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Mostrando postagens de 2016

O conto de natal 2016

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A história que vou contar pode ter sido verdade ou não.
Depende do quanto você acredita que o ser humano pode ser sacana...
Os nomes foram trocados por alcunhas convenientes para, obviamente, proteger as identidades dos envolvidos.
Pode ser visto como um conto de natal já que estamos na época e que contém muito do que este tempo desperta nas pessoas...  Mas veja bem: nem sempre é algo bom.

Ao chegar no trabalho para o último dia do ano, a única certeza é de que a confraternização teria ao menos alguma história constrangedora.
Sempre tem.
Uma reunião de pessoas diferentes que aturam suas diferenças o ano inteiro tentando manter um mínimo de civilidade e aparência amistosa é sempre tensa.
Apesar das inúmeras tentativas de dissipar a tensão com brincadeiras e piadinhas que nem sempre funcionam.
Claro, existem os que se gostam de verdade e conseguem um nível de coleguismo bem próximo a amizade, mas não chegam a ser maioria.
A programação daquele dia incluía, além dos comes e bebes (guaran…

Uma do busão...

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-O cachorro não pode embarcar não! – Disse Zé Pequeno ao ver aquele homem de óculos escuros e um cachorro parado em frente à porta dianteira de seu ônibus.

O homem sequer esboçou protesto, ficou impassível e calado diante da porta. O cachorro idem.
Alguém lá do fundo do ônibus, uma mulher provavelmente, observava a situação pela janela levantou a voz em auxilio ao homem:
-Não ta vendo que é cego? Olha o cachorro!
Zé então olhou para seu cobrador, um moleque novo e com cara de estúpido, como quem procura consentimento.
O moleque dá de ombros. O problema não era dele.
Então Zé pede para que o homem embarque e ainda o ajuda a sentar-se naquele banco de um só assento que fica quase ao lado da cadeira do motorista.
O cão se deita aos pés do cidadão e ali permanece.
Zé vai devagar, tomando excessivo cuidado. Não deixa que o coletivo balance muito nas curvas, reduzindo além do normal.
Alguém lá do fundo então grita:
-Ô Zé, p*rr*, é cego, mas não ta grávido não, c*ralh*! Acelera esta estroven…

F1 2016: prorrogação

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Eis que, quando todos se emocionaram e alguns até choraram ao fim da corrida em Interlagos com a despedida de Felipe Massa, correm boatos de que ele possa estar voltando da aposentadoria.
Voltando?
Sim...  Voltando sem nem ter ido propriamente dito.
Com a aposentadoria – esta real – de Nico Rosberg, as cadeiras iniciaram uma dança e as chances de Valteri Bottas ir parar no time alemão do bocó do Toto Wolf parecem reais e grandes.
A Williams deu declaração no sentido de que se Bottas for para o time prateado do bocó para ser companheiro do cone, vai procurar um piloto experiente “como Felipe Massa” para ser companheiro do novato Lance Stroll.
Aí começou a boataria (já que nem o próprio Massa ou a Williams falaram nada às claras) de que seria Felipe mesmo a assumir o cockpit que nem esfriou direito.

Mas...  É um bom negócio para Felipe ficar na F1 e – principalmente – na Williams?
Talvez...
Como a temporada que vem é esperada como uma incógnita pela quantidade mudanças nos carros, vai q…

Nem triste e muito menos sozinho, Stones e sua paixão pelos blues

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Blue and Lonesome.
Mais do que um disco de covers de blues é a profissão de fé de um grupo que se intitula a maior banda de bar de todos os tempos.
Sim... E nos bares do tempo em que os Stones foram criados se tocava o bom e velho blues.
Lembre-se de John Mayall and the Bluesbrakers, Yardbirds e sua continuidade (?) Led Zeppelin, a criação do heavy metal pelo Black Sabbath... Todos tem o blues como semente.
E os Stones sempre pagaram tributo ao estilo em seus discos.
Já no primeiro Willie Dixon era homenageado com uma versão (meio bagaceira, é verdade) de I Just Wanna Make Love To You. Depois vieram Love in Vain e Stop Break Down, de Robert Johnson, You Gotta Move, de Mississippi Fred McDowell entre outras. Sem contar as composições próprias.
Daí até chegar neste disco inteiro só de blues era questão de tempo. E diga-se que este tempo até que demorou um bocado para chegar.

