30 de jun de 2017

Ron Groo orgulhosamente apresenta: O cu do cavalo (um conto original, pero no mucho)

Na região da Praça Princesa Isabel, no centro velho de São Paulo há uma estatua equestre de Duque de Caxias.
Garboso, o herói da guerra do Paraguai está montado em seu vistoso cavalo em pose de vitória: o cavalo trota enquanto o cavaleiro brande ao ar a espada.
A obra é do nobre artista italiano Victor Brecheret e foi inaugurada em Vinte e Cinco de Agosto de Mil Novecentos e Sessenta. Tem a altura de um prédio de dez andares, contando claro, com o pedestal feito em granito.
Como todo monumento em toda metrópole, após um tempo ninguém dá a mínima importância. Passa-se por ele e nem se da conta de que está lá.
Se não estiver, muita gente nem vai notar.
Porém há um detalhe na estátua, que se diga, sempre esteve lá, mas que nestes tempos de “politicamente correto” começou a incomodar um tipo de gente muito especial que, só com muito tempo ocioso - e pago com dinheiro público – se incomodaria: os nobres vereadores.

-O nobre colega há de convir que é uma indecência! – diz um situacionista.
-Até é, mas não é tanto assim... Afinal todo mundo tem um daqueles... – retruca um da oposição e assim vai adiante a discussão.
-Alto lá, senhor vereador! Todo mundo necas! Lembre-se o senhor que se trata de um cavalo de quase onze metros, logo o tamanho da indecência é muito maior que a que nós todos temos... A não ser que o nobre colega da oposição... Não é?
-O senhor está insinuando o que? Que eu tenho um daquele tamanho? Eu vou lhe dizer o que é que eu tenho que é daquele tamanho...
-Ordem... Ordem – pede o presidente da casa – Não é brigando aqui que os nobres senhores vão arrumar uma solução para o caso... Vamos dar a palavra ao nobre colega que trouxe o problema a esta casa. Com a palavra o nobre vereador Nico Cajaz...
-Bem, eu... Eu fico até com vergonha de dizer isto..., Mas aquele enorme cu equino lá tem que sair... Eu fico imaginando minha mãe passando pela Avenida Rio Branco e olhando para cima... O quanto a minha mãezinha, dona Rosa Cajaz não ficaria chocada...
-Mas o nobre colega tem a mesma opinião de sua mãe? Ou acha que toda a população tem a mesma opinião? Eu particularmente não tenho uma formada.
-O senhor já passou por lá?
-Não...
-Então nunca olhou debaixo da cauda erguida do cavalo do Caxias?
-Sinceramente não. O que tem demais lá?
-Uma protuberância saltada, como se o pobre do animal sofresse de hemorroidas!
-Olha..., Mas é possível sim, viu – interrompe novamente o presidente da câmara, e prossegue – Diz aqui no livro dos monumentos que para a inauguração da estatua foi servido um lanche para os que trabalharam em sua confecção, lá no Liceu de Artes...
-Mas, meu presidente? O que tem isto com o que estamos discutindo?
-Meu caro colega... Vai que neste lanche se serviu calabresa, vatapás ou outras comidas apimentadas quaisquer?
-Mas... Nobre presidente? O cavalo é de bronze! Dificilmente comeu um destes lanches?
-Dificilmente? – gritam todos os presentes em uníssono. – Mas tu é burro hein?
-Não o cavalo, sua cavalgadura, mas um dos operários que ajudaram a fazê-lo... Aí sentiu os resultados e resolveu expressar no cavalo...
-Mas o artista ia permitir isto? Vamos lembrar que é de Victor Brecheret!
-E por acaso, por ser artista, ele estava isento?
-De impostos?
-Não... De hemorroidas...

O fato é que não chegaram a nenhuma conclusão sobre o que fazer com a parte saltada da anatomia anal do cavalo. E como toda vez que isto acontece a voz popular é chamada a opinar e um plebiscito é convocado.
Sem maiores explicações a cédula de votação traz as seguintes opções:
1 – deixar lá como está.
2 – tirar a base de lima, já que é de bronze.
3 – trocar o rabo do cavalo, para que ele fique abaixado e assim encubra a vergonha.

Nas ruas, um jornalista que sem mais o que fazer se ocupou da história e entrevistava pessoas na rua.
-O que a senhora acha deste plebiscito?
-Uma besteira... Imagino que o imbecil que primeiro se ocupou desta coisa deva ser um desocupado... Acha que um cu de cavalo vai aborrecer quem vê um monumento destes?
-Muito obrigado... Qual seu nome, por favor?
-Rosa... Rosa Cajaz. Com “z” meu filho...

