nova York? – Coyote fala pela primeira vez com o caronista.
-É outro teatro, você ficaria espantado em saber como há teatros de nome Apolo espalhados pela América. Vou me apresentar para uma plateia selecionada. Espero, de lá, conseguir contrato para gravar.
-Olha... Boa sorte, mas desculpe a sinceridade, mas com um nome como Francis Albert e estas orelhas de abano, acho difícil viu... – e os dois jornalistas caem no riso. O caronista não se abala e nem se ofende.
-E podemos saber o que vai cantar? – pergunta Ron.
-E para quem exatamente? – completa Coyote.
-Bem... Eu vou cantar alguns standards: Gershwin; Cole Porter... Conhecem?
-Já ouvimos falar...  – comenta Coyote e completa – E para quem mesmo?
-Pelo que entendi, é uma confraternização de fim de ano.
-Qual empresa? Pode ser que tenhamos amigos trabalhando nela. – insistiu Ron.
-Não sei bem o nome da organização, mas seu presidente é um tal Alphonsus. - o silêncio que se seguiu só era quebrado pelo barulho do motor 1300cc do VW – O que foi? Vocês conhecem o homem?
-Se for quem pensamos, conhecemos sim. – diz Coyote. – Mas, por favor, dá uma palhinha do que vai cantar lá.
E Francis começa então a cantarolar uma canção de domínio público muito conhecida por ter um apelo infantil: Ol´McDonald.
Os dois caem na gargalhada e o caronista, agora irritado, quis saber o por que.
-O Alphonsus que você vai entreter, por acaso não é o Gabriel Capone? É? – questiona Ron ainda rindo.
-Sim, sim... Este mesmo! – responde Francis.
-Olha rapaz... Não nos leve a mal, mas com um nome como Francis Albert e cantando este tipo de canção ai com o Al Capone na plateia, é bem provável que um dia nós realmente escrevamos sobre você. – completa Ron.
-E dependendo de como estiver, tiraremos até lindas fotos... – sorri ironicamente Coyote.
A mulher, que até ali permanecera calada, olha para Francis e com um sorriso diz olhando para o espelho retrovisor interno do VW, por onde os jornalistas também a fitavam: -Ele vai se dar bem... Muito bem.

Francis, sem entender muito, agradece a carona e as palavras que julgou de incentivo – visto que já haviam chegado – desce na esquina anterior ao teatro.
Junto com ele também desce a mulher.
-Ah, me desculpem, nem me apresentei: Jeane Dixon, ao seu dispor. Muito obrigado pela carona. E, pode acreditar: quando entrarem em contato com o orelhudinho novamente, ele vai ter o respeito até do Alphonsus. – e se despede.

Alguns anos mais tarde, na capa do Le Sanatéur, o rapaz franzino, com orelhas de abano e olhos azuis aparece em uma fotografia assinada pelo mesmo reticente Coyote.
O texto, escrito por Ron, obviamente, tece elogios à voz e ao carisma do crooner que agora se chama Frank Sinatra.
E pela primeira vez, na legenda da foto, aparece o apelido que o eternizará: Frank Sinatra, the voice.
Frank Sinatra: the voice
Escrito em colaboração com o parceiro de tantas letras Anselmo Coiote, o melhor fotógrafo da Rua 45.

23 de dez de 2013

Jazz para cada um

Denner é cego.
Não é politicamente correto dizer “cego”, mas ele é.
Diz a todos que “deficiente visual” é besteira e se sente diminuído com o termo “deficiente”.
”-Não tenho deficiência, só não enxergo.” – diz ele.

Mas tem um ouvido primoroso! Capaz de distinguir notas, tempos...
E uma memória ainda mais impressionante.
Tinha um arquivo mental de nomes de músicas, datas de lançamento, fichas técnicas.
Conhecia diversos estilos, mas era apaixonado por jazz.
As subdivisões do gênero não lhe assustavam: conhecia todos. Do dixieland ao cajun, que mistura as influências creole (mistura das culturas francesas e africanas).
-Jazz é jazz, não é étnico... Não é world music. Aliás, que termo mais idiota. – dizia.

Dos outros gêneros musicais gostava. Pero não tanto.
Ouvia blues, claro.
-Derivação do jazz. – ensinava.
Ouvia rock.
-Derivação do blues. – explicava
E destes, ouvia tudo o que vinha atrelado.
Gostava de country e sua versão nacional, o sertanejo.
-Universitário também, Denner?
-Não... Só dos já formados e com livre docência. – dizia e explicava – Tião Carreiro, Pena Branca, entre outros.

Só tinha algo que abominava, definitivamente: música gospel.
Não gostava da forma com que os cantores se portavam.
Ficando acima do bem e do mal como se fossem os únicos portadores da palavra divina, portanto, melhores que os outros.
A hipocrisia de dizer que eram contra idolatria, mas se sentirem bem com o fato de ser idolatrados.
E musicalmente?
-Este pessoal - mas não só eles - adoram mostrar potência onde não é preciso. Imprimir carga emocional onde o sentimento devia brotar naturalmente. Sem contar que nem é um estilo... Usam tudo, do rock ao samba. Acham que não é o meio, mas a mensagem. Besteira. A mensagem é o meio. Dizem que “limpam” tudo com a “palavra” e que os “estilos” deixam de ser musica impura, ou do mal...  Mais besteira.

Faz este discurso para quem quisesse ouvir, mas geralmente, o único que ouve é um amigo que está sempre por perto: Gildo.
Gildo, ou Gildão - como era mais conhecido – tinha como nome de batismo Adegildo. Era um negrão na acepção da palavra e tinha como maiores características - além do tamanho, claro (ou escuro...) – a ingenuidade e a sinceridade - mandava para a boca tudo o que o coração e a mente conjuram - e a fixação por sexo.

A dupla coleciona algumas boas histórias contadas e recontadas pelos frequentadores do bar do Canário, a mais célebre delas talvez seja a que também inclui Ari, um pastor muito interessado em música e que, talvez por isto mesmo, respeite muito a opinião do cego. Embora nem sempre concorde.
Denner e Gildão bebiam cerveja acompanhada de um prato de torresmos quando o celular do cego tocou. O ringtone era simplesmente “Take the A train” com Duke Ellington.
Denner atendeu e ouviu calado por alguns minutos. A forma com que prestava atenção, o assunto não poderia ser outro: música.
Desligou após dizer que desconhecia. Talvez até existisse, mas provavelmente seria algo ruim, insosso como um prato que por falta de algum tempero ou mesmo sal ficasse intragável.

