4 de nov de 2016

F1 2016 + Hot 5: Outras vozes

Então a Williams anunciou a sua dupla de pilotos para o ano de 2017, quando completa redondos quarenta anos de existência.
O companheiro de Valteri Bottas é um moleque recém-chegado a maioridade, filho de milionário (o que quer dizer bem pouco...) que é sósia do cara que vira lobo na saga crepúsculo (obrigado Manu, do blog I Love It Loud por corrigir a informação e ao Victor, por ser fã dos filminhos...) e atende pelo nome de Lance Stroll.

A chegada do rapaz vem sem maiores traumas: a equipe o queria, e queria sua grana, e ele queria um cockpit.
Juntando isto com a aposentadoria voluntária de Felipe Massa e todos estão felizes.
Até este que escreve, notório torcedor do time de Grove.
Para comemorar a mudança por lá e também para suprir uma pequena falta de assunto melhor, o blog resolveu fazer um hot 5 com músicas de bandas que trocaram o vocalista e ainda fizeram trabalhos legais.
Considerando, claro, que o vocalista da Williams era o Massa (ajuda ai pô!).
Com vocês o hot 5: outras vozes.
E que a Williams volte a ser legal com seus fãs no ano que vem.

Iron Maiden – The Clansman (Virtual Eleven, 1998)
Dickinson tinha pulado fora e em seu lugar Blaze Bayley segurava o microfone.
O primeiro disco com ele (The X Factor, 1995), dizem que já estava pronto quando chegou, só tendo que pôr as vozes e sugerir pequenas mudanças, e o álbum é – no fim das contas – até legal.
Mas com o segundo o bicho pega...
Não que seja ruim, mas não é um disco digno de ter o Eddie na capa.
Repetitivo, cansativo e outros ivos, a honrosa exceção é “The Clansman”.
Uma faixa tão forte e tão bem estruturada que, quando voltou, Dickinson fez questão de registrar ao vivo no álbum duplo Rock In Rio, 2002).



Queen – C-lebrity (Cosmo Rocks, 2008)
Depois da morte de Freddie Mercury a banda ficou inativa por um bom tempo, mas o bicho carpinteiro do músico não deixou que Brian e Roger ficassem inativos com o nome e a obra do Queen.
Convidaram então Paul Rodgers, cantor do Free e do Bad Company (de quem Mercury era genuinamente fã) para uma série de shows que acabaram culminando no duplo ao vivo Return of the Champions, 2005. 
A brincadeira deu tão certo que resolveram, por que não? Gravar um álbum de inéditas que veria a luz como Queen + Paul Rodgers e se chamaria Cosmo Rocks.
Não dá para esperar o Queen grandioso, pomposo, teatral dos tempos de Mercury, mas é um disco para lá de divertido e com a competência que só os nomes envolvidos tem.

Black Sabbath – Trashed (Born Again, 1983)
Ok… Ian Gilllan só gravou este disco com o Sabbath e a bolacha nem foi tão bem assim nas paradas, mas citar o Dio é covardia...  Sem contar que ele é meio chatão.
O disco, que tem a pior capa de todos os tempos, é bem bacana e traz uma peculiaridade na forma como foram compostas as letras.
Gillan se interessava por um assunto aleatório qualquer e saia escrevendo.
Foi assim com “Disturbing the Priest” em que narra de forma não linear uma discussão com um padre sobre um assunto que eu não me lembro qual é.
A escolhida foi “Trashed” porque simboliza o álbum, mas podia ter sido “Zero, The Hero” ou qualquer outra.
O disco é muito bom.



Van Hallen – Dreams (5150, 1986).
Dave Lee Roth é o vocalista do VH por excelência.... Tanto que quando deixou o barco dizendo estar cansado do som que a banda fazia, gravou um disco solo com o mesmo produtor que tirou o mesmo som...
Mas a entrada de Sammy Haggar deu vida nova ao grupo. Tão nova que parece ser outra banda!
“Dreams” desta nova fase é sensacional. Ainda que lembre música de propaganda de cigarro dos anos 80/90.


Barão Vermelho, Beijos de Arame Farpado (Na Calada da Noite, 1990)
Já fazia um tempo que Cazuza havia saído da banda para uma carreira solo, Frejat tinha assumido o posto de cantor e não decepcionara ninguém.
Disco após disco, não dava para sentir falta do antigo vocalista.
O Barão começou a soar mais rock and roll e até a experimentar bastante com outros estilos.
Esta música só foi a escolhida porque eu gosto muito, muito mesmo de sua estrutura (e letra, e melodia, e ritmo e execução...), mas podia ser mais de uma centena de outras.

3 comentários:

Manu disse...

Mais uma boa lista!
Eu tenho um fato engraçado com Virtual XI. Ainda adolescente, uma pessoa me ligou e disse que tinha comprado um disco do Maiden pra mim. Minha cara de decepção ao abrir o embrulho e dar de cara com o disco não deve ter sido agradável para a pessoa, que mal sabia que era um dos discos mais criticados da banda.
Sorte que eu ouvi e pude dizer que não é tão ruim assim. Perto dos outros da banda, sim, mas... toda banda tem um álbum de ser a escolha do que menos gosta.

Abs!

Vander Romanini disse...

Vâmo combiná, com aquela voz chata do Cazuza, ele fez foi um favor ter saido do Barão!!

Magnum disse...

Ótima lista.

Mas a qualidade dos áudios tão parecendo que são de fita k7 gravadas na própria época das músicas! E de rádio mono.. Aff...

Quando for procurar música no Youtube acrescente a expressão "hq" e/ou "hd" no final do nome...

https://www.youtube.com/watch?v=HAOvONiMdY4