29 de jun de 2017

F1 2017: Let the children play

A FIA confirmou que abriu uma nova investigação sobre o acidente/incidente/quebra pau entre Vettel e Hamilton no GP da Europa disputado em Baku.
A entidade máxima do automobilismo estuda até nova punição ao piloto alemão que pode ir de uma simples desclassificação daquela corrida até a suspensão de uma prova. Qualquer das punições beneficiaria Hamilton de forma fantástica, já que a punição durante a corrida, apesar de dura, acabou não surtindo efeito algum já que Lewis também teve de ir aos boxes para consertar o problema com seu encosto de cabeça.

A regra já é um bocado estúpida: deixar que o ponteiro controle a relargada em movimento é dar poder demais ao piloto em algo que ele não deveria ter.
Mais correto seria como em outras categorias onde a corrida só volta a valer após a passagem pela linha de chegada com bandeira verde sinalizando que está valendo.
Dá forma que é hoje, coisas escrotas como a frenagem exagerada e fora de local aplicada por Hamilton podem se repetir sem que nada lhe aconteça e quem vem atrás (sem ter muito o que fazer como no caso de Vettel), bater.

A reação do alemão foi exagerada sim.... Jogar um carro em cima de outro deliberadamente ainda que em baixa velocidade não é seguro e nem esportivo, mas qualquer um com sangue nas veias e apetite por vitórias teria a mesma reação no momento.

Uma nova investigação e possível punição sem que nem se avalie a conduta de Hamilton no episódio acaba ficando algo desproporcional e aparentemente tendencioso.
Acabaria colocando novamente a categoria sob suspeita de favorecimento e manipulação já que Vettel é o líder por uma margem não tão confortável, mas boa o suficiente se analisarmos as performances nas corridas até aqui.
E, assim como lembrou o jornalista Rafael Lopes da página Voando Baixo, é hora de se pensar também no torcedor ocasional, aquele que se interessou pela F1 (agora ou novamente...) em razão da briga/rivalidade entre Sebastian e Lewis.
Uma intervenção com mão pesada agora com certeza iria esfriar o interesse de muita gente.

Agora é hora de ver até onde a Liberty está disposta a dar uma nova cara à F1.
Saber se vai proteger seus interesses, protegendo também os dos fãs ou se vai ficar apenas na perfumaria com questões satélites à disputa.
Por que se for para ficar promovendo sentimentalismos baratos ou propondo que todas as equipes – pelo bem do show – façam a apresentação de seus carros em um único evento, melhor devolver tudo para o Bernie e deixar que ele faça o enterro da categoria quando se for.

27 de jun de 2017

F1 2017: Coming Soon

A rivalidade entre Senna e Prost não rendeu um filme hollywoodiano, mas um documentário (chapa branca pra caramba) em que o francês é pintado como um vilão maligno mancomunado com uma direção tendenciosa e má intencionada apenas para ferrar com o brasileiro.
Ainda assim é muito bom.
Já a rivalidade entre Lauda e Hunt rendeu um filme contestado em que não há vilões, mas fatos circunstanciais que identificam cada qual com a vilania em seu tempo.
A arrogância de Hunt, Lauda dedurando o carro do inglês por estar com pneus fora da especificação (no filme, no filme...) até a redenção da recuperação milagrosa de Niki e o título mundial de Hunt.
O filme também é bom.

Grand Prix é ficcional, mas contém elementos de diversas brigas e rivalidades da F1 nos anos 60 e até antes.
Não é preciso falar do quanto este filme é bom.

Que tipo de filme, daqui há dez ou vinte anos, teremos sobre a F1?
Nico, a vitória do segundo!
Talvez não tenha tanto apelo dramático para vender ingressos ao redor do mundo. Mas a temporada 2017...
Eis os argumentos para o roteiro.
No início eram amigos e dava entrevista juntos dizendo o quanto ter dois pilotos de equipes diferentes disputando o título mundial corrida a corrida, vitória a vitória era importante para a categoria.
Ai, após igualar o número de poles de um certo piloto, Hamilton ganha um capacete pertencente a ele e coisas estranhas começam a acontecer.
De repente, em uma corrida sem grandes perspectivas de emoção, uma ordem da direção faz com que Hamilton freie inesperadamente e aplique um break test em Vettel, que fulo da vida, coloca seu Ferrari ao lado do Mercedes do inglês e lhe dá um chega pra lá jogando seu carro contra o carro do inglês
Olhares duros durante uma parada de bandeira vermelha, mas nenhuma declaração, nenhum movimento só aumentam o clima de tensão.
Após a prova, que nenhum dos dois venceu, mas que apesar de punido, o alemão se deu melhor, começam as animosidades.
“-Se quer provar que é mais macho, que faça isto fora do carro. ”  - Diz um Hamilton marrento.