-Era o Ari. – disse ele para Gildo, assim que desligou.
-Ah, e o que ele queria? – quis saber o negrão.
-Me perguntou sobre swing... Queria saber se existe swing evangélico.
Gildão ouve e por um período fica em silêncio.
Silêncio, aliás, acompanhado por todo o bar assim que Denner falou sobre o estilo jazzístico. Esperavam que ele engatasse alguma explicação sobre o assunto.
-Olha cego... Na boa. Não sei para que o Ari quer saber uma coisa destas.
-Como assim?
-É que você não pode ver, mas aquela mulher dele... Cara...  Não adianta nem ele querer ir num lugar destes... Ninguém vai querer pegar aquele bagulho.
Denner deu mais um gole na cerveja e empurrou o prato de torresmos para perto do negrão.
-Come ai vai... Come.

20 de dez de 2013

Canções bobas de amor

John Lennon, aquele, um dia escreveu uma canção chamada “How do you sleep?” e a lançou em seu álbum Imagine de 1971.
Na canção questionava Paul McCartney, o outro, por só lançar canções tolas sobre de amor.
Em uma atitude muito deselegante, dizia que: “-Os caras estavam certos em dizer que (ele) morreu”, referindo-se a alguns malucos que enxergavam evidencias de que Paul havia morrido em 1966 e havia sido substituído por um sósia.
E prosseguia: “... tudo que você fez foi ontem (Yesterday, canção de Paul nos Beatles) e desde então é só outro dia (Another Day, canção solo McCartney) e terminava questionando “-Como você consegue dormir?”

Paul, que com o fim dos Beatles formou os Wings e seguiu sua carreira de forma mais constante, demorou a dar a resposta, mas quando veio foi em grande estilo.
“-Você deve pensar que já existem canções bobas de amor o suficiente, mas olho ao meu redor e não vejo isto. Alguns caras querem encher o mundo de canções bobas de amor, o que há de errado nisto? Eu gostaria de saber, porque aqui vou eu de novo: Eu te amo! Não posso explicar o sentimento, você não vê?”
E alfinetava a relação de John com sua esposa Yoko – tida como autoritária - com versos sobre o seu próprio com Linda McCartney:
“-Ah, ela me deu mais, ela deu tudo para mim e o que há de errado nisto? O amor não vem em um minuto. Às vezes ele não vem nunca... Só sei que quando estou apaixonado ele não é bobo. O amor realmente não é bobo...”

John acusou o golpe e não voltou mais ao assunto e segundo alguns até capitulou lançando em 1980, em seu último disco Double Fantasy a canção “Woman” que é linda e... Boba.
Aqui talvez caiba a discussão se a canção de Lennon é ou não boba, mas que a resposta de Paul ao insulto original é maravilhosa, isto ninguém há de duvidar ou negar, só faltou dizer: “-Durmo muito bem, obrigado!”

18 de dez de 2013

Deja vu

O ambiente estava nublado e ele não conseguia definir se eram nuvens ou fumaça.
Não havia cheiro algum no ar e nem sensação de frio ou calor.
-Onde catzo eu to? – pensou.
Não se lembrava de como havia chegado ali, não se lembrava de nada.

Quando as vistas se acostumaram reconheceu uma silhueta.
Aliás, reconheceu bem demais.
-Nunca soube que eu tinha um irmão gêmeo. – disse.
-E não tem. – respondeu a silhueta.
-Se eu não tenho um irmão gêmeo, quem é você?
-Sou você.
-Como?
-Você nunca ouviu alguém dizer que o homem se encontra consigo mesmo na morte?
-E eu morri?
-Bom... Você acaba de encontrar a si mesmo.
-E o que a gente faz agora? Discute relação?
-Hum... Então você é gay.
-Ôooo, não. Que história é esta?
-Bem... Você está aqui conhecendo a si mesmo e sai logo dizendo que quer discutir relação e quem gosta de discutir relação é mulher. Você é mulher?
-Não, você sabe bem...
-Então é gay.
-Cê não entendeu, eu fiz uma ironia.
-Hum... Irônico você... É gay mesmo.
-Não, espera...  Não é nada disto você não está me entendendo...
-Ih rapaz... Você está se complicando. Agora vai pagar de “ninguém me entende.”?
-Ah... Deixa pra lá.
-Vai emburrar? Vai ficar sem falar comigo?
-Você não me deixa falar nada, fica ai tirando sarro. Acha que eu sou burro? Não sou não.
-Cara... Melhor parar. Você fez igual mulher: perguntou; você mesmo respondeu e ainda ficou bravo. E você disse que não é mulher. Logo, você é gay.
-Tá... Então eu sou gay, você venceu.
-Eu venci? Lembre-se, eu sou você.
-Desisto.
-Desiste nada, agora tem que ter a parte final da aceitação, tem que dizer em voz alta que é gay.
-Ok! Eu sou gay.
-Mais alto.
-Eu sou gay! (quase gritando)
-Mais alto!
-Eu sou gay!!!! (gritando)
-Mais alto!
-Eu sou gay!!!!!! (gritando tão alto que perde o fôlego e a consciência.).

Quando acorda, está deitado no balcão de um bar vazio.
A sua volta apenas alguns amigos e uma mulher chorando.
-O que foi que aconteceu? – pergunta ele com voz pastosa.
-Nada demais, você levantou da mesa, tropeçando, disse que ia ao banheiro, mas entrou no vestiário dos garçons, começou a falar sozinho, depois a gritar que era gay e desmaiou. Te encontramos encostado no espelho.
-Putz... E ela ouviu? – se referindo à noiva.
-Tudinho...
-Anjo, olha eu to meio alto e... – diz ele virando-se para ela.
-Tira a mão de mim! Agora a desculpa é a bebida né? Bebida virou chave de armário agora... Sei. Cê pensa que eu sou burra? Eu não burra não! E me deixa! Você não entende. – e sai batendo os pés.

Ele a olha indo embora e tem uma sensação curiosa de deja vu.

16 de dez de 2013

Poderia ser a próxima onda

A música aqui no Brasil, como cantou o xarope do Lulu Santos sobre outra coisa, vem em ondas.
Houve a onda do rock nos anos 80 até meados dos anos 90.
Depois veio lambada, forró, samba mauricinho, sertanejo corno...
Agora convivemos com o tal funk ostentação e o sertanejo vida loca que só fala de encher a cara.
O problema não é aparecer e desaparecer destes “estilos”, mas a forma industrializada com que se constroem os “ídolos”.

Aparece um mané cantando sobre noitadas e cachaça e no dia seguinte vinte idiotas cantam a mesma coisa.
Há bem pouco tempo atrás, se um alienígena chegasse ao Brasil teria plena certeza de que nosso idioma era o idiotês, tamanha a quantidade de “tcherês, tchus, tchas, lelelês” e outras babaquices.

Dando uma passada pelas rádios não direcionadas (rádios de rock, jazz e afins) a impressão que dá é que não se sabe mais fazer música sem o uso de fórmulas.
Num pensamento mais radical: que não se sabe mais fazer música de jeito nenhum...

