31 de dez de 2014

Para o ano novo

E hoje quando o relógio bater meia noite e os fogos e champanhes começarem a estourar não vou prometer nada.
Para que?
Sempre que prometo algo, não cumpro.
Estas resoluções pré-definidas para o ano novo nunca funcionam.
Conheço gente que prometeu que ao fim de 2014 estaria com muito dinheiro e pouco peso.
Aliás, se ferrou: está com nenhum dinheiro e todo o peso possível.
Também conheci gente que disse que ia parar de fumar antes do fim do ano e – pasmem! – conseguiu.
Infelizmente morreu de enfisema pulmonar devido ao maldito cilindro de papel com uma brasa numa ponta e um idiota na outra...  Vida que segue.
Não a dele, claro...

Vejo um ano novo como um caderno novo, ou para os mais modernetes, uma página do Word nova.
Têm lá umas coisas já definidas tipo linhas, margens... Mas dá para escrever uma história nova.
Claro, não há história que parta do nada, nunca. Sempre há uma inspiração, uma citação, uma lembrança qualquer que ceda o ponto de partida... Mas dá para ir arrumando as coisas, mudando os rumos.

Obviamente não é necessário que isto seja feito na virada do dia 31 de dezembro para o dia primeiro de janeiro.
Pode-se fazer a qualquer hora de qualquer dia do ano.
Nunca é cedo ou tarde para realizar mudanças e se forem para melhorar então... Ótimo!
Mas se quiserem uma data símbolo, um ponto de virada mais ou menos coletivo, que seja o último dia do ano e o subsequente primeiro.
Vamos escrever histórias novas ou continuar escrevendo as que estão boas. Vamos adicionar algumas vírgulas, algumas reticências, vamos nos deparar com alguns pontos finais, mas tudo bem...  É da vida e é inevitável.
A gente sofre, muda de linha e continua escrevendo.

Mas como dizia lá em cima: não vou prometer nada, o que vier estará de bom tamanho.
Se não estiver, damos um jeito de melhorar.
Aos amigos do espaço um feliz ano novo.
Aos amigos do escriba aqui, um ano novo feliz.

26 de dez de 2014

Notinha do busão natalícia

A diferença desta vez é que não estava dentro do ônibus, mas na calçada.
Depois de fazer as compras de última hora para o natal, voltava tranquilo pelas calçadas esburacadas e desiguais da cidade.
Logo a frente caminhava um carinha de mãos dadas com uma menina bem atraente, gostosa mesmo, e com uma senhora que – acreditem – nos seus melhores dias não devia ser lá grande coisa. Bem pelo contrário...

Como sempre, nesta época, o tráfego de carros sobe muito e causa alguns pequenos congestionamentos em pontos de estrangulamento, e por aqui não há poucos. Pelo contrário.
Em um destes, um cruzamento sem sinalização e com muitos pontos cegos, um ônibus trava o trânsito enquanto espera o desembarque.
Da janela, três moleques – na acepção da palavra – enfiam suas cabeças pela janela e, do nada, resolveram arreliar quem passa.
Ao ver o trio que ia a minha frente, começam a fazer graça com a menina gostosa, mas ao perceberem a velha feia o foco muda.
Aparentemente, os moleques conheciam o dito popular “quer saber como será sua mulher na velhice, olhe para sua sogra” e é exatamente o que usam para tirar sarro.

“-Ai, tá contente com a gostosa né?”
“-Aproveita, porque no futuro ela vai ficar igual à véia feia ai do teu lado.”
“-E reza pra ela ficar igual à véia, porque se ficar pior vai ser o próprio capeta.”
Grosseiro e desnecessário, senti até uma ponta de dó da velha.

Os risos ainda ecoavam quando o carinha resolve dar algum tipo de resposta, o que defendeu um pouco a moça, mas não a senhora. Bem pelo contrário.
“-Se ferraram seus otários, é minha mãe, não dela!”.

De repente a pontinha de dó que havia sentido pela velha se transferiu para a menina.

22 de dez de 2014

Conto de Natal 2014: Abaixo a tortura

A pergunta foi feita de forma simples e direta: -Por que você não quer ser o Papai Noel da empresa?
Campos desviou os olhos do interlocutor e fitou por alguns instantes o infinito. Na verdade apenas a janela da sala do gerente...
-Então... Eu nunca gostei de natal, nunca curti a festa e nem os enfeites... Nunca dei importância para a troca de presentes.
-Mas rapaz... Natal não é só trocar presentes, enfeites ou comida... Ah! Lembrei: da comida você gosta? Não gosta?
-Não muito... Nunca curti assados, a carne fica boa perto do couro, mas no meio fica sem tempero.
-Seu caso grave... Mas como estava dizendo: o natal é muito mais que isto. O natal é o ponto máximo da cristandade...
-Do cristianismo, você quis dizer...
-E não é a mesma coisa?
-Creio que não, mas acho que o ponto máximo do cristianismo seja a morte e a ressurreição não?
-Por quê?
-Oras... Simples! O que faz da fé cristã ser o que é - sem duvida nenhuma - é o fato de Cristo ter ressuscitado. Se tivesse só nascido no natal e morrido na sexta da paixão, ninguém ia ligar por muito tempo... Mas como ele voltou... Bom.
-Nunca tinha pensado nisto... Você deve ser um bom cristão.
-Sou ateu.
Um ponto de interrogação se formou no rosto do gerente.

-E como sabe tudo isto?
-Não é nada demais... E é preciso conhecer para dizer que não se gosta de algo. Tô errado?
-Não, não... Mas vamos lá! Você tem que ser nosso Papai Noel.
-Não dá... Sou magro.
-A gente faz uns enchimentos na roupa.
-Vai dar calor...
-A gente te põe numa sala com ar condicionado para atender as crianças.
-Sou alérgico, me ataca a rinite.
-Te damos um monte de rinossoro.
-Ai vou espirrar em cima das crianças, os pais vão achar ruim. E a molecada vai ficar com nojo.
-Poxa... Quebra esta pra gente. Você é o único funcionário que não tem filhos. Logo, ninguém vai perceber se você não estiver presente à festa.
-Não!
-A gente convence o Moreira a ficar contigo.
Moreira era um anão que trabalhava no bar em frente.
-Papai Noel tem rena, e não viadinho...
-Ele iria como gnomo.
-Ah...  Não!
-Poxa... Mas o Moreira... É? Mesmo? Do que você sabe?
-Nada... E nem me importa. Só não quero ser Papai Noel.
-Tá! Tá bom... Mas me explica uma coisa: porque tanta implicância com o natal pra não querer nem ajudar a gente?
-Sinceramente?
-É tudo que espero: sinceridade.
-Eu não suporto natal por causa da musica.
-Que musica? Jingle Bells? Silent Night ou “noite feliz” como se chama aqui? White Xmas? Let Snow?
-Também. Mas o que eu odeio mesmo é quando vai chegando o Natal e, em todo lugar que eu vou, cada loja, cada bar, cada rua de comércio eu ouço a Simone cantando aquela versão horrenda de uma canção de natal do John Lennon... Nenhum cristão no mundo merece aquela tortura!
-É... Sendo assim não tiro sua razão. Também não suporto a Simone... Deixa pra lá. Feliz Natal.
-Obrigado... Pra você também.


O blog vai entrar em ritmo de férias até janeiro, não vai parar, mas vai ter menos ação.
Obrigado à todos os amigos e boas festas à todos. 

19 de dez de 2014

Pérolas da pós temporada

Post season, terra de ninguém, celeiro de besteiras e algumas boas sacadas.

Na campeã Mercedes, por exemplo, nem tudo são flores.
Hamilton acaba de perder seu engenheiro para a Ferrari.
Motivo?
“-Cansei de ouvir rap e pussicatdolls... Na Ferrari eu posso ouvir Pepino Di Capri e se for trampar com o Alonso ainda posso ouvir Julio Iglesias.”
Enfim...

Porém, na Ferrari nada são flores.
Com a chegada do tetra campeão mundial (chupa haters) Sebastian Vettel, o time não para de promover mudanças.
Domenicali rodou, Matilaci que o substituiu já rodou também e mais um monte de gente já foi mandado embora (Pat Fry e outros menos cotados).
A ordem na casa mafiosa de Maranello é: “-Quem sair por último leva o lixo pra fora, por favor...”.