O disco vai agradar quem é fã do grupo e quem gosta de blues, mas tem grandes chances de também cair no gosto de …

F1 2016: pequeno balanço (quase) isento

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Hora de fechar o ano da F1 e claro, nada melhor que um balanço isento (rá rá) de uma temporada que, se não foi fantástica, foi (ao menos) divertida.

O título de construtores ficou com quem sabíamos que ficaria desde os primeiros treinos livres na Austrália.
Ninguém sequer ameaçou a hegemonia da Mercedes.

Red Bull fez uma graça, mas esbarrou no motor ainda mais fraco que o restante.
A Ferrari fez um carro que não agradou sequer seu primeiro piloto. Curiosamente, Kimi Raikonnen se deu muito bem com a carroça.

O campeão de pilotos primou pela constância e regularidade.
Acabou o ano sem ter mais vitórias que o vice, seu companheiro de equipe, mas ficou menos vezes fora dos pontos.
Seu título tem (eu afirmo) mais peso que os três de Hamilton. Não que isto importe alguma coisa no frio dos números, mas só o fato de ter vencido na pista um tri campeão mundial já atesta isto.
Hamilton, em seus três títulos venceu pilotos promissores ou em grande fase que não chegaram ou não tinham ao título mu…

F1 2016: segue o seco

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Quem disse que só há notícias ruins para o fã de F1 na pós temporada?
Há notícias boas, curiosas e possibilidades engraçadas. Por que não?
Tudo bem... Rosberg se foi. Vai curtir a vida em família e – quem sabe – fazer um filme.
Marcos Antônio, do GP Séries e também do Surto Olímpico disse que aposta em uma sequência de Crepúsculo.

Há quem diga que será um filme de espionagem, no estilo 007 e que se chamará: “Com Rosberg só se vence uma vez. ” e que será um épico mostrando como Keke e Nico se tornaram campeão da F1 uma vez e só.
Só um filme foi descartado e foi uma continuação dos “Mercenários”.
Não se pode acusar nenhum dos dois disso.

As especulações sobre o substituto do ator na Mercedes seguem firme.
Alonso é um dos nomes mais falados.
Seu empresário, o torresmo de sunga Flávio Briattore negou e citou o contrato com a McLaren.
Eis uma boa indicação de que pode ser o asturiano mesmo.... Nunca confie num torresmo de sunga.
Poderia ser a redenção do asturiano frente à um desafeto (que…

F1 2016: Especulações (tamo de volta)

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A temporada terminou.... Nas pistas.
Graças a uma decisão corajosa de Nico Rosberg, teremos uma silly season bem agitada.
Como o blog esteve parado por conta da falta de um computador (fiquei sem, acontece!) o assunto só pipoca por aqui agora, então: esmiucemos.

Nico fez uma última corrida impecável em Abu Dhabi.
Lutou contra uma possível ansiedade de terminar tudo logo (o ano foi desgastante, sim), contra um Hamilton astuto e por vezes até meio mau caráter (não se preocupem, aqui não é pejorativo não...) contra a ascensão dos pilotos da Red Bull e de Vettel (nesta corrida, pontualmente) e contra a própria conisse. 
Mas venceu. Sagrou-se campeão tal qual o pai, mas com mais vitórias.
E aqui entre nós, o título de Rosberg pode ser descrito como mais importante que os três de Hamilton, já que o alemãozinho venceu na pista um (tri) campeão mundial e não uns garotos brigando pela primeira glória.
Só para lembrar, Hamilton ganhou diretamente de Felipe Massa e duas vezes do próprio Rosberg,…

F1 2016: Abu Dhabi. O fim (texto digitado no celular)

Button se foi, ninguém ligou.
Massa terminou sua última prova na F1, parabéns e merecido.
Hamilton fez o que pode, mas foi pouco.
Nico roubou dois títulos de pilotos ingleses no mesmo dia: campeão mundial de F1 em cima de Lewis Hamilton e de esposa mais feia em cima de Nigell Mansell.
E os dois são merecidos.

Hot 5 do Groo: As saideiras

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É dia de outro Hot 5 e hoje é dia das saideiras.
As músicas que terminam discos e deixam aquela sensação de quero mais, mas a gente sabe que depois daquela canção, qualquer coisa que viesse estragaria a obra.

When the Levee Breaks – Led Zeppelin (IV, 1971)
O disco não precisa de apresentação, a banda idem.
Bonham desce a porrada em seu kit Ludwig somado à guitarra e baixo numa levada quase hipnotizante. Para completar, uma gaita harmônica tocada por Robert Plant.