Mas não é bem assim.
Vez ou outra encontramos por ai algumas coisas que ainda nos fazem crer que há sim, música e gente que sabe fazer música pipocando aqui e ali.
Uma pena que a onda que vai levar os bons músicos para o mainstrean parece não chegar nunca...
Eu não iria achar ruim não.

12 de dez de 2013

Forma caráter e molda cidadãos melhores?

É um país livre, portanto ninguém precisa concordar comigo.
O assunto aqui é – pela última vez na história deste espaço – futebol.
Ou o que se transformou.

A partir de hoje, este assunto passa a ter a mesma relevância e peso de pérolas como bbb, the voice, novelas e quetais.
Desisto, abdico.
Futebol agora é coisa para otário.

Não bastasse o nível mental dos que frequentam assiduamente os campos, que agora são mais do que apropriadamente chamadas de “arenas”, ainda temos que conviver com dirigentes imbecilizados e de caráter totalmente deformado.

Para que um campeonato de mais de seis meses, trocentos e tantos jogos para no fim tudo se resolver em uma brecha jurídica encontrada pelos que perderam?
Ah! Lei é lei? Regra é regra? Então porque sempre favorece os mesmos e únicos?
Ótimo então!
Enfiem as regras e leis no orifício corrugado localizado na parte central das nádegas.

Se é este tipo de coisa que é celebrado como “esporte” e que ajuda a “moldar caráter” e “formar cidadãos melhores”, então estamos fodidos.
E muito fodidos.

Também passa a ter a mesma relevância de quem cobre bbb, the voice ou celebridades em veículos como caricia, contigo, caras e outras merdas impressas e digitais os jornalistas que trabalham com este lixo.

Quer continuar torcendo? Acompanhando? Acreditando?
Como está grafado à abertura deste texto: o país é livre.
Todos tem o direito de fazer e ser o que quiser.
Inclusive idiota.

Só lembrando que quem compactua e espalha lixo, também é.
Aqui, não mais.
Deu.

10 de dez de 2013

Novas resoluções do regulamento da F1 (o que todos comentaram e o que ninguém viu)

E o grupo de estratégia da FIA (what porra is this?) soltou um pacote com novas determinações para o regulamento de 2014.

Vale lembrar que o presidente re eleito da FIA é o gnomo Jean Todt que ficou celebrizado por ajudar Ross Brawn a burlar todo e qualquer regulamento enquanto era dirigente da Ferrari.
Ficou determinado o seguinte:

*Os carros terão numeração fixa.
Na verdade, os números serão dos pilotos que deverão escolher um numero entre dois e 99 e vai ficar com ele até sair da F1.
O numero 1 fica com o campeão, caso ele queira usar.
Vai começar a frescura: “-Ah, este ou aquele piloto marcou muito no time, vamos aposentar o numero dele...”.
E quero ver quem vai usar o 24.

*A última corrida do ano terá pontuação em dobro.
Interessante... Se for como este ano, vai servir muito...
Alonso por exemplo não teria tomado uma surra de 155 pontos e sim só de 130.
Não consegui entender se a pontuação vai ser dobrada só para o vencedor da prova ou para todos os pontuadores.
Está achando ruim? Acha que estão nascarizando ou stockrizando a F1?
Sorria, ao menos não vão dobrar o numero de voltas da porcaria do GP de Abundabe, que é o que fecha a temporada.

Algumas determinações que ninguém prestou atenção ou comentou:

*Se por acaso a Red Bull não tiver o melhor carro disparado da temporada, qualquer forma de ajudar carros vermelhos com pilotos espanhóis ao volante será válida.

*Não será permitido o jogo de equipe escancarado. Excetuando, claro, na briga pelo campeonato. Aliás, na Ferrari, o piloto que está lá há mais tempo já larga com a vantagem de 25 pontos sobre o companheiro de equipe na contagem interna. Portanto, se na primeira prova o time mandar dar o lugar para o piloto espanhol, não tem choro e nem vela. Tem que sair da frente.

*Em caso de duvida para punição, carros vermelhos com pilotos espanhóis não serão punidos.

*Pilotos com tatuagem de samurai na bunda nunca serão punidos.

*Pilotos espanhóis que fazem a sobrancelha não serão punidos.

*Se o piloto espanhol estiver na frente do campeonato, a última prova não dará o dobro de pontos caso este não pontue e por isto possa perder o título.

*Ultrapassagens sobre carros vermelhos com pilotos espanhóis ao volante entrarão imediatamente sob investigação e será punida com drive throug com limite de velocidade nos boxes de dez quilômetros por hora.

9 de dez de 2013

O que vai sobrar

Bacana como as coisas são.
Desde sempre o trânsito nas grandes cidades é ruim.
Transporte público urbano idem.
Nos aeroportos a situação é de caos.
Mas por conta do evento do ano que vem tudo passou a ganhar a etiqueta: “vergonhoso”.

Por quê?
Porque um bando de turistas vem ai?
Da mesma forma que vem, eles vão embora.
Já quem mora aqui não vai ter jeito.
Assim que a copa acabar vamos ter de continuar com um trânsito horrível, transporte público inadequado até para gado e aeroportos bagunçados.
E isto não é vergonhoso também?

Ah mas e a imagem pública do país lá fora? – pode perguntar alguém.
Que se foda! –  respondo sem nem pensar.
O que podem dizer que seja mais contundente que o sofrimento de quem  - por falta de opção – tem que se sujeitar aos serviços daqui?

Estão se preocupando com a herança errada que o evento vai deixar.
Até porque, ao que parece, não vai sobrar nada de bom já que um monte de obras de “mobilidade” foram canceladas.
Quanto aos gringos e o que vão pensar que os façamos provar do próprio caldo: venham e deixem dinheiro. É o que importa.

Ah, mas mesmo que não tivesse a copa a coisa continuaria assim... - pode dizer.
Era a chance de mudar, se não muda nada, para que serve?
Está errado? Acha que vai sobrar algo mais?
Então tá...
Também vai sobrar um punhado de estádios de primeiro mundo para servir de palco para mais brigas de torcidas compostas por descerebrados.

Ah... Também vão sobrar as lembranças de ter visto CR7, Balotelli, Messi e outros por aqui.
É algo muito bom para, no dia seguinte, se lembrar enquanto estiver parado no trânsito, em um ônibus ou trem lotado...
Pqp.
Ao menos as discussões sobre os jogos vão ser quentes.

6 de dez de 2013

Madiba

E Nelson Mandela se foi.
Cumpriu a única certeza que temos.
Não fará falta, até porque, já fez tudo que era sua missão fazer.
Agora o descanso.
Justo descanso.
Valeu, Madiba! 
Escrever mais? Para que?
Nada estaria à altura.
Então ofereço algo que acho bonito.
Não tão bonito quanto sua história de vida, mas bonito.
Se ele gostava ou se gostaria de ser homenageado assim?
Sei lá.
Mas é minha forma de dizer: obrigado por contribuir para um mundo um pouco menos injusto.
Vai na paz.