E a Lotus?
O time preto e dourado disse que era sim opção para Alonso em 2015.
Alonso não negou.
Nem precisa. Alguns absurdos a gente pega no ar que são mimimi.
Ainda por lá, Grosjean disse que em 2014 aprendeu com os erros.
Ele aprendeu com os erros do time e o time aprendeu com os erros dele, logo, se são bons alunos e fizeram a lição de casa, com a quantidade de erros que os dois tiveram devem ter aprendido como serem campeões mundiais.
A começar por aquele bico filhadaputa de feio. Aquilo foi o maior erro de todos.

Hulkenberg, que é bom piloto, avalia se foi bom trocar a Sauber pela Force Índia.
Meu caro... Sabe quando você entra num busão e ele está totalmente vazio?
Então... Tanto faz o lugar que você sentar, ninguém vai dar à mínima.

Por Fim a Red Bull...
O povo de lá disse que a escolha de Kvyat levou apenas dez minutos para ser feita.
Ficou aquele cheiro esquisito no ar de: “põe qualquer um mesmo, porra...”.

18 de dez de 2014

E na apresentação da McLaren...

E pouco antes de fazer o anuncio oficial perante a imprensa da nova configuração da equipe, Ron Dennis, Fernando Alonso, Jenson Button, Kevin Magnussen e Eric Boulier fazem uma espécie de conferencia para elevar os ânimos.

-É a hora da virada! – diz Dennis
-É hora da virada! – respondem os outros em uníssono.
-Chega de andar atrás dos outros!
-Chega!
-Chega de humilhação!
-Chega!
-Nunca mais nos chamarão de Sauber com grife!
-Nunca mais!
-Temos o melhor time!
-O melhor time!
-Vamos para vencer!
-Eu vim pra vencer! – só Alonso grita.
-Temos os melhores pilotos.
-Temos eu! – novamente só Alonso grita.
-Vamos ter os melhores carros!
-O melhor será meu! – os outros já olham torto para Alonso.
-Vamos ser grandes companheiros!
(Silêncio a espera do que o espanhol diria.).
-Que fué? – pergunta Alonso.
-Não vai dizer que seremos grandes companheiros? – pergunta Magnussen, o piloto reserva.
-Precisa?
-Sim... Claro.
-Entonces tá... Kevin e Jenson serão grandes companheiros!
-E você? – quis saber Ron Dennis.
-Ué! Yo serei campeón, claro!

Talvez isto explique a aparente falsidade nas fotos da apresentação da equipe...

17 de dez de 2014

O poderoso Chefão

Quando esteve por aqui em Setembro de 2013, Bruce Springsteen foi louvado como um dos caras mais boa praça do festival Rock in Rio - onde se apresentou – e, por que não dizer , da cena roqueira.
Tomou banho de mar sem seguranças, tocou violão na praia com alguns locais.
E o melhor: sem aparentar nada que estivesse relacionado à autopromoção barata.
Bruce conquistou a todos – plateia e jornalistas – não só com seu rock vigoroso e competente, mas também com simpatia e descontração.

Mas não é coisa nova esta simpatia e atenção, pelo contrario.
Em 1980, durante a turnê do disco The River, Bruce teve algumas datas reservadas no estádio de Wembley, Inglaterra e em uma das noites, recebeu no backstage John Deacon, baixista do Queen que estava acompanhado do então road e futuro fotografo Peter Hince a quem nunca tinha visto.
Os três conversaram e tomaram cerveja se despedindo mais de uma hora depois quando Bruce contou que na noite anterior havia recebido também o baterista Roger Taylor e que o papo também fora animado.

Anos depois, conta Hince em seu livro Queen Unseen, de 2010 que mais de um ano após aquele encontro, ele se encontrava hospedado em um hotel nas proximidades de Los Angeles por conta de uma turnê do Queen pelos EUA quando percebeu Springsteen vindo em sua direção com a mão estendida e um largo sorriso.
“-Olá Pete! É muito bom revê-lo. Como vai a banda?”
Hince diz que ficou realmente surpreso ao ver um astro do rock lembrar-se de um simples road e ainda ser gentil e atencioso com ele mesmo não estando na companhia dos artistas para quem trabalha, e completa: “-É realmente um homem de um quilate superior”.

15 de dez de 2014

Na premiação da FIA.... A verdade surge

A premiação da FIA estava prestes a ser anunciada, a categoria da vez era: Melhor organização de GP. (noticia original aqui => Russia)
Nicolai Servienco e Ivan Riazov, dois dos responsáveis pela organização do GP russo estavam apreensivos pela revelação do vencedor.

-O camarada tem certeza que vamos ganhar? – perguntou Nicolai, um tanto nervoso.
-Fica tranquilo...  – Ivan responde com um sorriso não menos nervoso.
-Como ficar tranquilo? Estamos concorrendo com gente de peso, de tradição e com muito dinheiro envolvido.
-Dinheiro não é tudo.
-Ah não? Acha mesmo que a gente pode concorrer contra Abu Dhabi e aquele show de luzes?
-Claro que podemos? Veja bem: a público que vai a Abu Dhabi ver a corrida... Quem são?
-Uns endinheirados que usam a corrida como vitrine social.
-Certo...  E sabe por que a corrida lá é do entardecer para a noite?
-Não...
-Porque se fosse às duas da tarde como em outros lugares este povo estaria dormindo de ressaca.
-E daí?
-E daí? Oras! Aquele treco que parece um prestobarba enorme é um hotel, os grã finos ficam lá, seriam acordados pelo ronco dos motores... Isto é falha de organização do ponto de vista do conforto aos pagantes...
-Certo... E o Japão? Eles fazem tudo certo, tudo bonito e tem tradição. Todo mundo gosta das corridas de lá.
-Sim... Mas por mais que a FIA tenha livrado a cara da organização, viu só a porcaria que deu lá este ano não?
-Verdade... E Austin?
-Tem um morro muito alto, o povo criticou aquela torre que não tem segurança, ninguém gostou do calor, falaram mal dos chapéus de cowboy.
-Hum... E São Paulo?
-Não tinha água...

Então o mestre de cerimônias abre o envelope com o vencedor da categoria e anuncia, sem nenhuma empolgação que: “-O prêmio da FIA para melhor organização de um grande prêmio em 2014 vai para o GP da Rússia, disputado em Socchi”.
Aplausos comedidos e alguns sinais de frustração vindos dos outros organizadores.

-Não te falei? – diz Ivan, mas não sem esconder certo alívio.
-Ainda bem! – completa Nicolai com um longo suspiro.
-Vem... Vamos até lá ser cumprimentados e depois vamos encher a cara de vodca.
-Sim, claro... Mas espera um minuto só.  – e saca do telefone celular que estava no bolso.
-O que você vai fazer? Não atrasa... Vamos lá logo.
-Só um minuto... – pausa enquanto espera que atendam sua ligação. – Alô? É da KGB? (pausa) Sim... Aqui é Nicolai e estou com Ivan, fomos premiados, melhor organização de GP... (outra pausa) Sim, sim, muito obrigado, agora, por favor, pode libertar nossa família?

12 de dez de 2014

Grandes vespuciadas através da história

44 AC.
Com base em documentos vistos no Senado e de acordo com uma fonte muito próxima cravou, sem medo de errar, que Marcus Junius Brutus, conhecido mais como Brutus, não tinha nenhum tipo de animosidade em relação ao imperador Caio Julio, o César.

Brutus apunhalou César na escadaria do Senado romano...


1939
Mesmo com os boatos de que a Alemanha de Adolf Hitler tem intenções megalômanas, expansionistas e imperialistas afirmou que o país bávaro não cometerá nenhum tipo de ato hostil que possa acirrar os ânimos mundiais.

A Alemanha invadiu a Polônia e a merda toda começou...

1962
Após ouvir com exclusividade as gravações e conversar com fontes ligadas à gravadora EMI, cravou que os Beatles seriam um tremendo fracasso e que não passariam do primeiro compacto.