“Índios” – Legião Urbana (Dois, 1986)
O teclado repetitivo e a levada do baixo fazem contraponto à batida simples (quase indigente) de Bonfá.
A letra, que até Renato Russo dizia ser difícil de decorar é complexa e requer um tempo analisando para se entender. E mesmo tendo todo o tempo do mundo, é difícil dizer que entendeu de verdade.
A performance vocal é outro ponto alto, mas é quando termina, com alguns acordes de violão (não há guitarras na música) que se tem a exata noção do clássico que é e de como teria de ser ela a find…

F1 2016: Quem merece o título?

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Quem merece ser o campeão? Hamilton ou Rosberg?
Na modesta opinião do blog, nenhum.
Hamilton nunca sentou a bunda em um carro realmente ruim.
Houve anos em que sua McLaren não era a melhor do grid, mas estava longe de ser uma carroça.
Já Rosberg andou pela Williams, que convenhamos, não tem um ano bom desde 1997, quando fez o campeão mundial de pilotos com Jaques Deusmelivre e levou o campeonato de Construtores.
Excetue-se a terceira posição no ano de 2015, até porque, Nico já não estava mais lá.
Então, se o merecimento fosse pela carreira pregressa, Nico mereceria mais.

Mas o que conta é a temporada atual.
O empate no número de vitórias, até mesmo pelo que foi posto, é enganoso.
Nico andou mais, guiou mais e aparentemente, sentiu menos a pressão. Foi mais regular e por isto está na frente nos pontos.
A pior posição de chegada de Nico foi um sétimo lugar em Mônaco e só esteve fora do pódio por quatro vezes.
Já Lewis teve como pior posição também um sétimo, na China.
Porém, só esteve f…

F1 2016: Começa a semana da decisão, mas logo em Abu Dhabi?

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Semana de decisão na F1.
Seria motivo suficiente para sorrir se por acaso a corrida fosse nos anos 90 e fossem Suzuka, ou Interlagos.
Mas em plena segunda década dos anos 2000 e em Yas Marina, não quer dizer muita coisa.

Para começar apenas dois pilotos na briga pelo título. Os outros nem matematicamente e desde há muito...
Mais? Os dois são da mesma equipe.
E para finalizar, a corrida é em Abu Dhabi, que apesar de bonito, é sem graça.
De atenuante, o time ao menos deixa os dois livres na pista para disputar o caneco mesmo deixando transparecer que o cone#44 é o preferido da casa.
Mas será que deixariam se o campeonato de construtores não estivesse definido ou se houvesse outros pilotos com chances reais de ganhar a temporada?
Vai saber...

Da corrida em si é difícil falar alguma coisa já que a única boa lembrança em pista é o russo doido Vitaly Petrov bloqueando o Alonso para que Vettel fosse campeão em 2010.
Mais simples é lembrar que a corrida começa com luz do sol e termina já de n…

Fuá na casa de Cabral

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“-Eu sou Ambrósio, eu vivo no mundo comprando vendendo e trocando figura! ”

Formado em Pernambuco no ano de 1992 por: Siba: guitarra e rabeca, Eder "O" Rocha na percussão, Helder Vasconcelos nas guitarras, teclados, percussão e fole de oito baixos, Mazinho Lima no baixo e triângulo, Sérgio Cassiano na percussão e vocal e Mauricio Alves, percussão, foram associados a então nascente cena do mangue beat de Chico Science e Nação Zumbi ou Mundo Livre S/A.
Porém o grupo oferecia mais que o batuque do maracatu misturado a rock, funk e beats psicodélicos.
 As levadas do Mestre Ambrósio, embora tenham também exibam intervenções elegantes de guitarras e algumas cores modernosas, são do mais puro cancioneiro regional: forró, maracatu, coco, baião, caboclinho e ciranda com letras inspiradas na melhor tradição da poesia popular e do cordel.
O primeiro disco homônimo saiu em 1996 de forma independente produzido por Lenine e Marcos Suzano e vendeu vinte mil copias. De pronto chamaram a ate…

F1: Barrichello X Massa

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Não se trata de debater ou de demonstrar quem foi melhor ou pior. Até porque seguindo a máxima desde espaço de que números não se contestam (por isto Schumacher é maior que Senna, por exemplo) os dois vice-campeonatos no bolso de Rubens Barrichello o fariam ficar à frente de Felipe Massa.
Mesmo com o equilíbrio no número de vitórias – ambos com onze - se contássemos o tempo de carreira de cada um, Felipe (2002, 2004 até 2016) teria uma média proporcional de vitórias maior que Rubens (1993 até 2011).
Massa levaria pequena vantagem com uma média de 0,79 vitórias por ano enquanto Barrichello teria 0,58.