Um desdobramento razoável seria Vettel entrando no paddock da Mercedes e plantando a mão na orelha de Hamilton mostrando ali que a paz acabou de vez e que o jogo duro, por vezes sujo está declaradamente valendo.
Um diretor bacana para este filme não poderia ser Ron Howard, nem Spielberg ou Coppola, mas o grande Quentin Tarantino...
Hamilton seria Jamie Foxx.
Vettel teria que ser Leo DiCaprio.
Toto Wolf seria Christoph Waltz com o cabelo pintado.
Bottas e Kimi seriam qualquer ator, não importa.
E no meio do filme, em uma cena na sala de reunião da direção de prova em um autódromo qualquer, haveria um impasse com uns apontando armas para os outros e uma tensão no ar à espera de quem puxaria o gatilho primeiro.

Título do filme?

25 de jun de 2017

F1 2017: Azerbaijão - Baku tem que ficar (pra sempre!)

O entorno é fantástico!
A mistura do moderno e do antigo é a própria cara da F1 que alia o que há de mais moderno com a tradição de ser disputada há mais de cinquenta anos.
Porém, tem ainda que se provar como um lugar que pode receber boas corridas.
A prova do ano passado, por ser a primeira, foi de morna para fria.
Todos procurando os limites e os melhores caminhos dentro da pista e a disputa ficou bem engessada.
Para este ano o panorama não era muito melhor e nem mais animador, afinal, tudo mudou: carros, aerodinâmica, grip.... É como se fosse a primeira vez de novo.

Na pole Lewis Hamilton (agora o segundo maior neste quesito) marcou um tempo extremamente baixo. Ao seu lado o companheiro de equipe e logo atrás as duas Ferrari.
A largada prometia e cumpriu: Bottas briga com Kimi, perde o bico e fura um pneu.
Vai os boxes e volta com pneus diferentes. Tinha que mudar a estratégia mesmo.
Kimi caiu para sexto, mas continuou. Mesmo sendo acertado por pedaços de carro antes de fazer a chicane do Castelo.
Lá atrás, Danill Kvyat vai parar na área de escape e quando retorna dá um susto em seu próprio companheiro de equipe que, sozinho, roda na pista.
E é este cidadão, Sainz Jr, que andou declarando que ano que vem disputa o título guiando um Red Bull. Eita nome forte este do pai que ele tem...

Na décima volta, Kvyat tem um problema de motor e para na pista.
Curiosamente fica por lá por três voltas até que a direção resolva pôr o SC na pista e retirar o carro de lá.
Neste meio tempo, uma briga que se mostrava empolgante acaba com o motor de Max Verstappen quebrando.
A confiabilidade é maior problema neste ano para a Red Bull.
O SC ficou várias voltas na pista e quando saiu, Massa fez uma ultrapassagem maravilhosa em Kimi Raikkonen pela quarta posição e Sérgio Perez, este sim, fazendo um ano maravilhoso, pressionou Vettel até o limite do possível pela segunda posição. Em vão, mas foi bonito.
Antes do fim da volta o SC já estava de volta para que se retirasse da pista pedaços da Ferrari de Kimi que se soltaram.
Antes do SC sair da pista, Hamilton faz um break test em Vettel e os dois se batem. |
Vettel, irritado, coloca o carro ao lado de Hamilton e gesticula com as duas mãos. Novo toque e desta vez proposital do Vettel para cima de Hamilton.

Sem nada com isto, Felipe ataca e quase assume a segunda posição.
Já as duas Force Índia se acham na briga e mais uma vez os companheiros de equipe acabam com a corrida um do outro.
O golpe de marketing que a Force Índia programou com a cor do carro ganhou um upgrade no fato dele ser muito bom.
Mas precisa administrar os pilotos ou não vai a lugar nenhum.

A quantidade de pedaços de carros era tão grande (Ferrari, Force Índia, Red Bull...) que a bandeira vermelha foi acionada.
Todo mundo no pit lane esperando a limpeza da pista para uma nova relargada.
Então o show da vez foi de Daniel Ricciardo que passou as duas Williams: Massa que tinha problemas e Stroll que fazia sua melhor corrida.
Massa vai aos boxes e por lá fica.
Sua melhor corrida na temporada estragada por um problema do carro.
Lá na frente, o protetor de cabeça de Lewis Hamilton se solta e fica no limite de sair do carro.
A cena com Lewis segurando a peça enquanto dirige com uma mão só na imensa reta é daquelas que merecem ser revistas.
Hamilton é chamado pela direção da corrida aos boxes para arrumar a peça e perde a chance da vitória, mas no mesmo momento sai a punição para Sebastian Vettel pelo chilique voltas atrás.
A prova fica mais aberta que nunca.
Na volta trinta e quatro, Vettel cumpre seus dez segundos de punição e Daniel Ricciardo assume a ponta com – acredite – Lance Stroll em segundo.
Ao voltar para a pista, Vettel ainda sai a frente de Hamilton, ganhando de fato, a posição.
A corrida até aqui estava sensacional!

E para finalizar, além da vitória imprevista de Daniel Ricciardo, Valteri Bottas consegue o segundo lugar em cima de Lance Stroll nos últimos metros de prova.
Últimos metros! Quase em cima da linha de chegada.
O que não tira o mérito do menino canadense, mas entristece um pouco a torcida.