Os 4 de Liverpool ganharam o mundo, influenciaram um caminhão de gente e ficaram mais famosos que Jesus Cristo, segundo Lennon.

1984
Após dizer que tinha visto todos os laudos e visto contratos dos artistas envolvidos, colocou um ponto final no assunto afirmando que o festival Rock in Rio nunca aconteceria.
Tanto por falta de segurança no local, quanto por conta dos artistas pretendidos para o evento.

Em Janeiro de 1985, dez dias de paz, amor e muito rock sacudiram o país dando inicio a uma série de turnês de grandes artistas internacionais no Brasil.

2014.
Após ver documentos ultrassecretos que comprovariam a “compra” da copa do mundo pelo governo local, decretou que a seleção não só passaria facilmente pela Alemanha como também seria campeã ao bater o Uruguai em pleno Maracanã para se livrar de vez do fantasma de 1950.

A Alemanha humilhou a seleção em Minas Gerais e depois foi campeã batendo a Argentina na final.

2014
Jenson Button está fora da McLaren que contará com Fernando Alonso e Kevin Magnussen para a temporada de 2015, segundo fontes de dentro da equipe, da Honda e da assessoria de Jenson.

E eu vou pavimentando minha highway to hell

11 de dez de 2014

Decisão na McLaren: Button

Ainda não se sabe se Button vai ficar ou não na McLata para o ano que vem.
Há quem aposte que tanto a Honda quanto o novo sponsor do time o querem por lá.
Para a atual situação da categoria – com um monte de novatos – um nome de peso, com um título mundial (daquele jeito...) seria muito bom.
Uma dupla com Fernando Alonso, a se concretizar, seria um golpe de marketing e tanto.
Mais até do que foi a dupla do espanhol com Kimi Raikkonen, que sofre de narcolepsia e não consegue ficar um campeonato inteiro acordado.
Mas caso Jenson não fique na McLata, quais as opções?

WEC – Formaria dupla com Mark Weber na Porsche.
Uma ideia bacana da fabricante alemã.
Uma forma legal de promover o esporte na melhor idade e, melhor ainda, tirar dois velhos rabugentos das filas do banco.

Indy – Por lá já correram pilotos com idade bastante avançada.
Vai levar uma grande vantagem sobre os manetões de lá nos circuitos mistos.
E como agora há bem poucos ovais, a chance de ser campeão é grande embora na terra do tio Sam este negócio de “tocada suave” e economia de pneus não sejam lá muito valorizadas.
Para azar dele, quando chove não há corridas em oval, logo, não vai ter vitória dele neste tipo de traçado.
Vai ser considerado um campeão menor caso venha a ganhar...
Até ai... Na F1 também é.

GP2 – Não há na história algo semelhante: um campeão ser rebaixado para uma categoria de acesso, mas se acontecer, Button vai guiar um carro verde e branco escrito do lado: Allianz Button.

Aposentadoria: Algo com o qual ele não deve se preocupar.
Com a quantidade de pneu que poupou durante a carreira, pode montar uma borracharia e viver tranquilamente por muitos e muitos anos.

Mas dizem também que ele pode ficar e até fazer dupla com Kevin Magnussem, o que faria com que Alonso ficasse a pé.
Esta opção dá calafrios só de pensar nos criativos redatores de noticias da F1 usando a palavra “sabatico” em dez de cada sete textos.
Mas é improvável que ele fique “sabatico”.
Ozzy já avisou que será a última turnê da banda e está tentando trazer Bill Ward de volta.
Além do mais, penso que Alonso não toque bateria muito bem...

10 de dez de 2014

Os detalhes que Raikkonen ocultou em sua declaração

Raikkonen, assim como o meme de facebook criado para ele, é sincero.
Tão sincero que deu a seguinte declaração: “-Muitas razões levaram à superioridade de Alonso na Ferrari.” (notícia original no link)

O blog, como sempre (chupa Jazon), teve acesso a algumas delas.
Segue:

Alonso é melhor que Kimi,
Alonso é mais rápido que Kimi.
Alonso é mais determinado que Kimi.
Alonso fica mais acordado que Kimi.
Alonso é mais campeão que Kimi.
Alonso faz melhor cosplay de Los Hermanos.


Porém, Raikkonen também tem seus pontos onde leva vantagem sobre Alonso.
Kimi tem fãs mais legais que Alonso.
Kimi toma mais sorvete no box que Alonso.
Kimi bebe mais que Alonso.
Kimi usa mais área do autódromo de Interlagos que Alonso.
Kimi se veste de macaco mais que Alonso.


E claro, a área de empate entre os dois.
Ambos foram demitidos pela Ferrari, o que deveria contar como ponto positivo para os dois.

Mas Kimi retornou... O que faz, definitivamente, Alonso vencedor.
A menos que ele volte, ai teremos outro ponto de empate, só que fazendo dos dois perdedores.

9 de dez de 2014

Após o roubo na sede da Red Bull

E na casa de Vettel, na Alemanha toca o telefone.
-Alô?
-É da residência de Sebastian Vettel?
-Sim... Quem deseja?
-Diga a ele que é do Santander.
-O banco ou a cidade?
-O banco.
-Um minuto, por favor.

A governanta da casa usa o ramal para avisar ao patrão que o banco Santander solicita falar-lhe.
A principio o piloto estranha um contato do banco. Tem certeza de que todas a sua vida financeira está em ordem, mas atende.

-Aqui é Sebastian Vettel, com quem falo?
-Muito boa tarde senhor Vettel, aqui e Alejandro, do banco Santander.
-Muito prazer, Alejandro, em que posso ajudar?
-Senhor, soubemos por meio de sites de noticias que a sede da equipe ao qual o senhor pertencia até esta temporada foi assaltada recentemente.
-Sim, uma lástima...
-E ficamos sabendo também que foram roubados de lá mais de sessenta troféus ganhos pelo senhor, por Mark Weber e por Daniel Ricciardo, confere?
-Bem... Acho que sim, não sei precisar quantos foram e nem quem os ganhou, mas parece que foi isto mesmo.
-Pois bem... Ficamos penalizados com o ocorrido e gostaríamos muito de poder ajuda-lo a reaver as peças subtraídas.
-Nossa, ficaria muito feliz com isto... Mas por que o interesse em devolver?
-Bem... Como sabemos, o senhor vai ser piloto Ferrari na próxima temporada e como o senhor sabe, somos um dos principais sponsors do time de Maranello.
-Sim... E?
-Sendo o senhor um novo “bambini” como dizem por lá, gostaríamos que tivesse em suas galeria troféus recebidos em corridas nas quais a instituição detém o naming rights.
-Hum... Publicidade... Claro!
-Sim... Questão publicitária, óbvio.
-Se é por isto, não é necessário se preocupar tanto. O banco terá o naming rights em corridas na temporada 2015, não?
-Sim terá.
-Então... Posso reaver alguns troféus na temporada... Dentro das pistas.
-Sinceramente? Não é pelo senhor, não entenda mal, mas com os carros que a Ferrari vem fazendo... Duvidamos um pouco. Por isto nossa oferta.

Um silencio constrangedor toma conta da conversa telefônica por alguns instante, até que o piloto se manifesta.
.-Então? Como nos ajudariam a recuperar os itens?
-Bem... É só abrir uma conta corrente com a gente... Sabe como é? A cada depósito, a cada investimento ou produto que o senhor adquirir, um daqueles pesos de papel com o logotipo da instituição lhe será entregue... E se o senhor conseguir convencer tanto Ricciardo quanto Weber de fazer o mesmo...
-Entendi... Vou pensar no assunto e volto a entrar em contato.
-Agradecemos sua atenção... Só mais uma coisa: assim que eu desligar o telefone, por favor, aguarde na linha para avaliar este atendimento sendo: zero igual a muito insatisfeito e 10 muito satisfeito. Tenha um bom dia.
-Bom dia...  – e desliga o telefone pensando sobre como conseguiria digitar algum numero negativo nas teclas do telefone.