Trata-se aqui de tentar saber quem se divertiu mais durante sua passagem pelas pistas da na categoria máxima do automobilismo.
Mas não consegui concluir muita coisa...

Rubens surgiu como promessa pilotando uma Jordan antes da morte de Ayrton Senna, evento este que culminou em transformar a palavra “promessa”  em um fardo pesado que atrapalhou carreiras promissoras como lastro nos carros.

F1 2016 - Brasil - O show de Max, o show na chuva.

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Fernando Pessoa na pele de seu heterônimo Alberto Caeiro disse que não era o Tejo, o mais belo rio de Portugal, mas sim o rio que cortava a sua aldeia. Ou quase isto...
Interlagos, o atual, não é mais belo que o Interlagos que ainda teima em habitar nosso imaginário.  Aquele de quase oito quilômetros... Mas é mais belo que Abu Dhabis, Bakus e Bahreins com todas suas tecnologias e oscambau. Ouso dizer que é mais belo que Monza, que Spa também.
Por que? Porque está aqui no quintal de casa, praticamente...
Interlagos é maravilhoso.

A chuva, que é sempre uma variável possível em São Paulo, apareceu com força antes da largada. Molhou tanto que, meia hora antes do início, já tinha piloto fora da prova por ter batido o carro.
Grosjean fez o primeiro mico do domingo.
A expectativa era de largada com safety car, o que é sempre um desserviço à emoção.
Principalmente porque fechando a terceira fila e abrindo a quarta estavam pela ordem, Max Verstappen e Sebastian Vettel, os dois protagonistas da…

Hey, that's no time to say goodbye, Leonard

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Tem horas que a vida realmente não faz sentido algum.
A presença de Leonard Cohen se vai, mas ao menos temos sua obra.
Esta sim, eterna.
Goodbye, master.

F1 2016: Quem venceu a Corrida Maluca?

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Fã de corridas, seja de qual categoria for, gosta de ver retratado nas artes o seu gosto.
Seja em fotos, pinturas, filmes (quem não curte Grand Prix de John Frankenheimer?) Músicas (aquela do bitu George, Faster, que se fosse do Keith era um bluesão, mas que é legal também...) e por que não, desenhos animados.
Me lembro de Speed Racer (que a versão live action para cinema ficou uma bosta); Carango e Motoca (lá fora Wheellie and the Chopper Bunch) que trazia as aventuras de um simpático fusca que só fazia “beep beep” e namorava uma conversível, tinha como vilões umas motos esquisitas e uma motoneta que vivia dizendo “eu te disse...” quando os planos davam errado.

Mas o mais famoso e provavelmente mais querido pela rapaziada fã de corrida é sem dúvida a Corrida Maluca (Wacky Races) em que uma turma muito distinta e maluca disputa corridas ponto a ponto (quando se sai de um local para o outro e não em um circuito) pelo mundo todo.
A série teve apenas uma temporada, de 1968 até 1969 e apr…

F1 2016: O último GP do Brasil com brasileiros na pista?

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Entre as discussões sobre privatização do autódromo e o risco que a corrida sofre de não acontecer mais por estas bandas, vem aí mais uma edição do já tradicional Grande
Prêmio do Brasil de Fórmula 1.
Sobre a privatização, gente melhor e mais informada já escreveu mais e melhor.
Creio, porém, que não seja porque a pista pode passar para as mãos da iniciativa privada que a corrida deixe de acontecer.
O mercado brasileiro é até bom para a categoria é meio difícil que queiram deixar de vir para cá levantar uma grana. Seja do governo ou de um grupo privado.
E convenhamos, tem de ser em Interlagos.
Qual a outra opção?
Curitiba e sua pista de cinquenta segundos por volta?
A sucateada pista de Brasília e seu custo astronômico para restauração?
Uma pista nova em Goiás?
Um traçado de rua no Rio? Porque Jacarepaguá já é história e – de boa – a cidade não tem hospitais que prestem e vai gastar grana fazendo outro autódromo para em no máximo três anos estar tão malcuidado quando o velho Jaca?
Já …

F1 2016 + Hot 5: Outras vozes

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Então a Williams anunciou a sua dupla de pilotos para o ano de 2017, quando completa redondos quarenta anos de existência.
O companheiro de Valteri Bottas é um moleque recém-chegado a maioridade, filho de milionário (o que quer dizer bem pouco...) que é sósia do cara que vira lobo na saga crepúsculo (obrigado Manu, do blog I Love It Loud por corrigir a informação e ao Victor, por ser fã dos filminhos...) e atende pelo nome de Lance Stroll.