Agora é oficial: Baku não pode ser modificada e nem sair do calendário jamais.

23 de jun de 2017

F1 2017: A corrida em Baku e a etiqueta que ficava no...

Este fim de semana tem F1! (Chico sorrindo)
É no Azerbaijão... (Chico chateado.)

A pista é bonita, rápida, o entorno é maravilhoso e tudo... E ainda é apenas a segunda vez que se corre por lá. Logo, há de se ter boa vontade com o lugar (ao menos por enquanto) e esperar que todas as mudanças feitas nos carros e que os tornam totalmente diferentes dos que disputaram a primeira prova naquele país deixem as coisas mais interessantes.
Por enquanto duvido, mas...
Melhor mesmo é contar uma histórinha ocorrida dentro daqueles coletivos marotos...
Basta subir em um coletivo e apurar os ouvidos e as coisas acontecem.
Esta foi assim, segue a transcrição da conversa.

-Véi, vou mandar um email pra uma fábrica reclamando de um produto ai...
-Sério? Celular? Televisão?
-Nada... Cueca!
-Ih, que foi? Alergia? Se for isto nem adianta reclamar. Tem nas etiquetas
-Não é alergia não... É das etiquetas mesmo.
-Como assim?
-Porra! Os caras colocam umas etiquetas enormes, de um material duro em partes sensíveis do nosso corpo. Tá certo não.
-Como assim? (já rindo) Que tipo de cueca cê anda usando?
-Tô falando sério pô! Aquelas cuecas box, boxer... sei lá o nome.
-Sei! Aquelas que parecem um shortinho apertado. Acho confortável.
-Até é... Mas a porcaria da etiqueta fica lá incomodando.
-Geralmente fica do lado, na costura lateral.
-Pois é, mas nestas que comprei fica bem no rego.
(Ai já não seguro o riso e o interlocutor ainda contaria mais o que eu precisava saber)
-Ai é foda! Material duro no rego deve ser desconfortável mesmo.
-Cê ri porque não é contigo. Mas eu vou reclamar mesmo. Tem que trocar o lugar destas etiquetas ou o material... Mas tem que dar um jeito.
-E se eles não derem ouvido pra suas reclamações?
-Não compro mais desta marca e ainda mando enfiar a etiqueta no cu...
-Bom, acho que isto eles já fizeram... E com você. (e cai na risada)

Puxo a cordinha da solicitação de parada, desço um ponto antes só para poder rir enquanto ia andando.

21 de jun de 2017

Gaiatos

O sabonete já fazia sucesso no mercado.
Não era caro como o concorrente Phebo e nem era tão barato quanto o popular quanto o Eucalol, mas vendia bem.
Tinha um perfume suave e durava o mesmo que os outros, mas dizia em sua embalagem que conseguia chegar a “cinquenta banhos ou mais! ”.
Seu nome? Sabilo. Pronunciava-se “sablo”, ignorando totalmente a vogal.
De olho em uma fatia maior do mercado, porque não? A pequena empresa paulistana que o produzia resolveu apostar na publicidade para aumentar um pouco mais as vendas e, quem sabe, fazer de seu produto um sucesso nacional.
Contratou uma agência ainda em crescimento para a empreitada e esta não decepcionou.
Espalhou pelos bondes da capital paulista cartazes com a marca “Sabilo” com os dizeres: “mais banhos, menos preço! ” e aguardou a resposta popular.
E quando esta veio, foi na forma mais saudável para uma empresa: as vendar subiram em uma percentagem considerável.
A popularidade do sabonete foi às alturas e com ela também veio a onda de gaiatos que sempre acompanha algo que faça sucesso.
Não se sabe de onde exatamente veio um jingle não oficial e não solicitado que grudou na cabeça e principalmente, nas vozes da população: “-Sablo, Sablo, sabonete pra cavablo...”
Após isto o sabonete perdeu vendas e sumiu do mercado sem nunca ter sido comercializado além das fronteiras do estado de São Paulo.

Outro caso curioso se deu com a Volkswagen que em 1965 resolveu apostar em um modelo novo para o então já consagrado VW 1200, o popular Fusca em terras brasileiras.
Certa de que com o calor feito por estas bandas, uma janela panorâmica no teto do carro seria algo, além de apreciado, muito desejado pelos compradores.
O popular teto solar foi implantado na produção e no final de 1965 chegava as concessionárias um dos primeiros, se não o primeiro, carro produzido no Brasil com a característica.
Porém, bastou o primeiro gaiato dizer que aquilo era para acomodar os apêndices da traição conjugal do motorista do veículo que as vendas despencaram para perto do zero absoluto até o fim de sua produção em meados de 1966.

