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Mostrando postagens de Agosto, 2017

O melhor GP da Itália de todos os tempos

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Muito se fala do fantástico GP da Itália de 1969, vencido por Jackie Stewart ou da corrida de 1971 em que a diferença de tempo entre o primeiro colocado Peter Gethin e o segundo Ronnie Peterson foi apontada como a menor da história da categoria: apenas um centésimo.
E mais: os cinco primeiros colocados terminaram a prova dentro do mesmo segundo.
Ambas foram disputadas em Monza, e só isto já é um handicap considerável, porém um dos mais emocionantes de todos os tempos não foi corrido no solo sagrado.
Nem em Brescia (1921) ou Livorno (1937), nem em Milão (1947) ou Parco Valentino (1948), muito menos em Imola (1980) que pela ordem foram os circuitos que também já foram palco da corrida italiana.
Mas sim em Roma (ano 1 DC) e teve lugar no Coliseum.

Alinharam para a largada as melhores bigas - como eram chamados os F1 da época. – E os melhores pilotos.
Por conta de um regulamento absurdo em que equipes que aceitavam algumas imposições da BIA (Bigas International Assossiation) tinham direit…

Um Grand Slam para a F1

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A F1 volta das férias de verão (europeu) com uma corrida em Spa-Francorchamps, nada mais e nada menos.
Uma semana depois é a vez da Itália e do mítico templo da velocidade de Monza.
Estas duas, mais Silverstone, Mônaco e – com boa vontade – Interlagos poderiam ser algo como o Grand Slam da F1.
Talvez valer mais pontos ou ter um peso de desempate ao fim da temporada em caso de empate no número de pontos.... Qualquer coisa, mas a importância destas corridas deveria ser exaltada e elevada.
Seria simpático por parte da organização do campeonato colocar nomes mais pomposos.

Para não ser limitado a apenas cinco corridas principais, o Grand Slam da F1 poderia contar também com outras corridas estrategicamente posicionadas no calendário.
Assim, poderíamos abrir o campeonato tradicionalmente na Austrália e chamar a prova de Melbourne Start enquanto a prova for naquela cidade.... Quando mudar vai Australian Open mesmo e o tênis que se vire.

Mônaco, talvez o palco mais emblemático da história da…

F1 2017: Bélgica - Todo mundo ama Spa-Francorchamps

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Todo mundo ama Spa.
Quem disser que não, é clubista. (e burro)
São tantas boas histórias, lembranças e emoções que é impossível não ter expectativas sobre a corrida.

O local mítico dos automobilistas que um chato falador costuma dizer que é a pista favorita de dez entre dez pilotos. E de onze entre dez fãs.
E para deleite de todos (fãs e pilotos) a volta das férias é logo lá.
Junta a fome com a vontade de comer e a beleza do prato.
Spa é amor.

E o domingo de corrida começou com uma vitória brasileira na F2.
Há tempos a bandeira não aparecia no lugar mais alto e coube a Sérgio Sette Camara a honra.
Em uma categoria que este ano é dominada totalmente por Charles Leclerc, que se tudo correr bem vai ser dono da porra toda por muitos anos, é um feito enorme.

E na principal, a pole era de Lewis Hamilton com Vettel na cola.
Na sequência os dois coadjuvantes: Bottas e Kimi.
A La Source tinha tudo para ficar ainda mais estreita do que já é.
Por ela passaram bem e contornaram sem problemas a Ea…

Spa-Francorchamps 2008: A vitória de Felipe Massa

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O GP da Bélgica sempre é pontuado por emoções.
Se não durante toda a corrida (ao menos para quem assiste, quem pilota é outra coisa...) sempre há momentos em que se prende a respiração por alguns instantes e quando se volta a puxar e expelir o ar, geralmente vem junto alguma frase do tipo: “pqpcaralho!”
2008 não foi diferente.
A classificação no sábado teve um Lewis Hamilton (McLaren) perfeito segurando a pole position com um tempo de 1.47:338 (mas chegou a andar em 1.46:088 no Q2) superando seu maior opositor até então e com quem brigaria pelo título até as últimas voltas do último GP daquele ano (Brasil, Interlagos, chuva melando a pista...) Felipe Massa. (Ferrari)
Na largada, um show de ousadia e arrojo de Kimi Raikkonen (Ferrari) que jantou todo mundo vindo de quarto e já rasgou a reta Kemmel ultrapassando Lewis de forma impiedosa para liderar a corrida.
Havia um outro finlandês naquele ano, Heikki Kovalainen (McLaren), mas deixa ele para lá.... Não vale a pena.

Os carros de times…

F1 2017: Spa é para loucos

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Logo após vencer mais uma vez a temida Eau Rouge, Ricardo Zonta acelera sua BAR já sabendo que atrás vem o líder da corrida: o alemão Michael Schumacher seguido de perto por Mika Hakkinen.
Zonta sabe o que deve fazer quando chegarem: puxar para o lado e deixar o caminho aberto para que os dois passem pelo lado correto sem perder a tangencia da próxima curva e assim não atrapalhar ninguém.