A chegada do rapaz vem sem maiores traumas: a equipe o queria, e queria sua grana, e ele queria um cockpit.
Juntando isto com a aposentadoria voluntária de Felipe Massa e todos estão felizes.
Até este que escreve, notório torcedor do time de Grove.
Para comemorar a mudança por lá e também para suprir uma pequena falta de assunto melhor, o blog resolveu fazer um hot 5 com músicas de bandas que trocaram o vocalista e ainda fizeram trabalhos legais.
Considerando, claro, que o vocalista da Williams era o Massa (ajuda ai pô!).
Com vocês o hot 5: outras v…

F1 2016: Que bicho mordeu Vettel?

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Com o campeonato chegando ao fim e tendo como certeza a vitória de um dos cones da Mercedes, resta muito pouca coisa a se especular neste fim de temporada.
Uma das mais inquietantes perguntas é: Que catzo aconteceu com Sebastian Vettel?

A resposta simplista: “Só é gente boa quando está ganhando” deve ser descartada por motivos de... Foda-se... Não queremos respostas simplistas.
Mas o que teria acontecido com o moleque que dava nomes legais a seus carros, mudava de capacete todo fim de semana e dava entrevistas engraçadas?
Ok! Uma coisa é pilotar pela Red Bull sendo o queridinho da casa (até tomando cacete do Ricciardo...) e outra é pilotar por um time que é sinônimo da F1 em tempos de vacas magérrimas e tomar pau do Raikkonen.
Nada contra Raikkonen que – quando acordado, e não é sempre – é um grande piloto.

A temporada 2016 do moleque tetra campeão alemão tem sido marcada muito mais pelas reclamações (babacas) no rádio, que por boas corridas.
Aliás, qual foi a última boa corrida do ca…

F1 2016 - México: final agitado pelos motivos errados.

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Louvam-se pistas pelos motivos errados.  Esta pista é bacana, tem trechos bonitos e este novo Estádio...  Este é o ponto baixo.
Bonito esteticamente e inútil efetivamente.
Trecho de baixa velocidade, sem ponto de ultrapassagem e o espectador que vê dali só vê poucos segundos da prova. Quase nada.
E o pior: para construir esta besteira matou-se a Peraltada.
Enfim...  Tem quem goste dos olhos e quem prefira a ramela.

Esta segunda corrida no México após a volta da categoria ao país tinha alguns pontos interessantes à serem observados logo na largada.
Com Lewis na ponta e uma reta gigantesca à frente, a dúvida de qual seria o comportamento de Nico Rosberg era tão grande quanto a própria reta.
Mas não tem muito o que fazer... pode pensar alguém, mas tem sim.
Nico não precisa mais vencer corridas para ser campeão este ano, basta não ficar muito longe do companheiro de equipe ao fim das provas.
Mas e a questão de orgulho? – Podem inquirir.
O orgulho de ser campeão é provavelmente maior que o…

Hot 5 do Groo: Pontos fora da curva

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E mais um Hot 5 sem noção.
Desta vez com um tema esquisito, mas de fácil explicação: Músicas que são ponto fora da curva na carreira e no estilo do autor.
Ponto fora da curva neste caso especifico são aquelas obras que causam estranheza dentro da carreira da banda ou do artista.
Como se Tonico e Tinoco gravassem algo parecido com Igreja, dos Titãs.
Não covers, mas algo diferente do que se espera.
Para começar:

Pink Floyd tocando reggae.
No segundo disco sem Roger Waters, The Division Bell (1994) (o primeiro foi o tecnológico e meio gelado A Momentary Lapse of Reason, 1987) a banda criou um disco conceitual sobre a falta de comunicação.
As canções lembram o clima da banda em meados dos anos 70, mas com a pegada limpa os últimos anos da gestão Waters.
No meio do disco aparece “Come Back To Life”, canção que até começa viajante mas, antes da metade dá uma guinada e se transforma em algo parecido com um reggae. Mas um reggae mastodôntico, que se movimenta lentamente e que tem um (mais um, …

F1 2016: EUA: chato como a pista que o sedia

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Definitivamente não gosto desta pista americana.
O excesso de “citações” na obra do alemão do paintbrush chega a irritar: ali parece o S do Senna, aqui a Becket/Magots, outro lugar lembra Suzuka... Enche o saco.
Sem contar que estas curvas só funcionam em suas pistas originais porque estão dentro de um contexto e não aleatoriamente colocadas num plano qualquer.
E corre-se o risco de que se continuarem a elogiar este Frankenstein, logo o Tilke faz uma pista com onze curvas Parabólica, seis grampos, e uma reta aleatória.