4 de dez de 2013

Contos do botequim 11 - Tradições

 Canário passava sua flanela engordurada no balcão enquanto em uma das mesas, Andrade, o professor aposentado e Derico, o fiscal da natureza conversavam de forma entediada.
-Nem parece que está chegando o natal. – diz Andrade
-Parece sim, a cidade já está enfeitada... – retruca Derico.
-Mas este calor do Saara...
-Professor... Nunca vi o senhor falando palavrão!
-E que palavrão eu falei?
-Calor do Saara! Fiquei até corado.
-Ficou corado porque é sem vergonha.
-Eu? Eu tenho vergonha.
-Devia ter mais... Devia ter vergonha de ser burro! Saara é um deserto.
-Ah tá...

Neste momento, Canário chega à mesa com outra cerveja.
-Fala para ele do Sacrá, Andrade... – brinca o dono do bar.
-Ah, vai pra lá botequeiro... Eu sei que Sacrá é outro deserto.
-E você sentaria nele? – perguntou irônico o professor aposentado.
-Então mestre... Só de noite. Porque eu sei que de dia os desertos são muito quentes e a noite são bem frios...
Um minuto de silêncio constrangedor e o bar todo explode em gargalhadas.
-Do que estão rindo? – quer saber Derico.
-De você sentado num sacrá... E só à noite. – e Canário abre a cerveja e se vai.
-Não to entendendo nada... Vamos voltar a falar do natal... Eu acho que a cidade está bem no clima.
-Não acho – diz o professor aposentado – este natal europeizado é de doer. Imagina pinheiros nevados num calor de mais de trinta graus! É terrível de falso.
-Poxa velho mestre... Tradição é tradição.
-Que seja... Mas me dá uma coisa ruim de ver renas, neve, e aqueles duendes que mais parecem anão de programa de TV aberta, isto dá.
-Eu fico pensando naquele cara vestido de papai Noel que fica no centro... Mesmo eu gostando de tradição, dá certa dó do cara. Maior calorão.
-É... Pelo menos nisto concordamos.
-Mas tenho certeza... Ele faz isto porque gosta, pela tradição. É dos meus.

Antes mesmo de a frase sumir no ar, o tal papai Noel entra no bar.
Suado, ainda assim completamente paramentado. Numa rápida olhada é possível certificar-se que a barba é dele mesmo.
-Põe uma quente pra mim... – diz ele.
Canário então destampa uma garrafa de bagaceira e serve. De uma talagada só, o papai Noel mata a dose de pinga. Escolhe e pede um dos mais gordurosos torresmos da estufa e em duas mordidas acaba com a iguaria.
-Quer um guardanapo para limpar as mãos? – pergunta Canário.
-Precisa não... Limpo depois na roupa da molecada que vem me abraçar...
-Mas e o bafo? – pergunta Derico.
-É verdade... Tem cada moleque que parece que nunca escova os dentes... Por isto que eu bebo.
-Mas e a tradição? – pergunta ironicamente Andrade.
-Eu mantenho... Bebo só bagaceira e como torresmo... Sempre.

Depois da saída do papai Noel, o silêncio toma conta do bar.
Andrade, com ar superior encara Derico, que envergonhado fita o vazio.
-Sabe mestre... – diz Canário para Andrade - Só esquecemos de perguntar a ele se tradicionalmente também senta no sacrá.

2 de dez de 2013

A gente tenta não ser maldoso... A gente tenta

Felipe Massa declarou que vai usar a experiência para buscar os resultados ano que vem.
Hum... Não vai dar certo.
Se ele estiver pensando que idoso tem preferência na fila de largada é melhor olhar os campeonatos passados e ver como Webber e Coulthard eram tratados.
E mais: mesmo que fosse por ordem de idade, ele ficaria atrás do Button e convenhamos... Ficar atrás do Button é o maior fim de carreira que existe.


Você se hospedaria em um hotel que o gerente fosse o Zé Dirceu?
Na boa... Se hospedaria?
E se sumisse algo do seu quarto? Teria as manhas de ir reclamar?
E se reclamasse, teria alguma esperança de resolução do caso?


Agora, interessante mesmo é a história da cocaína (na verdade pasta base) encontrada no helicóptero do Senador Perrella em Minas Gerais.
A fazenda é dos caras...
O helicóptero é dos caras.
O piloto é funcionário dos caras.
Mas a cocaína não... Dá para entender?
E ainda tem a cara de pau de dizer que é do piloto.
Tá ganhando bem o piloto!
Mas é aquela coisa... Há mais do que aviões de carreira nos céus do que pode crer sua vã filosofia... Tem helicópteros também.

E neste fim de semana faleceu o ator dos filmes Velozes e Furiosos.
Uma morte é sempre triste, mas foi interessante descobri a quantidade de gente que só porque o cidadão foi embora, passou a adorar a série.
Sempre achei estes filmes horrorosos.
Os carros, por mais tunados que fossem, tinham caixas de marcha com vinte e cinco velocidades.
E todas eram acionadas em quinhentos metros de pista...
Aqui a maldade nem é minha, mas sugerir o 1B para a vaga do cara no próximo filme é hors concours.

29 de nov de 2013

Hell

-Mas pastor...
-Nem “mas”, nem meio “mas”. Sinto muito.
-Por favor, o pessoal está animado em gravar com a gente, vão ficar frustrados.
-São jovens, vão superar.
-Mas que mal tem em tocar com a gente?
-Vocês não fazem música gospel. Não dá para misturar o sagrado e o profano.
-Poxa, é tudo música.
-Não, não é tudo música. A que meus meninos fazem agrada a Deus, é feita em seu nome e louvor. A de vocês não.
-Não faz sentido... O senhor já viu nosso contrabaixista tocar?
-Sim, vi...
-Então, o senhor é maestro, entende de música... Ele não é bom?
-Sim, não disse que ele ou mesmo vocês não são bons. São ótimos músicos. Mas não.
-Então... Se o senhor mesmo concorda que ele é bom e que nós tocamos bem, me diga: de onde o senhor acha que vem?
-Que vem o que?
-Nosso talento. Eu posso chamar de talento não posso?
-Pode... Claro que pode.
-Sabia que nenhum de nós estudou o instrumento a fundo?
-Ah não?
-Não...  Estudamos o básico.
-Onde você quer chegar?
-Simples: Nós fazemos música por dom e o senhor mesmo vive dizendo que isto é coisa de Deus. Tô errado?
-Bem... Não. Teoricamente não...
-Então, se nós temos o dom e se isto é coisa de Deus, logo a nossa música deve agradar a Ele, não? Afinal, fazemos aquilo que ele nos mandou fazer.
-Está bem... Tudo bem então... Eu libero o naipe de metal da igreja para gravar com vocês. Os dois trompetistas, o saxofonista, os trombonistas... Pode avisar a eles que eu liberei para a gravação.
-Obrigado pastor!  Eu vou agora mesmo reunir todos eles e correr para o estúdio.
-Rapaz... Só por curiosidade: o que vocês irão gravar?
-Um cover de um tema de jazz dos Squirrel Nut Zippers.
-Ah... Não conheço. Qual o nome?
-Hell.