8 de dez de 2014

Noticia quase falsa: duas formas de contar o mesmo caso

Após ter a bunda chutada pela equipe McLaren, o inglês Jenson Button ficou desgostoso e resolveu acabar com seu grupo musical, o Coldplay.
Jenson Button é o terceiro da esquerda para direita
A indecisão do time inglês de F1- explicitado pela demora em anunciar a dupla de pilotos para a temporada 2015 – fez com que o dublê de piloto e cantor Jenson Button anunciasse que o próximo disco de sua banda, Coldplay, será o último.
“-É como se fosse o filme com Harry Porter.” – disse o cara que não faz bem nem uma coisa e nem outra.
A declaração faz sentido, se o disco for a sequencia dos últimos feitos pelo grupo, neste darão o golpe de misericórdia e matarão Voldemort, ou melhor: o rock, que eles já vinham maltratando há tempos.
Após o anuncio faz do mundo inteiro postaram mensagens nas redes sociais pedindo para que o disco seja lançado logo.
“-É que nem peido.” – disse um fã e completou – “-Quanto antes soltarem mais rápido acaba o cheiro ruim...”.

OU.

Baixas vendas dos últimos lançamentos fazem com que gravadora não renove com Coldplay e Chris Martin decide não correr mais pela McLaren.
Chris Martin após ficar de fora de outra corrida por conta do carro ruim
O (péssimo) dublê de cantor e piloto Chris Martin rompeu seu vinculo com a McLaren após a gravadora cobrar mais empenho em seus discos.
Após o lançamento de X&Y, seu último disco mais ou menos audível, a banda britânica entrou numa fase em que só fazia algo de bom quando era obrigado a poupar os equipamentos e a aparecer com bons shows apenas em dias chuvosos.
“-Melhor que ele pare agora do que fique como capacho do Alonso.” – disse um fã.
“-Se gente melhor (mas não muito) como o Kimi rodou na mão do Alonso, imagina o que não vai acontecer com este come e dorme.” – detonou outro.

Ah sim... A noticia original aqui => Cudiprei vai acabar.

5 de dez de 2014

Novas joias na coroa da Rainha

O ano de 2014 chega ao fim com dois presentes para o fã do Queen.
Dois discos com material “novo” e “inédito”, de uma tacada só.
Agora em dezembro chega às lojas a coletânea Forever, que tem como atrativo principal três músicas “inéditas” com a voz de Freddie Mercury e o baixo de John Deacon, que não é visto em público desde o lançamento de Made In Heaven (1995).

Forever traz – como foi dito – três músicas “inéditas” sendo que, de “novo” mesmo não tem nada.

“Let Me In Your Heart Again” é faixa de um disco de Anita Dobson, esposa de Brian May: Talking of Love (1988).
“Love Kills” é o primeiro single solo de Mercury lançado na trilha de Metrópolis (1984)
“There Must Be More To Life Than This” é do primeiro album solo de Freddie: Mr. Bad Guy (1985).
As três tiveram o mesmo tratamento de algumas faixas do derradeiro álbum da banda, colocando o registro de voz de Mercury em uma nova roupagem produzida pela banda juntamente com o produtor da vez (William Orbit).
A última ainda conta com participação de Michael Jackson e podemos entender exatamente o porquê de Mercury preferir lançar em seu disco a versão sem a voz do cara...
O restante apresenta um Queen apenas baladeiro (exceção feita a “I Was Born To Love You” que apresenta algum ritmo e peso) que faz o não fã pensar que a banda não passava de uma espécie de Roupa Nova inglês.
São todas músicas ótimas, mas que só fazem sentido em seus discos originais como intervalos das cacetadas, como respiro ou descanso para os ouvidos.
Juntas, não deixam o álbum engrenar ficando eternamente na primeira marcha.
Vale a pena?
 Para o fã e colecionador inveterado, claro... Mas se não for, prefira a série Greatest Hits (I, II e se tiver grana o III), que são mais honestos na apresentação da banda.

O ouro do material "novo" está no outro lançamento, que chegou às lojas um pouquinho antes: Live At The Rainbow 74.

O lançamento traz em uma edição luxuosa (lá fora, aqui é digipack) duas apresentações do grupo no legendário Rainbow Theatre no ano de 1974.
Um dos discos trás o show de março, com o fim da turnê do álbum Queen II (1974) e o outro o show de novembro, de lançamento de Sheer Heart Attack (também de 1974).
Ainda que a primeira vista os set lists sejam parecidos, as gravações capturam o grupo em busca da fama, cuspindo fogo e incendiando a audiência.
É também chance ( a não ser que – novamente – seja fã e tenha os bootlegs todos) de ouvir ao vivo canções como “White Queen”, “Ogre Battle”, “The March Of The Black Queen”,  “In The Lap Of The Gods”, “Bring Back That Leroy Brown”, “Flick Of The Wrist” e a sublime “The Fairy Feller´s Master-Stroke”.
Periga ser, juntamente com o registro dos shows de Wembley em 1986 e Live At The Bowl, gravado em 1982, mas que só viu a luz em 2004, dos melhores discos ao vivo da banda.

4 de dez de 2014

Sobre Alonso e Massa, um comparativo inútil

Durante os quatro anos de convivência o espanhol ficou à frente na tabela de classificação todos os anos.

Alonso tem dois campeonatos mundiais.
Nenhum depois de ter Massa como companheiro.
Felipe não tem nenhum.
Nem antes e nem depois da chegada de Alonso.

Felipe Massa leva vantagem no quesito tempo de casa: ficou oito anos contra apenas cinco do espanhol

Alonso conseguiu três vice-campeonatos contra apenas um do brasileiro.
Massa também levou vantagem no time pós Ferrari.
Foi para a maravilhosa e em ascensão Williams.
Já Alonso pode estar indo para a tranqueira da Mclata em franca decadência, apesar do projeto com a Honda.

As únicas coisas que empatam e se equivalem são:

Ambos deixaram o time com exatas onze vitórias.
Curiosamente, nenhuma das vitórias de Felipe se deu após a chegada do asturiano marrento ao time.
E depois da saída de Felipe Massa da scuderia, Alonso também não conseguiu ganhar mais nenhuma corrida...

Ambos pipocaram no time vermelho.

Os dois foram infinitamente melhor que o Kimi Raikkonen em 2014.

2 de dez de 2014

E no leilão da Marussia...

-E atenção: vai ter inicio o leilão do espólio da equipe de formula um Marussia, pedimos aos presentes que só deem lances se realmente estiverem interessados em adquirir o item. Podemos começar?
O silêncio no salão de leilões dá o aval para que se comece a atividade.

-Temos aqui um lote com macacos, pistolas pneumáticas, peças de reposição como: parafusos, porcas, placas “gear”, itens para pit stop em geral. Lance mínimo cinco mil Euros...
-Aqui... Eu! Dez mil.
-Temos dez mil Euros com aquele senhor com camisa dos Rolling Stones, alguém mais?
A conversa sussurrada no salão dava conta de que havia pagado mais do que valia.
-Ninguém? – pergunta o leiloeiro – Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três – e batendo o martelo – Vendido para o senhor com camiseta dos Rolling Stones.

-Agora um lote com macacões, capacetes, luvas, botas e óculos de proteção. Itens usados pelos mecânicos da equipe nos boxes. Valor inicial quatro mil Euros.
-Aqui, aqui... Nove mil... – ergue uma placa com os dizeres “Aff” um senhor gordinho com forte sotaque cearense.
Ninguém se manifesta e o leiloeiro parece não acreditar que alguém queira pagar tanto por aquilo.
-Ninguém mais? Então vendido para o senhor com a plaquinha escrito “Aff”.

-O próximo lote traz motores, câmbios, centrais eletrônicas e demais peças internas dos carros da equipe. Tudo no estado em que se encontra, portanto não aceitamos reclamações posteriores sobre o não funcionamento. Lance inicial 150 mil Euros.
-Aqui mermão! Eu... 151 mil Euros! – se levanta um cidadão com camiseta do Flamengo e um boné onde se lê: “Quem é do Méier não bobéier”.
Pasmo, o leiloeiro bate novamente o martelo.
-Vendido...