Certo que o que importa é a corrida, mas dentro do contexto da pista (que dizem ser ótima para se pilotar, mas até aí, ter corrida e disputa é outra coisa) não dava para esperar grandes coisas.
A primeira fila formada (oh, que novidade!) pelos dois cones da Mercedes trazia, pelo menos, a inversão em relação as últimas etapas: Lewis era o pole.
A tensão pela tomada da primeira curva no alto do morro do alemão era esperada e bem-vinda.
Mas não veio...
Largada burocrática …

F1: 25 anos do último título brasileiro na F1

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E lá se vão vinte e cinco anos do último título de um brasileiro na F1.
Um quarto de século que não há um conterrâneo no topo da tabela de pontos ao fim de uma temporada.... Se pensar bem, foi ontem se pensarmos no último argentino – nosso parâmetro na América do Sul -  que teve a honra.
Foi Fangio e também faz uma caralhada de tempo.

Só que Brasil e Argentina estão igualados em um ponto deste jejum de títulos.
Explico.
Fangio, assim como Ayrton, são as expressões máximas dos dois países quando se fala em F1.
Ainda que apareçam piquetistas (como eu sou) por aqui para contestar, a verdade é que o personagem criado pelo (genial) piloto Ayrton Senna transcende o esporte.
As histórias de Senna na pista ou com algum envolvimento com a categoria, são simplesmente fantásticas e inigualáveis.
Não que os títulos de Emerson ou Nelson não sejam, mas os de Ayrton são incontestáveis no que tange à emoção durante a disputa.
E alguns campeonatos que ele não ganhou foram tão épicos quanto!
Fangio tam…

F1 2016: Semana de GP dos EUA (e lá vem mau humor)

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Semana de GP dos EUA em Austin e penso duas coisas distintas.
Primeiro: Circuit of the Américas já é feio para caramba, a abreviação COTA então fica mais feio ainda.
Mas está bom para um imenso crtl C crtl V daqueles.

Volto a repetir: com tanta pista boa nos EUA foram inventar de fazer uma copiando trechos bacanas de pistas legais se esquecendo que nos originais só funciona porque estão inseridas em um contexto. É para mim o traçado mais monótono e forçado de todo o calendário.
Segundo: É uma corrida que a Globo não transmite ao vivo por conta do futebol desde que foi criada.
O que me leva a pensar uma terceira coisa: foda-se, agora tenho Sportv em casa.

Nasr, o Felipe que restou, se disse a favor do uso de motores defasados pela Sauber no ano que vem.

Nasr ainda não renovou o contrato para o ano que vem, o que nos leva a entender porque disse isto.
E ainda que já tivesse renovado, bem... manda quem pode, obedece quem quer ficar no time.

E mais uma vez surge o papo da F1 sair de Inter…

Feliz foi Adão

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-Despachante e corretora bom dia.
-Alô...  Cês já estão trabalhando?
-Bem... atendi ao telefone, então quer dizer que já estou aqui né?
-Não sei...
-Bom... Pois não?
Não eram nem nove horas da manhã ainda e o dia prometia. Já haviam sido feitos oito processos para transferência de propriedade de veiculo e nada mais, nada menos que sete estavam errados. Dois telefonemas haviam sido enganos. Um foi trote e outro era cobrança da telefônica por uma conta paga de seis meses atrás.
A luz dentro do aquário onde trabalhávamos - quem leu as outras crônicas sabe – é bem pouca, o que nos ajudava era um pouco da luz solar refletida no vidro canelado.  Não que trabalhássemos nas trevas, mas se procurássemos bem nos cantos do imóvel acharíamos alguns morcegos parentes do Batman.
De repente a luz solar se foi. Não era eclipse, nem tampouco o céu escurecendo para uma tempestade.
O cheiro da fumaça de diesel impregna o ar e as roupas.
Na porta surge um sujeito baixinho, forte para caramba. Chapéu de b…