Apelidado de “cornowagen”, os simpáticos carrinhos que já haviam sido vendidos começaram a receber chapas soldadas em seus tetos e cirurgia plástica completa para troca do forro interno.
O que não resolvia totalmente o problema daqueles que haviam comprado o veículo já que quando da revenda do carro, o possível comprador ao inspecionar achava os sinais da operação de tapagem do teto solar olhava desconfiado para o vendedor como quem inquiria: “-Perdoou a mulher, mas vai vender o carro né? Chifrudo...”


Por último, na cidade de Franco da Rocha, apostando em um mercado pouco explorado na região, um cidadão chamado Santiago Keller resolve fundar uma pequena metalúrgica especializada em parafusos, porcas, pregos e afins.
Batiza sua fábrica com seu pomposo nome e se põe a trabalhar incansavelmente para consolidar e expandir sua empresa.
Porém, os gaiatos locais nunca chamaram a fábrica pelo nome que seu fundador lhe deu e referiam-se a ela apenas como a “fábrica do zé ruelas”.
A empresa ainda existe e funciona, mas se alguém fora da região conhece-la pode-se considerar um pequeno milagre...

19 de jun de 2017

Antes era pior... 17: Imparcialidade e isenção

Jornalista isento, imparcial...
O que hoje é um mito e uma grande mentira, já teve lugar na vasta história do jornalismo feito no Brasil.
Mas, segundo Nelson Rodrigues, foi um só.
E olha que o próprio Nelson é oriundo de uma família de jornalistas. Do pai a irmã mais nova.
A história é a seguinte: em 1949 o Diário Carioca promoveu na linguagem jornalística brasileira uma verdadeira revolução adotando uma técnica americana que uniformizava os textos (como se todos fossem escritos por uma única pessoa, ou melhor, como se aquela sintaxe representasse a voz do jornal e não dos diversos jornalistas envolvidos em sua feitura) e implantava nas redações a figura do “copy desk”  que nada mais era do que um redator encarregado de enxugar as matérias de verbos demasiados e literatices em geral.
As primeiras linhas das matérias teriam obrigatoriamente de ser objetivas. O nome disto era “lead” e ali deveriam ser respondidas as perguntas: “quem? ”, “quando? ”, “onde? ”, “por que? ”  e “como? ”
Esta revolução foi implantada pelo jornalista Danton Jobim, que era diretor do jornal e por Pompeu de Souza, seu redator chefe, e logo se espalhou por outros periódicos.
A ideia era limar das manchetes (e do corpo da notícia) qualquer resquício de paixão que pudesse dar a entender que aquilo era algo parcial.
Nelson, literato por natureza, achou aquilo um empobrecimento da notícia e logo apelidou os tais “copy desks” e seus “leads” de: “os idiotas da objetividade”.
Ele sabia que aquele papo de “isenção” e “imparcialidade” era uma grande patacoada, que com “lead”, “copy desck” ou sem nada disto, os jornais eram e seriam para sempre, em suas palavras “-...imparciais de araque! ”.

Cobrado sobre esta posição, Nelson disse que nem todos os jornalistas eram parciais.
E disse mais... Falou também que havia um único jornalista que ele conhecia muito bem e que este sim era totalmente isento e imparcial.
Seu nome era Otto Lara Resende.
Chamado a explicar o porquê pensava assim, Nelson mandou na lata: “-Otto é o único capaz de ver os dois lados de uma questão.”.
O que nunca explicou era o porquê de pensar assim.
Durante uma disputa entre os jornais O Globo e o Diário de Notícias por conta de algumas histórias em quadrinhos, Otto, que trabalhava para os dois periódicos, chegava pela manhã na redação do jornal dos Marinhos e escrevia um editorial (com lead e passando pelos copy desck) desancando o Diário violentamente.
Saia da redação ao meio dia, almoçava em um pé sujo próximo e seguia para o jornal de propriedade de Assis Chateaubriand, onde redigia uma ainda mais violenta resposta ao Globo.
Inquirido se aquilo era verdade, Otto sempre negava, mas Nelson atribuía a negativa à uma “-...gigantesca e mineira modéstia! ”.

16 de jun de 2017

Groo Recomenda: Anvil! The Story of Anvil (2008)