-Por último, um lote com quatro carros, sem os motores, câmbios, centrais eletrônicas, mas com os pneus – usados – e um lote com mais cinco jogos de pneus seminovos. Lance inicial de 90 mil Euros.
-Aqui, ó pá! 100 mil, a vista.
Louco para encerrar o estranho leilão, o oficial bate o martelo e diz que o senhor lusitano acaba de adquirir o lote. Parabeniza a todos e encerra o evento.

Um pouco mais tarde, vendo reunidos o rapaz com camisa dos Stones, o homem da placa “Aff”, o cara com boné do Méier e o português, não se conteve e foi conversar com o animado grupo.
-Olá, boa noite... Não querendo ser enxerido, na verdade nem é da minha conta, mas me parece que os senhores chegaram juntos e são na realidade um grupo organizado e tal, mas minha curiosidade é: o que vocês vão fazer com estas tranqueiras todas?
Sorrindo, o português toma a frente e responde.
-Estamos a montar uma equipa!
-Mas estes itens, alem de usados, não são lá grande coisa...
-Mas onde vamos correr também não é.  – diz o homem da placa “Aff”.
-Ultima pergunta então... – insiste o leiloeiro – Vão correr onde?
-Com este lixo todo que compramos? Na Indy oras...
-E para ficar à altura, só falta convencer o Jacques Villeneuve a ser o piloto... – completa e finaliza o cara do Méier...

1 de dez de 2014

Filhos de peixe as vezes são patos

A Toro Rosso confirmou a adição ao time do piloto espanhol Carlos Sainz Jr., filho (obviamente) do campeão de rallye Carlos Sainz.
O garoto tem algum histórico e já foi campeão em algumas categorias menores – ou de entrada, se preferir – o que não difere da história da grande maioria dos pilotos novos a chegar na F1.

Particularmente não gosto muito da onda de filhos de ex-pilotos chegando para a F1, mesmo não sendo o caso aqui (Carlos Sainz não era piloto de F1, mas era piloto e dos bons).
A expectativa criada em torno do nome é muito grande, por vezes até insuportável.
Que digam David Brabham, Bruno Senna, Nelson Ângelo Piquet, Christian Fittipaldi,...
Que lograram algum sucesso (vá lá: foram campeões, mas assim... E depois?) foram o simpático Damon Hill (dizem que era um exímio acertador) e o intragável falastrão Jacques Deusmelivre (filho da lenda, do mito, do espetacular crasher Gilles Villeneuve).
A cobrança chega à raia do insuportável (como se talento fosse realmente genético) e pode queimar (como já aconteceu) talentos promissores.

Como handicap, Sainzinho chega para a brincadeira a bordo de uma Toro Rosso, provavelmente a última equipe média (de verdade) com algum potencial para dar futuro a um jovem piloto.
O que aumenta consideravelmente a responsabilidade do rapaz.

Será que foi desta responsabilidade que fugiu o Felipe Nasr ao declinar do convite para ser um pupilo Red Bull para ir ser pagante na Sauber?
Se for, sinto muito: a chance de se fracassar em uma equipe fim de grid é cem vezes maior que a de se fazer um trabalho honesto, porém vistoso em uma de médio porte.

28 de nov de 2014

Paul está vivo, e esteve aqui

Disseram que ele estava morto e criaram uma das maiores teorias da conspiração para comprovar a história.
Desde as citações cifradas em letras como A Day In The Life (He blew his mind out in a car), até a clássica foto da capa de Abbey Road onde está com o passo fora da sintonia dos outros e descalço, um monte de “sinais” de sua morte foram detectados.
No próprio Abbey Road, Paul tratou de desmentir classudamente os boatos compondo uma obra sólida e sensacionalmente desconcertante sobre os problemas financeiros que a banda passava no momento com seu empresário Allen Klein, a quem Paul acusou literalmente de haver roubado mais de cinco milhões de dólares.
A brilhante sequencia que vai de “You Never Give Me Your Money” até “The End” eternizou em disco o processo contra o empresário costurando com algumas composições de Lennon para dar molho.

Também tratou de desmentir novamente a história mais tarde quando respondeu a John Lennon que o havia criticado dizendo que após o fim dos Beatles só escreveu: canções bobas de amor.
E foi com este título que compôs uma canção que Lennon, em toda sua genialidade nunca conseguiu igualar.
Sua “Silly Love Songs” foi o tapa na cara com luva de pelica que Lennon podia ter ido embora sem tomar...

Sobreviveu a um infarto na Nigéria quando por lá aportou para gravar seu Band On The Run e seguiu desmentindo por anos e anos com shows, discos, entrevista...
Esta semana esteve desmentindo aqui, entre os paulistanos novamente e levando talento ao recém inaugurado novo estádio do Palmeiras que, se dependesse da qualidade do time de futebol, nunca veria algo tão mágico em seu gramado.

Salve Paul, ele está vivo!

27 de nov de 2014

F1 2014 - Pequeno balanço da temporada

Foi um ano ruim, sem duvidas.
Mas não pelo tão propalado e verificado domínio da Mercedes durante todo o ano.
Longe disto.
Domínio sempre tem desde que a F1 se tornou algo moderno: McLaren, depois Williams, Ferrari, Red Bull... Houve pequenas interrupções como a Benetton, a Brawn e foi só.
O grande problema foi quem dominou.
A Mercedes nem é um time de F1 de verdade.
Está mais para velozes peças de marketing para a venda de seus (incríveis) carros de rua.
“-Ah, mas a Ferrari também é!” – pode dizer alguém.
Sim, é... Mas a possibilidade de ser ter uma Mercedes para os simples mortais é muito mais plausível do que a de ter uma Ferrari.
Ouso dizer que não existem torcedores da Mercedes.
Os pilotos também.
Dois tipos insossos que só são relevantes quando seus carros são dominantes.
Com carros medianos feitos pela McLaren, Hamilton sequer foi figurante.
Rosberg ainda mais, só existiu após entrar no time prateado.
Antes... Deixa pra lá.

Mas houve coisas boas dentro da ruindade do ano.
A surpresa Daniel Ricciardo (sim, para muita gente foi surpresa) vencendo corridas e sendo constante.
Terminou à frente do companheiro de equipe que não é nada, não é nada, é só tetra campeão.
Vettel teve um ano difícil, mas sempre que pode beliscou pontos importantes para garantir o vice-campeonato de construtores para a Red Bull.
Se houvesse premiação para os pilotos fora o título propriamente dito, penso que Daniel Ricciardo deveria ser o MVP da temporada.

Mais importante ainda o renascimento da Williams.
Desde seu corpo técnico que fez um belo carro onde acomodaram o potente motor Mercedes até seus pilotos que fizeram o que podiam de melhor dentro de suas possibilidades.
O terceiro lugar nos construtores mostra bem.
Tanto Massa quanto Bottas, que, aliás, ficou à frente na tabela de pontos dos pilotos, foram muito bem.
E se não foram melhor é porque por algumas vezes os estrategistas do time pisavam feio na bola.
Para o ano que vem a esperança segue firme.

A Ferrari teve um ano para esquecer.
Kimi, tanto pela ruindade do carro quanto por sua própria apatia, não foi sequer sombra do piloto que correu pela Lotus.
Se não mudar profundamente algo dentro do time, pobre Vettel.

Ainda mais descartável é o ano de Fernando Alonso.
Mas a ele resta a esperança que o projeto da McLaren com a Honda seja vitoriosa ou, num primeiro ano, ao menos promissora.
O time de Woking não tem nada para comemorar neste ano.
Tinha o melhor motor, mas o pior carro possível.

Para equipes médias o cenário foi de terror financeiro.
Esportivamente não fizeram nada para merecer grana dos organizadores.
Porém... Que se danem

As nanicas foram o que delas se esperou: nulas.
O melhor resultado veio seguido da pior noticia.
O único piloto a marcar ponto pilotando um cortador de grama daqueles (Jules Bianchi) sofreu o mais grave acidente do ano e ficou entre a vida e a morte.
A Marussia -seu time - se extinguiu, foi tarde.
A Caterham se valeu de uma vaquinha suspeita para estar no grid na última corrida do ano, mas também deve sumir para o ano que vêm.
Não fará falta.