27 de nov de 2013

Motivos

E o telefone toca na casa de Felipe.
-Alo?
-Felipe?
-Sim... Quem é?
-Claire, tudo bem?
-Sim, sim... No que posso ajudar?
-Gostaríamos que você viesse para Grove. Queremos começar os trabalhos.
-Mas já?
-Sim Felipe, o quanto antes.
-Bom... É que... Ainda tem algumas coisas na Ferrari.
-E daí? Agora você é piloto Williams.
-Mas é importante, entende?
-Mas... Precisamos de você aqui, queremos adiantar o inicio do projeto para 2014.
-Então... Eu também quero começar logo, mas...
-Tudo bem então... Fica para depois do natal então. Boas festas. – e desliga o telefone.

Em Groove.
-E o que disse o Felipe? – pergunta Frank à filha.
-Vem, mas só depois do natal. – disse ela.
-Mas, por quê?
-Negócios inacabados na Ferrari.
-Aqueles carcamanos, vão sugar o rapaz até a última data possível.

E em São Paulo.
-Quem era Felipe? – pergunta Rafaela
-O pessoal da Williams...
-E o que eles queriam?
-Que eu fosse até a Inglaterra antes do natal.
-E você?
-Disse que não dava.
-Por quê?
-Bom... Fetuccini, lasanha, presuntos de Parma, uma diversidade de vinhos, nhoques, assados, doces italianos, talharim, queijos... Enfim: natal na Ferrari.
-Mas e a Williams?
-Lá vai ter peixe com batatas fritas, tortinha de rins e carne de carneiro cozida com molho de hortelã.
-Com molho de hortelã? Coitado do bichinho...

26 de nov de 2013

Lado B do GP: Brasil

Não há lados B em pistas tipo A, isto é fato.
Mas que foi curioso ver alguns lances, isto sem dúvida.

Começa por ver um motor abrir o bico.
Faz tempo...
Grosjean foi a vítima e o motor era logo um primo irmão do propulsor que impulsiona só o carro tetra campeão...
Acontece.

Hamilton tirou Valteri Bottas da corrida e disse que não teve culpa.
Pode até ter sido sem querer, claro... Um toque como aquele no pneu traseiro ninguém faz por maldade.
Mas teve culpa sim...
E se ainda não tivesse, iria tomar uma chamada, afinal: não se atrapalha piloto da Williams.
Talvez... Se fosse o Maldonado... Estava perdoado!

Massa reclamou da punição.
Ok, punição besta, exagerada... Mas é a regra.
A regra é besta, é exagerada...
Mas foi discutido no briefing e todo mundo achou que estava certo.

A Catherhan do Charles Pic quebrou, aparentemente sozinho, a suspensão.
Se tivesse parado o carro onde quebrou – uma área de escape enorme e plana – estaria tudo bem.
Mas ele resolveu ainda atravessar a pista e abandonar o carro em um barranco.
Resultado?
O carro quase volta à pista. Foi preciso que alguns fiscais de pista fizessem um esforço enorme para manter o carro lá.

E o Button?
Largou de décimo quarto e chegou em quarto lugar.
Daquele jeito dele... Se aproveitando das ocasiões... Trocando pneu mais tarde, não arriscando nada.  De forma bem bunda mole.
E daí?
E daí nada... Ninguém liga.
Acabou a corrida e só se falava no fato de Webber ter tirado o capacete ainda na volta de comemoração e desaceleração.
O Button que se dane, ninguém liga para ele.

E para terminar:
O tombo do que se retira...

24 de nov de 2013

F1 2013 - Brasil: Respeitem Interlagos

E bastou uma volta e meia de corrida para se notar bem a diferença entre um circuito de verdade e um copy and paste como Austin.
Foi muito mais emocionante que em toda a prova dos EUA. E sem o DRS que ainda não estava autorizado o uso.
Há que se respeitar Interlagos.
Não é necessário DRS, KERS e nem chuva para que a prova seja emocionante.

Ingredientes para uma emoção um pouco mais fake não faltavam: última do Massa na Ferrari; última do Webber na F1; última dos V8 aspirados... Lista farta.
Mas foi emocionante apenas pelo fato de ser uma corrida lógica, onde os melhores pilotos (ou carros com exceção do Button, que mais uma vez se aproveitou da ocasião) fizeram as melhores performances.

Ao fim, o melhor piloto com o melhor carro venceu: Vettel.
Webber fez jus ao carro que pilotou e saiu da categoria com uma posição honrosa e – surpreendendo o mundo – tirando o capacete na volta de comemoração, para que o mundo visse que: debaixo dos capacetes existem pessoas fazendo o esporte.
E Alonso, que por mais que EU não curta, vai deixar seu nome em todos os compêndios sérios sobre automobilismo como um dos melhores de todos os tempos.

Uma pena, que infelizmente, outra corrida em Interlagos demore tanto para acontecer.
Monza, Spa, Suzuka, Silverstone Mônaco... E Interlagos, o que sobrou de pistas de verdade na F1.
Aos que oram, façam para que estas nunca faltem no calendário, porque o que sobra, pqp viu...

Que venha 2014 e suas mudanças, porque quem gosta de ficar parado é poste.
A saudade já bateu.
Uma justa homenagem ao canguru, que bem ou mal, nos divertiu este tempo todo

22 de nov de 2013

Utilidade pública GP do Brasil de F1

Alimentação
Faça você mesmo o aroma.
Se você for mineiro e for levar um amigo francês à corrida, passe com ele antes na ROTISSERIE MUZAMBINHO. Na Praça Batista Botelho.
Mostre a ele os maravilhosos queijos minas. Diga a ele que nossos queijos não devem nada aos queijos franceses e se ele perguntar do aroma do queijo, não se faça de rogado PEIDE!

Grego? Turco? Paulista!
Fechando o roteiro não poderia faltar o CHURRASCO GREGO, conhecido na Turquia como KEBAP...
Engraçado, é turco, por que será que aqui virou grego?
Situado à Praça Moscou – só pra fixar o fundo internacionalista de nossa comida – é servido em pãozinho francês do dia anterior e com muito vinagrete de repolho.
Acompanha dois sucos de groselha, sem gosto e sem gelo. Apenas R$ 2.00.

Entretenimento e lazer
Também tem muito esporte radical na capital paulistana.
Tentar atravessar qualquer avenida quando o transito está fluindo bem é uma aventura e tanto! E isto nos semáforos e faixas de pedestre.
Outra boa dica é cruzar os rios Tietê ou Pinheiros por cima dos dutos de gás e água ao longo de sua extensão.
A tubulação é larga e tem corrimãos – não se sabe para que exatamente.
O grande barato é tentar atravessar os rios sem desmaiar com enorme mau cheiro que eles exalam e em dias quentes não adianta mascara.
O que tem de radical nisto? Cai lá dentro para você ver o que te acontece...