Em 2009 Steve “Lips” Kudlow e Rob Reiner estavam no evento de premiação do People´s Choice Awards concorrendo ao prêmio de melhor documentário com “Anvil! The Story of Anvil” quando o vocalista reconheceu (e como não reconhecer?) Paul McCartney sentado em uma das mesas à pouco mais de vinte metros de onde estava.
Lips se conteve até ser anunciado o vencedor de sua categoria e assim que o resultado foi divulgado -  e eles não venceram, cabendo à um documentário sobre golfinhos o prêmio – ligou o “foda-se” e se levantou para se dirigir à mesa do beatle para pedir um autógrafo quando foi agarrado (literalmente) por Quentin Tarantino:
“-Estes bastardos deram o prêmio para alguns peixes, cara! ” – Gritou o diretor.
Lips, agradeceu o apoio, balbuciou algo sobre ser muito bom encontrar com Tarantino, pediu desculpas e disse que queria muito falar era com Paul.
Ao chegar à mesa de McCartney, que estava cercado por amigos e sua equipe, viu um assustado Paul olhar em direção a eles e reconhecer o baterista Rob Reiner sem fazer esforço.
“-Oh meu Deus! São os caras do Anvil! Será que teremos algum rock esta noite? ” – Gritou Paul e desmontou qualquer ação de fã que Lips e Rob pudessem ter naquele momento.
Algum tempo depois, em uma entrevista para o Chicago Tribune, Lips disse que saber que Paul McCartney os conhecia foi a coisa mais legal que aconteceu desde a formação da banda em 1973.
Exageros à parte, quando se assiste o documentário que concorria ao prêmio do People´s Choice Awards é quase possível acreditar que aquelas palavras ditas ao jornal eram verdade.
A história do Anvil a principio é igual a de muitas bandas surgidas durante o boom do BNWOHM (British New Wave Of Heavy Metal), movimento que deu ao mundo, entre outros, Iron Maiden, Saxon, Manowar...
Logo na abertura, uma sequência de all stars do rock tece tantos elogios ao grupo que um desavisado acaba pensando que se trata de mais um filme sobre rock stars milionários e famosos, mas assim que Lemmy, Lars UIrich, Slash, Tom Araya e alguns outros somem da tela o que se vê é apenas a história de dois caras que conseguiram projeção durante um período de uma cena iniciante e depois (por problemas de crise criativa ou apenas saturação do mercado) caíram em certo nível de ostracismo que não raramente implode carreiras, destrói pessoas e leva a depressão.
Lips trabalha em uma espécie de empresa que fornece comida à escolas e fábricas enquanto Rob Reiner defende uns trocados reformando casas em Ontário, no Canadá.
Amigos desde sempre, o documentário mostra um pouco da origem do grupo, quando os dois se conheceram, e passa rapidamente pela discografia da banda, retornando ao ponto em que tocam nos fins de semanas em bares canadenses para não mais que vinte ou trinta fãs.
Alguns, como Mad Dog (apelido, claro...) os acompanham desde o primeiro disco e diz com orgulho que além de fã, também é agora amigo dos caras, já tendo recebido em sua casa e das mãos de Lips, discos, camisetas, vídeos e até convites para festas.

Histórias como as de uma turnê/roubada pelo leste europeu e terminando na Itália seriam deprimentes, se não acabassem tão engraçadas.
A agente, uma italiana de meia idade que também é fã do grupo, fecha shows em bares com a promessa de receberem algo em torno de mil e quinhentos euros por show e muita divulgação, mas na maioria dos lugares por onde passam acabam não recebendo um centavo sequer e a divulgação não passa de folhas de sulfite escritas com pincel atômico.
No show com maior público, vinte testemunhas aparecem para ver Lips e Reiner quase irem as vias de fato com o dono do bar que alega atraso na chegada da banda ao local para não pagar após o show.
Chega a ser cômico um dos espectadores se apresentar como advogado e aconselhar os dois a não só processar o contratante como também trocar de agente: “-Seu agente é uma bosta! ” – Diz ele para o cantor.
De volta ao Canadá, seguem-se discussões sobre o futuro da banda, depoimentos de parentes (mães, pais, esposas, amigos) sobre a dedicação cega dos dois sem nunca desistir mesmo estando quase esquecidos.

A redenção começa quando o antigo e famoso produtor musical Chris Tsangarides os contata para saber se eles têm material suficiente para fazer um novo álbum e os convida à sua casa na Inglaterra e – claro – diz o quanto terão que gastar.
Rob, Lips, Tsangarides e o baixista Glen Five
Sem o dinheiro necessário, se aventuram por diversos empregos e Lips chega até a trabalhar em uma empresa de telemarketing indicado pelo fã (e amigo) Mad Dog, mas por não conseguir mentir sobre a qualidade dos produtos que vende (óculos de sol) se demite sem conseguir um só dólar.
A situação se resolve de uma forma muito comum.... Para bandas iniciantes.
A irmã mais velha de Lips acaba lhe dando o dinheiro e um depoimento comovente sobre como quer que o irmão seja feliz correndo atrás de seus sonhos, mesmo que ele já esteja com mais de cinquenta anos de idade.
Tanto sofrimento contrasta com a felicidade de terem sido convidados a participar de um festival no Japão, onde a banda viveu alguns dos melhores momentos de sua carreira e ao chegar por lá, inseguros com o medo de não haver mais do que dez fãs à sua espera no local do show, se surpreendem com o quanto ainda são populares e queridos.

Filme mais que indicado para fãs de rock, heavy e afins e para quem acha que o fato de gravar (bons) discos (no caso do Anvil, mais de quinze) garante um “para sempre” no auge. E claro, para quem não gosta de rock, heavy e afins, mas gosta de boas histórias.