Que o ano que vem seja melhor, porque se for pior que este, pode passar a régua e fechar a conta.

26 de nov de 2014

Crônica do GP: Definindo Abundabe

Abundabe é um circuito que parece, mas não é.
Parece legal, mas não é.
Parece emocionante, mas não é.
Parece desafiador, mas não é.
É travesti: parece mulher, mas não é.

O circuito é tão sonolento que deveria se chamar Autódromo Internacional Jenson Button.

Abundabe é como olhar um aquário: é bonito no começo, mas depois fica chato para caramba.

Abundabe é asséptico.
Nada se cria por ali...
Nem disputa, nem emoção.

Abundabe só não é comparado ao vácuo porque algo se propaga lá: a chatice.
E com a falta do barulho dos motores, também o sono.

Abundabe começa com a luz do sol e termina com a noite.
Isto explica porque dá sono.

Aqui no Brasil, Abundabe começa com os restos do café da manhã e termina com o começo do almoço.
Ainda bem...
Para aguentar aquilo só a lembrança da pizza do sábado à noite e a expectativa do almoço do domingo.

Mas  para este ano a escolha da pista final para o campeonato não poderia ser mais acertada.
O campeonato foi extremamente chato.
Mas não pelo domínio, que sempre tem, mas pelos dominantes: tanto equipe quanto pilotos não têm nem sal e nem açúcar.
Insossos.

25 de nov de 2014

Lado B do GP: Uma prova sem lado A

Os lados B da prova não poderiam ser outros: A despedida de Alonso da Ferrari, a provável aposentadoria de Jenson Button e a despedida de Sebastian Vettel da Red Bull.

Alonso vai embora de mãos vazias e provavelmente um gosto amargo.
Vettel sai com as mãos cheias. Totalmente vitorioso.
Button sai bem mais velho, mas... Quem liga?
Alonso vai provavelmente para a McLata, apostando em um projeto que envolve a Honda como handicap.
É uma aposta arriscada, mas com viés de alta.
Vettel vai para a Ferrari apostando em um projeto que só envolve ele mesmo como handicap.
É uma aposta arriscada e com viés de baixa.
Button pode ficar na MacLata ou ir embora.
Ai tanto faz.

Por sorte a Lotus do Pastor Maldonado pegou fogo.
Só assim para ter alguma emoção.
Alguém reclamou sobre a demora da chegada dos bombeiros.
Para que? Como diz o Zéo Brito: Quero ver Soraia queimada.

A corrida proporcionou a maior briga do ano na F1.
A briga do telespectador contra o sono.
A saída de Nico Rosberg da prova com problemas no carro deu outras cores à corrida.
As cores do desanimo, sabe?  Aquele azulzinho bebê.
E que fim de prova e campeonato para Nico Rosberg...
Além de perder a prova e o título, ainda tomou uma volta do companheiro de equipe.
Como disseram no twiter: a carruagem virou abóbora.

23 de nov de 2014

F1 2014 - Abundabe: A corrida nunca foi tão travesti como este ano

Sempre se diz que há dois tipos de corrida emocionantes: as cheias de brigas e disputas em pista e as tensas.
O circuito de Yas Marina, pelo seu traçado e configuração só pode render o segundo tipo.
Porém, e sempre há um, só pode render uma corrida tensa nos termos no qual é apresentada nesta edição: decidindo o campeonato.
Se fosse uma corrida do meio da temporada ou mesmo se já se chegasse a ela com o título decidido, nem tensão geraria.
Só sono.

Menos na largada, porque seja em Spa ou em Abumdabe, largada é sempre o momento mais bacana, emocionante e tenso de qualquer prova.
Porém, em uma largada horrível, Nico ficou para trás em relação a Hamilton e deixou mais da metade do título no colo do inglês...
Digam o que disserem, e entendam como quiserem, mas para este que escreve, este título foi decidido após a prova de Spa, quando Lewis jogou para a torcida fritando Nico Rosberg a quem acusou de haver reconhecido lhe ter furado o pneu de propósito, deixando constrangidos não só o piloto como a própria equipe.
Depois disto?
Ligaram o ferrorama.
Por que no autorama ao menos há algum tipo de controle sobre os carrinhos, no brinquedo de trens só se pode olhar ele andando mesmo.

Para coroar: o campeonato de Hamilton, Nico teve problemas.
Hamilton é a maior farsa deste esporte.
Além de ter chegado à categoria em um carro de ponta e fantástico, só ganhou corridas com carro imensamente superior a qualquer outro.
Com carros medianos da McLaren e mesmo com primeiro Mercedes que pilotou não fez nem figuração.
Há quem discorde, claro, mas também há quem prefira uísque paraguaio ao escocês.
Porém, para um campeonato tão sonolento e chato e cheio de artificialidades, não poderia haver melhor campeão.

De boa notícia o segundo e terceiro lugares da Williams e um renascimento de Felipe Massa.
Tomara que no ano que vem seja muito melhor.
Para todos.

21 de nov de 2014

Combustível para o fogo

O ambiente pesado – como convém a um velório – só foi quebrado devido à chegada de amigos mais íntimos do morto.
-Cirrose? – perguntou um à viúva.
-Falência múltipla dos órgãos. – respondeu ela entre prantos.
-Cirrose... – vaticinaram os outros amigos.

Silveira era a alegria das festas. Com ele o riso era garantido não importando o que fizesse para extraí-lo das pessoas.
Cheio de surpresas e histórias costumava agregar os amigos a elas sem nenhum aviso.
Turbinava-se com litros e litros de destilados e fermentados.
-Era um cu de cana. – disse outro à viúva que corou.
-Bebia só um pouco.  – tentou consertar um parente não muito próximo.
-A cada dez minutos sim: ai bebia um pouco... – todos tentaram em vão segurar o riso.

-E naquela festa da firma? – alguém lembrou.
-Quando se fantasiou de Papai Noel, mas esqueceu de por as calças?
-Sim... – e os risos foram abafados, mas espontâneos.
-Quando foi alertado que estava sem as calças ele se saiu muito bem...
-Foi, foi... Disse: “-Acho então que ninguém vai querer pegar os presentes no saco!”.
-Coisas da bebida...
-Era um cu de cana...
E todos assentiram com a cabeça diante da viúva ainda mais corada.

-Aquele dia quando pulou o balcão da padaria para se servir, lembram?
-Claro... Um cliente chegou dizendo que queria comer um americano com coca-cola.
-É e o safado disse que o Almeida não era americano, mas sabia falar inglês muito bem...
-O Almeida não achou graça...
-Não. Mas curiosamente foi visto com o cara da padaria várias vezes depois...
-Mas o Silveira sempre que podia dizia que o Almeida não era viado.
-Verdade... Mas quando enchia a cara falava que o Almeida era uma lésbica vestida de homem full time.
-Era um cu de cana...

Enfim, o velório vai chegando ao fim e começam os procedimentos para a cremação.
Todos confortam a viúva que a estas horas já anseia pelo fim da cerimônia. Quanto antes se livrar dos amigos do marido, melhor.
-Bem... Lá se vai ele. Esta é a única festa em que ele não apresenta nenhuma surpresa ou brincadeira.
-Verdade, se bem que um velório não é uma festa propriamente dita.
-Com o Silveira era... Ô se era...
-Por que ele escolheu ser cremado? – alguém perguntou à viúva.
-Ele disse que era para que tudo fosse bem rápido. – respondeu.
Todos concordaram.
Porém quando o corpo foi colocado dentro da pira crematória, estranhamente uma bola de fogo surgiu como se algo muito inflamável fosse atirado às chamas de repente. Talvez alguém tenha se descuidado com algo ou deixado algum produto inflamável perto demais...
Para espanto geral, apenas a viúva se pronunciou: “-Era mesmo um cu de cana... Ai o resultado.”.
Todos concordaram.