Os bingos estão proibidos em todo o Brasil, mas as maquininhas caça níqueis estão em todo os lugares. E o mais legal: com as bênçãos da polícia civil e militar.
A mecânica do negócio é simples:
Você perde muita grana de moeda em moeda até conseguir ganhar pela primeira vez.
Então vai ficar com a sensação de que está com sorte e vai insistir.
Não raro o apostador sai de lá liso e para não ficar devendo na casa acaba deixando objetos como relógios ou os tênis na tentativa de conseguir ao menos uma parte do prejuízo de volta.
Seja como for não ofereça os bilhetes para a corrida.
Localização: Qualquer boteco sujo tem e geralmente fica nos fundos, bem escondido, o que é uma besteira já que como disse, tem o apadrinhamento da delegacia mais próxima.

Hospedagem
Grande Hotel da Luz:
Localização: Bairro da Luz
Ambiente: Pouco agradável.
É longe para caramba, mas é barato.
Reza a lenda que o crime da mala foi executado na suíte 336, mas os funcionários do local negam. Até por que nem tem esta suíte lá.
Aliás, não tem suíte nenhuma já que nenhum dos quartos tem sequer banheiro.
As paredes são finas, ao que parece todas feitas de MDF bem vagabundo e é possível ouvir tudo que se passa no quarto ao lado. E com a fauna humana que ronda as imediações acho melhor levar um tapa ouvidos.
E claro, não convém levar a namorada...
Cotação: roubada.

Cantinho do Fábio Campos.
Localização: Interlagos
Ambiente: arejado.
Não é hotel, pensão ou hospital.
Trata-se do cantinho esquerdo do portão de entrada do autódromo de Interlagos, onde em edições passadas nosso amigo Fábio Campos dormiu por duas noites seguidas, junto a um cidadão que veio direto do Congo para assistir a corrida.
Convém levar um cobertor e um porrete, vai que o cidadão do Congo apareça por lá e tal...
Cotação: o roubado é você, se der mole.

Serviços
Os serviços médicos também estão presentes.
Enquanto os pilotos e membros das equipes têm a assistência do Dr. Sid Watikins para qualquer eventualidade e podem contar com os serviços do Hospital Albert Einsten, os torcedores têm a sua disposição o chefe de enfermagem Cidão Barbosa, que comanda uma equipe de vinte auxiliares de enfermagem estagiários que lhe receitarão aspirinas independentemente do que você esteja sentindo.
Dor de cabeça? Aspirina.
Insolação? Aspirina.
Convulsões? Aspirina.
Diarreia? Aspirina e rolha...
Se o caso for mais grave o paciente torcedor será removido para o Hospital do Servidor Publico. Caso, claro, se aquela Kia Besta escolar ainda estiver por perto.

Transporte
Trens da CPTM.
Não se engane: a estação que atende pelo nome de Interlagos fica a quase dois quilômetros de distância do autódromo e o caminho não é dos mais simpáticos.
Passa-se por Diadema, Osasco e se não “perder” a carteira com os ingressos em uma destas quebradas chega à pista tão cansado que mesmo com o barulho infernal dos motores acaba dormindo durante a corrida.
Valor cobrado: R$3,00 (mas compensa?).

Ir de carro próprio.
Dizem que é desaconselhável, mas se é para passar raiva que ao menos seja dentro de um veículo seu, que bem ou mal vai ter o mínimo de conforto e sempre se pode mudar o destino e ir para um shopping Center ou descer para a praia mais próxima. E creia, mesmo sendo distante para caramba ainda assim você conseguirá chegar mais rápido do que se insistisse em ir assistir ao GP.
Agora, se resolver ir mesmo e seu carro for bom (BMW, Mercedes ou um esportivo importado qualquer) cuidado. Alonso pode tentar pegar seu carro para disputar a prova e tentar vencer o Vettel.
“-Qualquer coche és mejor que o meu...” – chorou o asturiano.

21 de nov de 2013

Pequenas ironias para a semana de GP Brasil

Red Bull descartou ajuda de Vettel à Webber em sua despedida.
Mas Vettel é um cavalheiro e disse que ajudará sim:
-Abrirei a porta para ele ir embora, e assim que ele passar, delicadamente fecharei.

Domenicalli disse que espera “algo mais” de Felipe Massa no Brasil.
-Gostaria que ele me convidasse para jantar na casa dele... – disse.
Mas depois de ser lembrado que Stefano disse que só tinha ficado com Massa na equipe por respeito, Felipe declarou: “-Vai jantar na PQP!”.

Ross Brawn declarou que saída do braço direito de Newey vai enfraquecer Red Bull.
O projetista, por sua vez disse que sim: “-Claro, é muito difícil desenhar com um braço só, mas para azar do Ross, eu sou canhoto.”.

Ferrari declarou que as mudanças necessárias já estão encaminhadas para 2014.
-Contratamos o Kimi, ele não fica de mimimi quando o carro não é o melhor. E isto ajuda muito.

Button diz que ainda acredita em pódio para a McLaren: “-No Brasil é a última chance.” – disse.
Tem mais alguma corrida depois?

20 de nov de 2013

Antes era pior... 14 - Interpretação de fatos (ou fotos)


A foto foi roubada no blog do Rafael Schelb, o Schelb F1 Team e traz algumas curiosidades.

A primeira é – obvio - ver Grahan Hill pilotando seu BRM pelas estradas de Spa-Francorchamps. Repare bem... Está molhado.

Depois, ver um gigante outdoor.
Sempre quis saber para quem era a propaganda.
Geralmente ficava em lugares ermos, longe do público e em um tempo que não havia uma cobertura full das TV´s, até mesmo por limitações técnicas das emissoras.
Seriam então para os pilotos?

Então, de um lado do gigante painel há uma propaganda de um lubrificante que apresenta o que parece ser uma figura feminina.
E do outro lado um cidadão careca que – aparentemente – estava sentado em uma garrafa de champanhe quando a rolha espocou.

O que catzo tem a mulher com a lata de óleo? E porque o carequinha estava sentado na boca da garrafa?
Será que há alguma correlação?
Será que é propaganda de motel?
Será que foi daí que aquele grupo de pagode tirou a inspiração para um de seus hits?
Será que o guardinha de trânsito ali escondidinho pode responder esta pergunta?

19 de nov de 2013

Lado B do GP: EUA - mesmo gostando muito da coisa, foi aborrecido

E os lados B foram tão monótonos quanto à corrida em si...

Alguém sentiu falta de Kimi Raikkonen?
Acho que não...
Mas não foi por conta do Kova, porque ninguém nem viu ele na pista.