Disponível no Netflix.

13 de jun de 2017

O capacete do segundo colocado

Que Lewis é fã confesso de Ayrton não é segredo e nem detalhe escondido, logo, para ele, poderia fazer mais sentido festejar ultrapassar seu ídolo do que o recordista real, mas... Hamilton é o tipo de cara que briga sempre pelos melhores e maiores números e não pelos mais significativos. Até por isto a surpresa ao receber o mimo.
Já para o IAS...
Por que catzo o Instituto Ayrton Senna foi até o Canadá festejar o fato de Hamilton ter igualado em número de poles o seu representado?

Ayrton foi o grande nome em sua geração. É e será sempre um dos maiores deste esporte.
Prost ganhou mais títulos, mas não foi tão icônico para o esporte quanto Senna por tudo que aconteceu e blá blá blá...
Nem vou citar o sete estrelas Schumacher para não atrair haters, ufanistas e pachecos em geral.
Mas o tempo é implacável e com sua chegada os nomes vão sendo colocados em posições relativizadas por quem viu e quem não viu correr.
É normal ocorrer discussões sobre quem foi melhor: Fangio, Ascari, Emerson, Clark, Graham Hill etc... Mas hoje em dia são muito poucos os que viram algum destes correr e por mais que haja vídeos de Senna rodando o mundo intenético, sabe-se que em highlights até Takuma Sato pode ser sensacional.
Comparação injusta, óbvio.
O número dos que viram Senna correr vai diminuindo pouco a pouco e logo as novas gerações de fãs só terão a literatura, os highlights e algumas testemunhas oculares já sob forte influência da nostalgia para alimentar as discussões.
Entre os pilotos idem. Para ter uma pequena noção, dos atuais pilotos do grid, apenas Hamilton cita Senna como seu ídolo. (Massa não conta...)
Logo, restarão os números frios.
E com a novos ídolos e seus novos números se dará a tal da relativização comentada acima.

Só assim se explica o porquê do IAS aparecer no episódio de Hamilton e os números de Senna e não quando este atingir o recorde de poles (hoje pertencentes a Michael Schumacher) que fatalmente acontecerá.
Uma forma (esperta) e simpática aos olhos do público geral de promover a memória de Ayrton.
Claro que não há nada de errado e nem é crime fazer este tipo de marketing, mas alguém viu o IAS fazer a mesma coisa quando Schumacher estabeleceu seu número? E olha que o alemão também chorou e disse ter se inspirado no brasileiro em diversas vezes.
E ninguém verá acontecer se Vettel, por exemplo, que já citou outros pilotos e não Senna –  e hipoteticamente ainda tem chances -  também igualar e ultrapassar o número.

Não há porque criticar a emoção genuína de Hamilton ao receber logo após cravar a pole position com que igualou seu ídolo o capacete de Ayrton Senna.
Mas é impossível não enxergar oportunismo do IAS (com as bênçãos da Liberty) em promover um pouco mais a imagem (já bastante promovida e nem sempre pelos motivos certos, vide o apoio ao prefeito da capital paulistana bem pouco tempo atrás) de seu representado.


Nada errado e tudo até bem bonito, mas serviu mais para atrair um “owwwnnn” de brasileiros saudosos e favorecer um pouco mais a imagem da “nova F1 da Liberty” do que marcar um evento realmente importante.
Afinal, ultrapassar o segundo colocado não dá o lugar mais alto do pódio.

11 de jun de 2017

F1 2017: Canadá - Sweet (maple) Leaf

Uma semana com o windows10 totalmente bugado, mas por sorte (e competência do técnico de informática, obrigado Leandro!) vai ter texto para o GP do Canadá.
Diferente da corrida australiana, o GP canadense não é um “tudo pode acontecer”.
Os carros já chegam testados (alguns aprovados) e com as atualizações que geralmente chegam na primeira corrida da fase europeia.
É neste contexto que temos uma pole position que não surpreende mais ninguém há muito tempo: Lewis Hamilton com direito a novo recorde de velocidade da pista, a igualar seu ídolo Senna em quantidade de pole positions e tudo o mais.
Porém, colado em sua Mercedes vem Vettel e sua Ferrari, não por acaso, o líder da coisa toda.
Sobre a festa pela igualdade no número do brasileiro a gente comenta em outro texto.

A largada por lá é sempre tensa. A segunda curva é um aperto só e a velocidade é bem pequena, mas até chegar lá é um crescendo doido de marchas e aceleração.
Hamilton larga bem, mas é completamente ofuscado pela largada de Max Verstappen.
E por sorte do inglês, lá atrás Carlos Sainz Jr. fez das suas e (após ser tocado também, mas tô nem ai) tirou Felipe Massa (que está fazendo uma temporada maravilhosa!) da corrida com uma porrada por trás, e evitou que Verstapinho fungasse em seu traseiro ao fim da primeira volta.
Bandeira amarela e safety car.
Na relargada Bottas faz as vezes do companheiro de equipe tradicional e pressiona o Red Bull de Verstappen para que ele não incomode o chefe no carro 44.
Notinha sobre a largada de Max: Passou tão lotado por todo mundo que acabou levando um pedaço da asa de Sebastian Vettel.
Desdobramento: Vettel acabou indo aos boxes trocar a peça logo após o safety car sair da pista e – naquele momento – dava adeus a possibilidade de vitória.
Pouco tempo depois foi a vez de Max também abandonar a briga pela vitória, mas definitivamente.
Hamilton sorria de orelha a orelha com seu fim de semana.