20 de nov de 2014

Alma não tem cor

Ninguém é louco ou imbecil a ponto de dizer que a luta acabou.
Longe disto.
Há de se continuar firme, forte e atuante contra os preconceitos.
Sejam eles de que tipo forem, mas principalmente o de cor...
É odioso.
Fui ensinado que por baixo da pele, somos todos vermelhos: literalmente.
E como diz aquela frase atribuída ao ator Morgan Freeman, que é negro, diga-se: é necessário parar de preocupar com a consciência negra, branca, vermelha ou amarela e começar a se preocupar com a consciência humana.
Porque é a única condição que une todos os homo sapiens por sobre a terra.
As restantes – todas elas – têm suas diferenças.
Mas a quem queremos enganar?
Celebrar consciências pontuais dá mais ibope, vende camisa e publicação segmentada...

19 de nov de 2014

Curtas metragem

Entrou sorrateiramente, pé ante pé... Quase imperceptível.
Parou.
E colocando as costas em uma coluna, com o revolver em punho encenou a mais clichê das posições dos filmes de mocinhos e bandidos.
Queria aproveitar um momento de descuido, mas não teve paciência.
Ao saltar no meio dos mal feitores não matou apenas o personagem, assassinou também a bilheteria.

Ela viveu até os oitenta anos com saúde invejável. Comia alga.
Ele morreu aos trinta e cinco. Comia Olga
É que ela, que se chamava Helga descobriu.
E Olga?
Nunca mais foi vista.

No ultra-som era menino.
Nasceu e era menina.
Cresceu na duvida.
Hoje sabe que é mulher, foi sua namorada quem a convenceu.

A música sempre fez parte de sua vida.
Toda ela tocara trombone.
Até casou com uma musicista.
É verdade que depois de alguns anos de casados começaram a não se dar muito bem.
Ao morrer deixou em testamento que tocassem em seu velório “When the saints go marching in”, mas com ressalvas:
“-Oboé não, oboé não é instrumento musical e sim de tortura.”.
Sua esposa - oboísta -  não compareceu ao funeral.

Desde criança adorava animais.
Estudou zoologia, também se formou biólogo.
Prestou concurso para trabalhar no Zoológico Nacional.
Aprovado em segundo lugar, nunca foi chamado.
Hoje é bicheiro na Lapa.

18 de nov de 2014

Saco de maldades para Abumdabe 2014

A Caterham, primeira equipe pedinte da F1 moderna confirmou que Kobadingo, o primeiro piloto pedinte correrá em Abumdabe.
Não sabíamos que teria maratona lá antes da corrida...
Como assim? Oras! O Koba vai correr a pé né? Porque o time mandou todo mundo para o olho da rua.
Quem vai montar o carro?
E de boa? Se correr a pé, mesmo no GP da F1, ainda é arriscado que o Koba chegue à frente das Sauber no fim da corrida.
E um conselho: Koba, a São Silvestre tá chegando... Pede para a Caterham inscrever você nesta também...
Ah sim... André Lotterer recusou o convite da Caterham pra correm lá em Abumdabe.
Motivo: "-Não quero ser um cara guiando lá no fundão." - disse.
Ainda há gente de bom senso no automobilismo.

Force Índia, Lotus e Sauber enviam carta a FOM e ameaçam veladamente de não correr em Abumdabe.
Eles querem mais grana na divisão do bolo.
Até é justo, desde que façam mais do que andam fazendo...
Mas esta de não correr em Abundabe não cola.
Já não correram o ano todo mesmo.

Segundo o site do GE a equipe Mercedes já tem um psicólogo preparado para o caso de Hamilton perder o título para Rosberg lá em Abumdabe.
Psicólogo?
Tinha que deixar preparado o contador da casa para fazer logo os papéis da demissão.
O cara só perde o título se chegar para baixo de segundo lugar, ou seja: quebrar.
Se conseguir o feito, tem que ir chupar um canavial de... Deixa pra lá.

Por outro lado, Rosberg está tranquilão.
Entenda isto como quiser...

17 de nov de 2014

Língua afiada, mas não sem razão

Vamos falar sério?
Ficar imputando a Bernie Ecclestone a culpa de todas as mazelas da F1 é uma atitude infantil, para não dizer hipócrita.
O fato de o homem ter feito grana (e grana para caraleo) com a categoria parece irritar profundamente as pessoas.
Como se alguma delas trabalhasse em suas áreas por esporte ou caridade e não pelo dinheiro que a ocupação rende.

Há culpa em Bernie?
Óbvio, mas não todas.
Há culpa pela escolha dos locais, das pistas, sim... Culpa pelo Tilke eu penso que principalmente.
Mas a busca desenfreada por segurança na categoria – que por vezes é apontada como culpada pela monotonia – não é dele.
Aliás, não é nem culpa.
Ninguém quer ligar a TV nos domingos pela manhã para ver quem é que vai morrer na pista. Liga-se para ver quem vai ganhar a corrida ou o campeonato.

Agora, após mais uma das entrevistas afiadas do manda chuva a opinião pública e até dos profissionais da opinião recaem sobre ele agressivamente, como se houvesse mentido em alguma das declarações.
Bernie diz que o público alvo da categoria não são os jovens de 15, 20 ou 30 anos de idade.
Que eles não têm dinheiro para comprar o que se é anunciado.
Mentiu? Não...
A maioria esmagadora do público desta faixa etária tem grana para consumir Red Bull, mas não Rolex, Mercedes ou Ferrari.

Quando ele diz que as equipes pequenas não precisavam estar em dificuldades, a ideia principal era dizer que estes nanicos (principalmente a turma de 2010) vieram ao circo para fazer dinheiro rápido e se consumir aos poucos.
Dinheiro rápido foi feito: nenhuma delas tem o mesmo nome ou dono de quando chegou à categoria e algumas até já se foram.
Os donos originais as criaram, venderam, recuperaram seu dinheiro e pronto. Primeira parte da profecia se cumpriu.
Agora a segunda parte: vão se consumindo lentamente, agonizando e fazendo com que os fãs do esporte morram de pena e até doem dinheiro como no caso da Caterham.
Grana jogada fora...  Adiando apenas uma morte horrível.

E quanto ao que disse sobre redes sociais... Poxa, sejamos sinceros: há algo de bom nelas?
Se não agrega nada – além de uma pequena diversão e muita torração de saco e paciência – para os jovens (exceção feita ao Zuckemberg) o que dirá a um senhor de mais de 70 anos?

A categoria não é mais a mesma? E daí? O mundo também não é mais o mesmo.
E isto não é culpa do Bernie.
Não tudo pelo menos.

14 de nov de 2014

Bobo na chuva (ou fora dela para não se molhar)

Circula por ai a notícia de que Robert Plant, aquele, recusou uma bolada para uma última turnê com sua ex-banda, aquela...
Não vi nada relativo ao outro cara, o tal do Page, se pronunciando sobre o assunto.
Mas não sei se a coisa é para ficar triste ou feliz...
É certo que a última apresentação dos caras (contando ainda com o John Paul Jones e as baquetas do filho do Bonhan, Jason) foi algo bem legal.
Até passou nos cinemas - lá fora, aqui só em DVD e CD - serviu para apagara péssima impressão que havia ficado daquela apresentação dos caras com Phil Collins na bateria (Live Aid, 1985, aquele mesmo que o Queen destruiu tudo).
Por outro lado, seria bem interessante ver os caras juntos novamente, com mais ensaio e – quem sabe? – tocando no Brasil.

Isto faz lembrar uma entrevista dada à Rolling Stone em que Plant disse que se um dia não tivesse mais o Led Zeppelin para voltar e tivesse de fazer uma entrevista de emprego, levaria consigo em uma pasta a letra de Stairway to Heaven e diria ao entrevistador: “-Ai... É isto que sei fazer.”.
Até ai tudo bem, caso o cara pedisse que ele escrevesse outra coisa ali mesmo.
Difícil seria se ele levasse uma fita com Fool in the Rain e o cara pedisse para ele reproduzir a levada de John Bonham...
Provavelmente seguiria desempregado

13 de nov de 2014

Silly week em três toques

O blog do Humberto Corradi ( o ótimo Corradi F1) publicou que entidades europeias se levantaram contra o patrocínio de bebidas alcoólicas na F1.
Obviamente dizem que bebidas e direção não combinam e que os pilotos deveriam dar exemplo disto não propagando a mensagem.
Balela e besteira.
Se a campanha surtir efeito, os já combalidos times vão ter que se virar para encontrar novas fontes de renda estampáveis em suas carrocerias.
Por vezes a impressão é de que estas entidades querem mesmo acabar é com a F1 e vai estrangulando-a aos poucos.
Primeiro foram os cigarros (com razão, já que o treco é estúpido), agora as bebidas e num futuro próximo provavelmente os energéticos (que são carregados de cafeína, que em alguns lugares é considerado droga).
 Curiosamente não se pregam contra a aparição das bebidas (ou dos cigarros) em filmes, novelas, seriados, páginas, sites... Cinema, TV e Internet enfim.
E ai? Vão proibir de estourar champanhe no pódio também?