Aliás, viu.
Foi o primeiro a parar e ainda teve de trocar bico.
Tem toda razão em sonhar em ser titular na Caterham.
Carro ruim, piloto ruim e tudo em casa.

E Massa?
Este tem palavra.
Disse que se não fosse dado um jeito em seu carro a corrida seria horrível.
E foi mesmo.
Pastor, que se sentiu sabotado pelo time com o bom desempenho do Bottas deve ter dado aquela risadinha marota: “-Vai se acostumando, Felipe... Ano que vem vai ser assim em todas as provas.”.

E em certo momento, o engenheiro do Massa pediu:
-Faz agora voltas em ritmo de classificação.
Massa se lembrou do dia anterior e deve ter pensado: “-Fodoscou...”.

De boa?
Por mais que se ame a F1, esta prova não ser transmitida ao vivo acaba por nem fazer falta...
Nem para ver o pódio com aqueles chapéus ridículos (que nem tiveram, mas seriam) pertinentes à festa.

18 de nov de 2013

F1 2013 - EUA: Não basta copiar e colar, tem que ter emoção na fila americana

Americano gosta de automobilismo, ou quase.
Lá as corridas são recheadas de bandeiras amarelas que travam as disputas.
Seja nos ovais da Indy e Nascar ou nos mistos geralmente de rua.
Logo, não era de se esperar muita diferença e logo no meio da primeira volta o safety entra em cena.
Grande Sutil...
Ainda bem que foi uma vez só.
E o streaming dando tocs

Também cheia de “para e vai” era o streaming pelo qual fui obrigado a acompanhar a prova.
Tudo por ser mão de vaca e não querer assinar uma TV apenas para ver esta prova todo ano.
Mas, como em toda véspera de GP que a emissora oficial não passa, cogito assinar a dita TV...
E o streaming dando tecs

E assim como as categorias americanas que – ou não tem emoção ou ela é artificial – a corrida foi seguindo em banho Maria.
Pista bonita, cheia de partes de outras pistas pelo mundo, mas com bem poucas ultrapassagens em sua primeira metade.
E o streaming dando tacs

Já a partir da segunda...
Ai houve até uns passões, mas daquele jeito.
Sem briga, sem defesa, sem choro.
Chegava, passava e tchau.
E o streaming dando tics...

E assim segue até o fim.
Vettel vence, quebra mais um recorde de Schumacher e comemora.
Parecia estar no piloto automático de tão fácil.
E o streaming...
Bem... Depois do fim da corrida, com tudo (ou nada) que aconteceu, desisti de assinar a TV.
Para ver isto ai, o streaming deu e sobrou.

15 de nov de 2013

Notinhas kleps (aquela bala que vinha em fitas...)

Button se diz surpreso com a chegada do jovem Magnussen à Mclata.
Surpreende?
Não.
Depois de dizer que o russo Kyatt não teria sucesso, que seu companheiro de equipe era um idiota e que não vai se aposentar, qualquer coisa que este cara diga deixa de surpreender.
Aliás, vamos deixar claro, ninguém deu a mínima para o que ele falou.

Massa diz que vai devolver a Williams ao seu verdadeiro lugar.
Sinceramente?
Torço por isto.
Depois de Kazuki, 1B, Maldonado, qualquer coisa é lucro.
Mais?
Assim: a situação tá tão brava em Grove que não deve ter mais espaço pra cavar o buraco, logo, para cima é o único caminho.
Mas vê lá heim, Massa... Vê lá...

Ainda sobre Felipe Massa.
Disse ele que optou pela Williams porque lhe ofereceram um contrato mais longo e com a prerrogativa da liderança do time.
Ele também disse que teve um contrato (pré-contrato, apalavramento, dê o nome que quiser, eu não vi papel nenhum, tenho um nome a zerar) com a Mclata.
Até onde se sabe o acordo com o time de Dennis (o Ron do mal) seria de apenas um ano.
Pesou pelo pouco tempo para desenvolver um trabalho e ainda ter que aguentar a mala do Button que quanto mais envelhece, mas ranheta, reclamão e ignorado pelo mundo fica.

Kovalainen está de volta ao circo da F1.
Dono de uma vitória (hahahahahahahaha) na categoria (hahahahahahahaha) declarou que está feliz em pilotar pela Lotus nas duas últimas corridas.
E completou: “-Mas quero mesmo é voltar para a Catherham para ser titular!”. (hahahahah)
É... Pilotos ruins sonham com carros ruins, se não para ficar na média, para fazer óbvio e ser lembrado (de vez em quando) para uma vaga qualquer em um time qualquer...

Franchitti fora da Indy.
É triste ver um campeão se afastar?
É!
É ruim saber que foi por conselho médico?
Claro!
Mas o cara já ganhou tudo que a várzea americana dos carros de fórmula pode oferecer. E ganhou com méritos.
Então? Não é melhor vê-lo sair da brincadeira com saúde e “por cima”?
Vai nesta Franchitti!
Não vai fazer falta não... Quem gosta do que você faz, de verdade, sabe que já fez muito.
E bem feito.


14 de nov de 2013

Perez fora...

Li isto em algum lugar...

O careca apareceu no bairro vindo do nada e sem ser convidado. E o pior: vinha de mãos dadas com Eleonor, a menina mais bonita, gostosa e desejada do lugar.
A turma, que por anos sonhou com a menina que só saia de sua casa acompanhada dos pais e, nunca, nem olhava para os lados - quanto menos para a turma – resolveu que aquilo era uma provocação.
Aquilo teria conseqüências...
Pensaram e decidiram que não usariam violência, que tratariam o caso de forma anônima, mas avassaladora. Que atacariam a moral do careca.

O plano era o seguinte:
Primeira parte seria pichar nos muros do bairro por onde o careca passasse coisas como:
“O careca é terrível”, “O careca é perigoso.”, “O careca é imoral.”. “O careca é careca!”

A principio aquilo parecia ter surtido efeito. Era só ver as expressões faciais do careca ao passar pela rua e ler os “elogios” da galera...
Porém, agora já não só andava de mãos dadas com Eleonor, como também namorava no portão, trocando beijos recatados na bochecha e sob a supervisão dos irmãos menores na janela da casa.

A segunda parte foi infame: Nos banheiros dos botecos da região, nos banheiros dos mercados, das igrejas e principalmente nos banheiros públicos começaram a aparecer mais pichações: “O careca é viado”, “Careca é aberração”, “Careca é sonso”...
No sistema de alto falantes do bairro, de hora em hora apareciam mensagens do tipo: “E Madalena manda um beijo para o careca que namora Eleonor e lhe oferece uma musica.”.
Invariavelmente tocava logo em seguida a marchinha “Nós os carecas”, aquela que diz que é dos sem cabelo que elas gostam mais...