E com as duas Mercedes nas duas primeiras posições, restava assistir à corrida surpreendente das duas Force Índia.
Esteban Ocon chegou a andar por várias voltas em segundo e só não liderou uma prova de F1 na carreira porque resolveu trocar seus pneus na mesma volta em que Hamilton trocou os seus.
Também Sérgio Perez fazia corrida muito consistente e não dava chances para as Ferrari de Raikkonen e Vettel e mais: discutiam via rádio quem era o mais apropriado dos dois pilotos para ultrapassar a Red Bull de Daniel Ricciardo pela terceira posição. Confiança era o que não faltava naquele momento.

Outro que surpreendia era Lance Stroll, que – além de não bater – ainda arriscou algumas brigas e ultrapassagens. Foi premiado com um inédito nono posto e seus primeiros pontos.
Bom para o povo entendido parar de escrever “rico” ao invés de “rookie” em suas resenhas sobre as corridas.

E quando faltavam sete voltas para o final. Quando tudo parecia resolvido a polêmica vazia chega de vez: Kimi erra e perde a posição para Vettel que está à sua frente na tabela do campeonato.
Aparentemente Kimi tinha realmente problemas, mas em se tratando de Ferrari...
Que comece o chororô.
E Vettel ainda aproveitou a briga interna da Force Índia para passar os dois e diminuir o prejuízo em relação a vitória de Lewis Hamilton com direito a volta da vitória com bandeira do Reino Unido, exatamente como fazia o cara de quem ele ganhou o capacete.
Imagem da corrida?
Nem por um Windows 10 bugado... Alonso que havia abandonado a prova com mais uma quebra de seu frágil carrinho de golfe, subiu as arquibancadas indo literalmente para a galera e distribuindo suas luvas aos torcedores.

A liberdade que a Liberty dá aos pilotos é a novidade mais empolgante desta temporada.
Mais até que o ressurgimento da Ferrari como protagonista do campeonato, até porque todos sabiam que hora ou outra isto iria acontecer.

1 de jun de 2017

Queremos é treta!

Que Hamilton é um falastrão não é novidade.
Quando perdia corridas na McLaren e mesmo na Mercedes, adorava um mimimi e chegou até mesmo a postar a telemetria de um de seus carros no twiter.
Depois de ver Fernando Alonso abrir mão do GP de Mônaco deste ano para disputar (com sucesso) as 500 Milhas de Indianápolis, falou algumas groselhas desdenhando do quinto lugar do espanhol na classificação e do estouro de seu motor (há-há) no fim da corrida no oval.
Tony Kanaan resolveu dar uma resposta engraçadinha ao bocudo da F1.

“-Do que ele está falando? No ano passado disputou um campeonato com apenas dois carros e ficou em segundo. ” – Disse o simpático narigudo.

Tony pode falar desta forma?
Pode...
Tony já ganhou o campeonato e também já faturou a Indy 500 entre outras provas importantes como as 24 horas de Daytona e ainda vai participar este ano das 24 horas de Le Mans com boas chances de levar e isto já o credenciaria, enquanto Hamilton ganhou 3 vezes o campeonato de F1, mas nunca andou na Indy e nem em outras provas tradicionais e importantes, logo, o silêncio era a melhor opção, mas como ele resolveu não ficar quieto.... Tomou.

Mas aqui é F1! Porra...
Tá pensando que vai sair falando verdades para a rapaziada e ficar de boa? Não!
Vou ajudar Lewis a dar respostas à altura e quem quiser ajudar, fique à vontade.
E se quiser ficar do lado do Tony também... O problema é de vocês.

“-Qual é? Ele disputou uma corrida com um piloto só e nem conseguiu ficar em segundo. ”

“-Qual foi? Tinha um piloto só na prova que ele tava correndo, o cara saiu da disputa e ele ainda não ficou nem em terceiro. ”

“-Ficar em segundo de dois não é vergonha... Vergonha é tomar pau do Sato! ”

“-Eu perdi para o Rosberg e ele que além do Sato tomou pau do Alexander Rossi? ”

“-Pelo menos eu sei fazer curva para os dois lados. ”

“-Quando ele for campeão andando só em carros de equipes de ponta sem nunca ter posto a bunda em um carro inferior a gente conversa...” (acho que esta não é bem uma resposta adequada...)