Vê o carro vermelho se aproximando e crescendo em retrovisor esquerdo e reduz a velocidade, fica pronto abrir passagem puxando o carro para o lado direito quando neste surge o carro prateado da Mclata.
Na impossibilidade de desaparecer, ser abduzido ou cavar um buraco bem profundo, o brasileiro segura o volante firme para que não penda para lado algum e vê passar por si, numa fração de segundos os dois malucos.
Um de cada lado...

Isto é Spa-Francorchamps e é o que a pista pode proporcionar quando pilotos de coragem – ou loucos – guiam competitivamente por suas retas e curvas.
Não que espere ver neste…

F1 2017: A vez de Spa Francorchamps

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Quem não tem uma pista predileta?
Todos nós temos, seja em que categoria for todos temos.
A minha é Monza.
Foi lá que assisti – pela TV, claro – o meu primeiro grande prêmio. E que maravilha! Piquet ganhou a corrida e de quebra levou o bi campeonato mundial.
Mesmo sem ter muita noção do que acontecia, vibrava com a Brabhan contornando a Di Lesmo, vencendo a Parabólica, as Variantes altas e baixas...
Monza é velocidade em estado bruto. E brutal, como algumas dezenas de mortes por lá podem atestar.

Mas, quem em sã consciência poderia desprezar uma pista como Spa Francorchamps? Eu não sou louco a este ponto e acredito que ninguém seja.
Quem gosta de automobilismo, gosta de Spa. Não há como dissociar.
A pista é um espetáculo, sempre foi. E mesmo agora em que com o passar dos anos, por necessidades nem sempre inerentes ao automobilismo ou a competição a pista foi sendo –pontualmente – modificada, nem assim conseguiram tirar a majestade desta seqüência de subidas, decidas, curvas para os do…

F1 2017 - Briefing na Toro Rosso

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Durante um dos fins de semana de GP antes das férias, Franz Tost e Helmut Marko resolveram dar uma palavrinha com os pilotos antes da largada.
Após falar com Carlos Sainz Jr. e ficar com dúvida se o pastel entendeu alguma coisa do que foi dito, viraram-se para Danil Kvyat que calçava as luvas após limpar o capacete.

-Posso passar para você as instruções da estratégia? - perguntou Tost.
-Poder pode... Mas posso contar uma história antes? - respondeu o russo.
-Errr, pode... Claro. Desde que não demore.
-É rápido.
-Então vai...
E todos os funcionários presentes começam a prestar atenção ao que o russo iria dizer. Inclusive Sainz Jr. que olhava com cara da abobado.

-Quando, lá nos anos cinquenta, começou a se falar na possibilidade de mandar uma espaçonave tripulada ao espaço os norte-americanos logo começaram a fazer pesquisas e mais pesquisas para criar uma caneta que escrevesse em condições de gravidade zero. Gastaram muitos milhares de dólares em pesquisa e confecção dos modelos, depo…

O rock no Brasil não acabou 4: Apanhador só e o futuro. Meio que tudo é um

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Quando surgiu no cenário do rock brasileiro, as primeiras impressões (de gente que provavelmente nem tinha ouvido o disco) davam conta que era uma banda que emulava Los Hermanos... Coitados.
Depois, por serem gaúchos, diziam que era um sub Engenheiros. Ai deu pena dos críticos.
Nada contra EngHaw, que eu adoro, mas bastava ouvir o primeiro disco da Apanhador Só (Alexandre Kumpinski, Fernão Agra e Felipe Zancaro que se revezam nos instrumentos e funções) para ter certeza de que era algo novo, pungente e que apesar do sabor pop das canções, a banda tinha muito mais a apresentar.

No primeiro disco, Apanhador Só, (2010) ruídos estranhos - ainda tímidos -  já causavam uma estranha sensação, mas não afastava o ouvinte do som pop fofinho.
E sim, eles tinham mais a mostrar.
Tanto que regravaram (sempre em esquema de financiamento coletivo) um EP (Acústico sucateiro, 2011) com músicas do primeiro disco tocadas apenas com “instrumentos” alternativos. Baldes, rodas de bicicleta, chaleiras, violõ…

Os esquecidos

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Julio sempre cortou o cabelo na mesma barbearia, tanto que nem se lembra da última vez que fez o serviço em outro estabelecimento.
Não escolheu o lugar pela excelência do corte ou pelo preço, que nem era tão barato assim, mas por um motivo curiosíssimo: o silêncio.
Fabio era o barbeiro – “-Cabeleireiro é o ca****!”, dizia.
Decidiu abrir a barbearia após se aposentar da metalúrgica, seu primeiro e único emprego desde os quatorze anos.
-Vai abrir um salão de beleza, pai? – lhe perguntou um dos filhos.
-Barbearia! Salão de beleza é o c****! – respondeu.
-E você sabe algo sobre cortar cabelo? – quis saber a esposa.
-Eu cortava chapa de aço, cabelo vai ser mole! É só uma questão de ferramenta.
-Mas e as químicas? Tinturas, apliques e outras coisas que as mulheres usam? – indagou a filha.
-Só homem vai cortar cabelo lá... Ou sapatão. – e deu o assunto por encerrado