Neste ponto, todos no bairro já desconfiavam quem estava por trás das ações contra o cuca lisa e passaram a olhar torto para a turma. Até os familiares reprovavam.
Porém a ultima parte do plano foi posta em prática e, de diversas agencias de correio espalhadas pela cidade, começaram a chegar cartas à residência da agora noiva do careca desancando ainda mais o pouca telha: “O careca é brocha”.

Aquilo foi a gota d´água, todos, absolutamente todos se viraram contra a turma e até os irmãos da menina sumiram da janela, em um claro sinal de que agora até a família dela apoiava incondicionalmente o namoro e confiava no cabeça pelada.
Em uma manhã de sábado o careca veio pessoalmente falar com a turma que estava reunida a sombra de uma arvore.
Chamou primeiro Tonho Croco, o líder do pessoal para um conversa particular que se desenrolou ali mesmo. Os outros assistiam prontos para a ação, porém, quando viram que Tonho e o careca apertavam as mãos, relaxaram e ouviram de Croco o seguinte discurso:

“Gente, beleza, vamos acabar aqui a campanha contra o careca... Ele é de paz, é de boa, só não tem cabelo... E mais, a gente vai dar porrada em quem chamar o careca de careca. Ah, ele disse que não tem jeito, vai casar com a Eleonor de qualquer forma... E que vai se formar dentro em pouco em medicina e que não pega bem se ele ficar conhecido pelo apelido de careca... Então fica assim: vai na paz case com ela e tenha muitos carequinhas, pra gente poder chamar eles de “filhos do doutor careca”...
O careca ficou contente com o resultado e foi embora enquanto a turma arrumava outra diversão...

Ah sim... Sérgio Perez não pilota mais pela McLaren.
Danem-se os dois...

13 de nov de 2013

Rádios que a FOM não deixou ir ao ar

A transmissão oficial feita pela FOM e retransmitida no mundo todo oferece ao fã da F1 algumas passagens curiosas dos rádios das equipes.
Trechos de diálogos entre pilotos e engenheiros que por vezes podem soar monótonos e com pouco valor.
Claro, ouvir o engenheiro mandar o piloto acelerar é desnecessário, o cara está lá para que afinal?
A odiosa frase “tragam as crianças para casa” também era um porre de se ouvir.
As comemorações de fim de prova idem.
Não tem nada mais sem graça do que aqueles “yeah” e “great job, you are unbeliveable” dito do piloto para a equipe.
Mas a Grookileaks conseguiu - em um esforço americoteixerizado - algumas transcrições que a FOM não deixou ir ao ar.
Não há registro de quais as corridas em que foram retirados, mas talvez dê para ter uma ideia com algum esforço, e para poupar outros esforços, já vão traduzidas.
Enjoy it.


Engenheiro: -Seb, Webber está mais rápido que você.
Vettel: -Sério? -Ele vai me passar?
Engenheiro: -Só se conseguir se livrar dos dez carros que há entre vocês dois...

Engenheiro: -Seb, Alonso está logo à sua frente.
Vettel: -Não se preocupe, sempre tenho cuidado com retardatários...

Engenheiro: -Kimi você precisa...
Kimi interrompendo: -Tá, tá, tá... Eu sei o que estou fazendo!
Engenheiro: -Sabe porra nenhuma. Se soubesse não tinha assinado com a gente.

Engenheiro da Ferrari: -Kimi, deixa o Alonso passar, é pelo campeonato.
Kimi: -Como é? Quem tá falando?
Engenheiro da Ferrari: -Sou engenheiro da Ferrari...
Kimi: -Mas eu ainda estou na Lotus!
Engenheiro da Ferrari: -Mas já estamos treinando pro ano que vem...
Kimi: -Como conseguiram entrar no nosso rádio?
Engenheiro da Ferrari: -Demos vinte dólares pro seu engenheiro, assim como você, ele não recebeu salários este ano ainda, daí fica fácil né?

Engenheiro da Marussia ao mesmo tempo nos dois rádios: -Fim de prova, Vettel venceu de novo.
Rádio do Bianchi: -Legal, então pra gente só falta vinte voltas.
Rádio do Chilton: -Vinte? Eu to contando com o limite de duas horas...

Engenheiro da Williams: -Maldonado, o que vai querer no fim da corrida?
Maldonado: -Ah qualquer coisa... O que vocês querem?
Engenheiro da Williams: -Nós queremos Massa...
Maldonado: -Boa, eu também quero.
Engenheiro da Williams falando com outra pessoa: -Ok, pode fazer o contrato, Maldonado disse que aceita ser substituído pelo Felipe...
Vettel: -Ganhei, ganhei! Inacreditável rapazes!
Engenheiro: -Ah, cala a boca... Faz sete corridas e quatro campeonatos que você ganha fácil e ainda vem com este papinho? Nós sabemos o que estamos fazendo.

12 de nov de 2013

E o chute entrou no gol

Massa na Williams e por três anos. (talvez o rapaz lá tenha problemas em reconhecer números...)
É bom?

Em tese sim.
Felipe é bom piloto.
Nada de excepcional, fantástico, supimpa... Mas é bom piloto.
Brincadeiras à parte, a fase em que foi companheiro de Alonso deve realmente ser relevada.
Ser companheiro de equipe de um dos maiores nomes deste esporte na atualidade (talvez até de todos os tempos) não é mole.
Por conta disto, nunca levei a sério o chororô de equipamentos diferentes, privilégios especiais.
O pau federal que tomou pode-se por na conta de Alonso ser melhor piloto que Massa (e de enorme parte dos pilotos do grid atual, o que não faz, de forma alguma, com que eu goste do espanhol. Sou torcedor afinal...).
Excetue-se a corrida na Alemanha, um ano após a molada, que aquilo sim foi sacanagem, e o resto está dentro da normalidade esperada.
Com um piloto mais à seu nível, talvez ande melhor, equilibre as coisas ou até leve vantagem.
Vencer corridas já é outro departamento.

Ai já é com a Williams, mas... É a equipe de ponta e competitiva com a qual Massa disse que assinaria se fosse para ficar na F1?
Há controvérsias...
Com a história gigantesca que tem e mesmo voltando a andar no azul na parte financeira, o time não faz um bom campeonato há muito.
Andar nos pontos este ano foi coisa dura: um ponto para Maldonado e nenhuma para Bottas. (até Abu Dhabi).
A favor do time de Grove tem que nos últimos tempos, equipe de ponta para vencer corridas com regularidade e disputar campeonato só a Red Bull.
Atrás, bem atrás, a Ferrari e o resto se der alguma sorte em algum ponto da trajetória.

Porém, para o ano – como de todo bom torcedor – se renovam as esperanças.
Mudança de motor – apesar do Renault ser o atual tetra campeão do mundo – para o Mercedes, a revolução técnica toda...
É para se esperar com ansiedade.
O campeonato do ano que vem promete.
Ou não, que aqui ninguém é mãe Dinah ou gosta de ficar escrevendo: como havia antecipado...