A licitação para reforma do autódromo Nelson Piquet em Brasília foi suspensa.
Suspensa e não cancelada, entenda-se.
Muito provavelmente será tudo licitado novamente, com preços mais altos e mais brechas nos textos para superfaturamento, caixa dois etc., etc...
A prova da Indy corre risco?
Até corre, mas não muito.
O autódromo, segundo amigos residentes na cidade, está realmente em péssimas condições tanto de estrutura quanto de banda de rolagem. O asfalto propriamente dito.
Mas isto não é lá grande empecilho para a categoria que conta com traçados cortados por trilhos de trem, pistas com asfalto xexelento e um ou outro bom lugar.
Infelizmente, para o nível de espetáculo produzido pela categoria nos últimos anos, a pista de Brasília está até de bom tamanho.
Uma maquiada aqui, outra acolá e a transmissão oficial (Bandeirantes) dirá que tudo ali é de primeiro mundo e que só o Brasil é capaz de oferecer tanta qualidade...


E dizem por ai que Bernie Ecclestone sugeriu que as equipes médias (Lotus, Force India e Sauber) turbinassem carros da GP2 para seguir na F1 com mais folga orçamentária.
Vamos lembrar duas coisas importantes sobre esta noticia:
1) – É o mesmo Bernie que um tempo atrás “sugeriu” que molhassem as pistas antes das corridas para dar emoção e um monte de gente levou a piada como verdade e saiu escrevendo e falando horrores, absurdos e outros adjetivos menos nobres...

2) – O boato foi veiculado por um tal Bob Fernaley, diretor adjunto da Force India, que não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

Duas semanas até o GP que decide o campeonato (que convenhamos, não empolga ninguém nem pela corrida e nem pelo resultado que virá) e temos que aguentar cada coisa viu...

12 de nov de 2014

Crônica do GP - Nasr: Ao rés do chão

Assim como em Austin, o que mais chamou a atenção no fim de semana de GP do Brasil não foi a briga entre as Mercedes.
Ali já há um vencedor: o carro.
Os dois pilotos são médios, medianos e medíocres.
Também não foi o destino de Fernando Alonso que pode ir para qualquer lugar e até para lugar nenhum.
Mas a ida de Felipe Nasr para o cockpit da Sauber F1.

Até um tempo atrás a noticia seria magnífica, mas agora, na atual conjuntura é algo no mínimo preocupante.
Tanto pela crise técnica que faz com que seus carros se arrastem no campeonato sem marcar um misero ponto sequer (até a penúltima corrida do campeonato), quanto pela crise financeira que fez com que o time ficasse quase que totalmente apoiado apenas em seus dois pilotos.
A escolha de Ericsson e Nars não se deu pelo talento propriamente dito.
Ele até existe (em Nasr), mas de forma limitada.
Ericsson tem experiência na F1 e pode-se afirmar que não é lá grande coisa.
Nem a experiência e nem o próprio Ericsson.

Nars, apesar do vice-campeonato da GP2 também nunca foi um top driver por lá.
Não que ser top ou campeão na GP2 seja importante ou garantia para algo, alguns nem chegaram a F1.
Aliás, poucos podem dizer que foram campeões e tiveram como premio chegar à uma boa equipe na F1, para os outros, o upgrade pareceu mais um castigo.
Felipe Nasr está – por tudo que escrevi sobre a equipe – incluído no rol dos castigados.

Claro que na F1 tudo pode mudar tão rápido quanto os próprios carros, mas há de se levar em conta que para a mudança ocorrer é necessário dinheiro e não é pouco.
E tempo, os times que farão a diferença no ano que vem já começaram a desenvolver (e faz tempo) seus projetos ou atualizarão seus carros deste ano no caso de serem bem nascidos.
A Sauber não fez ou faz uma coisa e nem outra.

Há de se esperar, claro... Mas é conveniente baixar as expectativas criadas pela transmissão oficial.
E baixar muito, muito... Ao rés do chão que é para a queda ser mínima.

11 de nov de 2014

Lado B do GP - Brasil: poucos, mas tem

Lado B de GP no Brasil tem que ter e sempre tem... Embora não muitos.
Começa com a forçada de barra da imprensa local para fazer com que os pilotos citem Senna como seu ídolo durante as entrevistas.
Nesta hora não há como não se lembrar de Raikkonen dizendo que correr aqui é igual correr em qualquer outro lugar.
Alguns dizem sentir saudades do piloto brasileiro em Interlagos...
Sinceramente? Sinto mais saudades das chuvas que caiam antes, durante e depois das corridas...
Faz falta.

E na Williams...
As expectativas com Felipe Massa eram boas.
Até ele exceder limite de velocidade nos pits...
Falta alguém para orientar o rapaz: corre-se na pista, para-se nos boxes.
Ah, mas para-se no box certo, não no da Mclata, por favor...
Bottas teve problema com uma sobre viseira presa na asa do carro.
Antes já tinha tido problemas com o cinto de segurança...
Aparentemente o Rubinho saiu da equipe, mas o azar que ele carregava não.

E no fim um ensaio de briga entre as Mercedes.
A torcida por um enrosco dos dois malas era enorme.
A grande pergunta ao ver Hamilton chegando no Nico era uma só: vai ter ataque?
Claro que não...
Como ter ataque se os dois pilotos são tipo o Fred?
Dois cones...


Esta não precisa de texto explicatório...
E com o fim da corrida em Interlagos também acabou a esperança dos paulistanos de que a chuva caísse...
A represa não funcionou, amigo...

9 de nov de 2014

F1 2014 - Brasil: Interlagos é mágico

GP do Brasil não é só a corrida em si, mas sim todo o evento que a envolve.
Desde a chegada dos carros em Viracopos até a chegada tudo ganha outras cores, outros ares... Afinal: é no quintal de casa.
Literalmente.

A largada chocha mostrou que Nico gosta mesmo é de dar mole.
Hamilton largou melhor e ficou meia volta na frente, depois voltaram à programação normal da largada.

Quem não voltou foi Massa que excedeu velocidade nos boxes e tomou um pênalti de cinco segundos.
Para completar a hecatombe da Williams, Bottas teve problemas com seu cinto de segurança.

E os pneus deram o ar da graça.
O desgaste começou a ser muito grande e em todos os carros.
A transmissão evidenciava em closes em slow dos pneus dianteiros direitos
Ainda assim era pouco para aumentar a emoção da corrida.
Hamilton até tentou rodando quando fazia uma volta matadora na esperança de ganhar a posição do companheiro de equipe.

E não houve sorriso em Interlagos.
A suspensão do Red Bull de Daniel Ricciardo o deixou na volta quarenta.
A cara de WTF? dele – mesmo de capacete – enquanto os mecânicos mexiam no carro foi impagável.

Para manter a tradição de bons pegas em Interlagos, as Mercedes resolveram duelar entre si. Ou quase isto...
Rosberg e Hamilton numa guerra fria pela ponta da corrida.
Foi emocionante na medida em que era tenso, mas não houve uma briga propriamente dita.
É pouco, mas para a atual F1 é até razoável.

A última emoção da corrida ficou por conta da pequena briga entre as duas Ferrari, quem diria...
Alonso levou a melhor não porque tinha pneus melhores... Mas porque é melhor este ano todo.

No fim, não foi o GP do Brasil que sempre se espera, mas foi o melhor dentro das possibilidades que o ano na categoria permite.
E não foi pouco não...
Interlagos é mágico.