Sempre fora assim, um homem de poucas palavras.
-Melhor calar do que falar merda! – era o que dizia quando não queria conversar…

O rock no Brasil não acabou 3: Os Paralamas ainda vivem

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Que Herbert Vianna nunca foi um grande cantor é fato.
Herbert é o cantor possível e em se tratando de Paralamas do Sucesso, é mais do que suficiente.
Para quem se assustou com o primeiro single que dá nome ao disco, pode relaxar: a voz de Herbert não tem problema algum fora o desgaste da idade.
O que não chega a ser problema já que Herbert adaptou seu jeito de cantar e um registro de voz mais alta nem chega a fazer falta.
Mas não entenda mal... é suficiente e está totalmente dentro do espirito de honestidade e integridade que a banda traz em si desde seu primeiro disco.
Mas o estranhamento com o registro vocal em “Sinais do Sim” se dá muito mais pelas soluções encontradas para a métrica da letra do que por algum problema na voz. Nas outras faixas tudo volta ao normal.
Para o bem e para o mal.
João Barone e Bi Ribeiro se completam a ponto de parecerem uma única entidade.
É sem dúvida a melhor cozinha do BRock desde sempre.
Herbert é um guitarrista inventivo (não me venha falar dos regg…

F1 2017: as férias de cada um

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A F1 entrou em suas férias de verão.
Se alguém não sabia, Alonso tratou de avisar ao fim do GP da Hungria... Mas, o que fazem os protagonistas da brincadeira durante este mês em que as fábricas ficam fechadas (mas os engenheiros e projetistas trabalham em casa, que ninguém aqui é besta...) e os motores não são ligados?


Felipe Massa.
O brasileiro desaposentado aproveitou para seguir a risca os conselhos médicos que o mandaram descansar o máximo possível e não fazer nenhum esforço físico ou mental para se restabelecer da virose que o acometeu durante o fim de semana do GP da Hungria de 2009.
Vale dizer que vem conseguindo com êxito.

Sebastian Vettel.
O alemão da Ferrari, atual líder do campeonato de pilotos tirou o mês vago para resolver problemas bancários em seu país natal.
Vettel foi visto gesticulando freneticamente e reclamando em voz alta quando estava no meio da fila. Exigia que os mais lentos fossem tirados da fila pelo gerente...

Kimi Raikkonen.
Gostaria de dizer que vimos Kimi Ra…

Maldita especulação imobiliária

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Desde que me entendo por gente, há no bairro um campo de terra batida: O "Campão".
Não por ter medidas fora dos padrões para a pratica do futebol, mas porque para nós, moleques pequenos, era grande para caramba mesmo!
Íamos lá jogar peladas, rebatidas, andar de bicicleta, correr a esmo...
Agora, agosto de 2017, a especulação imobiliária finalmente venceu, e o campo foi destruído para dar lugar à um loteamento.
Vão ficar as lembranças de uma infância que as novas gerações não vão ter nunca mais. Uma infância de liberdade, segurança e muito sol/chuva e ar livre.
O texto de hoje se passa neste campo e as fotos que ilustram o texto são do campo.

FOLIA DO BOI
Eu não me lembro direito dos detalhes, nem poderia já que faz tanto tempo...
Lembro-me de alguns pontos, alguns fatos um tanto confusos. Os anos, outras presepadas e as dificuldades da vida me fizeram esquecer muito.
Só que outras teimam em ficar grudadas no hard-disk da memória. Enfiadas numa pasta de raiz no cérebro. Coisa que…

F1 2017: F1 como jogo coletivo e jogo de equipe limpo

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Há quem diga que a F1 não é um esporte de equipe.
Eu mesmo já acreditei nisto durante muito tempo.
As explicações do pessoal que afirmava o contrário não satisfaziam de forma nenhuma: são dois carros para formar uma equipe; há um time para preparar o carro com as indicações dos pilotos; tem o povo dos boxes que troca os pneus; os engenheiros estrategistas e a cereja do bolo: tem um chefe de EQUIPE.
Na minha visão, o piloto estava sozinho dentro do carro (principalmente na F1 pré-rádio) tendo que se virar com as situações e os problemas que a máquina pudesse apresentar durante as corridas.
E não raramente alguns pilotos ganhavam corridas e davam a entender que tinham feito tudo sozinhos. Porém, quando perdia, a culpa era do time dos boxes.
Malandragem... E havia o jogo de equipe, que “de equipe” não tinha nada porque sempre prejudicava um mesmo personagem: o segundo piloto.

Durante um bom tempo, quando se falou em “jogo de equipe” o que vinha a cabeça de forma invariável era o segundo …